a importância do fluxo de caixa para as pequenas empresas

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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA
ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA
CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE
A IMPORTANCIA DO FLUXO DE CAIXA
PARA AS PEQUENAS EMPRESAS
Letícia Aparecida Gomes
Renata Cristina Fernandes
PALMITAL
2010
Letícia Aparecida Gomes
Renata Cristina Fernandes
A IMPORTANCIA DO FLUXO DE CAIXA
PARA AS PEQUENAS EMPRESAS
Trabalho de conclusão de curso apresentado à
ETEC Prof. Mário Antônio Verza, como parte dos
requisitos necessários para a obtenção do título
de Técnico em Contabilidade.
Orientador: Prof. José Marcelino Calegari
PALMITAL
2010
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA
ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA
Letícia Aparecida Gomes
Renata Cristina Fernandes
A IMPORTANCIA DO FLUXO DE CAIXA
PARA AS PEQUENAS EMPRESAS
APROVADO EM ____/____/____
BANCA EXAMINADORA
______________________________________________________________
José Marcelino Calegari – ORIENTADOR
______________________________________________________________
Karina Dorta de Souza Rocha – EXAMINADOR
______________________________________________________________
Cleison Faria Coutinho – EXAMINADOR
Dedico este trabalho aos meus pais que
sempre estiveram ao meu lado e me
ajudaram em tudo que precisei. (Letícia)
Dedico este trabalho a minha mãe Marisa
que sempre esteve ao meu lado em todas
as horas, e fez com que nos momentos que
quase perdi as esperanças erguesse a
cabeça
(Renata)
e
continuasse
em
frente.
AGRADECIMENTOS
Agradeço ao Prof. Marcelino que nos ajudou neste trabalho, pelos conselhos,
na decisão do tema e nos ter ajudado em tudo. Muito obrigada. (Letícia)
Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado forças a todo o momento, a
minha família que esteve do meu lado, ao Prof. Marcelino pelos conselhos, opiniões,
sugestões, por ter aceitado ser nosso orientador neste trabalho, enfim, a todas as
pessoas que nos ajudaram a concretizar este TCC. (Renata)
EPÍGRAFE
A estrada para a felicidade não é uma reta.
Há uma curva chamada fracasso. Um trevo
chamado
inveja.
Muita
poeira
chamada
mentira. Quebra- molas chamados amigos.
Faróis de advertência chamado família. Mas,
se você tiver um estepe chamado fé, um
motorista
chamado
Jesus
Cristo,
você
chegará a um lugar chamado sucesso. (Autor
Desconhecido)
RESUMO
No atual cenário econômico onde há uma concorrência muito acirrada, existe uma
tendência natural das instituições no sentido de adotar ferramentas gerenciais para
apoiar o processo decisório. As empresas foram obrigadas recentemente a adotar a
Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) em substituição à Demonstração de Origens e
Aplicações de Recursos (DOAR). Este fato se deve fundamentalmente a sua menor
complexidade e ainda a um projeto dos órgãos da classe contábil nacional que visa
adequar as Demonstrações Financeiras ao padrão internacional. O fluxo de caixa nada
mais é do uma demonstração dinâmica que expõe a distribuição no tempo de todas as
entradas e saídas de numerário geradas pelas atividades da empresa, sendo
fundamental para a interpretação da situação financeira da instituição principalmente
pelos usuários externos pouco habituados a termos técnicos, portanto, quando bem
elaborada será de fácil assimilação acerca da disponibilidade financeira da instituição.
Este trabalho de conclusão de curso trata-se da apuração do Fluxo de caixa nas
pequenas e microempresas, com o objetivo de como o fluxo de caixa é utilizado e
também de que modo ele beneficia a microempresa no dia-a-dia, tem o intuito de
gerenciar melhor sua entidade, para que não ocorra a má gestão de recursos
financeiros.
Palavras-chave: Fluxo de caixa, Pequena e Microempresa, Ferramenta Gerencial.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa
DOAR – Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos
DLPA - Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
DVA- Demonstração do Valor Adicionado
IASB – International Accounting Standards Board
FASB – Financial Accounting Standards Board
MPE’s – Micro e Pequenas empresas
EPP- Empresas de Pequeno Porte
SIMPLES - Sistema Integrado de impostos e Contribuições das Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte
SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
SUMÁRIO
1 1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................
9
1 1.1
Objetivos............................................................................................................
10
1 1.2 Procedimentos Metodológicos................................................................................
11
2 . FLUXO DE CAIXA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES..............................................
12
2.1. Um breve histórico da DFC....................................................................................
15
2.2. OBJETIVO DA DFC...............................................................................................
16
3. IMPORTANCIA DO FLUXO DE CAIXA...................................................................
17
4 4. FLUXO DE CAIXA: FORMAS DE ELABORAÇÃO..................................................
19
4 4.1. Fluxo de caixa livre.................................................................................................
19
4 4.2. Fluxo de caixa direto................................................................................................
21
4 4.3. Fluxo de caixa indireto.............................................................................................
22
44.4. Fluxo de caixa projetado...........................................................................................
23
5 5. O SURGIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.....................................
25
6 6. FECHAMENTO PRECOCE DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.....................
28
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................
29
REFERÊNCIAS.............................................................................................................
30
FONTES........................................................................................................................
32
A ANEXOS.......................................................................................................................
34
9
1. INTRODUÇÃO
Nos dias de hoje empresas são avaliadas por muitas razões diferentes
podendo ser: a entrada de um novo sócio, a sociedade de duas empresas, o
investimento do capital em bolsas de valores e até mesmo títulos em outros países.
Existem dificuldades dentre a avaliação da empresa, é difícil e subjetivo. A
dificuldade dá-se pelo valor percebido de uma empresa para um indivíduo não
necessariamente ser o mesmo para outro.
Conforme MARTINS(2001, p.263):
Ao avaliar uma empresa, objetivamos alcançar o valor justo de mercado,
ou seja, aquele que representa de modo equilibrado, a potencialidade
econômica de determinada companhia. Entretanto, o preço do negócio
somente será definido com base na interação entre as expectativas dos
compradores e vendedores. Não existe um valor correto para um negócio.
Pelo contrário, ele é determinado para um propósito específico,
considerando as perspectivas dos interessados.
Existe uma diferença entre preço e o valor, pois primeiro é a quantia que
outro (comprador) irá desembolsar por uma mercadoria para outro (vendedor). O
segundo é o benefício obtido pelos envolvidos.
Os métodos de avaliação de empresas buscam atender diferentes resultados
em números distintos. Cada método de avaliação tem como base de cálculo um item
distinto, por exemplo, no balanço patrimonial e no resultado econômico. Isso ocorre
devido às particularidades identificadas em cada negócio e a sua importância para a
empresa avaliada.
O acirramento da competitividade exige das empresas maior eficiência na
gestão de seus recursos, e como parte integrante do sistema busca cumprir seu papel
junto à sociedade. Esta busca pela melhoria e eficiência na aplicação dos recursos,
induz os responsáveis pela gestão empresarial, a avaliarem suas decisões
10
embasadas em informações consistentes.
As constantes mudanças tanto na política como nos negócios, impulsiona as
organizações à busca de qualidade nas informações gerenciais, o que se transformou
em elemento determinante para a sua sobrevivência e continuidade no mercado.
O presente trabalho aborda a necessidade de a gestão empresarial
acompanhar o desempenho da empresa através de sua capacidade de geração de
caixa. Neste contexto se destaca o fluxo de caixa como um instrumento que possibilita
o planejamento e o controle dos recursos financeiros, proporcionando uma visão clara
da administração de seu capital de giro.
De acordo com SILVA (1999, p.42),
Empresa organizada necessita não apenas das demonstrações
financeiras, mas de outros relatórios gerenciais que independem da
legislação obrigatória, mas decorrem das necessidades gerenciais para
auxilio no processo decisório.
A idealização e construção de um fluxo de caixa adaptado às necessidades
da entidade podem evitar situações prejudiciais às empresas, tais como: insuficiência
de caixa; cortes nos créditos; suspensão de entregas de materiais e mercadorias,
fatos que podem causar uma série de descontinuidade nas operações. O excesso de
caixa, situação que se refere a uma reserva muito elevada, também pode ser
administrado com a utilização deste mesmo ferramental. Logo, tanto deficiência
quanto excesso de caixa pode ser gerido através das informações deste fluxo.
1.1.
Objetivos
O objetivo geral deste trabalho de conclusão de curso é mostrar a importância
do fluxo de caixa nas pequenas e microempresas e como essa ferramenta é
indispensável para os empreendedores e também o porquê que estas empresas
11
fecham tão rápido.
Constituem objetivos específicos:
a) Definir e demonstrar a importância do fluxo de caixa;
b) Definir Pequena Empresa e apontar suas dificuldades para uma melhor
gestão do negócio;
c) Demonstrar a importância do fluxo de caixa para a melhoria da gestão dos
recursos financeiros das instituições em geral.
1.2 . Procedimentos Metodológicos
Os procedimentos metodológicos usados foram pesquisas bibliográficas em
livros sobre o tema, sites, revistas e artigos especializados na área pesquisada, e
também monografias apresentadas e aprovadas em várias instituições de ensino de
contabilidade, juntamente com citações de autores que atuam nesta área.
12
2.
FLUXO DE CAIXA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Fluxo de caixa é o registro e controle de entradas e saídas de uma empresa,
seja ela de qualquer porte. Ele demonstra suas receitas e despesas, sendo elas
listadas em contas a pagar e valores a receber. Seus pagamentos e recebimentos são
lançados em um controle diário de fluxo de caixa, já os pagamentos e recebimentos
previstos são registrados em uma projeção de fluxo de caixa.
Para ZDANOWICZ (1998, p.33), “o fluxo de caixa é o instrumento que permite
demonstrar as operações financeiras que são realizadas pela empresa”, o que
possibilita melhores análises e tomadas de decisões quanto à aplicação dos recursos
financeiros que a empresa dispõe.
Essa ferramenta é indispensável, pois através dela é que se pode tomar
decisões mais propícias para o negócio, também ela permite ver algumas áreas que
estão "sugando" mais dinheiro do que o permitido.
A planilha do fluxo de caixa que é um demonstrativo dinâmico dá uma visão
real do que está acontecendo na empresa e também dos problemas que a instituição
pode ter com suas vendas e recebimentos.
Segundo GITMAN (1997, p.75):
“fornece um resumo dos fluxos de caixa da empresa relativos às
atividades operacionais, de investimento e de financiamento e reconcilia-os
com as variações em seu caixa e títulos negociáveis, durante o período em
questão”
E ainda para complementar a idéia de GITMAN, MARTINS (2008, p.16)
argumenta que:
“O balanço e a demonstração de resultados, se elaborados à luz do custo
histórico e na ausência de inflação, são a distribuição lógica e racional ao
longo do tempo do fluxo de caixa da empresa.”
13
IUDÍCIBUS e MARION (2006, p.218) argumentam que a DFC “demonstra a
origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado
período e o resultado desse fluxo”, onde o caixa engloba as contas patrimoniais de
Caixa e Bancos, evidenciando as entradas e saídas de valores monetários no decorrer
das operações que ocorrem ao longo do tempo nas organizações.
O Fluxo de Caixa é evidenciado através da Demonstração do Fluxo de Caixa
(DFC), que está prevista na Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Nº 3.8 sendo
uma demonstração de grande importância para a análise da empresa, pois ela mostra
as modificações financeiras ocorridas na entidade.
A DFC de acordo com a NBC 3.8 é discriminada em três grupos. São eles:
1. Os fluxos das atividades operacionais: são atividades que geram receitas da
entidade e outras atividades de investimento e financiamento.
2. Os fluxos das atividades de financiamento: são atividades que alteram o
patrimônio líquido e empréstimos a pagar da empresa.
3. Os fluxos das atividades de investimentos: são vendas do ativo de longo prazo e
investimentos que representam o valor gasto destinado a gerar receitas futuras.
A boa gestão do fluxo de caixa depende de algumas medidas para o melhor
aproveitamento e destinação dos recursos disponíveis na entidade. Algumas
considerações podem ser feitas, no intuito de se fazer a utilização do fluxo de caixa de
maneira eficiente:
1- A checagem constante das informações lançadas, procurando ser o mais realista o
possível. Normalmente, o empresário não leva em consideração que contas serão
mais difíceis de receber, por exemplo.
2- Procurar fazer uma reserva para os imprevistos, por mais contraditório que pareça.
Esse tipo de previsão será mais fácil de fazer à medida que o gestor se familiarizar
com seus gastos usuais, mas é necessário alocar um valor para essas surpresas
14
desde o começo da elaboração do fluxo de caixa e também ajustes devem ser feitos à
medida que se conhece melhor seu negócio.
3- Não se deve retirar dinheiro para pró-labore ou despesas pessoais sem lançá-las
rigorosamente no fluxo de caixa. Este é um erro comum e muito danoso em empresas
de pequeno porte.
4- É muito importante uma verificação, revisão e conferencia de todas as previsões,
pois a manutenção e o acompanhamento planilhas precisam deixar as informações
sempre atualizadas.
A figura abaixo mostra que o fluxo de caixa sofre influencia de fatores internos e
externos à organização, estando ligado a todas as operações e fatos ocorridos dentro
da instituição, sendo dinâmica e alterada a partir a cada instante.
Figura 1: Demonstração do Fluxo de Caixa
___________________________________________________________________________________
Fonte: ZDANOWICZ (1998) – adaptado pelas autoras
15
Portanto, é indispensável à utilização dessa ferramenta gerencial nas
empresas ou mesmo em qualquer lugar, como por exemplo, nas residências das
pessoas, desde que ela seja usada de forma correta para ajudar a entidade ou a quem
a usa.
2.1.
Um breve histórico da DFC
A Demonstração do Fluxo de Caixa é bem mais antiga do que se pensava.
Segundo MARION (2001), se retroagirmos a 4000 a.C. teremos, provavelmente, o
início da Contabilidade, no qual encontramos os primeiros inventários voltados para a
atividade econômica da época: o pastoreio.
No final do século XIX, os banqueiros americanos solicitavam o balanço
patrimonial de empresas que os procuravam para fazer empréstimos, e partir desta
pratica é que surgiram as primeiras considerações e praticas acerca da Análise de
Balanço.
Os primeiros países que obrigaram as empresas a apresentar a DFC como
um instrumento de análise de demonstração e avaliação financeira foram
respectivamente: Canadá (1985), EUA (1987) e o Reino Unido (1991).
O Brasil passou a utilizar a DFC apenas a partir de 1992. Ela foi
regulamentada a partir de 01 de janeiro de 2008, em substituição a DOAR pela Lei nº
11.638/07 que alterou dispositivos da Lei nº 6.404/76.
O Balanço Patrimonial é regulamentado desde 1976 através da Lei Nº 6404
em seu artigo Nº 178 e a Demonstração do Resultado do Exercício é regulamentada
pelo artigo Nº 187 da mesma Lei Nº 6404. A Lei Nº 11638/2007 substituiu a partir de
janeiro de 2008 a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) pela
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) e a Demonstração de Lucros ou Prejuízos
Acumulados (DLPA) pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
A mesma Lei Nº 11638/2007 incluiu da Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
como obrigatória para as companhias abertas.
16
2.2.
Objetivo da DFC
O objetivo da DFC é que os empresários consigam visualizar como está o seu
planejamento financeiro para tomar decisões em suas entidades.
Os principais objetivos da DFC são destacados por lUDÍCIBUS, MARTINS e
GELBCKE (2003, p. 398):
1. A capacidade de a empresa gerar futuros fluxos líquidos positivos de
caixa;
2. A capacidade de a empresa honrar seus compromissos, pagar
dividendos e retornar empréstimos obtidos;
3. A liquidez, a solvência e a flexibilidade financeira da empresa;
4. A taxa de conversão de lucro em caixa;
5. O desempenho operacional de diferentes empresas, por eliminar os
efeitos de distintos tratamentos contábeis para as mesmas transações e
eventos;
6. O grau de precisão de estimativas passadas de fluxos futuros de caixa;
7. Os efeitos, sobre a posição financeira da empresa, das transações de
investimento e de financiamento, etc.
Segundo MATARAZZO, (2003) além desses, outra finalidade é a de utilizar
a DFC como forma de averiguação sobre os caixas excedentes, verificando se estes
estão sendo aplicados corretamente.
Podemos dizer que a DFC como um demonstrativo contábil tenta evidenciar o
fluxo de pagamentos e recebimentos, por um determinado período para uma
entidade.
17
3.
IMPORTANCIA DO FLUXO DE CAIXA
As demonstrações contábeis normalmente são consideradas dinâmicas, pois
segundo MARION e IUDÍCIBUS, apenas o Balanço Patrimonial é uma demonstração
estática. Esta ferramenta proporciona a melhor elaboração de planejamento
financeiro, devendo ser revista e atualizada no processo de tomada de decisões.
Seu planejamento contribui para os administradores financeiros, pois assim
eles estarão aptos para qualquer imprevisto em suas empresas e ainda avaliar e
honrar seus compromissos em longo ou curto prazo.
É importante ressaltar que ela mostra a real condição do que está ocorrendo
na empresa, lhe informado se há problemas ou não, além de ser uma ferramenta de
utilização de nível mundial, também evidencia como se gerou caixa e como se
gastou o recurso gerado.
Para o IASB as informações sobre o fluxo de caixa têm sua importância:

Quando utilizada em conjunto com as demais demonstrações contábeis,
proporciona informações que habilitam os usuários a avaliar as mudanças nos ativos
líquidos de uma empresa, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e
solvência) e sua habilidade para afetar as importâncias e prazos dos fluxos de caixa
a fim de adaptá-los as mudanças nas circunstâncias e as oportunidades;
•
São úteis para avaliar a capacidade da empresa em produzir recursos de
caixa e valores equivalentes e habilitar os usuários a desenvolver modelos para
avaliar e comparar o valor presente e futuro de caixa de diferentes empresas;
•
Aumenta a comparabilidade dos relatórios de desempenho operacional por
diferentes empresas, porque elimina os efeitos decorrentes do uso de diferentes
tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos;
•
Possibilita o uso das informações históricas sobre o fluxo de caixa como
indicador da importância, época e certeza de futuros fluxos de caixa;
18
•
É útil para conferir a exatidão de avaliações anteriormente feitas de futuros
fluxos de caixa e examinar a relação entre a lucratividade e o fluxo de caixa líquido,
e o impacto de variações de preço.
A DFC concede a elaboração de um planejamento financeiro, pois não é certo
excesso de Caixa em uma economia inflacionária. Através de um planejamento
financeiro pode-se saber quando aplicar no mercado financeiro e saber o quanto de
montante será utilizado para cobrir a falta de fundos, assim evitando a má gestão
financeira e proporcionando um melhor rendimento à empresa.
Para YOSHITAKE (1997) o fluxo de caixa é um esquema que representa os
benefícios e os dispêndios ao longo do tempo. E sua gestão visa fundamentalmente
manter certo nível de liquidez imediata, para fazer frente à incerteza associada ao
fluxo de recebimento e pagamento.
Portanto, a utilização do fluxo de caixa é algo indispensável para as
empresas, pois é através desta ferramenta que muitas decisões são tomadas com
relação à investimentos, prazos de pagamentos e recebimentos.
19
4.
FLUXO DE CAIXA: ALGUMAS FORMAS DE ELABORAÇÃO
O Fluxo de Caixa de acordo com YOSHITAKE e HOJI (1997, p. 153),
basicamente mostra os seguintes itens:
a) Entradas
b) Saídas
c) Diferença (a – b)
d) Saldo Inicial
e) Saldo Final (c + d)
A partir da pesquisa em sites da área contábil, artigos científicos e trabalhos
monográficos e ainda na Legislação contábil, pode-se afirmar que há várias formas de
se apresentar o Fluxo de Caixa, conforme será abordado a seguir.
4.1.
Fluxo de caixa livre
O fluxo de caixa livre utiliza o fluxo de caixa operacional, ou seja, o fluxo
proveniente das operações da empresa após os impostos sem considerar a estrutura
de financiamento da empresa (empréstimos). É o total de dinheiro disponível na
empresa após considerar os investimentos (ativos permanentes) e necessidades de
capital de giro, assumindo que não existe pagamento de juros (despesas financeiras).
Deve ser adicionando também as despesas que não geram saídas de caixa, por
exemplo, a depreciação e a amortização.
Conforme COPELAND (1990)
O fluxo de caixa livre de uma empresa deve ser igual ao seu fluxo de caixa
de financiamento. Ou seja, o total de dinheiro gerado pelas operações da
empresa (mais fluxo de caixa não-operacional, se existir) precisa ser igual
ao pagamento líquido para todos os credores e acionistas da empresa.
Caso o fluxo de caixa livre seja negativo, ele precisa ser igual aos
investimentos (descontados impostos) providos pelos credores e
acionistas.
20
O fluxo de caixa livre pode ser calculado da seguinte forma:
Saldo Inicial + Entradas – Saídas = Saldo Final
Tabela 1: MODELO DE FLUXO DE CAIXA LIVRE
(=) Receitas líquidas de vendas
(-) Custo de vendas
(-) Despesas Operacionais
(=) Lucro antes de juros e impostos sobre o lucro (EBIT)
(+) Ajuste de despesas operacionais que não promovem saída de caixa
(=) Lucro antes de juros, impostos sobre o lucro, depreciação, amortização e
exaustão (EBITDA)
(-) Impostos sobre o lucro
(=) Caixa Gerado pelas operações
(-) Investimentos
Permanentes
Circulantes (Capital de Giro)
(=) Fluxo de Caixa Livre
FONTE: http://www.pablo.prof.ufu.br/artigos/cbc3.pdf, acesso em: 15/05/2010 –
adaptado pelas autoras.
21
4.2.
Fluxo de caixa direto
O método direto mostra os recebimentos e pagamentos das atividades
operacionais da empresa em vez do lucro líquido ajustado. Mostra efetivamente as
movimentações dos recursos financeiros ocorridos no período.
Neste método, são relacionados os seguintes tipos de recebimentos e
pagamentos:
a) clientes;
b) juros, lucros e dividendos;
c) fornecedores;
d) empregados e encargos sociais;
e) tributos sobre operações;
f) tributos sobre lucros.
Tabela 2: Demonstração do fluxo de caixa - Método direto
INGRESSOS DE RECURSOS
Recebimentos de clientes
xx
Pagamentos a fornecedores
(xx)
Despesas administrativas e comerciais
(xx)
Despesas financeiras
(xx)
Impostos
(xx)
Mão-de-obra direta
(xx)
(=) Ingressos de recursos provenientes das operações
xx
Recebimentos por vendas do imobilizado
xx
(=) Total dos ingressos dos recursos financeiros
xx
22
DESTINAÇÕES DE RECURSOS
Aquisição de bens do imobilizado
xx
Pagamentos de Empréstimos bancários
xx
(=) Total das destinações de recursos financeiros
xx
Variação líquida de Disponibilidades
xx
(+) Saldo inicial
xx
(=) Saldo final de Disponibilidade
FONTE: www.milenio.com.br/siqueira/Trab.056.doc. acesso em: 13/06/2010 adaptado pelas autoras
4.3.
Fluxo de caixa indireto
O método indireto é aquele que a partir do lucro líquido são demonstrados
recursos
provenientes
das
atividades
operacionais,
ajustado
pelos
itens
considerados nas contas de resultado que não afetam o caixa da empresa.
O método indireto é relacionado por:
a) ajuste do lucro ou prejuízo líquido, pelos efeitos das transações que não
envolvem caixa ou equivalente de caixa, como: depreciação, amortização, baixas de
itens do ativo permanente, e itens da receita ou despesa relativa a fluxos de caixa de
atividades de investimento ou financiamento;
b) movimentação líquida das contas que influenciam os fluxos de caixa das
atividades operacionais, tais como: estoques, contas a receber, tributos e contas a
pagar;
c) movimentação líquida das contas que influenciam os fluxos de caixa das
atividades de investimentos e de financiamentos.
23
Tabela 3: Demonstração do fluxo de caixa - Método indireto
ORIGENS
Lucro líquido do exercício
xx
Mais:
Depreciações
xx
Aumento em imposto de renda a pagar
xx
Aumento em fornecedores
xx
Menos:
Aumento em clientes
(xx)
(=) Caixa gerado pelas operações
xx
Venda do Imobilizado
xx
(=) Total dos ingressos de Disponibilidade
xx
APLICAÇÕES
Pagamento de Empréstimos bancários
xx
Aquisição de Imobilizado
xx
(=) Total das aplicações de Disponibilidades
xx
Variação líquida das Disponibilidades
xx
(+) Saldo inicial
xx
(=) Saldo final das Disponibilidades
xx
FONTE: www.milenio.com.br/siqueira/Trab.056.doc. acesso em: 13/06/2010 adaptado pelas autoras.
4.4
Fluxo de Caixa Projetado
Seu principal objetivo é projetar o fluxo das entradas e saídas de recursos
financeiros de um período futuro, podendo ser projetado a curto ou a longo prazo.
Quando este é elaborado em curto prazo busca identificar:

os excessos de caixa ou a escassez de recursos dentro do período projetado,
para que através dessas informações se possa traçar uma adequada política
financeira;
24
Quando este é elaborado em longo prazo busca-se identificar:

verificar a capacidade da empresa de gerar os recursos necessários para
custear suas operações;

determinar o capital em giro no período;

determinar o Índice de Eficiência Financeira da empresa. (IEF = capital em
giro / capital de giro da empresa);

determinar o grau de dependência de capitais de terceiros da empresa; etc.
Tabela 4: Demonstração do Fluxo de Caixa Projetado
___________________________________________________________________
FONTE: http://img.efetividade.net/img/fluxo-caixa-1.png, acesso em: 01/07/2010 –
adaptado pelas autoras.
25
5. O SURGIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Não há nas publicações do meio científico uma origem exata de quando
surgiram as pequenas e micros empresas. Segundo Lacorte elas ganharam
destaque em 1973 na crise do petróleo e na queda do Muro de Berlim em 1989 e
para Figueiredo destacaram-se em 1979 de uma política desburocratização, então
se pode dizer que foi no final da década de 70 e início da década de 80 o período
que surgiu as pequenas e micro empresas.
Muitas delas são empresas familiares, que começaram no fundo de casa, um
negócio feito pela família e que foi crescendo aos poucos se transformando em
pequenas empresas.
Em 1984 no final da ditadura militar no Brasil, foi promulgada a Lei 7.256 de
27 de novembro que instituía no ordenamento jurídico brasileiro a microempresa
devido à conclusão da necessidade de um tratamento diferenciado e benéfico para
este setor tão importante através de um programa de desburocratização evidenciado
pelo Decreto nº. 90.414 que dispôs sobre a criação e funcionamento do conselho de
desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas.
Durante esse período, surgiu a Constituição da República de 1988 que
instituiu o principio geral da atividade econômica.
Passados dez anos da publicação da primeira lei sobre as micro e pequenas
empresas no Brasil, foi publicada a Lei nº 8.864, no dia 28 de março de 1994. Ela
não causou grande impacto, porém esta lei inovou alguns pontos das anteriores com
o aumento da receita bruta anual da microempresa, além de fazer surgir, pela
primeira vez, a figura da pequena empresa, conforme previsto na Constituição
Federal.
Existem artigos que contem regras claras e objetivas para serem aplicados
diretamente, dependendo, portanto, de regulamentação por ato do Poder Executivo
através de decretos regulamentares. O art. 11 da Lei nº 8.864/94 exemplifica isso:
26
"Art. 11 - A escrituração da microempresa e da empresa de pequeno porte
será simplificada, nos termos a serem dispostos pelo Poder Executivo na
regulamentação desta Lei."
Esta lei foi pouco aplicada, mas inovou ao aumentar o limite de receita bruta
das microempresas, passando a aumentar de 96 mil para 250 mil UFIRs e,
principalmente por conceituar, a figura da empresa de pequeno porte como sendo as
que tivessem receita bruta igual ou inferior a 700 mil UFIRs.
Com esta lei houve um tratamento diferente, às microempresas e as
empresas de pequeno porte em relação aos impostos e contribuições que menciona.
Reduziu, consideravelmente, a carga tributária e simplificou a forma de recolhimento
dos tributos federais, possibilitando a adesão de Estados e Municípios para
concessão de benefícios do ICMS e do ISS.
A Lei Nº 9.317 de 5 de dezembro de 1996, a primeira publicação do governo
federal sobre empresas do Simples, tinha o objetivo de regular, em conformidade
com o art. 179 da Constituição Federal de 1988, o tratamento diferenciado,
simplificado e favorecido, aplicável às microempresas e às empresas de pequeno
porte. Essa Lei foi complementada pela Lei 9.841 de 05 de outubro de 1999, data
em que foi iniciada a vigência do primeiro Estatuto Nacional da Microempresa e
Empresa de Pequeno Porte, sendo regulamentado pelo Decreto 3.474 de 19 de
maio de 2000 sendo denominado SIMPLES (Sistema Integrado de impostos e
Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).
Atualmente, está em vigor a Lei 123 de 2006 e suas posteriores alterações,
pois em 01 de julho de 2007, entrou em vigor esta nova sistemática.
O artigo 1º da Lei 123/2006 em seus 3 primeiros incisos especifica alguns
tratamentos diferenciados concedidos às micro e pequenas empresas:
o
Art. 1 Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao
tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e
empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados,
27
do Distrito Federal e dos Municípios, especialmente no que se refere:
I – à apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de
arrecadação, inclusive obrigações acessórias;
II – ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive
obrigações acessórias;
III – ao acesso a crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas
aquisições de bens e serviços pelos Poderes Públicos, à tecnologia, ao
associativismo e às regras de inclusão.
As micro e pequenas empresas têm uma grande importância na geração de
postos de trabalho. No Brasil elas têm um papel importante, pois absorvem a maior
parte de mão-de-obra oriunda das demissões de grandes empresas. Hoje elas
representam 99% das empresas do país e mais da metade de empregos formais.
É importante ressaltar que são consideradas empresas de pequeno porte
aquelas que empregam de dez a quarenta e nove pessoas no comércio e serviços e
de vinte a noventa e nove pessoas na indústria. E microempresas aquelas que
empregam nove pessoas no ramo de atividade de comércio e serviços e até
dezenove pessoas na indústria.
O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) é
uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como objetivo o desenvolvimento
de pequenas e microempresas e estimular o empreendedorismo.
Ele trabalha de forma que os pequenos negócios no Brasil tenham as
melhores condições para uma evolução, contribuindo com o desenvolvimento do
país, além da questão legislativa, assume uma posição importante para a
capacitação e orientação de novos investimentos.
Portanto pode-se dizer que essas empresas enfrentaram muitas adversidades
para chegarem ao patamar em que são hoje, além de que elas fazem parte da
economia do nosso país e geram muitos empregos, mas foi com a ajuda do
SEBRAE que elas se desenvolveram.
28
6.
FECHAMENTO PRECOCE DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
As micro e pequenas empresas representam hoje no Brasil cerca de 4,1
milhões das empresas formais, sendo 99,2% na indústria, comercio, e prestação de
serviços. Representam também 20% do Produto Interno Bruto, empregando apenas
45% de seus funcionários com carteira assinada.
Segundo pesquisa feita pelo SEBRAE, na atualidade, as MPEs fecham as
portas antes mesmo de completar dois anos, sendo 57% no seu terceiro ano e 60%
no quarto ano de existência.
O fechamento destas empresas ocorre principalmente devido à falta de
acesso ao sistema financeiro brasileiro, pois este não atende de forma satisfatória as
suas
necessidades.
Isso
ocorre
pelo
custo
elevado
de
empréstimos
e
financiamentos e fortes restrições de acesso ao crédito. E ainda pode-se destacar a
falta de uma cultura ou conhecimento prévio para gerenciar e administrar de maneira
eficiente os recursos financeiros dessas empresas.
Segundo WORLD BANK, (2003, p.15):
“a questão essencial é que a desigualdade gera alocações pelas quais os
pobres não têm meios de levar adiante projetos que poderiam ter um alto
retorno social.”
Pode-se dizer que a má gestão das pequenas e microempresas é devido a
empréstimos elevados, também por não terem acesso facilitado a empréstimos,
linhas de créditos e alguns serviços financeiros, pois é onde muitas empresas
fecham antes mesmo de se estabelecerem de maneira efetiva e conseguirem o
retorno feito no início do empreendimento.
29
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se considerar que o fluxo de caixa é uma ferramenta indispensável para
qualquer tipo de empresa, seja ela de pequena, média ou de grande porte.
A DFC para a pequena e microempresa é algo muito útil, pois é através desta
ferramenta que a empresa pode visualizar se o seu negócio está conseguindo gerar
caixa suficiente para honrar os compromissos financeiros assumidos e outro ponto
positivo é que organiza e demonstra onde os recursos financeiros estão sendo
utilizados.
Muitas empresas fecham cedo
por não fazerem nenhum tipo de
levantamento, para que elas tenham alguma noção do que estão fazendo é
necessário que os contadores ou então os próprios empresários elaborem o fluxo de
caixa desde o início do negócio. Atualmente, a publicação do fluxo de caixa é
obrigatória segundo a Lei Nº 11.638/2007, para que todos os interessados possam
visualizar como esta sendo investido o dinheiro da empresa e ainda tomar decisões
no sentido de investir ou não nestas empresas.
Portanto, a empresa que pretende ser transparente e demonstrar a sua
situação
de
liquidez para
todos os interessados deve
publicar a
DFC
independentemente se está obrigada pela legislação ou não, fazendo este ato parte
de um processo de crescimento e desenvolvimento do meio empresarial no sentido
de internacionalizar as relações comerciais e industriais, desenvolvendo o país.
30
REFERÊNCIAS
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www.milenio.com.br/siqueira/Trab. 056. doc .Acesso em: 13/06/2010
http://img.efetividade.net/img/fluxo-caixa-1.png, acesso em: 01/07/2010
34
ANEXOS
ANEXO A – Neste anexo foi reproduzida a Norma Brasileira de Contabilidade –
Técnica Nº 3.8 que especifica e regulamenta sobre a Demonstração do Fluxo de
Caixa.
NBC T 3.8 – DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
3.8.1 OBJETIVOS E CONTEÚDO
3.8.1.1 Esta norma estabelece critérios e procedimentos para a elaboração e a
divulgação da Demonstração do Fluxo de Caixa, devendo ser observados os
seguintes aspectos:
a) refletir as transações de caixa oriundas:
a.1) das atividades operacionais;
a.2) das atividades de investimentos; e
a.3) das atividades de financiamentos.
b) apresentar conciliação entre o resultado e o fluxo de caixa líquido gerado pelas
atividades operacionais com informações sobre os efeitos líquidos das transações
operacionais e de outros eventos que afetam o resultado.
c) propiciar informações relevantes sobre as movimentações de entradas e saídas
de caixa da entidade em determinado período.
3.8.1.2 As informações contidas na demonstração do fluxo de caixa, em conjunto
35
com as demais Demonstrações Contábeis, destinam-se a ajudar seus usuários a:
a) avaliar a geração de caixa para pagamento de obrigações, lucros e dividendos;
b) identificar necessidades de financiamento;
c) identificar razões para as diferenças entre o resultado e o fluxo de caixa líquido
originado das atividades operacionais; e
d) identificar o efeito das transações de investimentos e financiamentos sobre a
posição financeira.
3.8.2 DEFINIÇÕES
3.8.2.1 Fluxos de caixa – são ingressos e saídas de caixa e equivalentes de caixa.
3.8.2.2 Caixa – representa moeda em caixa e depósitos à vista em conta bancária.
3.8.2.3 Equivalentes de caixa – são recursos que possuem as mesmas
características de liquidez de caixa e de disponibilidade imediata ou até 90
(noventa) dias e que estão sujeitos a insignificante risco de mudança de valor.
Como equivalentes de caixa, devem ser consideradas as aplicações financeiras
que atendam a essas condições.
3.8.2.4 Atividades operacionais – são as principais atividades geradoras de receita
da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento.
Podem
ser
exemplificadas
pelo
recebimento
de
vendas,pagamento
de
fornecedores por compra de materiais, pagamento de funcionários, etc.
3.8.2.5 Atividades de investimentos – são aquisição e venda de ativos de longo
prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar receitas
futuras e fluxos de caixa e que não estão incluídos nos equivalentes de caixa.
36
Exemplos: desembolsos para aquisição de ativo imobilizado, intangível e outros
ativos de longo prazo, recebimento pela venda de ativo imobilizado, aquisição ou
venda de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades. As atividades de
investimentos não compreendem a aquisição de ativos com o objetivo de revenda.
3.8.2.6 Atividades de financiamentos – são atividades que resultam em mudanças
no tamanho e na composição do patrimônio líquido e empréstimos a pagar da
entidade, que representam exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos
fornecedores de capital à entidade. Exemplos: numerário proveniente da emissão
de ações ou instrumentos de capital, pagamento a investidores para adquirir ou
resgatar ações da entidade, numerário proveniente da emissão de debêntures,
tomada de empréstimo em curto e longo prazos, amortização de empréstimos e
pagamento de arrendamento.
3.8.3 PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO
3.8.3.1 A Demonstração do Fluxo de Caixa para determinado período deve
apresentar o fluxo de caixa oriundo ou aplicado nas atividades operacionais, de
investimentos e de financiamentos e o seu efeito líquido sobre os saldos de caixa,
conciliando seus saldos no início e no final do período.
3.8.3.2 A Demonstração do Fluxo de Caixa pode ser elaborada pelos métodos
direto ou indireto, sendo incentivada a elaboração pelo método direto.
3.8.3.3 O método direto caracteriza-se por apresentar os componentes dos fluxos
por seus valores brutos, ao menos para os itens mais significativos dos
recebimentos e dos pagamentos.
37
3.8.3.4 No método direto, devem ser apresentados, no mínimo, os seguintes tipos
de recebimentos e pagamentos relacionados a:
a)clientes;
b) juros, lucros e dividendos;
c)fornecedores;
d)empregados e encargos sociais;
e) tributos sobre operações;
f) tributos sobre lucros.
3.8.3.5 O método indireto caracteriza-se por:
a) apresentar ajuste do lucro ou prejuízo líquido, pelos efeitos das transações que
não envolvem caixa ou equivalente de caixa, tais como: depreciação, amortização,
baixas de itens do ativo permanente, quaisquer diferimentos ou provisões de
recebimentos ou pagamentos operacionais, passados ou futuros, e itens da
receita ou despesa relativa a fluxos de caixa de atividades de investimento ou
financiamento;
b) movimentação líquida das contas que influenciam os fluxos de caixa das
atividades operacionais, tais como: estoques, contas a receber, tributos e contas a
pagar;
c) movimentação líquida das contas que influenciam os fluxos de caixa das
atividades de investimentos e de financiamentos.
38
3.8.3.6 A conciliação do resultado com o fluxo de caixa líquido das atividades
operacionais deve ser demonstrada tanto pelo método direto como pelo método
indireto. Todos os ajustes de conciliação entre o resultado e o caixa gerado pelas
atividades operacionais devem ser, claramente, identificados como itens de
conciliação.
3.8.3.7 Determinados recebimentos ou pagamentos de caixa podem ter
características que se enquadrem tanto no fluxo de caixa das atividades
operacionais, como nas atividades de financiamentos ou nas atividades de
investimentos. Se for o caso, a classificação apropriada deve levar em
consideração qual atividade é predominante na geração do fluxo de caixa.
Por exemplo, as transações envolvendo imóveis, geralmente, são consideradas
como atividades de investimentos. Todavia, se um imóvel é adquirido com o
objetivo de revenda, o fluxo de caixa gerado por essa transação é considerado
como operacional, por possuir a característica de estoques, como numa entidade
do ramo imobiliário.
3.8.3.8 Informações sobre atividades de investimentos e de financiamentos que
resultaram em reconhecimento de um ativo ou de um passivo, mas que não
resultaram em pagamentos ou recebimentos de caixa, não devem ser incluídas na
Demonstração do Fluxo de Caixa. Exemplo: aquisições de ativos por meio de um
passivo de arrendamento e aquisição de uma investida via emissão de ações da
empresa.
3.8.3.9 Apenas as transações que afetam o fluxo de caixa devem ser
apresentadas na demonstração dos fluxos de caixa.
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