Edilane Guerra - Grupos.com.br

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IMUNOLOGIA 21/09/2007
Professor Luciano
Parte 1 [Transcrito por Edilane Guerra]
(Gente tinha muita bobagem e conversa
nessa aula, incluindo histórias do passado,
política, frustrações políticas,... aí eu vou
tentei tirar. As coisas que prestam estão
destacadas.bjãooooo turminha linda!).
Quando se tenta enfocar o tema
sistema imunológico, imunologia é comum vir
à cabeça de quem está começando o sentido
de defesa.
Isso foi implantado em nossos
conhecimentos pela escola americana, que
instituiu um sistema de defesa do organismo.
O sistema exerce função de defesa,
mas antes ele exerce muito mais a função de
homeostase, de adaptação. Ele primeiro faz
uma adaptação dele ao organismo onde ele
está contido e depois do organismos em que
se encontra ao ambiente. Essa é a primordial
função do sistema imunológico.
Então, todos nós somos constituídos
por partículas antigênicas. E antígeno não é
tudo aquilo que é estranho ao organismo
não, porque nossas células são antigênicas.
Porque que nós rejeitamos transplantes?
Porque que nós sofremos alguns acidentes
em transfusões sanguíneas? Porque nós
rejeitamos aqueles antígenos que no doador
ele não rejeitava? Porque ele não rejeitava?
Porque o nosso sistema imunológico passa
por um processo de aprendizado, e ele
aprende a tolerar a presença de nossos
antígenos. Isso é fundamental para a vida.
Porque nós não respondemos,
normalmente, a nossos antígenos? Porque
normalmente? Porque às vezes nós
respondemos o que pode levar as doenças
auto-imunes.
Essa é a primeira grande mudança
conceitual.
Tudo na vida tem validade e nossas
células também e já nascem com a
programação de morte que é a apoptose.
Quando chega o tempo de vida dela a
apoptose é ativada e ela morre ela tendo
exercido sua função ou não.Ela morre para
que outra célula venha substituí-la. O que
acontece algumas vezes é que esse
processo pode ser acelerado, a apoptose
pode ser ativada antes do tempo e nisso a
imunologia tem importância. Outras vezes a
apoptose é bloqueada e a célula torna-se
imortalizada, imortalizada por processos
biológicos. E isso acontece em processos
malignos, em alguns tumores as células se
imortalizam pela presença de algum
ocogene, em alguns linfomas as células se
imortalizam pela presença de um ocogene.
Então, por processos biológicos elas se
tornam imortais. Mas se você fizer uma
radioterapia, o linfócito é radiosensível, ou
uma quimioterapia o linfoma morre.
Então, a principal mudança de
conceito é esse: imunologia não é
essencialmente defesa. Ele exerce defesa?
Exerce. Quando há uma alteração no
equilíbrio ou alteração na adaptação, aí ele é
ativado para eliminar aquela causa, aquele
agente que está causando desequilíbrio; seja
a causa do meio ambiente, seja ela do
organismo. Uma vez eliminada a causa do
desequilíbrio, o próprio sistema imune tenta
restaurar aquela área e o equilíbrio é
restabelecido.
A idéia que o sistema imunológico é
de defesa veio através da história, se você
for analisar a história da imunologia como
uma ciência recente, porque seu grande
desenvolvimento se deu da década de 50
para cá, foi quando se deu o grande
desenvolvimento da imunologia, mas ela
data de 1000 a.a.c., há dados históricos de
1000 a.a.c. dos chineses, quando eles
observaram que se eles fizessem um pó da
casca da ferida da varíola e inalassem, eles
observaram que estariam isente de pegar
essa doença.
A história da imunologia foi toda
baseada nos estudos de vacina, por isso ela
é sempre associada a microbiologia, porque
ela sempre estava associada a um vírus, a
uma bactéria, a um parasito.
Mas de 50 para cá, com a descoberta
que poderia haver do que eles chamavam de
(horror auto-tóxico)* e o que nos, hoje,
chamamos de autotolerância é que a
imunologia começou a crescer e veio
crescendo em um desenvolvimento tão
rápido que hoje em dia é muito maior que a
microbiologia. Se você quer estudar qualquer
doença, qualquer uma, a imunologia está no
meio.
* NÃO SEI SE ESTÁ CERTO!
Parte 2 [Transcrito por Eduarda Tenório]
Uma que eu pensei que não existisse
envolvimento imunológico alguns anos atrás
eram as doenças psíquicas e hoje eu estudo
e trabalho sobre psico-neuro-imunologia.
Então, em qualquer doença hoje em dia a
imunologia está envolvida, daí a importância
desse eixo neuro-imuno-endócrino, não tem
nenhum sistema mais importante do que o
outro, não existe isso, todos eles são
extremamente importantes. Agora em termos
de cooperação, em termos de integração
esses são os mais importantes: o nervoso, o
endócrino e o imunológico.
A imunologia hoje é muito grande e no
começo que era fácil de estudar porque era
uma coisa pequena, hoje em dia é
desafiador, por isso que a imunologia é
gostosa, por isso que eu me entusiasmo
demais quando estou estudando imunologia,
porque todo dia ela me desafia.
E o engraçado é que apesar de sermos da
mesma espécie, nosso sistema imunológico
se comporta de forma diferente. O seu
organismo não responde igual ao dela, nem
ao dele, nem ao do seu irmão.
Então, como é que se dá essa adaptação?
Como é que o sistema imunológico começa
esse processo de adaptação? Começa na
vida intra-uterina, quando ele começa a
formar os chamados órgãos linfóides. Dentre
as células da resposta imunológica existe as
células que vão efetivar a resposta
imunológica. Quem são essas células? São
os linfócitos. Eles são importantes porque
eles vão efetivar a resposta imunológica, são
eles que vão fazer a resposta imunológica,
são as células que têm competência
imunológica, são imunocompetentes. Então,
você começa a formar esses linfócitos, por
eles apresentarem competência imunológica,
eles precisam ser ensinados, ou
selecionados, eles são selecionados pelos
órgãos linfóides primários, onde nós
podemos ser conhecidos não só pela
identidade, pelo nome, pelo cpf, mas também
pela nossa carga genética que é única, a
nossa carga antigênica também é única.
Então essa carga antigênica precisa ser
apresentada aos linfócitos pra que eles
possam apresentar ou não, ou demonstrar
ou não sua capacidade de reagir com os
antígenos. Se eles apresentam essa
capacidade de reagir com esses antígenos
precisam ser eliminados, por que precisam
ser eliminados? Porque eles têm capacidade
auto-reativa, isso levaria a doença autoimune
e morte da pessoa, então eles precisam ser
eliminados. Esse é o passo inicial do sistema
imunológico, é selecionar esses linfócitos nos
órgãos linfóides primários. Quem são os
órgãos linfóides primários? São órgãos que
produzem e amadurecem esses linfócitos e
são: medula óssea, que produz e amadurece
e o timo, que amadurece, o timo não produz,
o timo amadurece.
Desta dicotomia orgânica timo e medula
óssea é que dá origem a clones linfocitários
diferentes: linfócitos B(timo-independente) e
linfócitos T(timo-dependente). O linfócito B
não é dependente do baço como muita gente
pensa, ele recebe esse nome linfócito B
porque foi descoberto inicialmente nas aves
e nas aves existe um órgão chamado bolsa
de fabricius, junto da coacla da ave, e esse
linfócito amadurece na bolsa de fabricius,
nos mamíferos ele amadurece na própria
medula óssea. Então essa dicotomia dá
origem a duas subpopulações de linfócitos:
linfócitos B e linfócitos T com mecanismos de
ações completamente diferentes.
O linfócito B vai ser responsável pela
produção de anticorpos e o linfócito T vai ser
responsável pelo mecanismo celular, pela
facilitação de interação entre esses
mecanismos. Então a ação dos dois é
completamente diferente. Vocês vão ver isso
com professora Célia quando ela for falar de
imunidade. Pra que vocês tenham uma
noção inicial: nós temos 2 tipos de
imunidade: a imunidade inata que é aquela
que você nasce com ela, independe de
qualquer contato prévio, por exemplo, a pele
é uma barreira a penetração de
microorganismos, a mucosa, a fagocitose,
tudo isso é inespecifico, qualquer processo
que seja inespecifico faz parte da imunidade
inata. Qualquer processo que seja especifico,
ou seja, que seja ativado após o contato, faz
parte da imunidade adaptativa. Veja o nome,
adaptativa, primeiro ele tenta adaptar. Por
que nós somos mais resistentes as infecções
locais do que uma pessoa que chegou agora
vindo da França? Ele é mais susceptível as
doenças daqui, porque nós estamos em
contato direto e o nosso organismo se
adaptou.
Então, são esses dois grandes tipos de
imunidades: a imunidade inata e a imunidade
adaptativa. Agora a imunidade adaptativa
precisa dos linfócitos, como há duas grandes
populações linfocitárias, nós dividimos essa
imunidade adaptativa em imunidade humoral,
que é aquela dos linfócitos B, que vai
produzir anticorpos e imunidade celular, que
é aquela do linfócito T, que depende do timo.
Mas, se nós formos analisar antes, esses
órgãos linfóides primários medula óssea e
timo, nós vamos ver que nesses órgãos
linfóides existe um elevado grau de
apoptose, de destruição de células, que são
células que têm competência para produzir
uma resposta contra nossos próprios
antígenos que estão sendo apresentados a
eles aí. É chamada seleção positiva e
seleção negativa. A seleção negativa pega
aqueles linfócitos que têm uma capacidade
auto-reativa e destroem, ativa a apoptose e a
célula morre. A seleção positiva pega
aqueles linfócitos que não têm nenhuma
capacidade de formar uma resposta contra
nossos antígenos e leva eles para o
processo de maturação.
Parte 3 [Transcrito por Érton]
Tudo que está entre parenteses são
comentários, ou como diria a professora de
medicina social Resenhas a respeito da
aula.Espero que esteja entendível a
transcrição...
Começa com Bruno Plácido perguntando se
hoje já se sabe o mecanismo usado pelo
sistema imunológico para saber se a célula é
ou não uma célula normal.Ele responde que
sim, que se sabe.
Nós temos uma distribuição antigênica que
nós recebemos através dos nossos pais,
50% materno e 50% paterno, a gente vai ver
que isso é extremamente importante, o feto
ser 50% estranho a mãe isso é que mantém
a gestação. Nós recebemos essa carga
através de antígenos que chamamos de
complexo maior de histocompatibilidade e
complexo menor de histocompatibilidade.
Alguém faz uma pergunta que dessa vez não
deu para escutar...ele responde: Vocês vão
ouvir muito falar sobre o sistema
HLA(Antígeno Leucocitário Humano) que são
os antígenos de histocompatibilidade que faz
parte do complexo maior de
histocompatibilidade e vocês também vão ter
o sistema ABO que faz parte do complexo
menor de histocompatibilidade. Nós
recebemos essa carga antigênica 50% é do
nosso pai e 50% é da nossa mãe e nós
temos que aprender a tolerar esses
antígenos pois toda celula nuclear apresenta
esse tipo de antígeno. Existe uma
associação forte na expressão desses
antígenos em algumas doenças.Vocês vão
ver lá na reumatologia que existe associação
entre HLA-B27 e espongilite equilosante,
HLA-D23 e o lúpus eritematoso sistêmico.Ou
seja, alguns desses antígenos que nós
expressamos podem favorecer ao
aparecimento de algumas doenças.Isso não
quer dizer que toda pessoa que tem HLAB27 vai ter espongilite, não, 80% tem
espongilite equilosante são HLA-B27 positivo
20% não são, então existe uma
probabilidade maior de você desenvolver a
doença.Mas vai ser também o antígeno
expressado pelas células que vai determinar
o tipo de resposta imune que será formado.
Então toda célula nucleada vai apresentar
esse antígeno e é importante que você passe
a tolerar esse antígeno. E esse antígeno é
então apresentado nas células
especializadas dos órgãos linfóides primários
e todo linfócito imaturo que tem a capacidade
de reagir com esse antígeno tem sua
apoptose ativada e essa célula morre, ou
seja, uma seleção negativa, a seleção
positiva ocorrerá com aquelas células que
não apresentam a capacidade de reagir com
esse antígeno e que através de hormônios o
organismo fará com que ela se prolifere. Aí
ela começa a aumentar o número dessas
células começa a sofrer um processo de
maturação processo que só será terminado
na presença do antígeno quando ele for
estimulado para uma resposta específica já
no órgão linfóide secundário mas esses
linfócitos não terão capacidade auto-reativa.
E porque eles produzem uma resposta
imunológica?!? Ou porque existe doença
auto-imune?!? (Ele pega a bolsa de uma das
meninas e começa a perguntar a outra
menina o que há dentro =P, começa então a
dizer que mulher é bicho besta homem
apaixonado é um idiota... fala da história da
pedra mijada, defecada... =P Ele faz então
uma analogia entre a bolsa e órgãos que
escondem antígenos.) Existem órgãos que
escondem antígenos são os chamados
antígenos órgão específicos o que
chamávamos antigamente de antígenos
seqüestrados.
Niegjon faz uma pergunta que foi difícil
entender tendo em vista a complexidade de
entender tal indivíduo falando in natura
imaginem in gravation, mas que questionava
a possibilidade de haver a seleção positiva
de um linfócito que apresente resposta autoreativa após a presença de determinado
antígeno...Luciano responde que sim e que
veremos isso melhor quando estudarmos
doenças autoimunes e que isso é apenas
uma teoria e que ainda não há comprovação
de tal teoria.Ele fala que também a a
possibilidade não da célula ser multiplicada
de cara, mas sim bloqueada e que após
algum tempo pode ocorrer uma mutação
fazendo com que a célula volte a se
reproduzir (isso explica, o fato de vc poder
desenvolver doenças autoimunes depois de
algum tempo de vida já... tipo doença
autoimune que aparece num adulto que fora
uma criança normal =D)
O timo ao contrário dos outros órgãos ao
terceiro ano de vida ele começa a involuir,
começa a atrofiar, começa a perder função.
Aos trinta anos ele é um órgão atrofiado ( ele
indica nos visitas ao sistema de verificação
de óbito (SVO) pois fala que é lá que
aprenderíamos medicina de verdade,
diferente do IML que só chega morte não
natural)
“Cuide bem do seu Umbigo, pois você só
tem Um. Se tivesse Dois, seria Doisbigo!”
Bons estudos...Se houver como ser bom tal
coisa =P
Parte 4 [Transcrito por Etiene]
Agressão não.. toda ação tem uma reação
igual em sentido contrário... Falou sobre a
importância da necropsia... O timo ele atrofia,
isso não quer dizer que lê perdeu função
não, ele não exista mais não. Ele existe, tem
função ainda extremamente reduzida. Se
você pegar uma criança, essa criança é mais
susceptível a doenças infecciosas do que
uma pessoa numa faixa etária mais mediana
porque seu sistema imunológico ainda está
em processo de maturação. O idoso é mais
susceptível a doenças infecciosas porque o
seu sistema imunológico está gasto. Ele já
tem um déficit por uso. Como uso se a
medula continua produzindo anticorpos dele?
Mas o timo não. O timo ele deixa um déficit
de linfócito aqui.E isso leva a uma menor
resistência a doenças infecciosas.
Erton pergunta: E no caso de pessoas que
tem que tirar o timo fora. A pessoa teria um
déficit muito grande de anticorpos...
Luciano (professor) responde: sim... Por
exemplo, na minha geração todo mundo
tirava as amídalas, amídala é um órgão
linfóide secundário de armazenamento de
linfócitos, importante para proteger a
mucosa, mas quando você perde uma a
outra substitui. Quando o timo involui, perde
sua função, quem é que passa a fazer o
papel de suporte do timo? É a célula central
da resposta imunológica. Quem é a célula
central da resposta imunológica? É o
macrófago. Macrófago é a célula
apresentadora de antígeno.
O macrófago funciona como um “corta jaca”,
só que ele é indiscreto, primeiro ele fagocita
o antígeno, depois ele vai selecionar os sítios
ativos, os determinantes antigênicos, as
moléculas ativas. A distribuição antigênica
desta célula fagocitada vai jogar na
superfície e vai apresentar o linfócito. Ao
mesmo tempo em que ele apresenta o
linfócito, ele envia mediadores que estimulam
o linfócito a reagir com aquele antígeno. Daí
se dá a imunidade adaptativa. Só que o
macrófago não produz células, ele usa as
células já produzidas anteriormente. Ele usa
o estoque que você fez de células. E toda
vez que ele estimula uma célula, esta célula
se divide dando origem a duas células novas.
Só que este estoque é esgotável, por isso
existe no idoso esta baixa de imunidade.
Porque o estoque está baixo, já vem sendo
utilizado. Por isso que o idoso é mais
susceptível a doenças infecciosas pelo gasto
do sistema imunológico.
Pergunta: A apoptose continua normal?
(acho que foi isso)
Resposta: Continua.
A gente vai ver que o linfócito T precisa do
linfócito B também. Quando você tem uma
deficiência celular, uma deficiência de
linfócito T, existem doenças por
imunodeficiência e a gente vai ver isso.
Quando você tem deficiência em um lado da
resposta imunológica, ela repercute no outro,
porque existe uma interação entre elas. E a
beleza da resposta imunológica é isso é a
integração de células.
O macrófago é uma célula fagocitária, mas o
que atrai ele? Vocês vão estudar inflamação,
por exemplo. Numa inflamação aguda, a
primeira célula que chega no meio
inflamatório é o neutrófilo. E porque o
neutrófilo é o primeiro a chegar? Porque é o
primeiro a ser convidado. E porque é o
primeiro a ser convidado? Porque o fator
quimiotático que atrai ele é o primeiro a ser
ativado, que é o sistema complemento que é
inespecífico. Numa inflamação aguda se
caracteriza por um filtrado neutrafílico,
polimórficos nucleares e isto é imunidade
inata.
Uma inflamação crônica já são células
mononucleadas, linfócitos e macrófagos, aí
já faz parte da imunidade celular. O linfócito
T que envia medidores que atrai os linfócitos
B. A beleza da resposta imunológica é que
você não tem um lado agindo sozinho não,
existe toda uma interação. Quando você tem
um déficit de uma repercute na outra.
Pergunta: ....
Resposta: HLA – antígeno leucocitário
humano.
Parte 5 [Transcrito por Everton]
...A, B C e D. Tá certo? Quem? Quem?
Quem? Vocês vão aprender a me chamar de
Luciano... Diga!
Mariana Arruda pergunta: Esse HLA ele
recebe só do pai e da mãe ou...
Resposta: É, 50 % paterno e 50%
materno. Seu irmão é diferente de você. Por
que a HLA dele é diferente? Por que ele
recebeu... existe uma... genética. Eu entendo
quase nada de genética e tenho curiosidade
menor ainda de estudar genética. Tá certo?
Mas eu sei que é importante. Então, você
recebe do seu pai e da sua mãe, existe um
cruzamento, tá certo? Entre os alelos, tá
certo? Paternos e maternos pra gerar você.
Então sua carga gênica é diferente do seu
irmão, só se você encontrar alguém igual a
você ou gêmeo univitelino ou é mais fácil
você encontrar um agulha num palheiro do
que encontrar alguém igual a você.
Então o que é que acontece? A... Toda
célula nucleada tem a presença desse
antígeno e uma das grandes importâncias da
expressão desse antígeno é a apresentação
do antígeno ai linfócito, o próprio linfócito
pode apresentar antígeno pro outro. Isso
determina o tipo de resposta inume que vai
ser feita. Pos exemplo, se o antígeno vier
apresentado para o linfócito junto com o HLA
de classe 1, que são esses três A, B e C,
você vai ter uma resposta citotóxica, se vier
de classe 2, você vai ter uma resposta
amplificadora.
Alguma
pergunta.
O
macrófago ele fagocita o antígeno... a
bactéria, fagocita uma bactéria, quebra essa
bactéria em seqüências de aminoácidos, que
nos vamos chamar de epítopos. E acopla
essa seqüência de aminoácidos a um desses
marcadores HLA, A, B, C ou D e joga na
superfície da membrana celular pra
apresentar o antígeno ai linfócito. O linfócito
precisa... o B não! O B nem tanto, mas o
linfócito T é totalmente dependente do
macrófago pra sua estimulação. Se o
macrófago
não
responde...
e
para
reconhecimento além desse corpo estranho,
reconhecimento de uma dessas moléculas,
certo? De HLA. Então eu tenho, por exemplo,
o linfócito T, ele pode ter o receptor chamado
CD4 e o outro receptor CD8. CD4 é o
linfócito que é auxiliar, qual é a função dele?
Ampliar a resposta imunológica, facilitar a
interação entra células, certo? Então ele é
CD4 positivo, ele vai reagir com o antígeno
HLA D, ele só reconhece antígeno HLA D.
O CD8 ele é citotóxico, pense num cara
bruto! Que chega lá e dá porrada, ele é o
CD8, ele é citotóxico, ele vai reconhecer o de
classe 1. Dependendo de como a forma que
o antígeno é apresentado é que determina o
tipo de resposta que será formado.
Pergunta: Pode ter as duas respostas?
Pode! E tem, e tem as três. Tanto CD4,
CD8 quanto linfócito B. Ele sai apresentando,
o linfócito... Nós vimos uma resposta
primaria... Então timo e medula a evolução
química se da por apoptose, tá certo? E é
importante que exista essa apostose porque
existe uma diferença muito grande,
organicamente falando em termos de se a
morte é por apoptose ou por citólise. Alguma
pergunta. Quando o timo... o macrófago, em
geral, chamada célula apresentadora de
antígeno. Célula macrofágica. Então, por
exemplo, no cérebro, tem a micróglia, no
fígado, células de kupfer (!?!?), na pele,
células de Langerhans, todas com a mesma
origem, tá certo? Macrófago alveolar, tudo a
mesma origem. O monócito do sangue, tudo
igual, o que é que ela faz? Pega um
antígeno, por exemplo, o antígeno entra pela
pele, certo? E a infecção entrou pela pele, lá
tem as células de Langerhans, ela vai
reconhecer aquele corpo estranho e como é
que ela reconhece um corpo estranho? O
que
não
apresentar
ao
antígeno
compatibilidade é estranho. Não apresentou
os antígenos com compatibilidade que ele
reconhece como próprio, é estranho. Então,
por exemplo, uma bactéria não apresenta,
então é corpo estranho. O que é que ela vai
fazer? Ela vai pegar esse antígeno,
aprisionar esse antígeno, essa célula migra
para o vaso linfático, (alguma aluna entra na
sala: OOOIIII!! Tudo beeemm!? Faz que
olha, vaaii!) Tá certo? Ela migra para o vaso
linfático, do vaso linfático ele então é levado,
para o gânglio. Quem joga bola em rua ,
quem pula muro pra roubar goiaba no quintal
alheio, quem já sofreu algum trauma, algum
corte, alguma coisa, por exemplo, na perna,
alguns dias apareceu o que agente chama
de íngua, aquilo nada mais é um gânglio
linfático que tá recebendo toda aquela carga
antigênica. O que é que acontece? A célula
começa então a apresentar... ali é a casa do
linfócito, o órgão linfóide é a casa do linfócito.
Então, ali eu encontro um acúmulo muito
grande de linfócitos. Então ele sai
apresentando o antígeno, expondo antígeno
para os linfócitos e sai estimulando a
resposta. Quando estimula uma célula, ela
se multiplica em duas, dá duas células, e
começa a sintetizar proteínas. Então, claro,
aquele órgão tende a crescer, aumentar de
tamanho, ficar dolorido, que ali tá sendo
ativado a resposta imunológica. Então você
pode apalpar, tá certo? Então essa é a
função disso e o que é que acontece com
isso? Ele renova a população de células, sai
renovando a população de células, dando
uma durabilidade maior a presença do
linfócito T. Por quê? O tempo de vida médio
de um linfócito não chega a um mês, depois
de um mês a apoptose é ativada, quer ele
tenha agido ou não, daí a importância da
renovação. A medula óssea tá sempre
produzindo linfócito, certo? Como o timo
involui, ele fica sem fazer linfócito B, mas o T
não, o T tende a cair, tende a diminuir com o
passar do tempo.
Pergunta !?!?
Não não não... agente chama porque
consegue apalpar, quando houver... o
organismo é todo distribuído de folículos de
linfócitos, por exemplo, no estômago tem as
placas de payer, um acumulo de linfócitos, tá
certo? Então existem órgãos... agente vai ver
isso em transplante, vou fazer sobre
transplante... Existem órgãos que tem os
chamados linfócitos residentes, eles não
circulam, eles chegam ali e não saem dali.
Pergunta !?!?
Existe... Não, ai veja bem, não tem nada
a ver com a involução tímica e a doença auto
imune, pode ter involução tímica com
algumas inumo deficiências, ta certo? Existe
a deficiência muito comum... dois tipos de
deficiência, a primária e uma deficiência
secundária. A imuno deficiência primaria é
aquela que você nasce com ela, por
exemplo, você não tem o timo, aplasia
tímica, tá certo? Então seu tempo de vida vai
ser curto...
Parte 6 [Transcrito por Mendonça]
... você tem uma deficiência na fagocitose.
Você fagocita, mas não destrói a bactéria. E
como aquela célula (bactéria, eu acho) vai
cair na corrente sanguínea, você vai morrer.
Dois anos de vida, é o tempo de vida máximo
que você vai ter, pois vai acabar morrendo
de septicemia. Isso é uma imunodeficiência
primária, você nasceu com ela. Existe
também a imunodeficiência secundária,
como é o caso da AIDS. Você adquiriu
aquela imunodeficiência. A imunodeficiência
primária aconteceu muito em criança, por
exemplo, toda criança passa por uma fase,
entre o terceiro e o sexto mês de vida,
chamada de imunodeficiência transitória da
criança. Quando a criança nasce, ela nasce
com um nível alto de anticorpos, que a mãe
deu a ela, pela barreira placentária. Ela já
nasce com capacidade de formar anticorpos,
mas
como
existe
uma
imaturidade
imunológica, ela produz muito pouco
anticorpo. Essa pequena quantidade de
anticorpo endogenamente produzida não é
suficiente para lhe dar uma imunidade, então
entre o terceiro e o sexto mês de vida, a
criança gripa muito facilmente, adoece muito
facilmente.
Outra
imunodeficiência
relativamente comum nas crianças é a
imunodeficiência seletiva de IgA. Ela forma
todos os outros anticorpos, mas não forma
IgA, apesar de depois ela recuperar essa
formação de IgA. Doença autoimune, por sua
vez, é outra coisa. Pode ser, por exemplo,
dada por um estímulo do meio ambiente.
Como? Por exemplo: Você tem amigdalite.
Streptococcos Beta-hemolítico do grupo A.
Isso pode desenvolver para uma febre
reumática. Infecção bacteriana. Você vai
formar anticorpos contra a bactéria, esta vai
apresentar uma seqüência de aminoácidos,
reconhecida pelo anticorpo, que é igual a
uma própria. Por exemplo: os streptococcos
com o músculo cardíaco, são parecidos, daí
a cardite reumática. Ou ainda, você formou
anticorpos contra o streptococcos, e este
liberou toxinas, as streptolisinas, que são
destruidoras de células. Você precisa formar
anticorpos contra essas toxinas, pra
neutralizá-las, mas elas são solúveis, na
corrente sanguínea. Vai surgir o que a gente
chama de imunocomplexo circulante, que
pode induzir a nefrite reumática ou nefrite
pós-strepticócica (acho que é assim que se
escreve : P). Isso tudo é doença autoimune.
Outros exemplos: você tem infecção viral, e
forma anticorpos contra o vírus, que aliás,
anticorpos contra vírus adiantam muito
pouco. É muito mais linfócito T, contra vírus e
contra câncer. Algumas vezes você tem uma
produção muito grande de anticorpos, e uma
quantidade muito pequena de antígenos.
Você fica então com muito anticorpo livre,
que tem um prazo de validade de 28 dias.
Você tem que neutralizar esse anticorpo. É
normal, é fisiológico, muitas vezes, forma-se
anticorpo contra o excesso de anticorpo livre.
Isso pode levar à artrite reumatóide, que é
uma doença autoimune.
Pergunta (acho que foi de Elaine, mas não
escutei nada)
Resposta: Pra responder a essa pergunta,
tenho que voltar pro começo da aula, quando
estávamos falando de adaptação. Existem
dois tipos de imunidade: a inata e a
adaptativa. A imunidade inata ela é
específica (acho que ele se confundiu na
palavra aqui), é ela que mata. A imunidade
específica usa ela pra matar. Nós pensamos
que nós somos inteligentes, mas as bactérias
são mais do que nós. Elas apresentam
maneiras de fugir do nosso sistema
imunológico, chamado mimetismo molecular.
Elas imitam células próprias. Chegam a
produzir
substâncias
extremamente
parecidas com os hormônios humanos e a
apresentarem na sua superfície receptores
para hormônios humanos. Ela passa
despercebida. Vamos pegar uma doença do
nosso meio: a esquistossomose. Todas as
lesões apresentas por um paciente com
esquistossomose é devido à resposta contra
o ovo do verme. O verme fica lá inteiro,
porque ele se envolve de proteínas
endógenas. O sistema imunológico passa ali
e só vê o que é próprio. Tanto que a
medicação não mata o verme, ela é
extremamente tóxica, porque ela vai destruir
a proteínas própria. Quem mata o verme é a
resposta imunológica que agora pode
identificá-lo. Qual a importância disso? O
verme é grande. Ele fica preso pela ventosa,
se ele morrer, ele se solta e pode embolizar
lá na frente. Na resposta imunológica, ele
começa a ser comido vivo. As células
fagocitárias ficam lá, dentro dele (?),
comendo ele. E como é que o vírus foge da
resposta imunológica? Entrando na célula
própria. E vai infectar as células vizinhas
através dos desmossomos, ela não pro
espaço extracelular.
Pergunta: Elaine de novo, mas não dá pra
escutar : /
Resposta: Veja bem, apesar, nós temos N
bactérias formando a flora normal. Como é
que nós não respondemos? Qual seu grupo
sanguíneo, meu amor? O né? Por que você
tem anticorpo A e anticorpo B? Já fez
transfusão sanguínea? Não? Já deu a luz?
Não? E como é possível? Quando você
nasceu não tinha esses anticorpos,
tampouco recebeu da mãe. Você os formou.
E contra quem? Contra essas bactérias da
flora normal. Elas apresentam semelhanças
antigênicas com esses grupos sanguíneos.
Se você é do grupo O, forma anti-A e anti-B,
se é do grupo A, forma anti-B, se é do B
forma
anti-A. São chamados anticorpos
naturais, são sempre da classe IgM. Por isso
que não há incompatibilidade materno-fetal
pelo grupo sanguíneo, só pelo Rh, porque no
Rh você forma anticorpo imune, que é o IgG,
que passa pela barreira placentária. Agora,
quando você está estressada, o que
acontece? Baixa a resposta imunológica. Aí
a bactéria que tá lá (na flora), que é
oportunista, se aproveita, começando, assim,
a desenvolver a doença. Quando você
restaura a imunidade, ela desaparece. A
candidíase mucocutânea é um exemplo
disso.
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