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Roteiro de Técnicas de Terapia Manual para Alunos

ROTEIRO DA APA
PARA O ALUNO
DISCIPLINA: TÉCNICAS DE TERAPIA MANUAL (TÉCNICAS MESTRAS)
Professor(a): Jamile Rahal Cardoso
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
MASSAGEM RELAXANTE E TERAPÊUTICA
ORIENTAÇÕES GERAIS
01. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
02. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas,
a atividade será zerada.
03. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como
plágio, sendo o trabalho zerado.
04. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser
referenciados conforme as normas da ABNT.
05. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no
campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
06. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina.
07. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
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POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
A massagem relaxante é uma técnica manual que visa induzir um estado de relaxamento
físico e mental. Ela envolve movimentos suaves e ritmados aplicados nos músculos e tecidos
superficiais do corpo, com o objetivo de reduzir a tensão muscular, aliviar o estresse e promover
uma sensação geral de bem-estar. Essa técnica geralmente utiliza pressões suaves a moderadas, alongamentos suaves e movimentos de deslizamento, conhecidos como effleurage, que
ajudam a melhorar a circulação sanguínea.
A massagem terapêutica é uma abordagem mais direcionada e específica, utilizada no
tratamento de condições musculoesqueléticas, lesões esportivas, dor crônica e disfunções
biomecânicas. Ela envolve uma variedade de técnicas manuais, incluindo pressões mais profundas, amassamentos, alongamentos e manipulações articulares, dependendo das necessidades
individuais do paciente e do objetivo terapêutico.
Em resumo, tanto a massagem relaxante quanto a massagem terapêutica são técnicas valiosas, na prática da fisioterapia, com benefícios bem documentados em termos de relaxamento,
alívio da dor e melhora da função física em uma variedade de condições clínicas.
Objetivos:
– Compreensão teórica: entender os fundamentos teóricos por trás das técnicas manuais, incluindo anatomia, fisiologia, biomecânica e princípios de intervenção terapêutica.
– Desenvolvimento de habilidades práticas: adquirir habilidades práticas para realizar
técnicas manuais de forma segura, eficaz e com precisão, utilizando as mãos e o corpo
de maneira adequada.
– Aplicação clínica: ser capaz de aplicar as técnicas manuais de forma relevante e
adequada em diferentes contextos clínicos, levando em consideração a condição do
paciente, objetivos terapêuticos e evidências científicas.
– Avaliação e raciocínio clínico: desenvolver habilidades de avaliação clínica para
identificar disfunções musculoesqueléticas e outras condições que possam se beneficiar
das técnicas manuais, bem como habilidades de raciocínio clínico para planejar e adaptar
o tratamento de acordo com as necessidades individuais do paciente.
– Comunicação e interação: aprender a se comunicar efetivamente com os pacientes
para explicar as técnicas manuais, obter consentimento informado e garantir o conforto
e a compreensão do paciente durante o tratamento.
– Trabalho em equipe: colaborar com outros profissionais de saúde, como médicos,
enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para fornecer um plano de tratamento abrangente e integrado para os pacientes.
Ao adquirir esses objetivos e habilidades, o acadêmico de fisioterapia estará preparado
para se tornar um profissional competente e eficaz no uso das técnicas manuais como parte
integrante do tratamento fisioterapêutico.
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AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro estudante,
A atividade prática deverá ser realizada em domicílio, garantindo que os objetivos propostos sejam alcançados de maneira adequada. Para isso, é essencial que o aluno providencie um
ambiente apropriado, garantindo as condições necessárias para a execução segura e eficaz da
atividade.
Além disso, o aluno será responsável pela aquisição dos materiais previamente solicitados,
seguindo as especificações indicadas. A correta organização e preparação do espaço contribuirão
para uma melhor assimilação dos conteúdos e um desempenho satisfatório na atividade prática.
O cumprimento dessas orientações é fundamental para o êxito da prática, assegurando a
aplicação dos conhecimentos adquiridos e promovendo um aprendizado mais efetivo.
Para a realização desta atividade prática, será indispensável contar com a participação de
uma pessoa que atuará como modelo. Essa pessoa servirá como referência para a aplicação
dos procedimentos necessários, possibilitando a coleta de dados e a execução correta das técnicas propostas. É importante que o modelo esteja ciente da atividade, cooperando de maneira
adequada para garantir a precisão dos resultados e a eficácia do aprendizado.
Boa Prática!
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EMBASAMENTO TEÓRICO
Vídeo Embasamento - Prática
Ao longo da história, a prática da massagem evoluiu de maneira empírica, ou seja, através
da experiência tátil em diversas situações. Surgiu primeiramente no oriente, especialmente na
Índia, China e Japão, mas também foi desenvolvida nas antigas civilizações da Grécia e Roma.
O toque sempre foi empregado de forma intuitiva para aliviar dores decorrentes de traumas
ou lesões.
O contato manual em áreas dolorosas sempre foi uma prática comum, desde os tempos
antigos, muitas vezes de forma instintiva.
Na Grécia antiga, Hipócrates (460–370 a.C.), reconhecido como o pai da medicina, advogava
o uso da massagem para tratar seus pacientes. Com o decorrer do tempo, as técnicas utilizadas
e os resultados observados empiricamente começaram a ser examinados pela ciência, e hoje
em dia, muitos dos efeitos fisiológicos benéficos da massoterapia são cientificamente validados
(Simão, Farias, Tombi, 2019).
A massagem relaxante pode ser caracterizada como uma série de movimentos nos quais
se aplica uma pressão variando de leve a moderada, em padrões ritmados, suaves e lentos,
sendo essa abordagem a mais apropriada para induzir o relaxamento.
A massagem relaxante baseia-se na manipulação manual do corpo. É caracterizada por
uma série de técnicas que aplicam compressão e liberação de forma sistemática em uma área
específica do corpo, executadas com ritmo, intensidade e velocidade apropriados para propósitos
terapêuticos.
Essas técnicas incluem uma variedade de movimentos, podendo ser suaves ou mais
vigorosos, executados em diferentes velocidades, de acordo com o objetivo terapêutico
pretendido.
As técnicas de massagem requerem uma aplicação com as mãos firmes ao entrar em
contato com a área a ser massageada, porém, sem induzir dor ou desconforto. O contato deve
ser agradável, adaptado às necessidades individuais e à sensibilidade de quem está recebendo
a massagem (Simão, Farias, Tombi, 2019).
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A massagem relaxante consiste em uma série de técnicas conhecidas como manobras
de massagem, que devem ser executadas com direção, intensidade e cadência específicas,
conforme descrito a seguir:
• Direção: refere-se à orientação dos movimentos durante a massagem. Na massagem
clássica, os movimentos seguem das extremidades em direção ao centro do corpo. Por
exemplo, no membro superior, os movimentos iniciam na mão e seguem em direção ao
ombro.
• Intensidade: representa a quantidade de pressão aplicada sobre a pele durante a
massagem. Essa intensidade pode variar entre as diferentes manobras, sendo recomendado começar e terminar a massagem com uma pressão mais suave.
• Cadência: consiste na velocidade e regularidade dos movimentos realizados durante
a massagem. Um ritmo adequado pode ser comparado aos batimentos cardíacos.
A intensidade e velocidade dos movimentos podem influenciar o efeito da massagem, sendo
que uma pressão mais profunda e movimentos rápidos tendem a ser mais estimulantes, enquanto
movimentos lentos e pressão superficial tendem a ter efeitos calmantes. A duração típica de uma
sessão de massagem varia de 40 minutos a 1 hora e 30 minutos, sendo comumente realizadas
em cerca de 50 minutos.
A massagem clássica envolve os seguintes movimentos fundamentais:
• Deslizamento.
• Amassamento.
• Fricção.
• Percussão.
O deslizamento é uma técnica realizada com as mãos e os dedos deslizando sobre a
superfície da pele. As mãos podem se mover alternadamente ou juntas na mesma direção. A
pressão aplicada pode variar entre superficial e profunda. Normalmente, utiliza-se o deslizamento superficial com uma leve pressão para iniciar e finalizar a massagem, além de aplicar óleo ou
creme na área tratada. Essa técnica é o primeiro contato do terapeuta com o corpo do cliente ou
paciente, visando iniciar o processo de relaxamento.
O deslizamento profundo é realizado com uma pressão mais intensa, aumentando a
temperatura da pele e estimulando a circulação sanguínea para favorecer o retorno venoso.
01. Amassamento
É executado com as palmas das mãos e todos os dedos em contato com a superfície
cutânea. Uma das mãos se desloca em direção à outra, e ambas rumam para a profundidade da
pele, realizando movimentos de vai e vem. Esse procedimento mobiliza estruturas anatômicas
mais internas, incluindo o tecido adiposo e os músculos, além da pele. Isso promove o relaxamento
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dos músculos e dos tendões, contribui para o aumento do fluxo sanguíneo e a eliminação de
toxinas, e melhora a oxigenação e o aporte nutricional da pele e dos músculos.
É efetuada com as mãos ou utilizando os polegares e as pontas dos dedos, por meio de
movimentos de deslizamento que podem ser circulares, estimulando estruturas mais profundas
como tendões e músculos, e gerando atrito na área massageada. A fricção auxilia na liberação
de tensões musculares e intensifica ainda mais a circulação sanguínea na região. Isso resulta
em hiperemia (vermelhidão) e aumento da temperatura na área tratada.
Impacto da massagem clássica no corpo humano:
1.1 Pele
A massagem facilita a eliminação de células mortas (esfoliação), induz a vasodilatação e
hiperemia (vermelhidão), aumenta a circulação sanguínea e a temperatura na área tratada. Esses
efeitos fisiológicos favorecem a absorção e penetração de substâncias ativas, potencializando a
eficácia de cosméticos e medicamentos aplicados localmente. Além disso, melhora a nutrição,
hidratação, tônus e elasticidade da pele.
1.2 Sistema nervoso e sensorial
Os movimentos suaves da massagem estimulam as terminações nervosas da pele,
reduzindo a hipersensibilidade nessas áreas e proporcionando alívio e relaxamento.
1.3 Sistema circulatório
A combinação de técnicas de massagem melhora a circulação sanguínea e linfática,
aumentando o fluxo sanguíneo e linfático. Isso auxilia na eliminação de resíduos metabólicos,
resultantes das atividades químicas do corpo.
1.4 Sistema muscular
A massagem atua não apenas na pele, mas também nos músculos. Movimentos leves e
suaves reduzem os espasmos musculares, enquanto movimentos mais profundos aumentam o
fluxo sanguíneo nos músculos, melhorando seu tônus e elasticidade. Isso promove uma melhor
entrega de nutrientes e oxigênio aos músculos, além de ajudar na eliminação de toxinas. A
massagem também pode aumentar a flexibilidade e promover o relaxamento muscular.
1.5 Sistema de Membranas Fasciais e os Impactos da Massagem
O sistema de membranas fasciais está presente em todo o organismo humano, distribuído
em diversas regiões e camadas. As membranas fasciais, compostas por tecido conjuntivo,
desempenham o papel de sustentar, nutrir e preencher os espaços, facilitando o adequado
funcionamento de cada parte do corpo. Elas formam uma rede que separa as estruturas umas
das outras.
1.6 Tecido Conectivo
O tecido conectivo é composto por diferentes grupos de células e é dividido em duas
categorias: tecido conjuntivo comum e tecido conjuntivo especializado.
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1.7 Propriedades e Funções das Membranas Fasciais
As membranas fasciais estão presentes em torno de órgãos, músculos e ossos, permitindo
que cada estrutura atue de forma independente e conectada, além de contribuir para a flexibilidade
e mobilidade.
Elas estão interconectadas com diversos tecidos corporais, possuem elasticidade,
plasticidade e são inervadas.
Com capacidade de detectar sensações de dor, são ricas em proprioceptores (sensores
sensoriais profundos que respondem a estímulos voluntários e involuntários), desempenhando
um papel na manutenção da postura e locomoção.
Com base em suas funções predominantes, as membranas fasciais podem ser categorizadas
como: fáscia de ligação ativa ou passiva; fáscia fascicular; fáscia de compressão; e fáscia de
separação (Chaitow, 2017). A fáscia fascicular, é uma película composta por tecido conjuntivo
que envolve as estruturas musculares, vasculares e nervosas.
Sua finalidade é reduzir o atrito e facilitar o deslizamento e a mobilidade dessas estruturas
durante a atividade muscular.
1.8 Outros benefícios da massagem no corpo
Além de estimular a circulação sanguínea, a massagem melhora o metabolismo corporal ao
aumentar a disponibilidade de nutrientes e oxigênio para as células, e facilita a eliminação de toxinas.
Ela também pode reduzir a retenção de líquidos, especialmente no tecido subcutâneo,
ajudando na sua reabsorção pelo sistema circulatório. Isso pode auxiliar na mobilização de
líquidos corporais, contribuindo por vezes para a diurese e o movimento intestinal.
Na região abdominal, a massagem com movimentos circulares no sentido horário estimula
o peristaltismo intestinal, facilitando a eliminação de fezes.
Por meio do contato físico, a massagem ativa os receptores sensoriais e proprioceptores,
localizados tanto na superfície da pele quanto em estruturas mais profundas, como músculos.
Este estímulo promove uma melhor consciência corporal, uma vez que os proprioceptores estão
distribuídos nos músculos, tendões, ligamentos, articulações e labirinto. Eles desempenham
um papel reflexo na postura e movimento corporal, transmitindo impulsos nervosos conscientes
que permitem a percepção do corpo mesmo sem estímulos visuais. Além disso, também
enviam impulsos nervosos inconscientes que controlam funções motoras e reflexas de forma
imperceptível.
Realizada com movimentos suaves e consistentes, a massagem influencia as terminações
nervosas da pele, reduzindo a sensibilidade excessiva e contribuindo para o alívio da dor, enquanto
induz ao relaxamento. As manobras de massagem também beneficiam o tônus muscular e sua
elasticidade. Os movimentos delicados e suaves diminuem os espasmos musculares, enquanto
as técnicas mais profundas aumentam o fluxo sanguíneo nos músculos.
Os sistemas circulatório, sanguíneo e linfático são estimulados pelos movimentos de
massagem, favorecendo a eliminação de resíduos metabólicos, auxiliando na desintoxicação do
corpo e regulando a retenção de líquidos para reduzir o inchaço.
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Por meio do contato físico, a massagem ativa os receptores sensoriais e proprioceptores,
localizados tanto na superfície da pele quanto em estruturas mais profundas, como músculos.
Este estímulo promove uma melhor consciência corporal, uma vez que os proprioceptores estão
distribuídos nos músculos, tendões, ligamentos, articulações e labirinto.
Eles desempenham um papel reflexo na postura e movimento corporal, transmitindo
impulsos nervosos conscientes que permitem a percepção do corpo mesmo sem estímulos
visuais. Além disso, também enviam impulsos nervosos inconscientes que controlam funções
motoras e reflexas de forma imperceptível.
Realizada com movimentos suaves e consistentes, a massagem influencia as terminações
nervosas da pele, reduzindo a sensibilidade excessiva e contribuindo para o alívio da dor,
enquanto induz ao relaxamento.
As manobras de massagem também beneficiam o tônus muscular e sua elasticidade. Os
movimentos delicados e suaves diminuem os espasmos musculares, enquanto as técnicas mais
profundas aumentam o fluxo sanguíneo nos músculos.
Os sistemas circulatório, sanguíneo e linfático são estimulados pelos movimentos de
massagem, favorecendo a eliminação de resíduos metabólicos, auxiliando na desintoxicação do
corpo e regulando a retenção de líquidos para reduzir o inchaço.
02. Indicações
Pelos efeitos fisiológicos promovidos pela massagem, é indicada quando existem as
seguintes queixas:
• Sensação de cansaço físico e mental;
• Tensão muscular;
• Ansiedade;
• Dores musculares;
• Estresse.
03. Contraindicações
As condições a seguir são contraindicações definitivas. A massagem não deve ser aplicada
nas seguintes circunstâncias:
• Afecções infecciosas na pele;
• Febre;
• Trombose e varizes com risco de trombose;
• Infecções;
• Inflamações agudas;
• Doenças crônicas não tratadas (diabetes, hipertensão, hipertireoidismo e outras).
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As situações a seguir são contraindicações relativas. A massagem poderá ser realizada,
mas com precauções e cuidados, nos seguintes casos:
• Gravidez (apenas com autorização médica);
• Pós-operatórios (apenas com autorização médica, recomendando-se movimentos
leves); Problemas renais (apenas com autorização médica);
• Câncer maligno ou benigno (apenas com autorização médica).
04. Preparação e Cuidados do Ambiente para Massagem Relaxante
Antes de tudo, é essencial conhecer o cliente, compreender suas queixas que possam
ser abordadas pela massagem e assegurar que não existem contraindicações para a aplicação
da técnica.
Realizar uma avaliação preliminar e preencher uma ficha de anamnese permite identificar
situações em que a massagem relaxante não é aconselhável.
Entre as contraindicações estão: infecções, inflamações agudas, febre, distúrbios
metabólicos não controlados (sem orientação médica) e casos de fragilidade sem supervisão
médica.
No entanto, a massagem relaxante é recomendada para aliviar a tensão, ansiedade e
estresse. Além disso, é benéfica para aqueles que buscam manter o equilíbrio físico e mental e
procuram bem-estar.
Como o objetivo é promover o relaxamento, o ambiente deve ser preparado com cuidado e
atenção aos detalhes que promovam o resultado desejado.
A massagem deve ser realizada em um ambiente tranquilo, livre de ruídos e estímulos que
possam perturbar o cliente durante o tratamento.
Alguns recursos podem ser adotados na preparação do ambiente para contribuir com o
relaxamento:
• Espaço - A massagem pode ser feita em uma maca apropriada (com altura ajustada
à do quadril do terapeuta), ou em um colchonete no chão, com o terapeuta ajoelhado
ao lado para realizar as manobras. Em ambas as opções, é importante que o terapeuta
mantenha uma postura adequada para evitar desconforto ao realizar o trabalho.
• Iluminação - Uma iluminação suave ou indireta na sala promove um ambiente mais
relaxante.
• Temperatura - A temperatura do ambiente deve ser agradável, permitindo que o
cliente se despeça da área a ser massageada sem sentir frio. Para garantir o conforto
térmico, pode-se utilizar uma manta térmica sobre a maca de massagem e sob o lençol,
cobrindo as áreas não envolvidas na massagem com uma toalha ou cobertor leve.
• Ambiente Sonoro - Pode consistir em música instrumental ou sons da natureza, de
preferência sem vocais. Há uma variedade de opções disponíveis. Opte por músicas
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calmas, mas verifique se o cliente aprecia o estilo, pois ele não conseguirá relaxar ao
ouvir algo que o incomode.
Utilize loções de massagem ou óleos naturais combinados com óleos essenciais, como
camomila e lavanda (desde que não haja contraindicação para o uso de óleos essenciais).
Mantenha uma boa aparência pessoal. Evite o uso de acessórios como anéis, relógios e
pulseiras para evitar ferir o cliente. Além disso, a higiene e a limpeza do ambiente são essenciais.
05. Passo a passo da Massagem Relaxante:
– Massagem Relaxante:
– Sequência:
• Decúbito Dorsal, Cabeça e Pescoço;
• Deslizamento iniciando em região de colo, abaixo das clavículas, circulando ombros
e finalizando com leve tração cervical;
• Amassamento pescoço;
• * 8 na cabeça;
• Deslizamento na frontal; Pinçamento na sobrancelha;
• Orbicular olho deslizamento; Zigomático deslizamento;
• Mandíbula, deslizamento;
• Decúbito Dorsal MMSS;
• Deslizamento superficial em todo braço;
• Deslizamento profundo em todo braço;
• Amassamento em todo braço;
• Massagear a mão, amassamento e fricção;
• Deslizamento superficial no braço;
• Decúbito dorsal-abdome;
• Deslizamento superficial;
• Deslizamento profundo (finalizar movimento puxando para a região pubiana);
• Movimento circular em sentido horário, na região intestinal;
• Deslizamento superficial para finalizar;
• Decúbito dorsal MMII;
• Deslizamento superficial em todo membro inferior;
• Deslizamento profundo em toda a perna (cuidar com o joelho);
• Massagear o pé (amassamento/fricção e alongamento);
• Amassamento em coxa;
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• Contorno de joelho;
• Deslizamento superficial em todo membro inferior;
• Decúbito ventral em MMII;
• Deslizamento superficial e profundo do tornozelo até o glúteo (cuidar para não
colocar muita pressão na região poplítea);
• Amassamento do calcanhar;
• Bombeamento na panturrilha (movimento de drenagem);
• Amassamento (em todo membro inferior);
• Deslizamento superficial para finalizar;
• Decúbito ventral - costas;
• Deslizamento superficial;
• Deslizamento profundo;
• Rolamento;
• Fricção;
• Deslizamento lateral terminando nos ombros;
• Pressão no sacro (movimento circular);
• Amassamento lombar;
• Amassamento no trapézio;
• Deslizamento profundo no trapézio;
• Deslizamento profundo no trapézio até a lombar (esse movimento deve fazer um
alongamento na volta);
• Deslizamento superficial para finalizar.
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RECURSOS UTILIZADOS
Material de responsabilidade do aluno para a execução da atividade.
– Sugestão: o estudante poderá requisitar o empréstimo dos materiais a um profissional
da área para a realização da atividade.
MATERIAIS
Descrição
Observação
Jaleco, bermuda ou shorts e top.
Material de responsabilidade do aluno para a
execução da atividade.
Lençol e toalha de banho
Material de responsabilidade do aluno para a
execução da atividade.
• Álcool 70%
• Creme ou óleo de massagem
• Maca/Cama
• Papel toalha
Material de responsabilidade do aluno para a
execução da atividade.
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
01. Ambiente com pia disponível para lavar as mãos.
02. O acadêmico deve estar de jaleco, calça comprida e sapato fechado, máscara facial
descartável e toca descartável.
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O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
Vídeo - Prática I
01. Massagem Relaxante:
– Sequência:
• Decúbito Dorsal, Cabeça e Pescoço;
• Deslizamento iniciando em região de colo, abaixo das clavículas, circulando ombros
e finalizando com leve tração cervical;
• Amassamento pescoço;
• * 8 na cabeça;
• Deslizamento na frontal; Pinçamento na sobrancelha;
• Orbicular olho deslizamento; Zigomático deslizamento;
• Mandíbula, deslizamento;
• Decúbito Dorsal MMSS;
• Deslizamento superficial em todo braço;
• Deslizamento profundo em todo braço;
• Amassamento em todo braço;
• Massagear a mão, amassamento e fricção;
• Deslizamento superficial no braço;
• Decúbito dorsal-abdome;
• Deslizamento superficial;
• Deslizamento profundo (finalizar movimento puxando para a região pubiana);
• Movimento circular em sentido horário, na região intestinal;
• Deslizamento superficial para finalizar;
• Decúbito dorsal MMII;
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• Deslizamento superficial em todo membro inferior;
• Deslizamento profundo em toda a perna (cuidar com o joelho);
• Massagear o pé (amassamento/fricção e alongamento);
• Amassamento em coxa;
• Contorno de joelho;
• Deslizamento superficial em todo membro inferior;
• Decúbito ventral em MMII;
• Deslizamento superficial e profundo do tornozelo até o glúteo (cuidar para não colocar muita pressão na região poplítea);
• Amassamento do calcanhar;
• Bombeamento na panturrilha (movimento de drenagem);
• Amassamento (em todo membro inferior);
• Deslizamento superficial para finalizar, Decúbito ventral - costas;
• Deslizamento superficial;
• Deslizamento profundo;
• Rolamento;
• Fricção;
• Deslizamento lateral terminando nos ombros;
• Pressão no sacro (movimento circular);
• Amassamento lombar;
• Amassamento no trapézio;
• Deslizamento profundo no trapézio;
• Deslizamento profundo no trapézio até a lombar (esse movimento deve fazer um
alongamento na volta);
• Deslizamento superficial para finalizar.
Ao término da prática, elaborar um relatório descritivo sobre a prática de massagem terapêutica, descrevendo a sequência, as manobras, o posicionamento do paciente, o tempo de
duração da massagem.
– Anexar uma fotografia mostrando você realizando a massagem relaxante.
– Anexar a fotografia e o relatório como resultados da atividade.
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RELATÓRIO
Caro (a) aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (PowerPoint). Para isso, faça o
download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
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MATERIAIS COMPLEMENTARES
– CAGNASSI, T.; SILVA, L. S.; SILVA, T. B. S. Benefícios Da Massagem Relaxante No
Corpo E Associações Com Práticas Integrativas - Revisão De Literatura. Revista Saúde
em Foco – Edição n.º 15 – Ano: 2023. Disponível em: https://portal.unisepe.com.br/
unifia/wp-content/uploads/sites/10001/2023/06/Revisa%CC%83o-de-artigo-Beneficios-da-massagem-relaxante.pdf Acesso em: 10 jan. 2024.
– SILVA, G. C. et al. Os Efeitos Terapêuticos Da Massagem Na Tensão Muscular.
v. 2 n. Supl.1. Anais do IV Fórum de Iniciação Científica. 2021. Disponível em: https://
scientiageneralis.com.br/index.php/SG/article/view/274 Acesso em: 10 jan. 2024.
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ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
TERAPIA MANUAL MOBILIZAÇÃO
ORIENTAÇÕES GERAIS
01. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
02. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas,
a atividade será zerada.
03. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como
plágio, sendo o trabalho zerado.
04. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser
referenciados conforme as normas da ABNT.
05. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no
campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
06. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina.
07. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
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POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
As técnicas de manipulação e mobilização visam tratar desarranjos articulares decorrentes
de sintomas como dor, posturas inadequadas, sobrecarga nas articulações e tensão muscular,
entre outros, que podem resultar em limitações de movimento.
Para aplicar essas técnicas, é essencial que o fisioterapeuta possua compreensão da artrocinemática e dos diferentes tipos de movimentos, incluindo aqueles de natureza fisiológica e
acessória.
Neste segmento, será abordado o estudo dos movimentos acessórios realizados de forma
passiva pelo fisioterapeuta, bem como os métodos de mobilização e manipulação.
Além disso, será explorada a maneira como tais técnicas podem ser empregadas no tratamento de disfunções cinético-funcionais.
Objetivos:
• Compreensão da Avaliação e Tratamento Musculoesquelético: A técnica de mobilização e o conceito Maitland fornecem aos estudantes de fisioterapia uma compreensão
abrangente da avaliação e tratamento de distúrbios musculoesqueléticos. Isso inclui a
capacidade de avaliar a amplitude de movimento, identificar disfunções articulares e
aplicar técnicas de mobilização para restaurar a função normal.
• Desenvolvimento de Habilidades Práticas: Através do aprendizado da técnica de
mobilização e do conceito Maitland, os estudantes desenvolvem habilidades práticas
para realizar avaliações musculoesqueléticas detalhadas e aplicar técnicas de mobilização de forma segura e eficaz.
• Aprimoramento da Tomada de Decisão Clínica: Ao estudar o conceito Maitland, os
alunos aprendem a analisar e interpretar os dados da avaliação para desenvolver planos
de tratamento individualizados. Isso os capacita a tomar decisões clínicas fundamentadas e adaptar as técnicas de mobilização de acordo com as necessidades específicas
de cada paciente.
• Promoção da Recuperação e Reabilitação: A técnica de mobilização e o conceito
Maitland são ferramentas essenciais para promover a recuperação e reabilitação de pacientes com distúrbios musculoesqueléticos. Ao aprender essas técnicas, os estudantes
estão melhor preparados para ajudar os pacientes a restaurar a função, aliviar a dor e
melhorar a qualidade de vida.
• Preparação para a Prática Clínica: O conhecimento e habilidades adquiridos por
meio do aprendizado da técnica de mobilização e do conceito Maitland preparam os estudantes para a prática clínica como fisioterapeutas. Eles estarão equipados para fornecer
cuidados de alta qualidade e baseados em evidências aos seus pacientes, contribuindo
assim para o campo da fisioterapia e para o bem-estar dos indivíduos que atendem.
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AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro estudante,
A atividade prática deverá ser realizada em domicílio, garantindo que os objetivos propostos sejam alcançados de maneira adequada. Para isso, é essencial que o aluno providencie um
ambiente apropriado, garantindo as condições necessárias para a execução segura e eficaz da
atividade.
Além disso, o aluno será responsável pela aquisição dos materiais previamente solicitados,
seguindo as especificações indicadas. A correta organização e preparação do espaço contribuirão
para uma melhor assimilação dos conteúdos e um desempenho satisfatório na atividade prática.
O cumprimento dessas orientações é fundamental para o êxito da prática, assegurando a
aplicação dos conhecimentos adquiridos e promovendo um aprendizado mais efetivo.
Para a realização desta atividade prática, será indispensável contar com a participação de
uma pessoa que atuará como modelo. Essa pessoa servirá como referência para a aplicação
dos procedimentos necessários, possibilitando a coleta de dados e a execução correta das técnicas propostas. É importante que o modelo esteja ciente da atividade, cooperando de maneira
adequada para garantir a precisão dos resultados e a eficácia do aprendizado.
Boa Prática!
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EMBASAMENTO TEÓRICO
Vídeo Embasamento - Prática
O termo artrocinemática refere-se à análise dos movimentos nas articulações, ou seja, a
maneira como duas superfícies articulares se deslocam uma em relação à outra. Especificamente, o movimento artrocinemático descreve como as faces articulares adjacentes se movimentam
durante o movimento osteocinemático ou fisiológico da articulação (Lippert, 2013).
Para compreender a artrocinemática, é essencial entender que o tipo de movimento numa
articulação é determinado pelo formato das superfícies articulares. Essas configurações podem
ser categorizadas como côncavas ou convexas. Em uma articulação ovoide, há dois ossos
envolvidos: um apresenta uma extremidade côncava (como a falange proximal) e o outro uma
extremidade convexa (como o osso metacarpal).
Segundo Lippert (2013) a regra côncavo-convexa explica como ocorrem os movimentos
articulares, considerando a forma das extremidades ósseas durante esses movimentos.
Quando uma superfície articular côncava se desloca sobre uma convexa, ela move-se na
mesma direção do membro corporal em movimento.
Por outro lado, quando uma superfície articular convexa se move sobre uma côncava, ela
se move na direção oposta ao membro. Nas articulações selares, uma superfície é côncava em
uma direção e convexa na outra.
Existem dois tipos de movimentos que influenciam a mobilidade das articulações: o fisiológico e o acessório.
O movimento fisiológico é resultado das contrações musculares ativas que deslocam os
ossos e as articulações, sendo chamado de mobilização osteocinemática.
Por outro lado, o movimento acessório refere-se à maneira como as superfícies articulares
se movem uma em relação à outra. Esse tipo de movimento é involuntário e requer uma força
externa para ser realizado.
Esses movimentos são classificados como artrocinemáticos.
21
01. Movimentos fisiológicos
Esses deslocamentos podem ser executados voluntariamente pelo indivíduo e abrangem
movimentos nos planos anatômicos sagital, frontal e transversal, como flexão, extensão, rotação,
adução, abdução, pronação e supinação.
02. Movimentos acessórios
São movimentos ocorridos dentro das articulações e nos tecidos adjacentes, sendo cruciais
para atingir a amplitude de movimento (ADM). Geralmente, o indivíduo não consegue executá-los
ativamente, sendo necessária a intervenção do fisioterapeuta (Kisner; Colby, 2016).
Esses deslocamentos acessórios se dividem em movimentos componentes e de mobilidade intra-articular. Os movimentos componentes acompanham o movimento ativo, mas não
são controlados voluntariamente - por exemplo, a rotação da escápula para cima e a rotação da
clavícula durante a flexão do ombro (Kisner; Colby, 2016).
A mobilidade intra-articular refere-se aos deslocamentos ocorridos entre as superfícies
articulares, fundamentais para o funcionamento normal da articulação durante a amplitude de
movimento.
Esses deslocamentos incluem rolamento, deslizamento, compressão, deslizamento e separação das superfícies articulares, e não podem ser realizados ativamente.
Os deslocamentos artrocinemáticos são categorizados em três tipos: rolamento, deslizamento e rotação. Muitas articulações combinam esses três tipos de deslocamentos.
O rolamento é um movimento rotativo ou angular de uma superfície articular sobre a outra,
assemelhando-se ao rolamento de uma bola chão (Lippert, 2013). Durante o movimento, novos
pontos em cada face articular entram em contato. O deslizamento é considerado um movimento
linear de uma face articular, no qual o movimento linear é paralelo ao plano da superfície articular
adjacente, ou seja, um dos pontos da face articular entra em contato com novos pontos da outra
face adjacente.
Esse movimento se assemelha às lâminas dos patins que deslizam sobre uma superfície
de gelo. A rotação é um movimento giratório ou angular que se assemelha ao giro de um pião
sobre a mesa. Nesse movimento os mesmos pontos em cada face articular se mantêm em
contato um com o outro.
Esse tipo de movimento ocorre nas articulações do ombro e do quadril durante os movimentos de flexão/extensão e na articulação umerorradial no movimento de pronação/supinação
(Kisner; Colby, 2016).
Congruência articular refere-se à perfeita adaptação das superfícies articulares. Quando
duas superfícies articulares estão em contato máximo, ou seja, estão pressionadas ao ponto de
ser difícil separá-las, dizemos que essa articulação é congruente.
Um exemplo de congruência ocorre quando a cápsula articular e os ligamentos mantêm a
articulação em sua posição adequada.
Essa condição é denominada posição em cadeia cinética fechada (Lippert, 2013). Na posição cinética fechada, as superfícies articulares se ajustam perfeitamente, proporcionando maior
22
área de contato e tensionando os ligamentos e as inserções, enquanto os componentes capsulares são mais comprimidos. Isso resulta em articulações mais firmes, dificultando a separação.
Por exemplo, a posição em cadeia fechada é evidente quando a patela não pode ser movimentada com o joelho flexionado, pois fica completamente aderida entre o fêmur e a tíbia. Nesse caso, a
posição em cadeia cinética fechada da articulação entre o fêmur e a patela é a flexão do joelho.
Nos testes de estabilidade e integridade dos ligamentos, a articulação é colocada nessa
posição fechada (Lippert, 2013).
Em contraste, todas as outras posições são consideradas cadeia cinética aberta, pois as
superfícies articulares não se ajustam perfeitamente.
Nessas posições, os ligamentos e os componentes capsulares estão relaxados, permitindo
uma separação passiva entre as superfícies articulares. É nessas condições que as técnicas
de mobilização são geralmente aplicadas, possibilitando movimentos de rolamento, rotação e
deslizamento (Lippert, 2013).
A compreensão das teorias artrocinemáticas é fundamental para avaliar a integridade dos
componentes articulares e para aplicar técnicas de mobilização e manipulação articular em tecidos moles doloridos ou com mobilidade reduzida.
Nas posições de cadeia aberta, os ligamentos e os componentes capsulares restringem os
movimentos acessórios passivos.
Se um ligamento estiver rompido, não conseguirá mais controlar o movimento para evitar
hipermobilidade articular.
Por outro lado, em casos de inflamação articular, os movimentos acessórios serão restritos
e dolorosos.
A terapia manual abrange técnicas como manipulação e mobilização, realizadas de forma
passiva nas articulações e nos tecidos moles pelo fisioterapeuta, com variação de velocidade e
amplitude (Kisner; Colby, 2016).
A mobilização articular consiste em movimentos passivos realizados em amplitude considerável e de forma lenta.
Seus objetivos incluem aprimorar a congruência articular, reduzir dor e/ou edema, minimizar
o atrito mecânico na articulação e restaurar a biomecânica articular. Os movimentos podem ser
fisiológicos, acessórios ou combinados. Por outro lado, a manipulação articular é uma técnica
executada em um movimento acessório de alta velocidade, realizado no final da amplitude.
É aplicada em pacientes que conseguem relaxar ou se sentem confortáveis com essa
técnica. Tanto a manipulação quanto a mobilização são realizadas pelo fisioterapeuta usando
movimentos como deslizamento, rolamento, rotação, aproximação e separação (Vasconcelos;
Oliveira; Magalhães, 2021).
Os efeitos neurofisiológicos das técnicas de mobilização/manipulação articular são significativos.
A imobilização pode resultar em atrofia articular, enquanto a manipulação e a mobilização
estimulam o líquido sinovial a fornecer nutrientes para a cartilagem avascular.
23
Além disso, essas técnicas previnem aderências causadas pela imobilização, as quais
podem levar a encurtamentos articulares e enfraquecimento ligamentar devido à proliferação
fibroadiposa.
No contexto doloroso, os mecanorreceptores podem inibir a transmissão de estímulos
nociceptivos na medula espinal ou no tronco encefálico durante a realização de movimentos de
oscilação e separação de pequena amplitude (Kisner; Colby, 2016).
– Indicações:
• Dor e espasmo.
• Hipomobilidade articular.
• Falhas de posicionamento ósseo.
– Contraindicações:
• Inflamação.
• Hipermobilidade.
• Derrame articular.
• Limitação progressiva consequente de doenças.
As técnicas oscilatórias suaves ou de Maitland são um tipo de terapia manual conhecida por
seus movimentos passivos, rítmicos e graduais em quatro estágios, projetados para restaurar a
artrocinemática.
Existem diferentes graus de oscilação para mobilização articular, variando de acordo com
a dosagem e velocidade da aplicação (Kisner; Colby, 2016).
• Estágio I: No início da Amplitude de Movimento (ADM), são realizadas oscilações
rítmicas de pequena amplitude. Essas oscilações são rápidas e semelhantes a vibrações
manuais.
• Estágio II: São realizadas oscilações rítmicas de grande amplitude dentro da ADM,
sem ultrapassar o limite. Realizam-se duas ou três vezes por segundo, durante 1 ou 2
minutos.
• Estágio III: Envolve oscilações rítmicas de grande amplitude até o limite disponível
ou até encontrar resistência tecidual. Executam-se duas ou três oscilações por segundo
ao longo de 1 ou 2 minutos.
• Estágio IV: São aplicadas oscilações rítmicas de amplitude curta no limite da mobilidade existente até encontrar resistência tecidual. Essas oscilações são rápidas e se
assemelham a vibrações manuais.
Os estágios I e II são recomendados para tratar limitações de movimento articular devido
à dor, onde as oscilações podem ter um efeito inibitório na percepção da dor, estimulando repe-
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tidamente os mecanorreceptores que bloqueiam as vias nociceptivas na medula espinhal ou no
tronco encefálico.
Os estágios III e IV facilitam o ajuste viscoelástico dos tecidos conjuntivos, sendo recomendados para restabelecer os movimentos acessórios em casos de restrição. Eles são inicialmente
utilizados como técnicas de alongamento e para liberar limitações teciduais.
A abordagem de terapia manual concebida por Maitland é uma das metodologias frequentemente adotadas pelos fisioterapeutas.
Essa prática tem a capacidade de diagnosticar e tratar irregularidades na coluna vertebral e
nas extremidades, como fraturas, deslocamentos, períodos pós-operatórios e outras condições
que resultem em limitação de movimento e desconforto.
Devido à sua eficácia em aliviar sintomas e restaurar a amplitude de movimento, essa
técnica pode ser empregada em uma ampla gama de disfunções cinético-funcionais.
A teoria elaborada por Geoffrey Maitland figura entre as escolhas de técnicas de terapia
manual disponíveis para os fisioterapeutas.
De acordo com Karvat, Antunes e Bertolini in Vasconcelos, Oliveira e Magalhães (2021)
esse método se fundamenta na mobilização e na manipulação das articulações, empregando
movimentos oscilatórios, rítmicos e progressivos em cinco estágios distintos, com o propósito de
restaurar a artrocinemática, ou seja, os movimentos ocorridos nas superfícies das articulações.
Através desses movimentos passivos e oscilatórios, o fisioterapeuta poderá avaliar e tratar
as disfunções cinético-funcionais da coluna vertebral e das extremidades. Embora a ideia inicial
de Maitland fosse focada nas disfunções da coluna vertebral, atualmente, todas as articulações
do corpo humano podem ser tratadas utilizando essa técnica, inclusive a articulação temporomandibular, que apresenta uma anatomia e estrutura bastante peculiares (Maitland, et al., 2005).
O objetivo dessa abordagem é proporcionar alívio dos sintomas e restaurar a amplitude de
movimento que esteja reduzida ou restrita.
Maitland concebe as amplitudes de movimento como as amplitudes disponíveis, não totais.
Cada articulação possui um limite anatômico determinado pela configuração das superfícies
articulares (artrocinemática) e pelos tecidos moles circundantes (cápsulas, ligamentos, tendões,
entre outros).
O ponto de limitação é onde a amplitude não tem restrição anatômica, mas está reduzida
devido à dor ou rigidez dos tecidos moles, como no caso de uma fratura em que o paciente não
consegue estender completamente o cotovelo após o período de imobilização.
De acordo com Maitland, et al. (2005) o ponto de limitação é até onde o paciente consegue
estender. O limite anatômico seria a extensão completa do cotovelo (0°), restrita pela anatomia
da articulação, não pela condição clínica, como a fratura.
Antes de aplicar essa técnica, é crucial compreender o ritmo, a velocidade, a posição na
amplitude, a amplitude e a força da técnica a ser utilizada naquela articulação.
Os cinco graus de oscilação preconizados pela técnica estão dentro da amplitude de movimento disponível na articulação, entre o ponto inicial e o limite anatômico, e a relação entre
esses cinco graus e suas posições dentro da amplitude de movimento é sempre constante.
25
Do grau I ao IV, são realizados movimentos oscilatórios em baixa velocidade durante o
tratamento.
O grau I ocorre no início da amplitude, o grau II ocorre na amplitude intermediária, o grau
III é um movimento de grande dimensão na direção do final da amplitude, e o grau IV é um
movimento de pequena dimensão no final da amplitude.
Os graus I e II são utilizados para aliviar a dor e não têm efeito mecânico direto sobre a
barreira de restrição, embora melhorem a lubrificação articular e a circulação nos tecidos relacionados à articulação.
Os graus III e IV de Maitland alongam a barreira e têm efeitos mecânicos e neurofisiológicos.
Além dos efeitos mencionados, os graus III e IV conseguem ativar inibidores articulares e
receptores de fusos muscular, contribuindo para reduzir a limitação de movimentos (Maitland, et
al., 2005).
A mobilização de nível V é caracterizada por um movimento passivo, porém rápido, semelhante a um impulso breve e de pequena amplitude, aplicado no limite fisiológico da amplitude
articular.
É essencial considerar o ritmo da técnica, que geralmente deve ser suave e gradual, dentro
da amplitude disponível sem causar dor significativa, mas possivelmente gerando um leve desconforto.
Em casos de restrições severas, a mobilização pode ser usada para determinar a amplitude
de movimento dolorosa, e o paciente pode não tolerar completamente o procedimento.
Assim como outras técnicas de mobilização e manipulação, é crucial que essa abordagem
respeite os princípios da artrocinemática articular (regra do côncavo-convexo) para alcançar
sucesso em sua aplicação.
Conforme essa regra, o fisioterapeuta deve mover o osso com superfície articular convexa
em direção contrária ao movimento restrito e o osso com superfície articular côncava na mesma
direção do movimento restrito.
Um exemplo ilustrativo desse princípio é a mobilização do úmero em relação à cavidade
glenoide para melhorar a amplitude de abdução do ombro. Nesse caso, a cabeça do úmero
(convexa) deve ser movida inferiormente para ampliar a abdução do ombro.
Uma característica distintiva da técnica de Maitland é sua capacidade de realizar avaliações
detalhadas da condição clínica dos pacientes.
Através das mobilizações e manipulações articulares executadas pelo fisioterapeuta, respeitando os princípios da artrocinemática articular, é possível avaliar a resposta dos sintomas
(localização, qualidade e comportamento) aos movimentos e posições articulares aplicados
(Maitland, et al., 2005).
A avaliação cuidadosa do paciente é fundamental para o sucesso da aplicação da técnica
de Maitland.
Além disso, a escuta atenta e a observação são essenciais para obter informações cruciais
para o êxito do tratamento, enquanto fortalecem a confiança do paciente no fisioterapeuta.
26
03. Características da avaliação do método Maitland
O método Maitland se fundamenta na avaliação do diagnóstico e da resposta aos sintomas
(localização, qualidade e comportamento) aos movimentos e posturas articulares aplicadas pelo
fisioterapeuta.
A avaliação constitui metade do método, enquanto a resposta ao movimento/dor representa
a outra metade. Por meio dessa avaliação, são identificadas as mudanças nas respostas de
dor/movimento durante o tratamento (Maitland, et al., 2005). Embora a aplicação deste método
pareça linear (decide-se e aplica-se a técnica), Maitland, et al. (2005) o comparam a um jogo
de xadrez, onde diferentes peças podem ser movidas em diferentes direções e os objetivos são
definidos, redefinidos e alterados conforme os objetivos terapêuticos são alcançados.
Maitland dividiu a aplicação de seu método em quatro etapas: avaliação do paciente (anamnese), planejamento, aplicação das técnicas de tratamento e reavaliação.
É essencial que, além das habilidades técnicas do fisioterapeuta, seja realizada uma anamnese
detalhada e minuciosa, a partir da qual sejam determinados os objetivos fisioterapêuticos e as manobras mais apropriadas para alcançá-los, e por fim, mediante reavaliação, verificar se os sintomas
melhoraram, se a amplitude foi restabelecida e se os demais objetivos foram alcançados.
Ao utilizar o método Maitland, os fisioterapeutas são incentivados a formular e testar várias
hipóteses, a fim de encontrar o melhor método de tratamento para o paciente. O exame físico
consiste na aplicação de movimentos articulares oscilatórios, tanto passivos quanto acessórios,
nas articulações para identificar as estruturas que apresentam dor, limitação de movimento e
rigidez articular.
As mobilizações dos movimentos fisiológicos, bem como as mobilizações de distrações
acessórias, podem ser executadas em qualquer grau indicado. As mobilizações são realizadas
no ponto doloroso e nas articulações adjacentes, visando produzir analgesia.
A seleção da técnica de mobilização depende da barreira de movimento percebida pelo
fisioterapeuta (sensação de fim do movimento) e da gravidade da condição. Por exemplo, o
músculo é geralmente a primeira barreira, sendo tratado com técnicas leves de relaxamento.
Quando o paciente relata dor na mobilização inicial, o que é comum, esta pode ser tratada
com oscilações de grau III ou IV.
À medida que a dor inicial é reduzida, é importante abordar a verdadeira barreira ao movimento. Se essa barreira estiver um tecido periarticular, devem ser utilizadas oscilações rítmicas
de grau IV para o alongamento tecidual. Se a articulação estiver subluxada e irregular, então,
deve-se aplicar o grau III abrupto (Maitland, et al., 2005).
04. Distúrbios cinético-funcionais e aplicação do método Maitland
As técnicas de mobilização e manipulação articular do método Maitland devem abordar todos os movimentos articulares limitados, portanto a avaliação inicial é tão crucial para o sucesso
dessas intervenções.
Embora este método tenha sido desenvolvido para disfunções na coluna vertebral, ele é
aplicável também às articulações das extremidades.
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Em relação à coluna vertebral, a coluna cervical e a coluna lombar são mais móveis que as
demais partes e são extremamente suscetíveis a lesões ou disfunções.
A coluna torácica e o sacro apresentam maior estabilidade e capacidade de dissipar forças,
entretanto podem sofrer com disfunções ou, então, essas disfunções podem resultar em dores
e compensações nas regiões adjacentes, como membros inferiores, região cervical ou lombar
(Kisner; Colby, 2016).
As lesões mais comuns na região cervical incluem: fraturas, luxações, entorses, lesão do
chicote, torcicolo, estenose, hérnia de disco, artrose, entre outras.
Na coluna torácica, destacam-se escolioses e processos degenerativos, como osteoporose
e artrose.
Entre as lesões mais frequentes na coluna lombar estão: fraturas, luxações, distensões
musculares, entorses e contusões, ciatalgia, hérnia de disco, espondilólise, espondilolistese,
lombalgias inespecíficas, entre outras.
Já na região do sacro, exemplos incluem: entorses, fraturas, processos degenerativos,
entre outros.
De maneira geral, essas lesões podem causar dor e restrições na amplitude normal dos
movimentos. Para tal, as técnicas de mobilização e manipulação do método Maitland podem
trazer benefícios e restaurar a função física.
A avaliação proposta por Maitland permite identificar as vértebras mal posicionadas ou
com limitação de mobilidade. Com base nisso, é viável aplicar manobras nos corpos vertebrais
restritos e nos adjacentes, por meio de três repetições de 60 movimentos nos sentidos que
estiverem restritos.
A aplicação do método Maitland pode ocorrer por meio de todos os graus (I ao V) nas
disfunções da coluna, porém é crucial a avaliação que determinará os critérios de indicação
e contraindicação. Por exemplo, em situações crônicas, como dores lombares ou cervicais, é
viável empregar os graus I ao IV para aprimorar a mobilidade articular e aliviar o desconforto; se
o paciente suportar, é possível até mesmo aplicar o grau V para corrigir qualquer desalinhamento
que esteja restringindo os movimentos e causando a dor.
Em casos mais graves, como radiculopatias, luxações vertebrais ou danos neurais, a
avaliação meticulosa determinará a segurança da aplicação do grau V, levando em conta as
contraindicações. Se não for viável, deve-se iniciar com mobilizações do grau I e progredir até o
grau IV, conforme a evolução clínica e a tolerância do paciente. De acordo com Maitland, et al.
(2005) a avaliação da mobilidade antes da aplicação das técnicas deve ser repetida ao final do
procedimento para verificar se houve melhora na condição clínica e alívio da dor do paciente.
Nas extremidades superiores e inferiores, as disfunções mais comuns incluem fraturas, lesões ligamentares, luxações ou subluxações, pós-operatórios, imobilizações, lesões meniscais,
contusões articulares ou musculares, osteoartrose, entorses, rupturas tendíneas, fraturas por
estresse, capsulite adesiva, instabilidade articular, bursites, síndromes miofasciais, entre outras
condições traumáticas ou degenerativas das articulações.
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Como mencionado anteriormente, essas lesões ou o tratamento direcionado a elas (cirurgia
ou imobilização) podem resultar em restrição de movimento devido à rigidez articular e, consequentemente, dor (Kisner; Colby, 2016).
Nesse cenário, as técnicas de mobilização e manipulação preconizadas por Maitland podem
ser aplicadas às extremidades superiores e inferiores por meio de deslizamentos e distrações
articulares, desde que a cinemática articular e a regra do côncavo-convexo sejam respeitadas.
Além disso, Maitland et al. (2005) destacam que a escolha da técnica de mobilização
depende da sensação de final do movimento percebida pelo fisioterapeuta e da gravidade da
condição.
Da mesma forma que na coluna vertebral, a avaliação proposta por Maitland para as extremidades visa identificar os segmentos com desalinhamento ou limitação de mobilidade. Com
isso, é possível aplicar as manobras nos segmentos limitados e nos segmentos adjacentes, por
meio de três repetições de 60 movimentos nos sentidos que estiverem restritos. Considerando
a reabilitação de duas lesões comuns nas extremidades, como a capsulite adesiva do ombro
e entorse de tornozelo, que resultam em limitação da amplitude de movimento e dor, podemos
empregar a técnica de Maitland.
Conforme Maitland, et al. (2005) visando recuperar a amplitude de movimento, é possível
iniciar as manobras com graus III ou IV. No entanto, pode ocorrer que o paciente não tolere essas
mobilizações nos graus III e IV, então o mais apropriado seria começar com o grau I e avançar
gradualmente para os graus II, III e IV à medida que a tolerância do paciente melhorar.
05. Resumindo
A Mobilização e Manipulação Articular são as técnicas usadas para modular a dor e tratar
disfunções articulares que limitam a amplitude de movimento. Lembrando das técnicas de Mobilização articular:
• Tração: procedimento passivo translatório, onde por meio de um estiramento se
produz a separação dos ossos. A direção deste movimento é perpendicular ao plano de
tratamento.
• Compressão: movimento realizado de forma perpendicular ao plano de tratamento e
através dele se comprime as superfícies articulares.
A presença de dor ao realizar este movimente, indica a presença de lesão articular.
• Deslizamento: movimento passivo translatório retilíneo de um osso e em consequência se produz um deslizamento retilíneo entre as faces articulares.
A direção do movimento é paralela ao plano de tratamento e não à superfície articular.
O Conceito Maitland preconiza que, as peças articulares só podem ser mobilizadas ou
manipuladas nas direções de funcionamento das mesmas; que a avaliação deve ser feita de
forma analítica, somando as informações colhidas no exame subjetivo e objetivo para que seja
tomada a decisão do procedimento terapêutico.
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A aplicação das mobilizações articulares passivas proporciona ao tecido conjuntivo uma
resposta mecânica. Tecidos conjuntivos tais como pele, fáscias, ligamentos, tendões, cápsulas
articulares e fáscias musculares são compostos por tecidos extracelulares e celulares distintos,
com diferentes curvas de tensão.
No conceito Maitland, o tratamento da disfunção musculoesquelético de um paciente baseia-se, como qualquer outro tratamento, num correto diagnóstico. O diagnóstico abrange os
sintomas, movimentos e posições das articulações envolvidas.
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RECURSOS UTILIZADOS
Material de responsabilidade do aluno para a execução da atividade.
– Sugestão: o estudante poderá requisitar o empréstimo dos materiais a um profissional
da área para a realização da atividade.
MATERIAIS
Descrição
Observação
Toalha de rosto
Material de responsabilidade do aluno para a
execução da atividade.
Bermuda ou shorts e top
Material de responsabilidade do aluno para a
execução da atividade.
• Maca
• Álcool 70%
• Papel toalha
Material de responsabilidade do aluno para a
execução da atividade.
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
01. Ambiente com pia disponível para lavar as mãos.
02. O acadêmico deve estar de jaleco, calça comprida e sapato fechado, máscara facial
descartável e touca descartável e levar os itens para a prática.
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O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
Vídeo - Prática II
01. Mobilização articular
Conforme Maitland, existem pontos importantes para o Fisioterapeuta ao mobilizar uma
articulação:
01. Posicionar a articulação na posição de repouso inicialmente para obter menos resistência dos tecidos conjuntivos.
02. Posicionar-se corretamente, para que sua aplicação seja feita com menor esforço e
maior eficiência.
03. Mobilizar respeitando a orientação das superfícies articulares. Nesse caso o conhecimento anatômico é extremamente necessário.
A individualidade anatômica de cada uma precisa ser respeitada
04. Utilizar o grau de mobilização apropriado ao estágio da disfunção.
05. Evoluir as mobilizações passivas acessórias (artrocinemática) e fisiológicas, para
movimentos ativos, com qualidade.
Exemplos: Mobilização articular
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IMAGEM 1: MOBILIZAÇÃO ARTICULAR
Fonte: http://fisioevidencias.blogspot.com/2017/05/ Acesso em: 28 mar. 2024.
A) Distração do quadril: quadril em leve flexão, abdução e rotação externa;
B) Mobilização antero-medial para direção postero-lateral: força aplicada com o
quadril em adução e rotação interna;
C) Distração latero-inferior aplicada com o quadril em rotação interna;
D) Força aplicada na posterior para anterior na posição prono como quadril fletido,
abduzido e rodado externamente;
E) Força aplicada na direção posterior para anterior na posição prono com o quadril
estendido, aduzido e rodado externamente, além do auxílio de uma faixa.
As manobras A e a C são usadas como procedimento inicial para ganhar espaço articular
e promover uma tração na cápsula que pode estar restringindo o movimento. A manobra B para
ganho de flexão e RE e as manobras D e E para ganho de extensão e RI.
33
RELATÓRIO
Caro (a) aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (PowerPoint). Para isso, faça o
download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
34
MATERIAIS COMPLEMENTARES
– Mobilização articular coluna cervical conceito Maitland: https://playboard.co/en/
video/SWRi4UVySJ4
– POLICARPO, F. N. N. et al. Efeitos imediatos de duas técnicas de mobilização do tornozelo na amplitude de dorsiflexão e valgo dinâmico de joelho: um ensaio clínico aleatório.
Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/32783/1/2017_art_fnnpolicarpo.
pdf Acesso em: 28 mar. 2024.
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REFERÊNCIAS
CHAITOW, Leon. Terapia manual para disfunção fascial. Porto Alegre: Artmed, 2017.
KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. São
Paulo: Manole, 2016.
LIPPERT, Lynn S. Cinesiologia clínica e anatomia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
MAITLAND, G. D.; BANKS, K.; ENGLISH, K.; HENGEVELD, E. Manipulação vertebral de Maitland. 6. ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003.
SIMÃO, Daniele; FARIAS, Gabriela de; TOMBI, Elen C. N. de A. Massoterapia estética e relaxante. Porto Alegre: SAGAH, 2019.
VASCONCELOS, Gabriela S.; OLIVEIRA, Adriana R.; MAGALHÃES, Lucimara F. Recursos
terapêuticos manuais. Porto Alegre: SAGAH, 2021.
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