portaria nº 451, de 10 de julho de 2002

Propaganda
PORTARIA Nº 451, DE 10 DE JULHO DE 2002
O SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE, no uso de suas atribuições legais,
Considerando que a angioplastia arterial periférica associada ao uso de prótese
endovascular extracardíaca consolidou-se como método de tratamento
intervencionista e desde sua introdução, adquiriu um papel destacado no tratamento
dos estreitamentos (estenoses) artérias e venosas, oclusões arteriais, aneurismas,
pseudoaneurismas, dissecções arteriais e fístulas artério-venosas;
Considerando que o aprimoramento dos cateteres utilizados, associado ao aumento
da experiência das equipes médicas, permite que grande parte das doenças
vasculares sejam passíveis de tratamento percutâneo, e
Considerando que o uso de próteses endovasculares extracardíacas permite que
pacientes mais graves e com lesões mais complexas possam ser submetidos a
intervenções por cateter, deixando de ser submetidos à revascularização ou a
derivações cirúrgicas, o que aponta para a redução da mortalidade hospitalar, resolve:
Art. 1º - Aprovar, na forma do Anexo I desta Portaria, as Diretrizes para o Implante de
Prótese Endovascular Extracardíaca, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.
§ 1º - O implante de Prótese Endovascular Extracardíaca somente poderá ser
realizado por hospitais previamente cadastrados e classificados como Centros de
Referência em Cirurgia Endovascular de Alta Complexidade de Nível I ou II, de acordo
com o estabelecido na Portaria SAS/MS Nº 450, de 10 de julho de 2002, e hospitais
previamente cadastrados e classificados como Centros de Referência em Assistência
Cardiovascular de Alta Complexidade de Nível I ou II, de acordo com o estabelecido
na Portaria SAS/MS nº 227, de 04 de abril de 2002;
§ 2º - Os procedimentos que poderão ser realizados e próteses que poderão ser
utilizadas pelos Centros de Referência cadastrados relacionados a seus respectivos
Níveis de complexidade estão estabelecidos na Portaria SAS/MS nº 450, de 10 de
julho de 2002.
Art. 2º - Estabelecer, para os casos de implante de prótese endovascular
extracardíaca, a obrigatoriedade do preenchimento do formulário "Registro Brasileiro
de Prótese Endovascular Extracardíaca", de acordo com modelo constante do Anexo
II desta Portaria, utilizando-se a tabela de códigos de opção contida no Anexo III e as
instruções para o preenchimento, contidas no Anexo IV.
§ 1º - O objetivo deste Registro é o de formar uma base de dados sólida que permitirá
aos órgãos governa mentais e às Sociedades Médicas:
a - planejar ações e orientar os investimentos na área da saúde;
b - acompanhar/controlar os pagamentos aos Centros de Referência;
c - avaliar os pacientes submetidos ao implante;
d - validar a garantia dos produtos implantados.
§ 2º - O Banco de Dados gerado pelo Registro poderá ser acessado por qualquer
profissional de saúde, hospital ou fabricante ligado à área, preservados os aspectos
éticos, por meio de consulta ao Centro de Controle de Alta Complexidade Cirurgia
Endovascular ou à Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Departamento de Cirurgia Endovascular, Sociedade Brasileira de Cirurgia
Cardiovascular, Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
e/ou a Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista;
§ 3º - Os hospitais e seus médicos deverão preencher o formulário estabelecido no
presente Artigo, em 04 (quatro) vias, observando as instruções de preenchimento
estabelecidas e a tabela de códigos de opção constante do Anexo III;
§ 4º - Uma vez preenchido o formulário, suas vias terão a seguinte destinação:
a - 1ª Via - deverá ser enviada em papel e em meio magnético, em lotes
mensais, ao Centro de Controle de Alta Complexidade Cirurgia Endovascular,
situado na Praça Oswaldo Cruz, 124, conjunto 51A, CEP 040004-070, Bairro
Paraíso, São Paulo, SP, que se encarregará de providenciar cópias para as
Sociedades relacionados no § 2° deste Artigo.
b - 2ª Via - deverá ser enviada ao fornecedor do produto;
c - 3ª Via - deverá ser enviada à Secretaria Estadual de Saúde, do Distrito
Federal ou Secretaria Municipal de Saúde (nos municípios em Gestão Plena do
Sistema Municipal), de onde houver sido realizado o implante;
d - 4ª Via - deverá ficar arquivada no prontuário do paciente.
§ 5º - O preenchimento e envio dos formulários de acordo com a presente norma são
obrigatórios para todos os implantes a partir da publicação desta Portaria;
§ 6º - O envio dos formulários, de acordo com o estabelecido no § 4º deste Artigo,
deverá ocorrer no mês imediatamente posterior ao da realização do implante, sendo
que o não cumprimento das normas ora estabelecidas pelos Centros de Referência
em Cirurgia Vascular de Alta Complexidade e pelos Centros de Referência em
Assistência Cardiovascular de Alta Complexidade implicará no seu descadastramento.
Art. 3º - Estabelecer que a entrega de cada prótese ao hospital, pelos fornecedores de
próteses endovasculares, cujos produtos devem ser registrados na Agência Nacional
de Vigilância Sanitária - ANVISA, deverá ser feita com a apresentação de 04 (quatro)
vias do formulário "Registro Brasileiro de Prótese Endovascular Extracardíaca".
Art. 4º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
RENILSON REHEM DE SOUZA
ANEXO I
DIRETRIZES PARA O IMPLANTE DE PRÓTESE ENDOVASCULAR
EXTRACARDÍACA
As tentativas iniciais de realização da angioplastia arterial percutânea coincidem com
as primeiras técnicas idealizadas para tratar as doenças arteriais periféricas. A
angioplastia idealizada, inicialmente, por Dotter em 1964 e descrita para tratar lesões
periféricas apresentava limitações técnicas que impediram a sua imediata difusão.
Após 1970, Gruntzig desenvolveu o cateter de dupla luz que veio a revolucionar as
técnicas endovasculares. Apesar de Dotter já haver proposto a utilização de uma
prótese de sustentação intraluminal (¿stent¿) em 1969, somente em 1983, com os
trabalhos experimentais de Dotter e Cragg, os stents passaram a ser incluídos no
armamentário terapêutico. Bem antes que estas técnicas fossem utilizadas para o
tratamento das lesões coronarianas, a angioplastia arterial periférica associada ao uso
de stents havia se consolidado como método de tratamento intervencionista.
Define-se como sucesso do tratamento intervencionista percutâneo os casos
que angiograficamente mostrem lesão residual menor que 30%, ausência de gradiente
translesional significativo e com boa resposta clínica relativa ao território tratado.
As intervenções vasculares endovasculares realizadas com implante de stent
seguirão recomendações divididas em três classes fundamentais adaptadas da
literatura médica considerando-se, ainda, a etiologia da obstrução e o resultado de
eventual tratamento por angioplastia por balão, conforme segue-se :
Classe I: Há consenso quanto à indicação do implante de stent. O consenso é
resultado de estudos randomizados ou de opinião majoritária de especialistas.
Classe II: Há controvérsia quanto à indicação do implante de stent.
Classe III: Há consenso quanto à falta de indicação ou contra-indicação do
implante de stent.
O uso destes dispositivos protéticos implantáveis em substituição ao
tratamento por cirurgia aberta é uma tendência mundial. As indicações incluem o
tratamento dos estreitamentos (estenoses) arteriais e venosos, oclusões arteriais,
aneurismas, pseudoaneurismas, disseccões arteriais e fístulas artério-venosas,
agrupadas em 06 itens conforme a semelhança de diretriz para sua indicação.
A - Diretrizes para implante de próteses endovasculares em doença obstrutiva
da aorta , veias, vasos viscerais, e artérias das extremidades
Classe I :
1. Coarctação aórtica localizada, do adulto ou adolescente, com gradiente
maior ou igual a 20 mm Hg;
2. Estenose sintomática focal, severa, da aorta infra-renal, menor que 4
centímetros de extensão;
3. Estenose ou oclusão sintomática no sistema ilíaco-femoral, uni ou bilateral,
com extensão menor que 3 centímetros, sem comprometimento da origem da
artéria femoral superficial ou da porção distal da artéria poplítea;
4. Estenose focal, de até 1 centímetro de extensão, no sistema tíbio-fibular;
5. Estenose focal dos enxertos de safena femoro-poplíteos ou femoro-tibial ou
de bypass aorto-renal;
6. Estenoses venosas localizadas ou compressão venosa extrínseca.
Classe II:
1. Coarctação aórtica localizada, no adulto ou adolescente, com gradiente
maior que 10 a 15 mm Hg;
2. Coarctação aórtica após 1 ano de idade com anatomia favorável;
3. Estenose sintomática no sistema ilíaco-femoral, com extensão de 3 a 10
centímetros ou estenoses focais seqüenciais, sem comprometimento da origem
da artéria femoral comum;
4. Oclusão da artéria ilíaca comum unilateral;
5. Estenose sintomática da artéria femoral, não envolvendo o território poplíteo;
6. Múltiplas lesões do território femoro-poplíteo, cada uma com menos de 3
centímetros de extensão;
7. Dilatação de lesões únicas ou múltiplas do sistema femoro-poplíteo com o
objetivo de melhorar o enchimento distal para correção cirúrgica posterior;
8. Múltiplas lesões focais, menores que 1 centímetro cada, nos vasos tibiais ou
fibulares;
9. Aneurismas arteriais associados a estenose;
10. Estenoses associadas com enxertos extra-anatômicos.
Classe III:
1. Coarctação aórtica com longo segmento estenótico;
2. Doença difusa envolvendo a aorta e as artérias ilíacas (extensão maior que
10 centímetros ou múltiplas estenoses);
3. Múltiplas lesões, com calcificação importante e de mais de 5 centímetros de
extensão no território femoro-poplíteo;
4. Oclusão completa da artéria femoral comum ou superficial ou da artéria
poplítea e doença extensa ou oclusão da trifurcação tibial;
5. Estenose ilíaca em paciente com aneurisma da aorta abdominal ou outra
patologia aorto-ilíaca de correção cirúrgica;
6. Doença extensa ou difusa dos vasos tibiais e fibulares;
7. Estenoses maiores que 5 a 10 centímetros de extensão nos enxertos de
safena.
B - Diretrizes para implante de prótese endovasculares recoberta em aneurismas e
dissecção da aorta e de outros vasos , pseudo aneurismas e fístulas
Classe I:
1. Dissecção da aorta do tipo B ou suas variantes (hematoma intra-mural ou
úlcera penetrante da aorta) complicadas por dor intratável, rotura, isquemia
visceral ou expansão;
2. Aneurisma verdadeiro da aorta torácica descendente com diâmetro total
mínimo de 5,5 cm, aneurisma roto ou com sinais de rotura iminente (rápida
expansão ou dor);
3. Aneurisma verdadeiro da aorta abdominal sintomático (dor) com diâmetro
igual ou maior que 4 cm de total;
4. Aneurisma verdadeiro da aorta abdominal com diâmetro igual ou maior que 4
cm, complicado (rotura, rápida expansão, compressão de estruturas
adjacentes);
5. Aneurisma verdadeiro da aorta abdominal assintomático de diâmetro maior
ou igual a 5 cm sem tortuosidade ou com tortuosidade discreta;
6. Fístulas artério-venosas e pseudoaneurismas
Classe II:
1. Dissecção da aorta do tipo B , oligosintomática ou assintomática, porém com
persistência de alto fluxo na falsa luz e diâmetro total da aorta maior ou igual a
40 mm;
2. Variantes da dissecção oligosintomática ou assintomática, com anatomia
favorável para o tratamento endovascular, caracterizada por colos proximal e
distal bem definidos e curta extensão;
3. Dissecção da aorta do tipo A com fenda de entrada única na aorta torácica
descendente (caracterizando extensão retrógrada da delaminação), sem
reentrada na aorta ascendente ou arco da aorta.
4. Rotura traumática da aorta com anatomia favorável à intervenção
endovascular conhecida;
5. Aneurisma verdadeiro da aorta abdominal assintomático com diâmetro maior
ou igual a 5 cm com acentuada tortuosidade ou artérias ilíacas de pequeno
diâmetro;
6. Dissecção da aorta abdominal, quer seja com acometimento local exclusivo
quer seja como tratamento complementar da dissecção da aorta torácica, bem
como as disseccões traumáticas;
7. Rotura traumática da aorta.
Classe III:
1. Dissecção aórtica do tipo B estável sob tratamento clínico, com trombose
parcial ou total da falsa luz;
2. Dissecção aórtica comprometendo o arco da aorta;
3. Dissecção da aorta do tipo A;
4. Aneurismas de até 4 cm de diâmetro total assintomático;
5. Aneurismas com diâmetro maior que 4 cm e com acentuada tortuosidade.
C - Diretrizes para implante de próteses endovasculares em doenças obstrutivas das
artérias renais
Classe I:
1. Estenose Renal Aterosclerótica (ERA) > 70%, uni ou bilateral, com rim > 7
cm pelo ultrassom com uma ou mais das seguintes situações clínicas:
hipertensão de difícil controle (necessidade de duas ou mais drogas),
insuficiência renal progressiva, insuficiência renal aguda (aumento de 20% da
creatinina sérica) induzida por inibidores da ECA ou antagonistas do receptor
AT1, edema agudo de pulmão recorrente, insuficiência cardíaca refratária e
angina estável ou instável refratária;
2. Complicação ou restenose da angioplastia com balão da fibrodisplasia
muscular.
Classe II:
1. Estenose > 70% da artéria do rim transplantado com hipertensão de difícil
controle (necessidade de duas ou mais drogas hipotensores) ou disfunção do
enxerto não relacionada a rejeição;
2. ERA > 70% com mínima ou nenhuma repercussão clínica.
Classe III:
1. ERA < 50%;
2. Oclusão crônica da artéria renal;
3. ERA > 70% e rim < 7 cm pelo ultrassom;
4. ERA > 50% com mínima ou nenhuma repercussão clínica.
D - Diretrizes para implante de prótese endovasculares em doenças obstrutivas das
artérias carótidas e tronco supra aórtico
Classe I:
1. Pacientes sintomáticos com estenose > 50% ou assintomáticos com
estenose > 80% da bifurcação da carótida e que tenham contra-indicação ou
alto risco para endarterectomia por co-morbidade ou por anatomia desfavorável
(cirurgia ou radioterapia cervical prévia, bifurcação alta ou estenose acima da
segunda vértebra cervical - C2);
2. Pacientes sintomáticos ou assintomáticos com estenose > 60% da artéria
vertebral , tronco braquiocefálico , origem da carótida comum ou artéria
subclávia , devido a complexidade e riscos da cirurgia convencional;
3. Endarterectomia prévia ou restenose pós endarterectomia.
Classe II:
1. Pacientes sintomáticos com estenose > 50% ou assintomáticos com
estenose > 80% e que tenham indicação de endarterectomia e anatomia
favorável para stent.
Classe III:
1. Falta de acesso arterial periférico (femoral e braquial)
2. Acotovelamento carotídeo peri-estenose.
3. Lesões longas, irregulares, com imagem de trombo e sintoma recente.
4. Calcificação extensa.
5. Falta de indicação para endarterectomia.
E - Diretrizes para implante de filtro de veia cava
Classe I:
1. trombose venosa profunda ou embolia pulmonar comprovadas com condição
que contra indique a anticoagulação
2. embolia pulmonar recorrente apesar de anticoagulação adequada
3. complicações hemorrágicas que impliquem em suspensão do tratamento
anticoagulante
4. pós embolectomia pulmonar
Classe II:
1 - trombose ilio - femoral com trombo maior que 5 cm e cauda flutuante;
2 - embolia pulmonar séptica;
3 - embolismo pulmonar crônico em pacientes com hipertensão e cor
pulmonale;
4 - doença cardiopulmonar avançada em paciente que não tolerará novo
episódio de tromboembolismo;
5 - profilaxia de TVP em pacientes portadores de neoplasia;
6 - pacientes cirúrgicos de alto risco;
7 - TVP OU EP em grávidas.
Classe III:
1 - TVP ou EP em pacientes com boa resposta ao tratamento anticoagulante.
F - Diretrizes para implante de derivação transjugular intrahepática porto-sistêmica
(TIPS)
Classe I:
1 - Sangramento agudo de varizes, refratário ao tratamento médicofarmacológico e endoscópico, em pacientes de alto risco para derivação
cirúrgica, pacientes cirróticos candidatos a transplante hepático;
2 - Profilaxia de ressangramento por varizes em pacientes Child-Pugh B ou C
que não responderam à profilaxia endoscópica-farmacológica, especialmente
aqueles em lista de espera para transplante hepático;
3 - Ascite não responsiva à tratamento clínico em pacientes cirróticos
candidatos a transplante hepático.
Classe II:
1. Pacientes cirróticos Child C com insuficiência renal e/ou encefalopatia
hepática;
2. Sindrome de Budd-Chiari;
3. Sindrome hepatorrenal.
Classe III:
1 - Pacientes cirróticos com carcinoma hepatocelular e/ou infeção ativa;
2 - Profilaxia primária de sangramento digestivo por hipertensão portal
ANEXO III
REGISTRO BRASILEIRO DE PRÓTESE ENDOVASCULAR EXTRACARDÍACA
TABELA DE CÓDIGOS PARA PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO
DADOS PESSOAIS DO PACIENTE
Sexo
M - Masculino
F - Feminino
Raça
B - Branca
N - Negra
M - Mestiça
A - Amarela
D - Dado não definido
DADOS CLÍNICOS
Dados clínicos Prévios
Fatores de Risco
01 - Diabetes (D)
02 - Hipercolesterolemia (C)
03 - Hipertensão arterial (II)
04 - Tabagismo (T)
05 - D + C
06 - D + II
07 - D + T
08 - C + II
09 - C + T
10 - H + T
11 - D + C + H
12 - C + H + T
13 - H + T + D
14 - D + C + H + T
15 - Cirrose com hipertensão portal (HP)
16 - Ascite (A)
17 - Hemorragia (H)
18 - HP + A
19 - HP + H
Cirurgia de Revascularização ou Angioplastia Coronária prévia
1 - Não realizada
2 - Angioplastia Coronária
3 - Angioplastia Coronária com implante de Stent
4 - Cirurgia de Revascularização Miocardica prévia
5 - Cirurgia de Revascularização Miocardica e intervenção coronária
percutânea prévias
Angioplastia/Implante de Stent Periférico prévio
1 - Não realizado
2 - Realizado no mesmo segmento
3 - Realizado em outro segmento, mas correspondendo ao mesmo território ou
membro
4 - Em outro território, membro ou órgão contra-lateral
Cirurgia de Restauração arterial prévia
1 - Não realizada
2 - Realizada para o mesmo segmento
3 - Realizada em outro segmento, mas correspondendo ao mesmo território ou
membro
4 - Em outro território, membro ou órgão contra-lateral
INDICAÇÃO CLÍNICA
Sintomas / Motivo do Implante
01 - Assintomático
02 - Claudicação intermitente não limitante (> 200m)
03 - Claudicação moderada (50 - 200m)
04 - Claudicação severa (< 50m)
05 - Dor isquêmica no repouso
06 - Úlcera ou necrose menor
07 - Necrose maior
08 - AVC prévio relacionado à artéria tratada
09 - AVC prévio não relacionado à artéria tratada
10 - Síndrome do roubo ou insuficiência vértebro-basilar
11 - Hipertensão arterial
12 - Alteração da função renal
13 - Disfunção visceral relacionada à obstrução
14 - Embolização distal
15 - Aneurisma assintomático
16 - Aneurisma sintomático
17 - Aneurisma roto
18 - Dissecçcão arterial espontânea
19 - Dissecção arterial secundária à manipulação vacular
20 - Fístula arterio-venosa
21 - Outra
22 - Hemorragia Digestiva
23 - Ascite refratária
24 - Espera transplante hepático
Grupo do Procedimento
1 - Doença obstrutiva da aorta, veias, vasos viscerais e artérias das
extremidades
2 - Aneurisma e dissecção da aorta e de outros vasos, pseudo-aneurismas e
fístulas
3 - Doenças obstrutivas das artérias renais
4 - Doenças obstrutivas das artérias carotidas
5 - Implante de filtro de veia cava
6 - Implante TIPS
Exames Não Invasivos
1 - Não realizado
2 - Realizado, comprovando o diagnóstico e indicação
3 - Realizado sem confirmação precisa do diagnóstico
DADOS ANGIOGRÁFICOS E TERRITÓRIO TRATADO
Território Tratado
01 - Membro inferior
02 - Membro superior
03 - Aorta abdominal
04 - Aorta torácica
05 - Artérias ilíacas
06 - Carótidas
07 - Vertebrais
08 - Troncos arteriais supra-aórticos
09 - Artérias renais
10 - Artérias viscerais
11 - Veias ilíacas ou veia cava
12 - Rim transplantado
13 - Outras veias
14 - Tronco celíaco
15 - Arteriografia hepática
16 - Portografia
Etiologia Provável
1 - Aterosclerose
2 - Arterites ou aortites
3 - Fibrodisplasia
4 - Trauma
5 - Cirrose
6 - Hipertensão portal
57- Outra
Extensão da Doença
1 - Não se aplica
2 - Restrita ao segmento tratado
3 - Lesão > 50% distal ao segmento tratado sem indicação para intervenção
4 - 2 + oclusão do segmento ou órgão contra-lateral
5 - 3 + oclusão do segmento ou órgão contra-lateral
6 - 2 + doença (lesão > 50%) do território ou órgão contra-lateral sem indicação
para intervenção percutânea
7 - 3 + doença (lesão > 50%) do território ou órgão contra-lateral sem indicação
para intervenção percutânea
8 - Bilateral com indicação para intervenção
Lado Tratado
1 - Não se aplica
2 - Direito
3 - Esquerdo
4 - Ambos
Condição de Implante do Stent
1 - Eletivo
2 - Emergência
INFORMAÇÃO SOBRE O IMPLANTE
Dados do Implante do Stent
Médico Responsável (nome, por extenso, sem abreviaturas, assinatura e carimbo)
Assinalar área de atuação (Angiologia, Cardiologia Intervencionista, ou Radiologia)
Hospital (nome por extenso, sem abreviaturas, e carimbo)
CNPJ (antigo CGC) do Hospital - número completo (certificar-se de sua correção)
Data do Implante - data do procedimento (dia, mês e ano com quatro algarismos)
Prótese de sustentação endovascular extracardíaca. Estas informações dizem respeito
às características do Stent propriamente dito.
- Fabricante - nome do fabricante por extenso, em letra de forma.
- Modelo - nome completo
- Número da série - copiar o número da série impresso no selo de identificação
do produto.
RESULTADOS
Dados Angiográficos de Avaliação do Implante
Categoria
01 - Não se aplica
02 - Categoria I
03 - Categoria II
04 - Categoria III
05 - Categoria IV
06 - Aneurisma
07 - Pseudo aneurisma
08 - Fístula arterio-venosa
09 - Dissecção
10 - Ulceração
11 - Aneurisma aorto abdominal tipo A
12 - Aneurisma aorto abdominal tipo B
13 - Aneurisma aorto abdominal tipo C
14 - Aneurisma aorto abdominal tipo D
15 - Aneurisma aorto abdominal tipo E
Local da Lesão
1 - Não se aplica
2 - Aorto -ostial
3 - Proximal
4 - Medial
5 - Distal
6 - Bifurcação de ramo
Cálcio
1 - Não se aplica
2 - Ausente
3 - Presente
Trombo
1 - Não se aplica
2 - Ausente
3 - Presente
Extensão
1 - Não se aplica
2 - Até 20mm
3 - 20 - 50mm
4 - > 50mm
Grau da Lesão Pré
1 - Não se aplica
2 - > 50 - 70%
3 - > 70 - 99%
4 - 100%
Grau da Lesão Pós
1 - Não se aplica
2 - 10%
3 - 10 - 30%
4 - > 30%
Métodos Quantitativos de Monitorização do Implante
Angiografia Quantitativa
1 - Sim
2 - Não
Ultra-som intravascular
1 - Sim
2 - Não
Gradiente translesional
1 - Sim
2 - Não
Ultra-som não invasivo
1 - Sim
2 - Não
Farmacologia Adjunta
Aspirina
1 - Sim
2 - Não
Ticlopidina
1 - Sim
2 - Não
Heparina não Fracionada
1 - Sim
2 - Não
Clopidogrel
1 - Sim
2 - Não
Antagonistas de GP lib/IIIa
1 - Sim
2 - Não
Heparina de baixo peso molecular
1 - Sim
2 - Não
Resultado do Procedimento
Sucesso
1 - Sim
2 - Não
Causas do Insucesso
1 - Não se aplica, pois houve sucesso
2 - O Stent não ultrapassou a lesão alvo
3 - O Stent ultrapassou mas não dilatou a lesão alvo
4 - Oclusão aguda
5 - Não resolução do aneurisma (¿leak¿)
6 - Não fechamento da fístula
7 - Dissecção extensa /ruptura
Manejo do Insucesso
1 - Não se aplica pois houve sucesso
2 - Evolução clínica
3 - Redilatação com balão, somente
4 - Redilatação com implante de novo Stent
5 - Cirurgia de emergência
Complicações Maiores
01 - Não se aplica, pois houve sucesso
02 - Disfunção grave de órgão/membro tratado
03 - Disfunção grave de órgão/membro não tratado
3.1 - Rim
3.2 - Coração
3.3 - Cérebro
3.4 - Pulmão
3.5 - Fígado
3.6 - Intestino
3.7 - Membros
04 - Óbito
MOTIVO PARA FECHAMENTO DO ARQUIVO
1 - Óbito ou complicação clínica grave, após introdução do Stent na via de
acesso arterial, sem liberação no local-alvo
2 - Perda do Stent na circulação sistêmico
3 - Liberação inadvertida fora da lesão-alvo
4 - Paciente recebeu fígado transplantado
ANEXO IV
REGISTRO BRASILEIRO DE PRÓTESE ENDOVASCULAR EXTRACARDÍACA
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DOS FORMULÁRIOS
O Registro Brasileiro de Prótese Endovascular Extracardíaca tem por finalidade
cadastrar todos os implantes percutâneos - stents, formando um registro nacional
deste procedimento. Este banco de dados poderá ser acessado por qualquer
profissional de saúde, hospital ou fabricante, ligado à área Intervencionista vascular
periférica, preservados os aspectos éticos, por meio de consulta à Sociedade
Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Periférica, à Sociedade Brasileira de
Cirurgia Cardiovascular, à Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e à Sociedade
Brasileira de Radiologia Interven-cionista.
Seu objetivo principal é formar uma base de dados sólida que permita aos
órgãos governamentais e à Sociedade Médica orientar os investimentos na área da
Saúde. Além disto, deverá ter importância fundamental para o acompanhamento dos
pagamentos dos hospitais, para a avaliação dos pacientes submetidos ao implante e
validação da garantia dos produtos implantados.
Como as informações contidas no Registro Brasileiro de Prótese Endovascular
Extracardíaca são digitadas e arquivadas de modo informatizado, é imprescindível que
os formulários sejam preenchidos com letra de forma legível, assinados pelo médico e
carimbados.
Os dados a serem cadastrados no Registro Brasileiro de Prótese Endovascular
Extracardíaca foram separados em seus grupos: Dados Pessoais, Dados Clínicos,
Dados Angiográficos, Informações sobre o Implante, Resultados e Fechamento do
Arquivo. É fundamental que os formulários sejam preenchidos corretamente, de
acordo com o prontuário hospitalar do paciente.
I - DADOS PESSOAIS DO PACIENTE
Estes campos devem ser preenchidos com:
- Nome completo do paciente (sem abreviaturas), em letra de forma;
- Endereço onde o paciente reside (rua e complemento);
- CEP (Código de endereçamento postal, com oito dígitos), correspondente ao
endereço de residência do paciente;
- Cidade onde o paciente reside; U.F. (Estado onde o paciente reside);
- Telefone do paciente (os 05 campos iniciais, entre parênteses, são para o
DDD e os restantes para o número do telefone do paciente). Exemplo: telefone de São
Paulo: 5085-4259 deverá ser preenchido com se segue: (0XX 11) 50854259
- Sexo do paciente (vide tabela de código do formulário).
- Raça (vide tabela de código do formulário).
- Data de nascimento do paciente (dia, mês e ano com quatro algarismos).
II - DADOS CLÍNICOS
Este grupo de informações concentra-se nos dados clínicos prévios relevantes
(incluindo os fatores de risco para doença aterosclerótica), procedimento
intervencionista e/ou cirúrgicos prévios no leito vascular, na indicação clínica ou motivo
principal para o implante e nos exames não invasivos realizados previamente à
intervenção.
II.1 - Dados clínicos prévios - Estes campos correspondem a informações
relativas a condições prévias, que tenham influência na evolução da doença e/ou do
procedimento executado.
- Fatores de risco: condições comprovadamente relacionadas ao aparecimento
e evolução da doença aterosclerótica. Optou-se pelos quatros de maior influência ou
maior relevância: diabetes (D), hipercolesterolemia (C), hipertensão (II), tabagismo (T).
Na situação de pacientes com cirrose e hipertensão portal (HP), ascite(A) e
hemorragia digestiva (H), vide tabela de códigos do formulário, na qual há opções para
fatores que apareçam isoladamente ou em combinações.
- Os procedimentos realizados previamente no leito vascular coronário e/ou
periféricos adquirem importância não só como comorbidade que denota maior risco
para o paciente mas também, como dado epidemiológico da doença aterosclerótica
avaliada globalmente. Em relação aos itens Angioplastia / Implante de Stent extracardíaco prévio e cirurgia de restauração arterial prévia observe sempre se o
procedimento que está sendo realizado é para o mesmo segmento (o que caracteriza
uma reintervenção) ou se o segmento em questão é proximal ou distal ao previamente
tratado (3 - outro segmento, mas correspondendo ao mesmo território ou membro).
Outros locais ou mesmo órgão e membro colateral, usar opção 4.
II.2 Indicação Clínica
II 2.1 - Sintomas/motivo do implante - Foram considerados conjuntamente os
sintomas e motivo para o implante por englobarem uma ampla variedade de
indicações para diferentes territórios e apresentações da patologia vascular. Na
situação de cirrose e/ou hipertensão portal são relevantes o motivo hemorragia, ascite
e preparo do paciente para transplante. Deverá ser escolhida uma indicação principal
para o procedimento ainda que mais de uma condição clínica esteja presente na
apresentação.
Por exemplo: para o paciente com claudicação e alterações tróficas escolher
úlcera ou necrose quando presentes ao invés de dor isquêmica no repouso. Para
tratamento de obstrução renal quando presentes hipertensão e disfunção renal
escolher a que for mais grave para o paciente. Caso a indicação não seja devido a
doença obstrutiva e não haja uma condição clínica como alternativa adequada optar
pelo motivo do implante como aneurisma assintomático ou sintomático, dissecção
arterial espontânea, etc.
II 2.2 - Grupo do Procedimento - Conforme estabelecido nas diretrizes para
implante de prótese vascular periférico os procedimentos foram agrupados em 05 itens
para facilitação didática conforme consta no anexo II desta portaria. Escolher o que
adapta-se adequadamente.
II 3 - Exames não Invasivos - Estes campos referem-se aos procedimentos não
invasivos que tenham sido feitos ou não previamente ao procedimento. Entre as
opções disponíveis além da não realização do exame constam se o mesmo comprova
a indicação e o diagnóstico, ou se o mesmo não foi preciso ou suficiente para tal.
III - DADOS ANGIOGRÁFICOS
Este grupo de informações refere-se aos dados obtidos da angiografia
realizada previamente ou no ato da intervenção.
Dele constam: etiologia provável, território e lado tratado quando se aplicarem,
condição do implante (eletiva ou urgência) e o item extensão da doença, aplicável a
doença vascular obstrutiva e que merece consideração especial.
O item 1 deverá ser usado quando não se tratar de doença obstrutiva.
O item 2 é para doença restrita ao segmento tratado (ex.: lesão ilíaca como
indicação da intervenção sem doença de femorais e das artérias da perna. Lesão renal
unilateral onde será realizada a intervenção, etc).
O item 3 será usado para doença distal além do segmento tratado sem
indicação para intervenção (ex.: lesão ilíaca com oclusão de femoral).
O item 4 associa o item 2 (doença restrita) com a oclusão total do segmento ou
órgão contra-lateral (ex.: implante de Stent em artéria renal direita com a esquerda
ocluída).
O item 5 faz a associação do item 3 (doença distal ao segmento tratado) com
oclusão do segmento ou órgão contra-lateral (ex.: lesão ilíaca direita objeto da
intervenção com oclusão de femoral direita e de ilíaca esquerda).
Utiliza-se o item 6 quando a doença está restrita ao segmento tratado em um
lado, porém há obstrução > 50% no território ou órgão contra-lateral sem indicação
para tratamento (ex.: lesão ilíaca direita objeto da intervenção com oclusão de femoral
esquerda).
O item 7 é para a situação angiografica em que além de doença distal ao
segmento tratado o território ou órgão contra-lateral exibe lesão > 50% sem indicação
para intervenção (ex.: lesão ilíaca direita associada a obstrução no outro lado, não
passíveis de intervenção).
O item 8 é para doença bilateral de território ou órgão, ambas com indicação
para intervenção.
IV - INFORMAÇÕES SOBRE O IMPLANTE
Este grupo de informações refere-se ao procedimento propriamente dito,
constando dele os dados relativos ao operador, ao hospital em que foi realizado o
implante, à data do procedimento e às características da prótese em especial.
IV.1 Dados do Implante do Stent
- Médico responsável - nome completo, sem abreviaturas, em letra de forma.
Segue-se, na mesma linha, a assinatura e o carimbo do operador, e sua área
predominante de atuação.
- Hospital - nome completo, sem abreviaturas, em letra de forma e carimbo do
hospital.
- CNPJ (antigo CGC) do hospital - depois de certificar que se trata do número
correto, escreva-o na linha correspondente.
- Data do implante - data do procedimento (dia, mês e ano com quatro
algarismos).
IV.2 Prótese de sustentação endovascular extracardíaca Estas informações
dizem respeito às características do stent propriamente dito.
- Fabricante - nome do fabricante por extenso, em letra de forma.
- Modelo - nome completo.
- Número da série - copiar o número da série impresso no selo de identificação
do produto.
V - RESULTADOS
Estes dados referem-se aos parâmetros angiográficos que devem caracterizar
cada uma das lesões: aos métodos quantitativos de monitorização do implante; à
farmacologia adjunta e aos resultados do procedimento propriamente dito.
V.1 Dados angiográficos de avaliação do implante.
Neste item, caso esteja sendo tratada uma lesão obstrutiva deve-se
caracteriza-la conforme segue-se:
- Categoria I: Lesões para as quais a ATP é o procedimento de escolha. O
resultado do tratamento dessas lesões implica em uma taxa de sucesso técnico alta e
alívio completo de sintomas ou normalização de gradientes de pressão;
- Categoria II: Lesões para as quais a ATP é bem apropriada. O tratamento
resulta em alívio completo ou melhoria significativa dos sintomas, pulsos ou gradientes
de pressão. Esta categoria inclui lesões tratadas com procedimentos percutâneos que
serão seguidos de by-pass cirúrgico para tratar doença vascular em vários níveis;
- Categoria III: Lesões são viáveis para terapia percutânea, mas por causa da
extensão da doença, local ou severidade, o tratamento percutâneo tem uma chance
moderada de sucesso técnico inicial ou benefício a longo prazo comparado com bypass cirúrgico. Todavia, a ATP pode ser executada, geralmente, por causa de fatores
de risco do paciente ou por causa da falta de material satisfatório para realizar um bypass;
- Categoria IV: São achadas 4 lesões ou mais com doença vascular extensa. A
terapia percutânea tem um papel muito limitado por causa de baixa taxa de sucesso
técnico ou pobre benefício em longo prazo. Em pacientes com risco cirúrgico muito
alto ou quando nenhum procedimento cirúrgico for aplicável a ATP pode ter lugar.
Do contrário, utilize a opção que melhor caracteriza a doença tratada. O
aneurisma da aorta abdominal deve ser classificado conforme as opções abaixo:
V.2 - Local da Lesão - Definido em relação à localização da lesão no vaso
tratado. Escolher a opção que melhor caracterize a complexibilidade do caso (ex.
bifurcação e proximal. Escolher o item bifurcação).
- Em relação aos demais itens (cálcio, trombo, extensão, grau da lesão pré e
pós), verificar, caso se aplique, a opção que melhor caracteriza a lesão.
V.3 - Métodos quantitativos de monitorização do implante - Assinalar o método
quantitativo que, acrescido à angiografia convencional, guiou a liberação da prótese e
a avaliação do resultado final. Mais de um Método poderá ser utilizado, bastando
constar, para cada um deles, a opção 1 > sim ou a opção 2 > não.
V.4 - Farmacologia Adjunta - Pós - stent indicar as drogas empregadas,
segundo as opções apontadas na tabela de códigos do formulário.
V.5 - Resultado do Procedimento
- O sucesso (opção 1) é caracterizado pela presença de lesão residual inferior
a 30% e pela ausência de complicações maiores, a saber: cirurgia de emergência,
disfunção grave de órgãos e óbito.
- Causas de insucesso - se o paciente tiver apresentado sucesso, opte pelo
item 1 (não se aplica). Ler com atenção os itens de 2 a 7, na tabela de códigos do
formulário, que caracterizam todas as causas de insucesso, antes de assinalar a
opção correta.
- Manejo do insucesso - novamente, opte por 1 (não se aplica). Se houver
sucesso. As opções de 2 a 5 referem-se aos manejos possíveis no caso de insucesso.
- Complicações maiores - assinale a opção 01, quando houver sucesso (não se
aplica); a opção 02 refere-se a grave disfunção do órgão ou membro tratado. Caso
haja grave disfunção de órgão ou membro não tratado escolha a opção específica
para a complicação (3.1 rim, 3.2 coração, etc.). Opte sempre pela complicação de
maior significado (óbito, caso este seja o desfecho da complicação).
VI - FECHAMENTO DO ARQUIVO
Este campo deverá ser preenchido nas situações nas quais o paciente deixe de
receber a prótese no local-alvo, o que pode ocorrer em três circunstâncias: opção 1:
óbito ou complicação clínica grave (edema agudo de pulmão, acidente vascular
cerebral etc...), após o médico ter introduzido o stent na via de acesso arterial, sem ter
tido a oportunidade de liberá-lo à altura da lesão, devido ao evento súbito. Opção 2:
nos casos em que ocorrer impossibilidade técnica de avanço do stent no interior do
vaso, até a lesão-alvo e, na tentativa de resgate, o stent despreender-se do cateterbalão, perdendo-se na circulação sistêmica. Opção 3: liberação inadvertida fora da
lesão alvo. Opção 4: paciente recebeu transplante hepático.
Download