CASO CLÍNICO DE FOBIA ESPECÍFICA

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CASO CLÍNICO DE FOBIA ESPECÍFICA: INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA, FAZENDO USO DA TERAPIA
COGNITIVO-COMPORTAMENTAL.
Renata
Toscano
Sobreira
Camurça**
(Universidade
Federal
da
Paraíba-UFPB,
João
Pessoa,
PB).
TEXTO: Introdução: As fobias em geral iniciam-se na infância ou na adolescência, exceto aquelas de origem
traumática, as quais não têm idade característica de início (Ost, 1987). Ela envolve ansiedade antecipatória, medo
dos sintomas físicos, esquiva e fuga. Quando o medo excessivo apresenta estímulo definido, denomina-se fobia
específica (Lotufo Neto, 2011). Objetivos: promover a reestruturação cognitiva, para alcançar a mudança do
comportamento, a fim de obter melhor enfrentamento da situação problema. Método: Intervenção psicológica
fundamentada na terapia cognitivo-comportamental em jovem, que possui medo de dirigir e fobia de ladeiras.
Insegurança, difícil relacionamento com a mãe. Foram realizadas 48 sessões psicoterápicas fundamentadas na
terapia cognitivo-comportamental semanalmente, com duração de 45 minutos cada. O procedimento terapêutico
incluiu avaliação inicial, prognóstico e intervenção. Fazendo uso da psicoeducação, conceitualização cognitiva,
relação colaboradora, da dessensibilização sistemática e da exposição ao vivo. Resultados: Foi encaminhada ao
psiquiatra, fez uso do fármaco Olcadil 2mg/dia, por 7 meses, associado a psicoterapia. As mudanças foram visíveis
nos primeiros meses, os sintomas de ansiedade diminuíram, aos poucos aprendeu a identificar seus pensamentos
disfuncionais e encontrar respostas adaptativas para eles. Após 10 meses de associação de psicoterapia e fármaco,
foi feito o desmame da medicação, e após total estabilidade, seguiu para alta. Discussão: A.C.L.M., 18 anos, sexo
feminino e estudante. Reconhecida pelos pais, excelente aluna. Fora do contexto escolar, dificilmente concluía as
atividades extra classe, pois não conseguia se destacar e por medo de frustrar as expectativas dos pais, desistia.
Porém, ao aprender a dirigir um automóvel, uma ação racional, foi onde suas emoções se manifestaram de forma a
lhe afetar negativamente. Desde então passou a perceber sintomas que não eram normais, e que lhe faziam mal, e
atenuavam sua insegurança e medo, que viviam aprisionados dentro de si, logo seu medo de dirigir se transformou
em fobia de ladeiras. Evitava dirigir, e quando o fazia por necessidade, modificava seu trajeto para não se deparar
com a ladeira de acesso a sua casa. Pensava: “Os carros vão parar na ladeira e vou perder o controle”, “Acontecerá
uma tragédia”, “Provocarei um acidente”, “Não sou capaz de enfrentar esta situação”. Suas pernas tremiam muito,
seu coração disparava, suas mãos suavam e ficavam geladas, e o choro saia espontaneamente. Seus pensamentos
eram disfuncionais, e para modificar o comportamento, se fez necessário reestruturar a forma de pensar, com
respostas adaptativas, frente a situação problema.
Palavras-chave: Medo. Fobia. Intervenção Psicológica.
C749 Congresso Brasileiro de Terapias Cognitivas (10. : 2015 : Porto de Galinhas)
Programa e resumo do X Congresso Brasileiro de Terapias Cognitivas / Carmem Beatriz Neufeld, Aline Sardinha e Priscila de Camargo Palma
(organizadoras). – Porto de Galinhas: Federação Brasileira de Terapias Cognitivas, 2015.
ISBN 978-85-66867-01-5
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