EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR CURVA DE INDIFERENÇA

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EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR
CURVA DE INDIFERENÇA:
Baseado em suas necessidades, o consumidor realiza suas escolhas de modo a obter o maior nível de
satisfação possível. Dessa forma, procura combinar as quantidades das diferentes mercadorias de acordo com seus
gostos e preferências. No entanto, se as mercadorias possuírem algum grau de substitutibilidade, existirão infinitas
combinações que atendem ao interesse do consumidor.
A curva que ilustra essa situação é a CURVA DE INDIFERENÇA, mostrada abaixo:
BEM A
7
3
BEM B
2
6
Pelo gráfico apresentado, o consumidor fica satisfeito ao consumir 7 unidades do BEM A com 2 unidades do BEM B,
ou 3 unidades do BEM A com 6 unidades do BEM B. Assim estará consumindo as 9 unidades de que necessita.
Perceba que essas nove unidades podem ser obtidas combinando-se quaisquer outras quantidades dos bens A e B.
Logo, existem infinitos pontos ao longo da curva que possibilitam a escolha do consumidor. Por isso mesmo o gráfico
apresenta-se com o nome de CURVA DE INDIFERENÇA, pois é indiferente ao consumidor, em termos de satisfação,
consumir em um ou outro ponto dessa curva.
Contudo, veremos que o consumidor somente poderá optar por um par ordenado, ou seja, por uma das
combinações de quantidades dos bens, o que será exposto no item seguinte.
RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA:
A reta de orçamento indica o limite de gastos por parte do consumidor, em caso de maximização de sua
renda. Como o consumidor desejará maximizar sua satisfação, utilizará toda a sua renda para isso.
Suponha, para simplificar o raciocínio, que a cesta de consumo do indivíduo é composta apenas pelos bens A
e B. Logo o gasto total do consumidor (que será igual à sua renda em caso de maximização), é dado por:
M = PA∙ QA + PB∙ QB
M = renda do consumidor
PA = preço do bem A
QA = quantidade do bem A
PB = preço do bem B
QB = quantidade do bem B
Da equação apresentada pode-se traçar a reta orçamentária, atribuindo-se às quantidades o valor zero.
Assim, quando não se consome nada de A, aloca-se toda a renda em B, e quando nada se consome de B, aloca-se
toda a renda em A. O gráfico é apresentado a seguir:
BEM A
QAMAX
X
BEM B
QBMAX
Como o consumidor possui o limite de renda, as diversas possibilidades mostradas no item sobre a curva de
indiferença ficam restritas a esse limite. Portanto, não basta o consumidor querer consumir, ele deve poder
consumir. Busca-se, então, um ponto de tangência dos desejos e das possibilidades, ou seja, um ponto que atenda
aos critérios de satisfação e de renda do consumidor.
EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR:
É dado pelo ponto que atende, SIMULTANEAMENTE, aos desejos e possibilidades do consumidor. É ilustrado
pelo gráfico abaixo:
BEM A
QAMAX
EQUILÍBRIO
DO
E
CONSUMIDOR
BEM B
QBMAX
VARIAÇÕES NO EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR:
O ponto de equilíbrio do consumidor pode variar, permitindo que ele consuma maior quantidade dos dois
bens simultaneamente. Isso pode ocorrer de duas maneiras:

Variação na renda nominal;

Variação na renda real.
A variação na renda nominal é devida a um aumento ou diminuição na renda do consumidor. Assim, se o seu
salário sofrer um acréscimo, será possível um aumento no consumo dos dois bens, deslocando o ponto de equilíbrio
para cima e para a direita (E1). Ao contrário, se o salário sofrer uma redução, o ponto de equilíbrio deslocar-se-á para
a esquerda, diminuindo o padrão de satisfação do indivíduo (E2). As duas situações estão ilustradas no gráfico
abaixo.
VARIAÇÃO NA RENDA NOMINAL E MODIFICAÇÃO
DO PONTO DE EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR.
BEM A
QAMAX
E1
E0
E2
BEM B
QBMAX
A variação na renda real ocorre a partir de uma variação nos preços das mercadorias. Portanto, mesmo que
a renda do consumidor não se altere em termos nominais, ela poderá se alterar em função da quantidade de bens
que pode adquirir. Ou seja, a renda real está expressa pela quantidade de bens/serviços que podem ser adquiridos
com determinado montante monetário. Logo, se o preço do bem é reduzido, a renda real do indivíduo aumentará,
pois poderá consumir uma maior quantidade de bens. Se, de outra forma, o preço sofrer uma elevação, a renda real
diminuirá, pois o consumidor terá que reduzir a quantidade consumida. O gráfico mostrará essa variação de renda
real pela mudança na inclinação da reta de orçamento. Existem diversas situações possíveis para duas mercadorias.
Para ilustrar será mostrada uma variação na renda real do consumidor a partir de uma redução no preço do BEM A.
BEM A
VARIAÇÃO NA RENDA REAL E MODIFICAÇÃO DO
PONTO DE EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR.
QAMAX drp
QAMAX arp = quantidade máxima de A
antes da redução de preços.
QAMAX arp
QAMAX drp = quantidade máxima de A
E1
depois da redução de preços.
E0
BEM B
QBMAX
Havendo uma redução no preço de A, o consumidor poderá aumentar a quantidade consumida dessa
mercadoria. Assim, poderá atingir um ponto superior de equilíbrio, uma vez que uma redução em PA elevou a sua
renda em termos reais. A quantidade da mercadoria B, a princípio, fica constante, pois nada aconteceu ao preço de
B. É claro que o indivíduo poderia consumir mais dessa mercadoria, caso o preço de A diminuísse, pois sobraria mais
renda, porém o mais lógico é pensar que se aumentará a demanda por aquele bem que teve o seu preço reduzido, a
menos que estejamos falando de bens de Giffen ou de bens inferiores.
Portanto, considerando-se que o consumo de A aumentou por variação na renda real, a inclinação da reta de
orçamento variou, indicando que o consumidor pode agora, com a mesma renda nominal, comprar mais unidades
de A.
Como exercício, construa os novos pontos de equilíbrio do consumidor, considerando:
1)
2)
3)
4)
Aumento no preço de B;
Redução no preço de B;
Aumento de 30% no preço de A com redução de 20% no preço de B;
Redução de 20% em ambos os preços.
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