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A hormona da fome

DOSSIÊ DO PROFESSOR DESCOBRIR A TERRA 9
DOMÍNIO: VIVER MELHOR NA TERRA
DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO 23
Nome:_________________________________ N.º______ Turma_____ Data: ____/____/____
A hormona da fome
Tudo começou na infância, quando provámos um doce. A área que processa o prazer, situada
no centro do cérebro, acendeu-se. O nervo vago emitiu sinais para o estômago, que começou a
segregar sucos digestivos. O pâncreas começou a produzir insulina. O fígado preparou-se de
modo a acomodar o açúcar, a gordura e o amido que aí vinham. Enquanto se desenrolavam estes
processos, o nosso cérebro arquivava uma ideia simples e inconsciente: os doces são bons.
Para nos conservarmos vivos, o nosso corpo mantém muitos sistemas a funcionar, mas a
maioria deles (circulatório, respiratório, nervoso, endócrino) funciona automaticamente. Comer é
um ato voluntário, de modo que estamos preparados para procurar alimentos sem lhes conseguir
resistir.
A história regista épocas de fome, nunca de comida em excesso. Assim, a Natureza não nos
preparou para o que podia suceder quando os apetites descontrolados fossem, subitamente,
confrontados com recursos inesgotáveis: o que está agora a acontecer.
Os seres humanos da era pós-industrial tornaram-se num grupo sedentário e sobre-alimentado.
Os seres humanos emergiram num mundo em que os alimentos eram escassos, frequentemente
estragados. Por vezes, mordiam esses alimentos, tornando a ideia de comer, quando se podia,
tão simples quanto necessária. Fomos programados para comer muito em especial alimentos
gordos, porque não os obtínhamos frequentemente. (Fomos programados não só para comer
demais, mas também para não reconhecer imediatamente quando atingimos esse ponto). As
pessoas que não perdiam logo o apetite, que conseguiam empanturrar-se e continuar, podiam
viver mais tempo, durante a próxima escassez de alimentos.
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O esquema a seguir reúne os principais intervenientes na decisão de “comer ou não comer”.
Comer ou não comer?
Angústia
Função A fome não está apenas na cabeça. Quando o estômago está vazio, contrai-se,
enviando sinais, pelo nervo vago até ao cérebro.
Efeito A fome afeta tanto os sistemas físicos voluntários como os involuntários. Até é possível
ignorar as contrações, mas um conjunto de outros sinais irá rapidamente aparecer.
Os sentidos
Função O cheiro e a visão da comida podem estimular o apetite. O corpo também deseja uma
variedade de sensações, que é uma das razões por que se pede uma sobremesa depois de comer
um bife.
Efeito Fechar os olhos ou mudar de direção pode ajudar, mas só temporariamente. O corpo
sabe as horas a que costuma comer, pelo que ficará sempre com fome, nessas alturas do dia.
Grelina
(Hormona da fome)
Função Esta hormona, produzida no estômago, envia fortes sensações de fome ao cérebro. É a
sua elevada concentração que faz aumentar a fome, à medida que se aproxima a hora da refeição.
Efeito Quanto maior é a produção desta hormona, maior é a sensação de fome. A cirurgia de
bypass gástrico reduz a produção da grelina, ajudando os pacientes obesos a sentir-se cheios,
durante maiores períodos de tempo.
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Distensão
Função Enquanto se come, o estômago e os intestinos começam a distender-se, enviando
impulsos nervosos ao cérebro, para diminuir o apetite.
Efeito É um processo lento. O estômago pode informar para se parar de comer, mas, durante
uns minutos, o cérebro não prestará atenção à informação.
Colecistoquinina
(CKK)
Função Este péptido, produzido pelo intestino superior, viaja ao longo dos nervos sensoriais
para informar o cérebro, de uma forma mais enfática, de que a refeição acabou.
Efeito O sinal funciona, mas é passageiro. Pode voltar-se a comer, antes de o corpo estar
pronto novamente (sobremesa, por exemplo).
PYY E GLP-1
Função Produzidas nos intestinos, estas hormonas repetem o comando para cessar de comer,
ordenando ao estômago para parar de empurrar a comida, enquanto o restante sistema digestivo
não estiver mais livre.
Efeito É por isso que a sensação de saciedade perdura, horas após se ter comido.
PPARS
Função Recetores reguladores do consumo de energia nas células. Depois de comermos, o
sistema renova-se; as sobras de nutrientes são armazenadas como gordura.
Efeito Quanto mais ativo for o sistema de PPAR, maior a quantidade de gordura queimada. Os
PPAR de pessoas obesas podem trabalhar de forma muito lenta.
Leptina
Função É o regulador de longo prazo do corpo. Produzido nas células gordas, informa o
cérebro de que as reservas de gordura são suficientes, enviando sinais ao hipotálamo e
escondendo alguns sinais de apetite.
Efeito A maior parte das pessoas obesas tem muita leptina, mas não responde normalmente aos
seus sinais.
Proposta de exploração
1. Justifica o título do documento.
2. Explica por que razão “fomos programados”, pela Natureza, para comer em demasia.
3. Comenta a frase sublinhada na afirmação da página 45.
4. Refere o modo como o estômago nos avisa que está vazio.
5. Diz como se denomina a hormona da fome.
5.1. Explica de que modo o bypass gástrico reduz a sensação de fome.
6. Explica o efeito da leptina.
7. Indica o destino do excesso de nutrientes.
8. Refere a função das hormonas PYY e GLP-1.
9. Indica a função da CKK.
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