Biológico, São Paulo, v.75, n.2, p.51

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26a RAIB
CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA PRELIMINAR DE PPV4 DETECTADO NO ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL. CASTRO,
A.M.M.G.1; BERSANO, J.G.2; CASTRO JUNIOR, F.G.3; SILVA, S.O.S.1; OGATA, R.A.2; RICHTZENHAIN, L.J.1 1 Universidade de São
Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, Av.
Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, CEP 05508-000, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: [email protected] 2Instituto Biológico,
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal, São Paulo, SP, Brasil. 3Instituto de Zootecnia, Centro de Pesquisa em
Zootecnia Diversificada, Nova Odessa, SP, Brasil. Preliminary genetic characterization of PPV4 detected in São Paulo State, Brazil.
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013
Parvovirose Suína está mundialmente distribuída e é uma das principais doenças que causam perdas reprodutivas. É um dos
menores vírus DNA de animais, possui uma simetria icosaédrica, morfologia esférica e é desprovido de envoltório. O genoma
é composto por uma fita simples de DNA, de aproximadamente 5,0 kb (kilobases), com duas grandes regiões abertas de leitura
(ORF). A ORF1 localiza-se na região 5’ e codifica 3 proteínas não estruturais (NS), NS-1, NS-2 e NS-3, envolvidas na replicação
viral e controle da expressão gênica. A ORF2, localizada na região 3’ do genoma, codifica três proteínas estruturais do capsídeo
(VP), VP-1, VP-2 e VP-3, responsáveis pela estrutura do capsídeo e adsorção do vírus na célula hospedeira. PPV4 apresenta uma
característica única, em que o seu genoma é mais relacionado ao BPV2 (Parvovírus Bovino 2), mas a capacidade de codificação
e a organização do genoma estão mais relacionadas com vírus do gênero Bocavirus. A identidade nucleotídica da ORF2 entre os
PPV4 foi descrita em outros países e mostrou baixa variabilidade (identidade entre 99 e 100%). No presente trabalho, o objetivo
é mostrar resultados preliminares da caracterização do genoma de PPV4 detectados em amostras brasileiras do Estado de São
Paulo. Para isso, sequência de 284 nucleotídeos (nt) da ORF2 de três amostras positivas para PPV4 foram obtidas, utilizando-se
o par de primers (PAV: 5’TCA TAG CAC TAT GGC GAG C 3’/PBV: 5’ AGC ATT CTG CGT TGG ACA 3’). Os fragmentos amplificados, após a corrida em gel de agarose, foram purificados e utilizados na reação de sequenciamento. As sequências desse
trabalho foram alinhadas com outras disponíveis no GenBank, usando-se ClustalW implementado pelo programa BioEdit v 7.0.1.
A identidade de nucleotídeo entre as sequências foi analisada no BioEdit v 7.0.1. A qualidade das sequências (≥ 20) foi analisada
com o programa computacional PHRED e, a consenso, montada com programa computacional CAP 3. Três amostras positivas
tiveram 284 nt da ORF2 sequenciados. A identidade de nucleotídeo variou de 99,6% a 100%, entre as três sequências, resultados
semelhantes aos observados por outros autores para a mesma região. No entanto, quando comparadas com sequências disponíveis no GenBank, a identidade nucleotídica variou entre 98,2 a 100%. Esses resultados são promissores, pois a baixa identidade
nucleotídica (< 99%) para a mesma região não foi observada por outros autores. Ressalta-se que a região sequenciada foi curta
e, portanto, essa identidade, mais baixa, com o aumento da mesma. Concluindo, os resultados preliminares demonstraram uma
alta variabilidade quando comparados com sequências de outras regiões do mundo. Estudos futuros serão necessários para
compreender a importância desse vírus para a produção de suínos do Estado.
TÍTULO DE IgG ANTI-PCV2 E ELIMINAÇÃO DO AGENTE NO SÊMEN. OLIVEIRA, R.C.V.4; BERSANO, J.G.1; CRUZ, T.F.5;
CASTRO, A.M.M.G.2; CASTRO JUNIOR, F.G.3; OLIVEIRA, J.E.F.4; ARAÚJO, JUNIOR, J.P.5; OGATA, R.A.1 1Instituto Biológico,
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal, Av. Cons. Rodrigues Alves, 1252, CEP 04014-002, São Paulo, SP,
Brasil. E-mail: [email protected] 2Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, São Paulo, SP, Brasil. 3Instituto de Zootecnia, Centro de Pesquisa
em Zootecnia Diversificada, Nova Odessa, SP, Brasil. 4Polo Apta do Sudoeste Paulista, Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento
de Itapeva, Itapeva, SP, Brasil. 5Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Departamento de Microbiologia e Imunologia, Botucatu, SP, Brasil. Anti-PCV2 IgG title and PCV2 elimination in swine semen.
A difusão da inseminação artificial (IA) ocorreu pela necessidade de atender às mudanças verificadas na cadeia produtiva.
Adicionalmente, a IA oferece maior segurança sanitária, quando os procedimentos de biosseguridade são utilizados. No entanto,
falhas desse procedimento podem difundir, de forma explosiva, os patógenos. O Circovirus Suino 2 (PCV2) pertence ao gênero
Circovirus, da família Circoviridae, e está associado a vários sinais clínicos, que são designados coletivamente circovirose. O impacto na suinocultura é grande, uma vez que afeta o desempenho dos animais e, consequentemente, a produtividade da granja.
A eliminação do PCV2 no sêmen é intermitente e há pouca informação sobre o título de anticorpos anti-PCV2 e a eliminação do
agente pelo sêmen. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo descrever a relação entre o titulo de IgG anti-PCV2 e sua
eliminação no sêmen de animais naturalmente infectados. Foram testados sêmen (n = 22) e soro (n = 9) de três animais da Unidade
de Pesquisa e Desenvolvimento de Itapeva, durante o período de 3 meses (junho, julho e agosto de 2013). As amostras de soro
foram submetidas ao ELISA indireto, com anticorpo de captura para PCV2, e as de sêmen à Reação em Cadeia pela Polimerase
(PCR) para detecção de DNA viral. A densidade óptica média (DO450nm) a 450 nm foi de 0,83 ± 0,21, 0,91 ± 0,16 e 1,06 ± 0,01 para
os animais A, B e C, respectivamente. No período, o número de amostras de sêmen positivas por PCR para PCV2 foi 2/6, 6/8 e
2/8 para os animais, A, B e C, respectivamente. Esses dados preliminares sugerem que uma leitura de DO450nm > 1,0 com baixa
variabilidade diminui a frequência na eliminação do PCV2 no sêmen.
Biológico, São Paulo, v.75, n.2, p.51-122, jul./dez., 2013
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