DEPRESSão

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DEPRESSÃO
DEPRESSÃO
A depressão é um problema muito comum e muita gente se sente por
vezes “em baixo” ou desanimada. Isto deve-se frequentemente a
pressões quotidianas, tais como luto, questões financeiras ou de
habitação ou dificuldades nos relacionamentos, mas para algumas
pessoas o problema torna-se muito pior e a própria vida normal tornase muito difícil.
Estes são os pensamentos de duas pessoas que estão deprimidas:
“Sinto-me muito só, já não me encontro mais com os meus amigos,
devem-se ter fartado de mim. Provavelmente, nem gostam de mim –
quem gostaria? Não vale a pena fazer qualquer esforço, não adianta de
nada ... detesto-me”.
“Sinto vontade de chorar o tempo todo, estou tão cansado e não me
consigo interessar por nada. Na realidade, nem sequer consigo
começar a fazer o que devia, nem sequer consigo fazer coisas
essenciais que parecem tão fáceis para as outras pessoas...”
Se está deprimido, você próprio poderá ter tido pensamentos idênticos.
Como este folheto me pode ajudar?
Nesta fase poderá sentir que nada pode ser feito para o ajudar. Mas há
coisas que você mesmo poderá fazer que podem fazer diferença e
existem também outros locais nos quais poderá obter ajuda, se não
parecer estar a melhorar da depressão.
Este folheto tem como objectivo prestar informações acerca da
depressão, como ultrapassá-la e que ajuda poderá estar ao seu dispor.
2
O que é a depressão?
A depressão é um problema muito comum. 1 em cada 5 adultos irá a
dada altura apresentar sintomas de depressão. É o motivo mais
comum para se consultar o CG (GP). Nas suas formas menos graves
não impede de levar uma vida normal, mas nas formas mais graves
pode constituir risco de vida com pensamentos de morte e suicídio.
Se está deprimido, estes são alguns dos sintomas que pode apresentar
Emoções ou sentimentos
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Tristeza, culpa, perturbação, apatia ou desespero
Perda de interesse e capacidade de disfrutar as coisas
Chorar frequentemente ou sentir-se incapaz de o fazer de todo
Sentir-se só mesmo quando acompanhado
Sintomas físicos ou corporais
 Cansaço
 Agitação
 Perturbações do sono, especialmente acordar excessivamente
cedo ou ter um sono interrompido
 Sentir-se pior numa particular altura do dia (habitualmente de
manhã)
 Alterações do apetite, da alimentação e do peso
Pensamentos
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Perda de confiança em si mesmo
Esperar sempre o pior e ter pensamentos negativos ou sombrios
Pensar que nada tem solução
Pensamentos suicidas
Pensar que se detesta a si mesmo
Problemas de memória ou de concentração
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Como estes sentimentos, sintomas físicos e pensamentos
podem afectar a sua vida
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Poderá ter dificuldade em fazer coisas mesmo que sejam simples
Parar de ter as suas actividades normais
Isolar-se dos outros
Poderá tornar-se inactivo, nada fazendo durante longos períodos
de tempo
 Poderá achar que tem de verificar tudo o que faz
Nem toda a gente que se encontra deprimida apresenta todos estes
sintomas. E mesmo que não esteja seriamente deprimido, é habitual
que sinta alguns destes sintomas de tempos a tempos. Isto é
especialmente verdade se tiver sofrido uma perda recentemente e, em
particular, se alguém que lhe era próximo tiver morrido. Quando estes
sintomas fazem parte de uma reacção normal a perda ou a
acontecimentos angustiantes, deverão resolver-se com o tempo. Para
maior parte das pessoas é benéfico falar destes sentimentos com
alguém próximo. Contudo, se estes sentimentos forem intensos ou se
prolongarem por algum tempo, então a depressão poderá ter-se
instalado.
Quando isto acontece deve tomar medidas para se ajudar e/ou solicitar
ajuda de outros.
O que causa depressão?
Não foi encontrada uma causa única para a depressão. Normalmente
existe mais do que um motivo e isto varia de pessoa para pessoa, mas
por vezes a depressão pode ocorrer sem nenhum motivo óbvio.
Tal como já foi mencionado, acontecimentos angustiantes podem fazer
com que alguém se comece a sentir deprimido e por vezes isto poderá
transformar-se numa depressão mais séria da qual é difícil recuperar.
4
As circunstâncias podem ter o seu peso na situação – estar sozinho,
não ter dinheiro, estar físicamente doente e estar desempregado
podem contribuir. Por vezes, diversos factores causam a depressão.
Em certas ocasiões, mesmo acontecimentos que poderiamos
considerar como bons e positivos, como casar ou iniciar um novo
emprego, podem ser stressantes o suficiente para causar a depressão.
Por haver um motivo claro para se sentir deprimido, isso não significa
que a depressão não seja um problema e que não necessite de ajuda.
Ter um filho causa depressão pós-parto a uma em cada dez mulheres
(ver linha de apoio na página 10).
Diferentes pessoas irão reagir de forma diferente à depressão e se
algumas se tornam tristes e fechadas, outras mostram a sua angústia
de outras formas, como consumo excessivo de álcool ou irritabilidade.
Uma em cada dez pessoas que sofrem de depressão grave tem
também períodos de excitação com comportamento descontrolado. Isto
é designado por psicose maníaco-depressiva e afecta homens e
mulheres em igual proporção (ver página 10 para linha de apoio).
Há pessoas mais susceptíveis do que outras a ficarem
deprimidas?
Certas pessoas parecem ser mais vulneráveis do que outras a ficarem
deprimidas. Isto poderá dever-se à sua composição corporal (incluindo
quimica corporal) ou a experiências na fase inicial das suas vidas e
influências familiares. Certas pessoas podem ter uma maior tendência
geral para ver a vida por um “lado mais sombrio” e isto pode torná-las
mais susceptíveis a desenvolver depressão.
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Como me posso ajudar a sentir melhor?
Mesmo que um médico ou um profissional de saúde mental estejam
envolvidos no seu tratamento, existem coisas que pode fazer para se
ajudar a ultrapassar a depressão.
1. Mantenha-se activo
Actividades físicas são particularmente benéficas: andar a pé,
correr, andar de bicicleta, saltar; tudo o que aumente a sua
actividade pode ajudá-lo a sentir-se melhor. Planeie 15 ou 20
minutos de actividade todos os dias, ou de dois em dois dias para
comecar. Este tipo de actividade física pode, na realidade, fazê-lo
sentir-se menos cansado.
Procure actividades que o interessem e dedique-lhes algum do seu
tempo. Concentre-se em actividades de que gosta e arranje tempo
para elas todos os dias. Poderá ser benéfico iniciar uma nova
actividade. Para certas pessoas actividades criativas, como pintar,
escrever poesia ou tocar um instrumento, que as ajudem a exprimir
os seus sentimentos, podem ajudá-las a sentir-se melhor.
Comece aos poucos tarefas que tem vindo a adiar, divida tarefas
mais vastas por fases e encete-as uma a uma. Por exemplo, tarefas
em casa ou no jardim que necessitem ser feitas, mas que tem vindo
a adiar. Se é esse o caso, comece no primeiro dia por uma parte
pequena. Assim, ao não querer fazer demasiado é mais provável
que alcance o seu objectivo e isto irá fazê-lo sentir-se bem.
O que gosta de fazer?
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O que poderia fazer hoje, mesmo que durante 10 minutos?
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Por vezes, é melhor fazer algo independentemente de como se
sente. Após a actividade, pergunte a si mesmo – Como me sinto?
Melhor? Pior? Na mesma? Se pior, tente outra coisa.
2. Fale com os outros
Tente dizer como se sente a quem lhe é próximo. Podem ouvi-lo e
ajudá-lo a fazer sentido do que se passa. Chorar pode ajudar a
aliviar a tensão e ultrapassar certas coisas. Poderá surpreender-se
ao descobrir que aqueles com quem fala já se tenham sentido
deprimidos eles próprios numa qualquer altura e compreendam
como se sente. Poderá ser útil que eles leiam este folheto.
3. Cuide de si
Seja bom para si mesmo. Está deprimido e não no seu estado
normal. Se tivesse gripe ou uma grande constipação ia tentar fazer
algo de que gosta para se sentir um pouco melhor. Tente “mimarse” ao fazer algo de que gosta todos os dias.
Resista à tentação de lidar com a depressão bebendo álcool,
abusando de medicação ou recorrendo a drogas ilegais. Estes
podem proporcionar alívio imediato, mas rapidamente criam mais
problemas psicológicos e de saúde com os quais terá de lidar.
Coma bem; uma boa alimentação ajuda-o a manter uma boa
saúde, logo a recuperação será mais fácil.
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4. Combata pensamentos negativos
Quando alguém está deprimido tem frequentemente a tendência
para pensar e esperar o pior de si próprio, da sua vida e do futuro.
Não aceite estes pensamentos, tente:
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identificar quando a sua moral estiver muito em baixo
anote os pensamentos desagradáveis que estiver a ter na
altura
contrariar estes pensamentos escrevendo argumentos que os
contrariem. Imagine o que diria a um amigo se tivesse ele
mesmo tais pensamentos negativos
manter um diário das coisas de que gostou ou que alcançou
durante a semana. Isto pode ajudá-lo a concentrar-se nas
coisas boas, ao invés das coisas más na sua vida.
Não estamos a dizer 'veja o lado bom das coisas' ou 'pense positivo': o
que sabemos é que quando as pessoas estão deprimidas têm uma
visão diferente, mais negra, mais negativa delas mesmas, dos
acontecimentos e do mundo.
Tente aperceber-se se o seu desânimo está a influenciar a sua visão
de alguma coisa – haverá qualquer outra forma de a encarar?
Que tratamento está disponível para a depressão?
A maior parte das pessoas é tratada de depressão pelo médico de
família. O médico pode sugerir um tratamento não medicamentoso,
medicação antidepressiva, ou ambos.
O médico pode encaminhá-lo para um profissional de saúde mental.
Este poderá ser um psiquiatra (um médico qualificado especialista em
saúde mental) ou um terapeuta, um enfermeiro psiquiatra comunitário,
um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.
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Os tratamentos não medicamentosos são habitualmente orientação
psicológica ou terapia. Irão ajudá-lo a compreender as suas
dificuldades e encontrar formas de mudar por forma a ultrapassar a
depressão. A 'Terapia Cognitiva' é usada com frequência. Ajuda a
combater pensamentos negativos e prosseguir com a vida.
Qualquer que seja o tipo de terapia adoptada, irá passar algum tempo
antes de comecar a sentir os benefícios, mas este tipo de tratamento
ajudou já muita gente e pode ser muito eficaz.
Os Antidepressivos são por vezes prescritos pelo seu médico de
família ou pelo psiquiatra. Têm-se demonstrado benéficos para muitas
pessoas que sofrem de depressão.
Os antidepressivos actuam sobre os químicos no cérebro para que se
sinta menos deprimido. Não causam habituação e uma vez que esteja
melhor, habitalmente após muitos meses, poderá planear, juntamente
com o seu médico, parar de os tomar.
Ao comecar um tratamento com antidepressivos, lembre-se de que não
têm efeito imediato. Irá levar de 2 a 4 semanas até fazerem efeito e
necessita continuar a tomá-los regularmente para sentir os benefícios.
Podem ter efeitos secundários, mas estes são habitualmente bastante
ligeiros e desaparecem com a continuação do tratamento. O seu
médico ou farmacêutico irão aconselhá-lo acerca deste assunto.
Ainda que se comece a sentir melhor dentro de 2 a 4 semanas a tomar
antidepressivos, é importante que os continue a tomar enquanto o seu
médico assim aconselhar. Isto ajuda a que a depressão não regresse.
Se está a tomar antidepressivos é importante que consulte o seu
médico antes de tomar qualquer outra medicação, drogas ou álcool.
Exercício
Existem fortes indícios clínicos de que o exercício físico regular pode
ajudar no tratamento de depressão ligeira a moderada. Fale com o seu
Médico de Clínica Geral (CG) sobre encaminhamento para o programa
de exercício de Clínica Geral ou procure formas de experimentar
exercícios como caminhar, andar de bicicleta ou nadar.
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Ajuda adicional
As seguintes organizações e linhas de apoio podem também ser úteis:
Association for Post Natal Illness – para mulheres a sofrerem de depressão
após o nascimento de um filho (atendedor de chamadas)
Tel: 020 7386 0868
(2ª, 4ª e 6ª: 10:00-14:00; 3ª e 5ª: 10:00-17:00)
Borderline – linha de apoio de saúde mental proporcionando apoio emocional
(2ª e 6ª: 19:00- 22:00; 3ª: 9:00-00:00; 5ª: 12:00-15:00; Sáb & Dom: 18:00- 22:00)
Tel: 0800 027 4466
Breathing Space – linha de apoio de saúde mental
(Todos os dias das 18:00 às 2:00)
Tel: 0800 83 85 87
Couple Counselling Borders – para quem tenha problemas de relacionamento
(2ª a 6ª: 9:00-16:00)
Tel: 01896 754440
CRUSE Bereavement Care Scotland – linha de apoio para pessoas sob luto e
para quem delas cuida
(2ª a 6ª: 9.30-17:00)
Tel: 0844 477 9400
Local: (01890) 860713
Depression Alliance Scotland – linha de apoio
(2ª, 3ª, 5ª e 6ª: 10:00-14:00)
Tel: 0845 123 2320
Bipolar Fellowship Scotland – apoio para quem sofre de depressão profunda
(Mon-Fri: 9.30am-3.30pm)
Tel: 0141 560 2050
National Debtline –apoio para quem esteja sob dividas ou em risco de o ficar
(2ª a 6ª: 9:00-21:00, Sáb: 9.30-13:00, voicemail 24 horas)
Tel: 0808 808 4000
Relateline – para quem tenha problemas de relacionamento
(2ª a 6ª: 9.30-16:00)
Tel: 0845 130 4010
Samaritans – apoio confidencial para todos aqueles em crise
24 horas
Tel: 08457 90 90 90
Telefone de texto: 08457 909192
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Sites
www.dascot.org
Contém informação importante acerca de sintomas e tratamentos, bem como
campanhas da Depression Alliance e de grupos locais.
moodgym.anu.edu.au
Um site excelente que o ajuda a identificar emoções problemáticas e desenvolver
melhores estratégias para com lidar com aquelas. O site é muito informativo,
divertido e bom para todas as idades. (Austrália)
bluepages.anu.edu.au
Um bom site para alguém que já saiba bastante acerca de depressão e esteja
interessado em saber mais sobre a forma como os profissionais de saúde
diagnosticam e tratam a doença. (Austrália)
www.livinglifetothefull.com
Um site genérico de auto-ajuda proporcionando aconselhamento num vasto
âmbito de assuntos. Ajuda-o a compreender o seu comportamento e
pensamento, e proporciona ajuda em vida saudável, sono saudável e
relaxamento.
Livros
Alguns livros úteis que poderá querer comprar ou requisitar da sua
biblioteca local:
Butler, G and Hope, T (1995) Manage Your Mind Oxford
ISBN: 0192623834 (Capítulo 20 é particularmente relevante)
Gilbert, Paul Overcoming Depression. (1999) Robinson Publishing
ISBN: 1841191256 (no final de cada capítulo há uma lista de pontos-chave.
Organizado passo a passo torna-se fácil de seguir.)
Rowe, Dorothy (1996) Depression: The Way Out Of Your Prison Routledge
ISBN: 0415144825 (de difícil leitura em determinadas passagens)
Johnstone, Matthew (2001) I had a Black Dog. Constable and Robinson
ISBN: 1845295897 (de fácil leitura)
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Publicações /folhetos disponíveis acerca de:
Raiva
Ansiedade
Luto
Depressão
Hiperventilação
Pânico (versão curta e versão longa)
Como resolver problemas: uma simples técnica Faca Voce Mesmo
Relaxamento
Auto-mutilação
Sites de auto-ajuda
Sono
Trauma
Preocupações
Cópias de qualquer uma das publicações acima descritas estão
disponíveis gratuitamente através de:
Jenny Hastings, Self-Help Service Co-ordinator, 12/14 Roxburgh Street,
Galashiels TD1 1PF
Tel: 01896 668831
email: [email protected]
S Black, R Donald, M Henderson 2005
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Developed with assistance from: The National Programme for Improving Mental Health and Well Being
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