Brasília Poética
Cantata ao Amanhecer do Planalto
23 de Outubro de 2007
Cantata ao Amanhecer do Planalto
Com as mãos fixas no muro do horizonte,
Paz, cadência e paciência, ergue-se o Sol.
Contempla, de si próprio, os semblantes
no espelho disforme das águas paranoás.
E sorri para as iaras: Lago, lar de belezas!
Luminoso – dote da aurora rara
que desponta singela e morna.
Radioso – tal qual a Calliandra
que o casto Cerrado adorna.
Do Vale-do-Amanhecer
ao rio das Águas-Lindas,
Brasília, a pino, é média
do aonde para onde o viajor se destina.
Cantata em dó-ré-mí-fá: Sol,
Desmantela a severa solidão planaltina!
(singular, singela e morna,
radiosa tal qual calliandra
que casto cerrado adorna)
E meu Anjo-de-Guarda
assopra-me as pálpebras:
- Desperta, corpo inerte,
alenta-te com o pouso da bela manhã!
É Anjo-de-Guerra e grita:
- Alerta, alma candanga,
profana a indiferença vil,
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cultua a fé que faz de ti um refém!
Desperta, alerta, amém!
Ildefonso Sambaíba, poeta maranhense, nasceu em Grajaú.
"Geografia Poética do Distrito Federal", de Ronaldo Alves Mousinho
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