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Analgésicos-opióides

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17/11/2013
Papaver somniferum
(opium poppy)
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
Dr Ana Letícia de Oliveira F. Alessandri
[email protected]
Obtenção do Ópio
Sementes do Ópio (poppy seed )
Histórico do Ópio
• Obtido da planta denominada Papaver somniferum, por
incisão da bolsa de sementes após as pétalas terem caído.
O látex branco, torna-se marrom e endurece. Esta goma
marrom é o ópio.
•Ópio : Grego “opos” ou suco
• Utilizado a mais de 6.000 anos, pelos egípcios, gregos e
romanos.
• Contém cerca de 20 alcalóides, incluindo morfina, codeína,
tebaína e papaverina.
• Em 1803, Friedrich Wilhelm Adam Sertürner, farmacêutico
alemão isolou o principal alcalóide do ópio
• Opiáceos – fármacos obtidos do ópio;
podem ser naturais quando não sofrem
nenhuma modificação (morfina, codeína) ou
semi-sintéticos quando são resultantes de
modificações
parciais
das
substâncias
naturais (heroína).
• Opióides – fármacos naturais, semisintéticos ou sintéticos, com propriedades
semelhantes a da morfina, incluindo
peptídeos endógenos
• Narcóticos – antigo termo para opióides,
refere-se a habilidade de induzir sono
Morfina
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Opióides endógenos
Opióides
•
•
•
•
•
β-endorfina
Leu-encefalina
Met-encefalina
Dinorfina
Nociceptina/orfanina FQ
Agem no SNC como:
- neurotransmissores
- modulatores de resposta (usualmente inibitória)
Receptores Opióides
µ
δ
κ
MOPr
DOPr
KOPr
NOPr
Analgesia supramedular
+++
-?
-
antiopiode
Analgesia medular
++
++
+
++
Analgesia periférica
++
-
++
-
Depressão respiratória
+++
++
-
-
Constrição da pupila
++
-
+
-
Redução da motilidade TGI
++
++
+
-
Euforia
+++
-
-
-
-
-
+++
-
++
-
++
-
-
-
-
++
+++
-
+
-
Disforia e alucinações
Sedação
Catatonia
Dependência física
Mecanismos de ação
Mecanismos de ação
ORL1
1) Ações celulares
•
Os receptores opiódes pertencem à família de receptores
acoplados à proteína G
•
Ativam Gi: Inibem adenilato ciclase (diminuem cAMP)
•
Abrem canais de potássio (hiperpolarização)
•
fecham canais de cálcio (diminuem liberação de NT)
Vias Descendentes de controle da dor
córtex
opióide
+/2) Efeitos sobre a via nociceptiva
•
Analgesia supramendular
•
Analgesia medular
•
Analgesia periférica
tálamo
PAG
+
opióide
+
+
NRPG
+
+/-
hipotálamo
+
LC
NRM
+
5-HT
-
encefalina
-
NA
-
Corno dorsal
-
opióide
periferia
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Efeitos dos Opióides
Efeitos dos Opióides
Sistema Nervoso Central
Sistema Nervoso Central
•Analgesia - alteração da percepção da dor e da reação
do paciente a esta dor.
• Supressão da tosse -mais especificamente a codeína.
• Euforia - sensação agradável de “flutuar” e estar livre da
ansiedade e do desconforto.
• Sedação - sonolência e turvação da consciência
• Depressão respiratória - inibição dos mecanismos do
tronco cerebral
• Miose - receptores µ e K estimulam nucleo óculo-motor.
• Rigidez no tronco - aumento do tônus nos grandes
músculos do tronco, interferindo na ventilação
• Náuseas e vômitos - ativação da zona desencadeante
quimiorreceptora do tronco cerebral.
Efeitos dos Opióides
Efeitos dos Opióides
Efeitos Periféricos
Efeitos Periféricos
• Trato Gastrointestinal
• Sistema cardiovascular
- efeitos constipantes:
da motilidade do estômago e
aumento do tônus, produção de secreção gástrica.
-Hipotensão
- aumento do tônus do intestino delgado e espasmos
periódicos.
-aumento do tônus do intestino grosso e
propulsivas constipação
das ondas
-Bradicardia
-Espasmos de ureteres, bexiga e útero (incomum)
-Liberação de histamina (hipotensão e broncoconstrição)
- Reação da cauda de Straub
Morfina
-diminuição da secreção de bile
Uso dos opióides
Reação da cauda de Straub
• O tratamento da dor é essencial para a prática médica
• Há inúmeras situações em que é necessário proporcionar
analgesia antes do diagnóstico definitivo.
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Analgesia
Uso dos opióides
• Analgesia
- a dor intensa e constante é aliviada com uso de opóides.
Para tratamento de dor
leve a moderada
Para tratamento de dor
intensa
•Codeína
•Oxicodone
•Diidrocodeína
•Dextropropoxifeno
•Pentazocina
•Tramadol
•Morfina
•Heroína (Reino Unido)
•Fentanil
•Alfentanil
•Sufentanil
•Metadona
•Buprenorfina
•Meperidina (Petidina)
- a dor associada ao câncer e outras doenças terminais
- a administração do opióide a intervalos fixos é mais eficaz
no alívio da dor do que a quando solicitada.
-utilização em obstetrícia - atenção - os opióides atravessam
a BHE do feto, podendo provocar depressão respiratória.
Uso dos opióides
Uso dos opióides
• Tosse
• Anestesia
- atualmente seu uso está bastante
pelo desenvolvimento
de antitussígenos sintéticos que não causam dependência.
- Preparação pré anestésica - propriedades sedativas,
ansiolíticas e analgésicas
Codeína, dextrometorfano, levopropoxifeno
- podem ser usados como drogas anestésicas primárias
(fentanil, sufentanil, anfetanil)
• Diarréia
- papaverína, loperamida, difenoxilato
FENTANYL
• 80 vezes mais potente que a
morfina na analgesia
• Ações semelhantes à morfina
• Utilização principal é em anestesia,
• usado em conjunto com droperidol
Etorfina
•Potência 1000-3000 vezes da morfina.
•É usado combinação icom acepromazina
para imobilizar grandes animais
Durogesic® (Fentanyl):
TTS/72 h
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ANTAGONISTAS COMPETITIVOS DE
RECEPTORES DE OPIOIDES
Naloxona (μ, κ and δ-antagonista)
Naltrexona (μ, κ and δ-antagonista)
Nalorfina (μ-antagonista/κ-agonista)
Efeitos tóxicos dos analgésicos opióides
• Depressão respiratória
•Comportamento agitado, tremor, reações disfóricas
•Hipotensão
•Hipotermia
Targin® (oxycodona & naloxona)
Indicação: analgesia
Interações medicamentosas dos
opióides
• Depressores do SNC (ansiolíticos, álcool,): maior
depressão do SNC, particularmente depressão
respiratória.
• Antipsicóticos: sedação maior; efeitos variáveis sobre
a depressão respiratória; acentuação dos efeitos
cardiovasculares (ações muscarínicas e alfabloqueadoras).
•Cianose
•Miose
•Náuses e vômitos
Tratamento
•Constipação
ventilação
• Retenção urinária
naloxona, naltrexona
Tolerância x Dependência
• Tolerância: aumento da dose necessária para produzir
um dado efeito farmacológico – desenvolvimento rápido
• Inibidores da MAO: contra-indicação relativa a todos
os analgésicos opióides pela elevada incidência de
coma hiperpirético e hipertensão.
Tolerância x Dependência
• Detectável dentro de 12-24 horas após a administração da
morfina
• Ex: o vício – 50 vezes a dose analgésica com relativamente
pouca depressão respiratória, mas com constipação e
constrição pupilar marcantes
effect
100%
50%
10-10
10-9
10-8
10-7
10-6
10-5
10-4
c
Dependência:
-física: associada à síndrome de
retirada fisiológica
(síndrome de abstinência)
-psicológica:
compulsão
pelo
fármaco (craving)
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A tolerância não é mostrado igualmente em todos
os efeitos.
Tolerância estende para:
analgesia
euforia
depressão respiratória
Para muito menor grau em:
constipação
constrição da pupila
Efeito de opióides: Grau de desenvolvimento de tolerância
Alto
Intermediário
analgesia
bradicardia
Limitado/Nenhum
miose
euforia, disforia
constipação
Supressão da tosse
convulões
sedação
Ações antagônicas
Depressão respiratória
Antidiurese
náusea/vômito
É por isso que a constipação pode ser uma grande
problemas devido ao uso de opióides.
Por que a tolerância acontece??
Razões potenciais:
-Aumento do metabolismo da droga
-Diminuição da densidade de receptores
- Diminuição da afinidade para receptores
O desenvolvimento da tolerância depende do fármaco,
da dose, da frequência e da via de administração.
Com uso venoso e espinhal, a tolerância ocorre mais
rapidamente que na oral
METADONA
Ações similares a morfina
Maior duração da ação (t1/2 >24 h)
morfina t1/2 3-6 h
Síndrome de abstinência menos grave
Dependência física
Síndrome de abstinência
• dilatação pupilar
• náusea
• diarreia
• insônia.
• irritabilidade
• febre
• perda de peso
• calafrios
• sudorese
• piloereção
- 2-3 dias: pico dos sinais sintomas
- 8-10 dias: desaparecimento dos
sinais e sintoma
•Substituição:
•metadona
•buprenorfina & naloxona
(Suboxone® )
Dependência psicológica
- Desejo pela droga (craving)
- Desejo de experimentar o "rush" - positivo
- Evitar o efeito da retirada - negativo
- Alguns opióides (codeína e pentazocina) são muito menos
propensos a causar dependência
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Heroína (diacetilmorfina ou diamorfina)
• 1874: sintetizada pelo químico inglês Charles Romley
Alder Wright
• 1898 a 1910: usada para tratamento de dependentes em
morfina e como sedativo da tosse em crianças
• Século XX: proibida nos países ocidentais
• Ação semelhante a morfina
• Mais ativa do que a morfina (orgasmos intestinal)
• Mais lipossoluvel (BHE)
• Menor tempo de ação
que a morfina
Krokodil (desomorfina)
Farmacocinética
• Principais locais de absorção
absorção: via subcutânea,
transdérmica, intramuscular, mucosa do nariz, boca e
TGI.
• A biodisponibilidade dos opióides utilizados por via oral
sofre redução devido ao metabolismo de primeira
passagem.
•Substituto da heroína (heroína custa 150 dólares cada dose e o
krokodil pode ser obtido por menos de 10 dólares)
•A desomorfina é de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina
•efeitos da heroína pode durar de quatro a oito horas, os efeitos do
Krokodil geralmente não estende a uma hora
• Ajuste da dose administrada por via oral>via parenteral.
• Os comprimidos de opióides possuem duas formas de
apresentação
Liberação imediata
•A codeína pode ser transformado em desomorfina
•(gasolina como solvente, fósforo vermelho, iodo e acido clorídrico)
Liberação Imediata
Liberação lenta
Distribuição
Liberação lenta
• Ligação a proteínas plasmáticas ⇒ albumina e alfa-1 glicoproteína
ácida.
• absorção rápida
• conc. equilíbrio 24 h
• Distribuição em tecidos altamente vascularizados ⇒
• picos plasmáticos elevados
• dupla matriz
pulmões, fígado, baço e rim
• riscos de toxicidade
• conc analgésicas
eficazes por mais tempo
(8 -12 h)
• A conc é menor no tecido muscular, mas este consiste no principal
reservatório, devido ao seu volume.
• maior incidência de efeitos
adversos
• sem picos plasmáticos
de toxicidade
• A conc no SNC é relativamente baixa em relação a outros órgãos,
devido à barreira hematoencefálica.
• Compostos como a heroína e codeína atravessam mais facilmente
a barreira hematoencefálica
• Esta barreira não está presente em neonatos.
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Metabolismo
Excreção
• Conjugação com ácido glicurônico (morfina)
• Os ésteres (meperidina e heroína) são
hidrolizados por esterases hepáticas.
• Podem ser excretados em forma inalterada
ou em compostos polares pela urina.
• Os glicuronídeos são excretados na bile.
Vias de administração
• Via retal (supositórios)
• Via epidural (anestesia)
• Via transdérmica (efeitos sistêmicos)
de fentanil
cataplasma
• Via intranasal
• Analgesia controlada pelo paciente (CAME) geralmente injeções endovenosas.
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