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RESUMIDA EXPLANAÇÃO SOBRE A
SÍNDROME DO PÂNICO
Dr. Wagner Paulon
11/2009
A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico é um
distúrbio da ansiedade. Conquanto sua descrição e definição
tivessem sido feitas há muitos anos, a vinda de um tratamento
eficaz é recente e seus resultados são prometedores, o que
tem suscitado maior difusão da doença pelas mídias.
O Transtorno do Pânico é uma doença de base
orgânica, com manifestações físicas e psicológicas. Pode
apresenta-se
com
ou
sem
agorafobia.
O
significado
de
Agorafobia é o medo de lugares abertos ou fechados, situações
que têm em comum, o fato da saída da pessoa destes locais
ser impossível ou difícil, como filas, congestionamentos,
elevadores, cinemas, teatros, casas de espetáculos e muitos
outros.
No quadro do Transtorno do Pânico ocorre, uma
alteração de algumas das substâncias químicas que participam
da
transmissão
dos
impulsos
entre
as
células
nervosas
(neurônios). As sensações físicas e psicológicas dos pacientes
são muito semelhantes às que ocorrem em crises de ansiedade
e medo já discutidos: taquicardia, falta de ar, tontura,
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sensação de perda do controle, desejo acentuado de fugir da
situação, sentimento de morte iminente e outras.
Os sintomas acima descritos aparecem de forma
repentina e imprevista, sem qualquer possibilidade de controle
por parte do paciente e sem razão aparente de ser (ausência
de um estímulo avivador), fazendo com que freqüentemente o
paciente perca a confiança em seu corpo, em sua saúde e por
fim em si mesmo.
Exemplo de um Transtorno do Pânico:
Uma determinada pessoa viajando em seu carro para
o interior teve sua primeira crise de pânico com sintomas de
vertigem,
vista
turva
e
descontrole
motor.
Seguiu-se
dificuldade para respirar, tremores, taquicardia, sensação de
pressão no peito e de morte iminente. Era-lhe impossível parar
no meio da estrada e seu medo aumentou. Os sintomas físicos
cederam após meia hora e restou muito cansaço, mas chegou
a seu destino. Depois desse incidente ela ficou com medo de
sentir "isso" de novo, que veio tão subitamente, ou seja, sem
motivo aparente. Decidiu não dirigir mais em estrada porque
poderia passar mal novamente; aliás, pensou que era melhor
não viajar mais porque poderia passar mal na estrada, onde
não há socorro. Teve crises em outros lugares que também
passou a evitar, como cabeleireiro e supermercado. Sua
qualidade de vida piorou muito desde que não podia mais
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confiar em sua saúde física e dependia de sua mãe para ir a
qualquer lugar. A mãe poderia cuidar dela caso passasse mal.
A modificação orgânica, o medo gerado pela repetição
dessas crises inesperadas, o desencadeamento da ansiedade
antes que o fato ocorra (ansiedade antecipatória), a descrença
na própria capacidade e o desconhecimento das causas dessas
alterações se unem na Síndrome do Pânico. Como principais
comportamentos decorrentes do Pânico, podemos citar a
esquiva (fuga) de situações nas quais o paciente já tenha
sentido os sintomas e a dependência de outros para realizarem
atividades diárias. Essa dependência decorre da dificuldade
sentida pela pessoa em ficar sozinha nesses momentos; não
crê que possa cuidar de si mesma no momento da crise. As
situações podem ser as mais variadas, desde ficar em casa a
qualquer hora por medo de passar mal ou sair à rua, ir ao
supermercado, fazer visitas e outras.
Em sua maioria as sensações acima descritas podem
provocar no paciente sentimento de vergonha e impotência,
que reforçam sua dificuldade de acreditar em sua capacidade
de cuidar de si mesmo e preservar sua integridade física e
mental. Cria-se assim, um círculo vicioso, difícil de ser
interrompido sem que se aceite determinadas providências
pormenorizadas.

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