a micro e a macroeconomia

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O estudo da Teoria Econômica se divide em
duas grandes áreas: a Teoria
Microeconômica e a Teoria
Macroeconômica.
MICROECONOMIA
 Preocupa-se em explicar o comportamento
econômico da unidades individuais de decisão
representadas pelos consumidores, pelas
firmas e pelos proprietários de recursos
produtivos. Ela estuda a interação entre
firmas e consumidores e a maneira pela qual
produção e preço são determinados em
mercados específicos.
MACROECONOMIA
 Estuda o comportamento de economia
como um todo. Ela estuda o que determina
e o que modifica o comportamento de
variáveis agregadas, tais como a produção
total de bens e serviços, as taxas de
inflação e de desemprego, o volume total
de poupança, as despesas totais de
consumo, as despesas totais de
investimentos, as despesas totais do
governo e etc.
 Apesar das diferenças apontadas não existe,
em princípio, nenhum conflito entre a micro e
a macro economia, uma vez que o agregado
da economia é dado pela soma de seus
mercados.
Demanda, Oferta e
Equilíbrio de Mercado
1.1 Conceito de Demanda
Individual
 A demanda (ou procura) de um indivíduo
por um determinado bem (ou serviço)
refere-se à quantidade desse bem que ele
deseja e está capacitado a comprar, por
unidade de tempo.
 Três elementos devem ser destacados
nessa definição:
1 A demanda é uma aspiração, um desejo,
e não a realização do desejo. A demanda
é um desejo de comprar (um bem, um
serviço). A realização do desejo se dá
pela compra do bem desejado. Logo, não
se pode confundir demanda (ou procura)
com compra.
2 Para que haja demanda por um bem (ou
serviço) é preciso que o indivíduo esteja
capacitado a pagar por esse bem. Em
outras palavras, é preciso que ele tenha
renda que lhe permita participar do
mercado desse bem. Na realidade, nem
todo desejo do consumidor se manifesta
no mercado sob a forma de demanda. O
desejo de um consumidor comprar um
bem somente influirá no preço de
mercado desse bem se tal desejo puder
ser traduzido
em uma demanda monetária para o bem
em questão. Em economia, demanda
significa desejo apoiado por dinheiro
suficiente para comprar o bem desejado.
Exemplificando: embora inúmeros
indivíduos desejam comprar um carro
importado, com certeza poucos têm posse
para efetivamente comprar esse tipo de
bem. Assim, somente a demanda daqueles
que têm dinheiro suficiente para comprálos pode afetar o preço dos carros
importados.
3 A demanda é um fluxo por unidade de
tempo, ou seja, devemos expressar a
procura por uma determinada quantidade
em um determinado período de tempo.
Assim, se dissermos que João deseja
adquirir 20 litros de leite, e que essa é
sua procura, estaremos incorrendo em
erro, uma vez que não temos
especificado a unidade de tempo que
João deseja comprar os litros de leite (se
por dia, semana, mês, ano, ou
outra unidade de tempo qualquer). Para
que a informação esteja correta, é preciso
que se diga que João deseja adquirir 20
litros de leite por mês (ou outra unidade
de tempo qualquer) sendo esta, então, a
sua procura de leite.
1.2 Elementos que influenciam a
demanda do consumidor
 O preço do bem;
 A renda, ou o salário do consumidor;
 O gosto e preferência do consumidor;
 O preço dos bens relacionados e
 Expectativas sobre preços, rendas ou
disponibilidade
a) A demanda e o preço do bem
 A quantidade demandada (procura) de um
bem é influenciada por seu preço;
 Quanto maior o preço, menor deverá ser a
quantidade que o consumidor desejará
adquirir;
 Quanto menor o preço, maior deverá ser a
quantidade que o consumidor desejará
adquirir.
b) A demanda e a renda do
consumidor
 Bens Normais: Elevação na renda
também eleva a quantidade de compras.
Ex: alimentos, roupas, eletrodomésticos
etc.
 Bens Inferiores: A demanda diminui
quando a renda aumenta e a demanda
aumenta quando a renda diminui. Ex: pão,
batata, carne de segunda, roupas usadas e
etc.
 Bens de Consumo Saciado: São aqueles
em relação aos quais o desejo do
consumidor está totalmente satisfeito após
um determinado nível de renda. Aumentos
na renda do consumidor para além desse
nível não provocarão nenhum aumento
nas demandas desses bens.
c) A demanda e o gosto e
preferência do consumidor
 A demanda de um determinado bem (ou
serviço) depende dos hábitos e
preferências do consumidor. Estes, por sua
vez, dependem de uma série de
circunstâncias tais como idade, sexo,
tradições culturais, religiões e até
educação. Mudanças nesses hábitos e
preferências podem provocar mudanças na
demanda desse bem.
d) A demanda e o preço dos bens
relacionados
 A demanda de um produto pode ser
afetada pela variação de preço de outros
bens. Isso ocorre em relação aos
denominados “Bens complementares” e
“Bens substitutos”.
Bens Complementares
 Tendem aumentar a satisfação quando
utilizados em conjunto.
 A elevação no preço de um reduz a
demanda do outro e a diminuição no preço
de um aumenta a demanda do outro. Ex:
Pão e a manteiga.
 Complementaridade técnica: caneta-tinteiro e
a tinta ou automóvel e gasolina.
 Complementaridade psicológica: restaurante
com música.
Bens Substitutos
(concorrentes ou sucedâneos)
 O consumo de um pode substituir o
consumo do outro.
 A elevação no preço de um resultará no
aumento da demanda do outro.
 Redução no preço de um provocará uma
menor demanda do outro.
 Ex: Manteiga e a margarina, leite em pó e
leite fresco, carne de frango e carne bovina
e etc.
LEI GERAL DA DEMANDA
 “A quantidade demandada de um bem ou
serviço, em qualquer período de tempo,
varia inversamente ao seu preço,
pressupondo-se que tudo o mais que
possa afetar a demanda – especialmente a
renda, o gosto e preferência do
consumidor, o preço dos bens relacionados
e as expectativas quanto à renda, preços e
disponibilidades – permaneça o mesmo.”
Exceções à lei da demanda
 Bens de Giffen: De baixo valor mas
grande peso no orçamento doméstico de
pessoas de baixa renda.
A elevação no preço tende a elevar
também a demanda, pois antes do
aumento o consumidor pobre ainda pode
adquirir o mais caro, após a elevação no
preço não haverá renda suficiente para
adquirir o mais caro. Ou seja, mesmo mais
caro, ainda é o mais acessível.
 Bens Veblen: Bens de consumo ostentatório
que dão prestígio social. Ex: Artigos de luxo
como, carros caros, obras de arte, jóias, etc.
Devido a obsessão por status a tendência é
quanto mais caro for maior será a demanda.
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