FOBIA SOCIAL

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FURG - Universidade Federal do Rio Grande
ICHI-Instituto das Ciências Humanas e da Informação
PÂNICO E FOBIAS
Dânya Leiria Cardoso – 45919
Rita Felippin dos Santos - 45906
FOBIAS
FOBIAS ESPECÍFICAS
E FOBIA SOCIAL
FOBIAS

O termo fobia deriva da palavra grega phobos,
que significa temor, medo extremo.

Embora os medos patológicos tenham sido
referidos desde Hipócrates, o termo “fobia” só
começou a ser utilizado na literatura médica
no século XIX.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIAS

Ganhando assim, a concepção de medo extremo,
fora de qualquer proporção ao estímulo, que não
pode ser explicado e resultando sempre na
esquiva ao temido.
(Graeff & Hetem, 2004)
A FOBIA SE CARACTERIZA POR:





Temor excessivo
Imensurável (objeto/situação)
Comportamento de esquiva
Grande ansiedade antecipatória (próximo do
objeto/da situação)
Ausência de sintomas ansiosos quando longe
do objeto/situação temidos.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIAS ESPECÍFICAS


Fobia específica é o medo persistente e
recorrente a um determinado objeto ou
circunstância que desencadeia uma forte reação
de ansiedade, sempre que apresentado ao
paciente fóbico.
Ou seja, é um medo irracional de um objeto ou
situação específica que notadamente interfere na
capacidade de viver de um indivíduo.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIAS ESPECÍFICAS


As recentes pesquisas indicam que os medos
específicos de uma variedade de objetos ou
situações ocorrem na maior parte da
população.
No entanto, a grande frequência dos medos,
mesmos os graves, faz as pessoas banalizarem
o transtorno psicológico da fobia específica.
(Barlow,2011)
FOBIAS ESPECÍFICAS
De fato, existe tantas fobias específicas quanto existe
objetos e situações.
Cinco principais subtipos:
 O tipo animal
 O tipo ambiente natural
 O tipo ligado a sangue, machucado e injeção
 O tipo situacional
 Outras
(Barlow, 2011)
FOBIAS ESPECÍFICAS

A maioria (83,4%) dos indivíduos com uma
fobia específica apresenta pelo menos um
outro transtorno psiquiátrico ao longo da vida
e tem cinco vezes mais chances de apresentar
um transtorno psiquiátrico do que indivíduos
sem transtorno fóbico.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIAS ESPECÍFICAS



Em geral, a fobia específica é adquirida na
infância e persiste por toda a vida, se não for
adequadamente tratada.
Aparece em idade mais precoce do que outros
transtornos ansiosos, com média de início aos
15 anos.
O sexo feminino recebe o diagnótico mais
frequente que o masculino (2,3:1).
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIAS ESPECÍFICAS TRATAMENTO
Técnicas cognitivo-comportamental são as que apresentam
melhores resultados.
As principais técnicas são:
 Dessensibilização sistemática
 Exposição ao vivo
 Reestruturação cognitiva
 Modelação
 Inundação
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIAS ESPECÍFICAS
TRATAMENTO
Farmacoterapia


O tratamento farmacológico nunca se mostrou
especificamente eficaz nas fobias específicas.
Benzodiazepínicos e Beta-bloqueadores são utilizados
ocasionalmente para atenuar os sintomas autonômicos e
a sensação subjetiva de ansiedade na iminência de
defrontar-se com o objeto temido, mas a fobia
permanece intacta.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL
O transtorno de ansiedade
social, ou fobia social, é o
medo patológico de comer,
beber, tremer, enrubescer, falar,
escrever, enfim, de agir de
forma inadequada na presença
de outras pessoas

Os pacientes têm a expectativa de que serão
avaliados negativamente por outras pessoas e
apresentam medo de humilhação e embaraço.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL
Há um terror à interação social, com consequências
intensas e debilitadoras.
 Talvez pior que isso, é o sofrimento anterior ao evento,
chamado ansiedade antecipatória.
EX: Saber que daqui a alguns dias haverá um evento social.
 Os pacientes com o diagnóstico de transtorno de
ansiedade social e sem tratamento adequado têm uma
vida programada para a solidão, tristeza e fracasso.

(Graeff &Hetem,2004)
FOBIA SOCIAL


Podemos ressaltar que o transtorno de
ansiedade social difere da timidez ou
ansiedade social normal, pelos seguintes
motivos:
1) O transtorno não permite que o paciente
treine seu desempenho de forma eficaz.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL

2) A ansiedade antecipatória é grave e incapacitante.

3) O transtorno é rico em sintomas físicos quando a
exposição está próxima ou durante a mesma.

4) O paciente tende sempre a evitar ou fugir das
situações sociais.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL


O transtorno de ansiedade social tem idade de
início precoce, frequentemente se desenvolvendo
na infância com um pico na adolescência.
Há evidência de que indivíduos que iniciaram o
transtorno em idade muito precoce, antes dos 15
anos, correm maior risco de desenvolver
depressão ou alcoolismo mais tarde.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL







Início precoce
Dificuldades no relacionamento interpessoal
Dificuldades escolares
Limitações profissionais
Dificuldades financeiras
Estratégias de adaptação ineficazes
Comorbidade
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL - TRATAMENTO


O tratamento de escolha é o uso de
medicamentos associados à psicoterapia
cognitivo-comportamental.
Sendo que a modalidade que vem recebendo
mais atenção atualmente é o tratamento
cognitivo-comportamental de grupo.
(Graeff & Hetem, 2004)
FOBIA SOCIAL - TRATAMENTO
Farmacoterapia



Vários grupos de psicofármacos vêm sendo
estudados, como:
Beta-bloqueadores, que diminuem os batimentos
cardíacos e a pressão sanguínea.
Antidepressivos tricíclicos, benzodiazepínicos,
Inibidores da recaptação de serotonina (ISRS)
(Barlow, 2011)
FOBIA SOCIAL - TRATAMENTO
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL (TCC)
TÉCNICAS ESPECÍFICAS PARA FOBIA SOCIAL


Rick Heimberg e colaboradores, desenvolveram um
programa de terapia grupal cognitivocomportamental (TGCC).
No qual os pacientes ensaiam ou representam
situações socialmente fóbicas uns diante dos outros.
(Barlow, 2011)
FOBIA SOCIAL
Os objetivos da terapia TCC nos pacientes
portadores de fobia social são:




Diminuir a ansiedade antecipatória
Diminuir os sintomas fisiológicos
Diminuir as cognições de auto-avaliação negativa e
avaliação negativa pelos outros.
Diminuir as evitações sociais.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL



Tratar as comorbidades
Diminuir as limitações do paciente
Melhorar a qualidade de vida do mesmo.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL

O tempo de tratamento com TCC descrito na
literatura está em torno de 12 a 16 sessões, com
frequência semanal, em grupo ou individual.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE


Identificar os estímulos: fazendo um
inventário dos desencadeantes dos sintomas,
ou seja, todas as situações, pessoas ou
atividades
que
despertem
mal-estar,
ansiedade, evitação, etc.
Ex: ir a festas, fazer compras, apresentar
seminários.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE


Variáveis do organismo: levantar dados de
história pessoal do paciente, como suas
vulnerabilidades biológicas e psicológicas,
experiências familiares, sociais, afetivas, sexuais,
acadêmicas
ou
laborativas,
traços
de
personalidade.
Ex: paciente com história de inibição
comportamental que evolui para timidez e fobia
social na adolescência.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
As resposta do paciente: devem ser avaliadas em
três níveis.
 I) Nível somático, autônomo, fisiológico
ex: taquicardia, sudorese, rubor, etc.
 II) Nível cognitivo: identifica os pensamentos
automáticos distorcidos.
ex: “se eu falar, eles perceberão minha ansiedade e
vão pensar que sou incapaz de fazer este
trabalho.”
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
III) Nível comportamental: fazer um
levantamento de todas as condutas explícitas
ou veladas de evitação ou protelação.
ex: evitação de ir a festas, de fazer compras
sozinho, não fitar o interlocutor, etc.

(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
Consequências: o que o paciente teme que possa
ocorrer nas situações sociais.
ex: sentir-se humilhado, ser tratado com desdém ou
ironia, desrespeito, etc.
 Motivação do paciente: a efetividade da TCC é
diretamente proporcional à motivação e à
participação ativa do paciente em seu
planejamento e operacionalização.

(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
Fatores ambientais: investigar aspectos de rede
social
disponíveis,
como:
familiares
participativos, ambiente de trabalho adequado e
vida social ativa.
Ex: paciente com uma família participativa e que
mantém seu trabalho, apesar de constantemente
cogitar desistir dele, em função de seus sintomas.

(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
Habilidades sociais: todo paciente fóbico
social deve ser avaliado em relação a suas
habilidades sociais, nas relações interpessoais
e assertividade.
ex: capacidade para iniciar conversas, fazer ou
receber críticas ou elogios, fazer indagações,
etc.

(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL-AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
Aparência pessoal: a avaliação destes
aspectos visa otimizar a TCC, pois a presença
de deformidades físicas, aparência desajeitada
ou descuidada podem levar a dificuldades de
socialização.
EX: pacientes que não cortam o cabelo por
temer ser alvo de atenção dos outros.

(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COGNITIVAS

1) Familiarização com o modelo e
conceitualização do caso
Seguindo-se a avaliação inicial, o terapeuta
tem de familiarizar o paciente com o modelo
cognitivo, que começa com a identificação
dos pensamentos automáticos surgidos nas
situações que despertam ansiedade social.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COGNITIVAS

2) Modificação do autoprocessamento
O autoprocessamento pode ser trabalhado com
intervenções que visam mudar o foco de atenção
do paciente sobre si mesmo para o ambiente ou
interlocutor a quem se dirige.
Ex: o paciente pode ser filmado desempenhando
uma tarefa como um discurso para um grupo de
pessoas, e depois fazer uma auto-avaliação.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COGNITIVAS

3) Reestruturação cognitiva
É registro de automonitoramento, através de
agendas ou diários, para a identificação dos
diferentes estímulos ansiogênicos, bem como
das respostas do paciente nos 3 níveis
(somático, cognitivo, comportamental)
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COGNITIVAS
Técnica para registro diário de pensamentos
disfuncionais:
Ex: DATA: 20/03
SITUAÇÃO: AULA
EMOÇÃO: ANSIEDADE (NOTA 9)
P. AUTOMÁTICO: “SE FALAR, ERRAREI”
(CRENÇA 100%)
COMPORTAMENTO: FALTAR À AULA

(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS


1) Exposição sistemática: o paciente e o
terapeuta devem elaborar uma lista de situações
sociais temidas com graus crescentes de
ansiedade despertada. As exposições sistemáticas
devem ser realizadas de forma gradual, das
situações menos ansiogênicas para as mais.
A exposição promove a desconfirmação das
crenças centrais de auto-imagem negativa ou de
ser objeto social inadequado.
(Carminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS

2) Manejo de ansiedade
Incluem relaxamento, treinamento de respiração e o
redirecionamento de atenção.
Essa técnica tem por objetivo o alívio dos sintomas
fisiológicos da ansiedade.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS

3) Treinamento de habilidades sociais (THS)
O THS está desenhado para ensinar ou
aprimorar as habilidades sociais dos pacientes
e incrementar práticas de interação sociais.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS

1.
2.
O THS consta de três partes:
Percepção adequada dos ambientes sociais:
ensina quando, como e onde iniciar e concluir
as interações interpessoais;
Incremento
das
habilidades
sociais
interpessoais: aprende aspectos verbais e nãoverbais de relações sociais adequadas;
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS
3. Melhoria das habilidades para falar em
público: ensina aos pacientes os elementos
essenciais para falar em público, incluindo a
construção do que deve ser dito e formas de
apresentação.
(Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS

As técnicas utilizadas para o THS podem
incluir: instruções, modelagem, ensaios de
conduta com dramatizações e troca de papéis,
retroalimentação corretiva, reforço positivo,
etc.
( Caminha et al, 2003)
FOBIA SOCIAL
ESCALA MINI-SPIN

O Mini-Inventário de Fobia Social é um
instrumento auto-aplicável, composto por 3
itens, que avaliam medo de constrangimento e
evitação.
(D’EL Rey & et al, 2007)
FOBIA SOCIAL
ESCALA MINI-SPIN

Para cada um dos três itens do inventário,
solicita-se ao indivíduo que indique o quanto
as situações o incomodaram na última
semana, devendo marcar uma entre as 5
opções, que variam de “NADA” a
“EXTREMAMENTE”.
(D’EL Rey & et al, 2007)
FOBIA SOCIAL
ESCALA MINI-SPIN


A pontuação para cada uma das opções varia
de 0 a 4, e a pontuação total desse instrumento
varia de 0 a 12.
Escores de 6 pontos ou mais indicam que o
clínico deve investigar a presença de fobia
social generalizada.
(D’EL Rey & et al, 2007)
ESCALA MINI-SPIN
PÂNICO
PÂNICO
ATAQUES DE PÂNICO




Os ataques de pânico podem ocorrer em vários
Transtornos de Ansiedade (TP, Fobia Social, Fobia
Específica, TEPT)
Medo aprendido de determinadas sensações
corporais ligadas com ataque de pânico.
O ataque de pânico inicial é tido como uma falha do
sistema do medo sob circunstâncias vitais
estressantes, em indivíduos fisiológica e
psicologicamente vulneráveis.
POR QUE VULNERÁVEIS?
(Barlow, 1999)
TRANSTORNO DO PÂNICO

Para diagnosticar o TP, é necessário que os
ataques ocorram de forma inesperada.

Os ataques de pânico ligados a situações,
quase sempre ocorrem seguidamente da
exposição ao desencadeante situacional ou em
antecipação a este.(são característicos da
Fobia específica e social)
(Barlow, 1999)
ATAQUES DE PÂNICO



É uma forma de condicionamento relativamente
resistente a extinção e “inconsciente”.
Os ataques ocorrem em episódios isolados de grande
apreensão ou medo, acompanhados por sintomas
somáticos e cognitivos, conforme descrito no DSMIV.
Para diagnóstico de TP/TPA, os sintomas devem
durar por pelo menos um mês.
(Barlow, 1999)
ATAQUES DE PÂNICO

Os ataques iniciam de maneira abrupta e em torno de
10 minutos os sintomas atingem intensidade máxima
e sua duração é em torno de 20 ou 30 minutos.

O ataque é isolado por ser súbito e imprevisível, isto
é, ocorre em situações ou ocasiões inesperadas.
(Graeff & Hetem, 2004)
PÂNICO
É classificado em
Transtorno do Pânico
SEM ou COM
Agorafobia


A Agorafobia se caracteriza por ansiedade ou
preocupação em estar em lugares dos quais possa ser
difícil ou embaraçoso sair; ou em situações nas quais
não haja disponibilidade de ajuda, caso ocorra um
ataque de pânico.
(Barlow, 1999)
PÂNICO
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

É uma doença de curso crônico, com
remissões e recaídas.
(Knapp, 2004; Graeff & Hetem, 2004)

Pode afetar 3,5% da população ao longo da
vida
(Knapp, 2004)
PÂNICO
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Aproximadamente 10%-12% da população
geral já sofreram pelo menos um ataque de
pânico inesperado nos últimos 12 meses.
(Barlow, 1999)

A incidência é maior em mulheres, e em
indivíduos que tem entre 25 e 44 anos e que
são separados.
(Graeff & Hetem, 2004)
PÂNICO
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Em estudos populacionais, 50% dos casos o
TP está associado a Agorafobia.
(Graeff & Hetem, 2004)

Geralmente se manifesta no final da
adolescência ou no início da vida adulta,
quando definições e escolhas se processam.
(Knapp, 2004)
PÂNICO
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS


É comum que o diagnóstico não acorra
isoladamente, co-ocorrendo condições do
Eixo I – Fobia Simples, Fobia Social e
Distimia.
O tratamento geralmente é procurado em
torno dos 34 anos, embora a idade média
inicial varie de 23 a 29 anos.
(Barlow, 1999)
TRANSTORNO DO PÂNICO
CARACT. CLÍNICAS E ETIOLOGIA

Alterações no sistema noradrenérgico,
serotoninérgico, GABAérgico e quimiorreceptores.
(Knapp, 2004)

Aproximadamente, 72% relatam circunstâncias
estressoras identificáveis no primeiro ataque de
pânico. (experiências negativas com drogas, doença
ou morte na família)
(Barlow, 2004; Knapp, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
CARACT. CLÍNICAS E ETIOLOGIA

Fatores Genéticos – o risco de parentes de primeiro grau de
pacientes seria 10%
(Graeff & Hetem, 2004)

25% A 60% dos acometidos pelo TP apresentam critérios
para um Transtorno de Personalidade Esquiva e Dependente.
(Barlow, 1999)

Fatores da personalidade (passividade, dependência,
ansiedade de separação, dificuldade de lidar com
sentimentos)
(Knapp, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
CARACT. CLÍNICAS E ETIOLOGIA

Freqüentemente são muito preocupados com sua
saúde e tendem a interpretar manifestações
fisiológicas, sintomas somáticos leves e efeitos
colaterais das medicações com gravidade demasiada.

Pacientes com TP com maior gravidade tem mais
ideação suicida e risco aumentado para tentativas de
suicídio, possivelmente associados a sintomas
depressivos que prejudicam funcionamento global.
(Graeff & Hetem, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
AVALIAÇÃO

O diagnóstico diferencial é difícil pelo fato de
que não existe uma relação exclusiva entre o
tipo de ataque de pânico e o diagnóstico. É
um fenômeno onipresente, ocorrendo em
vários transtornos emocionais.
(Barlow, 1999)
TRANSTORNO DO PÂNICO
AVALIAÇÃO


Barlow (1999) sugere uma análise
comportamental funcional com as seguintes
etapas:
Entrevista estruturada ou semi-estruturada
aprofundada
ADIS-R (Entrevista Estruturada para
Transtornos de Ansiedade)
TRANSTORNO DO PÂNICO
AVALIAÇÃO
TRANSTORNO DO PÂNICO
AVALIAÇÃO
Pereira (2005)
TRANSTORNO DO PÂNICO
AVALIAÇÃO

Avaliação médica, para excluir condições que
não estejam associadas ao TP/TPA

Automonitoria como instrumento terapêutico.
Ela auxilia o autoconhecimento mais objetivo.
(Barlow, 1999)
TRANSTORNO DO PÂNICO
AVALIAÇÃO



Inventários de auto-relato padronizados
fornecem informações úteis para o
planejamento do tratamento e servem como
marcadores sensíveis a mudança terapêutica.
Teste comportamental para medir o grau de
esquiva de situações específicas
Medidas Fisiológicas – proporcionam a
desconfirmação de temores
(Barlow, 1999)
PROTOCOLO DE ATAQUE DE
PÂNICO
TP - AVALIAÇÃO



Exige uma investigação cuidadosa sobre as
condições médicas gerais e/ou psiquiátricas
que possam estar relacionadas com o início
dos sintomas ou como complicadores do
quadro clínico.
Exclusão de condição médica geral e uso de
substância psicoativa.
Anamnese completa
(Graeff & Hetem, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Simultâneo
 O plano farmacológico deve ser
individualizado e as doses ajustadas de acordo
com a necessidade clínica.

Cerca de 50% usam prescrição de medicações
ansiolíticas (antidepressivos tricíclicosIMIPRAMINA- ou benzodiazepínicos).
(Graeff & Hetem, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Relação TP X Tabagismo
 A interrupção súbita do tabagismo em pacientes com
TP pode exacerbar sintomas de ataques de pânico ou
gerar sintomas de abstinência semelhantes a ataques
de pânico.
 É possível que o tratamento farmacológico desse
transtorno diminua os sintomas de abstinência à
nicotina nos fumantes e, assim, ajude-os a obter mais
sucesso na tentativa de interrupção do tabagismo.
(Valença et al, 2001)
TRANSTORNO DO PÂNICO
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO


Já que alguns medicamentos reduzem
sintomas físicos, os tratamentos
comportamentais que enfatizam a exposição a
sensações físicas temidas podem ficar
prejudicados.
O efeito calmante e sedativo podem baixar os
níveis de motivação e interferir nos processos
de aprendizagem.
(Barlow, 1999)
TRANSTORNO DO PÂNICO
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO


O efeito calmante e sedativo podem baixar os
níveis de motivação e interferir nos processos
de aprendizagem.
Preconiza-se que o tratamento farmacológico
seja mantido por pelo menos dois anos depois
da remissão completa dos ataques de pânico.
(Graeff & Hetem, 2004)
TERAPIA COGNITIVO
COMPORTAMENTAL

O tratamento pode ser individual ou em grupo.

Foco principal no papel do medo dos sintomas
físicos associados à ansiedade, das cognições
catastróficas e da conduta evitativa na gênese e na
manutenção do TP.

É breve, com aproximadamente 12 a 20 sessões
estruturadas, com objetivos claros a serem atingidos.
(Knapp, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
TÉCNICAS UTILIZADAS


Reestruturação Cognitiva
Correção da má avaliação de sensações corporais
como ameaçadoras.
Reensinando a respirar
Quando ansiosos, tendemos a respirar
inadequadamente,conduzindo a uma hiperventilação.
(Barlow, 1999; Knapp, 2004)
TRANSTORNO DO PÂNICO
TÉCNICAS UTILIZADAS

Relaxamento Muscular Progressivo
(Barlow, 1999; Knapp, 2004)
Exposição Interoceptiva
Objetiva enfraquecer as associações entre as
informações corporais específicas e as reações de
pânico.
É utilizada a indução segura de sensações do pânico
(inalação de dióxido de carbono, movimento
giratório numa cadeira e hiperventilação)

(Barlow, 1999)
Exposição Situacional ao vivo





Refere-se à confrontação ou aproximação repetida do objeto ou situação
que são evitados.
É preferível que as exposições sejam espaçadas devido às grandes taxas
de desistência na exposição maciça (3 a 4 horas, 5 dias por semana) e
também porque as mudanças rápidas são mais estressantes para a família.
Porém, a exposição maciça ou espaçada é decisão do terapeuta e do
cliente.
A exposição ao vivo é conduzida tipicamente numa forma gradual,
progredindo dos itens hierárquicos menos difíceis para os mais difíceis.
É muito importante que exista uma continuidade da experiência de
exposição até que a ansiedade se reduza.
(Barlow, 1999)

A colaboração dos pacientes com os registros
de automonitoramento, com o treinamento da
respiração diafragmática e do relaxamento
muscular e com as exposições é essencial para
o sucesso terapêutico.
(Knapp, 2004)
REFERÊNCIAS







Barlow, D. (1999) Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos. 2ªed.
Porto Alegre: Artmed.
Barlow, D. (2011) Psicopatologia: Uma abordagem integrada. São
Paulo, Cengane Learning.
Caminha, R. et al (2003) Psicoterapias cognitivo-comportamentais. São
Paulo: Casa do psicólogo.
Fonseca,G. et al (2007) Consistência Interna da versão em português do
Mini-inventário de Fobia Social (Mini-SPIN). Rev. Psiq. Clínica 34(6)
266-269. São Paulo.
Graeff, F. & Hetem, L. (2004) Transtornos de ansiedade. São Paulo:
Atheneu
Knapp, P. (2004) Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática
Psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed
Pereira, A. (2005) Construção de um Protocolo de Tratamento para o
Transtorno da Ansiedade Generalizada. Dissertação de Mestrado. UFRJ.
Rio de Janeiro
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