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Intervenções fisioterapêuticas no tratamento da vertigem postural
paroxistíca benigna (vppb)
Diogo Pergentino Silva de Aguiar1
[email protected]
Dayana Priscila Maia Mejia2
Pós-Graduação em Fisioterapia Neurofuncional – Faculdade Ávila
Resumo
O artigo a seguir apresenta as intervenções fisioterapêuticas no tratamento da vertigem postural
paroxística benigna (VPPB). Com isso, segue-se analisando os aspectos conceituais e
anatomofisiológicos da patologia em questão, destacando suas manifestações clínicas,
diagnóstico e exames para o real diagnóstico da VPPB, finalizando com o tratamento
fisioterápico da mesma. Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo descritiva, realizada em
acervos de bibliotecas de nível superior em saúde e bibliotecas virtuais. Conclui-se que diante da
problemática, é necessário um suporte através do fisioterapeuta, centralizado e de qualidade aos
pacientes, buscando sempre o bem-estar e recuperação dos clientes.
Palavras-chave: Intervenções; Fisioterapia; Vertigem Postural Paroxística Benigna.
1. Introdução
De acordo com Campo (2008), a vertigem postural paroxística benigna (VPPB), é uma das
labirintopatias periféricas mais comuns e se origina da deposição de debris ou otólitos no canal
semi-circular posterior na maioria das vezes. As vertigens duram segundos e ocorrem quando a
cabeça do paciente está em determinadas posições. Não há perda auditiva associada. A maioria
dos indivíduos com VPPB estão na quinta década de vida, mas a doença pode acometer pacientes
de qualquer idade. O problema acontece devido algumas alterações mecânicas dentro do labirinto
(formado por cóclea, canais semi-circulares, utrículo e sáculo), nesses dois últimos citados,
encontram-se os otólitos, estruturas estas que auxiliam o cérebro na identificação exata dos
posicionamentos da cabeça, ou seja, qualquer alteração nessas estruturas, ocorre um erro de
informações geradas entre o labirinto e o cérebro, provocando assim as tonturas, vertigens,
náuseas.
Frequentemente o que ocorre é o deslocamento desses otólitos do utrículo e indo vagar pelos
canais semi-circulares (canalitíase ou ductolitíase) ou então as partículas podem se aderir aos
canais semi-circulares (cupulolitíase). Para cada caso desses o tratamento é específico.
Alguns autores, tais como Resende et al (2003) destacam que, a vertigem posicional
paroxística benigna (VPPB) é o tipo de vertigem posicional mais frequente. O diagnóstico
é clínico e o tratamento é feito através de movimentos específicos com a cabeça, chamados de
manobras de reposicionamento, entre elas a Manobra de Epley, como explicam Epley (1992) e
Hilton; Pinder (2003). Configurando assim o importante problema de atenção médica versus a
falta de preparo de alguns profissionais fisioterapeutas no atendimento adequado do indivíduo
com VPPB, surgindo assim o interesse pela temática abordada.
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Pós-Graduado em Terapia Intensiva da Sobrati.
Orientadora: Fisioterapeuta, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, Mestrado em Bioética e Direito.
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Segundo Duncan, Schmidt & Giugliani (1996), neste tipo de vertigem ocorre um desprendimento
de cristais minerais das células ciliares do órgão otolítico utricular, que flutuam livremente no
canal semicircular posterior ou aderem à cúpula deste canal. Em geral, não é encontrada a causa,
mas este distúrbio pode ser devido a trauma, infecções virais ou alterações isquêmicas ou
degenerativas, sendo que um distúrbio labiríntico pode ser complicado por diminuição da
acuidade visual, espondilose cervical ou problemas ortopédicos, embora especialmente no idoso,
vertigens e quedas tenham etiologia multifatorial.
Um paciente de VPPB se queixa de episódios breves de vertigem, precipitados por uma alteração
rápida na posição da cabeça, de modo que movimentos da cabeça para um lado, geralmente ao
virar na cama, deitar ou levantar, olhar para cima ou curvar-se, provocam ataques de vertigens
com duração de alguns segundos, não havendo alterações auditivas e após um ataque mais
intenso, uma sensação de desequilíbrio pode persistir por horas. Os ataques cessam em algumas
semanas ou poucos meses, na medida em que os cristais se dissolvem na endolinfa, podendo
haver recorrência e, nos pacientes idosos, persistência.
Estima-se com o artigo desenvolvido, contribuir de maneira holística para os acadêmicos de
fisioterapia, bem como para com os fisioterapeutas especialistas em unidade de terapia intensiva,
bem como proceder a frente ao atendimento a esse clientes.
2. Vertigem postural paroxística benigna: aspectos conceituais e anatomofisiológicos
Conforme bibliografias históricas pesquisadas, caracteriza-se por vertigem súbita e fugaz,
associada a determinados movimentos da cabeça (HERDMAN, 1997).
De acordo com Ganança et al (1997), a prevalência de afecções no sistema vestibular é maior no
sexo feminino, principalmente com o aumento da idade, sendo que os tipos mais frequentes são a
vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) e a doença de Menière.
A vertigem posicional paroxística benigna tem como causa mais comum a disfusão vestibular
periférico, principalmente nos idosos, conforme Pereira; Scaff (2001). Tipicamente, o paciente
como VPPB descreve crises vertiginosas súbitas (de caráter rotatório), desencadeadas por
mudanças bruscas da posição da cabeça.
Brandt (1991) comenta que a VPPB não é apenas induzida por uma mudança da posição da cabeça
em relação a gravidade, mas sim por movimentos rápidos da cabeça. Os ataques da VPPB
poderiam ser evitados se o movimento fosse realizado lentamente (TROOST; PATTON, 1992).
Bularmaqui et al (2005) considera que:
A VPPB é um problema da orelha interna, que se apresenta em surtos curtos, porém
intensos de vertigem rotatória. Podemos inferir pelo nome com que é conhecida, que é
uma entidade cujo principal sintoma é a sensação de tontura giratória, desencadeada pela
mudança brusca de posição da cabeça do paciente, que ocorre de maneira imprevisível e
súbita, não sendo muito séria nem tampouco progressiva. Embora chamada de benigna, a
sensação de incapacidade dada aos seus portadores e o extremo desconforto elicitado aos
pacientes não nos deve levar a banalizar sua ocorrência (BULARMAQUI et al, 2005).
O sistema vestibular se divide em sistema vestibular periférico, que compreende o labirinto, e o
sistema vestibular central, que compreende os núcleos vestibulares e as vias vestibulares do tronco
cerebral. O labirinto consiste de duas partes: o vestíbulo (utrículo e o sáculo) e os canais
semicirculares (DANGELO; FATTINI, 1997).
A orelha interna é composta por uma série de câmaras cheias de líquido. Dentre estas câmaras
encontramos os 3 canais semicirculares que são responsáveis, em parte, por sentir movimento e
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manter equilíbrio. Os 3 canais (anterior, lateral, e posterior) são orientados em ângulos
aproximadamente retos (90º.) um em relação ao outro (BULAMARQUI et al, 2005).
O movimento do fluido dentro destes canais permite ao cérebro sentir a rotação da cabeça em
todas as três direções em espaço (por exemplo esquerda-direito, adiante-para trás e de cima-para
baixo). Os 3 canais são conectados por uma câmara grande, chamada de vestíbulo labiríntico
(BULAMARQUI et al, 2005).
A função do sistema vestibular é a de sentir as forças de aceleração lineares e rotacionais.
A mais importante dessas forças é a força linear da gravidade. Como o sistema vestibular
faz parte do ouvido interno e, portanto, localiza-se dentro da cabeça, é a aceleração da
cabeça que é sentida. O sáculo e o utrículo são importantes na percepção da posição da
cabeça em relação à gravidade e na orientação dos deslocamentos lineares, detectam as
acelerações lineares (MENON; SAKANO; WECKX, 2000).
Os canais semicirculares são sensíveis às acelerações angulares. Estes exercem ação sobre
o equilíbrio dinâmico. As informações do labirinto são levadas aos núcleos vestibulares,
onde é realizada a coordenação geral do equilíbrio. Além do sistema vestibular, o sistema
visual e proprioceptivo também são responsáveis pela manutenção do equilíbrio, sendo
que o sistema muscular também desempenha um importante papel (SANVITO, 2000).
Descompensação é o estado de alteração do equilíbrio corporal resultante de lesão unilateral
abrupta do sistema vestibular. Esta ocasiona a crise labiríntica com sintomas e sinais auditivos e
vestibulares, podendo ocorrer manifestações neurovegetativas. A compensação é um mecanismo
de recuperação funcional da perturbação do equilíbrio corporal causado por uma lesão vestibular
(GANANÇA, 1997).
Os mecanismos de compensação procuram eliminar a assimetria entre o sistema vestibular direito
e o esquerdo elaborando respostas vestibulooculomotoras e vestibuloespinhais destinadas a manter
não só a estabilização da visão durante os movimentos cefálicos como também o adequado
controle postural.
Idade avançada, a permanência em imobilidade, privação sensório-motora, lesões do tronco
cerebral e várias drogas como barbitúricos, ansiolíticos, anestésicos, agonistas de acetilcolina,
podem retardar a compensação (OLIVEIRA, 1994).
Ocorre pela deposição de debris (otólitos) na cúpula (cupulolitíase ou pelo debris lutando
livremente pela endolinfa de algum dos canais semi-circulares do labirinto
(canaliculolitíase). O canal semi-circular é estimulado pelo movimento destas partículas
em resposta a gravidade. A cúpula do canal semi-circular tem a mesma gravidade
específica da endolinfa e não é sensível a gravidade, e quando o paciente coloca o canal
semi-circular em uma determinada posição, as partículas movem endolinfa com elas e
causam delecção da cúpula. A resposta a gravidade-dependente inesperada do canal semicircular leva a sensação de vertigem pelo paciente. A maioria dos casos de VPPB é
desvida a débris no canal semi-circular posterior, mais essas partículas também podem
adentrar os canais lateral e superior (CAMPO, 2008).
As vestibulopatias são divididas em dois grandes grupos de acordo com a sua origem: as
síndromes vestibulares periféricas (labirintopatias) e as centrais. Uma vez que o sistema vestibular
é, do ponto de vista fisiológico, altamente integrado, é importante comentar que em todas as
afecções labirínticas existem alterações centrais funcionais como conseqüência das próprias
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alterações periféricas. Por conseguinte, o conceito de doença periférica ou central é
exclusivamente anatômico (ZUCCO, 2010).
A causa provável da VPPB é o deslocamento de pequenos cristais de carbonato de cálcio
que flutuam pelo fluido da orelha interna e golpeiam os terminais nervosos sensíveis da
cúpula e existentes no término de cada canal semicircular, ampolas. Estes cristais,
conhecidos como otoconias, normalmente se dissolvem ou saem do vestíbulo em poucas
semanas, deixando de causar sintomas. Porém, em alguns pacientes, estes cristais ficam
enclausurados nas câmaras do equilíbrio e periodicamente causam sintomas. É
reconhecido que as otoconias soltas tendem a se depositar no canal semicircular
posterior, uma vez que por sua posição espacial ele teria a porção mais caudal de todo o
sistema, servindo de ralo para os cristais (BULAMARQUI et al, 2005).
2.1 Avaliação do paciente na VPPB
A avaliação fisioterapêutica do paciente com disfunção vestibular deve constar de uma avaliação
funcional, verificação do grau de independência na marcha, estado em que o paciente se
encontrava no momento da avaliação, avaliação de força muscular e mobilidade, avaliação
postural, avaliação de equilíbrio, propriocepção e coordenação, perguntas relacionadas aos
sintomas vestibulares, sobre as crises, problemas auditivos e oculares, testes para verificar a
presença ou não de nistagmo e uma avaliação de qualidade de vida do paciente (ZUCCO, 2010).
2.2 Manifestações clínicas, diagnóstico e intervenções no tratamento da VPPB
O sintoma principal das vestibulopatias é a tontura, que é definida como a sensação de
perturbação do equilíbrio corporal, podendo ser rotatória (vertigem) ou não . A tontura decorre de
lesão do sistema vestibular periférico ou central em cerca de 85% dos casos (GANANÇA et al,
1999). Numa pesquisa realizada por BENTO et al (1998) com 230 (146 mulheres e 84 homens)
indivíduos com suspeita de distúrbio vestibular, o tipo de tontura mais freqüente foi a
instabilidade, seguida de vertigem.
Outros sintomas, direta ou indiretamente relacionados à afecção vestibular, podem ocorrer:
cefaléia, escurecimento da visão, nistagmo, distúrbios de sono, zumbidos, perda auditiva entre
outros (ALBERNAZ et al, 1997 apud ZUCCO, 2010).
A vertigem de origem súbita com duração de 10 a 20 segundos em certas posições cefálicas: as
posições incluem rolar na cama para uma posição lateral, levantar da cama, olhar para cima e
para trás. A vertigem podem ou não estar associada a náusea. Os pacientes não apresentam perda
auditiva adicional, não apresentam nistagmos espontâneos e têm um exame neurológico normal
(CAMPO, 2008).
Conforme os autores Maia et al (2001) e Boaglio et al (2003), o diagnóstico da VPPB baseia-se
na história clínica e no exame físico, uma vez que a vertigem e o nistágmo podem ser
reproduzidos no consultório. Duas são as manobras para verificar a presença desta vertigem e
reproduzi-la, o teste de Dix-Hallpike e o teste do posicionamento lateral.
A avaliação fisioterapêutica do paciente com disfunção vestibular deve constar de uma
avaliação funcional, verificação do grau de independência na marcha, estado em que o
paciente se encontrava no momento da avaliação, avaliação de força muscular e
mobilidade, avaliação postural, avaliação de equilíbrio, propriocepção e coordenação,
perguntas relacionadas aos sintomas vestibulares, sobre as crises, problemas auditivos e
oculares, testes para verificar a presença ou não de nistagmo e uma avaliação de
qualidade de vida do paciente (ZUCCO, 2010).
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Thomson et al (1994) apud Zucoo (2010), sugerem uma escala para a monitorização da tontura.
Esta escala pode ser utilizada para monitorar cada exercício. Deve-se considerar uma escala de
tontura de 1 a 4:
1. Sem tontura;
2. Ligeira tontura (fraca);
3. Tontura moderada;
4. Tontura forte.
Juntamente com uma escala de resolução de A, B, C, D:
A. Passa rapidamente;
B. Passa em menos de 6 minutos;
C. Passa em 5-10 minutos;
D. Leva mais de 10 minutos para passar.
Os exames de imagem são reservados para os pacientes sem nistagmos característicos,
que têm alteração em seus exames neurológicos ou que não respondem ao tratamento.
Uma ressonância magnética com gadolíneo endovenoso é o melhor exame de imagem
para avaliar a presença de tumores de ângulo ponto-cerebelar e de fossa posterior. O
audiograma e o timpanograma são normais. O diagnóstico da VPPB é feito observando o
nistagmo característico quando o examinador faz a manobra de Dix-Hallpike. Há uma
latência de 1 ou 2 segundos antes do inicio do nistagmo e da vertigem. O nistagmo é
uma mistura de componentes torsional e vertical e é geotrópico (bate para baixo e
rotatório). O nistagmo ocorre no plano do canal semi-circular posterior e a fase rápida é
no sentido do canal estimulado. O nistagmo e a vertigem decrescem em cerca de 20
segundos. O nistagmo é fatigável, ou seja vai diminuindo se a manobra de Dix- Hallpike
for repetida outras vezes (CAMPO, 2008: 132).
A manobra é realizada da seguinte forma:
- o paciente sentado em uma maca é movido pelo examinador com certa rapidez da posição
supina com a cabeça levemente pendurada atrás da cabeceira e segurada pelo examinador;
- a cabeça está sempre inclinada a 45o na horizontal para o lado do canal semi-circular a ser
testado durante toda a manobra (isso colocal o canal semi-circular no plano sagital);
- os olhos do paciente são então observados pelo examinador para verificar a presença de
nistágmos característicos; a manobra é então repetida para o outro lado (CAMPOS, 2008).
Tanto o nistagmo quanto a vertigem reduzirão em velocidade e intensidade e cessarão depois de
15 a 20 segundos. Se a cabeça não for movida, nenhum sintoma adicional acontecerá. Quando o
paciente sentar de novo, a vertigem ocorrerá novamente, mas por um período mais curto de
tempo e em menor intensidade.
Não deve haver sintomas com a manobra par o lado oposto. Ocasionalmente para confirmar a
extensão da deficiência orgânica de orelha interna, um electronistagmograma (ENG) poderá ser
solicitado (BULAMARQUI, 2008).
Bulamarqui (2008) descreve que uma vez confirmado o diagnóstico de VPPB e a qual a orelha
afetada, a primeira medida é a orientação ao paciente de evitar deitar no lado afetado.
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Normalmente, medicamentos antivertiginosos não são recomendados, pois causam sedação.
Evitando a posição provocante, os pacientes podem permanecer sem os sintomas. Se deixada sem
tratamento, a condição entra em remissão dentro de algumas semanas.
O tratamento primário da VPPB envolve manobras específicas para reposição dos
otólitos para dentro do utrículo. A manobra pode ser repetida se o paciente ainda estiver
assintomático. 80% dos pacientes estarão curados com uma única manobra de
reposicionamento. A mais utilizada, é a de Epley. Outras manobras, como a de Epley
modificada ou a de Semont, e exercícios de reabilitação labiríntica podem ser utilizados
para os pacientes sintomas resistentes a primeira manobra ou ao tratamento clínico.
Pacientes com VPPB intratável com manobras de reposicionamento e que não tem
patologias intracranianas nos exames de imagem, podem ser submetidos ao tratamento
cirúrgico, que inclui procedimento de oclusão do canal semi-circular posterior (que tem
alto índice de sucesso) ou uma neurectomia do nervo singular, que corta a inervação do
canal semi-circular posterior mas que é tecnicamente difícil e tem um risco maior de
perda auditiva para o paciente (CAMPO, 2008).
Recentemente, investigadores constataram que uma técnica simples e bem tolerada de terapia
física, executada no consultório médico poderia aliviar a vertigem em uma alta porcentagem de
pacientes. O Procedimento de Reposicionamento de Epley tem sido proposto, sendo baseado no
uso da gravidade para posicionar os cristais em uma posição mais distante dos terminais
nervosos, em uma área da orelha interna que não cause nenhum problema. Às vezes, um vibrador
é apoiado na mastóide para “liberar” as partículas e melhorar o sucesso do procedimento
(BULAMARQUI, 2008).
Cerca de 75% de pacientes ficam livres dos sintomas com uma manobra. Esta
porcentagem aumenta com tratamentos repetidos. Após a manobra, os pacientes não
devem deitar horizontalmente durante 48 horas, procurando dormir reclinados sobre
travesseiro alto ou em cadeiras reclináveis. Após estas primeiras 48 horas o paciente
deve evitar deitar sobre a orelha doente por pelo menos uma semana após o tratamento.
Se inclinar para frente, pegar coisas em prateleiras altas ou se agachar deve ria ser
evitado durante esta semana. Estas instruções ajudam a impedir que os cristais se movam
no labirinto (BULAMARQUI, 2008: 38).
A manobra consiste em fazer uma série de modificações posturais cervicais que reposicionam os
cristais nos canais semicirculares. Inicialmente o paciente fica sentado em uma maca, em seguida
deita-se em decúbito dorsal, torce a cabeça para o lado onde a prova de Dix-Hallpike é positiva,
em seguida roda a cabeça para o lado oposto e vira o decúbito para a mesma lateral e, finalmente
volta à posição sentada (BULAMARQUI, 2008).
A manobra de Dix-Hallpike refere-se a um procedimento de avaliação para detecção de VPPB.
Quando se confirma a VPPB por ductolitíase ou canalitíase, ao posicionar o paciente com a
cabeça pendente, pode surgir um nistagmo, associado com vertigem e náusea, conforme Silva;
Moreira (2000) apud Zucco (2010), assim como destacam Cipriano (1999) e Menon; Sakano
(2000) que deve ser investigado a presença de disfunção temporomandibular, problemas
psicológicos e insuficiência da artéria vértebro-basilar (através da rotação e inclinação da
cabeça).
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Os objetivos da fisioterapia para o tratamento das vertigens ou tonturas são: treinar a coordenação
dos movimentos oculares, o equilíbrio estático e dinâmico, melhorar o condicionamento físico
geral e possibilitar ótimo desempenho nas atividades funcionais (TEIXEIRA; PRADO, 2009),
Raramente, quando as técnicas de reposicionamento de otólitos falharam, nos casos mais
sérios com repercussão intensa das atividades diárias do paciente, pode-se lançar mão da
intervenção cirúrgica. Há vários procedimentos que podem ser considerados nestas
situações, tais como a neurectomia singular ou seção posterior do nervo ampolar, o
procedimento de obliteração do canal semi-circular posterior e a seção do nervo
vestibular, já mencionada (BULAMARQUI, 2008).
A reabilitação vestibular (RV) procura restabelecer o equilíbrio por meio de estimulação e
aceleração dos mecanismos naturais de compensação, induzindo o paciente a realizar o mais
perfeitamente possível os movimentos que estava acostumado a fazer antes de surgir a tontura,
conforme Ganança et al (1999) apud Zucco (2010).
De acordo com Silva; Moreira (2000), existem os Exercícios de Cawthorne-Cooksey, que são
exercícios posturais com movimentos de cabeça, pescoço, olhos e podendo associá-los com a
marcha, descrito abaixo na escala de Herdman (1998) apud Zucco (2010).
- na cama: movimentos com os olhos pra cima e para baixo; movimentos com os de um lado ao
outro; focalizar o dedo e afastá-lo e aproximá-lo; movimentar a cabeça para trás e
para frente e movimentar a cabeça de um lado
para o outro.
- sentado: realizar todos os movimentos que foram realizados na cama; encolher os ombros e
realizar movimentos circulares e curvar-se para frente e recolher objetos do chão.
- em pé: realizar todos os movimentos que foram realizados na cama; mudar da posição circulares
sentada para a em é com os olhos abertos e fechados; jogar uma bola de uma mão para outra
acima do nível dos olhos; jogar bola de uma mão para outra abaixo do joelho e ir de sentado para
em pé realizando uma volta entre as duas posições.
- em movimento: uma pessoa no centro de um círculo que jogará uma bola sendo-lhe devolvida;
atravessar a sala com olhos abertos depois fechados; subir e descer uma rampa com os olhos
abertos e depois fechados; subir e descer degraus com os olhos abertos e depois fechados e
qualquer jogo que implique em flexão para baixo e frente, alongamento e pontaria (bocha etc.).
Silva; Moreira (2000) destacam que outro recurso utilizado é a estimulação plantar e na
região cervical, baseadas na propriocepção. As estimulações plantares são realizadas
através de técnicas proprioceptivas como por exemplo equilíbrio com almofada sob os
pés. O objetivo é aumentar a atividade cerebelar para aumentar a postura estática e
dinâmica do paciente. Na região cervical, convém a aplicação das técnicas tradicionais
de sensibilização com texturas e proprioceptivas. A eletroestimulação cervical também
pode ser adotada.
Ganança et al (1995), descreve ainda que outro método que pode ser utilizado na
eletroestimulação cervical é o aparelho semelhante ao TENS, cujo o mesmo tem como objetivo
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promover uma estimulação em fibras proprioceptivas com influência no reflexo cérvico-espinhal,
para propiciar uma ativação ascendente até ao nível dos núcleos vestibulares, simulando as
informações que deveriam vir do labirinto acometido.
Tendo resultados positivos, diminuindo por volta da metade o tempo de acamação do paciente,
restabelecendo progressivamente o equilíbrio corporal (GANANÇA et al, 1999).
Nas crises de forte vertigem postural (VPPB), há indicação de exercícios específicos de
reabilitação vestibular, denominados de manobras liberatórias (GANANÇA; CAOVILLA, 1998),
descritas nas tabelas abaixo:
REPOSICIONAMENTO CANALICULAR DE EPLEY
A manobra se destina à VPPB unilateral e consiste em sessão
única com uma série de posicionamentos cefálicos, com a
colaboração do fisioterapeuta. O paciente é colocado
rapidamente no posicionamento que provoca a vertigem, com a
cabeça pendente virada para um dos lados, por três a quatro
minutos. A cabeça é girada lentamente para o lado oposto, em
que o paciente também costuma ter tontura. O paciente a seguir
é girado para este mesmo lado e a cabeça é virada até o nariz
apontar 45 graus para baixo, por três a quatro minutos. O
paciente é finalmente sentado de modo lento e se sentir tontura
a manobra deve ser repetida.
Tabela 1. Reposicionamento canicular de Epley.
Fonte: GANANÇA et al (1999).
MANOBRA DE BRANDT-DAROFF
BRANDT e DAROFF (1980) realizaram uma pesquisa com 67
pacientes com VPPB realizando uma manobra no qual
primeiramente o paciente é posto em decúbito lateral do mesmo
lado do ouvido interno acometido, durante dois a três minutos e
posteriormente é posto em decúbito lateral do lado contrário ao
acometido. Sessenta e seis dos pacientes tratados obtiveram um
alívio completo dos sintomas entre um período de três a
quatorze dias. Dois dos 66 pacientes relataram uma crise de
VPPB meses depois, sendo novamente realizada a terapia nos
pacientes e então não mais referiram vertigem. Todos os
pacientes foram acompanhados durante três anos. O paciente
que não relatou melhora com a terapia apresentava uma fistula
perilinfática.
Tabela 2. Manobra de Brandt-Daroff.
Fonte: BRANDT e DAROFF (1980).
MANOBRA LIBERATÓRIA DE SEMONT
Para a VPPB de canais semicirculares verticais é realizada com
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o paciente deslocando-se da posição sentada para o decúbito
lateral do lado em que o nistagmo de posicionamento é
desencadeado, mantendo a cabeça inclinada 45 graus para cima
em relação ao plano da maca, por três minutos. O examinador,
segurando a região cervical juntamente com a cabeça do
paciente, promove o deslocamento corporal rápido e contínuo
do mesmo até o decúbito lateral oposto (aceleração rápida
seguida de desaceleração rápida), mantendo o alinhamento da
cabeça e do pescoço com o restante do corpo. Na posição final,
a cabeça fica inclinada 45 graus para baixo em relação ao plano
da maca, com o nariz apontando para o solo (GANANÇA et al,
2001).
Tabela 3. Manobra Liberatória de Semont.
Fonte: (GANANÇA et al, 2001).
Considerando que certos erros alimentares costumam agravar ou até mesmo causar vertigens e
outros tipos de tontura, algumas recomendações podem ser úteis, desde que não haja nenhuma
contra-indicação médica (GANANÇA et al, 1999).
Algumas medidas preventivas podem ser: evitar jejum prolongado; diminuir o uso de café e
bebidas cafeinadas; evitar o fumo, pois de acordo com Kim et al (2000) a nicotina é capaz de
produzir nistagmo pela excitação que provoca nas vias do sistema vestibular central; evitar
ingestão de álcool, etc.
Os resultados de dietas nutricionais em pacientes com vertigem de origem metabólica
costumam reduzir os sintomas. Não há uma droga específica para tratar a vertigem de
cada distúrbio do sistema vestibular. Vários medicamentos não apenas tem um efeito
antivertigionoso e/ou antiemético. Os medicamentos antivertiginosos não tratam a
doença em si, somente controlam os sintomas (GANANÇA et al, 1999).
Douglas (2002) aborda que na maioria dos casos, essas posições cefálicas envolvem a extensão
rápida do pescoço, geralmente com a cabeça virada para um dos lados, ou as inclinações cefálicas
laterais na direção do aparelho vestibular afetado. Os sintomas são geralmente reproduzidos
quando o paciente vira de um lado para o outro, embora comumente seja identificada pelo
indivíduo a posição cefálica ofensiva.
3. Material e métodos
Tratou-se de uma pesquisa bibliográfica, descritiva, buscando autores que enfatizam o tema
VPPB e outros autores que abordam o assunto de um modo geral e holístico. Para Marconi;
Lakatos (2010), a pesquisa abrange toda a bibliografia já tornada pública em relação ao termo de
estudo.
Para Prestes (2007), a pesquisa descritiva é aquela que o pesquisador direciona sua observação
aos fenômenos do mundo físico e humano sem intervir nos mesmos, por meio de fatos as quais
são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados. Quanto a pesquisa
bibliografica, procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas, pode ser
realizada independentemente, ou como parte de outros tipos de pesquisa
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Foram utilizados livros e documentos tais como: teses, capítulos de teses, livros, capítulos de
livros, anais de congressos ou conferências, relatórios técnico-científicos e publicações
governamentais. Além dessas bases de dados, utilizou-se as bibliotecas da unidade de ensino
superior de Manaus.
4. Resultados e Discussão
Após a pesquisa realizada, observou-se que a VPPB é uma patologia que pode acometer qualquer
idade, porém observa-se maior prevalência em idosos. As manobras que podem ser utilizadas
pelos fisioterapeutas com eficácia comprovada é a manobra de Epley, adotada no período inicial
e/ ou pós-terapêutico.
As manobras terapêuticas para a VPPB são a manobra liberatória de Semont, a manobra de
reposicionamento dos debris de estatocônios de Epley, os exercícios de Brandt & Daroff e a
manobra de Lempert. As manobras terapêuticas variam de acordo com o canal semicircular
acometido.
Algumas análises feitas mostram que a VPPB é uma das formas mais comum de labirintite,
apresentando sintomas como tonturas ou vertigens ao realizar movimentos simples do dia-a-dia
como levantar, deitar, abaixar, rolar na cama, pegar algo acima da cabeça ou abaixo.
Essas crises geralmente duram segundos a minutos, interferindo ou até mesmo incapacitando a
realizações de atividades.
Os exercícios de Herdman para incrementar a adaptação vestibular são propostos para aumentar o
ganho do reflexo horizontal e vertical e a tolerância aos movimentos da cabeça. São utilizados
para a hipofunção unilateral. Os exercícios para incrementar a estabilização da postura estática e
dinâmica podem ser utilizados para pacientes com desequilíbrio e/ou quedas.
As bibliografias analisadas destacam que é possível observar uma sequência dos principais
aspectos que envolvem o paciente vertiginoso e a reabilitação vestibular, adotando as técnicas
descritas no decorrer do artigo, proporcionando assim um cuidado humanizado, o bem-estar
físico e psíquico do cliente, e a eficácia no tratamento realizado.
5. Conclusão
Chega-se então a conclusão da necessidade visível em esclarecer e orientar aos futuros
fisioterapeutas e profissionais já formados sobre a patologia Vertigem Postural Paroxística
Benigna, sua fisiopatologia, diagnóstico e tratamento necessário, melhorando assim o
atendimento a esses clientes.
A vertigem postural paroxística benigna (VPPB) é uma entidade que pode ser bastante
desabilitante, dependendo de sua intensidade e atividades desempenhadas por seus portadores.
Após análise das bibliografias pesquisadas, observou-se que os indivíduos com queixas de
vertigem em tratamento fisioterapêutico não possuem qualquer alteração em suas estruturas
corporais.
Porém há diversas alterações possíveis das funções corporais, que afetam as atividades e
participações, podemos citar vertigem cervicogênica, nistagmo característico, analisado após
teste de Dix-Hallpike, o que consequentemente caracteriza a VPPB.
A utilização da manobra de Epley, resulta positivamente e de forma eficaz, mantendo os
resultados por pelo menos 3 meses após a sua utilização, não necessitando de variantes ou
associação com outras terapias para atingir um bom resultado terapêutico na VPPB, conforme
bibliografias analisadas.
Assim, posso afirmar que a reabilitação vestibular é eficaz no tratamento dos sintomas
decorrentes de disfunções vestibulares, diminuindo a intensidade, frequência e duração dos
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mesmos. O que resulta na melhora do bem-estar físico e psíquico do paciente e uma melhoria na
qualidade de vida deste.
Visto que, um fisioterapeuta preparado sobre esta patologia, assume um papel integrante para
com o paciente, na qual através da atenção e dedicação ao tratamento dos indivíduos com queixas
de VPPB, acaba por ampliar o campo de para o profissional, tratando e intervindo assim de
maneira humanizada ao paciente em tratamento, estimulando a necessidade de uma maior
preparação do fisioterapeuta para intervir nesta área, e então assumir seu papel no tratamento das
vestibulopatias.
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