Teoria da Redução de Direção

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Teoria da Direção Reduzida (C. Hull)
Visão Geral:
Hull desenvolveu uma versão do behaviorismo, na qual o estímulo (S) afeta o organismo (O) e a
resposta resultante (R) depende das características de ambos: O e S. Em outras palavras, Hull estava
interessado em estudar as variáveis interventoras que afetaram o comportamento, tais como direção
inicial, incentivos, inibidores e treinamento anterior (força do hábito). Como outras formas de teoria
comportamental, o reforço é o fator primário que determina o aprendizado. Entretanto, na teoria de Hull,
a redução da direção, ou satisfação da necessidade, exercem um papel muito mais importante no
comportamento do que em outras estruturas (isto é, Thorndike, Skinner).
A estrutura teórica de Hull possui muitos postulados em forma matemática. Eles incluem: (1) os
organismos possuem uma hierarquia de necessidades que são despertadas sob condições de estimulação
ou direção, (2) a força do hábito aumenta com atividades que são associadas com reforços primários ou
secundários, (3) a força do hábito, despertada por um estímulo diferente daquele originalmente
condicionado, depende da proximidade do segundo estímulo em termos de limiares discriminados, (4) os
estímulos associados com o fim de uma resposta se tornam inibidores condicionados, (5) quanto mais o
potencial efetivo de uma resposta excede o limiar da resposta, menor a latência da resposta. Como estes
postulados indicam, Hull propôs muitos tipos de variáveis que contam para a generalização, motivação e
variabilidade (oscilação) no aprendizado.
Um dos conceitos mais importantes na teoria de Hull é a hierarquia da força do hábito: para um dado
estímulo, um organismo pode reagir em um número de modos. A chance de uma resposta específica
ocorrer, tem uma probabilidade que pode ser mudada por uma recompensa e é afetada por outras
variáveis (por exemplo, inibição). Em alguns aspectos, as hierarquias da força de hábito se assemelham
aos componentes das teorias cognitivas como esquemas e sistemas de produção.
Âmbito/Aplicação:
A teoria de Hull destina-se a ser uma teoria geral de aprendizado. A maior parte da pesquisa que está
por trás da teoria foi feita em animais, exceto para Hull et al. (1940 ) que focalizou o aprendizado verbal.
Miller & Dollard (1941) representam uma tentativa para aplicar a teoria em uma escala maior do
fenômeno do aprendizado.
Exemplo:
Aqui está um exemplo descrito por Miller & Dollard (1941): É dito para uma garota de seis anos de
idade, que está faminta e quer doces, que existe um doce escondido em um dos livros de uma estante. A
garota começa a tirar os livros de uma maneira aleatória, até que, finalmente, ela encontra o livro
correto (210 segundos). Ela é enviada para fora do quarto e um novo doce é escondido sob o mesmo
livro. Sua próxima busca é muito mais direcionada e ela encontra o doce em 86 segundos. Na nona
repetição deste experimento, a garota encontra o doce imediatamente (2 segundos). A menina mostrou
uma direção em relação ao doce e olhar embaixo dos livros representou suas respostas para reduzir esta
direção. Quando ela eventualmente encontrava o livro correto, esta resposta particular era
recompensada, formando um hábito. Em tentativas subsequentes, a força deste hábito aumentou até
que ele se tornou uma única conexão estímulo-resposta neste quadro.
Princípios:
1. A direção é essencial para as respostas ocorrerem (isto é, o aluno precisa querer aprender).
2. Os estímulos e respostas precisam ser detectados pelo organismo para o condicionamento ocorrer
(isto é, o aluno precisa estar atento).
3. As respostas precisam ser feitas para o condicionamento ocorrer (isto é, o aluno precisa ser ativo).
4. O condicionamento só ocorre se o reforço supriu uma necessidade (isto é, o aprendizado precisa
satisfazer os desejos do aprendiz).
Referências:
Hull, C. (1943). Principles of Behavior. New York: Appleton-Century-Crofts.
Hull, C. et al. (1940). Mathematico-Deductive Theory of Rote Learning. New Haven, NJ: Yale University
Press.
Miller, N. & Dollard, J. (1941). Social Learning and Imitation. New Haven, NJ: Yale University Press.
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