Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias ISSN: 1010-2760 [email protected] Universidad Agraria de La Habana Fructuoso Rodríguez Pérez Cuba Serafim, Milson Evaldo; Tadeu Vitorino, Antonio Carlos; Alves de Souza, Cristiano Márcio; Dias do Prado, Esmael; Venturin, José Carlos; Takeo Yamamoto, Natanael Desenvolvimento de um penetrógrafo eletromecânico de bancada Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, vol. 17, núm. 1, 2008, pp. 61-65 Universidad Agraria de La Habana Fructuoso Rodríguez Pérez La Habana, Cuba Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=93217113 Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, Vol. 17, No. 1, 2008 REPARACIÓN Y TECNOLOGÍA MECÁNICA REPAIRING AND MECHANICAL TECHNOLOGY NO TA TÉCNICA Desenvolvimento de um penetrógrafo eletromecânico de bancada1 Desarrollo de un penetrógrafo electromecánico de banco Development of an electro mechanic counter penetrograph Milson Evaldo Serafim2,Antonio Carlos Tadeu Vitorino 3, Cristiano Márcio Alves de Souza4*, Esmael Dias do Prado4, José Carlos Venturin5 e Natanael Takeo Yamamoto 6 RESUMO. Este trabalho teve por objetivo desenvolver um penetrógrafo eletromecânico de bancada, com velocidade constante de penetração, destinado a realização de testes de resistência à penetração de solo com estrutura preservada. O aparelho possui um sistema mecânico de elevação, destinado a transformar o movimento rotacional do motor de passo em linear na haste, um sistema de controle do motor, uma célula de carga, um sistema automático de aquisição de dados e um chassi. O sistema mecânico teve seu torque e rotação mantidos constante por meio de um drive conectado ao motor. O interfaceamento foi realizado usando o software DIAS, com saída em display de cristal líquido LCD 16x2 e botões de comando. Afim de verificar a exatidão dos dados obtidos com o uso do penetrógrafo desenvolvido, foram realizados ensaios em amostras de Latossolo Vermelho Distroférrico, e seus dados comparados com aqueles obtidos de um penetrógrafo padrão. O equipamento desenvolvido apresentou satisfatória precisão, pois não foi observada diferença significativa entre seus resultados e aqueles obtidos de penetrógrafo comercial. O aparelho desenvolvido apresentou rendimento médio de oito amostras por hora, superior ao equipamento comercial. Palavras-chave: compactação, penetrometria, projeto de máquinas. RESUMEN. El objetivo de este trabajo fue desarrollar un penetrógrafo electromecánico de bancada, con velocidad constante de penetración, destinado a realizar pruebas de resistencia a la penetración de suelos con la estructura preservada. El aparato posee un sistema mecánico de elevación, destinado a transformar el movimiento rotacional del motor de paso en lineal del asta, un sistema de control del motor, una célula de carga, un sistema automático de adquisición de datos y un chasis. El torque y rotación del sistema se mantuvieron constante, usando un drive conectado al motor. La interface fue realizada usando el software DIAS, con salida para un display de cristal líquido LCD 16x2 y botones de comando. Para verificar la exactitud de los datos obtenidos con el uso del penetrógrafo desarrollado, fueron realizados ensayos en muestras de suelo Latosólico Rojo Distroférrico, y sus datos comparados con los obtenidos de un penetrógrafo padrón. El equipamiento desarrollado presentó una satisfactoria precisión, pues no fue observada diferencia significativa entre sus resultados y aquellos obtenidos con el penetrógrafo comercial. El aparato desarrollado presentó rendimiento médio de ocho muestras por hora, superior al equipamiento comercial. Palabras clave: compactación, penetrometria, proyecto de máquinas. ABSTRACT. The objective this work was to develop an electromechanic counter penetrograph, with a constant speed penetration to test the resistance to penetration in soil samples with preserved structure. The apparatus has a mechanic elevation system in order to transform the step rotational engine motion of the stick into a linear one, a system to engine control, a load cell, an automatic data system and a chassis. The Recibido 12/09/06, aprobado 12/07/07, trabajo 13/08, nota técnica. 1 Extraído da Dissertação de Mestrado do 1º autor, apresentada à UFGD. 2 Mestre em Agronomia pelo PPGA/FCA/UFGD, Dourados, MS. E-: [email protected] 3 Professor Adjunto, FCA/UFGD, 79804-970 Dourados, MS. 4 Graduando em Ciência da Computação, UEMS, Dourados, MS. 5 Técnico em Mecânica. Instrutor de Formação Profissional, SENAI/Dourados, Dourados, MS. 6 Doutorando em Agronomia, PPGA/FCA/UFGD. Bolsista de FUNDECT-MS. * Bolsista do CNPq. 61 Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, Vol. 17, No. 1, 2008 mechanic system rotation speed and torque were kept constat through a drive connected to the engine. For the interfacing the software DIAS was used, with a liquid crystal display LCD 16x2 and some commanding bottoms. In order to check to precision of the obtained data with the developed penetrograph, some tests performed with Distroferric Red Latossol samples and its data were compared to the standard penetrograph data. The equipment developed showed satisfactory precision, and no significat difference between its data, and the commercial penetrograph data was observed. The developed apparatus productivity was of 8 samples per hour. Keywords: compacting, penetrability, machine design. INTRODUÇÃO A qualidade física do solo é preponderante para a expressão do máximo potencial produtivo de uma cultura. A resistência do solo à penetração (RP) constitui um dos atributos físicos considerados na avaliação da qualidade do solo de sistemas conservacionistas. O estudo da qualidade física do solo, com base na resistência à penetração, tem sido utilizado (Camargo & Alleone, 1997; Silva, 2004). No entanto, a limitação principal nestes estudos tem sido relacionada à necessidade de uma metodologia de consenso entre pesquisadores, fato que tem sido amenizado com o surgimento de penetrômetros com velocidade de penetração constante, os quais possibilitam obter resultados mais confiáveis e comparáveis entre as diversas pesquisas (Camargo & Alleone, 1997; Bianchini et al., 2002). Embora com limitações, a resistência à penetração pode ser usada para a indicação comparativa das condições da compactação, em solos de mesmo tipo, mesmo teor de água e manejo, devido à facilidade e rapidez com que numerosas medidas podem ser realizadas (Fidalski et al., 2006; Pereira et al., 2002). Os diferentes modelos de penetrômetros usados na determinação da resistência do solo à penetração têm dificultado a interpretação dos resultados. Assim, Herrick & Jones (2002) recomendaram a utilização de penetrômetro estático com velocidade constante de penetração tanto por sua maior precisão como também para padronizar as determinações. Medidas realizadas no solo, tais como resistência à penetração (Prado et al., 2002), pressão de preconsolidação (Dias Junior, 2000), resistência ao cisalhamento e resistência de agregados, são amplamente utilizadas para avaliar a estrutura do solo (Guerif, 1994; Imhoff, 2002). Resistência à penetração é mais freqüentemente usada para avaliar a compactação do solo e para correlação com o crescimento de raiz, di st ribuição no perfi l e estru tura do sol o. Os penetrômetros utilizados na obtenção desta variável possuem diferentes diâmetros e ângulo de cones. A maioria dos penetrômetros de campo tem diâmetros de cone de 11 a o o 25 mm e semi-ângulos 15 a 30 (Campbell & O’Sullivan, 1991; ASAE, 1993). Contudo, leituras obtidas com cones de seme0 angulos mais próximos de 30 e menor diâmetro tem apresentado melhor correlação com crescimento radicular (Voorhees et al., 1975; Whalley et al., 2000). Tais conlusões impulsionaram o surgimento de penetrófrafos de bancada. Os penetrômetros de bancada com velocidade constante de penetração têm sido os mais aceitos para determinação da resistência à penetração do solo em amostras indeformadas, utilizadas nos estudos de Intervalo Hídrico Ótimo (IHO). Tormena et al., (1998) utilizou um penetrógrafo de bancada com velocidade de penetração constante, diâmetro de cone 0 de 4 mm e semi-ângulo de 30 . Na literatura são encontrados 62 outros trabalhos de IHO em que foram utilizados pentrógrafos com especificações e funcionamento semelhantes (Imhoff et al., 2001; Araújo et al., 2005; Leão, 2002; Beutler et al., 2006). Este trabalho teve por o bjetivo desenvolver um penetrógrafo eletromecânico de bancada, de fácil manuseio e adequado para determinação da resistência à penetração em amostras de solo indeformadas. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi realizado no Laboratório de Física do Solo da Facu ldade de Ci ências Agrári as da Universi dade Federal da Grande Dourados e na Unidade do SENAI Dourados, MS. Na elaboração do projeto do equipamento algumas co ndi ções foram pré-estabelecidas visando conferir funcionalidade e precisão, as quais seguem: a) apresentar formato compatível com o uso em bancada, de fácil mobilidade e robustez suficiente para permitir as mudanças; b) contar com botões de controle e um display interativo, que permita as operações desejadas de forma rápida e fácil; c) um sistema de aquisição de dados, SPIDER8 , conect ado a um microcomputador que permita leituras e armazenamento em intervalos de tempo. Foi utilizado o software CATMAN 5.0 na aquisição de dados obtidos do equipamento desenvolvido; d) dispor de uma plataforma para acomodação da amostra de solo; e) dispor de uma célula de carga com alta sensibilidade, com erro inferior a 0,1% das leituras; f) contar com um sistema mecânico de elevação, tipo rosca-sem-fim (descida e elevação), que proporcione um deslocamento preciso da haste de penetração, com velocidade constante e conhecida; g) sistema mecânico estável com mínima transmissão de vibrações que possam proporcionar interferências nas leituras da célula de carga. A fim de atender as condições apresentadas acima, o projeto contemplou os requisitos mecânicos, elétricos e eletrônicos buscando otimizar o uso de componentes comerciais, bem como de materiais de fácil aquisição. A geometria do aparelho foi ajustada de modo a conferir um percurso de 100 mm na haste de penetração, sendo esta usinada com 4 mm de diâmetro, 100 mm de comprimento e com o ângulo do cone de 60º. As dimensões totais do aparelho foram de 600 mm de altura, 350 mm de profundidade e 300 mm de largura. A velocidade de deslocamento da-1haste do aparelho pode ser ajustada na faixa de 5 a 30 mm min . O movimento da haste com a ponta cônica é dado pela rotação da rosca-sem-fim. A rosca-sem-fim foi construída com passo de 2,5 mm e seu deslocamento é definido pela rotação do motor, que foi programado de modo a permitir ajustes entre 30 e 130 rpm. Para medir a carga aplicada sobre o solo foi utilizada uma célula de carga, modelo SV20, com capacidade de 0,196 kN. O Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, Vol. 17, No. 1, 2008 modelo possui compensação automática para reduzir os erros devido à variação de temperatura. A base do aparelho foi feita em chapa de aço de 5/16’’, com formato retangular de 300 x 350 mm. A coluna de sustentação do penetrógrafo era formada por um tubo de aço inox, com 63,5 mm de diâmetro total e 3 mm de espessura. Para segurança do operador, as engrenagens e o motor foram encerradas em uma caixa construída em chapa de aço, com pintura eletrostática. Os botões de controle são de fácil acesso e acionamento. O posicionamento e retirada das amostras durantes os testes foi considerado simples. A base recebeu uma pintura metálica para facilitar a limpeza. A montagem do aparelho foi considerada simples, demandando pouco esforço e tempo. Apresenta fácil conexão e interface do conjunto computador-sistema de aquisição de dados-penetrógrafo. O transporte do penetrógrafo pode ser feito por sua base ou coluna de sustentação. O sistema de elevação que confere o percurso a haste de penetração é dotado de uma rosca-sem-fim, construída com engrenagem helicoidal cônica e passo de 2,5 mm. O parafuso desta rosca-sem-fim possui uma engrenagem movida por um parafuso “sem-fim” ligado ao eixo do motor. E ste conj u nto pi nhão /co ro a apresenta relação de t ransmissão de 30 : 1 . Os desenho s det al hado s de construção dos componentes mecânicos do aparelho são apresentados em Serafim (2007). O aparelho está equipado com um motor elétrico de passo, modelo HT23-400, com rotação nominal de 2.200 rpm e torque máximo de 1,86 Nm, sendo que o torque demandado para trabalho no eixo de elevação é de 5 Nm correspondendo a um to rqu e de 0,1 8 Nm no eixo do moto r. Segundo as especificações do fabricante este torque é fornecido para rotações inferiores a 1.800 rpm. O motor possui um “drive” que disponibiliza uma corrente constante de 2 A, conforme descrito por Serafim (2007). O acionamento bifásico das bobinas propiciou passos 1,8 graus, obtendo-se um ganho de torque no eixo do motor, bem como uma redução da amplitude das vibrações mecânicas do sistema. Ao energizar o microcontrolador são exibidas as telas de apresentação do software e em seguida é verificado se o sistema de elevação encontra-se na posição inicial, -1 remetendo ordem de recuo na velocidade de 12 mm min , caso não esteja. A verificação do posicionamento inicial é feita por um sensor óptico que verifica uma régua que possui furos que delimitam o curso. Uma vez no ponto inicial, ele apresenta o menu principal esperando um co mando de sta rt. Uma vez ini ciado o percurso ele apresenta a velocidade de avanço escolhida. As entradas de comando do aparelho são dadas por três botões de controle e o interfaceamento é dado pelo software DIAS, descrito em Serafim (2007), com saída em um visor de LCD 16x2. A escolha das opções de trabalho desejadas é obtida por meio dos botões de controle, tendo cada um as seguintes funções: Botão 1 - start/retorno e parada enquanto pressionado; Botão 2 - aumento do avanço; Botão 3 - redução do avanço. O código fonte do software DIAS para o microcontolador foi escrito em ASSEMBLER, para arquitetura RISC e compilado pelo software livre Mplab 7. O arquivo compilado em hexadecimal foi transferido para o microcontrolador utilizando o software IC-PROG 1.05D, que envia os sinais elétricos para a porta serial onde esta conectado um circuito programador de PIC, modelo JDM. A calibração do aparelho consistiu em leituras fornecidas pela célula de carga em milivolts (mV) para as respectivas massas. Foram correlacionadas leituras da célula de carga com massas padrão de 0,05 até 8,0 kg, colocadas sobre a célula de carga (Figura 1). FIGURA 1. Curva de calibração da célula de carga SV20. A resistência do solo à penetração (ASAE, 1993) foi determinada do quociente da carga lida pela célula e a área transversal do cone da haste do penetrógrafo, conforme Equação 1. A área transversal do cone era de 0,126 cm2, com uma ponteira de 4,0 mm de diâmetro. As medidas foram realizadas com um paquímetro, com 0,1 mm de resolução. A profundidade da ponta da haste foi determinada em função do tempo e da velocidade de descida da ponta cônica, na amostra durante o ensaio (Serafim, 2007). RP 9,8067 10 5 m A (1) em que, RP: Resistência do solo à penetração, MPa m: Massa obtida da célula de carga, g 2 A: Área transversal do cone, cm . Os resultados obtidos com o aparelho desenvolvido foram comparados com aqueles obtidos de um penetrômetro de bancada padrão, modelo MA-933. Utilizando 32 amostras de solo, retiradas em um Latossolo Vermelho Distroférrico, textura muita argilosa, as quais foram submetidas ao teste de resistência à penetração (RP) nos dois aparelhos. Na comparação entre as curvas de dados de resistência à penetração obtidos por meios dos penetrômetros, foi utilizado o método estatístico proposto por LEITE & OLIVEIRA (2002). O método estatístico é uma combinação do teste F F(H0) = ( – )´(Y1´Y1)(– )/2QMR ~ F(2,n – 2) (GRAYBILL, 1976) e do teste t aplicado ao erro médio t e ( e 0)/Se . O erro relativo médio entre as curvas de dados foi determinado como: 63 Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, Vol. 17, No. 1, 2008 n e (y x /x )/n , considerando-se que o erro e i i i i y i x i /x i , é uma variável que segue uma distribuição normal e ocorre l ao acaso, pode-se testar a hipótese H e 0 . Foi utilizado um nível de significância de 5% de probabilidade nas comparações. RESULTADOS E DISCUSSÃO A execução do projeto do penetrógrafo eletrônico de bancada foi bem sucedida e o produto resultante é apresentado na Figura 2. A caixa branca em pvc, na parte superior do aparelho, contém os componentes eletrônicos, refrigerado a ar pelo acionamento de um cooler, instalado de maneira que quando acionado retira o ar aquecido do interior da caixa. FIGURA 2. Penetrógrafo eletromecânico desenvolvido: a) vista lateral esquerda; b) vista lateral direita. O aparelho desenvolvido apresentou funcionamento estável em to das as etapas das análises e rendimento horário de 8 amostras. Esse rendimento foi superior ao obtido com o uso do aparelho padrão. O maior rendimento de trabalho deve-se a possibilidade de ajuste da velocidade de descida e da de ret orno em at é 4 0 mm mi n -1 . A comparação dos dados obtidos por meio dos aparelhos na determinação da resistência à penetração pode ser observada na Figura 3. Os valores obtidos com o aparelho desenvolvido não diferiram estatisticamente daqueles obtidos com o aparelho padrão. RP aparelho desenvolvido (kPa) 10000 8000 6000 A velocidade de descida da haste de penetração, para o ensaio em laboratório foi de 10 mm min-1, permitindo variação entre 3 e 20 mm min -1. Assumindo os valores anteriormente citados, referentes ao passo da rosca de 2,5 mm e a redução conferida pelo parafuso sem-fim de 30:1, a velocidade de percurso de 10 mm min-1 é atingida com o motor trabalhando a 120 rpm. Na Figura 4 são apresentados os valores de resistência a penetração em função do tempo de duração do teste. As leituras de resistência à penetração obtidas nos teste apresentam valores crescentes para os primeiros milímetros, correspondentes a periferia da amostra. Em geral, os valores tendiam a se estabilizar a partir dos 30 segundos do início do teste, correspondendo a 5 mm de penetração da ponta do cone, concordando com Bradford (1986) que aponta o final do efeito da periferia entre 5 e 10 mm da superfície da amostra. 4000 2000 0 0 2000 4000 6000 8000 10000 RP aparelho padrão (kPa) FIGURA 3. Comparação de resistências do solo à penetração (RP), obtidas com os dois penetrógrafos. FIGURA 4. Valores de resistência à penetração em função do tempo de duração do teste. 64 Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, Vol. 17, No. 1, 2008 CONCLUSÕES AGRADECIMENTOS • O penetrógrafo desenvolvido apresentou fácil operação, elevado rendi mento, fácil aju ste de velocidade de penetração, sendo as suas leituras equivalentes àquelas obtidas com um penetrógrafo padrão. • Ao SENAI/Dourados-MS, Brasil, pelo apoio à pesquisa, no desenvolvimento do penetrógrafo. • À CAPES, pela bolsa de mestrado concedida ao Primeiro Autor. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMERICAN SOCIETY OF AGRICULTURAL ENGINEERS – ASAE: Soil Cone Penetrometer Standards, 40th ed. ASAE, St. Joseph, MI. pp. 820-821, 1993. ARAÚJO, M.A; C.A.TORMENA; A.P. SILVA: «Propriedades físicas de um Latossolo Vermelho distrófico cultivado e sob mata nativa», Revista Brasileira de Ciência do Solo, 28(2):337-345, Viçosa, 2005. BEUTLER, A.N.; J.F. CENTURION; A.P. SILVA & J.C. 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