TUBERCULOSE GANGLIONAR: relato de caso Jacqueline Peixoto

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TUBERCULOSE GANGLIONAR: relato de caso
Jacqueline Peixoto De Abreu Barbosa
Médica. Especializanda em Clínica Médica
RESUMO
A tuberculose (TB) ganglionar é uma das formas mais comuns de TB extrapulmonar. Na maioria
dos casos apresenta-se por linfadenopatia periférica isolada, devido à reativação da TB primária
com disseminação linfo-hematogênica. Anteriormente era considerada uma doença da infância,
no entanto, os relatórios mais recentes demonstraram pico de idade entre os 20-40 anos, sendo
mais prevalente no sexo feminino.
Em regiões onde a tuberculose é endêmica, TB
extrapulmonar ocorre em cerca de 60 % dos pacientes coinfectados pelo HIV e freqüentemente
é acompanhada de sinais de acomentimento pulmonar. As manifestações clínicas dependem do
local da linfadenopatia e o estado imunológico do paciente. A apresentação mais comum é
linfadenopatia periférica isolada crônica em um adulto jovem sem sintomas sistêmicos, mais
comumente na região cervical. Entre os pacientes com linfadenite tuberculosa no contexto da
infecção por HIV, pode haver sintomas sistêmicos concomitantes incluindo febre, sudorese e
perda de peso. Radiografia de tórax anormal é muito freqüente, e tais pacientes são mais
propensos a ter tuberculose disseminada com linfadenite em mais de um sitio. O diagnóstico da
linfadenite tuberculosa é estabelecido por exame histopatológico, juntamente com baciloscopia e
cultura de material de linfonodos. Punção aspirativa (PAAF) é apropriado para a avaliação inicial
de linfadenopatia com suspeita linfadenite tuberculosa. As amostras devem ser enviadas para
microscopia, cultura, citologia, e reação em cadeia da polimerase (PCR) (quando disponível). A
biópsia excisional para avaliação histopatológica e microbiológica tem o maior rendimento
diagnóstico e deve ser prosseguida nos casos em que a aspiração com agulha fina não é
diagnóstico ou para a doença persistente, apesar da terapêutica adequada. Deve-se realizar
imagem do tórax quando se suspeita de TB ganglionar. Muitos pacientes com linfadenite
tuberculosa não possuem nenhuma evidência de TB pulmonar ativa na radiografia de tórax;
anormalidades foram descritas com mais freqüência nos pacientes coinfetados pelo HIV. Para o
tratamento de adultos HIV soronegativos com linfadenite tuberculosa, indica-se o seguinte
esquema: dois meses de rifampicina, isoniazida, etambutol e pirazinamida, seguido de quatro
meses de rifampicina e isoniazida. O objetivo deste estudo é relatar o caso de uma paciente
diagnosticada com TB ganglionar.
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