ANÁLISE DAS PRÁTICAS E RECURSOS PEDAGÓGICOS PARA

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ANÁLISE DAS PRÁTICAS E RECURSOS PEDAGÓGICOS PARA TRABALHAR
COM ALUNOS INCLUSOS NO ENSINO REGULAR
Patrícia Kudlaviec Przybylovicz
Introdução
A inclusão pode ser considerada como algo assustador para muitos
profissionais da área da educação, uma vez que depara-se com um aluno deficiente
em sala de aula, não sabe como agir e ensiná-lo. Isto vem ocorrendo muito ao longo
do tempo, na qual, professores sem formação e informação, passam a atender
alunos inclusos.
A formação de professores encontra-se em profundas mudanças, o mercado
de trabalho vem exigindo cada vez mais que o profissional tenha um amplo
conhecimento nas diversas áreas, para que possa atender as variadas situações
apresentadas no decorrer do trabalho. Segundo Mantoan (2007, p. 81) para ocorrer
a inclusão, envolve uma mudança de atitude com o outro, tornando-se essencial
para nossa constituição enquanto pessoas.
A escola e professores devem estar preparados a assumir juntos, a educação
inclusiva, com um compromisso de mudanças e adaptações metodológicas e
curriculares.
Para Mantoan ( 2007, p. 79):
O sucesso das propostas de inclusão decorre da adequação do processo
escolar à diversidade dos alunos e quando a escola assume que as
dificuldades experimentadas por alguns alunos são resultantes, entre
outros, do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e
avaliada.
Ensinar, não é uma tarefa fácil para os professores, exige um amplo
conhecimento e aperfeiçoamento, esforço individual e coletivo para que a prática
docente, torne-se significativa à aprendizagem do aluno.
Assim, a inclusão é um caminho que abre portas para o aperfeiçoamento da
educação escolar, inovando e adquirindo novos conhecimentos para a prática
docente.
Para Facion (2005, p. 199) “a inclusão impulsiona o professor a se aprimorar,
a reconhecer sua competência em atender as diferenças, a melhorar a qualidade de
ensino, a diminuir o preconceito, a oportunizar ao aluno especial o convívio com os
demais”. Desta maneira é necessário professores comprometidos, dispostos a
mudanças, iniciando pela sua prática e metodologia, que busque eliminar barreiras e
adotem práticas de ensino que venham a contribuir no desenvolvimento desses
alunos, sem prejudicá-los ou discriminá-los.
O bom professor não é aquele que prepara a aula por preparar, mas sim
aquele que faz uma seleção dos conteúdos e materiais didáticos para trabalhar com
o aluno incluso. Para Mantoan (2007, p. 88), “o que faz a diferença é o modo como
este planeja as atividades e como seleciona o material didático, de forma que
possam servir a objetivos mais amplos e importantes do que treinar”
Sendo assim, quando o professor estiver preparando a aula, não deve-se
subestimar o que o aluno é capaz ou não de aprender, deve-se levar em
consideração a capacidade de cada um como ser único, adaptando materiais de
acordo com as dificuldades.
Deve-se haver uma revisão da didática aplicada ao aluno, verificando como
ocorreu a aprendizagem, de maneira significativa ou mecânica. Caso o ensino não
seja significativo, o bom professor deverá rever sua prática e metodologia, para que
possa investir no desenvolvimento do alunado.
Dessa forma, é necessário que o professor seja o responsável pela
construção da qualidade da aprendizagem, deverá definir seus objetivos e ações
criando um ambiente educativo para a inclusão, utilizando como apoio materiais
concretos e lúdicos. Este ambiente deverá ser construído e reelaborado
eternamente, devido os diversos alunos que atende-se, uma vez que, cada aluno é
um ser único com suas dificuldades e limitações.
LEIS QUE AMPARAM OS DIREITOS DOS ALUNOS INCLUSOS NO ENSINO
REGULAR
No decorrer dos anos, houve um grande avanço em relação a inclusão de
alunos no ensino regular, desde o final dos anos cinquenta e inicio da década de
sessenta do século XX, iniciou-se no Brasil escolas para alunos com deficiência, ou
“educação de excepcionais”, chamado assim naquela época.
A primeira escola, para alunos com deficiência foi fundada na cidade de Rio
de Janeiro, por D. Pedro II, tendo como nome o Imperial Instituto de Meninos Cegos.
Após um tempo passou a chamar-se de Instituto Nacional dos Cegos e por fim,
Instituto Benjamin Constant.
Após a iniciativa de D. Pedro II, começaram a surgir outras escolas com
finalidade em atender alunos com deficiência. Até metade do século vinte, já haviam
cinquenta e quatro escolas que atendiam, desde alunos cegos, mudos até
deficientes mentais.
Em torno de 1957, o atendimento educacional passou a âmbito nacional,
assumindo uma responsabilidade de ampliar o ensino de educação especial, através
de campanhas e parcerias com escolas particulares.
A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) 4.024/61, foi
instituído um capítulo, dedicado à Educação de Excepcionais, reafirmando o direito à
educação destes alunos. Para integrá-los na comunidade, sua educação dentro do
possível dever-se-ia enquadrar no sistema geral de educação, entende-se assim,
que a educação de excepcionais devia ocorrer com a utilização dos mesmos
recursos para alunos do ensino comum.
Em 1971, foi reelaborada a LDB, entrando em vigor a lei Nº 5.692/71,
colocando em questão a Educação de Excepcionais como um caso do Ensino
Regular, devendo-se proporcionar ao educando a formação necessária ao
desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização,
preparação para o trabalho e para o exercício consciente da cidadania, além disso,
assegura o tratamento especial aos alunos que apresentem em atraso considerável
quanto à idade regular de matrícula e os superdotados. Mas deve-se destacar que
estes alunos eram atendidos em escolas somente para crianças com deficiência,
ainda não eram incluídos no ensino regular.
Em 1988 a Constituição Federal, estabelece algumas garantias aos
portadores de necessidades especiais. No capítulo III, o Artigo 208 dispõe que o
dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de, dentre
outros, “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino”. A partir da Constituição, o Estado
passa a responsabilizar-se em promover a acessibilidade e atendimento
especializado para portadores de deficiência física, sensorial ou mental, além disso,
garantia de acesso ao ensino regular. Passou-se a reconhecer que alguns alunos
com deficiência, tinham condições de comunicar-se e aprender junto com os demais
alunos do ensino regular.
Pode-se averiguar que a educação começou a ter um olhar diferente para os
alunos com deficiência, passando do simples cuidar, agora com uma finalidade
pedagógica em relação aos alunos. Desta maneira, pode-se entender, que se inicia
uma preocupação de como trabalhar e ensinar estes alunos.
E por fim, permanece até os dias atuais, a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação 93.94/96 (LDB), tendo em vista a preocupação de incluir alunos com
deficiência no ensino regular. Esta lei coloca no seu Art. 58, que “entende-se por
educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar,
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores
de necessidades especiais”. Com base na lei, podemos compreender que todo e
qualquer aluno com necessidades especiais deverá ser incluso no ensino regular.
Isto fez e faz com que gere um certo preconceito e insegurança para o professor, na
qual, o mesmo sente-se muitas vezes incapacitado de atender e ensinar
determinados alunos.
A prática pedagógica é um dos elementos fundamentais para o sucesso da
aprendizagem em uma escola de inclusão do ensino regular, uma vez que a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação 93.94/96, no artigo 59, inciso I, preconiza que os
sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e
organização específicos para atender às suas necessidades. Isto faz com o que o
professor análise as suas práticas e metodologias de ensino.
E em seu artigo 9º-A, coloca que será admitida a dupla matricula dos
estudantes da educação regular da rede pública que recebam atendimento
educacional especializado. Pode-se compreender que a lei vem reafirmar que a
criança tem o direito de frequentar o ensino regular em um período e no outro
frequentar o atendimento especializado, com isso a educação tem a melhorar, pois o
professor de sala de aula não estará só no percurso de inclusão uma vez que
receberá apoio dos profissionais especializados em atender este aluno.
Desde então, o ensino passa por grandes modificações, tentando-se melhorar
a educação e atendimento a esses alunos, porém ainda há uma grande
preocupação dos professores em atender alunos com deficiência no Ensino Regular,
e muitos profissionais não sabendo como agir em sala de aula passam a ter o papel
de cuidar do aluno, deixando o papel de ensinar em segundo plano.
INCLUSÃO NO ENSINO REGULAR
Inclusão é um termo que vem sendo utilizado a muito tempo, tendo como
objetivo incluir alunos na escola, seja quais forem suas necessidades educacionais.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação em seu Art. 3º assegura que o ensino será
ministrado com base na igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola, sendo assim, toda criança tem direito de igualdade perante as demais.
A escola com o passar do tempo tornou-se um modelo único, com
metodologia de ensino, grades curriculares sem flexibilidade, dentre outros fatores
que dificultaram a inclusão destes alunos, sejam eles, deficientes ou não.
Segundo Mantoan (2006, p. 15), “a inclusão, portanto, implica mudanças
desse atual paradigma educacional, para que se encaixe no mapa da educação
escolar que estamos retraçando”, isso faz com que as escolas quebrem com esse
modelo único de estrutura escolar e passem a ser flexíveis e maleáveis a mudanças,
pois só assim a inclusão se dará de maneira efetiva.
O professor diante de uma turma com diferenças culturais, sociais, étnicas,
religiosas, deve ensinar sem excluir ou discriminar os alunos, pois vivemos em uma
sociedade na qual exige do profissional que acompanhe as transformações
colocadas pelo mundo.
Para Mantoan (2006, p. 24)
A educação implica uma mudança de perspectiva educacional, pois não
atinge apenas alunos com deficiência e os que apresentam dificuldades de
aprender, mas todos os demais, para que obtenham sucesso na corrente
educativa geral.
A inclusão não é somente incluir alunos na educação, mas sim o processo de
integração das crianças no ensino regular, não deixar que elas fiquem no exterior
das salas, ou isolem-se do mundo que as rodeia, é evitar que as diferenças se
transformem em desigualdades para a aprendizagem.
Para Mantoan (2006, p. 17),
Diante dessas novidades, a escola não pode continuar ignorando o que
acontece ao seu redor nem anulando e marginalizando as diferenças nos
processos pelas quais forma e instrui os alunos. E muito menos
desconhecer que aprender implica ser capaz de expressar, dos mais
variados modos, o que sabemos, implica representar o mundo a partir de
nossas origens, de nossos valores e sentimentos.
A inclusão de alunos com deficiência no ensino regular deve começar com
essa quebra de paradigmas, na qual, passa a ser visto como um ser que aprende
como os demais, porém com suas limitações. A escola em um todo deve começar a
analisar suas metodologias e práticas perante o aluno incluso, deve-se ensinar
respeitando as limitações de cada ser e buscando novos recursos que venham
desenvolver integralmente este aluno, para que assim, sinta-se valorizado e inserido
em uma sociedade.
No dia a dia, muitos profissionais da educação pela falta de formação e
interesse deixam seus alunos inclusos sem a atenção que deveriam ter, levando o
ensino ao fracasso escolar.
Segundo, Stainback (1999, p.48),
A arte de facilitar a adesão à inclusão envolve o trabalho criativo com este
estado de elevação da consciência, redirecionado a energia estreitamente
relacionada ao medo para a resolução de problemas que promova a
reconsideração dos limites, dos relacionamentos, das estruturas e dos
benefícios.
O professor deve conhecer em um todo o seu aluno incluso, partindo deste
pressuposto, deve inovar a sua prática pedagógica, sendo criativo na elaboração
das suas aulas, tendo como objetivo principal atender as necessidades educacionais
do educando, deixando de lado o medo e a insegurança de trabalhar com a
inclusão. Quando esse redirecionamento da prática pedagógica da certo, a turma
em um todo modifica-se, abrindo-se espaços para trocas de aprendizagem e
relacionamento uns com os outros, deixando de lado o que era aterrorizante e
desconfortável para a turma, um meio eficaz para a inclusão no ensino regular.
O professor deve ter consciência, que o trabalho de inclusão só obterá
sucesso se mudar a sua prática pedagógica, tendo em vista os princípios e
finalidades que tem com a educação, pois se o não fizer com que sua prática
pedagógica torne-se instigante e interessante ao aluno, valerá de nada para a
inclusão, e sim acarretará a exclusão do aluno no sistema educacional.
A exclusão é um dos fatores que tem ocorrido muito nas escolas brasileiras,
para Stainback (1999, p.21),
A exclusão nas escolas lança as sementes do descontentamento e da
discriminação social. A educação é uma questão de direitos humanos, e os
indivíduos com deficiências devem fazer parte das escolas, as quais devem
modificar seu funcionamento para incluir todos os alunos.
Isto nos leva a refletir sobre o atual sistema nacional de educação, na qual,
coloca através de leis que a inclusão deverá ocorrer com prioridade em escolas de
ensino regular, porém o que acontece na realidade, em maior parte das escolas é o
descaso com a inclusão, onde são poucas escolas que tem essa preocupação em
promover um espaço de aprendizagem e inclusão para o aluno.
Muito se tem tentado mudar, porém sempre nos deparamos com professores
que não sabem como agir diante a uma determinada situação, pois a cada dia que
passa é um novo desafio a encarar e uma postura diferente a tomar, para que o
processo de inclusão torne-se eficaz.
Para Mantoan (1999, p.32),
... a inclusão é produto de uma educação plural, democrática e
transgressora. Ela provoca uma crise escolar, ou melhor, uma crise de
identidade institucional, que, por sua vez, abala a identidade dos
professores e faz com que seja ressignificada a identidade do aluno. O
aluno da escola inclusiva é outro sujeito, que não tem uma identidade fixada
em modelos ideais, permanentes, essenciais.
Desta maneira, podemos compreender que as diferenças nas escolas,
desconstrói o modelo normativo, com regras e sem flexibilidade, uma vez que o
professor deverá identificar sua identidade com o aluno, o processo educacional
começa a ter outros rumos. O educador deverá observar as diferenças dos alunos e
partindo desse pressuposto trabalhar com rumo à igualdade de todos, respeitando
as diferenças e limitações de cada ser. A escola com esse olhar começa a ter o seu
papel modificado, deixando de lado a escola excludente e passando para uma
escola inclusiva de igualdades, valorizando e trabalhando com as diferenças.
Nesse processo, pode-se dizer que a escola estará fazendo o papel de
inclusão de maneira eficaz, pois só dizer que inclui alunos na escola não basta,
deve-se ter todo um trabalho em conjunto para que estes educandos deixem de ser
motivo de piadas ou risos para outros colegas, tornando-se um sujeito de igualdade
perante os demais, com um grande potencial de aprendizagem a ser desenvolvido.
3. A IMPORTÂNCIA DAS PRÁTICAS E RECURSOS PEDAGÓGICOS PARA A
INCLUSÃO DE ALUNOS NO ENSINO REGULAR
A educação passou e passa por várias transformações, na qual tem
preocupado muitos profissionais da educação, em atender alunos com deficiência no
Ensino Regular. Devido grandes mudanças das leis, o aluno passou a ter direito
garantido de frequentar o Ensino Regular, com atendimento pedagógico e se
necessário especializado.
Isso faz com que as escolas incluam na sua proposta pedagógica, como deve
ser o ensino, avaliação e atendimento especializado para alunos inclusos, além
disso, deve-se averiguar todo o espaço físico desta escola, garantindo a
acessibilidade através de rampas, banheiros adaptados, entre outras necessidades
destes alunos.
O professor quando recebe um aluno com deficiência em sala de aula, não
sabe como agir e nem ensiná-lo, sem formação especifica ou ajuda pedagógica para
trabalhar com este aluno, começa a ter um descontrole emocional, muitas vezes
entrando em depressão, pois encara a realidade de sala de aula como uma pressão
psicológica, decaindo a qualidade do ensino.
Almeida (2008, p. 3), afirma que
A razão dos insucessos pode estar na dificuldade das comunidades de
construir ambientes educativos com características peculiares, com as
estruturas apresentadas por suas localidades e com os recortes de cada
método ou teoria, em prol das comunidades que lutam por cidadania.
Sendo assim, pode-se entender que a escola tem apresentado grandes
fracassos de entendimento e entrosamento com a inclusão dos alunos no ensino
regular, devido o modo como foi concebido pelo grupo escolar o papel de incluir
alunos.
A solução para o sucesso da inclusão pode estar no desenvolvimento de uma
nova postura, que visa perceber o aluno como ser capaz de aprender junto com os
demais alunos da sala de aula, levando o professor a ter um olhar e pensamento em
qual cidadão ele quer formar junto a sociedade em que esta inserido.
O modo como o professor recebe o aluno, irá determinar a qualidade de
ensino e ação pedagógica. Hoje em dia o que está acontecendo com muitos
profissionais, é o fracasso e o desespero em encarar a realidade de sala de aula.
Muito se houve falar em “não vou dar conta”, “é coisa de outro mundo” , isto vem a
cada dia que passa prejudicando a aluno e acarretando evasão,e o fracasso escolar.
Segundo Mantoan (2007, p. 81) “Há, infelizmente, os que tentam, porém não
conseguem se libertar de preconceitos e de hábitos enraizados, que lhes permitem
fazer uma releitura de suas atuações...”. Isto acarreta em prejuízos para a criança,
sofrendo diretamente a exclusão e o preconceito, tornando-a desmotivada a
continuar em sala de aula, o que demonstrando em forma de agressividade o seu
pedido de socorro, de um olhar diferenciado a ela.
É necessário que o professor deixe de lado esta concepção de alunos
“diferentes”, elegendo um aluno “normal” como referência e como critério para a
programação de objetivos. Reconhecendo assim, a importância dos aspectos
emocionais, afetivos, cognitivos, neurológicos e psíquicos para a aprendizagem,
assim temos um professor mais comprometido e responsável para com as
dificuldades e limitações de cada aluno.
Sabe-se que não existe uma receita pronta para trabalhar com o aluno
incluso, uma vez que cada educando é ser único e insubstituível, desta maneira, o
professor deverá conhecê-lo, mediar o processo de ensino aprendizagem baseadas
nas adaptações curriculares.
Bruno (2006, p.28) afirma que:
A proposta pedagógica, numa visão construtivista do conhecimento, tem no
aluno e em suas potencialidades, o centro da ação educativa. Assim, o
processo pedagógico é construído a partir das possibilidades, das
potencialidades daquilo que o aluno já dá conta de fazer. É isso que o
motiva a trabalhar, a continuar se envolvendo nas atividades escolares,
garantindo assim o sucesso do aluno e sua aprendizagem.
Sendo assim, devemos conhecer cada aluno e compreender o histórico de
vida e práticas do seu dia a dia. Com base nestes conhecimentos deve-se elaborar
uma aula objetiva e expositiva, que torne ao aluno significativa. Os conteúdos
ministrados devem ser iguais para o restante da turma, o que irá diferenciar é como
o professor conduzirá e utilizar-se-á de materiais diversificados, tornando sua prática
lúdica, dentro da proposta de trabalho, ou seja, não fugindo dos conteúdos pré
estabelecidos e programáticos.
Contudo, o que deve-se fazer dos conteúdos pré-estabelecidos, um impulso
com melhorias na qualidade da educação, investindo em metodologias e práticas
diferenciadas. Mas para que tudo isto ocorra de maneira eficaz é necessário que
educador busque formação especifica, trazendo benefícios para o aluno com rumo
ao sucesso de sua prática pedagógica.
Facion (2005, p. 165) afirma que:
Esperamos que a formação global do professor priorize alcançar uma
prática educativa de qualidade, perseguindo como metas, tanto a
preparação técnica nos conteúdos a serem ministrados aos seus alunos,
como a construção de novos saberes oriundos de uma permanente
consciência crítico-reflexiva sobre os contextos sociais, políticos e
institucionais implicados em seu fazer atual. Trata-se portanto de uma
mudança no processo estrutural, que demanda prioridade, tempo e exige,
acima de qualquer apoio externo, o próprio desejo do professor em
transformar-se.
O professor deve atualizar-se diariamente, devido as circunstancias e as
transformações ocorridas no mundo, porém para que esta formação seja de grande
valia, é necessário o interesse partir de si próprio em transformar-se, obtendo novos
conhecimentos tanto na sua preparação técnica como prática, enriquecido e
tornando-se suas aulas mais produtivas.
No dia a dia, segundo Facion 2007, o educador deve-se comprometer em
ensinar, necessitando estar contextualizado com a realidade que o aluno vive,
questionando-o sempre “como fazer”, “por que fazer” e “a quem fazer”. É necessário
que a prática dos professores seja reestruturada a cada momento, deixe de lado o
papel de meros transmissores do conhecimento, deve-se procurar fundamentar a
sua prática em situações que tenha a oportunidade em demonstrar e desenvolver a
sua criatividade, superando situações de dificuldade com alunos e demonstre a sua
experiência em sala de aula.
Deve ocorrer uma proposta inclusiva, envolvendo a escola em um todo com
princípios educacionais e humanistas, cujos professores tenham um perfil
compatível com a proposta pedagógica e com uma formação que não se limita na
sua graduação ou em cursos de especialização. Esse professor deve-se adaptar e
ser flexível as mudanças, em função da sua metodologia e devido os mais diferentes
alunos que atendemos. Tornando sua prática tão importante quanto aos conteúdos
aplicados.
Alves (2011, p.25) afirma que:
Antes de construirmos uma proposta pedagógica, precisamos compreender
o currículo não como uma proposição acabada. Precisamos compreendê-lo
como relacional à cotidianidade discente, que não é inerte, mas vivente. É a
partir do aluno que modelamos os quefazeres da sala de aula. Não
devemos ver o currículo tão somente como instrumento do formalismo
tampouco como resultado de ações improvisadas. O currículo precisa ir do
formalismo, ao lúdico e do lúdico ao formalismo, da disciplina à criatividade
e da criatividade à disciplina.
A prática pedagógica do professor deve-se focar primeiramente ao aluno,
analisando o que já sabe e quais são as dificuldades e limitações. Deve-se transmitir
os conhecimentos, partindo do que o aluno já sabe e domina, sendo o mediador do
processo ensino aprendizagem.
É importante que na prática, o professor torne em transformar os conteúdos
aplicados em maneira lúdica, utilizando os materiais da sala de aula para
enriquecimento da proposta de trabalho. Pois a atividade lúdica tem grande
importância no desenvolvimento do ser humano. Além do caráter recreativo, o lúdico
na educação pode ser um meio de atingir objetivos necessários no processo
educacional da criança.
Friedmann, (1996, p. 64), afirma que:
O jogo oferece uma importante contribuição para o desenvolvimento
cognitivo, dando acesso a mais informação e tornando mais rico o conteúdo
do pensamento infantil. Paralelamente, o jogo consolida habilidades já
dominadas pela criança e a prática das mesmas em novas situações
A atividade lúdica auxilia durante todo o processo de evolução da criança, por
isso os jogos e brincadeiras propostas devem estar de acordo com o currículo de
trabalho, focando no que o professor quer ensinar e transmitir para o aluno.
Cabe ao professor a criação de um ambiente acolhedor, seguro,
facilitador e ordenado, onde exista uma situação de segurança, que permita ao
aluno manifestar-se com toda sua expressividade, no entanto a atuação do
professor precisa ser com autoridade, mas uma autoridade que permita a
criatividade e o desenvolvimento, com uma estrutura flexível e maleável, tendo
assim uma grande importância à atitude pessoal do professor.
Porém, Almeida (2008, p. 72), coloca que, não se constrói um ambiente
educativo somente com recursos e materiais concretos. Constroem-se ambientes
educativos explorando as mais dimensões que ali estão, sendo necessário
criatividade, compromisso e desempenho do professor.
A prática e experiência do professor é que torna-se as aulas mais criativas e
elaboradas. O professor deve-se estar comprometido com a educação e flexível a
mudanças, uma vez que sua prática pedagógica não obtenha resultado com
determinado aluno, o procedimento é reelaborá-la constantemente, pois sabe-se que
cada aluno é ser único e insubstituível.
Pode-se concluir que a prática pedagógica do professor, é o um dos
caminhos com rumo a solução da inclusão de alunos especiais no ensino regular,
pois facilita a aprendizagem e a compreensão dos conteúdos, quando bem
trabalhados e utilizados de maneira lúdica e prazerosa, tornando os conteúdos
significativos para o aluno. Isso move e realiza o professor a querer cada vez mais o
melhor para os alunos com deficiência.
4. CONCLUSÃO
Através da pesquisa proposta por este estudo pode-se concluir que a inclusão
é um fator que vem ocorrendo a muito tempo no campo da educação, porém a
grande dificuldade de vários profissionais é como agir diante de um aluno com
deficiência, sem formação e informação professores acabam desistindo de ensinar,
acarretando na baixa qualidade de ensino do nosso Brasil.
Incluir alunos no Ensino Regular não é uma tarefa muito fácil para a maioria
dos professores, uma vez que deve-se buscar recursos e mudar com sua prática e
metodologia de ensino, pois incluir requer uma mudança face ao aluno, tornar as
aulas mais instigantes com a finalidade de promover o pleno desenvolvimento deste
educando.
Pode-se concluir que inclusão depende de uma série de fatores , porém o que
não pode ocorrer é deixar que estes alunos fiquem no interior das salas ou isolem-se
do mundo que as rodeia, é transformar as diferenças em fatores que contribuam
para o crescimento e desenvolvimento deste alunado. O professor deve estar
comprometido com a educação, compreender que o ambiente deverá ser construído
e reelaborado eternamente, respeitando suas dificuldades e limitações, uma vez que
cada ser é único e insubstituível.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Geraldo de Peçanha. A construção de ambientes educativos para a
inclusão. Curitiba: Pró-Infantil, 2008.
BERVIAN, Pedro Alcino; CERVO Amado Luiz. Metodologia Científica. São Paulo:
McGraw-Hill do Brasil, 1983.
BRUNO, Marilda Moraes Garcia. Educação Infantil: saberes e práticas da
inclusão: introdução. Brasília: Ed. MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006
CUNHA, Eugênio. Práticas pedagógicas para a inclusão e diversidade. Rio de
Janeiro: Ed. Wak, 2011.
FACION, Raimundo José. Inclusão escolar e suas implicações. Curitiba: Ed.
IBPEX, 2005.
LDB. Lei de Diretrizes e bases da Educação. Capítulo V da Educação Especial.
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: dez de abril de
2012.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Caminhos Pedagógicos da Educação Inclusiva. In:
GAIO, Roberta; MENEGHETTI, Rosa G. Krob. Caminhos Pedagógicos da
Educação Especial. Petrópolis: Ed. Vozes, 2007, p. 79 – 94.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. INCLUSÃO ESCOLAR O que é? Por quê? Como
fazer?. São Paulo: Ed. Moderna Ltda, 2006.
RAMPAZZO, Lino. Metodologia Científica para alunos dos cursos de graduação
e pós graduação. São Paulo: Ed. Stiliano, 1998.
STAINBACK, Susan e William. Inclusão um guia para educadores. Porto Alegre:
Ed. Artmed, 1999.
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