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IDOSO E ATIVIDADE FÍSICA

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EXERCÍCIO FÍSICO E ENVELHECIMENTO:
EFEITOS DO EXERCICIO FISICO PARA O ENVELHECIMENTO COM
QUALIDADE DE VIDA.
JOSÉ IVAN DE SOUZA ROLINS
Orientador: Prof. Jhonatan cordeiro Garcias
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso EFL0537/7 - Trabalho de Graduação
02/06/2020
RESUMO
O objetivo deste trabalho é identificar a efetividade dos efeitos do treinamento físico para o
envelhecimento com qualidade de vida em idosos residentes na cidade de Ulianópolis, Pará. O delineamento
de pesquisa foi do tipo quantitativo e descritivo. Realizada através de entrevistas, questionários e pesquisas
bibliográficas. O público alvo foi idosos na faixa etária de 50 a 60 anos de idade. O procedimento consistiu na
entrevista e questionário de dois grupos. O primeiro com idosos que praticavam exercício resistido e aeróbio; o
segundo grupo na mesma faixa etária, composto daqueles que não praticavam e nunca tinham praticado atividade
física. Os descritores empregados foram: qualidade de vida em idosos e exercício físico em idosos.
Artigos e obras relacionadas a prática de exercícios físicos, doenças crônicas, e demência. O aporte
teórico consultado, na voz dos autores, considerou a atividade física como importante e determinante
da qualidade de vida em idosos, por suas repercussões físicas e psicológicas (melhores índices de
saúde física, alta autoestima, vitalidade, interação social positiva). Demonstraram também, o vínculo
entre atividade física e categorias como capacidade funcional, capacidade cognitiva, atividades
produtivas, autonomia funcional, independência funcional, autoestima, saúde física, saúde mental,
otimismo, participação social, inclusão social, vitalidade. Neste trabalho, conclui-se que a atividade
física tem papel preponderante como determinante da qualidade de vida em idosos. E, observou-se
que o grupo praticante de atividade física apresentou satisfação na obtenção de resultados positivos
com a prática. E do ponto vista da pesquisa, os achados correspondem ao que a literatura preconiza.
Palavras-chave: Exercícios resistidos, Saúde mental, idosos, bem-estar.
JUSTIFICATIVA
A adoção de um estilo de vida ativo proporciona diversos benefícios à saúde, uma vez que é considerado
como um importante componente para a melhoria da qualidade de vida e da independência funcional do idoso.
Porém, tão importante quanto investigar os benefícios biopsicossociais adquiridos pela prática da atividade física, é
compreender os fatores associados que influenciam a sua adesão e manutenção.
Para Tribess e Virtuoso (2005), o declínio nos níveis de atividade física habitual para o idoso contribui de
maneira significativa para a redução da aptidão funcional e a manifestação de diversas doenças relacionadas a este
processo, trazendo como consequência a perda da capacidade funcional. Neste sentido, tem sido enfatizada a
prática de exercícios físicos como estratégia de prevenir as perdas nos componentes da aptidão física funcional e da
saúde desta população.
Sendo assim, a partir de uma pesquisa bibliográfica e a aplicação de entrevistas e questionários, tem-se como
proposta obter informações sobre a adesão à prática da atividade física de idosos residentes na cidade de Ulianópolis,
Pará. E, desta forma, contribuir com informações relevantes que possam ajudar na adesão de idosos em programas
de exercícios físicos.
PROBLEMA DE PESQUISA
O envelhecimento pode acarretar na dependência de outras pessoas para a realização de determinadas atividades da
vida diária, caso o indivíduo não tenha uma boa condição física. Essa situação ocorre em 25% da população idosa. Um dado
consideravelmente alto para uma sociedade que tem vários meios de comunicação, sejam eles rádio, tv, jornal e, até mesmo
no boca a boca, como forma de divulgação dos benefícios de uma atividade física. Atualmente, os benefícios em relação à
atividade física são amplamente divulgados e mostrados através desses meios de comunicação. E de fato, muitos idosos
são vistos engajados em treinamentos de diversas formas.
Contextualizando a importância da prática de atividade física, em 2006 surgiram as academias em lugares públicos no
Brasil e em Brasília em 2009. Esses espaços foram criados tendo em vista a necessidade de desenvolver formas mais
saudáveis de vivência e também para atender ao programa Brasil Saudável, do Ministério da Saúde. A finalidade era a de
cumprir o compromisso do Brasil com as diretrizes previstas pela Estratégia Global de Alimentação Saudável, Atividade
Física e Saúde, lançada em 2004 pela OMS, de modo a melhorar a qualidade de vida da população mundial através da
prática de atividade física (Assix, 2013). Más, O treinamento físico praticado por idosos, realmente promove uma melhor
qualidade de vida? A obtenção de resultados corresponde a expectativa?
OBJETIVO GERAL
O objetivo deste trabalho é identificar a efetividade dos efeitos do treinamento físico para o
envelhecimento com qualidade de vida em idosos residentes na cidade de Ulianópolis, Pará.
Objetivos Específicos

Descrever os benefícios do exercício físico para a saúde e a qualidade de vida do idoso;

Aplicar questionário e entrevista em idosos que indagam sobre a efetividade do treino físico;

Apresentar os resultados da pesquisa sobre hábitos de vida do idoso em relação a exercícios
físicos.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atividade física significa "qualquer movimento corporal
produzido pelos músculos esqueléticos que requer gasto de energia". Para esse organismo, o exercício é uma
variedade de atividade física planejada, estruturada e repetitiva, realizada com um objetivo relacionado à
melhoria ou manutenção de um ou mais componentes da aptidão física.
A atividade física abrange o exercício, mas também outras atividades que envolvem movimento corporal e são
realizadas como parte de momentos de brincadeira, trabalho, formas ativas de transporte, trabalho doméstico e
atividades recreativas. A aptidão física é a capacidade do corpo humano de realizar diferentes atividades físicas
de maneira eficiente; dessa maneira, a aparência de fadiga é atrasada e o tempo necessário para a recuperação
é reduzido. É compreensível entender que a aptidão física é uma propriedade adquirida após um exercício
sistemático, rotineiro e bem planejado. O esporte é uma atividade física caracterizada pelo planejamento físico,
ser competitiva e ter regras ou regras.
1. TREINAMENTO RESISITIDO
Pode-se notar uma diversidade de melhorias ao se praticar atividades físicas, principalmente quando se
chega a melhor idade, pois sua abrangência vai desde a saúde clínica, psíquica e social. E uma
programação da atividade física no idoso não é muito diferente da preconizada para indivíduos mais jovens.
Apenas alguns cuidados especiais devem ser tomados caso haja alguma restrição, que pode estar
relacionada às modificações progressivas da idade ou a patologias das mais diversas (cardiovasculares,
osteoarticulares, outras). Com isso, indivíduos idosos, inicialmente, devem ser submetidos a um
questionário, cujo objetivo é saber: se apresentam algum tipo de sintoma clínico ou patologia que possa
interferir ou colocá-los em risco durante o exercício, quais são os fatores de risco para doença coronária,
qual o tipo e intensidade de exercício que desejam realizar. Essas perguntas devem ser complementadas
com uma revisão dos sistemas e, principalmente, nos indivíduos com doença cardiovascular, do perfil
psicológico
1. TREINAMENTO AERÓBIO
Com o passar dos anos a capacidade cardiorrespiratória que é parte integrante da aptidão física
apresenta um decréscimo, podendo causar o aparecimento de doenças crônicas degenerativas como:
aumento da pressão arterial, diabetes, problemas cardíacos, entre outros (ACSM, 2010). Más, em
contrapartida, uma melhor capacidade cardiovascular proporciona o incremento da aptidão física, resultando
em a abrandar os declínios funcionais e cooperando para um hábito de vida autônomo e mais sadio
(GONÇALVES et al., 2015; ALMEIDA et al., 2016). 16
Pesquisas demonstram que a presença de indivíduos idosos em roteiros de exercícios físicos de maneira
regular é de suma importância, diminuindo o impacto negativo do envelhecimento diante as variáveis da
aptidão física, minimizando os gastos com terapias médicas e hospitalizações, e também os números de
incidências de morbidade e mortalidade. Para romper o ciclo vicioso do envelhecimento, o idoso deve ser
submetido a um programa de exercícios físicos, aprimorando sua capacidade aeróbica e reduzindo o
impacto maléfico do sedentarismo (NASCIMENTO et al., 2013; KRABBE e VARGAS, 2014).
3. MATERIAL E MÉTODOS:
O delineamento de pesquisa foi do tipo quantitativo e descritivo. Realizada através de entrevistas,
questionários e pesquisas bibliográficas. A entrevista foi semiestruturada, onde segundo Mattos(2005), o
investigador tem uma lista de questões ou tópicos para serem preenchidos ou respondidos, como se fosse
um guia.
O público alvo foram idosos na faixa etária de 50 a 60 anos de idade, residentes na cidade de
Ulianópolis, Pará. O procedimento consistiu na entrevista e questionário de dois grupos. O primeiro com
idosos que praticavam exercício resistido e aeróbio; o segundo grupo na mesma faixa etária, composto
daqueles que não praticavam e nunca tinham praticado atividade física. Estes questionários e perguntas
tiveram como base as pesquisas bibliográficas de grandes autores, tais como Vaisberg, 2014, Fleck e
Kraemer 2008.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados dizem respeito a um público de dez pessoas, sendo cinco delas praticantes de exercícios
resistidos e aeróbio e outras cinco que não praticam nenhuma atividade física.
Sabe-se que o sobrepeso traz diversas complicações a saúde física e mental, tais como hipertensão,
diabetes, problemas respiratórios, transtorno do sono, que é um problema corriqueiro, problemas
locomotores, arritmia cardíaca, desequilíbrio no eixo hormonal que pode vir a desencadear uma possível
depressão e dificuldade de socialização. Conforme se observa no gráfico 1, a amostra apresenta que 40%
estavam abaixo do peso e 60% acima.
DISCUSSÃO
Naturalmente, a fisiologia humana no processo de envelhecimento tende a ter desgastes,
perdas difíceis ou até mesmo irreparáveis, e muitas vezes na correria do dia-a-dia vivemos boa
parte de nossas vidas de forma a não se preocupar com o envelhecimento com qualidade de vida,
o que nos deixa ainda mais vulneráveis e, suscetíveis. O que pode se agravar ainda mais devido
alguns maus hábitos adquiridos no decorrer da vida, como relata Mauro Vaisberg.
Em situações de doença, é rompida a homeostase orgânica e na presença de hábitos de vida inadequados como
sedentarismo, tabagismo ou outros, a somatória dessas alterações com aquelas vistas na senescência levará à
insuficiência de órgãos ou sistemas, denominada senilidade. (VAISBERG, 2014, p 336)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa feita alcança os objetivos propostos na medida em que foi possível visualizar os resultados que respondem ao problema de
pesquisa. Os idosos perceberam muitos benefícios da prática da atividade física, assim como, apresentaram menor nível de ansiedade e
depressão do que a população idosa que não faz atividades físicas.
Ficou claro que a atividade física tem influência positiva no desempenho de idosos. Os resultados apresentados respondem a hipótese
de que conforme a idade aumenta, aumentam também as dificuldades de realização de algumas atividades. De acordo com o que foi
observado, a realização de exercícios físicos promoveram adaptações positivas no organismo dos envolvidos. Está evidente que essas
adaptações não são privilégios apenas de pessoas jovens, más, também, idosos podem se beneficiar de maneira efetiva. E melhoras
significativas no seu desempenho funcional nas atividades rotineiras. Aumentando a autoestima, imagem corporal, a diminuição do estresse, e
por consequência, a melhora da sociabilização. Portanto, sem dúvida, promove uma melhor qualidade de vida.
Observou-se que aquele grupo praticante de atividade física, apresentou satisfação na obtenção de resultados positivos com a prática. E
sob a ótica da pesquisa, os achados correspondem ao que a literatura preconiza. E da mesma forma, o grupo de não praticantes, mostrou que
a falta de uma intervenção com protocolo de exercícios físicos pode impedir a melhoria da qualidade de vida em idosos.
Sobre este assunto, mais do que a teorização, faz-se necessário uma atuação mais prática. No sentido de oportunizar mais, que os
idosos façam exercícios físicos regularmente e não, apenas em situações patológicas. Sobretudo, uma maior interação entre os profissionais de
educação física, médicos e fisioterapeutas. Criando uma sinergia, onde o idoso possa ser direcionado de uma profissional ao outro de forma
multidisciplinar.
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