saúde do cérebro

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SAÚDE DO CÉREBRO – POPULARIZANDO A NEUROCIÊNCIA E
PROMOVENDO SAÚDE EM ESCOLAS PÚBLICAS DE URUGUAIANARS(1)
Karine Ramires Lima(2), Alexandre Garcia dos Santos(3), Ney Brasil Lemos Neto(3),
Geórgia Elisa Filipin(3), Pamela Billig Mello-Carpes(4)
(1)
Trabalho executado com recursos do Ministério da Educação (Edital Proext/MEC 2015) e da CAPES (Programa
Novos Talentos).
(2)
Estudante, bolsista PROEXT/MEC 2015; Universidade Federal do Pampa; Uruguaiana, Rio Grande do Sul;
[email protected]
(3)
Estudante, bolsista PROEXT/MEC 2015; Universidade Federal do Pampa; Uruguaiana, Rio Grande do Sul;
[email protected], [email protected], [email protected]
(4)
Professora; Universidade Federal do Pampa; Uruguaiana, RS; [email protected]
RESUMO: Sabe-se que o cérebro é fundamental para todas as atividades do cotidiano. O objetivo deste trabalho foi
promover uma melhor compreensão da capacidade cognitiva e do cérebro humano, com a finalidade de estimular a
prática de hábitos saudáveis para o cérebro junto a alunos de escolas públicas de Uruguaiana - RS. Para isto, aplicouse uma aula conceitual e atividades práticas sobre o tema, incluindo jogos interativos. Através dos resultados obtidos,
pode-se considerar que a ação foi bem aceita pelos alunos e é uma proposta válida para a divulgação de hábitos
saudáveis. Desta forma, verificou-se que o objetivo principal desta ação foi alcançado, proporcionando aos alunos
conscientização sobre a saúde do cérebro.
Palavras-Chave: Saúde, Neurociência, Educação, Cérebro, Ensino.
INTRODUÇÃO
Sabe-se da importância do cérebro para o desenvolvimento humano e que este é fundamental para
todas as atividades realizadas em nosso dia a dia (HERCULANO-HOUZEL, 2002). Com o passar dos anos
o nosso cérebro se modifica, e suas funções modificam-se junto com ele, em especial a função cognitiva. O
declínio cognitivo é comum, e é uma das consequências mais temidas do envelhecimento, assim como o
nível de comprometimento da memória e mudanças nos níveis de neurotransmissores e hormônios
(HARVARD HEALTH PUBLICATIONS, 2006).
Para manter um cérebro ativo, hábitos saudáveis se tornam fundamentais, como a prática de
exercícios físicos, que promove a formação de novos neurônios e está relacionada à memória; atividades
que desafiam o cérebro, como aprender uma nova língua ou praticar exercícios de memória (BUSCATO et
al., 2011); ter uma alimentação saudável, proporcionando ao organismo os nutrientes necessários para a
produção de energia e bom funcionamento das células nervosas (MONTE; GIUGLIANI, 2004) e; dormir
bem, pois o sono está diretamente relacionado com o armazenamento e evocação da memória (MOTAROLIM; ARAUJO, 2011).
Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi promover uma ação de divulgação da neurociência e
promoção da saúde do cérebro, através de uma melhor compreensão da capacidade cognitiva do cérebro
humano, com a finalidade de estimular à prática de hábitos saudáveis para a saúde do cérebro. A ação foi
realizada em quatro escolas públicas da rede de ensino de Uruguaiana – RS, por meio do programa de
Extensão Universitária.
METODOLOGIA
O programa de extensão denominado POPNEURO visa a popularização da neurociência através de
uma forma lúdica, dinâmica e divertida. O projeto atua em quatro escolas da rede pública do município de
Uruguaiana - RS, apresentando temas relacionados à neurociência. As ações são organizadas por uma
equipe composta por um orientador (professor doutor), alunos de pós-graduação e alunos de graduação,
sendo que estes últimos executam as ações nas escolas. Cento e treze (113) alunos, todos pertencentes
ao ensino fundamental, com idade entre 9 e 11 anos, sendo 56 meninos e 57 meninas participam das
ações.
A ação sobre saúde do cérebro teve inicialmente uma breve explanação teórica, onde foram
ressaltadas atitudes em relação aos cuidados com a saúde, como práticas de esportes, boa alimentação e
qualidade de sono. Para o desenvolvimento desta parte inicial utilizou-se um notebook e um projetor do tipo
datashow.
Em segundo momento, foram realizadas duas atividades práticas relacionadas com o tema,
objetivando maior compreensão sobre o assunto. Propôs-se um jogo de tabuleiro a fim de estimular o
aprendizado de hábitos saudáveis, onde as casas do tabuleiro continham práticas/atitudes boas e ruins para
Anais do VII Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – Universidade Federal do Pampa
a saúde, dando recompensas ou punições aos jogadores conforme a casa no qual parassem. Outro jogo
utilizado foi o jogo da memória, nesta atividade os participantes foram reunidos em grupo para testar suas
habilidades de memorização.
Para a avaliação desta ação aplicou-se um questionário antes e outro após a intervenção aos
alunos. Após a ação, também se aplicou um questionário aos cinco professores da educação básica
responsáveis pelas turmas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Ao término desta ação, comprovou-se grande interesse dos alunos nas atividades, percebendo-se a
interação com o tema e a participação das atividades práticas propostas. Quando questionados se gostaram
de praticar esta atividade, 93,16% dos alunos responderam sim, atribuindo uma nota média de 9,9 ± 0,35
(considerando uma escala de 0 a 10), o que mais uma vez corrobora para o aceite positivo das atividades
propostas.
Antes das atividades 72,95% dos alunos não souberam responder sobre como manter seu cérebro
saudável, mas, após a ação, este percentual caiu para 10,48%.
Os cinco (5) professores destacaram a importância sobre ter hábitos saudáveis e sua relação com a
saúde do cérebro, apesar de 60% deles terem relatado nunca ter desenvolvido atividades com esta
temática em sala de aula. Os professores também afirmaram que acreditam que após esta ação os alunos
desenvolverão atitudes mais saudáveis.
Acredita-se que, além da aula teórica ministrada, outro aspecto de extrema importância para as
ações são as atividades práticas, que estimulam maior conhecimento e aplicação do que foi visto em aula
através de atividades lúdicas e divertidas. Ramos (2013) acredita que jogos cognitivos contribuem para
aprendizagem e que ao incluir estas atividades em sala de aula favorece o desenvolvimento dos alunos.
Bartoszeck e Bartoszeck (2009) mencionam a importância e implicações sobre aspectos como: criar
estratégias educativas, conhecer habilidades e deficiências da memória através de aplicação em sala de
aula, desenvolvimento de materiais que aumentem a concentração do aluno e ainda desenvolver atividades
em grupo, afirmando a relevância destes aspectos para o ensino da neurociência.
CONCLUSÕES
Por meio dos resultados obtidos, pode-se considerar que a ação foi bem aceita pelos alunos e é uma
proposta válida para a divulgação sobre hábitos saudáveis.
Além disso, este trabalho contribuiu para a divulgação da neurociência, relacionando-a com atitudes
para manter o cérebro saudável, visto a importância de mencionar este tema a alunos com a faixa etária
trabalhada (entre 9 a 11 anos) e o pouco conhecimento prévio dos mesmos, como visto nos questionários.
Ademais, acredita-se que o bom resultado da ação deva-se principalmente as atividades práticas, as
quais os alunos demonstraram grande interesse.
REFERÊNCIAS
BARTOSZECK, A. B.; BARTOSZECK, F. K. Percepção do professor sobre neurociência aplicada à educação.
EDUCERE - Revista da Educação, Umuarama, 9, 7-32, 2009.
BUSCATO, M.; SEGADILHA, B.; PEROSA, T. Como a idade faz nosso cerébro florescer. Revista Época, 2011.
HARVARD MEDICAL PUBLICATIONS. 12 Ways to keep your brain young. Disponível em:
<http://www.health.harvard.edu/mind-and-mood/12-ways-to-keep-your-brain-young>. Acesso em 12 jun. 2015.
HERCULANO-HOUZEL, S. O cérebro nosso de cada dia: descobertas da neurociência sobre a vida cotidiana. Rio
de Janeiro: Vieira & Lent, 2002.
MONTE, C. M. G.; GIUGLIANI, E. R. J. Recomendações para alimentação complementar da criança em aleitamento
materno. Jornal de Pediatria. Rio de Janeiro, 2004.
MOTA-ROLIM, S. A. & ARAUJO, J. F. Como educar melhor nossos filhos: O que é neurociência e o que ela tem a
dizer? Revista Tavola Online, 2011.
RAMOS, D. K. Jogos cognitivos eletrônicos: contribuições à aprendizagem no contexto escolar. Ciências & Cognição,
18, 019-032, 2013.
Anais do VII Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – Universidade Federal do Pampa
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