Nefro 2 - Distúrbios do Potássio transc.

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Distúrbios do Potássio
Aula 2 de Nefro (Franklin)
O potássio corporal é um íon e por isso fica intracelular. Temos em torno de 3500 mil
osmóis de potássio no organismo. 98% no intracelular e 2% no extracelular. Os 2% representa
em torno de 70mEq, já como temos 14 litros e calcularmos é aproximadamente 4 mEq/l de
potássio sérico.
A faixa de K sérico normal está entre 3,5 e 5,5, portanto faixa muito estreita, para isso
existem 2 mecanismos para manter a homeostase do potássio:
1. Excreção: rim e intestino -- 90-95% do potássio que ingerimos é excretado pelo rim. A
nossa dieta varia de um dia para o outro, mas ingerimos em torno de 100mOsm. Só numa
alimentação poderia se fazer uma hiperpotassemia. Isso não ocorre, já que o potássio é
excretado via renal. Excreção leva em média 6-12 horas para ocorrer. Lembrando que a
excreção renal do K se da basicamente no túbulo distal e no túbulo coletor.
2. Desvio entre o intracelular e o extracelular -- Então após alimentarmos não ficamos com
hiperpotassemia logo após, devido ao desvio do extracelular para o intracelular

Cinco fatores estimulam a secreção distal do potássio:
1. Aldosterona -- O potássio é filtrado praticamente 100%, cai no túbulo proximal onde
é reabsorvido e é depois secretado no túbulo distal através de secreção ativa do K ou através
da ATPase sódio-potássio. O estímulo principal para a secreção distal do K é via
Aldosterona (produzida por supra-renal—portanto, doenças que afetam a supra-renal podem
interferir no nível sérico do K – não só diretamente a aldosterona como o sist reninaangiotensina aldosterona que estimula a produção de aldosterona).
2. Aumento de sódio -- a chegada de sódio no túbulo distal, ex uso de diurético,
principalmente o de alça, o sódio chega e troca o Na por K, aumentando a excreção de
potássio.
3. Fluxo urinário -- se tivermos uma alta ingesta de líquido com fluxo urinário alto, já é
suficiente para gerar excreção de K. O contrário também é verdadeiro pacientes
principalmente da UTI com IRA oligúrica lembrar do risco de hiperpotassemia, devido a
baixo fluxo urinário.
4. Potássio elevado nas células tubulares – por alta ingesta de K, facilita aumento da
excreção.
5. Alcalose metabólica

Aldosterona
-É importante já que, aumenta a atividade da Na+ K+ ATPase no ducto coletor
1) Situações que diminuem a produção ou a secreção de potássio:
o Nefropatia diabética  30% dos pacientes a alteração histológica leva
a uma diminuição de produção de aldosterona devido a diminuição de
renina, portanto um hipoaldosteronismo hiporreninêmico. Uma das
manifestações clínicas dessa é a hiperpotassemia desproporcional a
perda de função renal. Nessa situação o paciente pode ainda ter uma
TFG de 30 e mesmo assim possível desenvolver hierpotassemia.
o Nefrite intersticial crônicatambém possível uma hiperpotassemia
desproporcional, por mecanismo semelhante ao da nefropatia diabética.
Então, pcte com TFG de 30-40ml/min mas com K 6,5 tem-se de lembrar que é
devemos estar de frente de um achado histológico de um hipoaldosteronismo
hiporreninêmico.
OBS: Diz-se que a insuficiência renal tanto quanto a crônica severa são grandes causas de
hiperpotassemia, mas geralmente preciso de TFG < 10ml/min que é taxa que paciente
praticamente não tem rim e já precisa de diálise.
o
Drogas:
Algumas drogas podem levar ao bloqueio da secreção de aldosterona e com isso levar a
hiperpotassemia.
 Antinflamatórios não-esteróides ( inibidores de prostaglandina); Voltaren,
diclofenaco, cetoprofeno... inibidores de prostaglandinas e por isso, um dos
efeitos adversos é a hiperpotassemia.
 Inibidores da ECA, bloqueadores do receptor angiotensina; - antihipertensivo e usado em paciente com nefropatia. Enalapril, Captopril.
BRA: Valsartan, Losartan.. Um dos efeitos está bloquear a produção da
aldosterona, um inibindo a conversão de angiotensina I em II e o outro
bloqueando o receptor de angiotensina II ( respectivamente)
 Heparina; as vezes é esquecida mas também tem ação na aldosterona,
podendo gerar hiperpotassemia. Cuidar uso em pacientes mais crônicos.
 Espironolactona.: usada em Insuficiência cardíaca, já que há 10 anos atrás
saiu um grande estudo de ICC grau III ou IV mostrou que o aumento de
aldosterona no paciente era prejudicial, sendo favorável o uso de
espironolactona. Grande problema é que alguns paciente com ICC tem
déficit de função renal, a própria ICC por diminuição de perfusão tecidual
pode levar a hiperpotassemia e nesses pacientes nós temos um risco maior
de hiperpotassemia grave.
2) Situações que aumentam a produção de aldosterona
(Hipocalemia)
 Hiperaldosteronismo primário: aldosterona está aumentada por distúrbio da glândula
supra-renal
 Hiperaldosteronismo secundário. Ex Depressão do intravascular por vômitos ou uso de
diuréticos. Pelo hiperaldosteronismo vai reter sódio e água e aumenta a secreção de
Potássio.
OBS: Se pegar-se paciente hipertenso, porque excesso aldosterona pode ser causa de
HAS, se paciente com hipertensão e K baixo tem-se de pensar em HAS secundária por
hiperaldosteronismo. Posssível causaado por hiperplasia de supra-renal (adenoma) ou
por hiperaldosteronismo secundário. Causa de hiperaldosteronismo secundário pode ser
por Hipertensão renovascular , com angiodisplasia muscular da artéria renal por
estenose que leva a isquemia, leva adiminuição da função renal que leva a produção de
renina, consequentemente a produção de angiotensina e de aldosterona. O excesso de
aldosterona retém sal e água e depleta potássio.
OBS 2: Situações em que há hiperaldosteronismo MAS não cursam com potássio baixo.
São na ICC e na cirrose. Nessas duas há um baixo débito cardíaco, principalmente na
ICC, isso leva a diminuição da perfusão renal que leva a hiperaldosteronismo, mas esses
pctes cursam com K alto, pq o fluxo urinário baixo não consegue excretar o K e tendem
a ter hiperpotassemia.

Diuréticos
Aumentam a excreção de potássio:




Aumento de sodio distal;
Aumento do fluxo urinário;
Alcalose metabólica;
Hiperaldosteronismo devido a depleção de volume
Paciente em uso de diurético então uma das complicações é a hipopotassemia.

Adaptação na Insuficiência Renal
 Perda de função renal diminui a excreção de potássio, predispondo a
hipercalemia.- então todo pcte com comprometimento da função renal tende a
ter balanço positivo do potássio, ou seja, tendem a acumular potássio - >
hiperpotassemia
Por que o renal crônico mesmo com metade da TFG entre 30-40 não faz
hiperpotassemia, em geral só com 10? Por mecanismos de adaptação como um
hiperaldosteronismo.
 Aldosterona sérica está elevada nos pacientes com insuficiência renal.
 Estes mecanismos são menos efetivos na insuficiência renal aguda. – por isso a
hiperpotassemia na IRA costuma ser mais freqüente.

Excreção potássio intestinal
 Além do ducto coletor renal, o intestino delgado e colon secretam potássio.
 Aldosterona estimula a secreção de potássio pelo intestino.
Essa é uma das explicações também porque paciente em diálise se usar IECA vai
aumentar o K, por esse bloqueio a nível de intestino.

Balanço do potássio interno
 Pequenas desvios do extracelular para o intracelular produzem grandes
alterações no potássio extracelular.
 Ao contrário da excreção de potássio, o desvio entre o intra e extracelular é
extremamente rápido, ocorrendo dentro de minutos
Se paciente com hiperpotassemia grave não adianta tentar aumentar fluxo porque a
excreção leva de 6-12 horas, então é muito importante intervir nos desvios. Qualquer
quantia do K que sai do sangue para dentro da célula vai produzir grandes alterações no
nível sérico.
O desvio é controlado basicamente pela insulina e pela epinefrina, sendo mediado pelas
ATPases NaK intracelular.


o Efeitos da insulina e catecolaminas no potássio:
O efeito da insulina em diminuir o potássio é independente de seu efeito na glicose.
Mesmo em baixas doses (jejum) promove desvio.
Em diabéticos a hiperglicemia resulta em hipertonicidade plasmática promovendo
desvio do potássio para fora da célula e no rim a hiperglicemia estimula a uma diurese
osmótica. Então o paciente diabético descompensado por um grande tempo vai chegar
no PS com K sérico normal mas o K corporal total baixo porque está a 2,3 ou mais dias
expoliando K, deve-se lembrar que ao manejar esse paciente quando se controlar a
hiperglicemia o K desse paciente vai diminuir então na Cetoacidose Diabética junto da
insulina e do soro tem-se que repor K, mesmo que esse esteja normal ou um pouco alto.
◦ Efeito das catecolaminas
Estímulo beta-adrenergicos; é bloqueado beta-bloqueadores não seletivos, se pcte em
uso tenderá a fazer hiperpotassemia. Beta bloq cardioseletivos não faz hiperpotassemia.
Pacientes em uso de beta adrenérgicos (formoterol, salbutamol) tendem a ter
hipopotassemia. Pois colocam K para dentro da célula.
Estímulo alfa-adrenergicos promove desvio de potássio para fora da célula, ocasionando
aumento do potássio sérico.
 Efeito do distúrbios ácido-básicos
 Regra geral: alcalose metabólica desvia o potássio para dentro da célula, ao
contrário, acidose metabólica desvio K para fora da célula.
 Depende da natureza da acidose metabólica para determinar o seu efeito no
potássio.
Acidose metabólica hiperclorêmica, tipicamente resulta em hiperpotassemia.
Ao contrário, acidose metabólica orgânica (acidose lática), não afeta o potássio.
OBS: O paciente na UTI, séptico, que faz acidose láctica e hiperpotassemia, a
hiperpotassemia é provavelmente por hipovolemia, por oligúriae não pela acidose.
Lembrando que nesse caso o bicarbonato não vai ser efetivo para corrigir essa
hiperpotassemia.
 Administração de bicarbonato
 Diminue o potássio em pacientes com função renal normal, mas este efeito é devido
principalmente ao aumento da excreção urinária de potássio.
A excreção é devido administração de sal e água, o aumento do Na e da volemia
acarreta no aumento da excreção do K.
OBS: Na maioria das situações o bicarbonato de sódio baixa a hiperpotassemia por
aumento do Na e da oferta desse no túbulo contorcido distal gerando e aumento
excreção K urinário.
 Em pacientes de diálise, não diminue o potássio plasmático (pouca capacidade de
excreção do potássio urinário)
 # Administração de bicarbonato não potencializa o efeito da insulina ou do betaadrenergicos em pacientes de diálise.
OBS: Bicarbonato não faz colocar o K para dentro da célula, quem faz ele entrar é por
agonistas beta adrenérgicos e insulina.
O Bicarbonato só vai ajudar mesmo naquelas acidoses metabólicas severa com
bicarbonato abaixo de 10
Testes laboratoriais
História e exame físico. – se K baixo (diurético, náuseas, vômitos, diarrréia,
hiperaldosteronismo prmário, tubulopatia perdedora de K ...)
 Fração de excreção de potássio
Porcentagem de potássio filtrado dentro do tubulo proximal que aparece na urina.
Em pacientes com função renal normal, a fração de excreção é em torno de 10%
Quando a perda de potássio é extra-renal(perdas gastrointestinais, desvio do K, dieta
pobre), o rim conserva o K e a fração de excreção é baixa É a relação entre o quanto tem da
substância na urina dividido sobre o que tem nosangue e isso ainda, divide-se por creatinina
urinária sobre a creatinina sérica.
Exame laboratorial usado também para diagnóstico diferencial de IRA
Ex: Se doso o K urinário e der Fração de excreção de K acima de 10% ou der K urináriok
acima de 20% eu estou perdendo K pela urina, então uma tubulopatia é a causa da
hipocalemia. MAS, se a perda de K for via gastrintestinal, o K urinário vai estar vai estar
baixo.

 Gradiente transtubular de potássio
É a fórmula que estima o gradiente de potássio entre a urina e o sangue no néfron distal.
Hipocalemia com gradiente alto sugere perda renal excessiva, ao contrário, com gradiente
baixo sugere compensação renal apropriada e uma etilogia extrarenal
n
HIPOCALEMIA
•
•
•
•
É o distúrbio eletrolítico ambu latorial mais comum.
Somente 2% do K corporal se localiza no espaço extracelular.
Gera uma hiperpolarização do potencial de repouso transmembrana da célula – então
principal preocupação é o músc esquelético, portanto cardíaco risco de arritimias.
Lembrar de astenia, fraqueza. Também possível parada respiratória por fraqueza do
músc diafragma.
A hipocalemia reflete um grande déficit do K corporal.
–  K de 0,3 mEq/L   100 mEq K+ total
Então se pessoa com K de 3,5 a pessoa fica com um déficit de 125-250 mEq.
Então se não se repor esse déficit ela vai continuar com hipopotassemia.
Hipopotassemia versus deficiência de potássio
 Deficiência de potássio: resultante de um balanço negativo (a excreção excede a
ingesta).
 Hipopotassemia: baixa concentração de K sérico.
 Discutir: Cetoacidose diabetica, infarto agudo do miocardio
CAD: nós temos deficiência de K corporal total e o nível sérico vai estar normal.
IAM: Tende a cursar com hipopotassemia, K faz distúrbio pelo estress gerando
liberação hormônios liberando aldosterona, baixando o K por aumento de sua excreção.
SINTOMAS CARDIOVASCULARES ( fotos de alguns ECG presentes nos slides)
◦ Alteração do ECG:
 Onda T nivelada ou invertida (achatamento)
 Presença de onda U
 Depressão de ST
 Arritmias: principalmente em pctes com ICC, isquemia cardíaca, HVE
 taquicardia atrial c/s BAV
 Dissociação AV
 Contração ventricular prematura
 Taquicardia ventricular
 Fibrilação ventricular
Diagnóstico:


PRIMEIRO PASSO: rever histórico de drogas que o paciente possa ter ou estar usando.
Caso não exista uso de medicações, geralmente pensar em:
◦ Perda renal induzida por alcalose metabólica.
OBS: Paciente que tem quadro de náuseas e vômitos faz hipopotassemia por
alcalose metabólica e não pela perda de K, teria que vomitar muuito para perder
diretamente K. Alcalose metabólica aumenta a excreção renal de K. Para levar a
alcalose aproximadamente 5 episódios de vômitos, variando com intensidade
deles
◦ Baixa qtde de H no túbulo coletor  permuta de Na por K.
Perda fecal induzida por diarréia. (perda de metabólitos)
◦
Dosar:
◦ Urina: rotina, Na, K, creatinina, uréia
◦ Sangue: uréia, creatinina, Na, K, Cl, Mg, gasometria venosa
 Avaliação da volemia
◦ Hipovolemia gerando alto nível de aldosterona  excreção de K urinário
◦ Na U < 40 mEq/L
◦ Fração de excreção de sódio < 1%
◦ Fração de excreção de uréia < 35%
 Dosar K urinário:
◦ Se > 25 – 30 mEq/dia  perda de origem (ou pelo menos com a contribuição)
renal.
◦ Na amostra de urina: Ku > 15 mEq/L.
◦ Fração de excreção de K < 8,5%
◦ OBS: Na U > 100 mEq/dia
TERAPIA
 PESAR RISCO – BENEFÍCIO
◦ Repercussão clínica e taxa de declínio
◦ Risco de morte
◦ Avaliação da função renal
Cuidar velocidade para repor, pq primeiro vai para intravascular e não da tempo
para ir para intracelular e pode gerar hiperpotassemia.
 DETERMINAR URGÊNCIA E ROTA (VO/EV)
◦ Preferência para VO
◦ EV: situação de urgência-emergência
 SITUAÇÕES ESPECIAIS
◦ Com acidose: tratar primeiro a hipocalemia ( mesmo se K normal)
◦ Se hipovolemia com alcalose metabólica  evitar expansão vigorosa da
volemia
◦ Seleção da Solução
Vai depender do ânion perdido concomitante
◦ KCl: ( + usado) perda de cloreto e com alcalose metabólica.
 Colher de chá: 50 – 65 mEq de K.
 Tabletes: liberação lenta
 Raramente: lesão ulcerativa ou estenótica do TGI.
◦ Bicarbonato de K: acidose metabólica.
◦ Citrato de K: acidose tubular renal.
◦ Fosfato de K: cetoacidose diabética. (ainda possível as vezes depleção de
fosfora)

 Rota de administração
Via oral: preferência
Via venosa
◦ Impossibilidade da via oral
◦ Hipocalemia severa
◦ Repercussão severa: arritmias cardíacas, tetraplegia, insuficiência respiratória,
rabdomiólise
◦ Solução normal de KCl: 2 mEq KCl/mL
◦ 20 – 40 mEq/L ou 10 – 20 ml em 1 litro
◦ Em concentração maior (> 60 mEq/L): evitar veia periférica (cuidar que é
hipertônico, se preciso usar via acesso central)
◦ Evitar uso de solução glicosada
Cuidados temos de ter, não dar em velocidade maior que 10-20 mEq/hora e não
concentrar mais que 40mEq/l.
 Correções das desordens associadas
◦ Principalmente hipomagnesemia
 Promove refratariedade no tratamento da hipocalemia
◦ Hipofosfatemia também gera hipocalemia persistente
◦ Mais comum: alcalose metabólica
 Hipocalemia promove alcalose metabólica
HIPERPOTASSEMIA
 COMUM, SILENCIOSA E POTENCIALMENTE LETAL
 Fácil tratamento
 Além de reverter  descobrir a causa
TAMPONAMENTO DO POTÁSSIO
 O grande trunfo quanto à ingesta de K:
◦ TRANSFERÊNCIA PARA O INTRACELULAR
 INSULINA  Na-K-ATPase
 Efeito independente do transporte de glicose
 AGONISTAS  2
OBS: Bicarbonato em desuso.
CAUSAS PRINCIPAIS
 AUMENTO DA LIBERAÇÃO DE POTÁSSIO INTRACELULAR
 DÉFICIT SEVERO DA FUNÇÃO RENAL
◦ Ausência de oferta de Na suficiente no néfron distal
◦ Ausência de quantidade suficiente de túbulos coletores para secretar K
◦ Déficit moderado da FR com oferta excessiva de K
 HIPOVOLEMIA SEVERA
 HIPOALDOSTERONISMO
◦ Ou ausência de resposta à aldosterona
PSEUDO-HIPERCALEMIA (importante)
 SUSPEITA:
◦ K + hemólise, leucocitose ou trombocitose
◦ Ausência de causas identificáveis
◦ Ausência de alterações ECG
◦
ERRO NA COLETA
 Sangue hemolisado
 Torniquete apertado com atividade física da extremidade 
 2 mEq/L do K sérico
Na pseudo-hiperpotassemia podemos encontrar nas hemólises, grandes
leucocitoses ou trombocitoses. Se frente a caso de hiperpotassemia sérica
elevada. Ver amostra de sangue com (dosa plasma) e sem (dosa soro)
anticoagulante. A plasmática na pseudo da normal e a efetiva as duas vão estar
altas.
INGESTA EXCESSIVA
• Causa infrequente  apenas se houver excreção renal inadequada
• Todos alimentos contém K
• Frutas e legumes
• Suplementação de K com sais de K
• Suplementos dietéticos orais e endovenosos
• Medicamentos:
– KCl  4% de incidência de hipercalemia
– Citrato de K, penicilina G
REDISTRIBUIÇÃO DO POTÁSSIO
• ACIDOSE
– Tamponamento intracelular do H (via Na-K ATPase)  potencial
eletronegativo no extracelular  atrai K
– Inibição de secreção renal de K
• HIPEROSMOLARIDADE
– Manitol, hiperglicemia sem insulina ou com resistência
• Desidratação celular
• HIPOTERMIA
– Morte celular, inibição da Na-K ATPase
• RABDOMIÓLISE
• SÍNDROME DE LISE TUMORAL
• HIPERTERMIA MALIGNA
• SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA
• DROGAS: agonistas -adrenérgicos
EXCREÇÃO RENAL INADEQUADA
• HIPOALDOSTERONISMO
• ACIDOSE TUBULAR TIPO 4
• INSUFICIÊNCIA RENAL
•
 DO VOLUME CIRCULAR EFETIVO
• UROPATIA OBSTRUTIVA
• NEFROTOXICIDADE TUBULAR POR
INIBIDORES DA CALCINEURINA
• SÍNDROME DE GORDON
• URETEROJEJUNOSTOMIA
• USO DE DROGAS BLOQUEADORAS DO EIXO RENINA – ANGIOTENSINA –
ALDOSTERONA
PATOGÊNESE DOS SINTOMAS
 Diminuição do gradiente entre o K intra e extracelular
 Lentificação da saída do K IC  retardo da entrada do Na
 Retardo da transmissão neuromuscular
 Diminuição da condução cardíaca
 Paralisia muscular ou fraqueza
 Sintomas: geralmente com K > 7,0 mEq/L
GENERALIDADES
• Tratamento de urgência em qualquer paciente com alteração ECG e K >6,5
• Descobrir e retirar a causa da hipercalemia (geralmente multifatorial).
• Monitorização cardíaca: prudente se K > 6,5
• Restrição de K oral: 60 mEq/dia
REMOÇÃO DE POTÁSSIO
 PRIMEIRO PASSO: avaliar a patência renal
◦ Objetivo: diminuir a reabsorção tubular de K
 Medidas de remoção de potássio por via renal
◦ Túbulo proximal: manitol  100 ml de 6/6h
◦ Alça de Henle: furosemida  5 a 10 amp EV  contínuo
◦ Túbulo distal: tiazídico  50 a 100 mg/dia
◦ Túbulo coletor: Na, água, bicarbonato
◦ REMOÇÃO VIA EXTRA-RENAL: cólon ou diálise
ANTAGONISMO DOS EFEITOS DA HIPECALEMIA
• Gluconato de Ca- o cálcio antagoniza os efeitos da membrana da hipercalemia em
minutos, alterando o ECG.
• Duração de 30-60 min.
• Gluconato de Ca 10%- infusão de 10 min.
• Monitorização ECG necessária.
TRANSFERÊNCIA DO K PARA O INTRACELULAR
 Aumentar a atividade da Na, K-ATPase.
◦ ESTIMULADOR -AGONISTA
◦ Bicarbonato- em desuso
 INSULINA
Obs: Esse último quadro foi comentado em aula!
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