Investigação, 14(6):125-133, 2015 REVISÃO DE LITERATURA | ODONTOLOGIA SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO: PAPEL DO CIRURGIÃODENTISTA FRENTE À PATOLOGIA Syndrome obstructive sleep apnea: role of the dentist opposite the pathology 1 Universidade de Franca UNIFRAN, Franca, São Paulo, Brasil. Amanda A. A. Martins1, Carolina A. M. Silveira1, Ms. Lilian T. Ramalli1* *Av. Dr Armando Sales Oliveira, 201, CEP: 14.404-600, Pq. Universitário, Franca – SP. Email: [email protected] RESUMO ABSTRACT A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma doença crônica, evolutiva e incapacitante, com alta taxa de morbidade e mortalidade, caracterizada pela interrupção temporária da função respiratória e que, devido à sua alta incidência, tem sido considerada como um problema de saúde pública. Vários fatores anatômicos e funcionais são os responsáveis pelo aparecimento da SAOS, que ocorre em função da redução do espaço aéreo e/ou do colapso das vias aéreas. Por não ser uma patologia simples, a SAOS requer uma intervenção multidisciplinar, onde os cirurgiões dentistas podem atuar com relevância no diagnóstico e tratamento, intervindo de forma cirúrgica ou por meio de aparelhos ortodônticos. O objetivo do presente trabalho é possibilitar a identificação, através dos sinais e sintomas, de possíveis portadores da síndrome, explicitando as características que possam acarretar no desenvolvimento e progressão da doença, mostrando a importância da participação do cirurgião-dentista tanto no diagnóstico, como no tratamento desta patologia. The Syndrome Obstructive Sleep Apnea (OSA) is a chronic disease, progressive and disabling, with high chances of morbidity and mortality, characterized by temporary interruption of respiratory function and that, due to your high incidence, has been considered as a health’s public problem. Several anatomic and functional factors are responsible to emerge OSA, which occurs by air space’s reduction and /or airway collapse. As it is not a simple pathology, OSA requires a multidisciplinary approach, where dentists can act with relevance on diagnosis and treatment, intervening surgically through orthodontic appliances. The objective of this work is to enable the identification, through the signs and symptoms of possible syndrome’s carriers. Explaining the characteristics that may result in the disease’s development and progression, thus showing the importance of the participation of surgeon dentists both the diagnosis as in the treatment of this pathology. Palavras Chaves: sono, Apnéia obstrutiva do sono, ronco, cefalometria. ISSN 21774080 125 Keywords: sleep, Apnea obstructive Sleep, snoring, cephalometry. Investigação, 14(6):125-133, 2015 INTRODUÇÃO O sono possui como base biológica uma diminuição às respostas ao ambiente, o repouso e a restauração de condições neurofisiológicas e físicas das funções do sistema nervoso central, sistema nervoso esquelético, dos órgãos viscerais, do sistema nervoso autônomo e da medula espinhal. O momento da ocorrência, a duração e a qualidade do sono são controlados por mecanismos homeostáticos e circadianos. Os homeostáticos refletem a necessidade do sono, determinando a duração do período de despertar e o controle do sono de ondas lentas. O componente circadiano modula o momento de instalação e a duração do sono, podendo também estar envolvido no despertar (TEIXEIRA, 2000). A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma doença crônica, progressiva, incapacitante, caracterizada por alterações das vias aéreas superiores, ocorrendo episódios de oclusão total ou parcial da passagem do ar durante o sono. Causada por alterações anatômicas e funcionais, associa-se também ao fenômeno do ronco. A SAOS constitui-se num distúrbio caracterizado pela interrupção temporária da função respiratória resultando em ausência ou diminuição do fluxo de ar para os pulmões (JOHNS et al, 1998) interferindo na quantidade e qualidade do sono. Dependendo do seu grau de severidade, pode ser um distúrbio de percussões orgânicas, mentais e emocionais (MACIEL, 2005). Um episódio apnéico, quando suficientemente longo, pode afetar os vasos sanguíneos e a hemodinâmica. A SAOS tem sido considerada um problema de saúde pública, que necessita de uma intervenção multidisciplinar, onde o Cirurgião-Dentista desempenha importante papel, auxiliando no reposicionamento de estruturas ósseas ou tegumentares por meio de cirurgias e de aparelhos intra-bucais, com o propósito de aumentar o espaço aéreo e melhorar a respiração durante o sono. O objetivo do presente trabalho é possibilitar a identificação, através dos sinais e sintomas, de possíveis portadores da síndrome, explicitando as características que possam acarretar no desenvolvimento e progressão da doença, mostrando a importância da participação do cirurgião-dentista tanto no diagnóstico, como no tratamento desta patologia. O Sono O sono é um processo ativo de função essencial, influenciando em todas as funções do cérebro e do organismo humano, sendo que não é a quantidade de horas dormidas que determina a normalidade desta função e sim a qualidade do sono obtido e a necessidade individual (FERREIRA, 1988). O fenômeno do sono pode ser divido em duas fases básicas: sono REM e NREM, que são diferenciados pelo tipo de atividade eletroencefalográfica, eletromiográfica e movimentos oculares. No estágio REM, o sono se caracteriza por uma atividade de EEG de baixa amplitude a alta frequência, semelhante à atividade durante a vigília, porém com diminuição significativa do tônus muscular. É nesse estágio que ocorrem os sonhos. Imagina-se que a função do sono REM seja a de confrontar novas experiências com acontecimentos passados, acumulados e organizados na memória em longo prazo (FREITAS E BULGARI, 2000). A fase NREM se caracteriza por uma redução do metabolismo basal, redução do tônus muscular, da frequência cardíaca e respiratória e da pressão sanguínea. Isso ocorre devido à tendência do sono ISSN 21774080 126 aumentar a atividade parassimpática e reduzir à simpática (DOMICINI, 2000). A regularidade dos ciclos do sono é fundamental ao funcionamento do organismo, afetando o comportamento e o estado psicológico do indivíduo. Quando se dorme menos, o sono se acumula e surgem sintomas como: ardor ou sonolência; alterações do humor (BULGARI E FREITAS, 2000); Irritabilidade; depressão e ansiedade; além de reduções de concentração, precisão motora, memória, capacidade de decisão e outras habilidades cognitivas (ALBERTINI E SIQUEIRA, 2001). A Síndrome da Apneia do Sono A SAOS constitui-se num distúrbio caracterizado pela interrupção temporária da função respiratória resultando em ausência (apnéia) ou diminuição (hipopnéia) do fluxo de ar para os pulmões (JOHNS et al, 1998), interferindo na quantidade e qualidade do sono. Dependendo do seu grau de severidade, pode ser um distúrbio de repercussões orgânicas, mentais e emocionais (MACIEL, 2000). É uma doença crônica, incapacitante, com alta taxa de morbidade e mortalidade, sendo incomum em mulheres antes da menopausa, e o sexo masculino é mais afetado, devido a diferenças anatômicas das vias aéreas superiores e de pescoço, perfil hormonal e distribuição adiposa do tipo central. A ocorrência de cinco ou mais eventos respiratórios anormais por hora, com duração de mais de dez segundos, define a presença da síndrome (DURSO E SAPALDING, 2001), que ainda pode ser classificada por sua severidade em leve (5 a 20 apnéias/hora), moderada (20 a 40 apnéias/hora) e severa (mais de 40 apnéias/ hora). Investigação, 14(6):125-133, 2015 A obstrução da passagem aérea no trajeto do meio externo até os pulmões ocorre devido a alterações anatômicas, que reduzem o espaço aéreo, e componentes funcionais, que permitem o colapso das vias aéreas (ALOÉ E SILVA, 2000). Um episódio apnéico, quando suficientemente longo, pode afetar os gases sanguíneos e a hemodinâmica, sendo o grau de obstrução parcial necessário para a indução de tais alterações variante para cada indivíduo e dependente dos fatores como: peso, posição do corpo durante o sono, resposta de despertar e idade. Geralmente estes episódios são observados durante o sono REM e no estágio 1 do sono NREM (GUILLEMINAULT, 1985). Sintomas Os sintomas clínicos da SAOS podem ser classificados em diurnos e noturnos (ALOÉ E SILVA, 2000). Entre os sintomas noturnos encontram-se: ronco; pausas respiratórias; sono agitado com múltiplos despertares; episódios de asfixia; noctúria (provavelmente mediada por fator natriuético atrial); sudorese; refluxo gastresofagiano (pressão negativa intrapleural na apnéia); aumento da atividade motora dos membros inferiores; respiração bucal forçada. Os sintomas diurnos incluem: sonolência excessiva (determinada pelo número de despertares relacionado com o término das pausas respiratórias, que geralmente não são lembrados pelo paciente porque são breves e fragmentam o sono sem reduzir significativamente o tempo total deste); cansaço; fadiga; deterioração da memória e do julgamento (causados pela sonolência excessiva e desnaturações da oxihemoglobina); redução do libido e boca seca (ALOÉ E SILVA, 2000). Além disso, a fragmentação e a privação do sono e as alterações hemodinâmicas cerebrais podem levar a alterações de personalidade, acessos de depressão profunda, cefaleias ou náuseas matinais (ALOÉ E SILVA,2000 , GUILLEMINAULT, 1985). hiperatividade tônica neuromuscular da faringe para manter a VAS aberta, compensando sua redução de calibre. Porém, durante o sono, esse fenômeno compensatório diminui, contribuindo para o colabamento transitório da VAS (ALOÉ E SILVA, 2000). O grau de incapacidade varia desde uma fadiga moderada e sonolência durante situações tranquilas até uma atividade diurna seriamente prejudicada (ALOÉ E SILVA,2000 , GUILLEMINAULT, 1985). Assim os episódios obstrutivos são então caracterizados por perda transitória da hiperatividade muscular e a obstrução se resolve com uma intensa atividade física da musculatura dilatadora faríngea acima do nível basal (ALOÉ E SILVA, 2000). Taquicardia com cardiopatias associadas, hipertensão arterial e pulmonar, arritmia cardíaca, redução da concentração de oxi-hemoglobina, cianose em lactentes e atraso do crescimento em crianças também podem ser encontrados (ALOÉ E SILVA, 2000). A diminuição ou ausência total do fluxo aéreo leva a pessoa a tentar respirar até a hipoxemia. Na sequência ocorre o despertar, reabrindo as vias respiratórias, e o readormecimento, voltando a um estágio um pouco mais profundo do sono até que ocorra um novo evento, ficando o círculo vicioso perpetuado durante toda a noite pelas diversas repetições (ALBERTINI E SIQUEIRA, 2001). A fisiopatologia da Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono A Via Aérea Superior (VAS) inclui a traquéia extratorácica, faringe, laringe, nariz e boca. Fatores que atuem de modo a reduzir o tamanho da luz da orofaringe e da hipofaringe, tendem a promover a oclusão da VAS (KUNNA E REMMERS, 1985). Diferentes mecanismos de oclusão podem ser observados, dependendo de qual porção constituinte da VAS esteja envolvida na alteração. Na faringe, obstrução ocorre devido ao colapso da oro e hipofaringe pela aposição da língua, paredes laterais e palato mole, restringindo o fluxo aéreo, sendo que na maioria dos pacientes o colapso ocorre em mais de um local. Os portadores da SAOS possuem atividade e controle da musculatura dilatadora das vias aéreas anormais. Existe uma ISSN 21774080 127 O esforço repetitivo para a entrada o ar durante o sono promove alterações as estruturas anatômicas, aumento o volume e a flacidez do tecido, colaborando para o estreitamento da via aérea. Assim, quanto mais tecido, maior constrição, maior esforço para respirar, mais aumento de tecido, e o ciclo se repete (ALBERTINI E SIQUEIRA, 2001). A laringe apresenta alta resistência ao fluxo aéreo, resultando sua resistência do estreitamento da fenda glótica, presa lateralmente pelas pregas vocais. O tamanho da fenda glótica e a resistência ao fluxo dependem em grande parte, da atividade dos músculos abdutor, adutor, intrínsecos e extrínsecos da laringe. Durante a inspiração, a fenda glótica aumenta, enquanto o músculo abdutor contrai e dilata as pregas vocais, que retornam à posição passiva quando a diminuição da ativação destes músculos durante a expiração. Investigação, 14(6):125-133, 2015 Sob certas circunstâncias, o músculo adutor se contrai durante a expiração, fechando ativamente as cordas vocais e retardando o egresso de ar dos pulmões, contribuindo para a hipoventilação durante o sono (KUNNA E REMMERS, 1985). Durante o sono, com a perda de consciência e a abertura bucal, a obstrução da via aérea orofaríngea ocorre como resultado do movimento dorsal da língua e das estruturas fixadas ao osso hióide, já que a oclusão da boca e a extensão dos músculos fixados à mandíbula (genioglosso, genióide e digástrico), aumenta a força por eles exercida e puxando a parede ventral da faringe, afastando-a da dorsal (KUNNA E REMMERS, 1985). Então, se durante o sono a resistência nasal for alta ou a boca se encontrar aberta, esta defesa se encontrará comprometida, principalmente durante a fase REM, onde ocorrem grandes reduções nos impulsos neurais aos músculos da via aérea superior (KUNNA E REMMERS, 1985). O nariz contribui de maneira significante para a resistência total da VAS na vigília. Aproximadamente um terço da resistência nasal ocorre na aérea da cartilagem nasal lateral superior e valsa nasal (WOODSON, 2000). Desvio de septo e hipertrofias dos cornetos são patologias que podem interferir nessa resistência (ALOÉ E SILVA,2000, WOODSON, 2000). O desvio de septo pode ser constitucional ou decorrente de traumas. Quando interfere na respiração, o quadro clínico é bastante característico, com o paciente relatando obstrução nasal constante e unilateral, sem variação de lado (COELHO FERRAZ, 2005). Quando as conchas nasais ficam de tamanho exagerado, há menor espaço para a passagem do ar, o que também é uma causa importante de obstrução nasal crônica (COELHO FERRAZ, 2005). A hipertrofia da adenoide pode ocasionar a obstrução da passagem aérea nasofaríngea, forçando o indivíduo a respirar pela via bucal (COELHO FERRAZ, 2005, SANTOS –PINTO, 1993). Não existe parâmetro definitivo para se determinar a quantidade de tecido adenoideano capaz de causar obstrução, sendo importante a relação dessa estrutura com a parede faríngea circundante (WOODSON E WARE, 2002). O volume relativo da língua é maior em pacientes com SAOS que em pessoas normais, situando-se o dorso da mesma anormalmente acima do plano oclusal da mandíbula (JORGE et al, 2001). A aposição da língua nas paredes laterais das partes média e inferior da faringe e no palato mole contribui para o colapso da orofaringe (ALBERTINI E SIQUEIRA, 2001). O comprimento do palato mole é avaliado em relação ao dorso da língua. Um palato com margem livre acima do dorso geralmente não é obstrutivo; quando a margem não é visível à fonação, o comprimento palatal provavelmente contribui para a obstrução (WOODSON, 2000). A hipotonicidade do palato mole, em decorrência do consumo de álcool, fumo, sedativos e drogas miorrelaxantes, sedentarismo, envelhecimento ou à respiração bucal, está entre os fatores etiológicos ou predisponentes (ALOÉ E SILVA, 2000). As amígdalas, quando hipertrofiadas em grau acentuado, obstruem o espaço bucofaríngeo, exigindo algumas adaptações dos tecidos moles e das estruturas esqueléticas adjacentes para o desempenho da função respiratória, da deglutição e fonação (COELHO FERRAZ, 2005). As amígdalas hipertrofiadas alteram a posição da língua, que assume uma posição mais anteriorizada, na tentativa de manter um espaço para a respiração e deglutição (MARCHI E BORGES, 2000). ISSN 21774080 128 O osso hióide encontra-se numa posição mais baixa do que o normal em paciente com SAOS e acompanha a inclinação no sentido horário da mandíbula, contribuindo para a diminuição do espaço aéreo faríngeo. Sua influência sobre o espaço aéreo também se dá indiretamente, já que sua posição influencia a posição da base da língua (JOHNS et al, 1998, KUNNA E REMMERS, 1985). Anormalidades craniofaciais afetando a estrutura esquelética também podem resultar num estreitamento da VAS. Uma mandíbula pequena frequentemente é encontrada. (KUNNA E REMMERS, 1985, SANTOS –PINTO, 1993, JORGE et al, 2001) Entre as principais mudanças morfológicas encontradas no esqueleto craniofacial encontram-se: macroglossia, micrognatia, hipoplasia facial, palato mole largo, atresia mandibular, parede faríngea pouco profunda e estenose óssea do canal faringeano (ALOÉ E SILVA, 2000). Discrepâncias ântero-posteriores dos maxilares também contribuem para a diminuição do espaço aéreo posterior. A posição e a estrutura da mandíbula também contribuem para a diminuição da luz faríngea (KUNNA E REMMERS, 1985). Além de modificações anatômicas locais, outros fatores podem atuar conjuntamente, colaborando para uma diminuição adicional do espaço aéreo. A obesidade é um achado comum nos pacientes com SAOS, já que um estreitamento da luz da VAS pode ocorrer devido a depósitos de gordura no tecido mole circundando a via aérea (KUNNA E REMMERS, 1985). Esses pacientes apresentam um excesso de deposição de gordura no palato mole, língua e adjacências (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). Por causa dessa modificação geométrica das VAS, a obesidade acaba Investigação, 14(6):125-133, 2015 alterando também o controle neuromuscular e sensibilidade dos quimiorreceptores respiratórios (ALOÉ E SILVA, 2000). Na passagem da vigília para o sono calmo e para o sono REM, a ativação neural dos músculos da via aérea superior passa por profundas alterações, desempenhando importante papel na manutenção de sua permeabilidade (KUNNA E REMMERS, 1985). Distúrbios nesse controle neural podem resultar em oclusão das VAS, podendo se advindos tanto de anormalidades ou distúrbios no próprio Sistema Nervoso Central, como da administração de alguns agentes sedativos e do consumo de álcool, que causam supressão diferencial dos impulsos neurais para os músculos da VAS (KUNNA E REMMERS, 1985). Métodos de diagnóstico Para o diagnóstico da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono se faz necessário uma somatória de exames, a fim de se determinar a provável causa da obstrução. Entre os principais exames encontram-se: anamnese; polissonografia; nasofibroendocospia; teste de latência múltipla do sono; escalas de sonolência; CPAP e exames radiográficos. Uma detalhada anamnese, incluindo informações prestadas pelo cônjuge e por familiares, levanta as primeiras suspeitas sobre algum distúrbio sono-dependente. (ALOÉ E SILVA, 2000) Presença do ronco, história de aumento de peso, utilização de medicamentos, uso de álcool, presença de enfermidades cardíacas, hipertensão e patologias neurológicas devem ser investigadas (ALOÉ E SILVA, 2000). A Polissonografia é considerada o exame de padrão ouro para o diagnóstico da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, fornecendo informações a respeito da arquitetura do sono (BARBOSA, 1999), avaliando os episódios apnéicos e hipopinéicos, estágios do sono e sua duração e dessaturação do oxigênio. Caracteriza-se pela gravação da atividade cerebral, movimentos oculares, esforço respiratório, ritmo cardíaco, fluxo de ar, áudio e vídeo. Nasofibroendoscopia é um exame muito importante na avaliação e formato da adenóide, proporciona visualização direta das amídalas, cavidades nasais e espaço livre na entrada nasofaringe, proporcionando avaliação estática e dinâmica dos tecidos redundantes e das áreas de colapso (ALOÉ E SILVA,2000, MARCHI E BORGES,2000). Teste de latência múltipla do sonopermite a avaliação da latência do inicio do sono. Em pessoas normais o tempo de latência é de 10 a 15 minutos. Em indivíduos com apnéia obstrutiva do sono, esse tempo tende a estar reduzido devido o sono diurno excessivo (BARBOSA, 1999). As escalas de sonolência são questionários respondidos pelo paciente sobre situações da sua intensidade de sono, que irá permitir uma avaliação do mesmo. Vários tipos de exames de diagnósticos por imagem serão úteis para auxiliar em uma avaliação do espaço aéreo superior e se houver a confirmação da área de obstrução. A Tomografia Computadorizada tem como objetivo a medição da área luminal da via aérea superior, determinando a regiões de estreitamento através de imagens de alta qualidade dos tecidos moles e duros, permitindo reconstruções ISSN 21774080 129 tridimensionais das regiões esqueléticas crânio mandibulares, musculares e vias aéreas (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). A Ressonância Magnética é o método radiológico de imagem mais eficiente na avaliação da SAOS, é capaz de conjugar o benefício da não utilização de radiação ionizante e não ter carácter invasivo com a possibilidade da realização de estudo dinâmico e tridimensional, com medida do real volume da coluna aérea faríngea, determinação da distribuição da gordura e de edemas. Uma desvantagem é seu alto custo, que impossibilita sua ampla utilização (ALOÉ E SILVA,2000, DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). A Radiografia Cefalométrica é o exame mais comumente usado para avaliar os pacientes com SAOS, é de fácil e rápida obtenção, expõe a mínima radiação e apresenta baixo custo (JOHNS et al, 1998). Várias anormalidades da via aérea superior que predispõe a oclusão podem ser observadas na radiografia, de modo a se determinar as relações anatômicas do palato mole, faringe, osso hióide e mandíbula, proporcionando medidas destes espaços aéreos e demonstrando os locais de obstrução (ALOÉ E SILVA,2000, PINTO, 2000). Dois tipos de radiografias extra-bucais podem ser empregadas: - Telerradiografia PA (póstero anterior): eficiente na avaliação da via aérea nasal, medindo-se a dimensão transversa da cavidade nasal e visualizando presença ou ausência de obstrução (ALOÉ E SILVA, 2000). - Telerradiografia lateral: É a mais utilizada para diagnóstico das vias aéreas. Ela é feita com o paciente em pé, estando em plano horizontal de Frankfurt paralelo ao solo, com os dentes Investigação, 14(6):125-133, 2015 tocando levemente e os lábios relaxados, no final da fase de expiração (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). O paciente deve ser orientado a não deglutir nesse momento, para que o palato mole não seja puxado para cima e para trás, devido à ativação do músculo tensor e elevador do véu palatino, durante o fechamento da boca (PINTO, 2000). É necessário posicionar adequadamente a cabeça do paciente no momento de tomada radiográfica, já que a variação postural pode afetar a relação da língua com as outras estruturas que estão ao seu redor bem como a passagem de ar e a posição do osso hioide (PINTO, 2000). A telerradiografia e a cefalometria, além de permitirem a identificação de alterações, contribui também no tratamento de paciente com SAOS, auxiliando no reposicionamento de estruturas ósseas ou tegumentares por meio de cirurgias e aparelhos intrabucais, com o proposito de aumentar o espaço a éreo e melhorar a respiração durante o sono (ALOÉ E SILVA,2000, PINTO, 2000). Os principais achados cefalométricos de pacientes com SAOS são: Maxila retroposicionada e palato mole alongado; vias aéreas da oro e hipofaringe são reduzidas; retrognatismo mandibular; aumento da dimensão da língua, com postura baixa e anteriorizada e osso hióide deslocado inferiormente. Um diagnóstico correto induzirá a terapêutica a ser escolhida pode variar desde tratamentos farmacológicos, utilização de aparelhos intra-orais que propiciam reposicionamento lingual e mandibular ou até mesmo cirurgias para remoção de tecidos redundantes e hipertróficos, chegando até tratamentos mais radicais, como avanços maxilo-mandibulares, todos eles com intenção de promover abertura do espaço aéreo (PINTO, 2000). O CPAP (Continuos Positive Airway Pressure) é o aparelho para o tratamento padrão da SAOS moderada ou severa, consistindo na aplicação noturna de uma corrente de arambiente, gerada por um compressor ligado diretamente a uma máscara nasal, que criará o mecanismo pneumático da abertura de VAS, individualizando o tipo da intensidade de compressão baseada para cada situação em particular. A partir do uso deste aparelho, comprova-se uma melhora gradual na qualidade do sono, reduzindo a sonolência diurna excessiva e as alterações cognitivas associadas à SAOS (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). Os aparelhos intra-orais, são dispositivos usados na cavidade oral durante o sono com o objetivo de prevenir o colapso entre os tecidos da orofaringe e da base da língua, reduzindo, assim, eventos obstrutivos na via aérea superior (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). Esses aparelhos constituem uma alternativa de tratamento clínico não invasivo, promove resultados favoráveis num curto período de tempo e são facilmente aceitos pelos pacientes, além de apresentarem baixo custo e serem de fácil confecção. Sua utilização como forma de tratamento só se faz mediante solicitação do médico especialista em desordens do sono, cabendo ao cirurgião-dentista selecionar qual dispositivo intraoral deverá ser empregado para cada caso (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). O aparelho intra-oral poderá ser empregado desde pacientes com ronco sem apneia até aqueles com síndrome da resistência da via aérea superior e SAOS, principalmente nos casos mais leves. O tratamento tem por objetivo não somente aliviar ou solucionar os sinais e sintomas clínicos da doença, ISSN 21774080 130 como o ronco e a sonolência excessiva diurna, mas também normalizar os parâmetros polissonográficos, como o índice de apnéia e hipopinéia, a saturação de oxi-hemoglobinas e o número de microdespertares associados aos eventos respiratórios (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). Os aparelhos mais utilizados e estudados são os reposicionadores mandibulares, que tem como mecanismo de ação uma alteração na posição da mandíbula, língua e outras estruturas das vias aéreas superiores. Esses aparelhos permitem que a mandíbula seja rotacionada para baixo e para frente e a base da língua avançada, permitindo a passagem de ar (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). Além da terapia com aparelhos intra-orais, o cirurgião dentista também pode contribuir e intervir cirurgicamente nesses pacientes. A cirurgia ortognática, mediante o reposicionamento cirúrgico das bases ósseas, promove um aumento do espaço aéreo posterior, melhorando a saturação de oxigênio dos pacientes (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). DISCUSSÃO O sono é um processo que influência todas as funções do cérebro e do organismo humano, pois promove uma redução às respostas ao meio ambiente, repouso e a restauração de condições neurofisiológicas e físicas, sendo que o importante é a qualidade de sono obtido e a necessidade individual, e não sua quantidade (JOHNS et al, 1998,ALOÉ E SILVA,2000,COELHO FERRAZ, 2005). Duas fases dividem o sono: uma fase denominada REM, em que ocorrem movimentos oculares rápidos, e outra Investigação, 14(6):125-133, 2015 denominada NREM, na qual esses movimentos não ocorrem (ALOÉ E SILVA,2000). O sono da fase REM é caracterizado por uma atividade eletroencefalográfica semelhante à da vigília, só que com diminuição significativa do tônus muscular. É nesse estágio que ocorrem os sonhos (FREITAS E BULGARI, 2000). Já a fase NREM se caracteriza por uma redução no metabolismo basal, redução do tônus muscular, das frequências cardíaca e respiratória e da pressão sanguínea (DOMICINI, 2000). O resultado funcional do estreitamento anatômico da VAS é um aumento em sua resistência. Mesmo durante a vigília, pacientes com SAOS, apresentam uma maior resistência supraglótica do que a normal, tanto da posição supina quanto sentada (KUNNA E REMMERS, 1985). Apesar da resistência da VAS aumentar com o início do sono, o aumento que ocorre em pacientes com SAOS é três a quatro vezes superior do que em indivíduos normais (KUNNA E REMMERS, 1985). O ronco é a denominação que se dá ao ruído produzido durante o sono pela vibração da úvula, palato mole e paredes faríngeas, epiglote, e língua, (ALOÉ E SILVA,2000) podendo ser indício de problemas de graves relacionados à saúde geral, devendo sempre ser investigado (DURSO E SAPALDING, 2001,DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). O tamanho da VAS destes pacientes é menor durante o sono e em vigília do que em roncadores e pessoas normais e a geometria também está alterada. Numa ressonância magnética da orofaringe, os cortes transversais mostram que o eixo maior situa-se no sentido ântero-posterior e não no látero- lateral o que normalmente deveria ocorrer (ALOÉ E SILVA,2000). A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono é uma doença crônica, caracterizada pela interrupção temporária da função respiratória, resultando em ausência ou diminuição do fluxo de ar para os pulmões, (ALOÉ E SILVA,2000,DURSO E SAPALDING, 2001) sendo mais prevalente em homens de faixa etária elevada, devido a diferenças anatômicas das vias aéreas superiores e de pescoço, perfil hormonal e distribuição adiposa no tronco e pescoço (ALOÉ E SILVA,2000). O estreitamento látero-lateral é causado pelo espessamento das paredes laterais da faringe, principalmente nas regiões retropalatal e retroglossal, desempenhando um papel crítico na determinação do calibre da VAS e fisiopatologia do colapso (ALOÉ E SILVA,2000). Pelo exame clínico, a maioria dos pacientes com SAOS não apresenta anormalidade patológica da via aérea superior (VAS), porém, evidências indicam que esses pacientes apresentam uma configuração anatômica da VAS que predispõe a oclusão durante o sono (KUNNA E REMMERS, 1985). A função nasorespiratória influencia de maneira profunda no crescimento e desenvolvimento do complexo dento-facial, alterando, principalmente, a posição da língua e da mandíbula (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). A musculatura da VAS relaxa durante o sono, causando uma redução de suas forças dilatadoras e de seu calibre, ocorrendo episódios repetitivos de obstrução, acompanhados de redução na saturação arterial de oxigênio e redução de seu calibre o que causa uma ativação aguda do sistema nervoso autonômico ISSN 21774080 131 simpático, com alterações agudas cardiorrespiratórias e aumento crônico do tônus no sistema nervoso simpático com aumento da morbidade cardiovascular (ALOÉ E SILVA,2000). Os problemas sociais consequentes encontrados na SAOS podem mostrar um caráter prejudicial tanto à saúde quanto a pequenas ações rotineiras, que quando mal executadas podem levar o paciente a sofrer algum tipo de dano decorrente, como acidentes de trânsito devido á sonolência do paciente, alterações cardiovasculares, e cognitivas, entre outros. Vários exames contribuem para diagnóstico dessa síndrome. A polissonografia é o exame padrão ouro, fornecendo informações a respeito da arquitetura do sono. As radiografias cefalométricas também contribuem para o diagnóstico, sendo os principais achados cefalométricos dos pacientes com SAOS incluem-se: maxila e mandíbula retroposicionadas e palato mole alongado; redução da VAS; aumento da dimensão da língua; compostura baixa e anteriorizada e osso hióide deslocado inferiormente (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). A telerradiografia e a cefalometria, além de contribuírem para o diagnóstico, tem importante papel no tratamento dos pacientes com SAOS, uma vez que permitem o planejamento de reposionamento de estruturas ósseas ou tegumentares, por meio de cirurgias e de aparelhos intra-bucais, na tentativa de aumentar o espaço aéreo melhorando a respiração durante o sono (ALBERTINI E SIQUEIRA, 2001). No tratamento da SAOS um dos aparelhos mais utilizados, considerado padrão, é o CPAP. Ele possui um compressor que fica diretamente ligado a uma máscara nasal, criando um mecanismo pneumático de abertura da VAS além de se estender Investigação, 14(6):125-133, 2015 o uso pelo maior período de sono possível. Seus benefícios influem tanto na relação de eliminação da apnéia, agindo provocando um aumento da saturação da oxi-hemoglobina e decaimento dos despertares indesejados causados por paradas respiratórias; o fator limitante para seu uso é a sua não aceitação e adesão por parte do indivíduo. Em termos odontológicos, há uma série de aparelhos intra-orais que podem ser empregados com grande sucesso, principalmente nos casos mais leves, enquanto nos casos mais graves, a contribuição da cirurgia ortognática pode ser decisiva para a melhora das condições respiratórias dos pacientes (DAL FABBRO, CHAVES E TUFIK, 2010). O tratamento da SAOS requer então uma relação médico/ dentista como uma via de mão dupla, pois um aparelho mal indicado e uma cirurgia mal executada podem ser prejudiciais para o paciente. O cirurgião- dentista tem um importante papel no diagnóstico das deformidades craniofaciais associadas à síndrome, podendo assim, encaminhar o paciente para várias das especialidades odontológicas ligadas, visando um diagnóstico definitivo e tratamento multidisciplinar. CONCLUSÃO A partir da revisão de literatura, podemos concluir que: - A literatura médica e odontológica relata que as desordens provocadas pela Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono são muitas e tornam-se mais comuns a cada dia. Devido à sua complexidade, o tratamento requer uma equipe multidisciplinar, onde o cirurgião-dentista deve estar preparado para assumir seu importante papel dentro deste contexto, atuando desde o diagnóstico até o tratamento. - A telerradiografia cefalométrica constitui-se num método simples, prático e de fácil obtenção, que possibilita ao cirurgiãodentista a percepção de possíveis alterações, não se limitando apenas no diagnóstico e tratamento dos problemas inerentes à sua especialidade. Os achados cefalométricos indicam os locais de estreitamento da via aérea desses pacientes, bem como a configuração desvantajosa da mandíbula e do osso hióide, que contribuem para o colapso da via aérea superior sonodependente. - O Cirurgião-Dentista desempenha importante papel no auxílio de reposicionamento das estruturas ósseas ou tegumentares por meio de cirurgias e de aparelhos intra-bucais, com o propósito de aumentar o espaço aéreo e melhorar a respiração durante o sono. - Apesar da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do sono se tratar de uma condição médica, o cirurgião-dentista tem um importante papel no diagnóstico precoce, através dos sinais clínicos, devendo ser capaz de diagnosticar as deformidades craniofaciais. Podendo assim, encaminhar o paciente para um ortodontista, para um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista para o diagnóstico definitivo e um tratamento multidisciplinar. REFERÊNCIAS Albertini R, Siqueira VCV. 2001. 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