pilates com ring flex na reabilitação em pacientes

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UNISALESIANO
Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium
Curso de Fisioterapia
Guilherme Arimori
Jéssia Natália Pereira
PILATES COM RING FLEX NA REABILITAÇÃO
EM PACIENTES PORTADORES DE
ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA
DO TIPO DIPARÉTICO
Centro de Reabilitação Física Dom Bosco
LINS – SP
2010
GUILHERME ARIMORI
JÉSSIA NATALIA PEREIRA
PILATES COM RING FLEX NA REABILITAÇÃO
EM PACIENTES PORTADORES DE ENCEFALOPATIA CRÔNICA
NÃO PROGRESSIVA DO TIPO DIPARÉTICO
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado à Banca Examinadora do
Centro Universitário Católico Salesiano
Auxilium, curso de Fisioterapia sob a
orientação da Prof.ª M. Sc. Gislaine Ogata
e orientação técnica da Prof.ª Esp. Ana
Beatriz Lima.
LINS - SP
2010
Arimori, Guilherme; Pereira, Jéssia Natalia
Pilates com ring flex na reabilitação em pacientes portadores de
A746p encefalopatia crônica não progressiva do tipo diparética/ Guilherme
Arimori; Jéssia Natalia Pereira. - - Lins, 2010
53p. il. 31cm.
Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico
Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins - SP, para graduação em
Fisioterapia, 2010
Orientadores: Ana Beatriz Lima; Gislaine Ogata.
1. Encefalopatia crônica não progressiva. 2. Ring Flex. 3. Pilates.
I. Título.
CDU 615.8
GUILHERME ARIMORI
JÉSSIA NATALIA PEREIRA
PILATES COM RING FLEX NA REABILITAÇÃO
EM PACIENTES PORTADORES DE ENCEFALOPATIA CRÔNICA
NÃO PROGRESSIVA DO TIPO DIPARÉTICO
Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium
para obtenção do título de Graduação em Fisioterapia.
Aprovada em: _____/_____/_____
Banca Examinadora:
Profª Orientadora: Gislaine Ogata
Titulação: Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Sagrado Coração
Assinatura: ________________________________
1ª Profª: ________________________________________________________
Titulação: _______________________________________________________
Assinatura: ________________________________
2ª Profª: ________________________________________________________
Titulação: _______________________________________________________
Assinatura: ________________________________
Dedico aos meus pais Nelson e Beatriz.
Aqueles que me educaram, me deram a oportunidade de estudar, pois sem
eles não estaria onde eu estou agora.
Aos meus irmãos Carlos Gustavo e Arthur.
Apesar de serem, às vezes, chatos comigo,
sempre me apoiaram quando precisei.
A minha Orientadora Gislaine Ogata,
por toda calma, orientando sempre de modo certo,
sem a sua cooperação,
nunca teríamos conseguido terminar a monografia.
Minha parceira de monografia Jéssia,
apesar de ser meio atrapalhada.
A Letícia Didomenico, minha parceira de ortopedia.
Aprendi muitas coisas, quando a eletroterapia estava lotada,
com correria, ela sempre estava me ajudando.
Dedico a Kamilla Popodeca,
minha parceira de Santa Casa no terceiro ano, onde aprendi bastante,
pois é uma pessoa dedicada naquilo que faz.
Ao Deiner, parceiro da Unimed.
Era o meu “karma” quando eu andava estressado.
Eu o chamava de Homer Simpson.
Ao Islan, meu companheiro de estagio do 3º ano,
só zoando nas horas vagas do estagio.
Para a Mayrão,
nossa... só dou risada com essa figura.
Não posso esquecer de Carlinhos e Indião,
parceria de churrasco e zoação.
Para as pessoas que mais amo no mundo....Francisco e Vera.
Pai e Mãe..., não tenho palavras para agradecer
tudo o que vocês fizeram por mim...
e, se hoje cheguei onde estou é por mérito de vocês ,que
nunca mediram esforços para que esse sonho se tornasse realidade.
Foram tantas dificuldades..., quantas vezes pensei em desistir e
vocês ali me apoiando a não desistir.....
Não tenho palavras para dizer o quanto amo de vocês....
Obrigada por me fazerem a pessoa mais feliz deste mundo!!!!
Amo muito vocês.....Jéssia.
Ao meu namorado lindo Giovani,
nada mais justo do que
este trabalho a você....Obrigada por sempre estar disposto a me ajudar
e me dar forças para continuar, por tudo que tem sido na minha vida.
Nem sei como me aguentou todos esses anos...
Eu as vezes muito estressada, com provas, trabalhos....e você ali
do meu lado sempre...não esquecerei você jamais.
Tem também, você me ajudando a fazer meus trabalhos ha, ha....Como
esquecer disso hein....Muita sorte e sucesso na sua vida......
Amor te amo muito. Jéssia.
Para minhas amigas, companheiras de estágio:
Camila, Franciele, Mayra, Carol, Ju, Marcela.
Obrigada por tudo meninas...ter vocês como parte da minha família
é um presente de Deus, pois Ele colocou pessoas
maravilhosas no meu caminho....
Agradeço pela paciência e colaboração que tiveram comigo,
que não foi facil NE......Nunca vou me esquecer de vocês....
Amo muito vocês!!! Jéssia.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus,
por ter me dado braços, pernas e cabeça perfeita. Inteligência,
conhecimento e como lidar com os desafios do dia a dia e
pela força de vontade de vencer.
Agradeço aos meus pais,
pela educação e pelas oportunidades.
Agradeço ao salesiano,
pela formação e estrutura de estudo, obtidas durante o período do curso.
Agradeço a minha orientadora Gislaine Ogata,
sem ela esse trabalho não seria concluído.
E os professores, que me passaram conteúdos, conhecimentos,
praticidade e a exigência para estudar,
me atualizando em diferentes assuntos.
AGRADECIMENTOS
A Deus,
pela força, iluminação que sempre nos mandou dos céus,
pois sem você nada se realizaria.
Jéssia.
A nossa querida orientadora Gislaine Ogata,
que por meio de sua experiência, sabedoria e
conhecimentos, pode nos orientar da melhor maneira,
para a conclusão deste trabalho.
Jéssia.
A professora Bia,
muito obrigada pela paciência e compreensão,
sem a sua ajuda e orientação este trabalho não seria concluído.
Jéssia.
Ao meu parceiro de monografia Guilherme,
por estar me ajudando a concluir este trabalho...
Tendo muita paciência comigo né.... japonês....
Jéssia.
RESUMO
A Encefalopatia Crônica não progressiva é uma doença que ocorre durante o
período pré, peri ou pós parto afetando uma ou mais partes do cérebro, com
comprometimento mental, motor, auditivo, visual, de linguagem e/ou
comportamental. A abordagem fisioterapêutica teria a finalidade de preparar a
criança para uma função, manter ou aprimorar as já existentes, atuando
sempre de forma a adequar a espasticidade. Entretanto, o prognóstico da
Encefalopatia Crônica não progressiva, depende evidentemente do grau de
dificuldade motora, da intensidade de retrações e deformidades esqueléticas e
da disponibilidade e qualidade da reabilitação. Pilates com Ring Flex é uma
modalidade do Pilates de solo, com a função de melhorar a coordenação
motora, equilíbrio, aumento de tônus musculares, na qualidade de vida e nas
Atividades de vidas Diárias. Foram realizados estudos de casos com duas
pacientes portadoras de Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo
diparético, sendo estas submetidas a uma serie de exercícios com o Ring Flex,
trabalhando todas as áreas do corpo e dando a ênfase ao seu
comprometimento, demonstrando, o conhecimento e a aplicação do método
Pilates na reabilitação desses pacientes.
Palavras-chave: Encefalopatia Crônica não progressiva. Ring Flex. Pilates.
ABSTRACT
The non-progressive chronic encephalopathy is a disease that occurs during
the pre, peri or postpartum affecting one or more parts of the brain, with mental,
motor, auditory, visual, language and / or behavior impaired. The physical
therapy approach would have the purpose of preparing the child to a function,
maintain or improve existing ones, always acting in order to adjust spasticity.
However, the prognosis of cerebral paralyses obviously depends on the degree
of motor difficulty, the intensity of retractions and skeletal deformities and the
availability and quality of rehabilitation. Pilates with Ring Flex is a type of soil
Pilates, with the task of improving coordination, balance, increased muscle
tone, quality of life and the lives of Daily Activities. Case studies were
conducted with a patient with diplegy cerebral paralyses, which underwent a
series of exercises on the ground and the ball, working all areas of the body and
emphasizing the affected side, demonstrating knowledge and application of the
Pilates method in rehabilitation of these patients.
Keywords: Non-progressive chronic encephalopathy. Ring Flex. Pilates.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Alongamento em posição de gato ..................................................... 34
Figura 2: Alongamento de isquiotibiais ............................................................. 35
Figura 3: Ponte ................................................................................................. 35
Figura 4: Abdominal com Ring Flex .................................................................. 36
Figura 5: Fortalecimento do peitoral maior ....................................................... 36
Figura 6: Fortalecimento do deltoide................................................................. 37
Figura 7: Fortalecimento do deltoide e tríceps .................................................. 37
Figura 8: Fortalecimento de quadríceps ........................................................... 38
Figura 9: Fortalecimento dos adutores - decúbito lateral .................................. 38
Figura 10: Fortalecimento dos adutores - sentada............................................ 39
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ADM: Amplitude do Movimento
EUA: Estados Unidos da América
FNP: Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva
MMSS: Membros Superiores
MMII: Membros Inferiores
RN: Recém Nascido
SAPO: Softwares para Avaliação Postural
SNC: Sistema Nervoso Central
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.................................................................................................. 15
CAPÍTULO I – ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA ............. 17
1
Definição ............................................................................................... 17
1.1
Incidência ............................................................................................... 18
1.2
Etiologia.................................................................................................. 18
1.3
Fisiopatologia ......................................................................................... 19
1.4
Quadro Clínico ....................................................................................... 20
1.5
Diagnóstico............................................................................................. 20
1.6
Classificação .......................................................................................... 21
1.6.1 Espástica ................................................................................................ 21
1.6.2 Atetóide .................................................................................................. 22
1.6.3 Atáxica ................................................................................................... 23
1.6.4 Mista ....................................................................................................... 23
1.6.5 Hipotônica .............................................................................................. 23
1.7
Comprometimento motor ........................................................................ 24
1.7.1 Hemiplegia ............................................................................................. 24
1.7.2 Diplegia .................................................................................................. 24
1.7.3 Quadriplegia ........................................................................................... 25
1.8
Prognóstico ............................................................................................ 25
1.9
Complicações ......................................................................................... 25
1.10
Tratamento ............................................................................................. 26
CAPÍTULO II – MÉTODO PILATES ................................................................. 29
2
Histórico ................................................................................................ 29
2.1
Método Pilates........................................................................................ 30
2.2
Ring Flex ................................................................................................ 34
2.3
Alongamentos ........................................................................................ 34
2.4
Exercícios de tronco ............................................................................... 35
2.5
Exercícios de membros superiores ........................................................ 36
2.6
Exercícios de membros inferiores .......................................................... 38
CAPÍTULO
III
–
PILATES
NA
REABILITAÇÃO
DE
PACIENTES
PORTADORES DE ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA, DO
TIPO DIPARÉTICO .......................................................................................... 40
3
Introdução ............................................................................................. 40
3.1
Métodos.................................................................................................. 40
3.1.1 Estudo de caso....................................................................................... 40
3.2
Técnicas ................................................................................................. 40
3.3
Relato dos casos e apresentação dos resultados .................................. 41
3.4
Depoimento do Profissional.................................................................... 42
3.5
Parecer final sobre os casos .................................................................. 43
3.6
Discussão ............................................................................................... 43
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO ..................................................................... 46
CONCLUSÃO ................................................................................................... 47
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 48
APÊNDICES ..................................................................................................... 50
15
INTRODUÇÃO
Segundo Lima e Fonseca (2004), Encefalopatia Crônica não progressiva
denota uma série heterogênea de síndromes clínicas, caracterizada por
distúrbios motores e alterações posturais permanentes de etiologia não
progressiva que ocorre em um cérebro imaturo, podendo ou não estar
associada a alterações cognitivas. Estas alterações motoras tornam o
movimento voluntário descoordenado, estereotipado e limitado.
Lima e Fonseca (2004), descrevem que a classificação consiste em
determinar subgrupos com características semelhantes. Dessa maneira, é
possível inferir as etiologias mais prováveis, fisiopatologia, prognósticos além
de adequar melhor o tratamento.
Os pacientes portadores de Encefalopatia Crônica não progressiva,
devem ser tratados por uma equipe que têm como objetivo reduzir o handicap
psicomotor e se possível, colocar o paciente em condições de se integrar na
vida comunitária.
Uma equipe numerosa, constituída por neurologista infantil, ortopedista,
pediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, especialista em terapia
ocupacional e professores especializados, deve cuidar do paciente durante
muitos anos, senão durante toda a vida (DIAMENT; CYPEL, 2005).
De acordo com Moura e Silva (2005), a alteração do tônus e a
persistência de reflexos primitivos e padrões primários levando a uma
deficiência ou debilidade que resultam nas incapacidades que são limitações
funcionais,
trazendo
conseqüências
desvantagem
no
desempenho
do
individuo, nos diferentes contextos.
Moura e Silva (2005), descrevem que a Encefalopatia Crônica não
progressiva, constitui em um grupo desordens neurológicas com etiologias e
quadros clínicos diversos que têm em como o fato de afetarem o Sistema
Nervoso Central (SNC) da criança de forma crônica, onde os déficits funcionais
dependem da localização e extensão da lesão e da presença de outros
distúrbios.
De acordo com Moura e Silva (2005), o fisioterapeuta deve enfatizar
princípios terapêuticos que promovam a melhora da força muscular, amplitude
16
de movimento, postura, equilíbrio e coordenação com o intuito de minimizar as
dificuldades e ampliar as potencialidades do individuo.
Lima e Fonseca (2004), descrevem que a fisioterapia é uma profissão
que tem crescido e contribuído na produção de trabalhos e conhecimentos
científicos.
Segundo Lima e Fonseca (2004), a Encefalopatia Crônica não
progressiva é uma série de síndromes clínicas heterogêneas, decorrentes de
distúrbios de tônus e da motricidade da Encefalopatia Crônica não
progressivas.
Segundo Ramos (2009), Joseph Pilates desenvolveu os equipamentos
com molas de camas, criando exercícios para desenvolvimento e equilíbrio do
corpo.
Segundo Lemos (2010), O Ring Flex tem como principal objetivo o
condicionamento físico ou a reabilitação. Trabalhando em vários grupos
musculares.
O trabalho propõe-se a seguinte questão: o método Pilates com Ring
Flex pode ser aplicado em pacientes portadoras de Encefalopatia Crônica não
progressiva do tipo diparética, visando à melhora de suas limitações?
Este trabalho está dividido em:
Capítulo I: Descreve sobre a Encefalopatia Crônica não progressiva,
abordando os conceitos de definições, incidências, etiologia, classificação,
fisiopatologia e os tratamentos na patologia.
Capitulo II: Descreve sobre a essência do Pilates, no tratamento nos
pacientes diparéticos, com a utilização do Ring Flex.
Capitulo III: Aborda o tratamento realizado com resultados reais, com
pacientes com Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo diparético.
17
CAPÍTULO I
ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA
1
DEFINIÇÃO
DA
ENCEFALOPATIA
CRÔNICA
NÃO
PROGRESSIVA
Segundo Lima e Fonseca (2004), a Encefalopatia Crônica não
progressiva é um evento clínico de etiologia complexa, por vezes múltipla, e
que pode ter sua origem no período pré-natal.
De acordo com Lima e Fonseca (2004), a Encefalopatia Crônica não
progressiva, é de origem pré e perinatal, que pode ser dividida em quatro
grandes grupos: malformações no sistema nervoso central, Infecções
congênitas, os quadros de hipoxia aguda e crônica e a ocorrência da
prematuridade.
Segundo Leite e Prado (2004), a Encefalopatia Crônica não progressiva
é caracterizada por uma alteração dos movimentos controlados ou posturais
dos pacientes, aparecendo cedo, sendo secundária a uma lesão, danificação
ou disfunção do SNC e não é reconhecido como resultado de uma doença
cerebral progressiva ou degenerativa.
Leite e Prado (2004), descrevem que as Encefalopatias Crônicas da
infância incluem numerosas afecções com várias etiologias e quadros clínicos
diversos tendo em comum o fato de afetarem o SNC das crianças com um
caráter crônico. Um subgrupo de pacientes é formado por afecções de caráter
progressivo que vão se agravando lenta ou rapidamente e outro subgrupo
apresenta caráter não progressivo e tendência à regressão espontânea, maior
ou menor, à medida que o tempo vai passando.
Segundo Bobath (1989), a característica essencial desta definição de
Encefalopatia Crônica não progressiva é que a lesão afeta o cérebro imaturo e
interfere na maturação do SNC.
18
1.1
Incidência
De acordo com Lima e Fonseca (2004), nos países desenvolvidos, a
incidência de crianças com Encefalopatia Crônica não progressiva, esta entre
1 - 2 por 1.000 nascidos vivos, enquanto nos países em desenvolvimento a
incidência está estimada em 7 por 1.000 nascidos vivos.
Lima e Fonseca (2004), descrevem que os recém-nascidos (RN) de
baixo peso; abaixo de 1,500 gramas, devido aos cuidados por meio de uma
terapia intensiva, possibilita maior sobrevivência e a possibilidade de
Encefalopatia Crônica não progressiva, é bem maior, chegando a 25 a 31
vezes mais que nos RN a termo.
Segundo Leite e Prado (2004), nos Estados Unidos da América - EUA
admitem-se a existência de 550 a 600 mil pacientes sendo que há um aumento
de 20 mil novos casos a cada ano.
Segundo Leite e Prado (2004), como a Encefalopatia Crônica não
progressiva, é raramente diagnosticada até pelo menos vários meses após o
nascimento e a causa precisa da lesão cerebral numa criança é
freqüentemente especulativa.
1.2
Etiologia
Segundo Lewitt (2001), há muitas causas de lesão cerebral, incluindo o
desenvolvimento anormal do cérebro, anoxia, hemorragia intracraniana,
icterícia neonatal excessiva, trauma e infecções.
De acordo com Costa (2003), a Encefalopatia Crônica não progressiva,
apresenta um conglomerado de complexidades. A literatura refere-se a
Encefalopatia Crônica não progressiva, como decorrência da falta de
oxigenação do tecido nervoso ou alguma agressão relacionada ao cérebro
imediatamente antes, durante ou após o processo de nascimento. Os padrões
da agressão ao cérebro caem em padrões que não são sempre concisamente
organizados.
19
Segundo Lima e Fonseca (2004), a Encefalopatia Crônica não
progressiva, tem como etiologia problemas diversos que podem ocorrer na fase
pré, peri ou pós-natal.
a) Pré natal: 11% dos casos, as causas mais comuns, neste período,
são as más formações encefálicas e infecções congênitas.
b) Peri natal: 30% entra nesta categoria, sendo anóxia peri natal o
principal agente etiopatogênico.
c) Pós natal: aqueles casos em que se diagnostica dano encefálico
entre a 2ª semana de vida e o 2º aniversario, onde 7% dos
portadores de Encefalopatia Crônica não progressiva, são de
origens pós natal, causas mais comum são as meningites, as
lesões traumáticas e tumorais.
1.3
Fisiopatologia
Segundo Pereira Fontanetti e Lopes (2003), os mecanismos patológicos
nos prematuros e recém- nascidos são os mesmos e incluem a necreose
seletiva de neurônios e as lesões cerebrais de origem hipóxico-isquêmicas,
resultando em necroses cerebrais focais ou multifocais.
De acordo com Pereira Fontanetti e Lopes (2003), no prematuro, as
lesões hipóxico-isquêmicas típicas incluem as lesões de caráter hemorrágico e
a leucomalácia periventricular e no recém-nascido a termo observa-se lesão
cerebral parassagital e estado marmóreo.
Segundo Pereira Fontanetti e Lopes (2003), as lesões hemorrágicas são
subependimárias
e
intraventriculares,
com
invasão
do
parênquima
e
desenvolvimento de hidrocefalia hemorrágica. Estas são mais freqüentes em
prematuros com idade gestacional de 31 semanas, sendo ocasionadas por
fatores fisiológicos do próprio prematuro porque uma grande parte do fluxo
sangüíneo cerebral irriga o leito capilar subependimário, as paredes dos vasos
são frágeis e a regulagem do fluxo sangüíneo intra-cerebral é inadequada.
20
1.4
Quadro Clínico
De acordo com Leite e Prado (2004), na observação clínica da
Encefalopatia Crônica não progressiva, deve-se levar em consideração a
extensão do distúrbio motor, sua intensidade e principalmente, a caracterização
semiológica desse distúrbio.
1.5
Diagnóstico
Segundo Costa (2003), o diagnostico é um tipo de alteração do
movimento observado e está relacionado com a localização da lesão no
cérebro e a gravidade das alterações depende da extensão da lesão. A
Encefalopatia Crônica não progressiva é classificada de acordo com a
alteração de movimento que predomina. Formas mistas são também
observadas.
Segundo Miller e Clark (2002), para o diagnóstico definitivo da
Encefalopatia Crônica não progressiva durante a primeira fase da infância
especialmente em lactentes pré – termos, é necessário a realização de uma
série de exames.
De acordo com Costa (2003), dificuldade de sucção, tônus muscular
diminuído, alterações da postura e atraso para firmar a cabeça, sorrir e rolar
são sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações
mais detalhadas e acompanhamento neurológico.
Costa (2003), descreve que a história clínica deve ser completa e o
exame neurológico deve incluir a pesquisa dos reflexos primitivos (próprios do
recém-nascido), porque a persistência de certos reflexos além dos seis meses
de idade pode indicar presença de lesão cerebral. Reflexos são movimentos
automáticos que o corpo faz em resposta a um estímulo específico.
Segundo Costa (2003), o reflexo primitivo mais conhecido é o reflexo de
Moro que pode ser assim descrito: quando a criança é colocada deitada de
costas em uma mesa sobre a palma da mão de quem examina, a retirada
21
brusca da mão causa um movimento súbito da região cervical, o qual inicia a
resposta que consiste inicialmente de abdução (abertura) e extensão dos
braços com as mãos abertas seguida de adução (fechamento) dos braços
como em um abraço.
De acordo com Costa (2003), este reflexo é normalmente observado no
recém-nascido, mas com a maturação cerebral, respostas automáticas como
esta são inibidas. O reflexo de Moro é apenas um dentre os vários comumente
pesquisados pelo pediatra ou fisioterapeuta.
1.6
Classificação
De acordo com Lima e Fonseca (2004), a classificação pode ser de
acordo com o tipo e localização da alteração motora, com o grau de
acometimento e nível de independência para atividades.
De acordo com Lewitt (2001), as classificações foram proposta por
diferentes autoridades, mas nenhum destes diagnósticos, são suficientes para
formular planos de tratamento adequados. O terapeuta deve dispor também de
uma avaliação detalhada, baseada primariamente nas funções motoras, para
estabelecer um programa de tratamento.
Segundo Lima e Fonseca (2004), a classificação etiológica tem pouca
utilidade, visto que um mesmo fator pode gerar quadros clínicos diversos.
De acordo com Costa (2003), o fisioterapeuta precisa estar consciente
de que a categorização da Encefalopatia Crônica não progressiva é baseada
em descrições de características observáveis: é uma descrição sintomática.
Esses padrões de movimento característicos foram identificados como:
espasticidade, atetose, hipotonicidade e ataxia.
1.6.1 Espástica
22
Segundo Costa (2003), a lesão está localizada na área responsável pelo
início dos movimentos voluntários, trato piramidal, o tônus muscular é
aumentado, isto é, os músculos são tensos e os reflexos tendinosos são
exacerbados. Esta condição é chamada de Encefalopatia Crônica não
progressiva espástica.
De acordo com Costa (2003), as crianças com envolvimento dos braços,
das pernas, tronco e cabeça (envolvimento total) têm tetraplegia espástica e
são mais dependentes da ajuda de outras pessoas para a alimentação, higiene
e locomoção. A tetraplegia está geralmente relacionada com problemas que
determinam sofrimento cerebral difuso grave (infecções, hipóxia e traumas) ou
com malformações cerebrais graves.
Costa (2003), descreve que, quando a lesão atinge principalmente a
porção do trato piramidal responsável pelos movimentos das pernas, localizada
em uma área mais próxima dos ventrículos (cavidades do cérebro), a forma
clínica é a diplegia espástica, na qual o envolvimento dos membros inferiores é
maior do que dos membros superiores.
Segundo Costa (2003), a região periventricular é muito vascularizada e
os prematuros, por causa da imaturidade cerebral, com muita freqüência
apresentam hemorragia nesta área. As alterações tardias provocadas por esta
hemorragia podem ser visualizadas com o auxílio da neuroimagem
(leucomalácea periventricular).
De acordo com Costa (2003), as crianças com espasticidade tendem a
desenvolver deformidades articulares porque o músculo espástico não tem
crescimento normal. Flexão e rotação interna dos quadris, flexão dos joelhos e
equinismo são as deformidades mais freqüentes nas crianças que adquirem
marcha.
1.6.2 Atetose
Segundo Costa (2003), quando a lesão está localizada nas áreas que
modificam ou regulam o movimento, trato extrapiramidal, a criança apresenta
23
movimentos involuntários, movimentos que estão fora de seu controle e os
movimentos voluntários estão prejudicados.
1.6.3
Ataxia
De acordo com Costa (2003), a Encefalopatia Crônica não progressiva,
atáxica está relacionada com lesões cerebelares ou das vias cerebelares.
Como a função principal do cerebelo é controlar o equilíbrio e coordenar
os movimentos, as crianças com lesão cerebelar apresentam ataxia, ou seja,
marcha cambaleante por causa da deficiência de equilíbrio, e apresentam
ainda incoordenação dos movimentos com incapacidade para realizar
movimentos alternados rápidos e dificuldade para atingir um alvo.
1.6.4 Mista
De acordo com Leite e Prado (2004), é a associação das manifestações
anteriores, correspondendo, geralmente, ao encontro de movimentos distônicos
e córeo-atetóides ou à combinação de ataxia com plegia (sobretudo diplegia).
No total, cerca de 75% dos pacientes doentes com Encefalopatia
Crônica não progressiva, apresentam padrão espástico.
1.6.5 Hipotônica
Segundo Costa (2003), a hipotonicidade é outra categoria de
Encefalopatia Crônica não progressiva, mas pode também mascarar condições
degenerativas não diagnosticadas. O quadro hipotônico em um bebê jovem
pode também ser um precursor de atetose.
24
1.7
Comprometimento Motor
1.7.1
Hemiplegia
Segundo Albuquerque (2006), ocorre em cerca de 20% dos casos.
Em numerosos casos, as famílias só levam a criança à consulta com
alguns meses de idade, quando notam que ela usa os membros de um
hemicorpo, e o membro superior é mais freqüentemente afetado de maneira
predominante. O quadro é bem menos grave que o da tetraplegia
De acordo com Albuquerque (2006), a hipertonia em flexão no membro
superior e em extensão no inferior, o pé assume apoio sobre os dedos, que se
tornam aos poucos deformados e com posições viciosas, em eqüinovaro.
Para Albuquerque (2006), a inteligência é pouco afetada e um terço dos
casos, a fala é normal, embora possa ter havido retardo na aprendizagem, que
depende muito do nível mental.
Quanto à ocorrência de convulsões nas formas hemiplégicas da paralisia
cerebral é bem menor do que nas tetraplégicas.
1.7.2 Diplegia
Segundo Leite e Prado (2004), ocorre em 10 a 30 % dos pacientes,
sendo a forma mais encontrada em prematuros.
Trata-se de um comprometimento dos membros inferiores, comumente
evidenciando uma acentuada hipertonia dos adutores, que configura em alguns
doentes o aspecto semiológico denominado Síndrome de Little (postura com
cruzamento dos membros inferiores e marcha "em tesoura").
Há diferentes gradações quanto à intensidade do distúrbio, podendo ser
pouco afetado (tendo recuperação e bom prognóstico, adaptam-se à vida
diária); enquanto outros evoluem mal com graves limitações funcionais.
25
Os dados semiológicos são muito variáveis. No 1º ano de vida, a criança
apresenta-se hipotônica, evoluindo gradativamente para uma outra fase em
que se observa um quadro de distonia intermitente, com tendência ao
opistótono quando estimulada. Nos casos mais graves a criança pode
permanecer num destes estágios por toda a sua vida, porém geralmente passa
a exibir hipertonia espástica, inicialmente extensora e, finalmente, com graves
retrações semiflexoras.
1.7.3 Quadriplegia
Segundo Leite e Prado (2004), de 9 a 43% dos pacientes, ocorrem
lesões difusas bilateral no sistema piramidal dando, além da grave tetraparesia
espástica com intensas retrações em semiflexão, síndrome pseudobulbar
(hipomimia, disfagia e disartria), podendo ocorrer ainda microcefalia, deficiência
mental e epilepsia.
1.8
Prognóstico
De acordo com Pereira Fontanetti e Lopes (2003), o prognóstico de
ambulação mais fidedigno se faz por meio da observação da aquisição da
postura sentada: quanto mais cedo a criança tiver equilíbrio de tronco, maior
chance tem de andar. O prognóstico mais difícil de dar e menos estudado é
quanto à fala e à capacidade mental, que são feitos através dos parâmetros
clínicos descritos na literatura.
1.9
Complicações
26
De acordo com Pereira Fontanetti e Lopes (2003). muitos dos pacientes
com Encefalopatia Crônica não progressiva, apresentam outras anomalias e
distúrbios somatossensitivos.
Segundo Pereira Fontanetti e Lopes (2003), as contraturas do tecido
conjuntivo e da musculatura são acentuadas nas crianças com Encefalopatia
Crônica
não
progressiva
e
são
significativas
entre
os
mecanismos
responsáveis pela hipertonia muscular, pelo comprimento muscular e dos
outros tecidos moles.
As contraturas se instalam nos músculos que não são submetidos ao
alongamento sabendo que o comprimento do músculo traduz seu tipo de uso.
Também são freqüentes as deficiências cognitivas e perceptivas,
embora seja difícil avaliar a inteligência de uma criança com grandes
deficiências motoras, já que o retardo do desenvolvimento intelectual pode ser
considerado secundário às deficiências motoras e sensoriais porque reduzem
as oportunidades de aprendizagem.
De acordo com Pereira Fontanetti e Lopes (2003), na Encefalopatia
Crônica não progressiva, quase que 50% dos casos vêm acompanhados de
anomalias da visão e motricidade dos olhos (estrabismo, nistagmo). Essas
anomalias precisam ser corrigidas, já que a visão fornece informações
essenciais para o controle motor.
Algumas deficiências de origem central podem ser responsáveis por
distúrbios da percepção.
Pereira Fontanetti e Lopes (2003), descrevem que as deficiências do
aparelho
auditivo
também
são
muito
freqüentes
nas
crianças
com
Encefalopatia Crônica não progressiva. Os problemas de aprendizagem e de
linguagem, resultam da interação complicada entre os diversos fatores, sejam
eles de origem motor, visual, intelectual e experiências.
1.10
Tratamento
Segundo Albuquerque (2006), o tratamento da Encefalopatia Crônica
não progressiva, visa controlar as crises convulsivas, as complicações
27
decorrentes das lesões e a prevenção de outras doenças, contraturas ou
problemas.
De acordo com Albuquerque (2006), a fisioterapia tem por objetivo: inibir
a atividade reflexa anormal, normalizando o tônus muscular e facilitar o
movimento normal, consequentemente melhorando a força, flexibilidade,
amplitude de movimento e as capacidades motoras básicas para a mobilidade
funcional.
As metas de um programa de reabilitação são reduzir a incapacidade,
prevenir contraturas e deformidades e otimizar a função.
Segundo Albuquerque (2006), os alongamentos músculo-tendinosos
devem ser lentos e realizados diariamente para manter a amplitude de
movimento e reduzir o tônus muscular.
Exercícios de grande resistência podem auxiliar no fortalecimento
muscular, mas com as devidas precauções em pacientes com lesões centrais,
pois reforçarão as reações tônicas anormais já existentes aumentando a
espasticidade.
De acordo com Albuquerque (2006), há quatro categorias de
intervenção, as quais devem apresentar uma combinação para suprir todos os
aspectos das disfunções dos movimentos nas crianças com Encefalopatia
Crônica
não
progressiva
que
são:
Enfoque
biomecânico;
Enfoque
neurofisiológico; Enfoque do desenvolvimento e Enfoque sensorial.
Segundo Albuquerque (2006), o enfoque biomecânico utiliza-se dos
princípios da cinética e cinemática para os movimentos humano, por meio de
movimentos, resistências e forças necessárias para melhorar as atividades da
vida diária.
Albuquerque
(2006),
descreve
que
o
neurofisiológico
e
do
desenvolvimento sendo assim chamado de neuroevolutivo. Inclui uma
combinação de técnicas neurofisiológicas e do conhecimento da sequência do
desenvolvimento, como se observa no tratamento de Rood, de Brunnstrom, na
facilitação
neuromuscular
proprioceptiva
(Kabat)
e
no
tratamento
neuroevolutivo Bobath.
Para Albuquerque (2006), as técnicas de tratamento sensorial
promovem experiências sensoriais apropriadas e variadas (tátil, proprioceptiva,
28
cinestésica, visual, auditiva, gustativa, entre outras) para as crianças com
espasticidade, facilitando assim uma aferência motora apropriada.
Segundo Albuquerque (2006), a fisioterapia na criança deve consistir no
treinamento específico de atos como: levantar-se, dar passos ou caminhar,
sentar-se, pegar e manusear objetos, além de exercícios destinados a
aumentar a força muscular e melhorar o controle sobre os movimentos.
De acordo com Albuquerque (2006), em resumo, a fisioterapia prepara a
criança para uma função, mantém as já existentes ou as aprimora, trabalhando
sempre com a finalidade de reduzir prejuízos causados pela paralisia.
29
CAPITULO II
PILATES COM RING FLEX
2
HISTÓRICO
Segundo Ramos (2009), Joseph Pilates, nasceu em 1880, perto de
Dussidorf, Alemanha, ele foi uma criança frágil, asmática, raquítica e com febre
reumática. Porém tornou-se tão determinado a melhorar a sua condição física,
que se dedicou ao estudo e a prática da construção de um corpo forte e sadio.
Tornou-se perito numa variedade de esportes, tornando-se ginasta,
mergulhador, boxeador e até mesmo artista de circo.
Durante este período de transformação física, Pilates começou a formar
sua filosofia sobre exercício e saúde. Estudando yoga, acrobacia, movimentos
e condicionamento físico; combinados com filosofias de exercícios, saúde e
exercícios do Oriente e Ocidente. Joseph procurava o perfeito equilíbrio do
corpo e mente.
De acordo com Ramos (2009), Joseph vai para Inglaterra onde se torna
boxeador profissional e ensina auto-defesa a detetives da Scotland Yord.
Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, as autoridades britânicas o
confinaram em razão de sua nacionalidade alemã e ele decidiu usar o lazer
forçado para desenvolver suas idéias sobre saúde e aptidão física.
Segundo Ramos (2009), ele ensinou a seus colegas de confinamento as
técnicas que estava desenvolvendo e afirmava que por isso nenhum deles
morreu de influenza na epidemia.
Joseph foi transferido para outro campo de concentração, onde se
tornou enfermeiro e vigia. Neste Campo, em Lancaster, ele pegou as molas
das camas e desenvolveu equipamentos para reabilitar seus pacientes,
utilizando a resistência dos mesmos, de modo que os pacientes começassem a
tonificar seus músculos antes mesmo de poderem levantar.
Ramos (2009), relata que, após a guerra, voltou para Alemanha e
interagiu com pioneros das técnicas ou movimentos como Rudolf Von Laban e
30
Hanya. Ao mesmo tempo, Joseph Pilates trabalhava como treinador para a
força policial de Hamburgo.
Em 1923 partiu para Nova York fora montar seu primeiro estúdio junto
com Clara, sua esposa.
Segundo Ramos (2009), o método Pilates foi um sucesso imediatamente
nos EUA, particularmente entre os bailarinos Martha Graham e George
Balanchine, que foram os primeiros a serem conquistados.
Os bailarinos, que em geral se machucavam muito, logo descobriram
que os exercícios de Pilates levavam à uma recuperação mais rápida e isso
numa época em que os efeitos terapêuticos da reabilitação imediata ainda não
era reconhecidos.
Nos anos 60 George Balanchine convidou Pilates para instruir suas
jovens “ballerenas” do NEW YORK CITY BALLET.
Segundo Ramos (2009), Pilates procurou os colégios para incentivar seu
programa de condicionamento porque acreditava ser seu método bom para a
raça humana e igualmente bom para as crianças nas escolas. Entre 1927 e
1951 Joseph obteve os patentes dos equipamentos que ele inventou.
Segundo Ramos (2009), Joseph Pilates faleceu em 1967. Clara Pilates
deu aula até 1970 e faleceu em 1976
De acordo com Ramos (2009), Joseph deixou cinco discípulos que
continuaram a ensinar o método. São eles: Romana Krey Zanowska, Carola
Trier, Kathy Stanford Grant, Eve Gentry e Ron Fletcher.
Segundo Ramos (2009) em 1970 Hollywood descobre Pilates por meio
de Ron Fletcher
2.1
Método Pilates
Efetividade do Método Pilates de Solo no Aumento da Flexibilidade.
A flexibilidade é a Amplitude Do Movimento (ADM), máxima em uma ou
mais articulações sem atingir demasiado estresse musculotendìneo.
31
É uma capacidade particular individual, dependendo de fatores como
herança genética, sexo, idade volume muscular e adiposo, além de fatores
externos como treinamento, temperatura ambiente.
Com a idade a flexibilidade tende a diminuir, principalmente durante a
adolescência. Até os 17 anos, acredita–se que possa ser recuperada e
aumentada, por programas de treinamento. Homens e mulheres, após essa
idade, tendem a reduzir essa capacidade, responsável pela manutenção da
amplitude articular apropriada, proporcionando movimentação eficiente e
manutenção da elasticidade muscular.
Segundo Carvalho Barbosa (2008), a flexibilidade é essencial para
aptidão física, propiciando redução de distensão, melhorando a qualidade
postural e a habilidade esportiva.
O treinamento regular da flexibilidade aumenta e mantém a capacidade
psicofísica, sendo profilaxia postural, facilitando o aprendizado de movimentos
e a otimização da recuperação após esforço.
Estudos consideram a flexibilidade importante componente para
caracterização do nível de aptidão física relacionado–a com desempenho
atlético e saúde. Mensurá–la, fornece informações para prescrição e controle
dos programas de treinamento.
De acordo com Carvalho Barbosa (2008), testes clínicos são aplicados
para avaliar a limitação da ADM, baseando–se na relação da flexibilidade e
ADM articular. Esses testes são caracterizados por movimentos que aumentam
a distância entre origem a inserção muscular, literalmente alongando o músculo
em questão.
Neste estudo utilizamos o teste de dedos ao chão, aliado a técnica da
biofotogrametria computadorizada, mensuração por fotografia e softwares que
permitem verificar ângulos e distâncias horizontais e verticais, como Softwares
para Avaliação Postural (SAPO).
Segundo Carvalho Barbosa (2008), a biofotogrametria é acessível a
maioria dos fisioterapeutas que possuem equipamentos básicos, como câmera
digital e computador, permitindo realizar a avaliação postural e quantificar
alterações. Sua utilização facilita a quantificação das variáveis morfológicas
relacionadas à postura.
32
Métodos como balístico, Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva
(FNP) e estático podem ser utilizados para o treinamento da flexibilidade.
Ainda segundo Carvalho Barbosa (2008), neste estudo, optamos pela
utilização do método Pilates, desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates no inicio
da década de 1920. Em 1923 o mesmo levou seu método para os EUA, e
somente na década de 90 o método começou a ser difundido no Brasil.
O método, se baseia no conceito da contrologia, que segundo Pilates, é
o controle consciente dos movimentos musculares do corpo.
O método Pilates, adota seus princípios: concentração, consciência,
controle, “centramento”, respiração e movimento hormônico. A técnica é
dinâmica e visa trabalhar força, alongamento e flexibilidade, preocupando- se
em manter as curvaturas fisiológicas do corpo e tendo o abdômen como o
centro de força, o qual é trabalhado constantemente em todos os exercícios da
técnica, realizados com poucas repetições.
A maioria dos exercícios do método é executada na posição deitada.
O nível básico, inclui programas de exercícios que fortalecem a
musculatura abdominal e paravertebral e proporcionam flexibilidade a coluna,
além de exercícios para o corpo todo.
Já no nível intermediário–avançado, são inseridos exercícios de
extensão do tronco, sendo mais intensos, procurando melhorar a relação de
equilíbrio agonista–antagonista.
Segundo Carvalho Barbosa (2008), o método estimula a circulação,
melhora o condicionamento físico, a flexibilidade, a amplitude muscular e o
alinhamento postural.
O efeito do treinamento, utilizando o método Pilates, sobre a flexibilidade
de musculatura posterior de coxa, tradicionalmente, tem–se enfatizado
importância dos exercícios contínuos para a promoção de saúde.
Nos últimos anos, vem sendo demonstrada a necessidade de
treinamento “contra resistência”, para proporcionar efeitos benéficos sobre a
aptidão muscular (força e resistência), metabolismo e função cardiovascular.
Além disso, o trabalho de flexibilidade é de extrema importância, pois
dificilmente são encontradas propostas de prescrição de atividades físicas que
não envolvam em algum momento o alongamento, seja quais forem os
objetivos.
33
De acordo com Ramos (2009), a essência da estabilidade da coluna
vertebral é aliar a flexibilidade com força, portanto o sistema muscular fornece
a 1ª linha de defesa contra o entortamento da coluna osteoligamentar.
A flexibilidade é importante para a perfeita execução das atividades
físicas, minimizando os riscos de desenvolver lesões, sendo necessária e
essencial para o desenvolvimento das atividades de vida diárias com
qualidade, proporcionando ao individuo maior liberdade e movimentos mais
harmônicos.
Dentre as formas de treinamento “contra resistência” e de flexibilidade, o
método Pilates surgiu como forma de condicionamento físico particularmente
interessado em proporcionar força, flexibilidade, boa postura, controle,
consciência e percepção do movimento. Foi idealizado como base no que
Joseph Pilates denominou a “contrologia”, isto é, o controle consciente dos
músculos envolvidos nos movimentos.
Segundo Ramos (2009), o método tem como base um conceito que
Joseph Pilates chamou de power house (casa de força) que é coordenar a
mecânica respiratória do diafragma, com a sinergia dos músculos abdominais
(principalmente
o
transverso
do
Abdomen),
MUTIFI-DUS
e
períneo,
conseguindo assim estabilizar a coluna lombar.
A filosofia do método integra como princípios básicos, a respiração,
concentração, controle, precisão, fluidez de movimento e ativação do centro de
força (complexo lombo – pelve – quadril).
De acordo com Ramos (2009), as metas do exercício terapêutico
incluem a prevenção ou disfunção, assim como o desenvolvimento, melhora
restauração ou manutenção de: força, resistência à fadiga e preparo
cardiovascular,
mobilidade
e
flexibilidade,
estabilidade,
relaxamento,
Coordenação, equilíbrio e habilidade funcional
Para se avaliar a flexibilidade, é fundamental lembrar que esta é relativa,
tento um valor específico para cada articulação e, no caso de atletas, para
cada modalidade, sendo necessário que os instrumentos sejam fidedignos e
acessíveis. Dentre as diversas técnicas de avaliação da musculatura posterior
de coxa esta é a mensuração através do ângulo poplíteo.
Segundo Ramos (2009), é sabido que as contrações excêntricas
envolvem trabalho negativo e ocorre em uma variedade de atividades
34
funcionais, como descer escadas ou controlar e desacelerar o movimento do
membro durante alterações súbitas de direção, por isso vem sendo utilizada
em programas de reabilitação abrangente.
Tendo em vista os efeitos benéficos, proporcionados pela técnica e a
escassez de estudos acerca dessa modalidade terapêutica, este estudo
objetiva analisar, se existe o aumento da flexibilidade nos músculos
isquiotibiais após 30 sessões utilizando-se o método Pilates.
2.2.
Ring Flex
Segundo Lemos (2010), o Ring Flex tem como principal objetivo o
condicionamento físico ou a reabilitação. Sua realização durante os exercícios
proporciona a ativação de diferentes grupos musculares, além de servir como
um feedback proprioceptivo que auxilia na busca da consciência corporal. Além
disso, ele pode ser utilizado como recurso lúdico para estimular os praticantes
de MAT PILATES a realizar aulas e sessões.
2.3
Alongamentos
Figura 1: Alongamento em posição de gato
35
Paciente vai se posicionar de gato, realizando a extensão de Membros
Superiores (MMSS), com o auxílio do Ring Flex, alongando a região da cadeia
posterior. O terapeuta coloca o paciente de joelhos e pede para estender os
braços e colocar as mãos sobre o arco. Alongando região da cadeia posterior.
Figura 2: Alongamento de isquiotibiais
Paciente em decúbito dorsal, com um joelho fletido e o outro em
extensão. O Ring Flex irá ficar na parte plantar do pé. Com o membro em
extensão o paciente irá puxar o arco alongando os isquiotibiais
2.4
Exercícios de Tronco
Figura 3: Ponte
36
Paciente se posiciona em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos onde o
terapeuta vai colocar o Ring Flex entre os joelhos e pedir para que levante o
tronco e contraia o abdômen pressionando o arco quando elevar o tronco,
alongando região dos abdominais e fortalecendo os adutores da coxa.
Figura 4: Abdominal com Ring Flex
Posiciona-se o paciente em decúbito dorsal, com joelho fletidos, com os
braços esticados segurando o arco. Terapeuta vai orientar a paciente a elevar
o tronco e apertar o arco. Fortalecendo reto abdominal e grande dorsal.
2.5
Exercícios de membros Superiores.
Figura 5: Fortalecimento do peitoral maior
37
Paciente sentado, com os Membros Inferiores (MMII) cruzados
segurando o arco entre MMSS e pressionar o arco, fortalecendo o músculo
peitoral.
Figura 6: Fortalecimento do deltóide
Paciente se posiciona sentado, com o MMII em extensão, um braço vai
estar abduzido com uma das mãos segurando o arco e pede para pressionar o
arco. Pressionando o arco vai fortalecer a região do deltóide.
Figura 7: Fortalecimento do deltóide e tríceps
com os dois MMSS dentro do arco.
38
Decúbito dorsal o paciente vai realizar uma força de dentro para fora
realizando uma isometria em deltóide e tríceps.
2.6
Exercícios de membros inferiores
Figura 8: Fortalecimento de quadríceps na
posição sentada
Paciente se posiciona sentado, com os dois membros inferiores em
extensão, um dos membros é posicionado dentro do arco e o outro por cima
pressionando e fortalecendo os músculos do quadríceps.
Figura 9:
Fortalecimento
dos
posição deitada em decúbito lateral
adutores
na
39
Paciente se posiciona em decúbito lateral, com os membros inferiores
em extensão, um dentro do arco e o outro por cima pressionando o arco,
fortalecendo os adutores.
Figura 10: Fortalecimento dos adutores em
posição sentada
O paciente vai se posicionar sentado, com os dois joelhos fletidos, onde
o fisioterapeuta irá colocar o Ring Flex entre os joelhos e orientar para ele
pressionar. Fortalecendo os músculos adutores.
Fortalecimento dos abdutores em decúbito dorsal, paciente se posiciona
deitado em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos, com os dois joelhos dentro
do arco. Paciente é orientado a abduzir os membros inferiores. Fortalecendo os
músculos abdutores.
40
CAPITULO III
A PESQUISA
3
INTRODUÇÃO
Após apresentação do termo de consentimento, foi realizada uma
pesquisa de campo no setor de neurologia do Centro de Reabilitação Física
Dom Bosco, situado na Rua Nove de Julho, número 1.010, no Município de
Lins - SP, durante os meses de agosto a outubro de 2010, visando demonstrar
a aplicação do método Pilates em pacientes portadoras da Encefalopatia
Crônica não progressiva, do tipo diparético.
3.1
Métodos
3.1.1 Estudo de Caso
Foi realizado estudo de caso, demonstrando a aplicação do método
Pilates com o Ring Flex Foi realizado em duas pacientes portadoras de
Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo diparético, duas vezes por
semana, durante dois meses.
O método pilates, visa o ganho de amplitude de movimento, aumento da
flexibilidade, correção postural, aumento da tonicidade e melhora na
coordenação e do equilíbrio.
3.2
Técnicas
41
a) Roteiro de estudo de caso (apêndice A)
b) Roteiro de entrevista para o fisioterapeuta (apêndice B)
c) Roteiro de consentimento livre e informado para participação em
estudo clínico (apêndice C)
3.3
Relatos dos casos e apresentação dos resultados
Para a realização do presente estudo, duas pacientes do gênero
feminino, com idade 27 anos e 19 anos foram submetidas à aplicação do
método Pilates, com o Ring Flex. Os indivíduos foram denominados Caso I e
Caso II.
O critério de inclusão, baseou-se no fato de os indivíduos apresentarem
diparesia em decorrência da Encefalopatia Crônica não progressiva.
Caso I
Paciente do gênero feminino, com 27 anos de idade, portador de
Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo diparético.
Após a assinatura do termo de consentimento, foi realizada uma
avaliação fisioterapêutica analisando as limitações e dificuldades que a
paciente apresentava; como dificuldades em alguns movimentos do membro
superior direito, membro inferior direito, incoordenação e déficit de equilíbrio
sentado.
Os exercícios que foram aplicados nessa paciente foram: a ponte com
Ring Flex posicionado entre os membros inferiores, exercício de quadríceps
sentado com um membro inferior em extensão sobre e outra dentro do arco,
exercício de adutores em decúbito lateral com um membro inferior em cima e o
outro dentro do arco, exercício de adutores na posição sentada com os
membros inferiores fletidos e o arco entre eles, alongamento do isquiotibiais em
decúbito dorsal e alongamento na posição de gato.
42
Nos exercícios com os membros superiores, a paciente demonstrou
dificuldades na realização dos mesmos, devido ao seu comprometimento motor
de sua mão direita.
Paciente apresentou uma boa mobilidade entre os exercícios em
membros inferiores.
Com o decorrer dos dias as limitações e as dificuldades na realização
dos exercícios diminuíram.
Caso II
Paciente do gênero feminino, com 19 anos de idade, portador de
Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo diparético.
Realiza atividade física, na clínica escola de Educação Física.
Após a assinatura do termo de consentimento, foi realizada uma
avaliação fisioterapêutica analisando as limitações e dificuldades que a
paciente apresentava em seus membros inferiores.
Paciente apresentou uma boa mobilidade e coordenação motora em membros
superiores.
Os exercícios que foram aplicados são: adutores em decúbito lateral,
exercícios de quadríceps em decúbito dorsal, exercício de peitoral na posição
sentada com arco entre as mãos, fortalecimento de deltóide na posição
sentada com o membro inferior em extensão e com membro superior em
extensão pressionando o arco, abdominal em decúbito dorsal e alongamento
na posição de gato.
Com o decorrer dos dias as limitações e as dificuldades na realização
dos exercícios diminuíram.
3.4
DEPOIMENTO DO PROFISSIONAL
Fisioterapeuta
43
Fisioterapeuta do gênero feminino 25 anos, formada a dois anos e meio
de fisioterapia, pós graduada em dermatologia, eis o seu depoimento:
Acredito que é extremamente importante a atuação da
fisioterapia com a finalidade de preparar a criança
portadora de Encefalopatia Crônica não progressiva, do
tipo diparético para uma função, manter ou aprimorar as
já existentes, atuando sempre de forma a adequar a
espasticidade. A princípio eu não conhecia a técnica pelo
nome, mas já vi sim este acessório. Creio que seja uma
técnica bem legal para estes pacientes, apesar de suas
dificuldades, pois proporciona novos níveis de atividade
aos músculos do tronco.
3.5
Parecer final sobre os casos
Após a realização do estudo de caso e ouvir os depoimentos do
profissional, constatou-se que o método Pilates com Ring Flex pode ser
aplicado na reabilitação de pacientes com Encefalopatia Crônica não
progressiva, do tipo diparético, visando à melhora de suas limitações,
proporcionando o equilíbrio e a harmonia corporal. Seguido com uma melhoria
da qualidade de vida.
3.6
Discussão
De acordo com Lima e Fonseca (2004), a Encefalopatia Crônica não
progressiva é um evento clínico de etiologia complexa, por vezes múltipla e que
pode ter sua origem no período pré-natal.
44
Segundo Leite e Prado (2004), a fisioterapia na criança deve consistir no
treinamento específico de atos como: levantar-se, dar passos ou caminhar,
sentar-se, pegar e manusear objetos, além de exercícios destinados a
aumentar a força muscular e melhorar o controle sobre os movimentos. De
acordo com Bobath (1989) nas crianças com Encefalopatia Crônica não
progressiva raramente encontramos uma interrupção total do neuroeixo,
comparável a qualquer um dos níveis de integração experimentalmente
produzidos. As lesões são externas e espalhadas ou mais localizadas e não
produzem uma interrupção completa do neuroeixo em nenhum nível.
Foi realizado um estudo de caso, demonstrando o método Pilates com
Ring Flex, em duas pacientes portadoras de encefalopatia crônica não
progressiva do tipo diparético, do gênero feminino com 19 e 27 anos, duas
vezes por semana. O tratamento fisioterapêutico, foi baseado em ganho de
amplitude, coordenação motora e melhora de suas limitações. Após alguns
dias notou-se que houve uma melhora gradativa na realização dos exercícios.
Em resumo, a fisioterapia prepara a criança para uma função, mantém
as já existentes ou as aprimora, trabalhando sempre com a finalidade de
reduzir a espasticidade.
Carvalho Barbosa (2008), relata que o método Pilates, estimula a
circulação, melhora o condicionamento físico, a flexibilidade, a amplitude
muscular e o alinhamento postural.
De acordo com Ramos (2009), Pilates é contra-indicado em processos
inflamatórios e quadros álgicos agudos e também deve ser aplicado com
cuidado e restrição em determinados casos de hérnia, osteosporose, gravidez,
prótese, entre outros.
Ramos (2009), descreve que Pilates é mais indicado na pós-reabilitação,
quando o paciente já se apresenta fora do quadro de dor, sem inflamação e
com necessidade de ampliar mobilidade articular, ganhar força, reeducar e/ou
readquirir os movimentos funcionais para voltar à sua vida diária.
Foi demonstrado que, através da aplicação do método pilates houve
uma melhora em suas limitações, aumentando a flexibilidade, ganho de força
muscular, contribuindo na melhora de sua qualidade de vida.
45
Lemos (2010), relata que o Ring Flex tem como principal objetivo o
condicionamento físico ou a reabilitação, proporcionando a ativação de
diferentes grupos musculares; além de servir como um feedback proprioceptivo
que auxilia na busca da consciência corporal.
Segundo Ramos (2009), Joseph Pilates elaborou o método de forma a
trabalhar o corpo globalmente e não ficar restrito ao foco da lesão.
Por meio do presente estudo, foi preconizada a reabilitação dos
pacientes portadoras de Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo
diparético, sendo estes submetidos a uma serie de exercícios com o Ring Flex.
Todas as áreas do corpo foram trabalhadas e deu-se ênfase ao seu
comprometimento demonstrando a eficácia do método Pilates na reabilitação
desse paciente visando à melhora de suas limitações.
46
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
A pesquisa realizada, demonstrou a importância da aplicação do método
Pilates com Ring Flex, na reabilitação de pacientes portadores de
Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo diparético, visando à melhora
da qualidade de vida, nas limitações físicas, posturais e melhora de equilíbrio.
Propõe-se que este método seja utilizado por um número maior de
pacientes e sessões e aplicado na reabilitação de indivíduos apresentando
outras seqüelas neurológicas.
Diante destes resultados propõe-se finalmente que esta técnica seja
utilizada em centros de reabilitação, assim como seja realizado uma melhor
divulgação do mesmo.
47
CONCLUSÃO
A teoria mostrou que a Encefalopatia Crônica não progressiva, provoca
um vasto conjunto de afecções que comprometem o sistema nervoso central
imaturo e que tem em comum o distúrbio motor como uma de suas
manifestações mais evidentes.
O método Pilates beneficia a saúde ao aumentar a resistência física e
mental, a mobilidade articular e a capacidade metabólica, melhorando o
controle corporal, a coordenação motora, a flexibilidade e o tônus muscular,
além de aliviar as tensões musculares.
O Ring Flex considera todos os segmentos corporais em harmonia,
melhorando o tônus muscular, ganho de amplitude de movimentos,
flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora.
A pesquisa demonstrou a aplicação do método Pilates com Ring Flex na
reabilitação de pacientes P.C diparéticos, visando a melhora de suas
limitações.
48
REFERÊNCIAS
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2006.
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www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/paralisia_marc
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CARVALHO, B. Efetividade do método Pilates de solo no aumento da
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2003.
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http://www.wgate.com.br/conteúdo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/par
alisiacerbral.htm. Acesso em: 15/08/2010.
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FERRARETTO, I.; Souza, A. M. C. Paralisia cerebral aspectos práticos. São
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LEITE, J. M. R. S.; PRADO, G. F. Paralisia cerebral aspectos
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LEMOS,
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2010.
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LEWITT, S. O tratamento da paralisia cerebral e do retardo motor. 3 ed.
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LIMA, C. L.; FONSECA, L. F. Paralisia cerebral neurologia ortopedia
reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A, 2004.
MILLER, G.; CLARK, G. D. Paralisias cerebrais causas conseqüências e
conduta. São Paulo: Manole, 2002.
49
MOURA, E. W.; SILVA,P. A. C. Fisioterapia aspectos clínicos e práticos da
reabilitação. Artes Medicas Ltda, 2005.
PEREIRA, C. L. G.; FONTANETTI, S.; LOPES, D. V. Pesquisa cientifica de
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cerebral.
2003.
Disponível
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www.fisioneuro.com.br/ver_pesquisa.php?id=1. Acesso em: 05/10/2010.
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www.espaçopilates.com.br. Acesso em: 29/08/2010.
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em:
.
SCHAWARZAMAN, J.S. Paralisia cerebral. Arquivos Brasileiros de Paralisia
Cerebral. 2004.
.
50
APÊNDICES
51
APÊNDICE A - ROTEIRO DE ESTUDO DE CASO
1
INTRODUÇÃO
Pacientes do gênero feminino, portadora de Encefalopatia Crônica não
progressiva, do tipo diparético foram submetidos ao método Pilates com
Ring Flex e seus resultados analisados.
1
RELATO DO TRABALHO REALIZADO REFERENTE AO ASSUNTO
ESTUDADO
a) Método empregado: Pilates com Ring Flex
b) Depoimento do Profissional: Fisioterapeuta
2
DISCUSSAO
Confronto entre teoria e prática no presente estudo.
3
PARECER
FINAL
SOBRE
O
CASO
E
SUGESTOES
MANUTENÇÃO OU MODIFICAÇÕES DE PROCEDIMENTOS
SOBRE
52
APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO DA FISIOTERAPEUTA
Dados de identificação
Cargo, Função, Profissão: _____________________________________
Escolaridade: _______________________________________________
Experiências Profissionais: ____________________________________
Outras Experiências: _________________________________________
Residência / Local: __________________________________________
1 – Você acha que a fisioterapia é importante na Encefalopatia Crônica não
progressiva, do tipo diparético?
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
2 – Quais são os benefícios fisioterapêuticos na Encefalopatia Crônica não
progressiva, do tipo diparético?
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
3 – Conhece Pilates? Atuaria com o Ring Flex em pacientes portadores de
Encefalopatia Crônica não progressiva, do tipo diparético?
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
...............................................................................................................................
53
APÊNDICE C - CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA
PARTICIPAÇÃO EM ESTUDO CLÍNICO
Tendo sido satisfatoriamente informado sobre o trabalho de pesquisa
intitulado: Pilates na reabilitação de pacientes com Encefalopatia Crônica não
progressiva, do tipo diparético, realizado sob a responsabilidade de Guilherme
Arimori
e
Jessia
Natalia
Pereira
concordo
que...............................................................................................................,
paciente pela qual sou responsável participe do mesmo. Fui esclarecido de que
deverei responder um questionário com os dados do paciente. Estou ciente de
que Guilherme Arimori e Jessia Natalia Pereira estarão disponíveis para
responder a quaisquer perguntas e de que posso retirar este meu
consentimento a qualquer tempo, sem prejuízo de cuidados paramédicos; caso
não me sinta atendido, poderei entrar em contato com o orientador (a) do
trabalho de monografia.
Lins,...........de..............................................de 2010
....................................................................................
Assinatura dos pais ou cuidador
Pesquisador:
Guilherme Arimori
Rua: Santa Rosa, 635
Lins - São Paulo
Fone (14)3523 2271
Email: [email protected]
Pesquisadora:
Jessia Natalia Pereira
Rua: Antonio Correa de Morais, 71
Lins - São Paulo
Fone (14) 9125 1270
Email: [email protected]
Orientadora:
Gislaine Ogata
Rua: João Teodoro, 59
Lins – São Paulo
Fone: (14)81188390
Email: [email protected]
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