Prevenção e Cuidado Integral a Hipertensão Arterial e Diabetes

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Prevenção e Cuidado Integral
a Hipertensão Arterial e Diabetes Melitus
Uma estratégia nacional
Guia prático para gestão do cuidado na Atenção
Básica / Saúde da Família
GESTÃO: conceito
Conjunto de ações baseadas em tomada de
decisões relevantes que visam coordenar recursos humanos,
materiais e econômicos com o objetivo de conseguir os
objetivos da organização.
O Gestor pertence à organização e é definido pelas
suas funções no interior dessa mesma organização: é a
pessoa a quem compete a interpretação dos objetivos
propostos e que deve atuar, através do planejamento, da
organização, da liderança ou direção e do controle, afim de
atingir os referidos objetivos.
Gestão Sanitária:
A gestão do SUS é responsabilidade
PACTUADA da União (pelo Ministério da Saúde); dos
Estados e do Distrito Federal (pelas Secretarias Estaduais
de Saúde); e dos Municípios (pelas Secretarias Municipais
de Saúde). Tem o objetivo de garantir o Direito à Saúde
da população
De um modo geral, os gestores do SUS são
responsáveis pela formulação de políticas/planejamento; pelo
financiamento; pela coordenação, regulação, controle e
avaliação (do sistema/redes e dos prestadores públicos ou
privados); e pela prestação direta de serviços de saúde.
As competências e atribuições dos órgãos gestores do
SUS são detalhadas no capítulo IV da Lei nº 8.080/90.
Gestão Sanitária
Os Sistemas de Saúde se estruturam para responder às
necessidades (problemas de saúde) da população com base em
intervenções cientificamente comprovadas e que requer recursos
UNIVERSALIDADE COM EQUIDADE
NECESSIDADES
Valores
Eficácia/Efetividade
RESULTADO
RECURSOS
Eficiência
INTERVENÇÕES
POPULAÇÃO E ENFERMIDADES
MACROGESTÃO
Decide sobre quem, sobre que, com que
recursos; establece mecanismos de
regulação, planejamento , estrutura
dosistema
MESOGESTÃO
Organiza, regula , estabelece
politicas ao nivel regional, avalia
RESULTADOS
MICROGESTÃO
INDIVÍDUOS E
DEMANDAS
Gestão Clínica:Conceito
Reorientação da organização com o objetivo
de melhorar a efetividade e a qualidade das
ações e resultados em saúde, mediante um
processo de descentralização da gestão baseado
na autonomía , responsabilidade e compromisso
pactuado dos profissionais de saúde para atingir
objetivos e metas pactuados na organizaçao.
 Garantir atenção integral, coordenada e centrada na pessoa
 Melhorar a efetividade, eficiência e qualidade das intervenções
 Pactuar e alinhar a mesma direçÃo para atingir os objetivos
comuns
 Envolver e corresponsabilizar os profissionais com os
resultados da prática clínica.
Gestão Clinica
Modelo de determinação social da
saúde proposto por Dahlgren e
Whitehead (1991)
Estilo de vida:
formas social e culturalmente determinadas de vida, que se
expressam no padrão alimentar, no dispêndio energético cotidiano no
trabalho e no esporte, hábitos como fumo, álcool e lazer (Possas,
1989:197)
Desafios do estilo de vida do século 21
Três fatores de risco levam a quatro DOENÇAS CRÔNICAS
prevalentes: doença cardiovascular, Diabetes tipo 2,
doença pulmonar obstrutiva crônica e câncer.
Dieta não saudável, tabagismo, e sedentarismo
Elas
representam
80% da carga de doença e
mortes no mundo!!!
Impacto mundial das DCNT
Chronic diseases: Facts and figures
2008 WHO/Serge Resnikoff
História natural das DCNT
Fatores de risco
não modificáveis:
sexo
idade
herança genética
Fatores de risco
intermediários
Fatores de risco
Modificáveis:
Tabagismo
Alimentação
inadequada
Álcool
Inatividade física
Determinantes macroeconômicas e sociais:
Condições sócio-econômicas,
culturais e ambientais
Hipertensão
Dislipidemia
Obesidade /
sobrepeso
Intolerância à
Glicose
Desfechos
D. coronariana
D. cerebrovascular
D. vascular periférica
Doença Renal Crônica
DPOC /enfisema
Diabetes Melitus
Cânceres
Brasil: Transição demográfica
Envelhecimento da população
1980
2000
Fonte:
IBGE.Censos
2025
2050
Freqüência de causas específicas de mortalidade no
sexo masculino, segundo faixa etária
Brasil, 2005
100.000
80.000
60.000
40.000
20.000
0
0a9
10 a 19
aparelho circulat ório
aparelho respirat ório
endócr nut ricion e met abólicas
Causas ext ernas
aparelho genit urinário
Transt ment ais e comport ament
af ec originadas no perinat al
Fonte: CNHD
SVS / MS
20 a 29
40 a 59
Neoplasias
mal def inidas
aparelho digest ivo
inf ecciosas e parasit árias
sist ema nervoso
M alf cong def ormid anomalias cromos
60 e mais
Evolução da distribuição percentual de
óbitos de mulheres entre 10 e 49 anos
2000-2005
Fonte: SVS/MS.
Incidência da Doença Renal Crônica Terminal
na APAC, segundo diagnósticos de base.
Brasil, 2000 a 2006
HA
DM
IRTCI -Insuficiência Renal Terminal de causa Indeterminada
Fonte: Moura et al,2007
VIGITEL 2008: Fatores de risco na
população adulta das capitais
ORDEM
FATOR DE RISCO
Excesso de peso
(Obesidade)
1º
70
2º
Consumo de carnes com excesso de
gordura
3º
Inatividade física
4º
5º
50
Consumo abusivo de álcool
Fumantes
Fonte: CNHD
SVS / MS
%
43,3 (H:47,3 M:39,5)
13,0 (H:12,0 M:13,6)
33,8 (H:44,0 M:25,1)
26,3 (H:29,5 M:23,5)
19,0 (H:29,0 M:10,5)
15,2 (H:19,1 M:11,9)
Estado nutricional de
adolescentes no Brasil
Sexo masculino
Sexo feminino
Percentual:
Excesso de peso entre adolescentes no Brasil
Meninos: 17,9%
Meninas: 15,4%
Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (POF/IBGE)
Atenção Integral-O CUIDADO
O lidar com doenças crônicas
•
•
•
•
Múltiplos sintomas, comorbidades
Incapacidades, sequelas e deficiências
Impactos emocionais
Esquemas terapêuticos com tratamento com múltiplos e
complexos medicamentos e ajustes/modificações de estilos de
vida
• Demandas fisicas , psicológicas e sociais
• Necessidade de treinamento continuado da equipe e dos
portadores para o auto-cuidado
Modelo produtor de CUIDADO
O CUIDADO não é um ATO mas uma ATITUDE
Necessidades:
o que uma pessoa com um agravo crônico
precisa?
• Sistema de saúde (re) desenhado para atender às suas
múltiplas necessidades
• Equipe multidisciplinar - relação de cuidado e de “ausculta”
continuada
• Tratamento efetivo , oportuno e de qualidade
• Informação, suporte e apoio para o auto-cuidado
• Acompanhamento sistemático e atenção a intercorrências
agudas
• Coordenação do cuidado nos diversos pontos de atenção com
outros profissionais
Atenção deve ser mais intensiva para
portadores de maior risco e que não
conseguem atingir metas
(MANEJO DO CASO)
Estratégia Mundial para a Prevenção e
Controle das Doenças Crônicas não
Transmissíveis
(53.a Assembléia Mundial da Saúde -2000)
1.
2.
Aumento renda através do crescimento econômico
Enfoque de saúde pública com duas grandes estratégias
integradas:
Promoção da Saúde - Controle dos fatores de risco das
DCNT através de intervenções populações; apoio para
mudanças sustentáveis de estilos de vida
Intervenções clínicas de prevenção e assistência
(CUIDADO), particularmente na atenção primária
Doenças Crônicas Não Transmissíveis
Estratégias para estabelecimento de políticas
Acesso universal, sobretudo aos mais pobres
Articulação de atividades comunitárias e de atenção individual
Vigilância dos fatores de risco das DCNT
Incorporação de tecnologias por evidências científicas e análises de
custo x efetividade
Acesso a medicamentos essenciais
Ações comunitárias e promoção da causa para a mudança de
políticas (advocacy).
Organização dos serviços de atenção primária
Sistemas de saúde orientados para eventos agudos não
funcionam para problemas crônicos
Banco Mundial -Public Policy and the Challenge of Chronic Noncommunicable
Diseases
Estratégia regional e plano de ação
para prevenção e controle
integrados de Doenças Crônicas
www.paho.org
O que é um modelo de PREVENÇÃO
E CUIDADO INTEGRADOS voltado
para Doenças Crônicas?
Atua precocemente no ciclo evolutivo da doença no
sentido de impedir a progressão e reduzir as potenciais
complicações.
Desenvolve autonomia nos portadores para o auto-cuidado
e controle da doença, reduzindo a necessidade
subseqüente de intervenções agudas, permite que as
pessoas mantenham sua autonomia e permaneçam
saudáveis e com qualidade de vida o maior tempo
O que é um modelo de PREVENÇÃO E
CUIDADO INTEGRADOS voltado para
Doenças Crônicas?
• abordagem pro-ativa
• utiliza múltiplas estratégias de intervenção
• visa melhorar a saúde de todos os pacientes diagnosticados e
não somente daqueles que procuram espontaneamente um
profissional de saúde (base populacional)
• Estabelece objetivos e metas
• busca parcerias entre os cuidadores, organizações,
indivíduos, famílias e grupos da comunidade
• inclui um componente de avaliação para assegurar-se de que
os programas estejam alcançando suas metas e objetivos
Promoção da Saúde e Prevenção
das DCNTs: os grandes desafios
• Informar, sensibilizar e motivar o setor público,
políticos e a sociedade (advocacy)
• Desenvolver e implementar politicas econômicas e
ambientais e suporte legal
• Modificar os fatores de risco
• Envolver o setor produtivo e de negócios e a
comunidade
• Mitigar os impactos da pobreza e da urbanização
• Reorientar os sistemas de saúde
Modelo de Cuidado Crônico
(Chronic Care Model-CCM)
www.who.int/chp
www.improvingchroniccare.org
Ed Wagner, M.D., M.P.H., : MacColl Institute for Healthcare Innovation (USA)
BRASIL
“SAÚDE - Direito de todos e Dever do Estado
Constituição Federal de 1988
Artigo 196
Sistema Único de Saúde- SUS
Universalidade com Equidade , Integralidade da Atenção com
Participação e Controle Social
Lei 8080 de 19/09/1990
Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras
providências.
Lei 8142 de 28/12/1990
Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do
Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de
recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
Brasil –DESAFIOS
Dimensão continental e desigualdades sociais e regionais
Dupla carga de doenças: infectocontagiosas endêmicas e reemergentes + doenças crônicas
não transmissíveis
Municípios, por número de habitantes 2007(IBGE)
Total
Até 5.000 hab.
5.001 a 20 000 hab
20 001 a 100 000 hab.
100 001 a 500 000 hab.
Mais de 500 000 hab.
189.612.814 habitantes (projeção IBGE - 2009)
142.209.610: população usuária do SUS
75% (99,1% a 66%)
5 564
1.371
2.582
1.344
231
36
Atenção Primária à Saúde
Agora mais do que nunca!!
30 anos da Conferência de Alma-Ata (1978) sobre Cuidados Primários em Saúde,
como RESPOSTA ao reconhecimento de que é “política, econômica e socialmente
inaceitável” a desigualdade em Saúde e que Saúde é um DIREITO dos povos e das
nações.
Estado de Saúde de uma população
Valores, Princípios e Atributos de um
sistema de saúde orientado pela APS.
OPAS, 2006
Da Atenção MÉDICA Primária à Atenção
Primária à Saúde
Construindo a equipe
“certa”/eficiente
“ Uma EQUIPE é um (pequeno)
número de pessoas com
habilidades complementares,
comprometidas com um propósito
único e com um conjunto de
objetivos e metas, utilizando
estratégias pactuadas com as quais
estejam mutuamente
responsáveis”
Wisdom of Teams by Katzenbach
“Saúde não é a ausência de danos.
Saúde é a força de viver com esses danos”
2009
Saúde da Família
29.100 equipes
227.700 ACS
5.220 municípios
cob: 94.2 milhões de
pessoas
Distribuição de fatores de risco e agravos
crônicos na rede de serviços de saúde
Atenção
especializada
(ambulatorial e hospitalar)
Doença instalada
Sobrepeso/Obesidade
Paciente em risco
para DCV , DM
Tabagismo
Sedentarismo
Alcoolismo
Atenção
Básica
Alimentação inadequada (gorduras,
excesso de sal, baixo consumo de
frutas legumes. e verduras..etc.)
Cuidado Domiciliar
Diabetes
Hipertensão
Portadores de
Complicações (pé
diabético, DRC, DCV,
Retinopatia, ICC)
LINHA de CUIDADO
Riscos
Urgência/
Emergência
Promoção da Saúde , Prevenção e Cuidado
às DCNT ao longo do ciclo de vida
Sem doença
Doença subclínica
PREVENÇÃO :
estratégias e
ações que visam
prevenir doenças e
complicações em
populações de
risco.
Primária
Secundária
Doença clínica:
sintomas
PROMOÇÃO DA SAÚDE :
estratégias e ações que visam
manter a saúde , evitando o
aparecimento de doenças. Tem
como foco a população em
geral.
Complicações
Sequelas
Incapacidades
Morte
Promoção da Saúde
•
•
•
Objetivo geral
Promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde
relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver,
condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura,
acesso a bens e serviços essenciais
Incorporar e implementar ações de promoção da saúde, com ênfase na
atenção básica;
Programas/ações prioritárias:
Determinantes Sociais da Saúde
Saúde na Escola-MS e MEC
Estímulo à atividade física
http://www.determinantes.fiocruz.br/
Programa Saúde na Escola
Decreto Presidencial Nº. 6.286/2007
Institui o Programa Saúde na Escola - PSE, e dá outras
providências
OBJETIVOS:
prevenir e promover saúde dos escolares,
por meio de avaliações do estado nutricional, incidência
precoce de hipertensão e diabetes, controle de cárie,
acuidade visual e auditiva e também psicológica
Avaliação
Nutricional
Avaliação
Clínica
Componentes da Saúde:
responsabilidade das equipes de SF
PORTARIA No- 1.861, DE 4 DE SETEMBRO DE
2008
AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE
PSF
Avaliação
Saúde Bucal
Avaliação
Psicossocial
Estabelece recursos financeiros pela adesão ao
PSE para Municípios com equipes de Saúde da
Família, priorizados a partir do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, que
aderirem ao Programa Saúde na Escola - PSE.
Gestão Sanitária no SUS:
Pacto pela Saúde
Dimensões:
Pacto de
Gestão
do SUS
Pacto
pela Vida
Pacto em
Defesa
SUS
Reafirmação do sistema público de saúde
que garanta a equidade e o acesso universal e
efetivação de acordos entre as três esferas de
gestão do SUS
Conjunto de COMPROMISSOS SANITÁRIOS
que deverão expressar uma prioridade dos
três entes federativos, com definição das
responsabilidades de cada um Redefinição de
responsabilidades coletivas por resultados
sanitários em função das necessidades de
saúde da população.
Definição das RESPONSABILIDADES DE
CADA ENTE FEDERATIVO e criando espaços
de co-gestão;inovações nos processos e
instrumentos de gestão visando maior
efetividade, eficiência e qualidade de suas
respostas .
Pacto pela Vida
O Pacto pela Vida concretiza uma agenda nacional de prioridades
que os três entes federados devem perseguir, com objetivos, metas e
indicadores a serem utilizados no processo de monitoramento e
avaliação.





Saúde do idoso;
Controle do câncer de colo de útero e da mama;
Redução da mortalidade materna e infantil;
Fortalecimento da atenção básica;
Promoção da saúde, com ênfase na atividade física regular e
alimentação saudável;
 Fortalecimento da capacidade de resposta às doenças emergentes e
endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e
influenza.
Além das áreas estratégicas definidas pelo gestor
federal, os gestores estaduais e municipais devem
acrescentar outras áreas e ou ações de saúde,
considerando seus planos de governo.
Avaliação e monitoramento dos
resultados
Objetivos e metas devem ser
discutidas, entendidas e pactuadas
pela equipe;
devem ser mensuráveis e
focadas nos resultados como: impacto,
qualidade , satisfação do paciente,
eficácia, etc…
1.Indicadores do pacto de gestão
2.Monitoramento contínuo de qualidade (módulo de
monitoramento do sis-Hiperdia)
3.Monitoramento através de sistemas locais próprios
4.Pesquisas
IVDS: ÍNDICE DE VALORIZAÇÃO DE
DESEMPENHO EM SAÚDE
(SISPACTO)
Pacto de Gestão
Monitoramento e análise dos indicadores
Morbidade hospitalar (resultado):
1-Taxa de internações por diabetes mellitus e suas
complicações na população de 30 a 59 anos determinado
local e período / População de 30 a 59 anos no mesmo
local e período x 10.000
2-Taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC)
na população de 30 a 59 anos determinado local e período
/ População de 30 a 59 anos no mesmo local e período x
10.000
3-Taxa de internações por insuficiência cardíaca congestiva
(ICC) na população 30 a 59 anos determinado local e
período / População de 30 a 59 anos no mesmo local e
período x 10.000
Taxa de internações por Acidente Vascular
Cerebral (AVC) na população entre 30 e 59
anos de 2000 / 2008
Taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população entre 30 e 59 anos - 2000 / 2008
12,0
Nº absoluto:
48.718 a 42.753
( -5.965)
10,0
tx de internação
8,0
Variação da Tx de
internação: 9,7 a 6,2
(< 3,5 )
6,0
4,0
2,0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Ano
Taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população entre 30 e 59 anos - 2000 / 2008
2008
Taxa de internações por Acidente Vascular
Cerebral (AVC) na população de 40 anos e
mais de 1998 / 2008
Taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população de 40 anos e mais - 1998 / 2008
50,0
45,0
Nº absoluto:
178.332 a 145.106
( -33.226)
40,0
tx de internação
35,0
30,0
Variação da Tx de
internação:
43,6 a 24,3
(< 19,3 )
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Ano
Taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população de 40 anos e mais - 1998 / 2008
2008
Taxa de internações por DM e complicações
na população entre 30 e 59 anos de 2000 / 2009
E voluç ão da T axa de internaç ões por Diabetes
Mellitus na populaç ão entre 30 e 59 anos . R eg iões e
B ras il - 2000 / 2009
14,0
12,0
10,0
8,0
6,0
4,0
2,0
0,0
2000
F onte: S IH
2001
2002
NO R T E
S UL
2003
2004
2005
NO R D E S T E
C E NT R O -O E S T E
2006
2007
S UD E S T E
B R AS IL
2008
2009
Pacto de Gestão
Monitoramento e análise dos
indicadores
OPCIONAL:
Indicador de cobertura no SIS-Hiperdia (processo) :
1-Número de portadores de hipertensão arterial e de
diabetes melitus cadastrados no SIS- HiperDia / Nº de
portadores de hipertensão arterial estimados (Vigitel) x
100
2-Número de portadores de hipertensão arterial e de
diabetes melitus acompanhados no SIS- HiperDia / Nº
de portadores de hipertensão arterial e de diabetes
melitus cadastrados no SIS-Hiperdia x 100
Programação pactuada integrada
(PPI)
A organização da assistência, tendo como
principal porta de entrada a atenção básica, é condição
fundamental para a estruturação das demais áreas, bem
como para a viabilização dos fluxos estabelecidos
através da Programação Pactuada e Integrada
A PPI da Assistência tem por objetivo organizar a rede de serviços,
dando transparência aos fluxos estabelecidos e definir, a partir de
critérios e parâmetros pactuados, os limites financeiros destinados à
assistência da população própria e das referências recebidas de
outros municípios.
Importante:
definição de parâmetros de referência assistenciais:
séries históricas de produção (podem reproduzir desvios já existentes)
balizados pelos protocolos.
Parâmetros assistenciais
Saúde do adulto- DM e HA
SAÚDE DO ADULTO
Atendimento no 1º nível-Atenção básica
DIABETES MELLITUS
Ações/População alvo
Parâmetro/% da
população
Parâmetro/% da
população
População alvo (IBGE)
População =>18
anos ou =>35
anos?? (definir fx
de idade)
5,3% (pop =>18 a)
População =>18 anos
ou =>35 anos??
(definir fx de idade)
Definir-65%
65% da população
coberta
4 cons/pac./ano
6 cons/pac./ano
6 r.e./pac/ano
Definir-70%
80% da população
coberta
4 /pac/ano
6 cons/pac/ano
6 r.e./pac/ano
Prevalência-usar %
rferencia doVIGITEL
do estado
Cobertura
Atendimento em UBS
Cons. Médica
Cons. Enfermagem
Ativ. Educativas
Unid.(grupos de 10 a 15
pessoas)
Visita domiciliar ACS
22,9% (pop =>18 a)
12v.d./pac./ano
12 v.d./pac./ano
Consulta de Nutrição
Glicemia capilar na
unid.
Glicemia em jejum
ECG
Hemoglobina glicolisada
4/pac/ano
12/pac/ ano
2/pac/ano
12/pac/ano
1 /pac/ano
4/pac/ano
4/pac/ano
2 /pac/ano
Colesterol total
HDL
LDL
Triglicerídeos
Creatinina
Ácido Urico
Microalbuminuria
EAS
Mapeamento de Retina
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
1/pac/ano
0,01Xnº DM
previstos
5 proc/paciente
1/pac/ano
Curativo c/ debrid. em
pé diabético
Curativo simples
Potássio
Hematócrito
1/pac/ano
1/pac/ano
PPI: acesso
O estado/município deve (a depender da sua
condição de gestão) definir sua população-alvo
prioritária e % de cobertura mínimo para
atendimento nas UBS
A partir dos parâmetros assistenciais , definir os
quantitativos de exames e procedimentos
necesarios e buscar garantir o acesso através
de pactuações bipartites e financiamento
A PPI é peça fundamental para a constituição de
redes assistencias
Redes de Atenção e TEIAS
Gestão da demanda: equilíbrio entre a
demanda e a oferta de forma justa e eficiente
Pencheon, D. BMJ 1998;316:1665-1667
Institute of Public Health, University Forvie Site, Cambridge
Financiamento
Portaria 204 GM 29/01/07
Define que o custeio das ações de saúde é de
responsabilidade das três esferas de Gestão do SUS,
observando o disposto na Constituição Federal e Lei
Orgânica do SUS.
Criação dos 05 blocos de financiamento
I – Atenção Básica
II – Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial
e Hospitalar.
III – Vigilância em Saúde.
IV – Assistência Farmacêutica.
V – Gestão do SUS.
Gestão e Visão compartilhadas
 As mudanças não será alcançada sem uma clara visão
compartilhada de todos os níveis do sistema – do nível
de gestão nacional até o nível local e os trabalhadores
da linha de frente
 Uma clara visão abrangente a nível nacional
precisa ser acompanhada de propostas concretas no
nível local através de regras simples (regulamentações,
portarias etc) e instrumentos práticos para os
trabalhadores e as equipes de linha de frente
 Metas de desempenho e estruturas de prestação de
contas deve formar um todo coerente e estar claramente
ligados a esta visão compartilhada
“Tudo o que acontece no
mundo, seja no meu país, na
minha cidade ou no meu
bairro, acontece comigo.
Então, eu preciso participar
das decisões que interferem
na minha vida”.
Herbert Souza, Betinho
Modelo de Cuidado Crônico
(Chronic Care Model-CCM)
www.who.int/chp
www.improvingchroniccare.org
Ed Wagner, M.D., M.P.H., : MacColl Institute for Healthcare Innovation (USA)
Prevenção e Cuidado integrados para o
Controle da Hipertensão Arterial e Diabetes
Melitus
Prevenção
Educação
(portadores e
profissionais de saúde)
Cuidado
(Assistência)
Vigilância
Pesquisas
• As ações de Prevenção e Controle de HÁ e DM estão inseridas na
AB como área estratégica e prioritária de ação
• Os atributos inerentes à APS/SF são fundamentais para a
prevenção e melhor controle das DCNT -acesso,
longitudinalidade, integralidade , coordenação do cuidado,
participação social.
Quais são as NECESSIDADES de saúde da
nossa comunidade?
Qual a nossa DEMANDA?
Qual a nossa população-alvo?
Prioridades?
Qual a nossa OFERTA?
“ Gerenciar a pressão sobre o serviço de saúde
é gerir as expectativas e os direitos dos profissionais
para tratar assim como gerir as expectativas dos
pacientes para serem tratados”.
David Pencheon
Institute of Public Health, University Forvie Site, Cambridge
Identificando a popuação-alvo:
VIGITEL 2006-2007-2008
Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para
Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico
Um dos principais objetivos do VIGITEL é o de propiciar
séries históricas que caracterizem a evolução anual da
freqüência dos principais fatores de risco e proteção para
doenças crônicas no país
Pacientes com condições crônicas :
gerenciamento e o auto-cuidado
É claramente evidente que para a grande maioria das
pessoas com condições crônicas de longo prazo, o cuidado
dessas condições é essencialmente o AUTO-CUIDADO.
Educação para a Saúde
(desenvolvimento de AUTONOMIA ) deve
ocorrer simultaneamente em diversos espaços
sociais : famílias, escola, igrejas, local de
trabalho, unidades/centros de saúde,
comunidades.
Conformação de uma rede social ampla que deve ser reforçada
por veículos de comunicação local: rádios comunitárias, jornais, boletins etc
.
Portadores de Hipertensão Arterial
(auto-referidos)
Brasil, Vigitel 2008
8.000.000
Total Brasil pop adulta
(= > 18 anos)
7.000.000
6.000.000
5.000.000
4.000.000
33.085.238 portadores
auto-referidos
3.000.000
2.000.000
1.000.000
0
18-24
25-34
35-44
45-54
55-64
65 e +
1.548.606
3.743.301
5.405.551
7.637.940
6.911.205
7.838.635
masculino
655.777
1.771.748
2.441.031
3.392.618
3.568.322
2.900.295
feminino
866.761
1.973.238
2.949.416
4.236.617
3.941.680
4.842.182
geral
70,0
60,0
50,0
40,0
Média: 23,1% da população adulta
30,0
20,0
10,0
0,0
18-24
25-34
35-44
45-54
55-64
65 e +
geral
6,3
11,5
20,9
36,8
51,6
60,6
masculino
5,3
11,0
19,5
34,2
46,6
51,4
feminino
7,1
12,0
22,1
39,1
55,6
66,4
Portadores de Diabetes Melitus
(auto-referidos)
Brasil, Vigitel 2008
3.000.000
2.500.000
Total Brasil pop adulta
(= > 18 anos)
7.767.078 portadores
auto-referidos
2.000.000
1.500.000
1.000.000
500.000
0
25
18-24
25-34
35-44
45-54
55-64
65 e +
geral
122.905
260.404
879.372
1.764.198
2.062.646
2.677.553
masculino
86.612
96.641
450.652
763.835
970.886
1.060.808
feminino
36.624
164.437
427.065
1.007.686
1.091.760
1.589.753
20
15
Média: 5,2% da população adulta
10
5
0
18-24
25-34
35-44
45-54
55-64
65 e +
geral
0,5
0,8
3,4
8,5
15,4
20,7
masculino
0,7
0,6
3,6
7,7
15,4
18,8
feminino
0,3
1,0
2,3
9,3
15,4
21,8
Saúde da Família: cálculo da população-alvo
(prevalência de DM e HA auto-referidos
na população adulta)
DM: 5,2% = 7.767.078
HA: 23,1%= 33.085.238
Saúde da Família
Estimativa de portadores/equipe:
média cobertura 3.500 pessoas
população => 18 anos : 2.205 pessoas
Cada equipe de Saúde da Família deve cuidar de:
115 portadores de Diabetes
509 de Hipertensão Arterial
Integração AB x Vigilância à Saúde:
Definição da população a ser cuidada (população-alvo)
Sistema de Vigilância de DCNT
Escore de risco pra DM- instrumento de busca
ativa/prevenção primária do DM e avaliação de risco para
planejar a demanda da unidade de saúde /equipe
Cuidado do Diabetes Melitus e
Hipertensão Arterial
Doenças Crônicas são agravos à saúde que
representam maior carga/custo tanto sobre o ponto de
vista econômico e sobretudo humano.
Para reduzir essa carga hoje e para futuras
gerações é fundamental identificar e implementar
medidas custo-efetivas para a prevenção e cuidado
integral desse agravo.
Requer cuidado continuado e desenvolvimento de
autonomia para o auto-cuidado dos portadores para
prevenir complicações agudas e reduzir o risco de
complicações de longo prazo.
É uma tarefa complexa e exige muito mais que o controle da
glicemia e/ou pressórico
Diretrizes para a ação
 Conhecer o território e identificar problemas /
necessidades
 Eleger prioridades-Obesidade, HA, DM, DCV...
 Definir os objetivos e estabelecer metas
 Definir e implementar as ações de saúde
 Estabelecer qual é a equipe de trabalho e o papel de
cada um
 Estabelecer um sistema de registro e
acompanhamento
 Estabelecer indicadores para monitoramento e
avaliação
 Vigilância em saúde
 Educação permanente
Atenção por “Linha de Cuidado”
Evolução
PROMOÇÃO DA SAÚDE
Baixo
risco
Sinais
precoces
Risco
Sintomas
DOENÇA
Ações
preventivas
Rastreamento
GERENCIAMENTO
DA DOENÇA
Adaptado de:
Drug & Ther Perspect
14(12):14 - 16, 1999 Adis
International
Limited
1
Diretrizes e Linhas-Guia
Diretrizes clínicas
Diretrizes para prática clínica; são recomendações
desenvolvidas de modo sistemático para auxiliar os
profissionais de saúde e pacientes na tomada de decisões
acerca de circunstâncias clínicas específicas.
Cadernos de Atenção Básica
Linhas-guias
idade
Prevenção Primária
Quantos têm HÁ e/ou DM e não sabem??
Quantos estão em risco?
O que fazer para evitar ou retardar o aparecimento do agravo?
Rastreamento populacional para
risco de DM
Recomendação:
• Estratégia para rastrear pessoas em
risco de desenvolver diabetes deve
ser uma ação de rotina dos serviços de
saúde utilizando escores de risco
disponíveis. (Classe II, nível de
evidência A) .
• Pacientes com doença cardiovascular
já estabelecida devem ser avaliadas
para diagnóstico de DM ( Classe I,
nível de evidência B).
Glicemia capilar para
Publicado pela Finnish Diabetes Association em 2001
rastreamento populacional
não é custo-efetivo dentro
das evidências científicas
atuais
Desafios para prevenção e
cuidado da HA
• 44% das pessoas não sabem se sua pressão está normal ou alterada
• 80% das pessoas não associam a hipertensão às doenças
cardiovasculares
• 63% acreditam que a hipertensão não é um condição ou agravo
importante e sério para a saúde
• 38% dos portadores acham que podem controlar a pressao alta sem
a ajuda de um profissional de saúde
• 54.9% dos pacientes hipertensos entre 20-39 de idade não tomam os
medicamentos conforme prescrito e 17.3% dos portadores entre of
40-59 e 4.6% dos pacientes >60 de idade sequer estão em
tratamento farmacológico
• Fumantes que são também hipertensos de todas as idades são
menos propensos a adesao ao tratamento medicamentoso
Can J Cardiol 2005;21:589-93
Can J Cardiol, 2008. 24; 6: 485-490
História natural da Hipertensão
(não tratada)
Prevenção de DCV
Não há evidência de que o rastreamento em massa
para a detecção de fases iniciais da doença coronária ou
acidente vascular cerebral é uma forma custo-efetiva de
prevenir a doença.
O QUE FAZER???
Detecção de fatores de risco biológico ou de estilos de
vida para diagnosticar pessoas de alto risco:
 metodologias de avaliação do risco devem ser
estabelecidos e estar disponíveis rotineiramente. Ex:
ESCORES DE RISCO
 acesso garantido e oportuno entre o rastreamento e as
medidas terapêuticas e de cuidado
 continuidade do cuidado
Estimativa do risco
absoluto para DCV
Como fazer para avaliar o risco de DCV com rapidez e facilidade?
Aqueles com :
- DCV já estabelecida
- Diabetes tipo 2 ou diabetes tipo 1 com microalbuminúria;
- Níveis muito elevados de fatores de risco individuais já estão em risco
aumentado de DCV
Para todas as outras pessoas, os escores de risco podem ser usados para
estimar o risco absoluto; isto é extremamente importante porque muitas
pessoas podem ter leve aumento dos níveis de vários fatores de risco que,
em combinação, podem resultar em inesperadamente altos níveis de risco
para DCV total ...
Escore de Framigham
Reduzindo DCV
Tratando a hipertensão e outros
fatores de risco
Tratamento
baseado nos lípides
(estatina)
Tratamento Tratamento baseado no
baseado na PA Risco Absoluto (ASA,
lipideos, PA)
Predicted Reduction in
Major CVD (%)
0
-5
-10
-15
-6
-6
-9
-12
-8
-10
-17
-20
-25
-30
-35
Treatment thresholds
Top 10%
Top 20%
Top 30%
-40
Indivíduos em maior risco se beneficiam mais com medidas
preventivas.
-28
-37
Adapted from Emberson et al. Eur
Heart J. 2004;25:484-491.
Risco de DRC-doença renal
crônica
Depuração ou clearance de creatinina
Estágio I: depuração de creatinina ≥ 90
ml/min
Estágio II: depuração de creatinina entre 60 – 89
ml/min
Estágio III: depuração de creatinina entre 30 – 59
ml/min
Estágio IV: depuração de creatinina entre 15 – 29
ml/min
Estágio V: depuração de creatinina < 15 ml/min
Assistência farmacêutica:
Portaria nº 2.982 de 26 de novembro de 2009
RENAME 2008-Relação Nacional de Medicamentos Essenciais e nos Protocolos
Elenco de referência :
 Alfametildopa 250mg -para uso por gestantes
 Anlodipino 5 mg e 10 mg
 Captopril 25 mg; Enalapril 5, 10 e 20 mg
 Propranolol (cloridrato) 40 mg ; Atenolol 50 mge 100 mg; Metoprolol 50 e
100 mg
 Hidroclorotiazida 12,5 e 25mg
 Losartan 50 mg
 Glibenclamida 5mg ; Glicazida 30mg( liberação controlada)
 Metformina 500 e 850mg
 Digoxina 0,25 mg HD
 Sinvastatina 40 mg
 Ácido acetilsalicílico 100 mg
 Insulina R e Insulina NPH 100UI frasco ampola (Aquisição e distribuição
de responsabilidade do MS)
Insumos para o auto-cuidado de DM (aquisição e distribuição de
responsabilidade de estados e municípios)
Cuidado do Diabetes: Lei nº 11.347
de setembro de 2006
Dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais
necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aos portadores
de diabetes inscritos em programas de educa ção para diabéticos.
Portaria nº 2.583, de 10 de outubro de 2007
Define elenco de medicamentos e insumos disponibilizados pelo
Sistema Único de Saúde, nos termos da Lei nº 11.347, de 2006, aos
usuários portadores de diabetes mellitus.
INSUMOS:
a) seringas com agulha acoplada para aplicação de insulina (reutilizável até por 8 aplicações no mesmo
indivíduo)
b) tiras reagentes de medida de glicemia capilar;
c) lancetas para punção digital.
A prescrição para o automonitoramento será feita a
critério da Equipe de Saúde responsável pelo acompanhamento
do usuário portador de diabetes mellitus, observadas as normas
estabelecidas no Anexo da Portaria.
Os usuários portadores de diabetes mellitus
insulinodependentes devem estar inscritos nos Programas de
Educação para Diabéticos, promovidos pelas unidades de saúde
do SUS.
Financiamento da Assistência
Farmacêutica
Portaria nº 2.982 de 26 de novembro de 2009
Aprova as normas de execução e de financiamento da Assistência Farmacêutica
na Atenção Básica
O financiamento da assistência farmacêutica básica é responsabilidade das três
esferas de gestão, devendo ser aplicados os valores mínimos definidos nesta Portaria.
Parágrafo único - Valores mínimos aplicados para Medicamentos do Elenco de
Referência:
I - União: R$ 5,10 por habitante/ano
II – Estados e Distrito Federal: R$ 1,86 por habitante/ano
III - Municípios: R$ 1,86 por habitante/ano
Secretarias Estaduais e as Municipais de Saúde responsáveis
pela pactuação nas CIB, do Elenco de Referência Estadual, de acordo com a
necessidade local/regional
Desde que contemplados na RENAME vigente, os Municípios poderão
definir outros medicamentos além daqueles previstos no Elenco de Referência
Nacional e Estadual e poderão ser custeados com recursos previstos no art. 2º desta
Portaria.
Não poderão ser custeados com recursos previstos no art. 2º desta Portaria
medicamentos não-constantes da RENAME vigente
Financiamento da Assistência
Farmacêutica (cont.)
Insulina e Insumos para Diabetes
Art. 6º-O Ministério da Saúde financiará, com recursos distintos a aquisição e a
distribuição às Secretarias de Saúde dos Estados dos medicamentos
Insulina Humana NPH 100 UI/mL e Insulina Humana Regular 100
UI/mL.
Parágrafo único. Os quantitativos desses medicamentos são adquiridos e
distribuídos pelo Ministério da Saúde conforme a programação anual
encaminhada pelas Secretarias Estaduais de Saúde, cabendo aos
gestores estaduais sua distribuição aos Municípios.
Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são responsáveis pelo
financiamento dos insumos complementares relacionados abaixo, definidos
pela Portaria nº 2.583/GM/MS, de 10 de outubro de 2007, destinados
aos usuários insulinodependentes de que trata a Lei Federal nº
11.347/2006, cujo valor a ser aplicado por cada esfera de gestão é de R$
0,50 por habitante/ano, ficando o repasse condicionado à comprovação
pelos gestores da utilização integral dos recursos:
I - tiras reagentes para medida de glicemia capilar;
II - lancetas para punção digital;
III - seringas com agulha acoplada para aplicação de insulina.
Número de frascos de insulina NPH por
100.000 habitantes, Unidades
Federadas, 2008
Insulina Humana NPH 100 UI/ml
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
RO
AC
AM
RR
AP
PA
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
BR
INSULINA NPH 3.053 2.570 2.084 2.070 1.682 1.103 2.788 1.863 2.574 2.933 3.901 4.944 4.270 3.582 5.261 3.324 8.037 6.445 4.284 10.54 6.421 6.748 7.711 4.980 3.868 4.294 8.013 6.083
Fonte: MS/ Assistência Farmacêutica
Assistência Farmacêutica-ampliação
de acesso a medicamentos
1-Unidade Básica de Saúde :
Portaria nº 2.982 de 26 de novembro de 2009
Deve dispor do Elenco de Referência composto por medicamentos e insumos que se
destinam a atender aos agravos prevalentes e prioritários da atenção básica à saúde e constantes da
RENAME vigente, além das Insulinas e Insumos para Diabetes.
2- A Farmácia Popular do Brasil é um programa do Governo Federal para ampliar o
acesso da população aos medicamentos considerados essenciais.
3-Aqui tem Farmácia Popular: medicamentos para o
tratamento da hipertensão e diabetes e anticoncepcionais
Disponíveis em Farmácias e drogarias privadas cadastradas ao programa, com preços
até 90% menores dos que são cobrados nos estabelecimentos privados nãocadastrados.
Assistência Farmacêutica
DESAFIOS
Gestão da Assistência Farmacêutica
Uso Racional de Medicamentos
Adesão ao Tratamento
Adesão: Fenômeno Multidimensional
Adesão a terapias de longo prazo –World Health Organization-2003
Núcleos de Apoio ao Saúde da Família
PORTARIA GM Nº 154, DE 24 DE JANEIRO DE 2008
Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF.
Objetivo: ampliar a abrangência , o escopo e a resolutividade da
atenção básica no território de atuação
NASF não se constituem em porta de entrada do sistema
Devem atuar de forma integrada à rede de serviços de saúde, a partir
das demandas identificadas no trabalho conjunto com as equipes Saúde
da Família com responsabilidade compartilhada e processo de
acompanhamento longitudinal de responsabilidade da equipe, reforçando
o papel de coordenação do cuidado no SUS.
Deve buscar instituir a plena integralidade do cuidado físico e mental
aos usuários do SUS por intermédio da qualificação e
complementaridade do trabalho das Equipes Saúde da Família - ESF.
Núcleos de Apoio ao Saúde da
Família: constituição
NASF 1 : composto por, no mínimo cinco profissionais de nível
superior de ocupações não-coincidentes. Para efeito de repasse de
recursos federais, poderão compor os NASF 1 as seguintes ocupações
: Médico Acupunturista; Assistente Social; Profissional da Educação
Física; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Médico
Ginecologista; Médico Homeopata; Nutricionista; Médico Pediatra;
Psicólogo; Médico Psiquiatra; e Terapeuta Ocupacional.
NASF 2 composto por no mínimo três profissionais de nível superior
de ocupações não-coincidentes . Para efeito de repasse de recursos
federais, poderão compor os NASF 2 : Assistente Social; Profissional da
Educação Física; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo;
Nutricionista; Psicólogo; e Terapeuta Ocupacional.
Modelo de Cuidado Crônico
(Chronic Care Model-CCM)
www.who.int/chp
www.improvingchroniccare.org
Ed Wagner, M.D., M.P.H., : MacColl Institute for Healthcare Innovation (USA)
Sistema eletrônico de
informações clínicas
Um componente essencial de um sistema de saúde reorientado para
atenção a portadores de doenças crônicas
Vincula o portador à equipe e não permite que ele “desapareça do radar
“ e possibilitando antecipar as ações (prevenção)
Sistemas de informação devem possibilitar as três funções fundamentais
para gestão clínica:
planejamento do cuidado a partir das necessidades
coordenação da atenção (redes integradas)
monitoramento/avaliação da qualidade do atendimento.
Sistema de Informação
Vínculo do paciente com a unidade e
Auxilia a
equipe de saúde
 identificar o paciente




monitorar o cuidado
fazer busca-ativa para acompanhamento
identificar faltosos
Obter informações para planejamento e gerência da unidade
Permite acesso oportuno a:
 dados clínicos e delaboratório
 procedimentos clínicas anteriores (pelo mesmo ou outro profissional)
 dados de contato do paciente
 busca –ativa
 monitoramento contínuo da qualidade
 outros…..
GIL, SIS-Hiperdia,….
Cartão-SUS
Prontuário eletrônico
Possibilidades: informações, metas
e indicadores
Metas: “Identificar, cadastrar e acompanhar 50% do número de pacientes
estimados com HAS no período de 2 anos de implantação, com um
incremento de 5% a cada ano”.
Informações/Indicadores:
• Nº de HA, DM e DM com HÁ cadastrados por área/prevalência
• Nº cadastrados com PA e/ou níveis glicêmicos controlados;
• Classificar os cadsastrdos por risco: DR, DCV, etc
• Identificar faltosos às consultas;
• Permite acompanhar desfechos desfavoráveis: amputações,
AVC, IM , inclusive morte
Indicadores de Qualidade para monitoramento contínuo
•
•
•
•
A1c = <7
Nível pressórico =< 140 x 90 mmHg ou 130 x 80 em diabéticos
IMC
Número de consultas/ano
SIS-HiperDia
SIS-HiperDia
Cobertura do SIS-Hiperdia/UF
% Cobertura de portadores de hipertensão arterial e diabetes mellitus cadastrados no Hiperdia, por ESTADOS,
considerando como meta, 70% dos portadores auto referidos no Vigitel 2008.
BRASIL/1999- junho 2009
140,0
Prevalência estimada: Vigitel 2008
120,0
100,0
80,0
60,0
40,0
20,0
0,0
RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF
% cobertura HA hiperdia x Vigitel 2008
48,537,8 18,634,5 21,514,8 69,038,6 48,024,7 26,540,2 17,624,6 31,629,4 35,447,1 12,017,7 41,738,6 21,931,1 44,527,7 9,8
% cobertura DM hiperdia x Vigitel 2008 60,848,3 31,875,7 41,429,9 118, 68,1 46,026,5 35,160,5 32,038,3 44,844,9 54,276,8 21,933,9 58,958,1 29,338,7 70,048,0 37,1
% cobertura HA hiperdia x Vigitel 2008
% cobertura DM hiperdia x Vigitel 2008
Cobertura do SISHiperdia/Capitais
% Cobertura de portadores de hipertensão arterial e diabetes mellitus cadastrados no Hiperdia, por CAPITAIS,
considerando como meta, 70% dos portadores auto referidos no Vigitel 2008.
BRASIL/1999- junho/2009
120,0
Prevalência estimada: Vigitel 2008
100,0
80,0
60,0
40,0
20,0
0,0
% co bertura HA hiperdia x Vigitel 2008 Capital
P o rt
Rio
o
M an B o a B ele M ac P alm São
B ran
Velh
aus Vista
m
apa
as
Luis
co
o
25,0 40,8 10,5 41,3
6,6 16,5 45,6 20,3
Rio
P o rt Cam
Jo ao
B elo
São
Flo ri
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po
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Recif M ac A rac Salva
Vito ri de
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Ho riz
P aul
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Natal P ess
sina leza
e
eio
aju
do r
a Janei
ba
A legr Gran
oa
o nte
o
o lis
ro
e
de
33,9 2,5 10,5 17,9
9,1
9,5
0,0
7,7
6,9 45,0 0,0
2,6
0,0 22,6
1,7
0,0
% co bertura DM hiperdia x Vigitel 2008 Capital
48,8
46,8
62,5
22,3
92,8
22,7
35,1 102,0 73,6
6,3
20,0
54,4
26,1
% cobertura HA hiperdia x Vigitel 2008 Capital
21,8
0,0
21,0
12,2
86,0
0,0
5,4
0,0
45,9
3,1
% cobertura DM hiperdia x Vigitel 2008 Capital
0,0
Cuia Go ia B rasi
ba
nia
lia
61,1
4,5
9,8
97,7
9,8
37,1
Sis-Hiperdia
Sistema de cadastro e acompanhamento de
portadores de HÁ e DM na rede básica
Fem.
Masc.
15-19
13.195
8.725
20-24
27.268
16.136
25-29
59.228
28.155
30-34
116.768
49.703
35-39
217.494
89.060
40-44
366.055
150.592
45-49
539.205
225.361
50-54
668.260
296.179
55-59
683.467
333.656
60-64
647.676
350.366
65-69
574.543
331.609
70-74
455.172
272.896
75-79
309.163
189.028
Cadastro por sexo e faixa etária
+80
279.336
163.073
Brasil
http://hiperdia.datasus.gov.br/
Política Nacional de atenção integral
à Saúde do Homem
Objetivo geral:
facilitar e ampliar o acesso da
população masculina aos serviços de
saúde
Plano de Ação Nacional (2009-2011)
Oito eixos de ação
Metas principais:
 atingir 2,5 milhões de homens na faixa etária
de 20 a 59 anos para que procurem o serviço
de saúde ao menos uma vez por ano ;
criar mecanismos para melhorar a assistência
oferecida a essa população e promover uma
mudança cultural.
Ações integradas (DM e Hansen)
Valorizar os cuidados com o “pé
neuropático”, seja em conseqüência da
hanseníase seja do diabetes, como uma
ação cotidianamente negociada com o
paciente.
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/ulcera.pdf
Modelo de Cuidado Crônico
(Chronic Care Model-CCM)
www.who.int/chp
www.improvingchroniccare.org
Ed Wagner, M.D., M.P.H., : MacColl Institute for Healthcare Innovation (USA)
Educação em Saúde
Desenvolvimento de Autonomia para o
autocuidado
“As pessoas necessitam de um cuidado que as torne
capazes de manejar seus problemas de saúde crônicos.
Elas precisam de apoio para fazer escolhas saudáveis, para
seguir seu tratamento e manter-se fisicamente ativas e usufruir a
vida com qualidade.
O sistema de saúde deve ser capaz de desenvolver
habilidades para ajudar os pacientes nesses objetivos”
Michael Von Korff, ScD, pesquisador senior no CHS
EDUCAÇÃO: uma tecnologia
Trabalho médico
03 “VALIZES”
Merhy,EE 1998
Tecnologias “duras”:
máquinas,estetoscópio, medicamentos
exames, etc etc
Tecnologias “leveduras”:
Conhecimento, a bagagem cultural
acadêmica-clinica, epedemiologia,etc
EDUCAÇÃO
Tecnologias “leves”:
Relações-profissionais de diferentes
saberes, relação usuários e famílias,
comunidade
Recomendações internacionais
(Evidências)
Protocolo de diabetes, pre-diabetes e doença cardiovascular
2008-The Task Force on Diabetes and Cardiovascular Diseases of the
European Society of Cardiology (ESC) and of the European Association for
the Study of Diabetes (EASD)
Recomendações:
Educação em saúde estruturada para o portador melhora o
controle metabólico e pressórico. (Class I, Level of Evidence A).
Terapêutica não-farmacológica de medidas comportamentais
para mudanças de estilos de vida melhoram o controle metabólico.
(Level A, Class I).
O auto-cuidado melhora o controle glicêmico. (Class I, Level
of Evidence A).
Estratégias de auto-cuidado
Grupos terapêuticos (5As)
AVALIAR:
crenças, comportamento
e conhecimento atual
ACOMPANHAR :
especificar plano de
acompanhamento e
monitoramento(EX: visitas,
telefonemas, correio
lembretes, visita do ACS
ACOLHER
fornecer informações
específicas sobre os riscos à saúde
e os benefícios da mudança
Plano de Ação pessoal
1. Listar de objetivos
comportamentais específicos:
2. Listar facilidades e barreiras e
estratégias de enfrentamento
3. Especificar objetivos e metas e
um plano de acompanhamento
4. Compartilhar o plano com a
equipe e o suporte familiar
ASSISTIR:
Identificar dificuldades pessoais,
propor estratégias e técnicas de
resolução de problemas e buscar
suporte social e ambiental
Glasgow RE, et al (2002) Ann Beh Med 24(2):80-87
ACORDAR (PACTUAR):
pactuar metas e objetivos de forma
colaborativa baseados nos
interesses e na
confiança do paciente e na sua
capacidade de alterar o
comportamento
Construindo uma estratégia nacional de
Educação em Saúde pra o auto-cuidado
em Diabetes
Formação e o aperfeiçoamento de profissionais de saúde
que atuam na rede básica, de modo a estimular e
aprimorar o desenvolvimento de ações e atividades de
apoio à realização do autocuidado pelo portador de
Diabetes Mellitus tipo 2 (expandir para HA e outras
DCNT).
Estratégias:
1-Formação tutores a nível nacional e regional para estabelecer
uma rede local de agentes entre profissionais de saúde, membros das
comunidades, lideranças comunitárias.
2-Desenvolvimento de materiais informativo e educativo,
metodologias de educação para portadores e famílias e suporte para
decisão dos profissionais de saúde da equipe:
3-2ª opinião formativa
Diabetes: Estratégias e Ferramentas
•Materiais educativos impressos
•CDs e Videos
•Programa de educação continuada
•Segunda opinião educacional
•Discussão de casos clínicos, em
tempo real
•Oficinas locais
•Rede interativa com tutores
•Biblioteca virtual
•Comunidade virtual para o
compartilhamento de experiências
http://www.telessaudebrasil.org.br/
Educação Permanente em Saúde
O programa cria condições para o funcionamento de
uma rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços
de saúde e gestão do SUS, destinada a atender
necessidades de formação e educação permanente em
saúde em áreas estratégicas.
Website-CNHD
www.saude.gov.br/hipertensao-diabetes
Modelo de Cuidado Crônico
(Chronic Care Model-CCM)
www.who.int/chp
www.improvingchroniccare.org
Ed Wagner, M.D., M.P.H., : MacColl Institute for Healthcare Innovation (USA)
Redes Sociais e Parcerias
Social
Família
•
Trabalhos de diversos autores, em
diversas partes do mundo tem
demonstrado que ter redes sociais
equilibradas garantem qualidade e
quantidade de vida.
•
Redes sociais abrangem a área da
família, do trabalho, das instituições
e da sociedade.
•
Deve-se observar a densidade e a
qualidade das redes
Indivíduo
Parcerias :
Institucional
Trabalho
Sociedades Científicas
Universidades e Instituições de Ensino
Associações e entidades de
portadores
Organismos e Entidades nacionais e
internacionais
Redes comunitárias locais: clubes de
serviços, igrejas etc
Modelo ecológico de Promoção e
Educação em Saúde
Community, Environment, Policy
Recursos Comunitários :
Systems, Organizations, Businesses
Family, Friends
Peer Groups
Individual

Encorajar os pacientes e famílias a participarem de programas comunitários
reconhecidamente efetivos

Promover a interação da Unidade de Saúde com os programas comunitários
e as lideranças locais

Advogar políticas locais de promoção da saúde , prevenção dos riscos e
suporte social para pacientes e famílias

Informar e sensibilizar a comunidade para a importância de prevenção de
riscos e de cuidado integral a doenças crônicas e às necessidades sociais dos
portadores-“Advocacy”

Buscar parcerias com organizações sociais e comunitárias par apoiar
/desenvolver conjuntamente intervenções que preencham lacunas
existentes no serviço de saúde

Promover ações intersetoriais de Promoção da Saúde: meio ambiente,
educação, justiça, habitação, segurança.......
Nós somos o que fazemos repetidas
vezes; excelência não é um ato, mas um
hábito.
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