Obstetrícia e Ginecologia - ultrassonografia

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PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2014
PRÉ-REQUISITO – R4
Obstetrícia e Ginecologia / Ultrassonografia
QUESTÃO 1
a) Na 33ª semana evidenciou-se quadro de Pré-eclâmpsia, sobreposta ao quadro de DVHC
que a paciente já apresentava na 14ª semana.
b) A DVHC é caracterizada pela hipertensão arterial verificada na 14ª semana. A Pré
eclampsia sobreposta é caracterizada pelo aumento da PA, hemoconcentração e proteinúria
acima de 300 mg/24h)
c) A paciente deve ser medicada com hipotensor, para tratamento da crise hipertensiva, e
anticonvulsivante (Sulfato de Mg), para prevenir a eclâmpsia.
Hipotensor: Hidralazina 5mg EV, a cada 20 minutos, até 4 doses (20mg), e até a PA estar
controlada (<160x100)
Sulfato de Mg: 4g EV, muito lentamente (15-20 min), seguidos de 2g/h em bomba infusora,
por período entre 24 a 72 horas. Controlar a intoxicação pelo Mg pelos reflexos profundos
que devem estar presentes, e pela FR que deve ser > 16 irpm. A diurese deve ser maior que
25ml/h. Em caso de intoxicação, suspender o Sulfato de Mg e administrar Gluconato de Ca,
1g EV.
d) A altura do fundo uterino indica restrição do crescimento intrauterino que deve ser melhor
avaliada pela medida ultrassonográfica da circunferência abdominal. Deve-se também
investigar a ocorrência de oligodramnia pela mensuração do volume do líquido amniótico na
USG.
e) Mantendo-se a PA controlada e não havendo evidências de comprometimento fetal,
pode-se aguardar a evolução da gravidez até 37 semanas. Havendo boas condições de
assistência neonatal (UTI neonatal) a interrupção pode ser antecipada (35-36 semanas),
com a paciente internada sob estrita vigilância materna e fetal, quando então deve-se
programar a interrupção da gravidez.
QUESTÃO 2
a) Prenhez ectópica e abortamento
b) USG transvaginal
c) Prenhez ectópica: USG revelando massa anexial e útero vazio, podendo até identificar o
Saco gestacional (SG) e/ou embrião fora da cavidade uterina
Abortamento: SG tópico, as características do SG e do embrião/feto esclarecerão a fase
clínica do aborto (ovo anembrionado – ausência de embrião; morte ovular – ausência de
batimentos cardíacos; ameaça de aborto – embrião/feto vivo)
d) Prenhez ectópica: se íntegra e SG < 3,5/4 cm, IG < 6 semanas e ausência de atividade
cardíaca usar Metotrexate IM; se não preencher esses requisitos abordagem cirúrgica
(laparotomia ou laparoscopia) para salpingostomia ou salpingectomia, esta última em casos
de PE rota.
e) Abortamento: ovo anembrionado e aborto retido aguardar expulsão espontânea ou
esvaziamento uterino, na dependência das condições da gestante; ameaça de aborto
conduta expectante, recomendando repouso e abstinência sexual, em alguns casos pode-se
utilizar progesterona.
QUESTÃO 3
a) pH vaginal > 6
Fazer um esfregaço vaginal e, após secar, observar presença de cristalização, tipicamente
em forma de folha de samambaia, no exame a fresco.
Ultrassonografia mostrando oligodramnia importante, em especial em pacientes que não
apresentavam este diagnóstico em exame recente.
b) Rastrear infecção com curva térmica e hemograma
Caso não haja evidência de infecção, aguardar cerca de 12 a 16 horas o início espontâneo
do trabalho de parto. Caso não ocorra, interromper a gravidez.
c) Rastrear infecção com curva térmica e hemograma
Se não houver evidência de infecção, aguardar até 32 semanas e interromper a gravidez,
após uso de corticoide – betametasona 12 mg IM 1x/dia por dois dias.
d) Observa-se parada de progressão da dilatação provavelmente devido a incoordenação
da atividade uterina
e) Caso a parturiente não estivesse submetida a analgesia de parto eficaz deve-se
recomendar o decúbito lateral e promover a analgesia de parto, preferentemente por
anestesia de condução. Durante este processo deve-se monitorar cuidadosamente o bem
estar fetal com cardiotocografia contínua ou intermitente. Caso não seja recuperada a
progressão da dilatação deve-se considerar a interrupção do parto por cesariana.
QUESTÃO 4
a) Sífilis – repetir exame em torno de 30-32 semanas e no pós-parto imediato
Toxoplasmose – repetir sorologia a cada trimestre, orientando paciente sobre os de contrair
a infecção: ingesta carne, legumes e verduras crus, jardinagem sem proteção e contato com
gatos
HIV – repetir cerca de 3 meses antes do parto, habitualmente em torno de 34 semanas
Hepatite – recomendar vacinação após 13 semanas
b) Tratar com o antibiótico que não se apresentar resistente. Caso não tenha sido realizado
o antibiograma, tratar empiricamente com Nitrofurantoína, Norfloxacina ou Ciprofloxacino
c) Considerar 2 modelos de rastreamento:
Realizar TOTG entre 24 e 28 semanas
Ou
Na presença de fator(es) de risco realizar TOTG entre 24 e 28 semanas
Não havendo fatores de risco o rastreamento, neste caso é considerado negativo.
d) Ácido Fólico – iniciar Ácido Fólico 400µg/dia até a 14ª semana
Ferro – iniciar 30mg/dia de ferro elementar a partir da 20ª semana e manter medicação
durante toda a gravidez e aleitamento
e) Solicitar USG para identificar localização SG, vitalidade embrionária e estimativa da IG
após 2 semanas (IG atual 4 semanas).
Se possível, repetir USG entre 11 e 13 semanas para avaliação TN, osso nasal e ducto
venoso.
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