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INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA - LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM

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SAGE – SECRETARIA ADJUNTA DE GESTÃO EDUCACIONAL
INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA: LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM
Coordenadoria de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e
Educação Infantil
MATO GROSSO/2019
Créditos Institucionais
SEDUC – Secretaria de Estado de Educação
Marioneide Angélica Kliemaschewsk
SAGE - Secretaria de Gestão Educacional
Rosa Maria Araújo Louzardo
SUPEB - Superintendência de Políticas de Educação Básica
Richard Carlos da Silva
CDEFEI - Coordenadoria de Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e Educação Infantil
Geniana dos Santos
Autores
Dimas da Silva Marques
Eucaris Joelma Ferreira
Irene de Souza Costa
Jakline Estfane Alves Martins
Juliane Fernanda Rodrigues Gusmão
Sirlei Martins de Moura Hansen
Organizadores
Geniana dos Santos
Hugo Bovareto de Oliveira Horsth
Ficha Catalográfica
MATO
GROSSO,
Secretaria
de
Estado
de
Educação.
Intervenção Pedagógica: Laboratório de Aprendizagem. Cuiabá:
Seduc, 2019.
1.
Educação
2. Mato Grosso
CARTA DE APRESENTAÇÃO
Uma Proposta de Impacto na Melhoria da Aprendizagem dos Alunos
As Políticas Públicas Educacionais constituem-se numa importante agenda para o
poder público e para os profissionais da Educação engajados na tarefa de melhorar
a qualidade da educação com equidade e eficiência.
Os resultados educacionais atuais balizam a necessidade precípua de focar em
ações concretas, com o objetivo de superar os desafios da educação básica, que
favoreçam crianças brasileiras e mato-grossenses a partir do seu processo de
alfabetização.
A proposta aqui apresentada visa desenvolver estratégias de intervenção
pedagógica embasadas em diagnósticos, na definição de metas, no realinhamento
da gestão dos processos pedagógicos e metodológicos e no acompanhamento e
monitoramento dos resultados alcançados, com vistas a construção de
conhecimento dos alunos, respeitando ritmos, tempos de aprendizagem e
potencialidades diversas.
Entendemos que o direito à educação não se restringe apenas ao acesso à escola.
É mais que isso. É a possibilidade de aprender e vivenciar novas experiências, de
ampliar horizontes, de conhecer o mundo. Para o avanço dessas perspectivas, sem
dúvida um novo desafio surge no sentido de ressignificar nossas ações na
construção de uma educação pública de qualidade voltada à melhoria do
desempenho escolar dos alunos.
Nesse sentido, a expectativa é que este trabalho não só proporcione ao profissional
referenciais pedagógicos substanciais para a sua atuação em sala de aula, mas que
acima de tudo, assumam o compromisso com os alunos na sua trajetória escolar
em busca do conhecimento e qualidade de vida, à partir do seu processo de
escolarização.
Marioneide Angélica Kliemaschewsk
Rosa Maria Araújo Luzardo
Secretária de Estado de Educação
Secretária Adjunta de Gestão Educacional
Carta ao Articulador
Prezado Articulador, este material foi pensado para estabelecer Diretrizes para
o seu trabalho. Sua atuação é extremamente importante para garantir o direito de
Alfabetização no contexto da escola organizada em Ciclos. Na função de articulador,
seu trabalho deverá ser acompanhado pelo Coordenador Pedagógico e também pelo
Assessor de sua unidade escolar. O Laboratório de Aprendizagem é um espaço de
Intervenção Pedagógica, sendo, portanto, estruturado a partir da intencionalidade
pedagógica de garantir os direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes no
tocante à Alfabetização. Além deste material, as sequências didáticas produzidas no
contexto do PMALFA, os cadernos do PNAIC e os Cadernos Pedagógicos produzidos
para o processo de implementação do DRC/MT, referentes às metodologias ativas,
poderão ser utilizados como instrumentos para sua atuação didática.
Desejamos um profícuo trabalho!!!
Sumário
DIRETRIZES...................................................................................................................7
APRESENTAÇÃO ........................................................................................................ 9
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11
2. PRINCÍPIOS NORTEADORES PARA A AÇÃO DIDÁTICA ................................... 11
3. INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA............................................................................. 14
4. REGRAS DE FUNCIONAMENTO .......................................................................... 17
5. CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO .......................................................................... 18
6. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................... 18
7. RECURSOS DIDÁTICOS ....................................................................................... 19
8. PROCESSO AVALIATIVO ..................................................................................... 21
8.1 AVALIAÇÕES DA APRENDIZAGEM ......................................................................... 21
8.1.1 Avaliação Diagnóstica ................................................................................ 22
8.2 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES .......................................................................... 23
9. ORGANIZAÇÃO DA CARGA HORÁRIA ............................................................... 23
10. ORGANIZAÇÃO DAS TURMAS .......................................................................... 24
11. RESPONSABILIDADES DO PROFESSOR ARTICULADOR .............................. 24
12. ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO ..................................................... 25
13. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 25
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 26
ANEXO I ..................................................................................................................... 27
ANEXO II .................................................................................................................... 28
ANEXO III ................................................................................................................... 29
DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO TRABALHO DO PROFESSOR
ARTICULADOR NO LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM
1. Atender com excelência e assiduidade o estudante, zelando pela consolidação
de habilidades cognitivas e socioemocionais, de forma a contribuir para a
melhoria de sua autoestima.
2. Garantir os Direitos de Aprendizagem em Alfabetização por meio da utilização
de metodologias de ensino conectadas à ludicidade e de materiais que
despertem o interesse das crianças.
3. Elaborar o Planejamento de trabalho, submentendo-o a apreciação do
Coordenador Pedagógico.
4. Ambientalizar a sala de Articulação de forma a contribuir com a Alfabetização
das crianças.
5. Utilizar de avaliação diagnóstica para demarcar o nível de defasagem de cada
estudante.
6.
Acompanhar,
de
forma
sistemática,
o
desenvolvimento
das
crianças/estudantes.
7. Utilizar de avaliação contínua e formativa de modo a acompanhar o
desenvolvimento em Alfabetização das crianças.
8. Registrar assiduamente a presença dos estudantes, elaborando relatório de
infrequência e acionando o Coordenador Pedagógico quando da ausência dos
estudantes.
9. Aplicar a avaliação de percurso, produzindo relatório descritivo para
acompanhamento dos estudantes.
10. Aplicar a avaliação de perfil de saída, produzindo relatório de aprendizagem
das crianças aptas a deixarem de frequentar o Laboratório de Aprendizagem.
11. Elaborar portfólio com as atividades produzidas pelas crianças/estudantes.
12. Contribuir com o Professor Regente na Gestão da Aprendizagem em Leitura,
Escrita e Matemática das crianças/estudantes no contexto da Unidocência.
13. Atuar e contribuir com os Professores Regentes em Projetos que envolvam
a Leitura, Escrita e Matemática, desenvolvidos pela escola.
14. Atender as demandas prioritárias da escola, no tocante à Alfabetização, de
forma a contribuir com a aprendizagem dos estudantes.
15. Atender as demandas referente à Alfabetização, de forma que seja vetada,
ao Articulador, a prática de substituição de professor regente ou outros
profissionais da escola em suas atribuições.
16. Identificar e comunicar ao Coordenador Pedagógico, para providências,
casos em que haja necessidade de atuação conjunta à sala de recursos.
17. Participar de todas as formações realizadas pela Secretaria de Educação do
Estado de Mato Grosso ou em parceria com os Programas Federais.
18. Realizar os registros de frequência e de acompanhamento do desempenho
do estudante conforme orientações da Secretaria de Estado de Educação.
19. Atuar de forma coerente ao disposto nas Políticas Educacionais fomentadas
pela Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso.
APRESENTAÇÃO
O Laboratório de Aprendizagem, implantado nas unidades escolares do
Estado do Mato Grosso, visa atender a proposta do Ciclo, contribuindo para a
superação da defasagem em alfabetização dos estudantes do 3° ao 6° ano do
Ensino Fundamental.
Cabe ressaltar que, as ações desenvolvidas no Laboratório de
Aprendizagem não devem ser concebidas como uma prática isolada ou de
reforço, uma vez que devem ser planejadas por meio de um trabalho colaborativo
entre professor articulador, professores regentes e o coordenador pedagógico,
aproximando o diálogo entre o espaço da sala de aula e o ambiente de
articulação, a fim de que seja oportunizada aprendizagem efetiva em
alfabetização aos estudantes.
O processo de intervenção realizado no Laboratório de Aprendizagem é
algo dinâmico, processual e interativo, deste modo, o trabalho integrado e
dialógico entre professores regentes e articulador permitirá uma intervenção
mais efetiva e, consequentemente, a superação das defasagens apresentadas
pelos estudantes.
O
Laboratório
de
Aprendizagem
possui
como
finalidade
o
desenvolvimento dos estudantes, no que se refere ao processo de alfabetização
(Língua Portuguesa e Matemática). O Professor Articulador deve criar
possibilidades para mediar a aprendizagem de maneira ativa e significativa, para
tanto, deve-se utilizar das diferentes metodologias de ensino em suas
intervenções pedagógicas.
Ressaltamos que as intervenções pedagógicas realizadas no Laboratório
de Aprendizagem devem contemplar tanto as práticas de linguagem, como
oralidade, leitura, escrita, conhecimentos linguísticos e gramaticais, de forma a
contribuir para o desenvolvimento do letramento. No que diz respeito à
aprendizagem matemática, o trabalho deve envolver as práticas de
numeramento e do letramento matemático, haja vista que a alfabetização
pressupõe assumir os usos e funções que o conhecimento matemático pode
9
proporcionar, permitindo ao estudante, raciocinar, representar, comunicar e
argumentar de maneira ativa na sociedade.
Em consonância aos pressupostos reportados pelo Documento de
Referência Curricular para Mato Grosso (DRC/MT), assumimos a alfabetização
e o letramento como processos indissociáveis, simultâneos e interdependentes.
Nessa perspectiva, é preciso “[...] alfabetizar letrando” de forma a criar condições
para que a criança se aproprie das aprendizagens essenciais, necessárias ao
processo de alfabetização, em situações de letramento.
10
1. INTRODUÇÃO
O Laboratório de Aprendizagem se configura como um ambiente de
Intervenção Pedagógica de suma importância para escola organizada em Ciclos.
Por meio do Laboratório de Aprendizagem a criança, com defasagem em
alfabetização, elabora, organiza, constrói e produz individual e coletivamente
diversos conhecimentos sobre a leitura, escrita e matemática.
O trabalho com elementos concretos, a partir de perspectivas teóricas e
metodológicas ativas, em pequenos grupos e com atendimento individualizado,
quando necessário, permite que o aluno seja percebido em suas necessidades
pedagógicas, possibilitando ao professor um trabalho de mediação focado na
superação da defasagem em Alfabetização.
Nesse sentido, o Laboratório de Aprendizagem é o espaço onde o
estudante, com o auxílio da intervenção pedagógica, poderá experienciar
diferentes
maneiras
de
aprender
e
pensar
sobre
um
determinado
conhecimento/conteúdo curricular. Por exemplo, ao identificar que o estudante
não domina a noção de multiplicação, várias atividades pedagógicas conectadas
à ludicidade deverão ser trabalhadas e registradas, juntamente com ele, para
que o mesmo experiencie de várias maneiras um mesmo conteúdo, ampliando
suas possibilidades de se pensar sobre a multiplicação.
Os modos de organização do trabalho pedagógico pensados para esse
lugar consistem, incialmente, no diálogo com cada estudante. Esse diálogo pode
ser permeado por rodas de conversas e/ou conversas individuais norteadas por
indagações, como: o que você sabe? Como você usa o conhecimento aprendido
na escola no seu dia a dia? O que você gostaria de estudar/aprender?
2. PRINCÍPIOS NORTEADORES PARA A AÇÃO DIDÁTICA1
O Documento de Referência Curricular para Mato Grosso apresenta os
seguintes princípios norteadores para a ação didática:
___________________________
Texto retirado do Documento de Referência Curricular para o Estado de Mato Grosso – DRC/MT,
Concepções, adaptado. Produzido pela Professora Doutora Irene Souza Costa.
11
Planejamento que [...] pode ser utilizado para conhecer e aprofundar a
realidade e o desenvolvimento dos estudantes, o que pode torná-lo um
instrumento que auxilie os professores a compreender melhor seus processos
de aprendizagens e a propor as melhores formas de mediação pedagógica em
função de suas necessidades.
O processo de elaboração do planejamento do ensino e da aprendizagem
é composto por três dimensões teórico-metodológicas, intrinsicamente
interligadas, proposta por Vasconcellos (2018) e que devem ser observadas:
 Análise da Realidade (onde estamos?) - Trata-se de compreender a
produção histórico-cultural vivida.
 Projeção de Finalidade (o que queremos?) – Implica em traçar as
finalidades, os objetivos que se pretende alcançar.
 Elaboração do Plano de Ação (o que fazer para, saindo de onde
estamos, atingir o que queremos?) - O plano de ação, deve ser fruto do
tensionamento crítico entre a leitura da realidade e projeção de finalidades.
Algumas decisões importantes são necessárias ao se pensar o
planejamento. Uma delas diz respeito ao ambiente de aprendizagem.
Independentemente de como o ensino for proposto, a ação pedagógica “[...]
precisa acontecer em um ambiente de questionamento, debate e descoberta: um
ambiente que tenha um ethos positivo, no qual o currículo seja suficientemente
desafiador e flexível” (VICHERY, 2016, p. 09).
O Laboratório de Aprendizagem necessita ser um ambiente que favoreça
a construção da aprendizagem por meio do desenvolvimento da curiosidade, da
criatividade e do pensamente crítico, que possibilite aos estudantes explorar,
questionar e conjecturar o desenvolvimento de uma aprendizagem significativa.
Nessa perspectiva, o papel dos professores na aprendizagem é de mediador,
estimulador de ideias e de conexões para a promoção de uma aprendizagem
ativa.
A cultura da colaboração no espaço escolar, também, é outro aspecto a
ser considerado ao se planejar. Seu propósito é de que a comunidade escolar,
convencida de que as necessidades, os interesses, as complexidades e as
finalidades da tarefa educativa requerem a cooperação, muito mais que o
12
simples trabalho coletivo e desse modo, promovam um clima escolar de
confiança que permite a abertura do sujeito à experiências alternativas para
enfrentar as incertezas, os conflitos e os fracassos, caso ocorram.
Para que esse trabalho aconteça é preciso mobilizar um conjunto de
habilidades, consideradas imprescindíveis por Libâneo (2011), entre as quais: o
bom relacionamento com os colegas, a disposição para a colaboração, saber
expressar-se e argumentar com propriedade, saber ouvir, compartilhar
interesses e motivações.
Para que ocorra em nível institucional, recomenda-se a reflexão conjunta
sobre as próprias experiências pedagógicas e o apoio mútuo. Isso significa,
fortalecer a capacidade interativa, as formas de comunicar-se e de relacionar-se
com as pessoas do grupo. Nesse sentido, o trabalho colaborativo implica
interconexões pessoais entre os docentes, o que pode gerar alívio de tensões
que, aliados à motivação individual, qualifica melhor o trabalho a ser
desenvolvido. Em meio a interações grupais, os sujeitos são capazes de superar
aquilo que não conseguem sozinhos.
A percepção da troca de ideias, de experiências, do que cada um pode
oferecer, influencia a autoestima do outro, constituindo-se ganho considerável
para si e para escola. Para além do trabalho colaborativo na instituição, que
favoreça um melhor clima escolar, é preciso que esse olhar também esteja
voltado para criar essa cultura no espaço da sala de aula. Um modelo pensado
para alcançar esse objetivo é preciso ser vivenciado, ensinado.
As possibilidades podem se dar por meio dos trabalhos por agupamentos
colaborativos, nos quais possibitam que os estudantes aprendam uns com os
outros. A construção do conhecimento, por meio da cooperação, resulta no
respeito pelo outro, no desenvolvimento pessoal e social. Para que isso ocorra
é preciso planejamento de ações colaborativas que envolvam os estudantes no
ato de planejar desde o seu início, possibilitando envolvimento e experiências de
aprendizagens mais significativas.
A participação dos estudantes no planejamento pode-se dar por meio da
criação de espaços que orientem os estudantes a identificar qual a tarefa a ser
realizada, a traçar estratégias, a tomar decisões acerca da implementação das
13
ações pedagógicas, da avaliação e da socialização do que aprendeu, conforme
sugestão de Wallace e Adams (1993 apud VICKERY, 2016, p. 09-10).
3. INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
O objetivo da intervenção pedagógica é promover estratégias e métodos
para garantir a todos os estudantes o direito de aprender; elevar o nível de
proficiência/aprendizagem; promover reflexões referentes à práxis pedagógica,
articulando os processos de ensino, aprendizagem, avaliação e gestão;
promover a cultura do planejamento colaborativo e cooperativo.
O momento mais adequado para se pensar nessas estratégias e métodos
é durante a elaboração do planejamento. Para essa ação, o que deve aparecer
primeiro é o diagnóstico da ação avaliativa, seja ele de resultados das avaliações
internas ou externas.
Nesse levantamento, o olhar estará voltado para as possíveis dificuldades
que os estudantes ainda possuem, o objetivo central é que avancem no processo
de aprendizagem. O que já sabem? O que ainda precisam saber?
Cabe salientar que, de nada adianta fazer o levantamento do diagnóstico,
elencar os problemas da prática pedagógica e de desenvolvimento profissional,
avaliar, analisar os resultados das avaliações, “gastar” horas e horas de estudos
se o resultado desse trabalho, não possibilitar transformações na aprendizagem
dos estudantes.
Nessa vertente, Weisz (2003, p. 75) chama a atenção para o fato de que
“[...] cabe à escola garantir a aproximação máxima entre o uso social do
conhecimento e a forma de tratá-lo didaticamente”. E lembra que o compromisso
maior está em “converter em prática os pressupostos didáticos que definem uma
boa situação de aprendizagem [...]”.
Portanto,
a
experiência
docente
mostra
que
as
turmas,
independentemente da etapa ou modalidade de ensino que estejam, sejam
constituídas
por
estudantes
com
diferentes
níveis
de
informação
e
14
conhecimento, de acordo com as experiências proporcionadas pelo meio em que
vivem, justificando a heterogeneidade existente.
Esse fato traz para prática docente algumas situações problemas
vivenciadas cotidianamente pelos professores e necessárias de serem
superadas para orientar a prática e as intervenções pedagógicas, dentre elas,
Weisz (2003, p. 76) apresenta algumas, fruto da reflexão trabalhada por uma
professora e que merecem ser destacadas:
 Como agrupar os alunos para que pudessem, sempre que possível,
aprender uns com os outros? Que critérios utilizar para que os agrupamentos
fossem sempre produtivos?
 O que fazer para garantir situações didáticas de fato desafiadoras? [...]
possíveis e difíceis ao mesmo tempo? (WEISZ, 2003, p. 76).
A proposta de trabalhar com agrupamentos produtivos vem ao encontro
de desmistificar inicialmente, o desenho da sala de aula, em que as carteiras
devem estar uma atrás da outra. No entanto, é muito mais que isso, exige que o
professor, por meio do diagnóstico realizado e de todos os instrumentos de
registro utilize para avaliar o desempenho de suas turmas critérios para agrupar
os estudantes de modo que, um possa aprender com o outro. Com a “fotografia”
da turma em mãos, que revela o conhecimento que os estudantes possuem e
também as suas características pessoais, é o momento de planejar os
agrupamentos.
O que definirá as propostas de agrupamentos para a realização das
atividades é o conhecimento que o professor possui acerca do que os alunos
conhecem, mas é importante considerar algumas dicas da Coletânea de Textos
do Profa (Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, MEC, 2001,
p. 196):
 Não é nem um pouco produtivo o agrupamento de alunos que sabem
mais ou menos as mesmas coisas, ou pensam de forma muito parecida.
 Ajustar o nível de desafio às possibilidades cognitivas dos alunos, para
que realmente tenham bons problemas a resolver;
15
 Organizar agrupamentos produtivos, em função do conhecimento sobre
o que os alunos sabem e do conteúdo da tarefa que devem realizar;
 Garantir a máxima circulação de informação, promovendo a socialização
das respostas e dos procedimentos utilizados pelos grupos.
Esse tipo de estratégia contribui para amenizar a preocupação do
professor em como fazer intervenção junto a todos os estudantes em uma
mesma aula. É preciso garantir que todos os estudantes sejam atendidos num
determinado intervalo de tempo. Pois, como se sabe, não é possível realizar
intervenção pedagógica com todos os alunos em um mesmo dia. Para tanto, é
importante que o profissional organize uma agenda de atendimento.
Veiga (2006, p. 74) ainda salienta que na intervenção pedagógica estão
presentes as “dimensões pedagógica, criativa e lúdica, tornando a sala de aula
sinônimo de alegria, de curiosidade e de construção coletiva”, propiciando um
ambiente mais efetivo à aprendizagem. Importante lembrar a importância de
esse clima ser construído em todas as etapas e modalidades da Educação
Básica, porque um espaço acolhedor favorece os processos de aprendizagens.
Poliedros
Tabuada na prancha
Acervo Prof. Dra. Eucaris Joelma Rodrigues Ferreira – Professora Articuladora da E.E. GOV.
DANTE MARTINS DE OLIVEIRA (2018).
16
Jogos educativos on line
Quebra-cabeça silábico
Acervo Prof. Dra. Eucaris Joelma Rodrigues Ferreira – Professora Articuladora da E.E. GOV.
DANTE MARTINS DE OLIVEIRA (2018).
4. REGRAS DE FUNCIONAMENTO
Considerando o bom funcionamento e organização do Laboratório de
Aprendizagem, destacamos alguns critérios:
Dispor de espaço adequado;
Funcionar em todos os turnos que ofertam o Ensino Fundamental
Regular;
Monitorar a frequência do estudante, tendo em vista o cumprimento
da carga horária mínima anual e dos dias letivos estabelecidos na
LDB, Lei n° 9394/96.
O Laboratório de Aprendizagem não
deve ser pensado como um local “periférico”
ou um ambiente de pouca importância. Ao
contrário toda atenção deverá ser
direcionada a esse ambiente educativo,
tendo em vista os estudantes que
necessitam de maior acompanhamento.
17
5. CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO
A definição de participação dos estudantes no Laboratório de
Aprendizagem deve ocorrer por meio de uma ação reflexiva e diagnóstica, a ser
realizada pelo Professor Regente, Professor Articulador de Aprendizagem e
Coordenação Pedagógica, em observância ao perfil do estudante, bem como
aos critérios de participação:
Atendimento prioritário aos estudantes, do 3º ao 6º ano do Ensino
Fundamental, diagnosticados com defasagem em alfabetização
(Língua Portuguesa e Matemática);
Participação do estudante por, no máximo, dois anos letivos, haja
vista que este é um ambiente transitório que tem por objetivo a
superação das defasagens em alfabetização.
Importante!
O estudante não deve permanecer no
Laboratório de Aprendizagem por mais de
dois anos letivos.
Caso o estudante permaneça por dois anos letivos, e ainda assim, seja
avaliado com defasagem em alfabetização, é preciso refletir sobre a
necessidade de uma investigação mais aprofundada, para verificar a
possibilidade da existência de algum comprometimento cognitivo. Diante disso,
a escola (coordenação pedagógica e professores) necessita mobilizar as vias de
apoio especializado.
6. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Nesse espaço, os planos de aulas precisam ser organizados de acordo
com necessidades e níveis de aprendizagens dos estudantes, a partir das
seguintes ações:
 Levantamento e triagem dos estudantes a serem atendidos;
 Avaliação diagnóstica;
18
 Elaboração do plano de aula;
 Avaliações formativas;
 Construção e seleção de jogos educativos e material lúdico;
 Organização do cronograma de aulas;

Reunião com os pais para apresentação do projeto e avaliação de
cada estudante;
 Execução da mediação no Laboratório de Aprendizagem.
7. RECURSOS DIDÁTICOS
Durante o desenvolvimento das experiências no Laboratório de
Aprendizagem é oportuno que sejam utilizados como recursos: livros didáticos e
paradidáticos, revistas, jornais, cartazes, atividades impressas; jogos educativos
na área de linguagem e lógico matemático; material dourado; jogos educativos
on-line; lápis, lápis colorido, giz de cera, tinta guache; caneta, pincel atômico;
caderno, sulfite, flip chart; cola; tesoura; kit multimídia; lousa.
A musicalização, também se mostra um potente recurso didático
pedagógico para esse contexto, pois, ao trabalhar ritmos, rimas e aliterações,
por exemplo, o professor poderá mobilizar diferentes conhecimentos com as
crianças.
19
Valor monetário
Leitura
Tabuada reversa com agrupamento Produção textual
de material dourado
Acervo Prof. Dra. Eucaris Joelma Rodrigues Ferreira - Articuladora da EE GOV. DANTE
MARTINS DE OLIVEIRA (2018) - Atividade Multiplicando com Dinheiro e registro em folha de
sulfite/2018.Estudantes do 5º ano/
20
8. PROCESSO AVALIATIVO
O processo avaliativo tem como finalidade o acompanhamento do
desenvolvimento processual dos estudantes. Nessa perspectiva, a avaliação
deve ser pensada como uma ação dinâmica, reflexiva, formativa e contínua.
Levando em consideração, que diversos estudantes que frequentam o
Laboratório de Aprendizagem apresentam baixa autoestima, pois possuem
conhecimento de suas dificuladades, importante é, que o conjunto de
professores se atente a essa questão, inclusive nos momentos de atividades
avaliativas, tendo um olhar sensível para esses estudantes.
Em atenção as questões apresentadas,
orientamos que o processo avaliativo seja um
momento de reflexão e aprendizagem também para
o estudante, pois ele necessita ampliar suas
habilidades socioemocionais.
8.1 Avaliações da Aprendizagem
Considerando
a
importância
do
processo
avaliativo
para
o
acompanhamento do desenvolvimento processual dos estudantes, bem como
para o planejamento das intervenções pedagógicas, afim de superar as
dificuldades de aprendizagem detectadas, deverão ser realizadas três
avaliações ao longo do ano letivo:
Avaliação diagnóstica (no início do ano letivo ou no
momento de entrada no Laboratório de Apredinzagem):
para avaliar o nível de alfabetização dos estudantes;
Avaliação de percurso (ao final do 1° semestre): para
avaliar o avanço dos estudantes e reavaliar as práticas e
intervenções pedagógicas;
Avaliação de saída (ao final do ano letivo): para avaliar o
processo de aprendizagem ocorrido durante todo o ano.
21
Tais avaliações, se constituem em importante instrumento para o trabalho
do professor Articulador de Aprendizagem e devem ser planejadas a partir das
habilidades previstas nas Matrizes de Avaliação (Anexo I e II). É disponibilizado
no Anexo III exemplos de avaliações de Língua Portuguesa e Matemática, para
auxiliar na compreensão de como estas devem ser pensadas.
A unidade escolar deve manter registro
Atenção!
das avaliações, arquivando-as para fins
de comprovação do percurso dos
estudantes.
8.1.1 Avaliação Diagnóstica
A avaliação diagnóstica deverá ser realizada pelo Professor Regente e
validada pelo Professor Articulador, por meio de uma nova avaliação a ser
elaborada a partir das Matrizes de Avaliação (Anexo I e II).
A avaliação diagnóstica deve contemplar:
objetos de conhecimento concernentes à alfabetização;
todas as habilidades de Matemática e Língua Portuguesa,
estabelecidas pelas Matrizes de Avaliação (Anexo I e II);
atividades de acordo com a realidade dos estudantes.
Importante evidenciar que os conceitos avaliativos são fundamentais para
auxiliar os professores no diagnóstico dos estudantes que serão direcionados ao
Laboratório de Aprendizagem. Portanto, é preciso se atentar sobre esses
conceitos, para que não haja incoerência e divergências de informações ou
direcionamento equivocado.
Assim, compreende-se que estudantes avaliados, pelos professores
regentes, com conceitos Básico (B), Proficiente (P) e Avançado (A), não
22
apresentam defasagem em alfabetização e, portanto, não necessitam frequentar
este ambiente.
Em contrapartida, apresentar um conceito avaliativo Abaixo do Básico
(AB) não significa, necessariamente, que o estudante precisa frequentar o
Laboratório de Aprendizagem, pois, a divulgação desse resultado pode não
caracterizar a necessidade de intervenção do professor articulador.
Assim
sendo, é importante avaliar se os desafios apresentados não sejam decorrentes
apenas de dificuldades específicas de assimilação dos objetos de conhecimento
(conteúdos) ministrados para cada ciclo/ano. Caso seja constatada a segunda
opção, cabe ao professor regente o desenvolvimento da intervenção
pedagógica.
8.2 Considerações importantes
a) O estudante que atingir um percentual inferior a 80% das habilidades
avaliadas com conceito (Consolidado), deverá permanecer no Laboratório de
Aprendizagem, acima dessa porcentagem será dispensado.
b) Essa avaliação deverá ser arquivada na pasta do estudante para
acompanhamento da Coordenação e Assessoria Pedagógica.
9. ORGANIZAÇÃO DA CARGA HORÁRIA
O Professor Articulador de Aprendizagem deve organizar sua carga
horária para atendimento dos estudantes, conforme a demanda identificada nos
diferentes turnos. Assim, em casos em que a demanda for maior em um turno
específico, poderá ser organizar de forma a atender a necessidade apresentada.
A carga horária do professor Articulador de Aprendizagem é definida de
acordo com as Portarias vigentes, de maneira a contemplar o atendimento aos
estudantes e 1/3 da carga horária atribuída para as horas-atividades
destinadas para o planejamento e demais ações pedagógicas.
23
10. ORGANIZAÇÃO DAS TURMAS
Conforme a realidade identificada pela unidade escolar, apresentamos
diferentes possibilidades de composição de turmas que poderão ser adotadas:
Considerando
as
defasagens
de
aprendizagem
a
serem
superadas;
Por idade/ano/ciclo;
Por diferentes níveis de aprendizagem.
A composição das turmas deve permitir a definição de estratégias e um
acompanhamento efetivo pelo Professor Articulador. Por este modo, deve-se
evitar a superlotação nas turmas, para que o desenvolvimento das atividades e
o atendimento ao estudante seja profícuo.
11. RESPONSABILIDADES DO PROFESSOR ARTICULADOR
As atividades desenvolvidas no Laboratório de Aprendizagem serão
elaboradas pelo Professor Articulador de Aprendizagem a partir das diretrizes
estabelecidas neste documento, destacando:
Elaborar e planejar as atividades junto ao professor regente, considerando
as habilidades previstas nas Matrizes (anexo I e II);
Prestar informações das atividades desenvolvidas no Laboratório de
Aprendizagem, bem como, apresentar
relatório
dos
à
coordenação
pedagógica
objetos de conhecimento e das atividades realizadas
mensalmente, para fins de acompanhamento e monitoramento;
Efetuar o controle da frequência dos estudantes, mantendo em registro
físico para fins de comprovação;
Realizar os registros de frequência e de avaliação conforme orientação
da Secretaria de Estado de Educação.
24
12. ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO
A Assessoria e a Coordenação Pedagógica são as responsáveis pelo
acompanhamento e monitoramento das ações desenvolvidas no Laboratório de
Aprendizagem. Devendo avaliar continuamente, se estas atendem às propostas
de intervenções estabelecidas no Projeto Político Pedagógico da unidade
escolar.
No cotidiano escolar, a equipe gestora,
especialmente a Coordenação Pedagógica, deve
acompanhar e monitorar a efetividade do funcionamento
desse espaço.
Os registros para acompanhamento da intervenção pedagógica
realizada pelo professor articulador, serão realizados de acordo com os itens e
formulários disponibilizados no Portal do Professor Articulador de Aprendizagem.
13. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme estabelece a Resolução 262/02 CEE/MT, o Laboratório de
Aprendizagem, se constitui numa importante ferramenta de intervenção
pedagógica, pois possibilita a consolidação da alfabetização e os direitos de
aprendizagem dos estudantes da rede estadual que não tiveram a oportunidade
de serem alfabetizados na idade considerada adequada.
O desenvolvimento de metodologias e estratégias diferenciadas de
ensino, tem sido apontado pela comunidade escolar como uma ferramenta
essencial para minimizar a defasagem de aprendizagem presente na
alfabetização.
Nesse sentido, vale ressaltar que o processo indissociável de “alfabetizar
letrando ou letrar alfabetizando” é essencial para superação das desafagens
diagnosticadas na unidade escolar, pois resulta em uma aprendizagem
sifnificativa, criando condições para que o estudante construa o conhecimento
25
sobre o sistema alfabético no princípio do letramento, ou seja,
oportuniza
situações de vivências e práticas sociais referente a leitura e escrita.
À luz do que expomos, o Laboratório de Aprendizagem, contribui, não
somente para a superação das defasagens no processo de alfabetização, mas
também propicia a interação entre os alunos na sala de aula.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa
Mais Alfabetização. Caderno de testes: caderno M0205. Ensino Fundamental.
Brasília, 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa
Mais Alfabetização. Caderno de testes: caderno caderno P0201.. Ensino
Fundamental. Brasília, 2018.
MATO GROSSO. Portaria nº 073/2019/GS/SEDUC/MT, de 7 de fevereiro de
2019.
______. Documento de Referência Curricular para Mato Grosso:
Concepções. Área de Linguagens e Matemática: Anos Iniciais. Secretaria de
Estado de Educação de Mato Grosso. Cuiabá: SEDUC-MT, 2018.
______. Documento de Referência Curricular para Mato Grosso: Anos
Iniciais. Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso. Cuiabá: SEDUCMT, 2018.
26
ANEXO I
LÍNGUA PORTUGUESA
MATRIZ DE AVALIAÇÃO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
ORALIDADE
DESCRIÇÃO DAS
HABILIDADES
CONCEITOS
E.C
(Em Construção)
C
(Consolidado)
IDENTIFICAR E REPRODUZIR
TEXTOS
ORAIS,
CONSIDERANDO A SITUAÇÃO
COMUNICATIVA, TEMA E
FINALIDADE DO TEXTO.
RECONHECER
A
CONSTRUÇÃO DO SISTEMA
ALFABÉTICO
E
AS
CONVENÇÕES DA ESCRITA
ANÁLISE
(ORTOGRAFIA, ACENTUAÇÃO,
LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA SEGMENTAÇÃO
E
CLASSIFICAÇÃO
DE
PALAVRAS POR NÚMERO DE
SÍLABAS,
PONTUAÇÃO,
RELAÇÃO
FONEMA,
GRAFEMA.
LEITURA
COMPARTILHADA E
AUTÔNOMA.
LER E COMPREENDER, EM
COLABORAÇÃO
COM
OS
COLEGAS
E
AJUDA
DO
PROFESSOR,
TEXTOS
DIVERSOS
(QUADRAS,
QUADRINHAS, PARLENDAS,
TRAVALÍNGUAS E OUTROS
GÊNEROS
DA
VIDA
COTIDIANA).
LOCALIZAR
INFORMAÇÕES
EXPLÍCITAS E IMPLÍCITAS EM
UM TEXTO. INTERPRETAR
ENUNCIADOS DE TAREFAS
ESCOLARES, ORIENTANDO-SE
A PARTIR DELES.
REALIZAR
DIFERENTES
FORMAS DE LEITURAS DE
MANEIRA FLUENTE.
PLANEJAR E PRODUZIR, COM
ESCRITA
OS COLEGAS E COM A AJUDA
COMPARTILHADA E
DO PROFESSOR, PEQUENOS
AUTÔNOMA (PRODUÇÃO
TEXTOS
(RELATOS,
DE TEXTOS).
REGISTROS,
NARRATIVAS,
DESCRIÇÕES, ETC.).
27
ANEXO II
MATEMÁTICA
MATRIZ DE AVALIAÇÃO
UNIDADE
TEMÁTICA
DESCRIÇÃO DAS HABILIDADES
NÚMEROS
RESOLVER
PROBLEMAS
ENVOLVENDO ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO
E MULTIPLICAÇÃO. HABILIDADES
BNCC:
EF02MA06,
EF02MA07,
EF02MA08.
ÁLGEBRA
IDENTIFICAR
E
CONSTRUIR
REGULARIDADE DE SEQUÊNCIAS,
DETERMINANDO
ELEMENTOS
AUSENTES EM UMA SEQUÊNCIA.,
HABILIDADES
BNCC:
EF02MA09,
EF02MA10, EF02MA11.
GEOMETRIA
IDENTIFICAR MOVIMENTAÇÃO DE
PESSOAS E OBJETOS NO ESPAÇO.
RECONHECER
FIGURAS
GEOMÉTRICAS
(PLANAS
E
ESPACIAIS). HABILIDADES
BNCC:
EF02MA12, EF02MA15.
GRANDEZAS E
MEDIDAS
REALIZAR
MEDIDA
DE
COMPRIMENTO,
CAPACIDADE,
MASSA E TEMPO (CONSTRUÇÃO DO
PENSAMENTO
INICIAL
ACERCA
DESSA TEMÁTICA).
RECONHECER
O
SISTEMA
MONETÁRIO BRASILEIRO, CÉDULAS,
MOEDAS E EQUIVALÊNCIA DE
VALORES). HABILIDADES DA BNCC:
EF02MA16,
EF02MA17,
EF02MA18,
EF02MA19, EF02MA20.
CONCEITOS
E.C
(Em
Construção).
C
(Consolidado).
RECONHECER A IDEIA DE ALEATÓRIO
EM SITUAÇÕES DO COTIDIANO,
COLETANDO,
CLASSIFICANDO
E
PROBABILIDADE
REPRESENTANDO
DADOS
EM
E ESTATÍSTICA
TABELAS E GRÁFICOS DE COLUNAS.
HABILIDADE DA BNCC: EF02MA21,
EF02MA23.
28
ANEXO III
EXEMPLOS DE AVALIAÇÃOS DE LÍNGUA PORTUGUESA E MATEMÁTICA
MATEMÁTICA
EXEMPLO 1:
Habilidade avaliada: Resolver problemas envolvendo adição, subtração e
multiplicação.
1. Observe abaixo as figurinhas que Lívia colou na capa de seu caderno3.
Quantas figurinhas, ao todo, Lívia colou na capa de seu caderno?
4
6
24
25
_____________________________
3
Matriz de referência do Programa Mais Alfabetização, caderno M0205.
29
EXEMPLO 2:
Habilidade avaliada: Identificar movimentação de pessoas e objetos no espaço.
Reconhecer figuras geométricas (planas e espaciais).
1. Observe as formas geométricas abaixo4.
I
II
III
IV
Qual dessas formas geométricas representa um quadrado?
I
II
III
IV
__________________________
4
Matriz de referência do Programa Mais Alfabetização, caderno M0205.
30
EXEMPLO 3:
Habilidade avaliada: Reconhecer idéia de aleatório em situações do cotidiano,
coletando, classificando e representando dados em tabelas e gráficos de
colunas.
1. O gráfico abaixo apresenta a quantidade de frutas que João vendeu na
feira em um dia de trabalho5.
PERA
GOIABA
LARANJA
MAÇÃ
10
15
20
25
QUANTIDADE
De acordo com esse gráfico, qual foi a fruta menos vendida?
GOIABA.
LARANJA.
MAÇÃ.
PERA.
______________________________
5
Matriz de referência do Programa Mais Alfabetização, caderno M0205.
31
EXEMPLO 4:
Habilidade avaliada: Identificar e construir regularidade de sequências,
determinando elementos ausentes em uma sequência.
1. Observe a sequência numérica abaixo. Ela começa no 57 e termina no
676.
57 – 59 – 61 – 63 –
– 67
Qual é o número que completa essa sequência numérica?
56
64
65
68
________________________________
6
Matriz de referência do Programa Mais Alfabetização, caderno M0205.
32
EXEMPLO 5:
Habilidade avaliada: Realizar medida de comprimento, capacidade, massa e
tempo (construção do pensamento inicial acerca dessa temática). Reconhecer o
sistema monetáro brasileiro, cedulas, moedas e equivalência de valores.
1. Jéssica foi à feira para comprar bananas. Qual dos instrumentos de
medida abaixo a vendedora deve utilizar para pesar a quantidade de
bananas que Jéssica comprou?7
_________________________________
7
Matriz de referência do Programa Mais Alfabetização, caderno M0205.
33
LÍNGUA PORTUGUESA
EXEMPLO 1:
Habilidade avaliada: Localizar informações explícitas e implícitas em um texto.
interpretar enunciados de tarefas escolares, orientando-se a partir deles.
1. Leia o texto abaixo8:
Por que o panda está em perigo?
O panda corre risco de extinção por vários motivos. O principal é a devastação
das florestas asiáticas, que deixa o animal sem território para viver. Além disso, a
caça do panda acabou com populações inteiras. Outro problema sério é que o
bambu, sua única fonte alimentar, demora muito tempo para se reproduzir e como há
poucas regiões cobertas por vegetação, muitos animais ficam sem comida. Hoje a
grande maioria dos pandas vive em cativeiro e em reservas florestais.
Fonte: Recreio.uol.com.br
Qual é o assunto desse texto?
(
) A extinção dos pandas.
(
) As reservas florestais asiáticas.
(
) O plantio dos bambus.
(
) Os cativeiros de animais silvestres.
Quais são os motivos de extinção dos pandas?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____________________________________
8
Matriz de referência do PMALFA, Avaliação de Percurso - caderno P0205, com adaptações.
34
EXEMPLO 2:
Habilidade Avaliada: Reconhecer a construção do sistema alfabético e as
convenções da escrita (ortografia, acentuação, segmentação e classificação de
palavras por número de sílabas, pontuação, relação fonema, grafema.
1. Leia o texto abaixo e circule onde começa e termina cada palavra:
VOCÊPENSAQUESABETUDO
BORBOLETASABEMAIS
ANDADEPERNAPARACIMA
COISAQUEVOCÊNÃOFAZ
(Texto de domínio público)
EXEMPLO 3:
Habilidade Avaliada: Reconhecer a construção do sistema alfabético e as
convenções da escrita (ortografia, acentuação, segmentação e classificação de
palavras por número de sílabas, pontuação, relação fonema, grafema.
1. Leia o texto abaixo e acentue corretamente as palavras que estão
grifadas:
“Corre cutia, na casa da tia.
Corre cipo, na casa da avo.
Lencinho na mão, caiu no chao.
Moça bonita, do meu coraçao...
Um, dois, tres!"
35
EXEMPLO 4:
Habilidade Avaliada: Planejar e produzir, com os colegas e com a ajuda do
professor, pequenos textos (relatos, registros, narrativas, descrições, etc.).
1. Observe a imagem abaixo 9.
Escreva uma frase contando sobre o que acontece nessa cena:
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
__________________________
9 Matriz de referência do PMALFA, Avaliação Diagnóstica de Percurso - caderno P0205.
36
EXEMPLO 5:
Habilidade Avaliada: Ler e compreender, em colaboração com os colegas e
ajuda do professor, textos diversos (quadras, quadrinhas, parlendas,
travalínguas e outros gêneros da vida cotidiana).
1. Leia o texto abaixo :
Qual o gênero textual?
(
(
(
(
) Receita;
) Bilhete;
) Carta;
) Cartaz.
Qual a finalidade do texto?
(
(
(
(
) Dar um recado;
) Preparar uma receita culinária;
) Contar uma história;
) Cantar uma música.
37
EXEMPLO 6:
Habilidade Avaliada: Identificar e reproduzir textos orais, considerando a
situação comunicativa, tema e finalidade do texto.
1. Declame o poema abaixo.
Raridade
A Arara
É uma ave rara
Pois o homem não pára
de ir ao mato caçá-la
para a pôr na sala
em cima de um poleiro
onde ela fica o dia inteiro
fazendo escarcéu
porque já não pode
voar pelo céu
E se o homem não pára
de caçar arara,
hoje uma ave rara,
ou a arara some
ou então muda seu nome
para arrara.
José Paulo Paes
A) Qual é o tema do texto?
( ) A extinção das araras;
( ) O lindo voo das araras;
( ) O mudança do nome da arara;
( ) A caça e pesca.
B) Esse texto é:
( ) Parlenda;
( ) Cantiga;
( ) Poema;
( ) Música.
C) Qual a finalidade do texto?
( ) Alertar sobre a caça indevida das Araras;
( ) Apresentar a história das aves;
( ) O escarcéu das araras;
( ) A liberdade das araras.
38
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