Enviado por vanderleapupo

2. concepcoes de linguagem e alfabetizacao

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*Concepções de Linguagem e
ALFABETIZAÇÃO
*Conceções de linguagem e Alfabetização;
*Alfabetização e Letramento.
POR QUE É PRECISO IR ALÉM DA
DISCUSSÃO SOBRE VELHOS
“MÉTODOS”?
 Afinal, por que volta à cena a “guerra dos métodos
de alfabetização”?
 De que estão culpando o “construtivismo”?
 AFINAL QUAL SEGUIR?
 Tradicionalismo;
 Construtivismo;
 Sócio-interacionismo;
TRADICIONALISMO:
 O tradicionalismo é um sistema filosófico ou político que
coloca a tradição como critério e regra de decisão,
entendendo-a como o conjunto de hábitos e tendências que
procuram manter uma sociedade no equilíbrio das forças que
lhe deram origem.1 Segundo os tradicionalistas, as sociedades
não resultam de um ato de exclusiva vontade pessoal ou de
uma imposição deliberada de um grupo. Consideram que a
sociedade é uma criação e não uma construção ou
um mecanismo. Sendo uma criação, a sua existência é
condicionada por leis naturais.
CONSTRUTIVISMO
 Linha Construtivista
 Inspirado nas idéias do suíço Jean Piaget (1896- 1980), o
método procura instigar a curiosidade, já que o aluno é
levado a encontrar as respostas a partir de seus próprios
conhecimentos e de sua interação com a realidade e com os
colegas.
 Uma aluna de Piaget, Emilia Ferrero, ampliou a teoria para o
campo da leitura e da escrita e concluiu que a criança pode se
alfabetizar sozinha, desde que esteja em ambiente que
estimule o contato com letras e textos.
SÓCIO-INTERACIONISMO:
 Conceito de Sócio-Interacionismo
 O sócio-interacionismo é uma teoria de aprendizagem cujo foco está na
interacção. Segundo esta teoria, a aprendizagem dá-se em contextos
históricos, sociais e culturais e a formação de conceitos científicos dá-se
a partir de conceitos quotidianos. Desta forma, o conhecimento real da
pessoa é ponto de partida para o conhecimento potencial, considerandose o contexto sócio-cultural.
 No início do séc. XX, LevVygotsky, tendo como base a teoria Marxista,
procurava reformular a psicologia por meio de uma abordagem que
permitisse entender as relações entre os indivíduos, as suas funções
psicológicas superiores e o seu contexto social. Os seus achados
revolucionários propõem uma situação de ensino/aprendizagem em que
o indivíduo aprende por meio de sua inserção na sociedade, da sua
interação com outros indivíduos; o contexto social é o lugar onde se dá a
construção do conhecimento mediado.
 Mas, é preciso reconhecer que as acusações que hoje se fazem
“ao construtivismo”,como responsável por não alfabetizar
nossos alunos das redes públicas, parecem ser também fruto
de desconhecimento (ou má fé) dos atuais arautos dos
métodos tradicionais.
 Linguísticamente falando ou
 Gramaticalmente escrevendo????
 CANETA VERMELHA....
 Vilã ou heroína????
 ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
 REFLETINDO SOBRE AS ATUAIS CONTROVÉRSIAS
 Ao longo dos anos a alfabetização escolar tem sido alvo de
inúmeras controvérsias teóricas e metodológicas, exigindo
que a escola e, sobretudo, aqueles profissionais que lidam
com o desafio de alfabetizar se posicionem em relação às
mesmas, o que certamente terá conseqüências para as
práticas pedagógicas que irão adotar.
 Toda esta tradição estava vinculada a uma concepção de
alfabetização segundo a qual, a aprendizagem inicial da leitura
e da escrita tinha como foco fazer o aluno chegar ao
reconhecimento das palavras garantindo-lhe o domínio das
correspondências fonográficas.
 Mas de uma maneira geral, tratava-se de uma visão
comportamental da aprendizagem que era considerada de
natureza cumulativa, baseada na cópia, na repetição e no
reforço.
 A grande ênfase era nas associações e na memorização das
correspondências fonográficas, pois se desconhecia a
importância de a criança desenvolver a sua compreensão do
funcionamento do sistema de escrita alfabética e de saber usálo desde o início em situações reais de comunicação.
 É preciso ter em mente que a grande maioria das nossas crianças
só ingressam na escola após os seis anos de idade.
 Portanto, não há porque protelar o desenvolvimento de um leitor
mais autônomo em nome de um prolongado processo de
letramento, se há evidências na literatura científica de que
atividades que estimulam de forma mais sistemática o
desenvolvimento da consciência fonológica afetam positivamente a
aprendizagem da leitura e da escrita, sobretudo quando esta
estimulação vem associada à palavra escrita através de jogos
e atividades especificamente dirigidas para tal.
Alfabetizar letrando ou letrar
alfabetizando??
 Pela integração e pela articulação das várias facetas do
processo de aprendizagem inicial da língua escrita é sem
dúvida o caminho para superação dos problemas que
vimos enfrentando nesta etapa da escolarização;
descaminhos serão tentativas de voltar a privilegiar
esta ou aquela faceta como se fez no passado, como se faz
hoje, sempre resultando no reiterado fracasso da escola
brasileira em dar às crianças acesso efetivo ao mundo da
escrita.”
 É no processo de alfabetizar letrando queo professor capacita
ao homem para o domínio dos símbolos da comunicação,
habilidade imprescindível no mundo contemporâneo.
 Alfabetizar e letrar são dois processos simultâneos, o que
talvez até permitisse optar por um ou outro termo, como
sugere Emilia Ferreiro.
 alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de
um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever,
ou seja: o domínio da tecnologia – do conjunto de técnicas –
para exercer a arte e ciência da escrita.
 Ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita
denomina-se Letramento que implica habilidades várias, tais
como: capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes
objetivos.
 Concepções de linguagem alteram o que e como ensinar:
 Na década de 1970, uma transformação conceitual mudou as
práticas escolares.
 A linguagem deixou de ser entendida apenas como a
expressão do pensamento para ser vista também como um
instrumento de comunicação, envolvendo um interlocutor e
uma mensagem que precisa ser compreendida.
 Hoje, a tendência propõe que certas atividades sejam feitas
diariamente com os alunos de todos os anos para desenvolver
habilidades leitoras e escritoras.
 Entre elas, estão a leitura e escrita feita pelos próprios
estudantes e pelo professor para a turma (enquanto eles não
compreendem o sistema de escrita), as práticas de
comunicação oral para aprender os gêneros do discurso e as
atividades de análise e reflexão sobre a língua.
 O desenvolvimento da linguagem oral, por sua vez, apesar de
ainda pouco priorizado na escola, precisa ser trabalhado com
exposições sobre um conteúdo, debates e argumentações,
explanação sobre um tema lido ou leituras de poesias.
 "O importante é oferecer oportunidades de fala, mostrando
a adequação da língua a cada situação social de comunicação
oral".
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