Isolamento de linhagens de leveduras da biodiversidade do solo do

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55º Congresso Brasileiro de Genética
Resumos do 55º Congresso Brasileiro de Genética • 30 de agosto a 02 de setembro de 2009
Centro de Convenções do Hotel Monte Real Resort • Águas de Lindóia • SP • Brasil
www.sbg.org.br - ISBN 978-85-89109-06-2
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Isolamento de linhagens de leveduras da
biodiversidade do solo do cerrado produtoras de
enzima amilolíticas com interesse biotécnológico
Sá, FVJ¹; Passini, MRZ¹; Zanchetta, A¹; Guerra, OG¹
¹Laboratório de Genética Molecular e Microorganismo – Departamento de Ciências Naturais – Campus de Três Lagoas – UFMS
[email protected]
Palavras-chave: biotecnologia, enzimas amiloliticas, linhagens de levedura, cerrado, amido
O grande potencial em diversas aplicações biotecnológicas e o rápido desenvolvimento científico levou ao
isolamento de um grande número de novas espécies de linhagens de levedura. Entretanto, hoje, sabe-se que a
riqueza da biodiversidade de leveduras na natureza é enorme, há mais de 700 espécies descritas e estima-se que
estas representem somente uma pequena fração (cerca de 5%) do total existente no planeta. Os microrganismos da
biodiversidade do Cerrado e sua ocorrência ainda são pouco explorados cientificamente. Este trabalho teve como
objetivo isolar e analisar linhagens de levedura dessa biodiversidade que utilizam de forma satisfatória o amido
cozido como única fonte de carbono, visando sua futura aplicabilidade biotecnológica. O amido é um polissacarídeo
amplamente distribuído na natureza que tem grande aplicação industrial, pode ser facilmente degradado por
enzimas amilolíticas produzidas por microorganismos. Atualmente, microorganismos que degradam amido
apresentam grande importância biotecnológica, tais como aplicações nas indústrias têxteis, papel e celulose, de
couro, detergentes, cervejas, bebidas destiladas, panificação, cereais, ração animal, indústria química e farmacêutica.
Foram coletados 250 g de solo em cinco pontos diferentes do Bosque da 2ª Cia de Infantaria de Três Lagoas-MS,
que consiste em um remanescente urbano de Cerrado sensu-stricto, para que ocorresse o isolamento de linhagens
de leveduras produtoras de enzimas amiloliticas. Colocou-se dez gramas de cada uma das cinco amostras de solo
separadamente em 100 ml de meio mínimo (meio S) líquido para levedura, acrescido de antibiótico, utilizando
como única fonte de carbono o amido cozido, que foi preparado numa solução em concentração de 5%, estando
numa concentração final de meio de 0,5%. Após a semeadura, as amostras foram acomodados em temperatura
ambiente e agitados manualmente em intervalos de meia em meia hora em período diurno por 120 horas. Após
incubação, transferiu-se 500 µl do sobrenadante de cada amostra para nova, estes também foram acomodados
em temperatura ambiente e agitados manualmente em intervalos de meia em meia hora em período diurno por
120 horas. Posteriormente, foram plaqueados 100 µl de cada amostra a em meio mínimo (meio S) sólido para
levedura. O plaqueamento foi feito em duplicata. As placas foram incubadas em estufa BOD a 28ºC por 15 dias.
Após o crescimento as placas foram abertas e emborcadas sobre outra contendo cristais de iodo sublimado. As
linhagens de bactérias que promoverem a degradação do amido geraram um halo incolor ao redor das colônias,
sendo que o meio de amido não degradado encontrava-se azul violeta. Houve variação no número e forma de
colônias crescidas, entretanto todas as amostras mostraram-se produtoras de enzimas amilolíticas. Podendo-se
que existem linhagens de levedura isoladas da biodiversidade do Cerrado que produziram algum tipo de enzima
amilolítica que puderam ser expressas e excretadas in vitrApoio Financeiro:UFMS
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