FACULDADE DE MEDICINA NOVA ESPERANÇA TRABALHO DE

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FACULDADE DE MEDICINA NOVA ESPERANÇA
TRABALHO DE BIOQUÍMICA
INTOLERÂNCIA À FRUTOSE
JOÃO PESSOA
2009
TRABALHO DE BIOQUÍMICA
INTOLERÂNCIA À FRUTOSE
Trabalho apresentado ao Professor
Doutor Homero Perazzo Barbosa
pelos alunos: Ana Núbia, Eduardo
Franklin, Isadora Ísis,
Monique,
Patrícia, Ryan Kleber e Tiago
Gomes como parte do processo
avaliativo referente à disciplina de
Bioquímica.
JOÃO PESSOA
2009
SUMÁRIO
Introdução.................................................................................................................03
Desenvolvimento......................................................................................................04
 Frutose e erros inatos do metabolismo...........................................................04
 Intolerância hereditária à frutose.....................................................................04
 Tipos de ocorrência.........................................................................................05
 Frutose............................................................................................................05
 Metabolismo da Frutose..................................................................................06
 Prevenção.......................................................................................................07
 Sintomas.........................................................................................................08
 Diagnóstico.....................................................................................................08
 Tratamento......................................................................................................10
 Alimentos permitidos/proibidos.......................................................................11
 Curiosidades...................................................................................................12
Conclusão................................................................................................................13
Bibliografia...............................................................................................................14
INTRODUÇÃO
O nosso trabalho fala de uma doença chamada Intolerância á Frutose,
desenvolvida no organismo de pessoas que apresentam reação negativa à ingestão
de frutose, que é uma forma simples de açúcar encontrado em vários alimentos
processados, especialmente nas frutas. Entretanto, é metabolizado de forma
diferente da sacarose e glicose. A frutosemia caracteriza-se por ser uma patologia
do tipo autossômico recessiva. É causada pela ausência da enzima frutose-1-fosfato
aldolase.Como conseqüência, haverá uma grave alteração no intestino delgado, pois
o organismo não poderá metabolizar os açúcares em partículas capazes de serem
absorvidas pelo organismo. Caso não seja tratada, os sintomas serão: hipoglicemia,
convulsões, disfunções hepáticas e até mesmo a morte. Em nosso trabalho
abordaremos a definição da frutose citando os benefícios do seu consumo, as
características da frutosemia, diagnóstico, como tratar quando já apresenta-se
instalada, e também como se dá a prevenção. Além disso, mostraremos como é
importante estar atento aos sintomas dessa doença que, por ser rara, por vezes é
ignorada pela classe médica.
DESENVOLVIMENTO
Frutose e erros inatos do metabolismo
Na prática clínica a frutose pode estar associada a erros inatos do
metabolismo. Tais erros têm baixa incidência e os sintomas, quando presentes, são
inespecíficos. As principais alterações associadas a esses distúrbios são
hipoglicemia e acidose metabólica. Os erros inatos ligados à frutose são: Frutosúria
Essencial, Deficiência da Frutose-1,6-Difosfatase e Intolerância Hereditária à
Frutose. Em nosso estudo, objetivaremos a análise do último tipo de erro inato
citado, também chamado Frutosemia.
Intolerância hereditária à frutose
O primeiro relato de intolerância hereditária à frutose foi efetuado por
Chambers e Pratt, em 1956. Seu reconhecimento como tal foi feito em 1976, quando
descobriram que a administração de frutose em pessoas afetadas provocava uma
grave hipoglicemia.
A forma de transmissão dessa doença é a herança autossômica recessiva,
sendo os pais, via de regra, normais. A incidência é de aproximadamente 1:20.000 é
igual em ambos os sexos e tem apresentação variável.
Alguns pacientes são extremamente sensíveis à frutose, enquanto outros
podem tolerar quantidades moderadas. A atividade da aldolase B pode variar de
indetectável até 15% a 30% do normal. As manifestações dependem da introdução
de alimentos que contenham frutose. Nas crianças amamentadas exclusivamente ao
seio materno a sintomatologia inicia-se quando a criança passa a receber alimentos
com frutose, o que ocorre normalmente por volta do sexto mês de vida. A criança
apresenta náuseas, vômitos e hipoglicemia após a ingestão de alimentos com
sacarose ou frutose, geralmente suco de laranja.
As crianças com intolerância hereditária à frutose que sobrevivem até os seis
primeiros meses de vida têm prognóstico melhor, uma vez que nessa idade tendem
a recusar alimentos que contenham frutose. Esse comportamento protetor é
chamado Pavlov, que é uma acentuada aversão permanente a alimentos
responsáveis pelos sintomas abdominais: doces, frutas e alguns legumes.
Tipos de ocorrência
A intolerância à frutose pode ocorrer de duas maneiras: Genética: É uma
desordem genética autossômica recessiva. As pessoas afetadas são incapazes de
assimilar a frutose dos açúcares de fruta. A doença é causada por uma enzima 1,6bifostatase defeituosa, adolase B. Geralmente os sintomas começam a aparecer
quando o bebê abandona o leite materno e começa a ingerir frutas e verduras, ai
começa-se a notar os sintomas. Idade Avançada: Ocorre depois do envelhecimento
do intestino, que começa a perder as enzimas responsáveis pela conversão dos
açucares em moléculas, com freqüência estimada de 1 em 70.
Frutose
A frutose é um monossacarídeo um importante carboidrato encontrado no
organismo humano e na maioria das plantas, tendo sido isolada pela primeira vez
em 1847 a partir da cana-de-açúcar. Seu nome é originário da palavra latina fructus,
já que as frutas são uma importante fonte de frutose. Está presente em frutas, no
mel e em vegetais, é ingerida regularmente com a dieta.
A frutose é mais conhecida por ser substituta da glicose na dieta dos
diabéticos, pelo fato de possuir estrutura química semelhante à da glicose, mas não
necessitar da insulina para o seu metabolismo.
A frutose também pode ser encontrada na forma de rafinose, que é um
trissacarídio, e também como estaquiose, que é um tetrassacarídio, em algumas
leguminosas como a soja, lentilha, ervilha e feijão. Essas formas não são absorvidas
pelo intestino humano, sendo fermentadas pelas bactérias no intestino grosso,
gerando gases que acompanham a digestão dessas leguminosas.
Outra fonte de frutose é através da oxidação do sorbitol através da enzima
sorbitol-desidrogenase. Essa substância está presente em varias plantas, em
particular na família das Rosáceas (maçãs, peras, cerejas, ameixas e abricós),
geralmente associado à frutose. Pela via do sorbitol, ela também é produzida na
próstata e vesícula seminal, a partir da glicose, tendo papel importante no
suprimento de energia e mobilidade do espermatozóide. A concentração seminal de
frutose é um indicador do tamanho e da capacidade secretora da vesícula seminal.
Na dieta humana ocidental, os carboidratos correspondem de 200 a 300g/dia
ou cerca de 40 a 50% da energia ingerida. A ingestão diária de frutose livre
(excluindo a sacarose), nos EUA, cerca de 16g/dia a 31g/dia. Caso haja ingestão de
xaropes de milho, ricos em frutose, o consumo pode atingir 60 a 100g/dia e até
150g/dia se somada à frutose proveniente da sacarose.
Já no Brasil, institutos que pesquisam hábitos alimentares dizem que aqui
essas cotas ainda não estão bem estabelecidas. Estima-se um consumo médio de
aproximadamente 4,34g/dia de frutose livre, originária de frutas, doces, hortaliças e
outros
vegetais.
A
quantidade
de
frutose
provinda
da
sacarose
é
de
aproximadamente 27,5g/dia.
Estudos mostraram que a dieta do brasileiro vem sendo modificada com uma
tendência para redução do consumo de leguminosas, hortaliças e frutas e aumento
do consumo de açúcares simples e conseqüentemente de frutose, principalmente a
proveniente da sacarose. Essa mudança nos hábitos alimentares poderá repercutir
no metabolismo lipídico e ocasionar aumento dos lipídios totais e triglicerídeos na
circulação favorecendo o aparecimento de patologias cardiovasculares.
Metabolismo da frutose
A intolerância hereditária à frutose tem como defeito enzimático primário a
ausência da enzima aldolase B, responsável pela clivagem da frutose-1-fosfato.
Todos os sinais e sintomas são decorrentes do acúmulo da frutose-1-fosfato, da
diminuição do nível de fósforo inorgânico intracelular, do desarranjo no potencial de
fosfato e das inibições enzimáticas secundárias ao acúmulo de frutose-1-fosfato,
devido à inibição da fosforilação da frutose pela frutoquinase. Conseqüentemente,
há o aumento de frutose no sangue e eliminação pela urina, o bloqueio da atividade
da fosforilase e frutose-1,6-difosfato-aldolase, que acarreta diminuição na formação
de glicose e de glicogênio, e interrupção da gliconeogênese.
Os bloqueios enzimáticos envolvendo a fosforilase e a frutose-1,6- difosfatase
explicam o aparecimento da hipoglicemia persistente. Os outros sintomas, como
náuseas e vômitos, são explicados pelo acúmulo de frutose-1-fosfato e pelo
desarranjo do metabolismo do fosfato e da energia na mucosa intestinal.
As alterações promovendo o acúmulo de frutose-1-fosfato e alteração do
metabolismo de fosfato provocam, nos rins, perda da capacidade de acidificação
urinária e da reabsorção tubular de fosfato pelos túbulos.
No fígado, o fato do Pi ficar comprometido na forma de frutose-1-fosfato,
torna impossível, para as mitocôndrias do fígado, gerarem ATP por fosforilação
oxidativa. Os níveis de ATP caem vertiginosamente, tornando impossível ao fígado o
desempenho de suas funções normais, pois esse acúmulo causa danos às células
hepáticas inchando-as e, eventualmente, fazendo com percam o seu conteúdo
interno por lise osmótica.
Veja as reações envolvidas:

Eq 1 :
Frutose + ATP
Frutose-1-fosfato + ADP
Eq 2 :
ADP + Pi + Energia fornecida pela cadeia de transporte de elétrons  ATP
Soma:
Pi + Frutose  Frutose -1-fosfato
Embora alguns pacientes sejam particularmente sensíveis à frutose, o ser
humano, em geral, possui uma capacidade limitada de metabolizar este açúcar. A
capacidade de um fígado normal de fosforilar frutose excede a sua capacidade de
quebrar frutose-1-fosfato. Isto significa que a utilização de frutose pelo fígado é mal
controlada e que o excesso do açúcar diminui os níveis hepáticos de Pi e ATP
existentes.
Prevenção
Recomenda-se na prevenção que os futuros pais que possuam algum
antecedente familiar peçam o aconselhamento genético realizado por um
especialista em genética clínica. Sua finalidade é comunicar a ocorrência ou risco de
recorrência de uma doença hereditária na família, em que os parentes que fazem
parte deste grupo de risco são informados sobre a probabilidade de desenvolver
determinada doença e quais as possibilidades de prevení-las.
O Aconselhamento Genético consiste em uma avaliação do indivíduo ou
família para confirmar, diagnosticar e manejar uma condição genética a fim de
identificar a melhor conduta terapêutica, informar sobre os riscos e organizar apoio
psicológico nos casos indicados.
Sintomas
Inicialmente se apresentam com um quadro clínico caracterizado por
irritabilidade que aparece como sinal de alerta quando a criança muda de
comportamento devido á alguma alteração no organismo.
Após ingestão de frutose ou outros açúcares que utilizem a via da frutose-1fosfato aldolase (sacarose, sorbitol) os sintomas da intolerância são caracterizados
por: dor, alergia, sudorese, hipoglicemia, distensão abdominal, vômitos, flatulência,
diarréia
crônica,
icterícia,
hepatoesplenomegalia,
convulsões.
Pacientes
desenvolvem aversão a doces, sucos, frutas.
A prolongada ingestão de frutose em lactentes leva a falência hepática e(ou)
renal ou morte. A hipoglicemia é resultado da inibição da glicogenólise pela frutose1-fosfato ao nível da fosforilase e da gliconeogênese ao nível da aldolase B
mutante.
A hepatomegalia pode ser encontrada em todos, mas não a
esplenomegalia. Icterícia é também comum, mas não sinais de doença hepática
grave.
Diagnóstico
O diagnóstico deve ser suspeitado em crianças que apresentam vômitos sem
causa aparente. A investigação diagnóstica inclui a pesquisa de frutose na urina,
dosagem de fosfato inorgânico e de glicose sangüínea após a ingestão de
substâncias contendo frutose.
O teste de tolerância à frutose pode ser realizado através da infusão
intravenosa de frutose, que provocará hipoglicemia, queda acentuada e prolongada
no fosfato inorgânico plasmático, alterações urinárias com aumento do pH urinário e
excreção de fosfato nos pacientes com intolerância hereditária à frutose. Essas
alterações são reversíveis após o teste. A biópsia hepática para a determinação da
atividade da aldolase é a etapa seguinte da investigação diagnóstica.
A intolerância hereditária à frutose é uma doença metabólica infreqüente que
apresenta sintomas gastrointestinais acompanhados de hipoglicemia, devendo ser
considerada na investigação de vômitos recorrentes de etiologia desconhecida em
crianças e adultos jovens. Entretanto, por ser pouco comum, essa possibilidade é
freqüentemente esquecida na elaboração do diagnostico diferencial, o que pode
fazer casos passarem despercebidos, protelando o tratamento o aumentando o
custo do diagnóstico.
No momento em a pessoa sinta dores estomacais após o consumo de frutas
ou produtos açucarados é importante que consulte um médico para checar se é
portador da doença.
No diagnóstico, o médico pode realizar exames simples, como observar se o
indivíduo tem icterícia (olhos e pele amareladas), se o fígado ou o baço apresentam
um tamanho maior do que o normal, checar se os níveis de açúcar no sangue são
baixos, ou exames completos, como testes de tolerância à frutose, exame de urina,
estudo das enzimas ou biópsia do fígado. O médico também pode optar por retirar a
frutose da dieta alimentar da pessoa por um período e depois incorporá-la
novamente e observar o comportamento do paciente.
Através da história clínica, sinais e sintomas que favorecem a suspeita
diagnóstica pode-se detectar a frutosemia. São eles:
 Ausência de sintomas durante o aleitamento materno exclusivo;
 Início dos sintomas com a introdução da alimentação complementar em
especial frutas e doces;
 Aversão alimentar a frutas, doces e legumes;
 Hipoglicemia sintomática, acidose metabólica e icterícia recorrentes;
 Déficit de crescimento associado à alteração hepática e renal;
 História familiar.
Tratamento
O tratamento consiste na introdução de dieta isenta de frutose, àqueles que
têm o tipo mais grave de frutosemia, ou também uma dieta balanceada
recomendada e acompanhada de perto por um profissional da área nutricional.
Agindo dessa forma, é mais fácil lutar por uma evolução no quadro do paciente.
É importante salientar que o tratamento envolve não somente o cuidado com
a doença em si, mas também com os complicadores advindos dela como a
hipoglicemia, convulsões entre outros. Também é recomendável consultar um
nutricionista para que oriente o indivíduo sobre qual a melhor dieta a ser seguida.
Alguns medicamentos, como os anti-flatulentos ou os que diminuem o ritmo de
evacuação, podem aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a eliminação da
frutose na dieta dá bons resultados.
Medidas a serem tomadas:
 Caso o paciente vivencie uma perda progressiva da função do fígado e,
eventualmente, cirrose e insuficiência hepática, o transplante pode se tornar a
única terapia capaz de mudar o prognóstico da doença.
 Em transplantes, a sobrevida em 5 anos das crianças transplantadas varia de
73 a 87 %, e, as transplantadas em conseqüência de doenças metabólicas
apresentam valores ainda maiores.
 Triagem urinária para Erros Inatos do Metabolismo através da cromatografia
urinária de aminoácidos ou açúcares – Reação de Benedict (frutosúria e
hiperaminoacidúria).
 Teste sanguíneo de tolerância à frutose (200 mg / Kg) .
 Teste de frutose no ar expirado.
 Biópsia hepática ou intestinal: análise quantitativa da atividade da frutose – 1
– fosfato aldolase e da frutose – 1,6 – bifosfato aldolase.
 Teste de urina para detectar substâncias redutoras
 Teste
genético:
reconhecimento
responsáveis pela frutosemia.
das
principais
mutações
genéticas
Alimentos permitidos/proibidos
Para se ter uma boa qualidade de vida por vezes se faz necessária a retirada
da frutose e da sacarose da alimentação. Para isso, a pessoa deve determinar quais
alimentos contêm açúcar. Uma dica é ler as indicações nos rótulos e nas
embalagens de comidas e bebidas. Veja a tabela abaixo:
ALIMENTOS
PERMITIDOS
NÃO PERMITIDOS
Leite
Qualquer tipo
Leites e produtos lácteos com
adição de açúcar
Queijo
Qualquer tipo
Nenhum
Carne
Presunto,
fiambre,
bacon,
Carne
de
vaca,
vitela, salsichas, bolos de carne ou
borrego, porco, galinha, peru. qualquer tipo de carne em que se
use açúcar na sua confecção.
Pescado
Qualquer peixe fresco
Pescado
processado
que
contenha açúcar (ex: delicias do
mar, conservas de sardinha)
Ovos
Todos
Nenhum
Gorduras
Manteiga, margarina, azeite
Molhos e
condimentos
Maionese caseira e outros
molhos sem açúcar
Maionese, mostarda e outros
molhos com açúcar.
Farináceos
Batata, massa, arroz
Batata doce
Pão
Qualquer tipo de pão que não Pão doce ou qualquer pão
apresente açúcar, frutose ou confeccionado
com
açúcar,
sorbitol como ingrediente.
frutose ou sorbitol
Produtos
hortícolas
Couve, repolho, couve-flor,
espinafres,
feijão-verde,
alface,
pimentas
verdes,
espargos, aipo.
A
maioria
dos
produtos
hortícolas,
incluindo
feijão,
cenoura, cebola, alho, tomate,
milho e enlatados com açúcar.
Frutas
Nenhuma
Todas as frutas, doces e geléias
de frutas, sumos de frutas e
todos
os
produtos
que
contenham fruta.
Sobremesas
Qualquer
sobremesa
que
Bolos, bolachas, gelados e
contenha mel, açúcar, frutose ou
outras
sobremesas
sorbitol na sua constituição, tais
confeccionadas
sem
os
como bolos, bolachas, pudins,
açúcares não permitidos.
gelados, entre outras.
Curiosidades
 A entrada de frutose nas células não depende da insulina e, ao contrário da
glicose, não promove a secreção de insulina;
 A maioria dos cremes dentais infantis tem sorbitol e desta forma crianças
muito pequenas que engolem pasta e que têm frutosemia não podem usá-las;
 Se identificada e tratada precocemente, antes que ocorra dano permanente, a
frutosemia é compatível com qualidade e expectativa de vida normais;
 As pessoas que têm essa patologia em níveis agravados não podem
consumir habitualmente as frutas. Por causa disso se faz necessária a
suplementação de vitamina C;
 Praticamente todos os alimentos possuem açúcar, inclusive os salgados,
como bolacha água e sal;
 Alguns produtos light, teoricamente, poderiam ser utilizados por pacientes de
frutosemia, mas eles têm aversão ao gosto doce, desta forma, mesmo que
não contenha frutose, sacarose ou sorbitol, eles podem não conseguir comer
( depende da tolerância de cada um);
 Que a grande maioria dos remédios possue sacarose, sorbitol e, menos
freqüente, frutose. Por isso o mais seguro é mandar formular em uma
farmácia de manipulação confiável.
Conclusão
Como se pode observar, a incidência dos erros inatos do metabolismo é
baixa, porém o seu diagnóstico deve ser feito precocemente para evitar os danos de
uma hipoglicemia persistente.
É importante, sempre, estar atento ao metabolismo da frutose, já que está
havendo
aumento
do
seu
consumo
pelo
maior
emprego
em
produtos
industrializados.
A frutose contorna a principal reação reguladora da glicólise, reação
catalisada pela fosfoquinase e estimula a síntese de ácidos graxos e a secreção
hepática dos triacilgliceróis, ou seja, é uma importante precursora de lipídios,
responsáveis por doenças cardiovasculares e por constituírem um problema de
saúde pública.
O aparecimento dos efeitos colaterais associados ao uso de frutose, mesmo a
proveniente da dieta, deve servir de alerta para os profissionais da saúde e a
população em geral para a necessidade do seu uso mais controlado.
A ingestão de frutose, especialmente presente em alimentos industrializados,
deve ser feita com cuidado, sempre sob a supervisão de um profissional da saúde.
Bibliografia
 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Pesquisa de orçamentos familiares [Internet] 1996.
[acesso em 2002 ago 16]. Disponível em: URL:
http://www.ibge.gov.br/
 Bioquímica Ilustrada 3ª Edição – Pamela C. Champe; Richard A. Harvey;
Denise R. Ferrier. Páginas Pesquisadas:135,136,137 e 454
 Bioquímica Ilustrada 6ª Edição- Lange Página Pesquisada: 167
 Comunidade do Orkut: Erros Inatos do Metabolismo
 www.saudenarede.com.br/?p=pv&n=Frutose_(250g)_Naturalis
 www.guiadobebe.uol.com.br
 www.frutosemia.xpg.com.br
 pt.wikepedia.org
 www.hepcentro.com.br/frutosemia.htm
 www.nutricaovirtual.com.br
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