Questionada criação de Faculdade de Economia

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ID: 64526427
20-05-2016
Tiragem: 4630
Pág: 8
País: Portugal
Cores: Preto e Branco
Period.: Diária
Área: 15,50 x 30,90 cm²
Âmbito: Regional
Corte: 1 de 1
ARQUIVO AO / EDUARDO COSTA
Proposta de alteração dos estatutos da Universidade dos Açores está atualmente em discussão
Questionada criação
de Faculdade
de Economia
Para a Comissão Sindical
do SNESup falta explicar
a razão da criação desta
faculdade quando outras
resultam da fusão de
vários departamentos
ANA CARVALHO MELO
[email protected]
A Comissão Sindical do Sindicato
Nacional do Ensino Superior
(SNESup), da Universidade dos
Açores, questionaa criação de uma
Faculdade de Economia e Gestão,
a partir de apenas= dos atuais departamentos, quando as outras faculdades resultam da fusão de vários departamentos.
Na análise à proposta de alteração dos Estatutos da Universidade
dosAçores, que seencontra em discussão, a Comissão Sindical do
SNESup considera que"interessaria justificar" a opção
' de criação de
uma Faculdade de Economia e
Gestão, "a partir de apenas um dos
atuais departamentos, quando as
Faculdades de Ciências e Tecnologia e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas resultam dafusão
de vários Departamentos", lembrando que "a Faculdade de Ciên-
cias Agrárias e do Ambiente também resulta de um departamento, mas situa-se no Polo de Angra
do Heroísmo e, como tal, teria de
ter sempre uma designação equivalente às unidades orgânicas situadas em Ponta Delgada".
Num documento enviado à comunicação social, refere ainda que
em relação à criação de faculdades
importa que "a autonomia administrativa não venha de encontro à
sua efetiva autonomia, não criando obstáculos e não onerando com
custos demasiado elevados as unidades orgânicas".
A Comissão Sindical do SNESup
diz aindaconcordar com apmposta de mudança da composição do
Conselho Geral, sugerindo, no entanto, alterações no modo de reforço dos membros. "Merecetoda
a concordância a alteração da composição do Conselho Geral, que dos
atuais 15 membros (o mínimo por
lei), passa para 23 membros (artigo 652), adquirindo este órgão, finalmente, o real peso de um conselho", afirma, sugerindo que
"havendo um reforço, atodos os títulos justificável, dos docentes e investigadores (dos oito atuais passam a 12), dos trabalhadores não
docentes (de um passaa dois) e dos
estudantes (de dois passam atrês),
poder-se-ia acrescentar mais um
estudante, passando a quatro no
sentido de aumentar a participação dos alunos na Universidade".
Jáem relação ao reforço de membros externos cooptados - personalidades de reconhecido mérito
exteriores à instituição -, a comissão sindical diz discordar do facto
de passarem de quatro para seis e
pede ainda que se faça um balanço
da atividade dos membros externos cooptados. "Porque está por fazer o balanço da participação destes membros nas instituições de
ensino superior, seria importante
definir critérios para a cooptac,ão",
afirma, sugerindo que sejatambém
definido como critério aprivilegiar
no perfil dos membros exteriores o
conhecimento do funcionamento
das instituições de ensino superior
ou o acompanhamento do conhecimento científico, universitário e
a ligação ao ensino ou à educação.
Neste documento, a Comissão
Sindical do SNESup propõe ainda que a substituição do reitor, no
caso de inexistência ou impossibilidade do vice-reitor, deva ser
feita pelo professor decano, "ou
seja, o docente mais antigo na categoria mais alta e não apenas o
professor com o grau de doutor há
mais tempo".*
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