Curso de Biomedicina Artigo de Revisão Bibliográfica PERFIL

Curso de Biomedicina
Artigo de Revisão Bibliográfica
PERFIL DA DEPRESSÃO ENTRE UNIVERSITÁRIOS. UMA BREVE REVISÃO
BIBLIOGRAFICA
PROFILE OF DEPRESSION AMONG COLLEGE STUDENTS. A BRIEF LITERATURE REVIEW
Adeildes Guedes de Souza1, Gisele Ribeiro Araujo1, Jacqueline Coimbra Gonçalves2
1 Aluna do Curso de Biomedicina
2 Professora Mestre do Curso de Biomedicina
Resumo
Introdução: A depressão é uma psicopatologia, que afeta o organismo, comprometendo o estado físico, o humor e, em consequência,
o pensamento do indivíduo. Objetivo: dessa revisão bibliográfica foi determinar se o estresse da vida universitária é um fator
desencadeante da depressão nos graduandos. Materiais e Métodos: Foi realizada revisão bibliográfica de artigos publicados nos
anos de 2004 a 2015 que descrevesse a incidência da depressão em graduandos Resultado: Nos resultados houve predomínio em
graduandos de vários cursos com ênfase na área da saúde como também em pessoas do sexo feminino. Conclusão: Os resultados
indicam que o índice de graduandos com depressão é alto e que é necessário um acompanhamento existência de serviços
psicossociais em faculdades, ou ao menos matérias que ajudem o graduando conviver nesse novo mundo cheio de desafios.
Palavras-Chave: Sintomas; psicopatologia; distúrbio; universidade.
Abstract
Introduction: Depression is a psychopathology that affects the body, affecting the physical state, mood and, consequently, the individual thought. Objective: this literature review was to determine whether the stress of university life is a triggering factor of depression in
undergraduates. Materials and Methods: The literature was reviewed articles published in 2004 the 2015 to describe the incidence of
depression in undergraduates Result: The results predominated in graduate of several courses with emphasis in health care as well as
in females. Conclusion: The results indicate that graduates index with depression and high and that a follow-existence of psychosocial
services is needed in schools or at least materials to help undergraduates live in this new world full of challenges.
Keywords: symptoms; psychopathology; disturb; university.
Contato: [email protected]
Introdução
A depressão é uma psicopatologia,
que afeta o organismo, comprometendo o
físico, o humor e, em consequência, o
pensamento, alterando a maneira como a
pessoa vê o mundo, sente a realidade,
entende os fatos, manifesta emoções e
sente a disposição e o prazer com a vida 27.
Segundo Coutinho, (2005)11 o quadro de
depressão se caracteriza por uma
multiplicidade
de
sintomas
afetivos
derivados normalmente de uma tristeza
profunda, que pode ser resultado de uma
resposta às situações de perda, derrota,
energia e atividade diminuída, insegurança,
falta de interesse por simples tarefas, além
de alterações do sono, do apetite, dores de
cabeça e cansaço.
O Ministério da Saúde (2008)26
publicou a Classificação Internacional de
Doenças (CID-10) que classifica a
depressão em três graus: leve, no qual o
paciente apresenta dois ou três sintomas,
mas pode exercer suas atividades diárias;
moderado, no qual é possível verificar a
presença de quatro ou mais sintomas e o
paciente tem muita dificuldade de exercer
sua rotina e grave, o qual se observa todos
os sintomas de forma severa e marcante.
A depressão é um distúrbio que
simboliza um importantíssimo e crescente
problema para a Saúde Pública. Estudiosos
afirmam ser uma das principais causas de
incapacitação mental no mundo, e que, até
2020, será a segunda maior causa de
incapacitação para a Saúde Pública13,22, 39.
Esse distúrbio pode ter origem genética, bioquímica, psicológica ou sócio familiar, por essa razão, a depressão é pesquisada em distintas abordagens, sendo
classificada como um conjunto de transtornos, que apresentam uma duração assídua
e intensa.
Com o final da adolescência e o
início da vida adulta o estudante passa por
mudanças psicossociais marcantes dentre
elas a conquista de novos vínculos
acadêmicos e vocacionais. 2.
Segundo Rodrigues & Pelisoli
(2008) o vestibular é uma etapa de
complexidade indiscutível na vida do
adolescente
causando
um
impacto
significativo na vida dos estudantes. 31
Os universitários apresentam várias
complicações como: ansiedade, baixa
autoestima, depressão e dificuldades de
relacionamento, o que acaba por refletir em
seu vínculo social.10. Para tanto, indica-se a
necessidade de um acompanhamento
psicopedagógico com o intuito de prevenir
tais dificuldades6.
1
FIGURA 1: Morfologia do neurônio
Fonte: CARLSON, Neil
Para que ocorra a passagem dos
impulsos nervosos de um neurônio para
outro os neurotransmissores atravessam um
espaço denominado fenda sináptica, esse
estímulo recebe o nome de sinapse. Assim,
a informação chega ao corpo do primeiro
neurônio
(neurônio
pré-sináptico)
atravessando-o chegando aos botões
axônicos e liberando os neurotransmissores
na fenda sináptica que estimulam ou inibem
o outro neurônio (pós-sináptico), assim é
transmitida a informacao3, 29,35(Figura 2)
Considera-se que de 15% a 25%
dos estudantes universitários apresentam
transtornos de depressão e/ou ansiedade
em algum momento de sua formação acadêmica. 1, 15,18.
O
objetivo
dessa
revisão
bibliográfica foi determinar se o estresse da
vida universitária é um fator desencadeante
de depressão nos graduandos.
Fisiopatologia da Depressão
FIGURA 2: Esquema de como ocorre a sinapse em
um neurônio normal
Fonte: PULCINELLE, Márcio
O sistema nervoso e o sistema
endócrino são responsáveis pelas funções
de controle do organismo3, 20. Os neurônios,
através de impulsos nervosos, são
responsáveis pela atividade cerebral. Cada
neurônio é composto por um corpo celular e
por prolongamentos de dois tipos axônios e
dendritos.3,35(Figura 1)
Os
neurotransmissores
ficam
armazenados nas vesículas neurais e
quando liberados vão para as fendas
sinápticas, e parte deles se liga aos
receptores do neurônio pós-sináptico
transmitindo o impulso nervoso. O que não
é utilizado ou é reaproveitado pelo próprio
neurônio que a liberou pelo sistema de
receptação pré-sináptica ou é degradado
nas fendas por enzimas específicas3.
São vários os neurotransmissores
que os neurônios necessitam sintetizar,
porém os mais afetados na depressão são:
Serotonina, Endorfina e Dopamina.
Serotonina
Serotonina ou 5-hydroxytryptamina
(5HT) é formada pela hidroxilação e descarboxilação do triptofano. A serotonina é concentrada e armazenada no interior de vesículas localizadas nos axônios, corpos celulares e dendritos, estando distribuída amplamente no tronco cerebral 24, 30, 36. Os níveis de serotonina cerebrais são relacionados a alterações de comportamento, humor,
ansiedade, agressividade, depressão, sono,
fadiga, supressão de apetite entre ou32
tros .O metabolismo da serotonina envolve
a sua síntese, captação em vesículas sinápticas, exocitose, recaptação no citoplasma
e, a seguir, captação em vesículas ou de36
gradação .
Na fisiopatologia da depressão é
observado a falha ou um mal funcionamento
na transmissão sináptica ou pós-sináptica
que não dispara o impulso elétrico para dar
continuidade a transmissão20. São levantadas hipóteses sobre o que causa a falha
nessas transmissões como uma baixa quantidade de neurotransmissores nas sinapses
devido a uma baixa produção, ou excessiva
destruição por ação enzimática, a presença
de agentes bloqueadores que obstruem o
acesso dos neurotransmissores aos receptores do neurônio pós-sináptico; uma grande atividade de neurônios inibidores que
afeta a sinapse de outros neurônios reduzindo as chances do neurônio pós-sináptico
disparar, entre outros35,36.
Porém apesar de existir carência
destes neurotransmissores, a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando
normalmente, o que faz com que os neurônios receptores capturem menos substâncias químicas o que causa uma deficiência
no funcionamento do sistema nervoso.3 (Figura 3)
Endorfina
É um neurotransmissor sendo considerada como um calmante natural, possuem estrutura e ação semelhante a opiáceos,
aliviando a sensação de dor, também está
relacionada a sensação de êxtase e prazer.
Sua quantidade a ser liberada está diretamente relacionada à quantidade de dopamina, essa relação em alguns casos substitui
a dor por uma sensação de prazer. Existem
aproximadamente vinte tipos diferentes de
endorfina no sistema nervoso, a beta endorfina é a mais eficiente devido ao seu efeito
eufórico ao cérebro3.
Dopamina
É um neurotransmissor inibitório, e
dependendo do seu local de atuação pode
apresentar diversas funções, estando assim
relacionada ao comportamento motor e
ação. Os corpos celulares de neurônios dopaminérgicos estão localizados principalmente no SNC, onde os neurônios estão direcionados para o campo estriado recebendo o nome de rota nigroestriatal, quando
ocorre a deterioração desses neurônios,
pode causar os sintomas de Parkinson, rigidez muscular e lentidão de movimentos.
Caso haja um comprometimento nesse neurotransmissor pode resultar em pensamentos incomuns, ela é responsável também
pelos sentimentos de euforia, além de aumentar o prazer quando no lobo frontal3,30.
Figura 3: Esquema representando uma sinapse
normal e uma sinapse em um paciente com depressão
Autor: JOQUEI, PI2
Em pacientes deprimidos também é
possível observar uma alteração do sistema
endócrino sendo que recentemente novas
pesquisas revelaram que a diminuição de
fatores de crescimento, principalmente o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF)
pode estar envolvido na origem da depressão14.
Segundo Guynton20(1997) na ausência desses neurotransmissores o indiví-
duo passa a apresentar sinais e sintomas
como desânimo, tristeza, angústia, perda da
libido, falta de energia para atividades simples, entre outros.
Vários estudos apontam que a prevalência da depressão se dá de forma desigual na população, sendo mais visualizado
em pessoas do sexo feminino e jovens.
No caso das mulheres pode estar
associada a mudanças hormonais e fisiológicas no organismo que aumentam as
chances de ocorrer tal patologia5.Já nos
adolescentes é evidenciado devido ser um
período cheio de mudanças importantes,
entre elas está a transição de estudante de
ensino médio para o universitário e a escolha do futuro profissional 7.
Tratamento
Para se realizar o tratamento antidepressivo deve-se levar em consideração
os aspectos biológicos, sociais e psicológicos do paciente, além de levar em consideração que o tratamento não deve ser realizado para o paciente e sim com o mesmo;
dessa forma é extremamente relevante que
o médico disponha todas as informações
sobre a doença como também as formas de
tratamento disponíveis34.
É necessário que os pacientes sejam encorajados a uma mudança de hábito
realizando atividades que lhe proporcione
prazer, realizar atividades físicas diárias, ter
uma boa noite de sono como também uma
boa alimentação 21,34.
Segundo Teodoro (2010),35 há a necessidade de uma intervenção psicoterápica, esse tratamento levanta questões psicológicas, podendo ser realizada tanto de forma individual (terapeuta e o paciente) ou em
grupo (terapeuta e o casal, a família ou pessoas com dificuldades emocionais semelhantes).Entre os tratamentos psicoterápicos
os mais realizados atualmente são a terapia
comportamental (TC) que aborda não só
questões negativas como também aborda
os níveis de comportamento incentivando a
reconstrução de atividades sociais agradáveis, conduzindo o paciente a ter emoções
positivas e novas experiências e a psicoterapia interpessoal (TIP) que parte do princípio de que as experiências interpessoais e
psíquicas anteriores do doente se revelam
em comportamentos atuais, como por
exemplo a morte de alguém próximo ou até
mesmo uma separação, ou ainda um assédio psicológico poderá desencadear sintomas depressivos23
A terapia medicamentosa com antidepressivos também é de grande importância no tratamento contra a depressão, para
Keck (2010),23houve um tempo que a ideia
de que os antidepressivos eram eficazes
apenas para um aumento na concentração
de neurotransmissores químicos, mas atualmente sabe-se, que os antidepressivos
normalizam as atividades neurais.
As medicações antidepressivas são
muito eficientes, além de causarem o desaparecimento ou diminuição dos sintomas
num tempo relativamente menor. Porém, há
controversa de que podem causar efeitos
indesejáveis aos pacientes como: disfunção
sexual, ganho de peso, sedação, entre outros que podem acabar causando o abandono do tratamento35,36.
Os antidepressivos de escolha são
classificados como os inibidores da ação da
enzima monoaminoxidase, (IMAOs) e os tricíclicos considerados mais antigos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, (ISRS) que são a Venlafaxina, a Mirtazapina e a Nefazedona que tem como caraterísticas principais a diminuição de efeitos
colateriais28, 35,36.
Além dessas formas de tratamentos
convencionais para a depressão também
existem os não medicamentosos que também auxiliam de forma significante na melhora do paciente, como a fitoterapia que é o
tratamento a partir do uso de plantas, a fototerapia que é o uso da luz para estimular a
melatonina (hormônio relacionado a sensações de cansaço e sono), estímulos magnéticos, como também a busca pela espiritualidade.
Materiais e Métodos
Esta
revisão
sistemática
da
bibliografia foi realizada a partir da análise
criteriosa de artigos científicos em
português e inglês, publicados nos anos de
2004 a 2015 nas bases de dados LILACS e
SCIELO.
Resultados e discursões
Dos artigos pesquisados, foram
selecionados os que apresentaram a
incidência e a sintomatologia da depressão
em graduandos, assim como a metodologia
de pesquisa aplicada. (Tabela 1)
Tabela 1. Relação de artigos estudados sobre a incidência de depressão em graduandos no período de 2006-2015.
Foi possível verificar que em todas
as pesquisas foi usado como questionário
principal o descritivo (sempre com a
autorização de Comitês de Ética), no qual
cada pesquisador faz suas perguntas de
interesse seguido de outros testes já
padronizados como Inventário de Ansiedade
Traço-Estado (IDATE), etc....
Os métodos alternativos escolhidos
por cada pesquisador foram:
 O Inventário de Depressão de
Beck (BDI) questionário auto avaliativo
utilizado, para monitoramento de sinais e
sintomas de depressão que consiste em 21
itens, incluindo sintomas e atitudes como
tristeza, pessimismo, insatisfação, sensação
de culpa, crises de choro, irritabilidade,
retração social, indecisão entre outros, cuja
intensidade varia de zero a três4, 8.17
 Whoqolbref
(Wordl
Health
Organization Quality of Life Instrument Bref)
indicado para adultos. Esse questionário é
sobre como o indivíduo se sente a respeito
de sua qualidade de vida, saúde entre
outros6,14.
 Inventário Beck de Ansiedade
(Beek e BAI) esse instrumento é composto
por 21 itens que avaliam sintomas de ansiedade e seu resultado se dá pela somatória,
sendo a sintomatologia mais forte quanto
maior a pontuação
 Obtida7.
 Inventário de Sintomas de Stress
para adultos (ISSL ou SSL) utilizado com o
intuito de identificar a sintomatologia do paciente analisado qual o tipo de sintoma e a
fase em que se situa o estresse. (1) alerta,
(2) resistência, (3) exaustão6.
 Escala de auto avaliação de Zung:
utilizado para avaliar o nível de transtornos
depressivos do doente17
 Escala de Autoestima de Janis &
Field: contém 23 itens, sendo utilizada para
determinar os níveis de autoestima 17.
Segundo Cárceres e colaboradores
(2010),8 os estudantes são alvos corriqueiros deste tipo de pesquisa pois passam por
uma forte pressão, provocada por um alto
nível de cobrança por parte da sociedade e
do próprio curso, como também pelo fato de
estarem em contato com pacientes doentes,
com prognósticos ruins e/ou deprimidos, o
que acaba por somar-se a uma carga horária de estudos excessiva, tornando-os vulneráveis ao desenvolvimento da depressão.
Ao analisar-se de forma sucinta cada um dos artigos foi possível visualizar que
os autores se interessaram por tipos de
pesquisas peculiares que chamaram a
atenção.
Furegato et al (2004)17, Cáceres
et.al(2010)8, Santana et. al (2012)33, Vilela
et al ( 2013)37 e Borine et al (2015)6optaram
por interagir a pesquisa aspectos sociais
como religião, estado civil, renda social e la-
zer, e a partir desses dados eles verificaram
que a depressão é diretamente proporcional
ao estado físico e mental da pessoa, ou seja, aqueles que realizam atividades físicas
tem momentos de lazer ou uma religião são
menos propensos a crises depressivas que
os demais.
dança hormonal. Segundo Brandtner et al
(2009)7, os homens têm receio em falar de
sentimentos, emoções e patologias, o que
talvez colabore com estes resultados.
Brandtner et al (2009)7 e Costa et al
(2012) analisaram a existência da depressão tanto em alunos dos cursos de humanas como da área de saúde tanto no início
da vida acadêmica como no final levando
em consideração a sua satisfação tanto com
a escolha do curso como da faculdade, a
partir de então ele observou que aqueles
que estavam iniciando o curso apresentavam uma escala depressiva maior que os
formandos, talvez porque ainda não estivessem totalmente ligados a sua nova carreira ou ainda por estarem em fase de mudança do nível médio para o superior. Segundo Almeida & Soares (2003)2 esse fenômeno ocorre porque no começo de um
curso o período de vulnerabilidade é maior.
Por sua vez a existência da depressão em
alunos concluintes deve-se a ansiedade a
futura entrada no mercado de trabalho.
Graduandos passam por uma
enorme quantidade de estresse desde o
começo dos cursos até o momento em que
conquistam sua conclusão, isso se dá a
uma grande quantidade de matérias que
exigem sua total dedicação, alterando seu
humor,
e
causando
muitas
vezes
transtornos.
12
Cavestro (2006)9, também levou em
consideração o período de ingresso dos estudantes e não encontrou grande alteração
em sua pesquisa quando comparado o começo, meio e fim de curso. Porém ele evidenciou a prevalência do risco de suicídio
dos alunos devido ao estado depressivo. Foi
possível observar que a prevalência da depressão também é maior em mulheres do
que nos homens como demonstrado por alguns autores como é possível visualizar na
tabela acima, acredita-se que isso ocorra
devido às mulheres serem mais vulneráveis
ou sensíveis como também devido a mu-
Conclusão
Dessa maneira é de grande
importância a existência de serviços
psicossociais, como psicólogos além do
treinamento
de
docentes
para
a
identificação e posterior auxílio aos alunos
que apresentarem sinais e sintomas
depressivos, além da implementação de
projetos extracurriculares que auxiliem os
graduandos a conviver nesse novo mundo
que é a faculdade. Ações como essas
poderão colaborar de forma significativa
para a formação de um graduando saudável
e sem frustrações.
Agradecimentos
Agradecemos em primeiro lugar a
Deus por sempre estar ao nosso lado nos
guiando, e nos fazendo enfrentar e superar
nossos próprios medos e dificuldades encontradas durante esse período de caminhada e também a nossa amiga Rosa Cristina Santos de Andrade, pelo auxilio que nos
prestou para construção deste trabalho.
Referências
1 – ADEWUIA AO Ola BA, Aloba OO, Mapayi BM, Oginni OO. DEPRESSÃO ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS NIGERIANO: prevalência e correlatos sociodemográficos. Soc Psychiatry Psychiatr
Epidemiol, XX: 1-5, 2006.
2 - ALMEIDA, L. S. & Soares, A. P. (2003). OS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: SUCESSO ESCOLAR E
DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL. In E. Mercuri & S. A. J. Polydoro (Orgs.), Estudante universitário:
Características e experiências de formação (pp.15-40). Taubaté, SP: Cabral.
3 - ANDRADE, Rosângela Vieira de. Et al. ATUAÇÃO DOS NEUROTRANSMISSORES NA DEPRESSÃO.
Faculdade de Farmácia do Planalto Central/União Educacional do Planalto Central –UNIPLAC. 2000.
4 - BECK A.T, Ward CH, Mendelson M, Mock J, Erbaugh G. Um inventário para medir a depressão. Arch
Gen Psych. 1961;4(6):53-63.
5 - BOING, Antônio Fernando. Et al. ASSOCIAÇÃO ENTRE DEPRESSÃO E DOENÇAS CRÔNICAS: ESTUDO POPULACIONAL. Rev. Saúde Pública 2012;46(4):617-23.
6 - BORINE, Rita de Cássia Calderani. Et al. RELAÇÃO ENTRE A QUALIDADE DE VIDA E O ESTRESSE
EM ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, Londrina, v. 6, n. 1, p.
100-118, jun. 2015.
7 - BRANDTNER, Maríndia & Bardagi, Marucia. SINTOMATOLOGIA DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM
ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO RIO GRANDE DO SUL. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 2 (2), 81 – 91. Ano 2009.
8 - CÁCERES, Ana Patrícia Bustillos. Et al. SINTOMAS DE DISFORIA E DEPRESSÃO EM ESTUDANTES
DE ENFERMAGEM. Cogitare Enferm. 2010 Out/Dez; 15(4):616-23.
9 - CAVESTRO, Júlio de Melo & ROCHA, Fabio Lopes. PREVALÊNCIA DE DEPRESSÃO ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS. Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais J Brás Psiquiatr, 55(4): 264267, 2006.
10 - CERCHIARI, E. A. N. (2004). SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA EM ESTUDANTES
UNIVERSITÁRIOS. (Tese de doutorado / UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas).
11 - COUTINHO, M. P. L. (2005). DEPRESSÃO INFANTIL E REPRESENTAÇÃO O SOCIAL. Joao Pessoa:
Ed. Universitária UFPB.
12 - COSTA, Victor Cesar Amorim& OLIVEIRA, ESTUDO COMPARATIVO DOS INDICADORES DE SINTOMAS DE ESTRESSE E ANSIEDADE ENTRE ESTUDANTES ENTRANTES E CONCLUINTES DO
CURSO DE PSICOLOGIA. Anais IV SIMPAC 4 2012 177 Revista Científica Univiçosa - Volume 3 - n. 1 Viçosa-MG - jan. - dez. 2013 - p. 177-182.
13 - CUNHA, et al. PREVALÊNCIA DE DEPRESSÃO E FATORES ASSOCIADOS EM COMUNIDADE DE
BAIXA RENDA DE PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL. Rev. Bras. Epidemiol. Vol. 15 no.2 São Paulo Junho 2012.
14 - DRZYZGA LR, Marcinowska A, Obuchowicz E. ANTIAPOPTOTIC AND NEUROTROPHIC EFFECTS
OF ANTIDEPRESSANTS: A REVIEW OF CLINICAL AND EXPERIMENTAL STUDIES. Brain Res Bull
2009; 79:248-57.
15 - 3ERIC L, Radovan Z, Jevremovic I. MENTAL DISORDERS AMONG YUGOSLAV MEDICAL STUDENTS. Brid J Psychiatry, 152; 127-9, 1988.
16 - Fleck. Marcelo Pio de Almeida. WHOQOL ABREVIADO- Versão em Português- Universidade Federal
do Rio Grande do Sul. 1998.
17- FUREGATO. Antônia Regina Ferreira. DEPRESSÃO ENTRE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM RELACIONADA À AUTO-ESTIMA, À PERCEPÇÃO DA SUA SAÚDE E INTERESSE POR SAÚDE MENTAL.
Rev Latino-am Enfermagem 2008 março-abril; 16(2) www.eerp.usp.br/rlae.
18 - GIGLIO JS. BEM ESTAR EMOCIONAL EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS. Tese Campinas (SP):
Únicamp; 1975.
19 - GORENSTEIN C, Andrade L. INVENTÁRIO DE DEPRESSÃO DE BECK: PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DA VERSÃO EM PORTUGUÊS. Rev. Psiquiatr Clin. 1998;25(5):245-50.
20 - GUYTON, A. C.; Hall, J. E.; TRATADO DE FISIOLOGIA MÉDICA.Ed.9º. Guanabara. 1997.
21 - GREVET, Eugênio Horácio. Et al. DEPRESSÃO MAIOR E DISTIMIA: DIRETRIZES E ALGORITMO
PARA O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO. Psicofármacos: Consulta Rápida; Porto Alegre, Artmed, 2005,
p.317.
22 - Instituto de Medicina.Distúrbios psiquiátricos e de desenvolvimento: enfrentar o desafio no mundo em desenvolvimento.Washington, DC: National Academy Press; 2001.
23 - KECK, Martin E. DEPRESSÃO, como aparece? Qual o tratamento? Qual a relação com o stress?
Ano 2010, Versão 1.0.
24 - KING. Michael W, Neurotransmissores: Diversidade e Funções. Universidade Estadual de Campinas
Ano 2000.
25 - LAFER, Beni e Filho& VALLADA, Homero Pinto. GENÉTICA E FISIOPATOLOGIA DOS TRANSTORNOS DEPRESSIVOS. Rev. Bras. Psiquiatria - Depressão - vol. 21, maio 1999.
26 - Ministério da Saúde - CID-10CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA INTERNACIONAL DE DOENÇAS E
PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE. Décima Revisão. Versão 2008 Volume I.
27 - MONTEIRO, F. R.; COUTINHO, M. P. L.; ARAÚJO, L. F. SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA EM ADOLESCENTES DO ENSINO MÉDIO: UM ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS. Psicol. Cienc.
prof. vol.27 no.2 Brasília jun. 2007.
28 - MORENO, Ricardo Alberto, et al. PSICOFARMACOLOGIA DE ANTIDEPRESSIVOS. Ver Bras Psiquiatria- vol. 21 - maio 1999.
29 - PARKER, Steve. O LIVRO DO CORPO HUMANO.Cap.4. Ano 2004.
30 - PLISZKA, Steven R.NEUROTRANSMISSORES. Neurociência para o clínico de saúde mental. Porto
alegre. Artmed, 2004.
31 - RODRIGUES, D.G.; PELISOLI, C. ANSIEDADE EM VESTIBULANDOS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO. Rev. Psiquiatria, clínica, São Paulo, v. 35, n. 5, 2008.
32 - ROSSI, Luciana, et al IMPLICAÇÕES DO SISTEMA SEROTONINÉRGICO NO EXERCÍCIO FÍSICO.
Arq Bras Endocrinol Metabvol 48 nº 2 Abril 2004. Págs. 227 a 263.
33 - SANTANA, Ygo Santos. Et al. SINTOMAS DEPRESSIVOS ENTRE INTERNOS DE MEDICINA EM
UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA Universidade Federal da Bahia, Salvador. Out. 2011Págs
53-59.
34 - SOUZA, Fábio Gomes de Matos e. TRATAMENTO DA DEPRESSÃO- Ver. Bras Psiquiatria. - Vol. 21 maio 1999. Págs. 18-23.
35 -Teodoro, Wagner Luiz Garcia. DEPRESSÃO Corpo Mente e Alma. Uberlândia–MG: 2009.
36 - Vicens, Mireya Nadal. Et al FARMACOLOGIA DA NEUROTRANSMISSÃO
SEROTONINÉRGICA E ADRENÉRGICA CENTRAL. Cap. 13 págs. 186-202.
37 - VILELA, Sueli de Carvalho.et al. SÍNDROME DE BURNOUT E ESTRESSE EM GRADUANDOS DE
ENFERMAGEM. Revista de enfermagem do centro oeste mineiro. Págs. 780 a 787 set/dez. 2013.
38 - VIETTA, Edna Paciência. BASES QUÍMICAS DA DEPRESSÃO. Psicologia Ribeirão Preto.
39 - Organização Mundial da Saúde. CAPITAL SOCIAL- determinantes e Programas de Saúde Pública.
Geneva, 2010; Organização Mundial da Saúde.
40 - CARLSON, Neil. Fisiologia do comportamento. 7.ed. São Paulo: Manole, 2002. p. 28.
41 - PULCINELLE, Márcio. Os chips neurais e a natureza quântica da transmissão sináptica. Disponível
emhttp://blog.marcio-pulcinelli.com/.
42 - JOQUEI, IP. Depressão: aspectos clínicos. Disponível em: http://slideplayer.com.br/.