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O ENSINO DE ARTE NO SÉCULO XXI: conflito entre teoria e prática no ensino
de Arte para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental do Ciclo II
TEACHING ART IN THE TWENTY-FIRST CENTURY: conflict between theory and
practice in teaching art to students in the 9th grade of Elementary School Cycle
II
Jacques Douglas de Calais Jesus – [email protected]
Graduando em Pedagogia – UNISALESIANO Lins
Prof. Me. Paulo Sérgio Fernandes – UNISALESIANO – [email protected]
Profª Esp. Érica Cristiane dos Santos Campaner – UNISALESIANO –
[email protected]
RESUMO
A pesquisa trata de possíveis conflitos entre a teoria e prática no ensinoaprendizagem em Arte na educação básica, no ensino dos alunos do 9º ano do
Ensino Fundamental. Para estudar o amplo tema desta investigação, foi necessário
escolher uma referência para a teoria e outra para prática aqui relacionada. O
objetivo deste estudo é colaborar para a reflexão sobre os possíveis conflitos entre a
teoria e a prática no ensino de Arte dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental,
pois se acredita que esta reflexão contribuirá para expandir a importância do
desenvolvimento das teorias em sala de aula, provocando melhores intervenções
pelo professor a seus alunos, conquistando um ensino de qualidade cada vez
melhor. A conclusão desse trabalho, é que a Arte apresenta diversas formas de se
expressar e são essas expressões que vão construir o currículo de Arte, e com isso
conseguir alcançar os objetivos na formação humana, mas é necessário mais
estudos sobre o currículo, a formação cultural e a responsabilidade do professor, da
escola e do sistema de ensino na formação mais produtiva do aluno.
Palavras-chave: Arte. Ensino-Aprendizagem. Teoria. Prática.
ABSTRACT
The research deals with potential conflicts between theory and practice in
teaching and learning in Arts in elementary education, teaching students the 9th year
of elementary school. To study the broad topic of this research, it was necessary to
choose a reference for the theory and practice related to another here. The objective
of this study is to contribute to the reflection on the possible conflict between theory
and practice in teaching art students in the 9th grade of Elementary School because
it is believed that this reflection will help to expand the importance of the
development of theories in room class, causing better interventions by the teacher to
his students, earning a quality education better. The conclusion of this work is that art
has many ways to express themselves and it is these expressions that will build the
curriculum of art, and thus achieving the objectives in the human, but more research
is needed about the curriculum, cultural training and the responsibility of the teacher,
the school and the education system in the most productive student education
Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 5., n.10, jan/jul de 2014
Keywords: Art. Teaching and learning. Theory. Practice.
INTRODUÇÃO
Vivendo em um mundo audiovisual, onde as imagens, os sons e os
movimentos fazem parte da vida do ser humano desde o momento em que se nasce
e nunca mais nos abandona. As pessoas são presenteadas com imagens, músicas,
danças no dia a dia, os objetos do cotidiano, das pessoas com as quais convivem,
as da natureza, as dos cartazes, outdoors, faixas, anúncios, propagandas, placas de
sinalização, TV, ícones de computadores, videoclipes, logotipos, símbolos,
distintivos, revistas, fotos e tantas outras mais. Mesmo de olhos fechados ou
sonhando, elas não abandonam em nenhum momento o ser humano.
Arte: é possível viver sem ela? É possível ao homem pensar, expressar-se,
comunicar-se sem a Arte?
Diante deste questionamento, surgiu a seguinte pergunta problema: qual a
importância da Arte integrada ao currículo dos alunos do 9° Ano do Ensino
Fundamental do Ciclo II?
O ser humano é um produtor/decodificador de imagens. Utiliza-se de signos
para tornar concreto algo que é totalmente abstrato: seus sentimentos e
pensamentos. O homem transforma ideias em signos.
O ensino de arte nas escolas e, notadamente o desenho e a pintura, desde a
educação infantil ao ensino médio, vem sofrendo, há décadas, de uma falta de
compreensão do real significado desses saberes na educação. Usados como lazer,
terapia, descanso das aulas mais sérias, as atividades artísticas têm aparecido nas
escolas como decoração de salas e corredores, execução de cartazes, bandeirinhas
de festas juninas, a pintura de coelhos da páscoa e das árvores de natal, sem falar
dos milhares de desenhos mimeografados e das dobraduras. Tudo em nome da
Arte!
O que se pretende hoje é um ensino de arte visto como área de
conhecimento, com objetivos e conteúdos próprios, isto é, estéticos. A escola tem
como dever formar produtores e leitores competentes dos códigos visuais, tornar o
olhar desses produtores e leitores da arte um olhar sensível, consciente, pensante,
que seleciona, reconhece qualidade estéticas, crítica e se comunica com e através
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de imagens.
É notável que a Arte constitui-se em uma das maneiras mais eficazes de
sociabilidade, cultura, lazer e é fonte comum de interesse dos alunos. Seja no
Ensino Fundamental Ciclo I, seja no Ensino Fundamental Ciclo II ou no Ensino
Médio, todo aluno gosta de brincar e brincando ele tem possibilidade de adquirir
novos conhecimentos; desenvolver a cooperação; estimular sua imaginação, e por
vez, sua criatividade; seu autoconhecimento e buscar conhecer o outro, e a aula de
Arte propiciam isso de uma forma educativa e dinâmico.
A sociedade do século XXI e cada vez mais caracterizada pelo uso intenso
do conhecimento, seja para trabalhar, conviver ou exercer a cidadania, seja
para cuidar do ambiente em que vive. Essa sociedade, produto da
revolução tecnológica que se acelerou na segunda metade do século
passado e dos processos políticos redesenharam as relações mundiais, já
esta gerando um novo tipo de desigualdade, ou exclusão, ligada ao uso das
tecnologias de comunicação que hoje mediam o acesso ao conhecimento e
aos bens culturais. (SÃO PAULO, 2008, p. 9)
A partir do momento em que a proposta curricular abrange esse ponto, a
pesquisa tornou-se relevante pelo fato de estar buscando práticas a serem adotadas
pelos professores.
Na hora da aula de Arte é possível também que o professor tenha um
conhecimento individual de seus alunos, pois através da observação o professor
pode notar os interesses, medos, concepções de mundo que cada aluno possui.
Evidenciando os pontos abordados acima pode-se concluir que este projeto
de pesquisa é fundamental para ampliar a visão de professores, pais e alunos sobre
as particularidades e especificidades encontradas na Arte e que estas se constituem
elementos essenciais para o desenvolvimento da criança estejam ela em qualquer
ambiente, seja em casa, na escola, na rua; a Arte e suas diversas formas de fazê-lo
são objetos de interesse de todos os alunos sem discriminação de faixa etária, racial
e social.
A partir da pesquisa vem à pergunta questão se os professores estão
preparados para esses alunos nascidos e criados num Mundo digital de informação
de terabits, um Mundo do século XXI?
Percebem-se algumas possibilidades de respostas, em que só o ensino de
Arte e o empenho e dedicação do profissional de Arte podem resolver.
A Arte promove o desenvolvimento cognitivo, motor, afetivo e sociocultural do
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aluno.
Através
da
Arte
é
possível
que
o
professor
trabalhe
com
a
interdisciplinaridade associando-a aos mais diversos conteúdos, porém é necessário
que seja deixado um tempo livre para que seu aluno possa desenvolver suas
habilidades de forma espontânea e assim expressar sua criatividade e sua visão de
mundo.
É propício que o aluno do 9º ano não se depare com uma realidade escolar
no Ensino Fundamental muito diferente daquela vivida por ele, onde nessa série há
uma grande pressão e cobrança pela mudança de ciclo, com a saída do Ensino
Fundamental e a entrada do Ensino Médio. Esta é uma realidade encontrada em
várias escolas da rede estadual de ensino.
A preocupação em cumprir os conteúdos do currículo é predominante a de
promover o bem-estar do aluno através dos conteúdos maçantes e intensos, e isto
se torna prejudicial na aprendizagem e no desenvolvimento integral do aluno.
1
EVOLUÇÃO DO ENSINO DE ARTE
O ensino de Arte no âmbito escolar tem um percurso não muito longo. A
trajetória educativa da Arte no Brasil data de meados do século XIX, quando vários
movimentos socioculturais, iniciou-se oficialmente o ensino artístico. No século XIX,
o ensino de Arte tinha suas concepções artísticas desvinculadas de um ideal
comum. As escolas primárias e secundárias ministravam isoladamente: desenho,
trabalhos manuais, música e canto orfeônico.
Nas primeiras décadas do séc. XX, o ensino de Arte desenvolveu-se de
acordo com as características de algumas tendências pedagógicas. Inicialmente, a
Pedagogia Tradicional seguia uma linha de trabalho de acordo com os princípios da
sociedade europeia em pleno desenvolvimento industrial, valorizando a técnica em
detrimento do fazer e objetivando a produção, por meio da transmissão de
conteúdos reprodutivistas. O aluno deveria assimilar modelos, através da repetição,
memorização e cópia. Paralela a esta tendência, surge a Pedagogia Nova que era
constituída por uma linha de trabalho que trazia como ênfase a expressão,
preocupando-se com as necessidades e formas de expressão individuais,
valorizando a espontaneidade e crescimento do aluno.
Na Pedagogia Tradicional, o processo de aquisição dos conhecimentos é
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proposto através de elaborações intelectuais e com base nos modelos de
pensamento desenvolvidos pelos adultos, tais como análise lógica, abstrata.
Na entrada da década de 60, arte-educadores lançaram as bases para uma
nova mudança de foco dentro do ensino de Arte, questionando basicamente a ideia
do desenvolvimento espontâneo da expressão artística da criança e procurando
definir a contribuição específica da arte para a educação do ser humano. A reflexão
que inaugurou uma nova tendência, cujo objetivo era precisar o fenômeno artístico
como conteúdo curricular, de um lado, a revisão crítica da livre expressão; de outro,
a investigação da natureza da arte como forma de conhecimento. Como em todos os
momentos históricos, o pensamento produzido por esses autores estava
estreitamente vinculado às tendências do conhecimento da época, manifestadas
principalmente na linguística estrutural, na estética, na pedagogia, na psicologia
cognitivista, na própria produção artística, entre outras.
O ensino de Arte é identificado pela visão humanista e filosófica que
demarcou as tendências tradicionalistas e escolanovista. Embora ambas se
contraponham em proposições, métodos e entendimento dos papéis do
professor e do aluno, ficam evidentes as influências que exerceram nas
ações escolares de Arte. Essas tendências vigoraram desde o início do
século e ainda hoje participam das escolhas pedagógicas e estéticas de
professores de Arte. (BRASIL, 1998, p.1)
Em 1988, com a promulgação da Constituição, iniciam-se as discussões
sobre a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que seria sancionada
apenas em 20 de dezembro de 1996. Convictos da importância de acesso escolar
dos alunos de ensino básico também à área de Arte houve manifestações e
protestos de inúmeros educadores contrários a uma das versões da referida lei, que
retirava a obrigatoriedade da área.
Com a Lei n. 9.394/96, revogam-se as disposições anteriores e Arte é
considerada obrigatória na educação básica: “o ensino da arte constituirá
componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma
a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (art. 26, § 2o). (BRASIL, 1996).
Vê-se que da conscientização profissional que predominou no início do
movimento Arte-Educação evoluiu-se para discussões que geraram concepções e
novas metodologias para o ensino e a aprendizagem de arte nas escolas.
Na proposta geral dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), Arte tem
uma função tão importante quanto à dos outros conhecimentos no processo de
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ensino e aprendizagem. A área de Arte está relacionada com as demais áreas e tem
suas especificidades.
A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da
percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à
experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e
imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e
conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas
diferentes culturas.
As atividades artísticas quando planejadas adequadamente, em um ambiente
descontraído e alegre, contribui para a promoção do desenvolvimento de
habilidades, capacidades e também da linguagem, atentando para a necessidade do
professor apreciar o valor global da expressão artística como forma de comunicação.
2
ARTE: TEORIA VERSUS PRÁTICA
A questão central do ensino de Arte no Brasil e um enorme descompasso
entre a produção teórica, que tem um trajeto de constantes perguntas e
formulações, e o acesso dos professores a essa produção, que é dificultado pela
fragilidade de sua formação, pela pequena quantidade de livros editados sobre o
assunto, sem falar nas inúmeras visões pré-concebidas que reduzem a atividade
artística na escola a um verniz de superfície, que visa as comemorações de datas
cívicas e enfeitar o cotidiano escolar.
Incorporação de conhecimentos e prática tecnocientífica, portanto, são
atributos de qualificação necessários para a inserção e intervenção do homem
nesse mundo competitivo. É nesta perspectiva que a formação de formadores devese relacionar com a educação básica, entendendo-se competência, segundo as
Referências para Formação de Professores como:
[...] capacidade de mobilizar múltiplos recursos, entre os quais os
conhecimentos teóricos e experiências da vida profissional e pessoal, para
responder às diferentes demandas das situações de trabalho. Apoia-se,
portanto, no domínio de saberes, mas não apenas de saberes teóricos, e
refere-se à atuação em situações complexas. (BRASIL, 1998b, p. 61)
O importante como educadores, é acreditar no potencial de aprendizagem
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pessoal, na capacidade de evoluir, de integrar sempre novas experiências e
dimensões do cotidiano, ao mesmo tempo em que se compreende e se aceita os
limites, o jeito de ser, a história pessoal.
O educador é um ser complexo e limitado, mas sua postura pode contribuir
para reforçar que vale a pena aprender, que a vida tem mais aspectos positivos que
negativos, que o ser humano está evoluindo, que pode realizar-se cada vez mais.
Pode ser luz no meio de visões derrotistas, negativistas, muito enraizadas em
sociedades dependentes como a nossa.
Numa sociedade em mudança acelerada, além da competência intelectual, do
saber específico, é importante que as pessoas sinalizem com formas concretas de
compreensão do mundo, de aprendizagem experimentada de novos caminhos, de
testemunhos vivos das nossas imensas possibilidades de crescimento em todos os
campos.
O educador é especialista em conhecimento, em aprendizagem. Como
especialista, espera-se que ao longo dos anos aprenda a ser um profissional
equilibrado, experiente, evoluído; que construa sua identidade pacientemente,
equilibrando o intelectual, o emocional, o ético, o pedagógico.
Por que, nas mesmas escolas, nas mesmas condições, com a mesma
formação e os mesmos salários, uns professores são bem aceitos, conseguem atrair
os alunos e realizar um bom trabalho no ofício de ajudar os alunos a aprender?
Não há uma única forma ou modelo. Depende muito da personalidade,
competência, facilidade de aproximar e gerenciar pessoas. Uma das questões que
determina o sucesso profissional maior ou menor do professor é a capacidade de
relacionar-se, de comunicar-se, de motivar o aluno de forma constante e
competente. Alguns professores conseguem uma mobilização afetiva dos alunos
pelo seu magnetismo, simpatia, capacidade de sinergia, de estabelecer um ‘rapport’,
uma sintonia interpessoal grande. É uma qualidade que pode ser desenvolvida, mas
alguns a possuem em grau superlativo, a exercem intuitivamente e facilita todas as
atividades propostas.
O sucesso pedagógico depende também da capacidade de expressar
competência intelectual, demonstrar que se conhece de forma pessoal determinadas
áreas do saber, que as relacionam com os interesses dos alunos, que se pode
aproximar a teoria da prática e a vivência da reflexão teórica.
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O educador não precisa ser ‘perfeito’ para fazer um grande trabalho. Fará um
grande trabalho na medida em que se apresenta da forma mais próxima ao que ele
é naquele momento, que se ‘revela’ sem máscaras, jogos. Quando se mostra como
alguém que está atento a evoluir, a aprender, a ensinar e a aprender. ‘O bom
educador’ é um otimista, sem ser ‘ingênuo’. Consegue ‘despertar’, estimular,
incentivar as melhores qualidades de cada pessoa.
Como em outras profissões há uma distância entre os sonhos e a realidade.
No começo, recém-formados, os jovens professores compensam com o entusiasmo
a falta de experiência e de formação nos métodos e técnicas de comunicação em
sala de aula, de gestão do processo de ensino-aprendizagem.
Uma parte dos professores continua sua rotina a caminho da mediocridade.
Tem professores que se burocratizam na profissão. Outros se renovam com o
tempo, se tornam pessoas mais humanas, ricas e abertas. As chances são as
mesmas, os cursos feitos, os mesmos; os alunos, também são iguais. A diferença é
que uma parte muda de verdade, busca novos caminhos e a outra se acomoda na
mediocridade, se esconde nos ritos repetidos.
Quando se pensa em educação costuma-se pensar no outro, no aluno, no
aprendiz e esquecer como é importante olhar os que são profissionais do ensino
como sujeitos e objetos também de aprendizagem.
A cada dia é confirmado mais a importância de ter mais e mais pessoas na
sociedade e especificamente na educação que sejam capazes de relacionar-se de
forma aberta com os outros, que facilitem a comunicação com os colegas, alunos,
administração e famílias. Pessoas maduras emocionalmente, que saibam gerenciar
os conflitos pessoais e grupais; que tenham suficiente flexibilidade para
compreender diferentes pontos de vista, e intuição para aproximar-se de forma
adequada a diferentes pessoas e formas de viver.
Necessita-se
urgentemente dessas pessoas para mudar o enfoque
fundamental das práticas educacionais, para vivenciar práticas mais ricas, abertas e
significativas
de
comunicação
pedagógica
inovadora,
profunda,
criativa,
progressista.
Descobre-se, com satisfação, que mais e mais pessoas estão ou mudando ou
querendo mudar. Isso é um excelente sinal de que é possível realizar um grande
trabalho na educação brasileira. Deve-se concentrar nestes grupos que estão
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prontos para o novo, que procuram aprender, que estão dispostos a avançar, a
experimentar formas mais profundas de comunicação pessoal e tecnológica.
3
PESQUISA DE CAMPO
Para demonstrar que a importância da Arte integrada ao currículo dos alunos
do 9° Ano do Ensino Fundamental do Ciclo, utiliza-se de signos para tornar concreto
algo que é totalmente abstrato: seus sentimentos e pensamentos.
O ensino de arte nas escolas deve notadamente ser visto como área de
conhecimento, com objetivos e conteúdos próprios, isto é, estéticos e não mais
como uma falta de compreensão do real significado desses saberes na educação.
Foi realizada uma pesquisa de campo em duas escolas estadual (Escola A e
Escola B) na cidade de Lins, com professores de Arte da rede estadual, que também
tomaram ciência e assinaram o referido Termo. A pesquisa foi realizada no período
de janeiro de 2014 a maio de 2014.
Os métodos de procedimentos usados na pesquisa foram:
Histórico:
que
consistiu
em
investigar acontecimentos,
processos e
instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje;
Comparativo: usado tanto para comparações de grupos no presente, no
passado, ou entre os existentes e os do passado, quanto entre sociedades de iguais
ou de diferentes estágios de desenvolvimento;
Estatístico:
significa
redução
de
fenômenos
sociológicos,
político,
econômicos, a termos quantitativos e a manipulação estatística, que permite
comprovar as relações dos fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua
natureza, ocorrência ou significado.
A coleta de dados foi feita por meio de questionário respondido pelos
professores de arte, com perguntas abertas, relacionadas ao currículo e a
metodologia do professor no ensino da arte.
Foi aplicado também um questionário para os alunos do 9° Ano sobre a
metodologia do ensino da arte e uma avaliação baseada no Material de Apoio ao
Currículo do Estado de São Paulo – Caderno do Aluno – Arte – Ensino Fundamental
– anos finais – 8ª. Série – 9º, volume 1.
O método estatístico consistiu no teste da diferença entre as médias. A
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estatística dispõe-se de inúmeros testes de significância. A utilização de cada um
deles dependeu de um conhecimento prévio acerca da extensão, distribuição e
qualidade dos dados, também foi realizada a análise dos conceitos, pois a
estatística, por si só não possibilitou a interpretação dos resultados.
Os professores que participaram desta pesquisa, lecionam no 9° Ano do
Ensino Fundamental. Não foi utilizado como critério de inclusão, gênero, idade ou
tempo de serviço, apenas a sua formação em Educação Artística ou Arte.
Participaram da pesquisa, alunos do 9º. Ano do Ensino Fundamental, de duas
escolas estaduais, aqui denominadas A e B, situadas na cidade de Lins.
O pesquisador encaminhou uma Carta de Apresentação do Projeto, para a
Diretora da Escola, juntamente com os instrumentos de coleta de dados, solicitando
autorização para aplicação do Questionário e Avaliação.
No questionário para os professores de arte, as respostas das perguntas
elaboradas para os professores foram analisadas de forma descritiva e discutidas
com os professores da área, que em media possuem 18 anos de serviço em sala de
aula. Constatou-se que todos os professores possuem formação condizente aos
seus cargos, como preconiza a Lei n. 9.394/96, art. 26 § 2º. (BRASIL, 1996)
Os professores entrevistados responderam que planejam suas aulas
conforme o currículo do Estado de São Paulo, mas que nem sempre o que foi
planejado acontece. 17% das entrevistadas responderam que não sabe o porquê de
planejar, já 17% responderam que às vezes planejam e a grande maioria
66%planejam suas aulas e costumam estabelecer objetivos. Percebe-se nesse caso
a falta de informação de alguns professores sobre o conceito de planejar e
estabelecer metas, segundo a Proposta Curricular do Estado de São Paulo todos os
professores entrevistados responderam que usam a apostila como material didático
na sala de aula, mas também utilizam de outros recursos para enriquecer o
conteúdo da aula. É claro que todos usam a apostila por imposição da Secretaria da
Educação de São Paulo (S.E.), segundo a professora B: “as vezes, a apostila foge
das realidades dos alunos, daí acrescento atividades utilizando o objetivo com
outros conteúdos”, já a professora D: diz “como há um currículo pré-estabelecido
pela S.E., não posso fazer aulas de foras diferentes do que já especificado”.
Todas
as
professoras
pesquisadas
dizem
conhecer
o
PCN,
desconhecem o valor do documento e o conteúdo da proposta na sua integra.
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mas
Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de
qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País. Sua
função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema
educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações,
subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros,
principalmente daqueles que se encontram mais isolados, com menor
contato com a produção pedagógica atual. (BRASIL, 1988. p, 13)
As respondentes acreditam que o conteúdo de Arte contribui na formação
cidadã do jovem, tonando-os criadores de sua própria historia, protagonistas de sua
própria vida. Para a professora E: “a Arte possibilita a todos a construção de
conhecimentos que interajam com sua emoção, por meio do pensar, do apreciar e
do fazer, entre as áreas de conhecimento que contribuem para incitar o pensamento,
a arte ocupa um lugar de destaque”, e a professora F: diz “que a Arte leva o aluno a
olhar para um novo mundo. Durante as aulas conceitos são explicados e explorados
de forma peculiar, de modo a instigar reflexões sobre produções artísticas e outras
formas de arte, levando-o a sentir a possibilidade de serem produtores de Arte”.
No questionário para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental Ciclo, as
respostas das escolas A e B foram apresentados e comparados entre si com o
objetivo de verificar o nível de conhecimento sobre a Proposta Curricular do Estado
de São Paulo – Arte e sobre a metodologia aplicada da disciplina.
Os respondentes foram bastante ecléticos em suas respostas, os alunos da
escola A descreveram seu professor como uma pessoa que os deixa dar opinião,
compreensivo, conduz a aula de forma diferente, relaciona-se bem com todos os
alunos, conduz muito bem suas aulas e divertido, louco e inesperado, bom, justo e
criterioso. Os alunos da escola B descrevem seu professor como uma pessoa que
ficava dando texto, não explicava nada, suas aulas eram chatas e passava muitas
coisas na lousa, usava muito a apostila, não dominava a sala e que ouve muitas
trocas de professores.
Na avaliação para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental Ciclo II. As
respostas das escolas A e B foram apresentadas e comparadas entre si com o
objetivo de verificar o nível de conhecimento sobre a Proposta Curricular do Estado
de São Paulo – Arte e sobre a metodologia aplicada da disciplina.
Os resultados obtidos com essa avaliação demonstram que os alunos da
escola A levam um melhor desempenho em relação a escola B, pois os alunos da
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escola A sente-se mais a vontade e livre para debater e discutir sobre o conteúdo e
as duvidas em relação a Arte com o professor.
PARECER FINAL
A grande questão no decorrer dessa pesquisa de campo foi o de oferecer
informações, despertar reflexões e análises, com a expectativa de pensar novas
rotas e caminhos para o ensino de arte, melhorando com isso a maneira como a
escola e os profissionais da educação vêm conduzindo o ensino –aprendizado na
cidade de Lins.
A pesquisa mostrou que a Arte é ação, razão, sentimento, expressão,
conhecimento, sensação, comunicação e principalmente informação. Confirmando a
arte como um conjunto de formas variadas da expressividade humana.
Pode-se com isso verificar que a Arte tem o mesmo valor de qualquer outra
disciplina, e que ela deve ser valorizada e considerada no mesmo patamar de
importância dos outros conteúdos, de acordo com os PCN – Artes (1998. p, 61) “tal
aprendizagem pode favorecer compreensões mais amplas para que o aluno
desenvolva sua sensibilidade, afetividade e seus conceitos e se posicionar
criticamente”. Pois a arte visa para o aluno torna-lo um cidadão crítico e criativo, que
saiba ver e ouvir, preparando-o para atuar na sociedade e construir sua própria
história sendo ele um protagonista dessa construção.
CONCLUSÃO
Provavelmente é difícil de responder de forma objetiva o que é Arte, pois não
existe uma maneira única de entender o Mundo e a vida, mas, a Arte é a capacidade
que o homem possui de por em pratica uma ideia, um sonho em realidade.
Vê-se algumas possibilidades de respostas, em que só o ensino de Arte e o
empenho e dedicação do profissional de Arte pode resolver.
Através
da
Arte
é
possível
que
o
professor
trabalhe
com
a
interdisciplinaridade associando-a aos mais diversos conteúdos, com vista a um
resultado que pode ser obtido por diferentes meios.
A prática da Arte, na maioria das vezes, está desvinculada às estratégias de
aulas aplicadas no Ensino Fundamental, estando sempre voltadas a execução e
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cumprimento dos conteúdos por parte dos professores. Tendo esta visão da Arte
nas escolas, esta pesquisa objetivou levantar dados sobre a importância que tem a
Arte para os alunos do 9° Ano do Ensino Fundamental Ciclo II.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB. Lei n. 9.394/96 (art.
26, § 2o). Palácio do Planalto – Presidência da República, Brasília, 1996.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm >. Acesso: em
23 abr. 2014.
______. PCN Arte. Portal do MEC – Ministério da Educação, Brasília, 1998.
Disponível em: < portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf > Acesso em: 23 abr.
2014.
______. Constituição (1988). Constituição da República Federal do Brasil.
Brasília, Constituição Federal, 1988.
______. Lei de Diretrizes e Base. Lei nº 9.394/96. De 20 de dezembro de 1996.
Brasília, 1996.
______. Secretaria de Educação Fundamental.
Nacionais: Arte. Brasília: MEC /SEF, 1998 b
Parâmetros
Curriculares
LEI Nº 12.796, DE 4 DE ABRIL DE 2013. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro
de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor
sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências. [S.L.]
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