Enviado por Do utilizador7713

RESUMO DE EXAME NEUROLÓGICO VETERINÁRIA

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EXAME NEUROLÓGICO RESUMO
1 – Os sinais clínicos observados são devido a alterações no sistema nervoso?
2 – Qual a localização da lesão no sistema nervoso?
3 Quais são os principais tipos de doenças capazes de gerar essas alterações?
Animais jovens tendem a ter afecções congênitas e inflamatórias, raça teckel tende
a ter discopatia.
Sinais agudos geralmente são condições vasculares ou traumáticas
Sinais crônicos geralmente são processos degenerativos ou neoplasias.
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Estado mental e comportamento
Postura
Marcha
Tremores involuntários
Reações posturais
Nervos cranianos
Reflexos miotáticos
Avaliação sensorial
ESTADO MENTAL E COMPORTAMENTO
Consciência é regulada pelo SARA (Sistema reticular ativador ascendente), a região
do tronco encefálico.
O comportamento é controlado pelo sistema límbico no lobo temporal –
prosencéfalo.
- Alerta
- Depressão
- Estupor (responde a estímulos nociceptivos - dor)
- Coma
Alterações: agressividade, andar compulsivo, vocalização, delírio e head-pressing.
POSTURA
Avalia posicionamento do tronco e cabeça.
Sistema visual e vestibular são os principais envolvidos
Head-tilt é alteração do eixo
- Head-tilt: origem vestibular ou periférica. É ipsilateral mas pode ser contra-lateral
em vestibulopatias paradoxais que afetam lobos floculomodulares e pedúnculos
cerebrais. (Torcicolos podem levar a rotação sem vestibulopatias)
- Head-turn: associado a pleurostótono (autoauscultação) e indica lesão
prosencefálica ipsilateral.
- Curvaturas espinhais: alterações congênitas ou adquiridas, permanente ou
intermitente. Escoliose, lordose, cifose e torcicolo.
- Rigidez descerebrada: rigidez e extensão dos 4 membros com opístotono (flexão
dorsal) e em estupor/coma.
- Rigidez descerebelada: extensão de MT, flexão de MP e opístotono. Animal alerta.
Geralmente lesão cerebelar aguda, pode ser episódica.
- Posição Schiff-Sherrington: extensão rígida e hipertonia de MT com propriocepção
e função motora normal. Flacidez de MP e com diminuição da funçõa motora. Ocorre
em lesões graves e agudas de medula toracolombar – dano de border cell.
MARCHA
Deve-se caminhar com animal, visão lateral, frontal, caudal. Paciente deve fazer
curvas, andar reto, em círculos e subir escadas/rampas.
Regiões afetadas são tronco encefálico, cerebelo, medula espinhal, nervos
periféricos, junção neuromuscular e músculos.
- Normal
- Anormal: ataxia, paresia/paralisia, claudicação.
Identificar membros acometidos por alterações, avaliar se animal tem dificuldade de
iniciar o movimento ou sustentar seu próprio peso.
Ataxia é um incoordenação difícil de avaliar na marcha, podendo ser:
1. Proprioceptiva por lesão medular
2. Vestibular
3. Cerebelar associada com hipermetria
4. Tremores de intenção
Paresia: diminuição voluntária dos movimentos dos membros (em paresia com
lesões em NMI se observa hipometria)
Paralisia ou plegia: ausência da movimentação voluntária
Paresia (no ramo da neurologia): perda da habilidade de sustentar o peso ou
inabilidade para gerar movimento (em paresia com lesões em NMS geralmente se
observa hipermetria)
Tetraparesia (paralisia): quatros membros – lesão cranial a T3 ou desordem
generalizada de NMI;
Paraparesia (plegia): MP – lesão caudal a T2;
Monoparesia (plegia): alteração na função de membro, lesão a NMI local ou lesão
lateralizada caudal ao plexo braquial ou lombosacro;
Hemiparesia: membros só de um lado – lesão lateralizada cranial a T2. Lesão entre
porção caudal do tronco cefálico e seg T2 a alteração é ipsilateral.
Paresia ambulatorial: quando animal ainda é capaz de deambular (o oposto é
paresia não ambulatorial).
Andar em círculos: alteração comportamental associada a lesões prosencefálicas
ou vestibulares, geralmente é ipsilateral.
MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS
Tremores de ação, tremores de repouso, tremores de intenção.
Miotonias: atraso no relaxamento dos músculos
Desordens de movimento: discernia, distonia, coréia, balismo e atetose.
Mioclonia: contração brusca e involuntária.
Catalepsia: membros rígidos sem contração
Crises epiléticas
Head-bobbing.
REAÇÕES POSTURAIS
Não indicam sublocalização exata da lesão
Propriocepção: se faz estação. Em MT se apoia o peito, em MP se apoia abdômen.
(flexiona a região distal da pata e animal tem que voltar em <3 s)
Saltitamento: peso do animal sustentado por um membro. Todos os membros
precisam ser avaliados, animal é inclinado. É o principal realizado em gatos.
Outros: hemicaminhada (bom para animais grandes, avalia hemiparesia e
hemiplegia), carrinho de mão (avaliar C e T, ataxia e paresia de MT), extensor
postural, posicionamento tátil e visual (gatos)
NERVOS CRANIANOS
I e II partem do prosencéfalo, III e V do mesencéfalo, V da ponte, VI a XII do bulbo
I – Oftálmico
II – Óptico
III – Oculomotor
IV – Troclear
V – Trigêmeo: ramos oftálmico (sensorial da córnea, medial do olhos, mucosa nacal
e pele do dorso do nariz), maxilar (canto lateral do olhos, pele e bochecha) e
mandibular (face mandibular e cavidade oral)
VI – Abducente
VII – facial
VIII – Vestibuloclocear
IX – Glossofaríngeo
X – Vago
XI – Acessório: É raro ter lesões. Ex: hipotrofia de trapézio.
XII – Hipoglosso
1. RESPOSTA A AMEAÇA (II e VII)
Não é um reflexo, animal com < 10 semanas talvez não reaja. Precisa tampar
um olho e não fazer corrente de ar.
2. REFLEXO PUPILAR (II e III)
Fazer no escuro. Cobrir previamente olhos do animal. Avaliar contração
pupilar (reflexo pupilar direto) e da outra (reflexo pupilar consensual – é mais
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lento). Cegueira cortical não interfere no reflexo e deve ser feito em animais
cegos.
REFLEXO PALPEBRAL E SENSIBILIDADE FACIAL. (V e VII)
Estímulo suave das regiões mediais e laterais da pálpebra – esperasse
fechamento (Ramo oftálmico – VII)
Na sensibilidade facial (ramos do V) espera-se contrações (VII) e fechamento
de pálpebra.
No estímulo de mucosa nasal (ramo maxilar e oftálmico V) e afastamento da
cabeça e fechamento dos olhos.
Reflexo corneano (V ramo oftal.) espera-se a retração ocular (VI)
SIMETRIA FACIAL (V e VII)
Avalia a simetria da face, músculos da mastigação e tônus mandibular (V),
ptose de pálpebra, orelha ou lábio (eferente de VII)
ESTRABISMO PATOLÓGICO (III, IV, VI E VIII)
Deve-se procurar desvio, movimentos laterais, cima para baixo. Estrabismo
pode ser lateral (III), medial (VI) e estrabismo por rotação de globo ocular (IV)
e posicional ventral (VIII).
NISTAGMO FISIOLÓGICO (III, VI e VIII)
Reflexos oculovestibular. Olhos estáveis enquanto mexe a cabeça para os
lados.
NERVOS IX, X e XII.
Reflexo de deglutição e ânsia. Realiza uma pressão leve externa nos ossos
hioide e nas cartilagens da traqueia. Tônus de língua dá pra avaliar XII.
REFLEXOS MIOTÁTICOS E TÔNUS MUSCULAR
Avalia lesões espinais. Procura lesões em neurônios motores superiores (NMS) e
neurônio motores inferiores (NMI), avaliar também reações posturais.
Lesões em NMS levam a reflexos e tônus normais a aumentados, já lesões em NMI
levam a diminuição ou ausência dos reflexos.
MT: reflexo de retirada. Se pinça o interdígito até a flexão completa e retirada de
membro. Avaliar segmentos C6-T2, nervos associados, plexo braquial (nn. axilar
musculocutâneo, mediano, ulnar e radial).
Outros: extensor radial do carpo, bíceps e tríceps. São mais difíceis e menos
confiáveis.
MP: reflexo de retirada: Avalia de L4-S3, raízes associadas, n. ciático e n. femoral.
Em caso de extensor cruzado (flexiona o testado e estende o outro) indica lesão
cranial ao segmento espinhal L4.
Reflexo patelar: Membro tem que tá relaxado em posição flexão parcial. Avalia L4-L6
e n. femoral. É super confiável.
Animais idosos podem ter resposta diminuída, reflexos aumentados podem ser
vistos em casos de lesão cranial a L4, em casos restritos de lesões específicas entre
L6-S1 ocorre pseudohiperrflexia (diminuição do tônus da musculatura de contrapões
a extensão do joelho) [PESQUISAR]
Reflexo perineal: Avaliar n. pudendo e n. perineal e S1-S3. Pinça-se região e espera
contração anal e flexão de cauda.
AVALIAÇÃO SENSORIAL
Nocicepção: Avalia dor, ótimo medidor de lesão medular. Nervos periféricos, medula
espinhal, tronco encefálico e córtex prosencefálico são responsáveis.
Dor superficial: pinça interdígito MP e MT (se tiver diminuído faz o de dor profunda).
Dor profunda: pinça falange distal com p. hemostática. É importante avaliar outras
reações como latidos, choro, o animal precisa ter resposta consciente.
Palpação da coluna: avalia áreas dolorosas (hiperestesia). Deve ser feito das
vértebras lombares às torácicas e aumentar a intensidade levemente (o estímulo
deve ser leve). Na avaliação cervical manipula-se a cabeça suavemente para os
lados, para cima e para baixo.
Reflexo cutâneo do tronco: pinçar a pele da região lombo-cervical. Avalia nervo
torácico lateral C8-T1, espera-se contração bilateral da pele.
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