Polimorfismos de enzimas de fase 1 e 2 do metabolismo de

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56º Congresso Brasileiro de Genética
Resumos do 56º Congresso Brasileiro de Genética • 14 a 17 de setembro de 2010
Casa Grande Hotel Resort • Guarujá • SP • Brasil
www.sbg.org.br - ISBN 978-85-89109-06-2
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Polimorfismos de enzimas de fase 1 e 2 do
metabolismo de fármacos em pacientes portadores de
Linfoma Difuso de Grandes Células B
Levy, D1; Oliveira-Souza, P1; Maciel, FVR2; Xavier, FD2; Pereira, J2; Bydlowski, SP1
Laboratório de Genética e Hematologia Molecular – Lim 31 da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Laboratório de Imunopatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
[email protected]
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Palavras-chave: Linfoma Difuso de Grandes Células B; metabolismo de fármacos; Polimorfismos; GSTM, NQO, MDR; CYP, PON1
O LNH é a quinta forma mais comum de neoplasia maligna no Brasil, sendo o subtipo difuso de grandes células B
(LDGCB) o mais comum. O LDGCB é uma doença agressiva com considerável heterogeneidade biológica e clínica,
totalizando quase 40% de todos os LNH. O objetivo é avaliar a relação entre polimorfismos do CYP3A5 (A6986G),
CYP2B6 (G516T e A785G), MDR1 (C3435T e C1236T), PON1 (Q192R), NQO1 (C609T), GSTP1 (A105G e C114T),
GSTT1 (+/-) e GSTM1 (+/-) e a variabilidade na resposta farmacológica a quimioterapia CHOP e R-CHOP em
pacientes portadores de LDGCB. Foram estudados 122 pacientes diagnosticados LDGCB, de ambos os sexos, com
idade entre 16 e 95 anos tratados com quimioterapia CHOP e R-CHOP. O DNA genômico foi extraído dos leucócitos
do sangue periférico, utilizando o método de precipitação com solução saturada de NaCl conforme descrito por
Miller et al. (1988) modificado. Os polimorfismos foram analisados através de PCR-RFLP. Pacientes GSTM1 positivos
apresentaram maior chance de resposta ao tratamento R-CHOP (OR=12.02777; IC95%= 2.59-55.85), enquanto
pacientes GSTM1 negativos apresentaram maior chance de resposta ao tratamento CHOP (OR=0.143454; IC95%=
0.04-0.517). Para GSTP1 (A105G), foi observado que homozigotos (AA) apresentam mais chance de remissão da
doença quando comparado aos heterozigotos (AG) (OR=0.262; IC50%= 0.103-0.663) e homozigotos (GG) (OR=0.080;
IC95%=0.016-0.406) em relação ao tratamento R-CHOP. Para MDR1 (C3435T), indivíduos homozigotos (CC)
apresentam maior chance de remissão da doença quando comparado aos heterozigotos (CT) (OR=0.101; IC95%=
0.023-0.435) e homozigotos (TT) (OR=0.048; IC95%= 0.008-0.299) em relação ao tratamento R-CHOP. O mesmo
foi observado para MDR1 (C1236T) (CC/CT OR=19.401 e IC50%= 3.998-94.147; CC/TT OR=46.997 e IC50%=5.848377.507). Em relação ao NQO1, indivíduos homozigotos (CC) apresentam menor chance de remissão da doença
quando comparado aos heterozigotos (CT) (OR=6.112 IC50%= 2.53-14.762). Porém os pacientes heterozigotos
apresentaram pior sobrevida global dos que os indivíduos homozigotos para o NQO1 (p>0.001). Indivíduos que
apresentam sítios extranodal envolvidos têm menos chance de remissão da doença quando comparado aos
indivíduos sem esse envolvimento (OR= 0.247; IC50%=0.097-0.629). Outro resultado é sugestivo de que o sexo
masculino tem maior chance de remissão da doença em relação ao sexo feminino (OR=1.87; IC50%=0.83-4.216),
embora não tenha sido encontrada associação entre sexo e resposta. Com esse estudo foi possível observar que
os polimorfismos nos genes das enzimas metabolizadoras de fármacos apresentam importante papel na resposta
ao tratamento quimioterápico. Esses resultados mostram uma importante relação dos SNPs e o tratamento do
LDGCB.
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