Associações do escore de desnutrição

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I
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA
Fundada em 18 de Fevereiro de 1808
MED-B51: Monografia
Associações do escore de desnutrição-inflamação com
mortalidade e qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes
em hemodiálise de manutenção: estudo PROHEMO
Raissa Borges Peixoto
Salvador (Bahia),
Agosto, 2016
II
UFBA/SIBI/Bibliotheca Gonçalo Moniz: Memória da Saúde Brasileira
Peixoto, Raissa Borges
Associações do escore de desnutrição-inflamação com
mortalidade e qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes em
hemodiálise de manutenção: estudo PROHEMO / Raissa Borges
Peixoto. -- Salvador, 2016.
89 f. : il
Orientador: Antonio Alberto da Silva Lopes.
TCC (Graduação - Medicina) -- Universidade Federal da Bahia, Faculdade
de Medicina da Bahia, 2016.
1. Escore de Desnutrição Inflamação. 2. Hemodiálise. 3. Insuficiência Renal
Crônica. 4. Mortalidade. 5. Qualidade de vida. I. Lopes, Antonio Alberto da
Silva. II. Associações do escore de desnutrição-inflamação com mortalidade e
qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes em hemodiálise de
manutenção: estudo PROHEMO.
III
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA
Fundada em 18 de fevereiro de 1808
Monografia
Associações do escore de desnutrição inflamação com
mortalidade e qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes
em hemodiálise de manutenção: estudo PROHEMO
Raissa Borges Peixoto
Professor orientador: Antônio Alberto da Silva Lopes
Orientador tutor: Marcelo Barreto Lopes
Monografia de Conclusão do Componente
Curricular MED-B60/2016.2, como pré-requisito
obrigatório e parcial para conclusão do curso
médico da Faculdade de Medicina da Bahia da
Universidade Federal da Bahia, apresentada ao
Colegiado do Curso de Graduação em Medicina.
Salvador (Bahia)
Agosto, 2016
IV
Monografia: Associações do escore de desnutrição-inflamação com
mortalidade e qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes em
hemodiálise de manutenção: estudo PROHEMO, de Raissa Borges Peixoto.
Professor orientador: Antônio Alberto da Silva Lopes
Orientador tutor: Marcelo Barreto Lopes
COMISSÃO REVISORA

Antônio Alberto da Silva Lopes (Presidente), Professor do Departamento de
Medicina Interna e Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da Bahia da
Universidade Federal da Bahia.

Isabel Cristina Britto Guimarães, Professora do Departamento de Pediatria da
Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia.

Angela Marisa de Aquino Miranda Scippa, Professora do Departamento de
Neurociências e Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Bahia da
Universidade Federal da Bahia.
TERMO DE REGISTRO ACADÊMICO: Monografia avaliada
pela Comissão Revisora, e julgada apta à apresentação pública no
X Seminário Estudantil de Pesquisa da Faculdade de Medicina da
Bahia/UFBA, com posterior homologação do conceito final pela
coordenação do Núcleo de Formação Científica e de MED-B60
(Monografia IV). Salvador (Bahia), em ___ de _________ de 2016.
V
Aos meus pais, Juarez
Peixoto e Gilvania Peixoto
VI
EQUIPE

Raissa Borges Peixoto, Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA. Correio-e:
[email protected];

Professor
orientador:
Antônio
Alberto
da
Silva
Lopes.
Correio-e:
[email protected];

Orientador tutor: Marcelo Barreto Lopes. Estudante do Curso de Doutorado do
Programa
de
Pós-Graduação
em
Medicina
e
Saúde.
Correio-e: [email protected];

Jéssica dos Santos Moreira de Café Fernandes, Estudante de Medicina (FMBUFBA).

Pedro Guimarães Silva, Estudante de Medicina (FMB-UFBA).

Priscila da Silva Carvalho, Estudante de Medicina (FMB-UFBA).

Vívian Ferreira Da Silva Rocha, Estudante de Nutrição (UNEB).

Jean Michell Correia Monteiro, Estudante de Medicina, (FMB-UFBA).

Lucas Lopes Resende, Estudante de Medicina, (FMB-UFBA).

Bárbara de Alencar Leite Costa, Estudante de Medicina, (FMB-UFBA).

Gentil Aurélio Silva Luz Júnior, Estudante de Medicina, (FMB-UFBA).

Dra. Luciana Ferreira da Silva, Doutora em Medicina e Saúde, Professora de
Nutrição.

Dra. Cácia Mendes Matos, Nefrologista, Doutora em Medicina e Saúde,
Coordenadora do PROHEMO no INED.

Dra. Angiolina Campos Kraychete, Nefrologista, Mestre em Medicina e Saúde,
Coordenadora do PROHEMO no INED.

Dra. Marcia Tereza Silva Martins, Nefrologista, Mestre em Medicina e Saúde,
Coordenadora do PROHEMO na CLINIRIM

Dra. Fernanda Albuquerque da Silva, Nefrologista, Coordenadora do PROHEMO
na NEPHRON-Barris.

Dra. Gildete Barreto Lopes, Doutora em Medicina e Saúde, Coordenadora do
PROHEMO no Núcleo de Epidemiologia Clínica e Medicina Baseada em
Evidências do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, UFBA.
VII
INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
 Faculdade de Medicina da Bahia (FMB)
 Núcleo de Epidemiologia Clínica e Medicina Baseada em Evidências do Hospital
Universitário Professor Edgard Santos
CLÍNICAS DE DIÁLISE DE SALVADOR, BA




Instituto de Nefrologia e Diálise (INED)
Clínica NEPHRON – Barris
Clínica NEPHRON - Itapuã
Clínica do Rim e da Hipertensão Arterial (CLINIRIM)
FONTES DE FINANCIAMENTO
1. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
2. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).
VIII
AGRADECIMENTOS

Ao meu Professor Orientador, Doutor Antônio Alberto da Silva Lopes, pela
disposição e por todo conhecimento compartilhado, contribuindo muito para o
desenvolvimento dessa monografia e para minha formação acadêmica;

Ao meu Orientador Tutor, Marcelo Barreto Lopes, pela disponibilidade e
orientação, contribuindo muito para o desenvolvimento dessa monografia;

À Doutora Gildete Irene Barreto Lopes, pelo trabalho e dedicação no Estudo
Prospectivo do Prognóstico de Pacientes em Hemodiálise de Manutenção
(PROHEMO);

Às colegas Jéssica Moreira, Priscila Carvalho e Vívian Rocha pela
colaboração nas coletas dos dados Médicos e Nutricionais;

À equipe do PROHEMO, pela contribuição direta à realização deste trabalho;

À minha comissão revisora, Dra. Angela Scippa e Dra. Isabel Guimarães, pelas
considerações pertinentes, fundamentais para o desenvolvimento final dessa
monografia.
1
Sumário
I. Índice de quadros e tabelas .......................................................................................2
II. Siglas e abreviações ...................................................................................................3
III. Resumo .......................................................................................................................4
IV. Objetivos .....................................................................................................................5
V. Fundamentação teórica .............................................................................................6
VI. Revisão da literatura .................................................................................................7
VII.
Revisão do estado de conhecimento referente aos objetivos de pesquisa .....14
VIII.
Métodos ...............................................................................................................18
VIII.1.
Desenho de estudo ............................................................................................. 18
VIII.2.
Amostra ............................................................................................................. 18
VIII.3.
Critérios de inclusão/exclusão ........................................................................... 18
VIII.4.
Variáveis ............................................................................................................ 18
VIII.5.
Estratégias para reduzir probabilidade de viés .................................................. 18
VIII.6.
Instrumentos de coleta de dados ........................................................................ 19
VIII.7.
Operacionalização das variáveis e critérios diagnósticos .................................. 20
VIII.8.
Poder do estudo ................................................................................................. 21
VIII.9.
Análise estatística .............................................................................................. 21
VIII.10.
Aspectos éticos .................................................................................................. 22
IX. Resultados ................................................................................................................23
X. Discussão ..................................................................................................................27
XI. Conclusões ................................................................................................................31
XII.
Summary ............................................................................................................32
XIII.
Referências bibliográficas .................................................................................33
XIV.
Anexos .................................................................................................................38
XIV.1.
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido................................................... 39
XIV.2.
Formulário Geral ............................................................................................... 41
XIV.3.
Formulário Nutricional ...................................................................................... 56
XIV.4.
Formulário de QVRS ......................................................................................... 63
XIV.5.
Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa........................................................... 78
2
I.
ÍNDICE DE QUADROS E TABELAS
QUADROS
Quadro I. Classificação da Doença Renal Crônica.......................................................7
Quadro II. Critérios Diagnósticos de Depleção Energético – Proteica na Insuficiência
Renal Crônica ............................................................................................................. 9
TABELAS
Tabela 1. Características dos pacientes no grupo total e de acordo com o Escore de
Desnutrição-Inflamação (N=627) .............................................................................24
Tabela 2. Médias de escores e diferenças de escores do componente mental (MCS) de
qualidade de vida relacionada à saúde de acordo com o Escore de Desnutrição –
Inflamação ................................................................................................................ 25
Tabela 3. Médias de escores e diferenças de escores do componente físico (PCS) de
qualidade de vida relacionada à saúde de acordo com o Escore de Desnutrição –
Inflamação ................................................................................................................ 25
Tabela 4. Hazard Ratio Não Ajustada e Ajustada para idade usando a Regressão de
Cox para o Risco de Morte do Escore de Desnutrição Inflamação (N=627) ........... 26
3
II.
HDM
Siglas e Abreviações
Hemodiálise de Manutenção
PROHEMO Estudo Prospectivo do Prognóstico de Pacientes em Hemodiálise de
Manutenção
QVRS
Qualidade de Vida Relacionada à Saúde
TFG
Taxa de Filtração Glomerular
ESRD
Doença Renal em Estágio Final
DRC
Doença Renal Crônica
MIS
Malnutrition-Inflammation-Score
IMC
Índice de Massa Corpórea
TIBC
Capacidade Total de Ligação de Ferro
CEP
Comitê de Ética em Pesquisa
SGA
Análise Subjetiva Global
SCDI
Síndrome Complexa de Desnutrição-Inflamação
DEP
Depleção Energético Proteica
4
III.
RESUMO
ASSOCIAÇÕES DO ESCORE DE DESNUTRIÇÃO-INFLAMAÇÃO COM
MORTALIDADE E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE EM
PACIENTES EM HEMODIÁLISE DE MANUTENÇÃO: ESTUDO PROHEMO.
Inflamação e depleção proteico-energética (DEP) apresentam elevada taxa de prevalência
e forte associação com mortalidade e má qualidade de vida em pacientes com doença
renal crônica (DRC) em hemodiálise de manutenção (HDM). Objetivo: Investigar se o
estado de inflamação e DEP, determinado pelo Escore de Desnutrição Inflamação (MIS)
está associado com mortalidade e qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS), e se os
resultados são similares em homens e mulheres. Métodos: Estudo prospectivo de coorte,
“Estudo Prospectivo do Prognóstico de Pacientes em Hemodiálise de Manutenção”
(PROHEMO) em desenvolvimento em clínicas de diálise de Salvador, incluindo 627
pacientes. Variável preditora: MIS (limites 0 a 30; maior valor indica pior estado
nutricional), comparando ≥6 e <6; Desfecho: Mortalidade e QVRS; Variável avaliada
como modificadora de efeito: Sexo; Covariáveis: Sociodemográficas, meses em
diálise, dose de hemodiálise, variáveis laboratoriais e comorbidades. Resultados: Os
pacientes com MIS≥6 eram mais velhos e apresentavam menores níveis de hemoglobina,
creatinina e albumina, e menor Índice de Massa Corpórea. Pacientes com menor
pontuação no MIS apresentaram melhores pontuações no sumário do componente físico
do QVRS. A mortalidade foi maior em pacientes com MIS ≥ 6 (HR=1,51; IC 95% 1,1 –
2,0). Não houve modificação de efeito nas associações pela variável sexo. Conclusões:
Os resultados indicam que a determinação do MIS ajuda a identificar aqueles pacientes
com pior estado nutricional e pior QVRS, com consequente menor probabilidade de
sobrevida no curso do tratamento.
Palavras chave: 1. Escore de Desnutrição Inflamação. 2. Hemodiálise. 3. Insuficiência
renal crônica. 4. Mortalidade. 5. Qualidade de vida.
5
IV.
OBJETIVOS
GERAIS

Investigar se existe associação entre o Escore de Desnutrição Inflamação e
mortalidade, em análises não ajustadas e ajustadas para variáveis consideradas
como potencialmente confundidores em pacientes com doença renal crônica em
programa de hemodiálise de manutenção.

Investigar se existe associação entre o Escore de Desnutrição Inflamação e
qualidade de vida relacionada à saúde, em análises não ajustadas e ajustadas para
variáveis consideradas como potenciais confundidores em pacientes com doença
renal crônica em hemodiálise de manutenção.
ESPECÍFICO

Investigar se as associações do Escore de Desnutrição e Inflamação com
mortalidade e qualidade de vida diferem entre homens e mulheres.
6
V.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A incidência de Doença Renal Crônica (DRC) em hemodiálise de manutenção
(HDM) tem aumentado progressivamente ao longo dos últimos anos. Em pacientes em
terapia de substituição renal, a má nutrição tem se mostrado uma forte preditora de
morbimortalidade e de menores índices de qualidade de vida relacionada à saúde
(QVRS). Apesar de ser um problema comum, o estado nutricional de pacientes em diálise
não costuma ser propriamente valorizado em muitos centros de diálise. Existem métodos
simples de avaliação nutricional, como o Escore de Desnutrição-Inflamação (MIS) que
podem auxiliar o diagnóstico precoce de depleção energético-proteica (DEP), o que seria
de grande utilidade para reduzir a morbidade e mortalidade (1).
Apesar de já existir na literatura estudos apontando as associações do escore de
desnutrição e inflamação com mortalidade e QVRS, existe uma carência de trabalhos
científicos que avaliam a associação desse escore com mortalidade e QVRS de forma
distinta em homens e mulheres. Por esse motivo, este estudo torna-se necessário tendo
em vista a diferença de perfis de letalidade e desnutrição entre homens e mulheres.
Embora o sexo não seja uma característica modificável, as diferenças observadas entre os
gêneros tratados cronicamente por hemodiálise são importantes para identificar pacientes
que necessitam de cuidados específicos para melhorar o estado nutricional e a QVRS, e
consequentemente a sobrevida. (2).
A investigação deste tema é importante para avaliação do estado nutricional dos
pacientes em HDM, contribuindo com a prevenção do desenvolvimento de desnutrição
severa e suas possíveis consequências, como maior taxa de hospitalização, morbidade e
menor sobrevida, e para o desenvolvimento de intervenções nutricionais focadas para
melhorar o estado nutricional e, portanto, a sobrevivência, além de contribuir para
aumentar o conhecimento na área de nutrição de pacientes em hemodiálise.
7
VI.
REVISÃO DA LITERATURA
VI. 1. Doença Renal Crônica
A doença renal crônica (DRC) foi definida em 2002 pela Kidney Disease Outcome
Quality Initiative (KDOQI) baseando-se em três componentes: um componente
anatômico ou estrutural, através de marcadores de dano renal; um componente funcional
baseado na taxa de filtração glomerular (TFG) e um componente temporal. Assim, por
meio dessa definição, seria portador de DRC qualquer indivíduo que, independente da
causa, apresentasse TFG < 60 ml/min/1,73m2 ou a TFG > 60 ml/min/1,73m2 associada a
pelo menos um marcador de dano renal parenquimatoso presente há pelo menos três
meses (3).
A DRC é uma condição que cursa com perda progressiva e irreversível da função
renal, resultando em um processo adaptativo no qual o paciente, de forma geral,
permanece assintomático durante os estágios iniciais da doença. A DRC é classificada
em 5 estágios de acordo com a TFG (Tabela I). Quando a TFG encontra-se menor que
15ml/min/1,73 m², o estado clínico é marcado com insuficiência renal terminal,
acompanhado usualmente por sintomas de uremia e necessidade do início da terapia de
substituição renal (3).
Quadro I. Classificação da Doença Renal Crônica.
ESTÁGIO
TFG (ml/min/172m2)
TERMOS
1
>90
Normal ou alta
2
60 a 89
Ligeiramente diminuída
3ª
45 a 59
Ligeira a moderadamente diminuída
3b
30 a 44
Moderada a severamente diminuída
4
15 a 29
Severamente diminuída
5
<15
Insuficiência renal
TFG: Taxa de Filtração Glomerular
Segundo o censo de 2012, promovido pela Sociedade Brasileira de Nefrologia,
foi-se estimado que, no dia 1º de Julho de 2012, havia 97.586 pacientes em estágio
terminal de doença renal (ESRD) e que faziam uso de diálise crônica em todo o Brasil.
De acordo com a distribuição baseada no sexo, estimou-se que 57,7% correspondiam ao
sexo masculino. O número de portadores de DRC tem aumentado progressivamente ao
8
longo dos últimos anos, comparado às estimativas do censo realizado no ano 2000
(42.695 pacientes), o número de pacientes em diálise foi duplicado (4).
A diabetes e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) são as principais causas de
DRC em todos os países desenvolvidos e em muitos em desenvolvimento (5). O censo de
2012 mostrou que no Brasil, a HAS é o diagnóstico de base dos pacientes em diálise em
33,8% dos casos, seguido de Diabetes com 28,5%, glomerulonefrite (12,6%), doença
renal policística (4,3%), e outras causas com 11,4% (4).
VI. 2. Estado nutricional dos pacientes em hemodiálise
A desnutrição é um problema prevalente em pacientes com DRC em hemodiálise
de manutenção (HDM), estando relacionada tanto à morbidade quanto mortalidade (1, 6,
7). Este achado é evidenciado pela associação entre marcadores nutricionais e taxas de
mortalidade (8, 9). Mas, apesar de ser um problema comum, o estado nutricional de
pacientes em diálise é frequentemente ignorado em muitos centros de diálise, enquanto
métodos simples de avaliação nutricional podem ter um impacto favorável no manejo do
paciente (1), e o diagnóstico precoce seria de grande utilidade para reduzir a
morbimortalidade (10).
A depleção energético-proteica (DEP) acomete uma grande proporção dos
pacientes em diálise, sendo um importante fator de risco para morbimortalidade,
principalmente por eventos cardiovasculares (11, 12). A DEP é definida como o estado
de redução corporal de proteína, com ou sem depleção de gordura ou um estado de
capacidade funcional diminuída. Estudos apontam que a DEP nos pacientes em diálise
pode ser consequência de um processo crônico inflamatório comum em pacientes com
ESRD (11). Estudos que usaram a Avaliação Subjetiva Global (SGA), um sistema de
pontuação semiquantitativo baseado na história clínica e exame físico, apontam que a
prevalência de DEP em pacientes em diálise é em torno de 23 a 76% dos pacientes em
HDM, sendo a variabilidade provavelmente relacionada a fatores como idade,
comorbidades e qualidade de diálise (4).
Segundo Stenvinkel et al, pelo menos dois tipos de DEP podem ocorrer em
pacientes em diálise. O primeiro tipo é associado com a própria síndrome urêmica e é
caracterizado pela redução modesta nos níveis de albumina sérica, ausência de
comorbidades significantes, níveis normais de citocinas pró-inflamatórias e baixa
9
ingestão energético-proteica por causa da anorexia urêmica. O outro tipo, definido como
Síndrome do Complexo Desnutrição-Inflamação (SCDI), é caracterizado por
hipoalbuminemia, maior gasto energético em repouso, aumento do estresse oxidativo,
aumento do catabolismo proteico, altos níveis de proteína c reativa e citocinas próinflamatórias, e presença de comorbidades (13). A SCDI se caracteriza pelo surgimento
de anorexia, perda muscular, anemia refratária ao tratamento, aterosclerose acelerada,
diminuição da QVRS, hospitalização e aumento da mortalidade em pacientes em HDM
(11).
Quadro II – Critérios Diagnósticos de Depleção Energético – Proteica na
Insuficiência Renal Crônica.
Critérios Diagnósticos
1 – Bioquímica sérica
- Albumina sérica<3,8g/100mL¹
- Pré-albumina (transtirretina) <30mg/100mL¹
- Colesterol sérico<100mg/100mL¹
2 – Massa muscular
- Redução da massa muscular em 5% em 3 meses ou 10% em 6 meses
- Circunferência muscular do braço: redução maior do que 10% em relação ao percentil 50 da
população²
- Creatinina sérica
3 – Massa Corporal
- IMC<23kg/m² ³
- Perda ponderal não intencional:5% em 3 meses ou 10% em 6 meses
- % Gordura corporal total<10%
4 – Ingestão dietética
- Ingesta proteica<0,8/kg/dia por no mínimo 2 meses (não intencional)
- Ingesta energética<25kcal/kg/dia por no mínimo 2 meses
Diagnóstico: ao menos 3 dos 4 critérios (preferencialmente, cada critério deve ser documentado em 3
ocasiões separadas por 2 a 4 semanas. IMC: índice de massa corporal; 1 – Não válida de baixas
concentrações forem secundárias a perda urinária ou gastrointestinal anormal, doença hepática ou
medicações redutores do colesterol; 2 – Realizada por profissional treinado; 3 – Considerar peso sexo;
muscular e ingestão de carne
Adaptado de: Foque et al. A proposed nomenclature and diagnostic criteria for protein-energy wasting
in acute and chronic kidney disease. Kidney International. Fevereiro 2008, 73 (4):391-8
Para o diagnóstico de DEP (Quadro II), quatro critérios foram estabelecidos: os
critérios bioquímicos, envolvendo níveis séricos de albumina, transtirretina e colesterol;
baixo peso corporal, perda ponderal ou redução total da gordura corporal; a diminuição
da massa muscular e a baixa ingestão proteico-energética (14). Estudos apontam que a
ingestão proteica e energética está frequentemente inadequada em pacientes em
hemodiálise, com uma ingestão energética em torno de 24 a 27kcal/kg/dia e com uma
ingestão proteica que varia de aproximadamente 0,94 a 1g/kg/dia de proteína. Sendo que
a necessidade energético-proteica é maior nesses pacientes do que em pessoas saudáveis,
10
por causa da perda dialítica de aminoácidos, acidose metabólica e comorbidades
geralmente presentes (15).
Outras ferramentas também podem ser utilizadas para este diagnóstico, como
questionários de avaliação do apetite, análise da massa e composição corporal e outros
marcadores laboratoriais, como capacidade total de ligação ao ferro, ureia e citocinas
inflamatórias, além de sistemas de escore nutricional, como o MIS e a SGA. (14).
VI. 3. Avaliação do Estado Nutricional
A avaliação nutricional inclui medidas antropométricas, bioquímicas e funcionais.
Todavia, nenhuma dessas variáveis atualmente usadas para avaliação é um indicador
completo do estado nutricional, porque tanto a hidratação quanto a resposta inflamatória
podem significativamente alterar índices nutricionais independentemente de mudanças
no verdadeiro estado nutricional. Isso mostra que essa avaliação é particularmente difícil
em pacientes em HDM, nos quais a inflamação crônica frequentemente está presente (15).
Vários métodos de avaliação do estado nutricional desses pacientes estão
disponíveis. Mas ainda não existe consenso sobre a melhor maneira para diagnosticar
desnutrição nos pacientes em diálise. Alguns métodos têm utilizado critérios subjetivos,
como a SGA, um instrumento para avaliação semiquantitativa do estado nutricional com
base na história e exame físico. A história é composta por cinco componentes: perda de
peso durante os últimos seis meses, sintomas gastrointestinais, ingestão de alimentos,
capacidade funcional e comorbidades. O exame físico inclui dois componentes: perda de
gordura subcutânea e perda de massa muscular. Estes dois componentes são classificados
de 0 a 3, representando normal a significativamente anormal (16). Os dados são
pontuados subjetivamente, e os pacientes são classificados em A, bem nutrido; B, leve a
moderada desnutrição; e C, desnutrição grave, tornando o diagnóstico extremamente
dependente da experiência do observador (10).
Exames laboratoriais que servem de indicadores nutricionais objetivos, como a
albumina sérica, creatinina sérica, índice de massa corpórea (IMC), Índice de risco
nutricional geriátrico (GNRI) e nível de proteína C reativa (PCR), também têm sido
utilizados para avaliar o estado nutricional dos pacientes em HDM (17).
O GNRI é um escore objetivo de triagem nutricional, calculado usando a equação:
GNRI= (1.489 x albumina [g/L]) + [41.7 x {peso corporal/peso corporal ideal}]. Estudos
11
comparativos mostram que o GNRI é um simples e completo escore nutricional,
apresentando excelente confiabilidade intra e interexaminadores, mas apresenta uma
fraca validade preditiva (18).
Dentre esses indicadores nutricionais objetivos, o nível de albumina sérica é o que
apresenta uma associação mais forte com hospitalização e mortalidade (17). No entanto,
esse marcador, apesar de largamente utilizado, apresenta limitações, pois a menor
concentração de albumina é explicada em parte pelo estado de inflamação crônica dos
pacientes. Rene´e et. al mostraram que a albumina sérica não é um preditor independente
de risco de mortalidade quando ajustada para os marcadores do estado nutricional, da
ingestão de proteína, e da inflamação (19).
Outro estudo também aponta que a combinação de três principais critérios
diagnósticos da DEP, como a albumina, circunferência média do braço e massa corporal
tem alto poder preditivo para o diagnóstico de DEP, mas sendo estes independentemente
associados com outros marcadores nutricional-inflamatórios relevantes, corroborando
que um único marcador nutricional não identifica as complexas interações aditivas sobre
o estado nutricional dos pacientes em hemodiálise (12). Além disso, as medidas
bioquímicas e antropométricas diferem significativamente entre os pacientes bem
nutridos e desnutridos, indicando que medidas individuais não são abrangentes o
suficiente para determinar o estado nutricional de pacientes em diálise (20). Sendo assim,
nenhuma dessas medidas individuais fornece avaliação completa do estado nutricional e,
portanto, Kidney National Fundation Kidney Disease Outcomes Quality Initiative
(KDOQI) recomenda uma avaliação coletiva de vários parâmetros nutricionais para
pacientes em HDM (21).
O MIS representa um avanço em relação às medidas individuais na avaliação do
estado nutricional. É um instrumento para avaliação quantitativa do estado nutricional
mais abrangente do que seu antecessor SGA, adicionando três novos itens: IMC, nível de
albumina sérica e capacidade de ligação total do ferro (TIBC) (22). O MIS tem 10
componentes, cada um com quatro níveis de gravidade, de 0 (normal) a 3 (severamente
anormal). A soma de todos os 10 componentes do MIS varia de 0 a 30; sendo que uma
pontuação mais elevada reflete um grau mais grave de desnutrição e inflamação (22).
Apesar de alguns estudos terem proposto valores do MIS para classificar o estado
nutricional, a ausência de pontos de corte pré-estabelecidos dificulta testar a capacidade
12
do método em avaliar o grau de DEP. Em um trabalho que incluiu pacientes em HDM, a
amostra foi dividida em quartis de pontuação do MIS, e notou-se que os marcadores
objetivos do estado nutricional diferiram somente entre o 1º e 4º quartil. Esse resultado
sugere reduzida capacidade do MIS em diferenciar o grau de DEP (23).
Assim, sabe-se que desnutrição e inflamação estão intimamente ligadas e
frequentemente presentes em pacientes em diálise. Estudo anterior de pacientes
submetidos à terapia renal de substituição tem mostrado que o MIS correlaciona com
vários marcadores biológicos de inflamação e que reflete, portanto, tanto depleção
energético-proteica quanto inflamação em pacientes com transplante renal (22). Além
disso, é uma ferramenta útil para predizer a severidade de disfunção endotelial, uma vez
que pacientes com maior pontuação no MIS apresentam maior nível sérico de proteína C
reativa, LDL oxidada e VCAM-1, molécula de adesão ao endotélio vascular (24).
A literatura aponta também a tendência muito forte de aumento da mortalidade
associada a maiores valores no MIS. (25). Estudos recentes têm encontrado fortes
associações entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias e mortalidade em pacientes com
DRC, sendo a previsibilidade de mortalidade do MIS igual ao nível de IL-6 e um pouco
mais elevada do que o nível de PCR, testes dispendiosos e não disponíveis rotineiramente,
e significativamente melhor do que cada um de seus 10 componentes, do que a SGA e do
que o nível de pré-albumina sérica. (16).
VI. 4. Qualidade de vida relacionada à saúde dos pacientes em hemodiálise
A Qualidade de Vida Relacionada à Saúde (QVRS) refere-se a um conjunto de
aspectos relacionados à saúde do indivíduo, segundo a percepção subjetiva do paciente
sobre o seu estado de saúde e sobre os aspectos não-médicos do seu contexto de vida (26).
O conceito de QVRS leva em consideração o bem estar do paciente, pelos domínios
físico, psicológico (ou mental) e social de saúde, cada qual incluindo uma diversidade de
componentes (27). Sendo assim, pode ser afetada por diversos fatores, incluindo as
manifestações clínicas da doença, os efeitos colaterais do tratamento, e a qualidade do
relacionamento do paciente com os membros da família e com os prestadores de cuidados
de saúde (28). A relevância dos indicadores de QVRS não ocorre apenas porque ela é um
13
aspecto básico de saúde, mas também porque existe uma estreita relação com morbidade
e mortalidade (27).
Para avaliação da QVRS dos pacientes em HDM, utiliza-se o KDQOL-SF,
instrumento já traduzido e validado para a população brasileira. Este é um dos
instrumentos mais completos disponíveis atualmente, porque inclui aspectos gerais de
saúde e aspectos específicos da doença renal, permitindo uma avaliação mais completa
das dimensões que são relevantes para esse tipo de paciente (26). O KDQOL-SF avalia
domínios genéricos e específicos de doença renal, como os sintomas/problemas, efeitos
e carga imposta pela doença renal na vida do paciente, situação em relação ao trabalho,
função cognitiva, qualidade da interação social, função sexual, sono, suporte social,
encorajamento da equipe de diálise e satisfação do paciente com o tratamento. Estudos
mostram que entre as escalas específicas da doença renal, a carga imposta pela doença é
o aspecto com menor pontuação média no questionário de QVRS (29).
A literatura também aponta que a QVRS em pacientes em HDM é
significativamente menor em pacientes mais velhos, mulheres, desempregados e em
pacientes com níveis de albumina inferior a 3,5g/dL. Lopes et. al mostraram que entre os
fatores socioeconômicos, desemprego foi o mais fortemente associado com menor QVRS
(30). Geralmente, a porcentagem de pacientes que continuam trabalhando é baixa, e isso
mostra como é importante para esses pacientes evitar perder o emprego enquanto estão
fazendo tratamento dialítico (27).
Apesar dos avanços cada vez maiores na terapia dialítica para aumentar a
expectativa de vida de pacientes com ESRD, o impacto negativo da doença e seu
tratamento afetam a QVRS (26). A terapia de substituição renal, embora corrija
parcialmente os sintomas experimentados pelo paciente, provoca alterações adicionais no
seu estilo de vida. Durante o tratamento, os pacientes referem uma redução da QVRS,
como resultado da ansiedade prévia e no momento do tratamento, da perda da autonomia,
da dificuldade em lidar com uma doença irreversível, do problema em se deslocar 3 vezes
por semana para clínicas de diálise, da queda dos níveis de vitalidade, da limitação para
a realização das atividades da vida diária, e da falta de suporte por parte dos familiares e
amigos, prejudicando assim, tanto a saúde física quanto a saúde psíquica do paciente (31).
14
VII. REVISÃO DO ESTADO DE CONHECIMENTO REFERENTE
AOS OBJETIVOS DE PESQUISA DA MONOGRAFIA
Essa revisão de literatura foi realizada para melhor conhecimento dos objetivos
de pesquisa dessa monografia, com ênfase em trabalhos de boa qualidade metodológica
que avaliem as associações entre o MIS e mortalidade e QVRS em pacientes com DRC
em terapia renal de substituição, bem como avaliar diferenças dessas associações entre os
gêneros. Foram feitas pesquisas no PUBMED baseada na população de indivíduos
adultos (idade ≥ 18 anos) em HDM e as variáveis de predição, MIS, e de resultado,
mortalidade e QVRS.
Termos utilizados para a pesquisa de artigos de pacientes com doença renal
crônica em hemodiálise com o MIS sendo preditor de mortalidade.
(((((((((((((dialysis[Title/Abstract])
OR
hemodialysis[Title/Abstract])
OR
haemodialysis[Title/Abstract]) OR endstage renal disease[Title/Abstract]) OR "Chronic
Kidney Disease"[Title/Abstract]) OR "Chronic Kidney Failure"[Title/Abstract]) OR Endstage renal disease[Title/Abstract]) OR "maintenance hemodialysis"[Title/Abstract]) OR
"renal replacement therapy"[Title/Abstract]) OR ESRD[Title/Abstract]) OR chronic renal
insufficiency[Title/Abstract])
OR
"chronic
renal
((((Malnutrition-Inflammation
Score[Title/Abstract])
failure"[Title/Abstract])
OR
malnutrition
AND
inflammation
score[Title/Abstract]) OR "Malnutrition Inflammation Score"[Title/Abstract])) AND
((((((((((((quality of life[Title/Abstract]) OR health-related quality of life[Title/Abstract]) OR
HRQOL[Title/Abstract]) OR Kidney Disease Quality of Life ShortForm[Title/Abstract]) OR
KDQOL-SF[Title/Abstract]) OR physical component summary[Title/Abstract]) OR mental
component summary[Title/Abstract]) OR PCS[Title/Abstract]) OR MCS[Title/Abstract]))
OR
((((((((mortality[Title/Abstract])
OR
mortalities[Title/Abstract])
OR
survival[Title/Abstract]) OR death rates[Title/Abstract]) OR death[Title/Abstract]) OR death
rate[Title/Abstract]) OR death risk[Title/Abstract]))))
Foram identificados 58 estudos pela pesquisa no MEDLINE. Destes, foram
selecionados 10 estudos em conformação com os critérios pré-estabelecidos, a partir da
leitura do abstract. Foram excluídos estudos realizados com indivíduos em diálise
peritoneal e com doença renal crônica não dependentes de diálise. Após a leitura dos
trabalhos selecionados, foram identificados novos estudos que permitiram maior
aprofundamento do tema.
15
VII. 1. Escore de Desnutrição-Inflamação como preditor de Mortalidade em
pacientes em hemodiálise de manutenção
Considerando a elevada prevalência de DEP em pacientes com ESRD e sua
estreita associação com morbimortalidade, o diagnóstico nutricional merece atenção
especial nesse grupo de pacientes. Mas como não há ainda um método único capaz de
diagnosticar com fidedignidade a condição nutricional do paciente com DRC, tem se
recomendado o emprego de vários marcadores, os quais podem ser objetivos e/ou
subjetivos. Dentre os marcadores nutricionais subjetivos, os métodos compostos de
avaliação do estado nutricional têm ganhado destaque. Estes métodos se baseiam em uma
combinação de elementos subjetivos e objetivos do estado nutricional, os quais fornecem
um conjunto de informações sobre a condição e o grau de déficit nutricional. No contexto
da DRC, o MIS é um dos métodos compostos mais empregados tanto na prática clínica
quanto em estudos (8).
No trabalho original do MIS, Kalantah et. al revelaram que ele pode avaliar de
forma confiável o estado nutricional e inflamatório de pacientes em hemodiálise de
manutenção e pode identificar indivíduos com alto risco de eventos mórbidos ou fatais
graves. Nesse mesmo trabalho, o aumento da pontuação do MIS se associou com pior
condição nutricional e com maiores taxas de hospitalizações e mortalidade (16). Outros
estudos mostraram associações de valores mais altos desse escore (indicando maior
probabilidade de desnutrição) com maior mortalidade em pacientes em HDM, apontando
sua relevância clínica como marcador de inflamação e desnutrição (14, 25). Estudo
realizado com 378 pacientes comparando o valor preditivo de desfecho de diversos
marcadores da Síndrome do Complexo Desnutrição-Inflamação, mostram que o MIS é
um bom preditor de mortalidade e que parece ser uma ferramenta útil, de curto prazo para
estratificar o risco de pacientes em hemodiálise (23).
16
VII. 2. Escore de Desnutrição-Inflamação como preditor de Qualidade de vida
relacionada à saúde em pacientes em hemodiálise de manutenção
A desnutrição, além de ser um forte preditor de morbimortalidade, está associada
com a presença de comorbidades e redução do QVRS. Estudos mostram que o MIS,
comparado a outros instrumentos de avaliação do estado nutricional, como SGA,
albumina, creatinina e IMC, é o que melhor se correlaciona com a QV em pacientes em
HDM (32). Rambod et. al mostraram que os pacientes em hemodiálise com os mais altos
quartis de MIS tiveram os piores resultados em todas escalas e dimensões do questionário
KDQOL- SF-36 (14). Outros estudos também mostram que esse escore apresenta altas
correlações negativas com o QVRS, significando que um pior estado nutricional está
associado a uma pior QV nesses pacientes em hemodiálise (33, 34, 35, 36).
Esse foi um achado clinicamente relevante, pois a QV por si só é um importante
preditor de sobrevida nos pacientes em HDM. Estudos mostram que pontuações mais
baixas para os principais componentes de QVRS foram fortemente associadas com maior
risco de morte e hospitalização em pacientes em hemodiálise, independente de uma série
de fatores demográficos e comorbidades (27). Mapes et. al, inclusive, mostraram que as
medidas de QVRS, particularmente o Sumário do Componente Físico – PCS, apresentam
maior capacidade de identificar pacientes em risco de morte e hospitalização do que a
albumina sérica, marcador anteriormente considerado como chave nos pacientes em
hemodiálise (37).
VII. 3. A QUESTÃO DO GÊNERO
Estudos apontam para uma diferença entre o perfil de risco de mortalidade
relacionada à desnutrição entre homens e mulheres, mostrando que a desnutrição é
significativamente mais frequente no sexo feminino (20). Um trabalho (38) demonstrou
que todos os pacientes com ESRD, cursando com desnutrição classificada como grave
eram mulheres; o estudo de Lopes et. al (21) mostrou que os homens têm
significantemente menor chance de terem creatinina sérica menor ou igual a 7,5 mg/dl,
albumina sérica menor ou igual a 3,5 g/dl, e IMC menor ou igual a 22 kg/m2, ou seja,
menor chance de serem considerados caquéticos e consequente menor risco de
17
mortalidade. Além de que em homens, o valor de IMC acima de 25 kg/m² seria um fator
protetor relacionado a uma melhor sobrevida. Isso porque o aumento do IMC no sexo
masculino é devido ao aumento de massa muscular justificando o efeito de proteção. Já
no sexo feminino, o IMC elevado seria predominantemente em decorrência da elevada
taxa de massa de gordura, já bem estabelecida como preditora de piores prognósticos
(39). Estudos também sugerem diferenças importantes entre homens e mulheres em
termos de inflamação como um preditor de mau prognóstico.
A literatura também aponta diferenças na QVRS em homens e mulheres,
mostrando que as mulheres apresentam menores pontuações no componente físico dessa
escala e maior incômodo devido aos sintomas da insuficiência renal do que os homens,
independentemente da idade e da presença de comorbidades (30). Lopes et. al no estudo
DOPPS mostrou que as mulheres apresentam menores pontuações nos domínios de
capacidade física, dor corporal e vitalidade (30). Mas as razões para a má qualidade de
vida em mulheres não estão esclarecidas e parecem estar relacionadas com fatores
psicológicos e sociais, ao invés da doença em si. O papel social desenvolvido pela mulher
e a mudança deste papel como um resultado da doença, bem como a depressão, são fatores
que podem estar relacionados à má QVRS de mulheres em HDM (27).
VII. 4. CONCLUSÕES
As evidências encontradas nessa revisão apontam fortemente para a validade do
MIS como preditor de mortalidade e QVRS nos pacientes em hemodiálise de
manutenção. As evidências mostram diferenças no perfil de risco de mortalidade e QV
em homens e mulheres. Diante disso, a investigação das diferenças das associações do
MIS com mortalidade e QVRS em homens e mulheres pode fornecer informações
importante no que tange ao papel preditivo do MIS quanto ao sexo.
18
VIII. PACIENTES E MÉTODOS
VIII. 1. Desenho do estudo
Estudo de coorte prospectivo baseado no “Estudo Prospectivo do Prognóstico de
Pacientes em Hemodiálise de Manutenção” (PROHEMO).
VIII. 2. Amostra
Os pacientes que fizeram parte do estudo são tratados por hemodiálise, três vezes
por semana, em quatro clínicas participantes do PROHEMO, Clinirim, Nephron Barris,
Nephron Itapuã e INED, selecionadas de acordo com o consentimento demonstrado pelas
diretoras das clínicas. O PROHEMO é coordenado pelo Núcleo de Epidemiologia Clínica
e Medicina Baseada em Evidências do Hospital Universitário Professor Edgard Santos.
VIII. 3. Critérios de Inclusão / Exclusão
Foram incluídos no estudo pacientes com idade igual ou superior a 18 anos que
concordaram com a participação, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido.
Não fizeram parte do estudo pacientes em trânsito, ou seja, em tratamento temporário na
clínica e/ou menores de 18 anos de idade.
VIII. 4. Variáveis
Variável preditora: Indicador de estado nutricional representado pelo Escore de
Desnutrição-Inflamação.
Variável de resultado: Mortalidade e QVRS.
Variável tratada como potencial modificadora de efeito: Sexo.
Covariáveis: Sociodemográficas (idade, raça, classe econômica, estado civil,
moradia com familiares, nível educacional), meses em diálise, dose de diálise pelo Kt/V,
variáveis da avaliação laboratorial de rotina (hemoglobina, creatinina, fósforo, PTH) e
comorbidades (insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica, doença cerebrovascular,
diabetes mellitus).
VIII. 5. Estratégias para reduzir probabilidade de vieses de informação
Para redução da possibilidade de viés de informação os entrevistadores foram
devidamente treinados para a adequada coleta de dados. Medidas foram adotadas para
reduzir falta de dados (missing data) e perda de acompanhamento.
19
VIII. 6. Instrumentos para coleta de dados
Os dados sociodemográficos, laboratoriais, medicamentos, bem como dados de
comorbidades e etiologia da doença renal foram coletados utilizando o formulário médico
(denominado formulário geral) desenhado especificamente para o PROHEMO, sendo
este aplicado o mais breve possível da data de admissão do paciente no estudo. O
formulário
nutricional
é
composto
por
diversos
itens,
incluindo
variáveis
antropométricas, laboratoriais e dados de história e exame físico para determinação do
MIS.
O MIS apresenta quatro seções: história nutricional, exame físico, IMC e os
exames laboratoriais. A História nutricional é formada por: mudanças do peso seco nos
últimos seis meses, mudanças na ingestão alimentar, sintomas gastrointestinais (apetite,
diarreia, vômitos, náuseas, anorexia grave), capacidade funcional e comorbidades. A
seção de exame físico é constituída por dois componentes, perda de gordura subcutânea
e sinais de perda muscular. A perda de gordura subcutânea é avaliada em quatro áreas
do corpo: pálpebras inferiores, tríceps, bíceps, e tórax. Os sinais de perda de massa
muscular são obtidos através da análise de sete locais: região temporal, clavículas,
espaços intercostais, quadríceps, joelho e músculos interósseos. O IMC, uma relação
entre o peso seco (em quilogramas) e altura ao quadrado (em metros quadrados), foi
selecionado para representar a padronizada relação peso/altura, sendo classificado em
quatro níveis de 0 a 3, representando o IMC superior a 20, de 18 a 19,99, 16 a 17,99, e
menos do que 16kg/m2, respectivamente. A quarta seção do MIS inclui dois valores
laboratoriais: albumina sérica e capacidade de ligação ao ferro (TIBC), que são exames
que fazem parte da avaliação de rotina de pacientes em HDM (22). O MIS foi
determinado pelo uso do método mais recentemente proposto, que não inclui o número
de anos em que os pacientes estão em diálise. Os dados do Formulário Nutricional foram
colhidos em data mais próxima possível da data de coleta do Formulário Geral.
Questionário de Qualidade de Vida Relacionada à Saúde: A versão para a
língua portuguesa do KDQOL-SF foi utilizada para determinar escores de QVRS. O
instrumento combina 36 itens genéricos do Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form
Health Survey (SF-36), versão 1.0 com 43 itens mais específicos com foco em problemas
renais. Os itens são combinados para determinar 8 aspectos genéricos (Capacidade Física,
20
Limitação de Atividade por Problemas Físicos, Dor Corporal, Saúde Geral, Bem estar
emocional, Limitação de Atividades por Problemas Emocionais, Funcionamento Social
e Vitalidade) e 11 aspectos específicos de doença renal (Sintomas/Problemas, Efeitos da
Doença Renal, Carga Imposta pela Doença Renal, Situação em Relação ao Trabalho,
Função Cognitiva, Qualidade da Interação Social, Função Sexual, Sono, Suporte Social,
Encorajamento da Equipe de Diálise e Satisfação do Paciente). Os escores destas escalas
podem variar de 0 a 100. Os maiores escores significam melhor QVRS. Duas medidas
compostas foram determinadas utilizando os oito domínios do SF-36, o sumário do
componente físico (PCS), incluindo itens de saúde geral, capacidade física, dor corporal
e funcionamento social e o sumário do componente mental (MCS), incluindo itens de
vitalidade, funcionamento social, bem estar emocional e saúde mental.
VIII. 7. Operacionalização das Variáveis e Critérios Diagnósticos
Raça: A raça do paciente foi classificada pelo entrevistador como branca, mulata
e negra seguindo características fenotípicas propostas por Krieger (40) e Azevêdo (41) e
comumente usadas para classificar grupos raciais em estudos desenvolvidos na Bahia.
Escolaridade: Os pacientes foram classificados em analfabeto, primário
incompleto, primário completo, ginasial incompleto, ginasial completo, colegial
incompleto, colegial completo, superior incompleto, superior completo. Para
determinadas análises, as características foram agrupadas em ≤ fundamental e
>fundamental.
Classe Econômica: Para determinar a classe econômica (A, B, C, D, E) o critério
da Classificação Econômica Brasil foi usado. Esta classificação considera posse de bens
de consumo. Pacientes das classes D e E foram categorizados como pobre ou muito
pobres (42).
Escore de Desnutrição-Inflamação: Para determinar o escore de desnutrição e
inflamação, o formulário nutricional do PROHEMO contendo os 10 componentes do MIS
foi usado. O MIS é composto por 10 componentes, cada um com quatro níveis de
gravidade, de 0 (normal) a 3 (severamente anormal). A soma de todos os 10 componentes
varia de 0 (normal) a 30 (severamente desnutridos); sendo que uma pontuação mais
elevada reflete um grau mais grave de desnutrição e inflamação. O ponto de corte do
escore para desnutrição foi definido como 6 nesse estudo.
21
Comorbidades – Foi solicitado ao médico nefrologista responsável pelo
tratamento do paciente para indicar a presença ou ausência das seguintes comorbidades:
doença coronariana, doença cerebrovascular, doença vascular periférica, câncer,
trombose venosa profunda, insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica,
tromboembolismo pulmonar, asma, diabetes mellitus, depressão, infecção por vírus B e
C, hipertensão arterial, AIDS, hepatopatia crônica, pancreatite crônica e doença
imunológica.
Variáveis Laboratoriais. Os dados de exames laboratoriais fazem parte da rotina
de avaliação dos pacientes tratados cronicamente por hemodiálise. Foram usados os dados
mais próximos da entrada do paciente no estudo.
VIII. 8. Poder do estudo
O poder estatístico para a amostra fixa de 627 pacientes para diferença de
mortalidade foi de aproximadamente 96% para um erro tipo 1 de 5%, com um número de
263 expostos, relação não exposto/exposto de 1,2 e mortalidade de 25% no grupo não
exposto e mortalidade 60% maior no grupo exposto. Para QVRS, o poder estatístico foi
de aproximadamente 94% para erro tipo 1 de 5%. O número de pacientes no grupo
exposto foi 252, com relação não exposto/exposto de 1,2, além de escore de 45 pontos no
grupo não exposto (grupo com maior escore), desvio padrão de 10 pontos nos dois grupos
e diferença de 3 pontos entre os grupos. As estimativas foram feitas usando o seguinte
sintax no STATA versão 12.1 para Mac: sampsi .13 .6, alpha(.05) n1(300). Para as
análises específicas para homens e mulheres não foi alcançado um poder de 80%,
particularmente para as análises restritas ao sexo feminino que representam em torno de
40%.
VIII. 9. Análise estatística
As análises descritivas desta monografia foram realizadas no sentido de detectar
dados faltosos (missing values), inconsistência dos dados indicando possíveis erros e
verificar se a forma de distribuição é condizente com testes paramétricos.
Testes
convencionais como qui-quadrado e exato de Fisher foram usados para comparar
proporções. Teste t e Mann Whitney foram usados para testes de diferenças envolvendo
22
variáveis quantitativas. Modelos de regressão de Cox, específicos para homens e
mulheres, com diversos níveis de ajustes para potenciais confundidores, foram usados
para investigar associações entre MIS e mortalidade. O gráfico log-log foi utilizado para
testar a premissa de proporcionalidade da hazard ratio. Modelos para níveis crescentes
de ajustes incluíram variáveis sociodemográficas (idade, raça, classe econômica, estado
civil, moradia com familiares, nível educacional), meses em diálise, dose de diálise,
variáveis da avaliação laboratorial de rotina (hemoglobina, creatinina, fósforo, PTH) e
comorbidades. Modelos de regressão linear, específicos para homens e mulheres, com
diversos níveis de ajustes para potenciais confundidores, foram usados para investigar
associações entre MIS e QVRS. Modelo incluindo coeficiente de interação sexo*MIS
com ponto de corte 6 foi usado para testar possível efeito modificador do sexo nas
associações do MIS com mortalidade e QVRS. As análises estatísticas foram feitas no
centro coordenador do PROHEMO localizado no Núcleo de Epidemiologia Clínica e
Medicina Baseada em Evidências do Hospital Universitário Professor Edgard Santos
utilizando o software IBM SPSS versão 21 para Mac (IBM SPSS Statistics, Version 21.0.
Armonk, NY: IBM Corp) e a versão 12 do software STATA para Mac (StataCorp. 2011.
The STATA Statistical Software: Release 12. College Station, TX: StataCorp LP).
Diferenças com valores de P (probabilidade de erro tipo I) inferiores a 5% (P<0,05)
obtidos em testes bicaudais foram descritas como estatisticamente significantes.
VIII. 10. Aspectos éticos
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário Professor
Edgard Santos (Número do parecer 1.104.632). Em cada unidade de diálise um censo foi
realizado com os dados de identificação de todos os pacientes e cada um recebeu um
número de registro. Os pacientes com idade ≥18 anos foram informados sobre o estudo e
convidados a participar. Os pacientes receberam material impresso (Anexo 1) informando
sobre o objetivo da pesquisa e que os dados de identificação não entravam no banco de
dados, sendo mantidos em sigilo e resguardados para fins de publicação em revistas
cientificas.
23
IX.
RESULTADOS
A Tabela 1 mostra as características sociodemográficas, clínicas e laboratoriais da
amostra total e de acordo com o MIS dos 627 pacientes analisados. Entre os participantes
do estudo, há 59,2% pacientes do sexo masculino e predomínio de não brancos, com
63,7% mulatos e 28,6% negros. A média de idade da população total foi 48,4±14,2 anos.
Os pacientes com MIS ≥6 eram mais velhos (p=0,01) e menos frequentemente tinham
cateter como acesso vascular (12,3%). Não houve diferença de nível educacional, estado
civil e classe econômica entre os pacientes com MIS < 6 e ≥ 6.
Em relação à análise laboratorial, os indivíduos com MIS ≥6 apresentaram em
relação àqueles com pontuação no MIS inferior a 6, menores níveis médios de
hemoglobina, 9,8 vs 10,4g/dL, albumina, 3,8 vs 4,0g/dL, e creatinina, 10,0 vs 11,0mg/dL
(p<0,001).
Em relação às medidas antropométricas, os pacientes com MIS ≥ 6
apresentaram menor IMC, 22,3 vs 23,7kg/m² (p<0,001). A proporção de portadores de
Diabetes e Insuficiência Cardíaca foi maior no grupo com pior estado nutricional.
Diabetes foi a comorbidade mais prevalente na população analisada (18,6%), seguida de
Insuficiência Cardíaca (11,5%), Doença Coronariana (9,6%), Doença cerebrovascular
(4,9%), Doença Vascular Periférica (3,4%) e Neoplasias malignas (2,1%).
As médias e diferenças de médias dos escores do Sumário do Componente Mental
(MCS) da QVRS de acordo com o MIS em homens e mulheres foram demonstrados na
Tabela 2. Tanto os pacientes do sexo feminino (diferença 2,4; p=0,199), quanto do sexo
masculino (diferença 1,07; p=0,11), bem como a população total (diferença 1,9; p=0,14)
com MIS ≥ 6 tenderam a apresentar menores pontuações no MCS, mas não houve
significância estatística na análise sem ajuste e com ajuste para idade, raça, nível
educacional, moradia com família, meses em diálise, Ktv, acesso vascular, níveis séricos
de hemoglobina e creatinina, uso de eritropoietina, diabetes, insuficiência cardíaca,
doença cerebrovascular e doença vascular periférica.
24
Tabela 1.
Características dos pacientes no grupo total e de acordo com o escore de
desnutrição-inflamação (N=627).
Escore de Desnutrição-Inflamação
≥6
<6
N=263
N=364
N
Total
N=627
Idade, média ± DP
627
48,4±14,2
50,1±15,4
47,2±13,1
0,011
Homens, N (%)
627
371 (59,2)
138 (52,5)
233 (64)
0,004
Raça, N (%)
626
Características
Valor de
P
0,843
Branca
48
48 (7,7)
22 (8,4)
26 (7,1)
Mulata
399
399 (63,7)
166 (63,4)
233 (64)
Negra
179
179 (28,6)
74 (28,2)
105 (28,8)
Acesso por cateter, N (%)
627
77 (12,3)
44 (16,7)
33 (9,1)
0,004
Nível Educacional <2o grau, N (%)
627
238 (38,0)
107 (40,7)
131 (36,0)
0,232
Casado, N (%)
627
260 (41,5)
110 (41,8)
150 (41,2)
0,877
Pobre ou Muito Pobre, N (%)
627
368 (58,7)
158 (60,1)
210 (57,7)
0,550
Hemoglobina, média±DP
627
10,1±1,7
9,8±1,8
10,4±1,6
<0,001
Cálcio, média±DP
624
9,2±0,9
9,2±0,9
9,2±0,8
0,983
Fósforo, média±DP
627
5,2±1,7
5,1±1,6
5,3±1,8
0,251
PTH, mediana (IIQ)
613
228,4 (381,8)
200 (357,1)
237,2(382,6)
0,054
Albumina, média±DP
622
3,9±0,5
3,8±0,5
4,0±0,5
<0,001
Creatinina, média±DP
626
10,6±3,3
10,0±3,0
11,0±3,4
<0,001
IMC, média±DP
627
22,7±3,8
22,3±3,4
23,7±3,7
<0,001
Kt/V, média±DP
622
1,46±0,2
1,47±0,2
1,45±0,2
0,218
Meses em diálise, mediana (IIQ)
613
34,6 (63,5)
38,3 (73,9)
32,8 (56,3)
0,387
Diabetes, N (%)
619
115 (18,6)
64 (24,8)
51 (14,1)
0,001
Insuficiência Cardíaca, N (%)
615
71 (11,5)
47 (18,4)
24 (6,7)
<0,001
Doença Coronariana, N (%)
617
59 (9,6)
29 (11,3)
30 (8,3)
0,219
Doença Vascular Periférica, N (%)
613
21 (3,4)
10 (3,9)
11 (3,1)
0,569
Doença Cerebrovascular, N (%)
617
30 (4,9)
16 (6,2)
14 (3,9)
0,183
Neoplasia Maligna, N (%)
611
13 (2,1)
6 (2,4)
7 (2,0)
0,744
Teste Mann Whitney U foi usado para comparar PTH e meses em diálise.
Teste exato de Fisher quando os dados não foram consistentes com as premissas do qui-quadrado.
N = Número de pacientes com dados disponíveis para as análises referentes a cada variável.
IIQ = Largura do Intervalo Interquartil (quartil 75 – quartil 25).
25
Tabela 2. Médias de escores e diferenças de escores do Sumário do Componente Mental
(MCS) de Qualidade de Vida Relacionada à saúde de acordo com o Escore de
Desnutrição – Inflamação.
Média±DP
Diferenças de média (IC 95%)
MIS < 6
MIS≥6
Não Ajustado
Ajustado
Valor de P
Geral
49,1±11,8
46,6±12,4
-2,4 (-4,4; -0,5)
-1,9 (-3,9; 0,1)
0,14
Homens
Geral
50,2±10,8
48,3±11,9
-1,9 (-4,4; 0,4)
-1,07 (-3,7; 1,6)
0,111
Mulheres
47,1±13,3
44,9±12,8
-2,1 (-5,4; 1,1)
-2,4 (-5,8; 0,9)
0,199
Ajuste para idade, raça, nível educacional, moradia com família, meses em diálise, Ktv, acesso vascular,
níveis séricos de hemoglobina e creatinina, uso de eritropoietina, diabetes, insuficiência cardíaca, doença
cerebrovascular e doença vascular periférica. P de interação sexo*MIS ponto de corte 6 para MCS=0.927.
Como evidenciado na Tabela 3, os pacientes com MIS < 6 apresentaram melhores
pontuações no Sumário do Componente Físico (PCS) da QVRS. Essa associação foi
evidenciada mesmo após o ajuste para idade, raça, nível educacional, moradia com
família, meses em diálise, Ktv, acesso vascular, níveis séricos de hemoglobina e
creatinina, uso de eritropoietina, diabetes, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular
e doença vascular periférica e esteve presente tanto na população total (diferença de
média 3,2; p<0,001), quanto nos sexos feminino (diferença de média 3,2 pontos; p=0,02)
e masculino (diferença de média 3,3; p<0,001).
Tabela 3. Médias de escores e diferenças de escores do componente físico (PCS) de
qualidade de vida relacionada à saúde de acordo com o Escore de Desnutrição –
Inflamação.
Média±DP
Diferenças de média
MIS < 6
MIS≥6
Não Ajustado
Ajustado
Valor de P
Geral
42,3±9,4
37,7±10,2
-4,5 (-6,1; -2,9)
-3,2 (-4,8 - -1,5)
<0,001
Homens
43,1±9,4
38,5±10,0
-4,5(-6,6; -1,4)
-3,3 (-5,6 - -1,0)
Mulheres
40,8±9,3
36,9±10,4
-3,9 (-6,3; -1,4)
-3,2 (-5,7; -0,8)
<0,001
0,02
Ajuste para idade, raça, nível educacional, moradia com família, meses em diálise, Ktv, acesso vascular,
níveis séricos de hemoglobina e creatinina, uso de eritropoietina, diabetes, insuficiência cardíaca, doença
cerebrovascular e doença vascular periférica. P de interação sexo*MIS com ponto de corte 6 para PCS =
0,882.
26
A mortalidade nos pacientes com MIS ≥6 foi maior tanto na amostra geral, quanto
em homens e mulheres. Foram 13,2 casos de mortalidade/100 pessoas.ano em pacientes
com MIS≥6, em comparação com 7,4 casos/100 pessoas.ano nos pacientes com MIS < 6,
15,7 vs 7,9 casos/100 pessoas.ano nos homens e 10,7 vs 6,5 casos/100 pessoas.ano nas
mulheres (Tabela 4).
Regressão de Cox sem ajustes e com ajustes para variáveis potencialmente
confundidoras foi utilizada para investigar associações entre o Escore de desnutrição –
Inflamação e mortalidade (Tabela 4). Na análise ajustada, o Hazard ratio (HR) foi de
1,51 (IC 95% 1,1 – 2,0) na amostra total, sugerindo que pacientes com MIS igual ou
superior a 6 apresentam um risco de morte 51% maior do que pacientes com pontuação
inferior a 6. Para o sexo masculino, o risco foi ainda maior, apresentando um Hazard
ratio de 1,68 (IC 95% 1,1 – 2,4), enquanto no sexo feminino, o risco de morte em
pacientes com MIS≥6 foi 36% maior do que os pacientes com MIS inferior a 6 (IC 95%
0,8 – 2,2).
Tabela 4. Hazard Ratio Não Ajustada e Ajustada para idade usando a Regressão de Cox para
o Risco de Morte do Escore de Desnutrição Inflamação (N=627)
Mortalidade
(casos/100 pessoas.ano)
Hazard ratio (IC 95%)
MIS < 6
MIS ≥ 6
Não Ajustado
Ajustado*
Geral
7,4
13,2
1,81 (1,3 – 2,4)
1,51 (1,1 – 2,0)
Homens
7,9
15,7
2,03 (1,4 – 2,8)
1,68 (1,1 – 2,4)
Mulheres
6,5
10,7
1,69 (1,0 – 2,7)
1,36 (0,8 – 2,2)
*Ajuste para idade, raça, nível educacional, moradia com família, meses em diálise, Ktv, acesso vascular,
níveis séricos de hemoglobina e creatinina, uso de eritropoietina, diabetes, insuficiência cardíaca, doença
cerebrovascular e doença vascular periférica.
IC 95% = Intervalo de confiança de 95%.
P de interação sexo*MIS com ponto de corte 6 para mortalidade = 0,829.
O coeficiente de interação sexo*MIS com ponto de corte 6 foi usado para testar
possível efeito entre sexo e MIS na associação entre MIS e mortalidade, e entre MIS e os
componentes PCS e MCS. Os coeficientes de interação sexo*MIS≥6 foram 0,937 (IC
95% 0,5 - 1,7; p= 0,829) para mortalidade, -0,242 (IC 95% -3,4; 2,9 – p=0,882) para o
PCS e -0,187 (IC 95% -4,2; 3,8 – p=0,927) para o MCS, mostrando que as associações
de MIS com mortalidade, PCS e MCS não são modificadas pelos efeitos da variável sexo.
27
X.
DISCUSSÃO
Os resultados da presente monografia usando dados do PROHEMO chamam
atenção para associação do comprometimento do estado nutricional com mortalidade e
QVRS em pacientes adultos em HDM na cidade de Salvador. Os dados sugerem que a
presença de uma pontuação no Escore de Desnutrição-Inflamação, igual ou superior a 6,
indicando pior estado nutricional, é um fator que contribui para aumentar a mortalidade
e reduzir a QVRS em pacientes em HDM. No PROHEMO, o MIS tem sido utilizado por
ser um instrumento que propicia uma avaliação detalhada do estado nutricional e de
inflamação, sendo que escores mais altos são indicativos de pior estado nutricional e
maior grau de inflamação (14).
Estudos prévios têm chamado atenção para a tendência de comprometimento do
estado nutricional nos pacientes em HDM e sua associação significativa com maior
mortalidade e redução na QVRS (14, 16). Entre os indicadores nutricionais, o MIS tem
sido o indicador que apresenta a associação mais forte e significativa com mortalidade
(23, 25). No presente estudo, os pacientes com uma pontuação igual ou superior a 6
apresentaram um risco de morte 51% maior do que pacientes com pontuação inferior a 6.
O achado de aumento da mortalidade em pontuações mais altas do MIS tem sido
encontrado em outros trabalhos desenvolvidos fora do Brasil (14, 25, 36). Vogt et. al
mostraram que o aumento de 1 unidade aumenta em 15% o risco de mortalidade (25).
Dados de outro estudo sugerem que pacientes em HDM com uma pontuação no MIS
maior do que 4-5 tem um risco significativo de mortalidade em 1 ano. Esse trabalho de
Ho et. al, que incluiu 257 pacientes em HDM acompanhados por até 12 meses para
eventos de mortalidade, merece atenção por mostrar que a chance de morte dos pacientes
com valores de pontuação acima de 5 era de 80% e acima de 8 de 100% (36). Já Rambod
et. al mostraram em seu estudo que cada incremento de 2 unidades no MIS está associado
com um risco 2 vezes maior de morte e que o risco de mortalidade aumenta
substancialmente em pacientes com MIS maior do que 4-5 (14).
Nesse estudo, uma pontuação de 6 foi adotada como ponto de corte. Não há
consenso, entretanto, na literatura para o valor de ponto de corte ideal para identificar os
pacientes de alto risco para desfechos ruins. Ho et. al mostraram que um valor de MIS
entre 4 e 5 é um bom ponto de corte para identificar os pacientes com alto risco de
28
mortalidade em um ano (36). Um trabalho, entretanto, desenvolvido com 100 pacientes
acompanhados por 12 meses para avaliar mortalidade como desfecho primário, sugeriu
que 6,5 é o ponto de corte ideal no MIS para predizer mortalidade (43).
Entre os indicadores nutricionais, o MIS também é o indicador que apresenta
melhor correlação com os componentes de QVRS (32). Estudos anteriores mostraram
uma menor QVRS, tanto mentalmente, quanto fisicamente, em pacientes com desnutrição
grave em comparação com aqueles com ligeira a moderada desnutrição (35). Resultados
de um estudo prévio mostraram que pacientes em HDM com níveis mais elevados de MIS
apresentavam menores escores na maioria dos aspectos e dimensões de QVRS, porém a
avaliação foi restrita às questões genéricas do SF-36 (14). Esse achado é importante
porque estudos têm mostrado que menores pontuações apresentam associações
significativas com maior mortalidade, sendo a QVRS por si só um preditor de sobrevida
na população de pacientes com ESRD. Em um estudo com 1.000 pacientes em 3 centros
de diálise nos Estados Unidos, as pontuações mais baixas no Sumário do Componente
Físico (PCS) foram associadas com maior risco de morte e hospitalização em 2 anos (44).
Os resultados também mostram que os pacientes com escores mais altos no MIS,
ambos os gêneros tenderam a apresentar menores pontuações no Sumário do Componente
Mental (MCS), porém sem significância estatística. Rambod et al., no entanto, revelaram
em seu estudo em 2009 que o MIS foi associado com aspectos mentais e psicológicos da
qualidade de vida, havendo uma diferença de 9 pontos no escore MCS comparando os
pacientes com MIS≤2 e os pacientes que apresentaram MIS≥8 (14). Bilgic et. al também
mostraram que o aumento do MIS está correlacionado com baixas pontuações no escore
MCS (33).
Na análise da associação do MIS com o PCS, os resultados do presente estudo
mostraram que os pacientes com MIS < 6 apresentaram melhores pontuações, tanto no
sexo feminino, quanto no sexo masculino. Observou-se um redução de 3,2 pontos na
média do PCS dos pacientes com MIS igual ou superior a 6. O achado de escores mais
baixos de QVRS em pacientes com baixas pontuações no MIS observado no PROHEMO
é consistente com o que tem sido observado em outros trabalhos desenvolvidos fora do
Brasil. (14, 33, 34). Os resultados de Rambod et. al mostraram uma diferença superior a
29
10 pontos no escore PCS entre os pacientes com MIS≤2 e os pacientes que apresentavam
MIS≥8 (14).
Os resultados do presente estudo sugerem que a maior proporção de pacientes
com MIS≥6 com diabetes, e com níveis reduzidos de hemoglobina, contribuem, pelo
menos parcialmente, pelos menores escores de QVRS nesses pacientes em HDM. Dados
de estudos prévios mostram que a presença de comorbidades, principalmente diabetes, é
fator chave para deterioração da qualidade de vida em pacientes dialíticos (45).
Valderrábano et. al mostraram que a anemia é uma das condições com maior impacto
negativo, uma vez que quando tratados com eritropoietina para redução da anemia, esses
pacientes apresentavam melhora nas três dimensões da qualidade de vida, com aumento
da capacidade funcional, nível de energia e atividade, melhora do sono, mobilidade,
apetite, relações sociais e da percepção geral do estado de saúde (27). Nesse estudo, os
resultados foram ajustados tanto para diabetes quanto para concentração de hemoglobina
sérica, mostrando uma redução após o ajuste nas diferenças de pontuações nos
componentes PCS e MCS.
Nesse estudo, os pacientes com MIS igual ou superior a 6 apresentaram menor
IMC. O menor IMC, apesar de uma redução pequena, nesse grupo, pode ter contribuído,
pelo menos parcialmente, com a maior mortalidade nos pacientes com MIS igual ou
superior a 6. Esse é o chamado paradoxo da sobrevida, ou fenômeno da epidemiologia
reversa, em que fatores, como o menor IMC, marcador associado ao aumento da
sobrevida na população em geral, tornam-se fatores de risco paradoxalmente fortes para
o aumento da mortalidade em pacientes em HDM (36).
A literatura aponta uma diferença entre o perfil de risco de mortalidade
relacionada à desnutrição entre homens e mulheres, mostrando que a desnutrição é
significativamente mais frequente no sexo feminino (20). O estudo de Lopes et. al (21)
mostrou que os homens têm significantemente menor chance de terem albumina sérica
menor ou igual a 3,5 g/dl, e IMC menor ou igual a 22 kg/m2, ou seja, menor chance de
serem considerados caquéticos e consequente menor risco de mortalidade. Nesse estudo,
entretanto, 52,5% dos pacientes com MIS igual ou superior a 6 eram homens e o risco de
morte no sexo masculino foi 68% maior nos pacientes com pontuações mais altas,
enquanto no sexo feminino o risco de morte foi apenas 38% maior nesse mesmo subgrupo
30
de pacientes. Apesar do risco de morte aumentado para MIS≥6 no sexo masculino, a
associação com mortalidade não foi modificada pela variável sexo.
Encontra-se também na literatura uma diferença na QVRS em homens e mulheres
em HDM. O achado de escores mais baixos em mulheres do que em homens sido
observado em diversos trabalhos, inclusive em um estudo prévio do PROHEMO (46). No
entanto, as verdadeiras razões para menores escores de QVRS em mulheres do que em
homens ainda não estão devidamente esclarecidas. Entre os possíveis determinantes
devem ser considerados os fatores psicológicos, sociais, depressão e o menor suporte
social recebido pelas mulheres do que homens (27). Diante dessa diferença observada em
homens e mulheres, esse estudo teve também como objetivo avaliar as diferenças das
associações do MIS com QVRS em homens e mulheres, buscando informações no que
tange ao papel preditivo do MIS no sexo masculino e feminino. No entanto, os resultados
mostraram que não houve modificação de efeito na associação entre MIS e os escores
PCS e MCS pela variável sexo. Esse é o primeiro estudo a avaliar o efeito da variável
sexo nas associações entre MIS com mortalidade, PCS e MCS em pacientes em HDM.
Entre as limitações do estudo, a não análise laboratorial de marcadores diretos de
inflamação como IL-6 e PCR, que poderiam ser variáveis ajustadas na análise das
associações de MIS com mortalidade, PCS e MCS. Esses marcadores séricos são padrão
ouro para o diagnóstico de inflamação e permitiriam melhor identificação do complexo
inflamação-desnutrição nesses pacientes. Além disso, a ausência de um ponto de corte
padrão universalmente aceito para o MIS, definido nesse estudo como 6, pode limitar a
sua capacidade em graduar a DEP nesses pacientes. Como o estudo é observacional não
é possível concluir se a associação entre MIS e mortalidade é causal. Os resultados
apoiam o desenvolvimento de ensaio clínico para investigar se intervenções nutricionais
em pacientes com menores valores de MIS são efetivas para melhorar a sobrevida dos
pacientes em HDM.
31
XI.
CONCLUSÕES
O estudo sugere que:
1. A determinação do MIS em pacientes em hemodiálise de manutenção ajuda a
identificar aqueles com pior QVRS.
2. A determinação do MIS em pacientes em HDM ajuda a identificar os pacientes com
menor probabilidade de sobrevida no curso do tratamento, apontando a utilidade
desse indicador nutricional para a prática clínica.
3. Não há modificação de efeito pela variável sexo na associação entre MIS e
mortalidade, e entre MIS e os Sumários do componente físico e do componente
mental do questionário de QVRS.
32
XII. SUMMARY
ASSOCIATIONS OF MALNUTRITION-INFLAMMATION SCORE WITH
MORTALITY AND QUALITY OF LIFE RELATED TO HEALTH IN MEN AND
WOMEN IN MAINTENANCE HEMODIALYSIS: STUDY PROHEMO.
Inflammation and protein-energy depletion have high prevalence rate and strong
association with mortality and poor quality of life in patients with chronic kidney disease
(CKD) undergoing maintenance hemodialysis (HDM). Objective: This study was
developed to investigate associations of the state of inflammation and protein-energy
depletion, determined by the Malnutrition-Inflammation Score (MIS), with mortality and
quality of life, and if the results are similar in men and women. Methods: Prospective
cohort study, "Prospective Study of the Prognosis of Patients on Maintenance
Hemodialysis" (PROHEMO) developing in dialysis clinics in Salvador, including 627
patients. Predictor variable: MIS (range 0-30; higher MIS indicates worse nutritional
status) comparing ≥6 to <6; Outcome: mortality and health-related quality of life
(HRQoL); Variable evaluated as modifying effect: Sex; Covariates:
Sociodemographic, months on dialysis, hemodialysis dose, laboratory variables and
comorbidities. Results: Patients with MIS≥6 were older and had lower levels of
hemoglobin, creatinine and albumin, and lower body mass index. Patients with lower
scores in MIS showed better scores in the summary of the physical component of
HRQOL. Cox regression with adjustment for potential confounders showed that mortality
was higher in patients with MIS ≥ 6 (HR = 1.51; 95% CI 1.1 to 2.0). There was no effect
of change in associations by gender variable. Conclusions: The study suggests that the
determination of the MIS may be used to identify those patients with poor nutritional
status and poor quality of life, with a consequent lower probability of survival in the
course of treatment.
Key words: 1. Malnutrition Inflammation Score. 2. Hemodialysis. 3. Chronic Kidney
Disease. 4. Mortality. 5. Quality of life.
33
XIII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BM, Port FK, James SA, Lopes AA. Depression as a potential explanation for
gender differences in health-related quality of life among patients on maintenance
hemodialysis. Nephron Clin Pract. 2010; 115:35-40.
38
XIV. ANEXOS
39
Anexo I – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
40
41
Anexo II – Formulário Geral
ESTUDO PROHEMO – Fase II (2ª. Etapa)
Dados de Identificação, Sociodemográficos, Clínicos e Laboratoriais Iniciais
V 1. Registro no Censo (regcenso) __ __ __ __ __ __ __ Se participou na fase 1
deve manter o mesmo registro
É importante informar o regcenso com bastante clareza; se muda de clínica deve
manter o mesmo registro
V 2. Este paciente participou da Fase 1 (partfase1): 1[ ]sim 2 [ ]não
Mesmo que tenha participado da fase I deve preencher todos os dados
V 3.Clínica/Serviço da Diálise atual (clindial_f2): 1[ ]INED 2 [ ]N Barris 3[ ]
CLINIRIM 4[ ] N Itapuã
V 4. Este paciente estava em hemodiálise em outra clínica (outraclinica_f2_2)
1 [ ] sim 2 [ ] não
V 5. Se estava em outra clinica participante do estudo, informe qual (clindial_f2_2):
1[ ]INED 2 [ ]N Barris 3[ ] CLINIRIM 4[ ] N Itapuã 888 [ ] não se aplica
V 6.Ordem (ordem_form_geral_f2_2):_________ (informado por quem entra com o
dado no banco)
V 7.Data do preenchimento deste questionário (datpreen_f2_2): ____/____/____
V 8.Data da assinatura do consentimento livre e esclarecido (datconsent_f2_2):
____/____/____
V 9. Este formulário foi preenchido por (preforID_f2_2): ______________
V 10. Este formulário foi conferido por (conferID_f2_2): ______________
V 11. Sexo: 1[ ]feminino
2[ ]masculino (sexo_f2_2)
V 12. Data de nascimento (datanas_f2_2): ____/____/____
V 13. Idade do paciente em anos quando do preenchimento deste questionário
(idade_f2_2): ____,___ anos)
V 14.Raça(raça_f2_2): 1 [ ] branca 2[ ] mulata clara 3[ ]mulata média 4[ ]mulata
escura 5[ ]negra 6[ ]amarela 7[ ] índio
[Obs: de acordo com o critério do pesquisador]
A raça para esta pergunta é de acordo com a observação do investigador. Não deve ser
influenciada pela raça referida pelo paciente.
42
V 15.Estado civil (estadoci_f2_2): 1[ ] solteiro 2[ ]casado 3[ ] desquitado/divorciado
4[
]viúvo 5[
]vive com companheiro(a)
V 16.Data (dia/mês/ano) da primeira hemodiálise nesta clínica (dadia1un_f2_2):
____/____/____
V 17.Data (dia/mês/ano) da 1ª diálise de manutenção (peritoneal ou hemodiálise), ou
seja, a 1ª diálise após o paciente ser informado que tinha chegado a fase da doença
que iria precisar de diálise para o resto da vida, ou seja estágio final da doença renal
(EFDR) (datdia1_f2_2) ____/____/____
V 18.O tempo deste paciente em diálise de manutenção é igual ou superior a 3 meses
(prevalente)? (temp3m_f2_2):
1 [ ]sim (em diálise de manutenção por tempo igual ou superior a 3 meses, prevalente)
2 [ ]não( tem menos de 3 meses, incidente)
Para a necessidade de possíveis checagens coloque aqui as Iniciais do nome do
paciente_____________ (Este dado não entra no banco de dados)
Observação:______________________________________________________
V 19. Quanto tempo (dias, meses ou anos) antes da primeira diálise de manutenção
o paciente foi ao nefrologista (coloque tempo o mais aproximado possível em dias,
meses ou anos e depois transforme em meses)?
O dado pode ser informado pelo paciente em dias, meses ou anos. Coloque na
margem esquerda deste questionário como recebeu a informação (se foi em dias,
meses ou anos). No entanto anotar abaixo e entrar com o dado no computador em
meses(s). No PROHEMO 1 o tempo entrou no computador em anos. Se a informação
foi em dias divida por 30 e se for informado em ano divida por 12 e entre com o
resultado abaixo. _____
V 20. Confirme abaixo de acordo com a resposta anterior quanto tempo antes de
iniciar a primeira
diálise de manutenção o___________
paciente foimeses(s)
visto por um nefrologista?
(tempoemmesesviuNEFaHD_f2_2):
1[ ] menos de um mês; 2[ ] entre um mês e três meses; 3[ ] entre quatro meses e seis
meses 4[ ] entre sete meses e um ano; 5[ ] mais de um ano antes
V 21.Turno da diálise(turno_f2_2) 1[ ]matutino 2 [ ]vespertino 3[ ] noturno
V 22.Cidade onde residia quando soube que necessitava de diálise para sempre
(residiasempre_f2_2):
1[ ]Salvador 2 [ ]Outra Cidade da Bahia 3 [ ] Em outros estado 4 [ ] Em outro país
V 23. Se opção em cidade onde residia quando soube que necessitava de diálise não
for Salvador, informe a cidade (residiaoutra_f2_2):____888 [ ] não se aplica
V 24. Onde reside atualmente (resideatual_f2_2): 1 [ ]Salvador 2 [ ]Outra Cidade
43
V 25. Tempo em minutos em deslocamento da residência para a clínica de diálise:
______ minutos (tempodesloc_f2_2)
Observação: Entrar com o tempo em minutos. Se for informado em horas multiplicar por
60.
V 26. O Sr.(a) já foi transplantado renal? (transplante_f2_2) 1[ ] sim 2[ ] não
V 27. O Sr vinha fazendo uso de eritropoetina antes de iniciar a diálise?
(eritroantes_f2_2): 1 sim [ ] 2 não [ ]
V 28. Se eritropoetina antes, por quantos meses antes de iniciar diálise começou a
utilizar?
(meseseritroantes_f2_2) __________ mês ou meses 888[ ]não se aplica
V 29. O Sr vinha fazendo uso de ferro antes de iniciar a diálise?
(ferro_antes_dialise_f2_2): 1[ ]sim 2[ ]não
V 30. Se sim para uso de ferro, era endovenoso ou oral?
(ferro_antes_dia_EV_oral_f2_2) 1[ ]endovenoso 2[ ]oral 888[ ]não se aplica
V 31. Se sim para uso de ferro, usou por quantos
(mesesferroantes_f2_2) __________ mês ou meses 888[ ]não se aplica
meses?
PLANO DE SAÚDE
V 32. Plano de saúde 1 ano antes de iniciar diálise cronicamente (plansa1a_f2_2):
1. [ ]sim 2. [ ]não 8. [ ]sem informação
V 33. Plano de saúde no inicio da diálise crônica (plansain_f2_2):
1. [ ]sim 2. [ ]não
V 34. Plano de saúde durante a diálise crônica (plansadu_f2_2):
1. [
]sim 2. [
]não
V 35. A cobertura do tratamento dialítico é feita por (planHD_f2_2):
1.[ ]SUS 2.[ ] Plano Privado Saúde
CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA/ABIPEME
Posse de Items (colocar a quantidade referente a cada item em N)
N
V 36. Televisores em cores (tvcor_f2_2):
V 37. Aspirador de pó
(aspirapo_f2_2)
V 38. Radio
(radio_f2_2)
V 39. Máquina de lavar
(maquilav_f2_2)
N
44
V 40. Banheiro
(banheiro_f2_2)
V 41.Videocassete
DVD
e/ou (vcdvd_f2_2)
V 42. Automóvel
(automov_f2_2)
V 43. Geladeira
(geladei_f2_2)
V44.Empregada mensalista
(emprega_f2_2)
V 45. Freezer*
(freezer_f2_2)
V 46.Tanquinho**
(tanquin_f2_2)
* O freezer referido nesta classificação deve ser visto como um aparelho independente
da geladeira, não devendo ser confundido como um acessório da geladeira.
** O tanquinho é elétrico (deixar claro para o paciente que liga na tomada), contudo,
diferente da máquina de lavar não enxagua e não seca a roupa.
V 47.O(A) senhor(a) é chefe da sua família no sentido de quem banca as despesas?
(chefe_f2_2): 1[ ]sim 2[ ]não
V 48.Grau de Instrução do Paciente (graipaci_f2_2):
1[ ] Analfabeto
4[ ]Ginasial incompleto
7[ ] Colegial completo
2[ ]Primário incompleto
5[ ] Ginasial completo
8[ ]Superior incompleto
3[ ] Primário completo
6[ ]Colegial incompleto
10[ ] Superior completo
V 49.Grau de Instrução do Chefe da Família quando não for o (a) paciente
(graichef_f2_2):
1[ ] Analfabeto
4[ ] Ginasial incompleto
7[ ] Colegial completo(1º-3º científico)
2[ ] Primário incompleto
5[ ] Ginasial completo (5ª-8ª série)
8[ ] Superior incompleto
3[ ] Primário completo( 1ª -4ª série)
6[ ] Colegial incompleto
10[ ] Superior completo (Universitário)
888 [
] Não se aplica se o paciente for o chefe da família
INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR SOBRE MORADIA E EMPREGO
V 50.Condições de moradia atualmente (condmora_f2_2): 1[ ]sem teto
2[ ]mora sozinho 3[ ]mora com cuidador(a)
4[ ]mora com familiares
5[ ]mora em casa de apoio da prefeitura
6[ ] more com amigos ou conhecidos
V 51. Tinha trabalho remunerado como empregado ou autônomo antes de iniciar
terapia renal substitutiva? (trabante_f2_2): 1[ ] sim 2[ ] não
V 52. Está trabalhando atualmente? (trabatua_f2_2): 1[
] sim 2[ ] não
V 53. Caso sim na resposta anterior, este trabalho é Remunerado como Empregado
ou Autônomo? (trabremu_f2_2): 1[
] sim 2[
] não 888[
] não se aplica
45
V 54. No caso de estar desempregado, está procurando emprego? (procempr_f2_2)
1[ ] sim 2[ ] não 888 [ ] não se aplica pois está trabalhando
V 55. É aposentado? (aposenta_f2_2) 0 [ ] não 1[
] aposentado por tempo de
serviço 2 [ ] aposentado por invalidez 3 [ ] Encostado*
*O termo “encostado” é um termo geralmente utilizado pelos pacientes significando que
está em processo de aposentadoria fazendo perícias frequentes (auxilio doença também
pode se equivaler)
DADOS CLÍNICOS
V 56. Doença renal mais provável de ter causado falência renal com necessidade de
diálise (cauEFDR_f2_2):
1[ ]hipertensão arterial
2 [ ]diabetes 3[
4[
]glomerulonefrite secundária
7[
]doença obstrutiva
10 [
]glomerulonefrite (GN) primária
6[
]rins policisticos
]Nefropatia tubulointersticial
8[ ]outra causa
Consultar o nefrologista que assiste o paciente para esta resposta. A opção 5, 9 foram
retirada da fase 2.
V 57.Se outra causa, qual?(oucaefdr_f2_2)___________888 [ ] não se aplica
Consultar o nefrologista que assiste o paciente para esta resposta.
V 58.Se marcou glomerulonefrite secundária, informe qual a causa secundária
?(gnsecund_f2_2)________________
888 [ ] não se aplica
Consultar o nefrologista que assiste o paciente para esta resposta.
V 59. O diagnóstico foi confirmado por biopsia renal (biorenal_f2_2): 1[ ] sim 2[ ]
não
V 60. Informe quanto urinou nas últimas 24 horas (diuresidual_f2_2) ________ ml
(usar o copo graduado e expressar em volume)
V 61. Quando soube que precisava de diálise para o resto da vida qual foi o primeiro
tipo de diálise logo após diagnóstico da falência renal (estágio final da doença renal,
EFDR)? – (moddia1_f2_2)
1[ ] Hemodiálise
Automatizada
2[
] CAPD 3[ ] Peritoneal Intermitente 4 [ ] Diálise Peritoneal
V 62. Qual foi o tipo de acesso vascular para a sua primeira hemodiálise após saber
que precisava de diálise para o resto da vida? (acessoprimeiraHD_f2_2) 1[
2[
]cateter 3[
]enxerto
]fístula
46
V 63.Verifique o tipo de acesso vascular no momento da coleta destes dados e anote.
(acessonacoleta_f2_2):
1[ ]fístula 2[ ]cateter temporário 3[ ]cateter permanente (ou tunelizado permcat) 4 [
] enxerto
V64.Se
o
acesso
atual
for
(cateter_com_sem_acesso_permante_f2_2)
cateter
marque
abaixo
1[ ] O acesso atual é cateter mas a fistula já foi colocada e encontra-se em fase de
amadurecimento
2[ ] O acesso atual é cateter devido a problema com o acesso permanente, fistula
ou enxerto
3[ ] Nunca teve fistula instalada
888 [ ] não se aplica se o acesso atual é fístula
V 65.Se o acesso atual for cateter marque abaixo (cateter_localização_f2_2)
1[ ] Jugular 2[ ] Subclávia
3[ ] Femural
888 [ ] Não se aplica
V 66.Se o acesso vascular atual é FISTULA qual foi o intervalo em semanas entre
confecção e 1ºuso desta fístula:
Resposta? (fistula_tempo_conf_uso_f2_2):____ semanas 888 [ ] não se aplica
V 67.Já foi hospitalizado nos últimos 3 meses por mais de um dia? (hospita_3m_f2_2)
1[ ]sim 2[ ]não
V 68.Qual a causa da hospitalização referida acima? (causa_hosp_3meses_f2_2)
1[ ] Colocação de cateter 2[ ] Confecção de fístula AV 3[ ] Complicação com cateter
4[ ] Internou para diálise por perda de acesso 5 [ ] Outras 888 [ ] não se aplica
V 69. Se outras causas de internação, especificar (outras_hosp_3m_f2_2):
_______________________888 [ ] não se aplica
V 70. O senhor ou a senhora recebeu transfusão de sangue nos últimos três meses
(transfusão_3_meses_f2_2) 1. [ ] Sim
2 [ ] Não
V 71. Já foi submetido a paratireoidectomia (paratireoidectomia_f2_2):
1[ ]sim
2[ ]não
V 72. O senhor ou senhora recebeu o diagnóstico de diabetes antes de iniciar Diálise
de Manutenção?: (DmantHD_f2_2): 1[ ]sim 2[ ]não
V 73. Leia para o paciente as opções abaixo para o paciente identificar a religião dele
(religião_f2_2)
1 [ ]católica 2 [ ] assembléia de Deus 3 [ ]universal do reino de Deus
4 [ ]testemunha de Jeová 5 [ ]batista
6 [ ]adventista
7 [ ]espírita
8 [ ]candomblé
10[ ]nenhuma
17[ ]católica e espírita
18[ ]católica e candomblé 20[ ]cristão
21[ ]evangélica
22[ ]pentecostal
23[ ]presbiteriana
24[ ]mormo
25[ ]outra
47
V 74. Se outra religião informar qual: _____________888 [ ] não se aplica
SEDE
V 75. Sentir sede (vontade de beber água toda hora) é um problema para o
senhor(sede_prob_f2_2): 1[
]sim
2[ ]não
V 76. Levanta ou acorda a noite com vontade de beber água por causa de sede
(acorda_por_sede_f2_2): 1[
]sim
2[ ]não
V 77. Solicitar para apontar no gráfico que segue o quanto a sede se constitui em
problema. Coloque X no retângulo e anote a resposta abaixo.
SEDE
Resposta (intensidade_porb_sede_f2_2): a resposta deve ser 888 se não se aplica
___________
PRURIDO/COCEIRA
V 78. O Sr(a) apresenta coceira persistindo por mais de uma semana (coceira_f2_2):
1[ ]sim 2[ ]não (se a resposta for negativa para prurido/coceira anote 888 para as
demais respostas para demais questões relacionadas com prurido/coceira)
V 79. Tempo da coceira em semanas (coceirasemanas_f2_2) _______ semanas
888 [ ]Não se aplica
V 80. Apresentava esta coceira antes de iniciar o tratamento dialítico crônico
(coceira_antes_dialise_f2_2): 1. [
] sim 2. [ ] não 888 [
]Não se aplica
V 81. Esta coceira é em todo corpo ou em determinados locais do corpo?
(coceira_genera_f2_2): 1[
]generalizado
2[ ]partes 888 [
]Não se aplica
V 82. Se a coceira não é generalizada, qual é o local ou quais são os locais ou regiões
atingidos? (coceiraloc_f2_2)
1 [ ]cabeça
2 [ ]pescoço3 [ ] MMSS
4 [ ]MMII
48
5[
] axilas
8[
]Abdômen
11 [ ]genitália
6 [
]torax posterior 7 [
9[ ] lombar
12[
10[
]torax anterior
]Pélvis
] região glútea
Resposta: _______________
888 [
]Não se aplica
Se a coceira for no pescoço, tórax anterior e abdômen, por exemplo, a resposta será
r2r6r7. Esta será uma variável string. É importante colocar o r (r minúsculo) antes do
número.
V 83. Momento que a coceira é mais intensa em relação a diálise (momento
_coceira_dialise_f2_2):
1[ ]antes da diálise
2[ ]durante a diálise 3[
] logo após a diálise
4[ ] independe
888 [
]Não se aplica
V 84. Quando o(a) senhor(a) está exposto ao sol o que acontece com esta coceira?
(sol _coceira_f2_2): 1[ ]melhora 2[ ]piora 3[ ]fica a mesma a coisa 4[ ]
marcar esta se o doente diz que não se expõe ao sol 888 [ ]Não se aplica
V 85. Solicitar para apontar no gráfico a intensidade da coceira. Se não tem coceira a
intensidade é zero (0). Coloque X no retângulo e anote a resposta abaixo.
COCEIRA
Resposta ((intensidade_coceira_f2_2) a resposta deve ser 888 se não se
aplica___________
V 86. De acordo com a experiência que tem com a sua doença o(a) senhor(a) acha
que esta coceira é devido a: (causacoceira_renal _pac f2_2).
1. [ ] doença renal 2. [ ] alergia 3. [ ] infecção
5.[ ] não sei 6.[ ] outra causa
888 [
4.[ ] sarna/escabiose
]Não se aplica
V 87. Se o paciente respondeu outra causa para coceira, perguntar qual
(causacoceira_renal_outra_pac f2_2)
Resposta: ___________________
V 88. O senhor ou a senhora dorme durante a hemodiálise? (dorme_dialise_f2_2)
1. [ ] nunca 2. [ ] As vezes 3.[ ] Sempre
49
V 89. Ao término da diálise o senhor ou senhora geralmente precisa de algum tempo
para se recuperar? (recuperacao_apos_dialise_f2_2):
1. [ ] sim preciso de um certo tempo para me recuperar 2. [ ] não
V 90 Se respondeu sim, quanto tempo leva para o(a) senhor(a) se recuperar depois de
uma sessão de hemodiálise? (recupera_minutos_f2_2):
Resposta _________ minutos.
A resposta deverá ser dada em minutos. Se a resposta for em horas deverá multiplicar por
60. Se a resposta sugere metade do dia a duração será 720 minutos. Se for um dia o valor
será 1440 minutos. Mais de um dia o valor sera 2160 minutos (36 horas).
Pressão arterial nas 3 últimas sessões de hemodiálise
mmHg
mmHg
V91.PA sistólica pré 1 (paspre1_f2_2)
V 92. PA sistólica pós 1 (paspos1_f2_2)
V 93. PA diastólica pré 1(padpre1_f2_2)
V 95. PA sistólica pré 2 (paspre2_f2_2)
V 94. PA diastólica pós
1(padpos1_f2_2)
V 96.PA sistólica pós 2 (paspos2_f2_2)
V 97. PA diastólica pré 2
(padpre2_f2_2)
V 98. PA diastólica pós
2(padpos2_f2_2)
V 99.PA sistólica pré 3 (paspre3_f2_2)
V 100.PA sistólica pós 3 (paspos3_f2_2)
V 101.PA diastólica pré 3(padpre3_f2_2)
V
102.PA
3(padpos3_f2_2)
diastólica
pós
V 103. Este paciente apresentou episódios hipotensivos necessitando reposição
venosa de salina nas últimas 3 sessões de hemodiálise?(hipo3mdi_f2_2) 1[ ]sim 2[
]não
V 104. Se apresentou episódios hipotensivos nas três ultimas sessões de diálise, qual
foi o numero de episódios?(frehip3m_f2_2) N = _____ 888 [ ] não se aplica
V 105. Este paciente apresentou arritmia sintomática nas últimas 3
sessões?solicitando presença do nefrologista durante a diálise (arritmiadialise_f2_2)
1 [ ] sim 2 [ ] não
COMORBIDADES
V 106. DOENÇA CARDÍACA CORONARIANA (isquemia_f2_2):1. [ ]sim 2. [ ]não
(Se sim indicar em qual grupo se localiza o critério diagnóstico)
V 107. CRITÉRIO PARA DOENÇA CARDÍACA CORONARIANA (criteisq_f2_2): as
opções indicam gravidade (3>2>1)
0. [ ] Ausente
50
1. [ ] Diagnóstico de doença cardíaca coronariana no passado; isquemia no
eletrocardiograma ou outro teste diagnóstico; angina estável ou de esforço ou angina
durante hemodiálise
2. [ ] História de infarto do miocárdio; evidência de infarto do miocárdio no
eletrocardiograma; história de procedimento de revascularização coronariana
3. [ ] Angina de repouso; infarto agudo do miocárdio nos últimos três meses
V 108. DOENÇA CEREBROVASCULAR (cerebr_f2_2):1. [ ]sim
(Se sim indicar em qual grupo se localiza o critério diagnóstico)
2. [
]não
V 109. CRITÉRIO PARA DOENÇA CEREBROVASCULAR (critecer_f2_2): as
opções indicam gravidade (3>2>1)
0. [ ] Ausente
1. [ ] Doença cerebrovascular no passado; estenose de carótida assintomática ou ataque
isquêmico transitório (AIT); ou história de endarterectomia de carótida .
2. [ ] Múltiplos AITs, uso atual de anticoagulantes para doença cerebrovascular;
acidente vascular cerebral (AVC) sem déficit ou déficit mínimo.
3. [ ] História de AVC com déficit neurológico importante.
V 110. DOENÇA VASCULAR PERIFÉRICA (dvp_f2_2): 1. [ ]sim 2.[ ]não
(Se sim indicar em qual grupo se localiza o critério diagnóstico)
V 111. CRITÉRIO PARA DOENÇA VASCULAR PERIFÉRICA (critedvp_f2_2):
as opções indicam gravidade (3>2>1)
0. [ ] Ausente
1. [ ] Diagnóstico de doença arterial periférica ou aneurisma de aorta no passado.
2. [ ] História de amputação de dígitos ou extremidades secundária a doença arterial
periférica; história de revascularização periférica ou cirurgia de aneurisma; claudicação
intermitente, celulite recorrente, infecção de pele ou gangrena de dedos secundária a
doença arterial periférica; doença arterial no momento requerendo uso de anticoagulantes.
3. [ ] História de amputação de membros, dor em repouso secundária a doença arterial
periférica; doença arterial periférica inoperável.
V 112. HIPERTROFIA DE VE (hipve_f2_2):
1. [ ]sim 2. [ ]não
(Se sim indicar o critério diagnóstico)
V 113. CRITÉRIO PARA HIPERTROFIA DE VENTRÍCULO ESQUERDO
(critehve_f2_2):
2. [ ] Ausente
6. [ ] RX de tórax
3. [ ] Diagnóstico pelo ECG* - (HVE apenas no ECG)
7. [
] Outro
Especificar: ___________________________
4. [ ] Diagnóstico pelo ECO** (HVE apenas ECO)
5. [ ] Diagnóstico pelo ECG e ECO)
* ECG=eletrocardiograma **ECO=ecocardiograma
Observação: Realmente não existe a opção 1
V 114. NEOPLASIA MALIGNA (neomal_f2_2): 1. [
]sim
2. [
]não
V 115. Especificar Sitio e Tipo de Neoplasia (neosit_f2_2):_______________
V 116. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (tvp_f2_2): 1[
]sim
2[
]não
51
V 117 TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (tep_f2_2) 1[
]sim
2[
]não
V 118. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (icc_f2_2):
1[
]sim
2[
]não
1[
]sim 2[
]não
V 121. DIABETES MELITO (diabetes_f2_2) : 1[
]sim 2[
]não
V 119 DPOC (dpoc_f2_2): 1[ ]sim
2[ ]não
V 120. ASMA BRONQUICA (asma_f2_2):
V 122. DEPRESSÃO (depressa_f2_2):
V 123. Usa antidepressivo (adep_f2_2):
1[
]sim 2[
1[
]não
]sim 2[
]não
V124.Nome do antidepressivo (nomeadep_f2_2):__________________
V 125. OUTRAS DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS (outraspsiquia_f2_2):
1[ ]sim 2[ ]não (psicose, história de tentativa de suicídio, internação por problema
psiquiátrico)
V 126. QUAL É A OUTRA PSIQUIÁTRICA? (qualpsiquiatrica_f2_2): ___________
V 127. HIV/AIDS (hivaids_f2_2):
1[
]sim
2[
]não
V 128. INFECÇÃO POR VÍRUS B (aghbs_f2_2):1[
]sim
2[
]não
V 129. INFECÇÃO POR VÍRUS C (hcv_f2_2):
]sim
2[
]não
1[
V 130.HEPATOPATIA CRÔNICA (hepatcron_f2_2):
1[
V 131. HDA NOS ULTIMOS 3 MESES (histhda_f2_2): 1[
]sim 2[
]não
]sim
2[
]não
V 132.PANCREATITE CRÔNICA (pancrecro_f2_2)
1[
]sim
2[
]não
V 133.HIPERTENSÃO ARTERIAL (hiperart_f2_2):
1[
]sim
2[
]não
V 134. DOENÇAS IMUNOLÓGICAS (imunológica_f2_2): 1[
]sim 2[
]não
V 135. DIAGNÓSTICO DA DOENÇA IMUNOLÓGICA (imunologica_f2_2):
1[ ] LES 2[ ]Artrite Reumatóide 3 [ ] vasculite 4[ ]Outra 888[ ] não se aplica
ECOCARDIOGRAMA _____________
V 136. Foi realizado Ecocardiograma (Ecocardiograma_fez_f2_2): 1 [ ] sim
2 [ ] não
V 137. Data do ecocardiograma mais recente (data_eco_f2_2): ___/___/___
V 138. Hipertrofia Ventricular Esquerda (hve_f2_2) 1[
888[ ] não se aplica se não foi feito
V 139. Fração Ejeção (fraejec_f2_2):
__% 888 [
]Sim 2[
]Não
] não se aplica se não foi feito
52
V 140. MASSA VE : (massave_f2_2): __ gramas 888 [ ] não se aplica se não foi feito
V 141. Espessura do Septo Interventricular (espesepto_f2_2): ____ mm 888 [ ] não
se aplica se não foi feito
V 142. Relato de derrame de pericárdio (derrame_pericardio_f2_2): 1[
2[ ]Não 888[ ] não se aplica
]Sim
V 143. Conclusão do laudo quanto a disfunção (concludisf_f2_2):
1[
]sistólica
2 [
] diastólica
3 [
] sistólica/diastólica
4[ ]ausência de disfunção
888 [ ]não se aplica
V 144. Data do Ecocardiograma (data_eco_f2_2): ____/___/___
KTVnas 3 últimas avaliações (colocar na ordem cronológica que foi realizado) V
145. KT/V 1 (ktv1_f2_2) ____ V 146. KT/V 2 (ktv2_f2_2) ___
V 147. KT/V 3 (ktv3_f2_2) ____
V 148. Com que freqüência durante as últimas quatro semanas você deixou de
tomar
um
ou
mais
de
um
dos
medicamentos
prescritos
(deixou_tomar_medicamentos_f2_2)
1 [ ] Todo dia ou quase todo dia
4 [
] Aproximadamente uma vez na
2 [ ] 4 a 5 vezes por semana
semana
3 [ ] 2 a 3 vezes por semana
5 [ ] Menos do que uma vez na semana
6 [ ] Quase nunca ou nunca
DADOS LABORATORIAIS DO INÍCIO DO ESTUDO
Mensais
V 149.Uréia (uréia_f2_2):
V 151.Hematócrito (Hematoc_f2_2):
1
1
V 153.Hemoglobina (Hemoglob_f2_2):
1
V 155.Cálcio (cálcio_f2_2):
V 157.Fósforo (fosforo_f2_2):
1
1
V 150. Data da Uréia (dature_f2_2): ___/___/___
V 152. Data do Hematócrito (dathtc_f2_2):
___/___/___
V 154. Data do Hemoglobina (dathba_f2_2):
___/___/___
V 156. Data do Cálcio (datcal_f2_2): ___/___/___
V 158. Data do Fósforo (datfos_f2_2): ___/___/___
V 159.Potássio (potassio_f2_2):
Trimestrais
V 161. Albumina (albumina_f2_2):
V 163.Fosfatase Alcalina (fosfalc_f2_2):
1
V 160. Data do Potássio (datpot_f2_2): ___/___/___
3
3
V 162.Data da Albumina (datalb_f2_2): ___/___/___
V 164.Data da Fosf Alc (datfal_f2_2): ___/___/___
V 165.Ferro (ferro_f2_2):
V 167.Sat.Transferrina (satransf_f2_2):
3
3
V 166.Data do Ferro (datferro_f2_2): ___/___/___
V 168.Data da Sat.transferrina(datsatransf_f2_2):
___/___/___
55
V 169. TIBC (tibic_f2_2):
V 171.Ferritina (ferritin_f2_2): ________
3
3
V 173.Leucócitos total (leucotot_f2_2): __ 3
V175.Bastões absoluto(bastabs _f2_2): __
3
V177.Bastões % (bastperc_f2_2):_____ % 3
V179.Segmentado absoluto
3
(segabs_f2_2):
V181.Segmentado % (segperc_f2_2): ___ 3
V183.Linfócitos
absoluto(linfabs_f2_2):__
V185.Linfócitos
(linfperc_f2_2):______
3
% 3
V 170.Data da TIBC(dattibic_f2_2): ___/___/___
V 172.Data da Ferritina (datferritin_f2_2):
___/___/___
V174.Data Leucócitos total (datleucotot_f2_2):
___/___/___
V 176.Data Bastoes abstoluto (datbastabs_f2_2):
___/___/__
V 178.Data Bastoes % (datbastperc_f2_2): __/___/___
V180.Data
Segmentado
absoluto
(datsegabs_f2_2):_/__/_
V 182.Data Segmentado % (datsegperc_f2_2):
___/___/___
V184.Data Linfócitos absoluto (datlinfabs_f2_2):
__/___/__
V186.Data
Linfócitos
%
(datlinfperc_f2_2):
___/___/__
Semestrais
V 187.Creatinina (creat_f2_2):
V 189.PTHi (PTHi_f2_2):
Anuais
V 191.Colesterol Total(colest_f2_2):
V 193. HDL (coleshdl_f2_2):
V 195. LDL (colesldl_f2_2):
V 197.Triglicérides (triglice_f2_2):
6
6
V 188. Data da Creatinina (datcre_f2_2): ___/___/___
V 190. Data do PTHi (datpth_f2_2): ___/___/___
V 192. Data do Colesterol (datcol_f2_2): ___/___/___
V 194. Data do HDL (dathdl_f2_2): ___/___/___
V 196. Data do LDL (datldl_f2_2): ___/___/___
V 198. Data do Triglicérides (datriglice_f2_2):
___/___/___
199.Aluminio (aluminio_f2_2):________ 12 V
200.Data
Aluminio
(dataluminio_f2_2):
___/___/___
TIBC=ferro/saturação de transferrina*100
12
12
12
12
Qual destas atividades o(a) Senhor(a) faz nos finais de semana e com que frequência?
Raramente Frequentente Muito
(menos de Pelo menos Frequentemente
um final de um final de Todos ou quase
semana ao semana
ao todos os finais de
vez ao mês) mês
semana
Não
V 201. Ir ao shopping (irshopping_f2_2)
1.[ ] 2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
V 202. Ir a igreja (irigreja_f2_2)
1.[ ] 2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
V 203. Ir a festas (irfestas_f2_2)
1.[ ] 2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
V
204.
Visitar
parentes
ou
amigos 1.[ ] 2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
(visitaramigos_f2_2)
V 205. Ir ao estádio para assistir uma partida de 1.[ ] 2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
futebol (futebol_f2_2)
56
V 206. Ir ao cinema ou teatro ou apresentação 1.[ ]
musical (artes_f2_2)
V 207. Andar, correr, andar de bicicleta ou outra 1.[ ]
atividade
fisica
(atividade_física_final_semana_f2_2)
2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
2.[ ]
3.[ ]
4.[ ]
V 208. Marque, por favor, o que o senhor ou a senhora acha da importância da FÉ OU DA
CRENÇA RELIGIOSA (importância_fe_f2_2).
1[
2[
3[
] Para mim, fé ou crença religiosa NÃO É IMPORTANTE
] Para mim, fé ou crença religiosa é IMPORTANTE, MAS NÃO MUITO
] Para mim, fé ou crença religiosa é MUITO IMPORTANTE
V 209. Marque, por favor, o que o senhor ou a senhora acha da ajuda da FÉ OU DA CRENÇA
RELIGIOSA para se ajustar a sua doença renal (ajuda_fe_ajustar _doenca_f2_2).
1[
2[
3[
] Para mim, para ajustar à minha doença renal, fé ou crença NÃO AJUDA
] Para mim, para ajustar à minha doença renal, fé ou crença AJUDA, MAS NÃO MUITO
] Para mim, para ajustar à minha doença renal, fé ou crença AJUDA MUITO
V 210. Marque, por favor, o que o senhor ou a senhora acha do valor de PARTICIPAR DE
CULTOS RELIGIOSOS (valor_cultos_religiosos_f2_2) .
1[
2[
3[
] Para mim, participar de cultos religiosos NÃO TEM VALOR
] Para mim, participar de cultos religiosos TEM VALOR, MAS NÃO MUITO
] Para mim, participar de cultos religiosos TEM MUITO VALOR
V 211. Marque, por favor, o que o senhor ou a senhora acha do valor de PARTICIPAR DE
CULTOS
RELIGIOSOS
para
se
ajustar
a
sua
doença
renal
(valor_cultos_religiosos_ajustar_doenca_f2_2).
1[
] Para mim, para ajustar à insuficiência renal, participar de cultos religiosos NÃO TEM
VALOR
2 [ ]Para mim, para ajustar à insuficiência renal, participar de cultos religiosos TEM VALOR,
MAS NÃO MUITO
3 [ ] Para mim, para ajustar à insuficiência renal, participar de cultos religiosos TEM MUITO
VALOR
V 212. Qual destes termos melhor classifica a sua cor ou raça? (opraca_f2_2)
1[ ] pardo 2[ ] mulato 3[ ] branco 4[ ] negro 5[ ] preto 6[ ] indígena 7[ ] amarelo
asiático.
Ler as opções para o(a) paciente e colocar o que ele(a) considera a sua raça ou cor. A resposta
não deve interferir ou ser interferida pela raça classificada pelo orientador que já deve estar
anotada na primeira página
V 213. Diagnóstico de Hemoglobinopatia ?( hemoglobinopatia_f2_2): 1[ ]Sim 2[ ] Não
V 214. Se tem, informe qual (diag_hemoglobinopatia_f2_2):____________
57
TABAGISMO
V215. O senhor é fumante? (fumante_f2_2) 1[ ] sim 2[ ] não 3[ ] ex-fumante
V216. Caso sim, tem quanto tempo que fuma? (tempo_tabagismo_f2_2): __[ ] não se aplica
V217. Caso sim, quantos cigarros fuma por dia? (num_cigarros_dia_f2_2): _ [ ] não se aplica
V218. Se ex-fumante, por quanto tempo fumou: (tempo_tabagismo_ex_fumante_f2_2):
____ [ ] não se aplica
V219. Se ex-fumante, quanto tempo de abstenção? (tempo_abstenção_tabagismo_f2_2):
_________ [ ] não se aplica
ESTILO DE VIDA
V 220. Costuma ingerir bebida alcoólica? (álcool_f2_2) 1[ ] SIM
2[ ] NÃO
V221. Com que frequência você ingere bebidas alcoólicas? (álcofreq_f2_2)
1[ ] diariamente 2[ ] 1-3x semana 3[ ] 4-6xsemana 4[ ] 1-3x mês 5[ ] Ocasionalmente 888[ ] NSA
V222. Quanto você bebe? (álcoquan_f2_2)
1[ ] 1 copo 2[ ] 2 copos 3[ ] 3 copos 4[ ] 1 garrafa 5[ ]>1 garrafa 888[ ] Não se aplica
V 223. Há quanto tempo bebe? (álcotemp_f2_2 )
1[ ] <1ano 2[ ] 1-5anos 3[ ] 5-15anos 4[ ] >15anos 888[ ] Não se aplica
V224. Você faz atividade física regular? (ativfis_f2_2 )
0[ ] Nenhuma 1[ ] caminhada 2[ ] corrida 3[ ] Futebol 4[ ] Natação 5[ ] Bicicleta 6[ ] Outra
ATENÇÂO: O código para esta variável combina atividades na ordem que aparecem
acima, ex se o paciente pratica caminhada, futebol e natação o código é 134. Se corrida,
natação e bicicleta, o código é 245. Se não fizer atividade física, o código é 0 (zero) ______
V224 Se outra atividade física qual? (outatfis_f2_2) _________________
V225. Com que frequência semanal executa a atividade física principal? (atfifreq_f2_2)?
1[ ] 1-2x 2[ ] 3-4x 3[ ] >5 x 4[ ] Não sabe 888[ ] Não se aplica
V226. Quanto tempo de duração realiza a atividade física principal? (atfidura_f2_2)?
1[ ] <30min 2[ ] >30< 60min 3[ ] >60min 4[ ] Não sabe 888[ ] Não se aplica (NSA)
CALCULO IMC
V227. Altura (metros) ( altura_f2_2) ________________________________
V228. Data da aferição da altura ( dtaltura_f2_2)_______________________
V229. Peso seco sem edema ou ascite (pesoseco_f2_2) _______________Kg
V230. Data da aferição do peso seco ( dtpesoseco_f2_2)_______________
58
Anexo III - Formulário nutricional
NUTRIÇÃO – Dados Clínicos, Medidas e Ingestão Alimentar (PROHEMO 2013 )
Mês da Coleta (MesColeta_f2_2): 1[
]mes1
6[
]mes6;
12[
]mes12
(Preenchido por: ________________________________
V 1. Data de preenchimento (datprnut_f2_2):
______/________/_______
(dia/mês/ano)
V 2. Ordem (ordemnut_f2_2): _______ (informado por quem entra com o dado no banco)
Avaliação Funcional (Dinamometria)
V 3. Data da dinamometria (datprdin_f2_2): ______/________/_______ (dia/mês/ano)
V4. Qual o braço dominante (bdomDouE_f2_2)? 1[ ] direito 2[ ] esquerdo
V5. Qual o braço da fistula em uso ou em amadurecimento (bfisdomi_f2_2)?
1[ ]direito
2[ ]esquerdo
888[ ]Não se aplica
V6. Condição da fístula (condfist_f2_2): 1[ ] em uso
2[ ] em amadurecimento
888[ ] não se aplica
Braço Direito (em Kg)
CHECAR SE FÍSTULA MADURA E/OU AUSÊNCIA DE
OUTRA CONTRA INDICAÇÃO
V7. FAM 1 braço direito
V8. FAM 2 braço direito
(fam1_dir_f22)_________
(fam2_dir_f2_2)_________
V9. FAM 3 braço direito
V10. FAM 4 braço direito
(fam3_dir_f2_2)_________
(fam4_dir_f2_2)________
V11. FAM média
direito(famedia_dir_f2_2)_______
V12. Sentiu dor, medo ou apresentou algum outro problema ao apertar o aparelho, ao
ponto de comprometer a medida (dormed_dir_f2_2) ?
1[ ]Sim 2[ ]Não
V13. Motivo do comprometimento da FAM (compfam_dir_f2_2) ?
1[ ]dor
2[ ]medo
3[ ] outro ________ 888[ ] Não se aplica
Braço Esquerdo(em Kg) CHECAR SE FÍSTULA MADURA E/OU AUSÊNCIA DE
OUTRA CONTRA INDICAÇÃO
V14. FAM 1 braçoesquerdo
V15. FAM 2 braçoesquerdo
(fam1_esq_f2_2)______
(fam2_esq_f2_2)______
59
V16. FAM 3 braço esquerdo
V 17.FAM 4 braço esquerdo
(fam3_esq_f2_2)______
(fam4_esq_f2_2)______
V18.FAM média esquerdo
(famedia_esq_f2_2)_____
V19. Sentiu dor, medo ou apresentou algum outro problema ao apertar o aparelho, ao
ponto de comprometer a medida (dormed_esq_f2_2)?
1[ ] Sim 2[ ] Não
V20. Motivo do comprometimento da FAM (compfam_esq_f2_2)?
1[ ] dor
2[ ] medo
3[ ] outro ________ 888[ ] Não se aplica
Avaliação Antropométrica
V 21. Possui alguma deficiência QUE compromete a sua capacidade funcional
(deficien_f2_2)?
0[ ]não
1[ ] visual
2 [ ] física
3[ ] auditiva
4 [ ] cadeirante
V 22. Se física do tipo amputação descreva o local: __________________
V 23. Altura (m) (altura_f2_2)_____________
V 24. Forma de medida da altura (tipoaltura_f2): 1[ ] Medida
2[ ] Referida 3[ ] Estimada
V 25. Peso seco sem edema ou ascite (pesoseco_f2_2) ______________ kg (anotar o
valor a lápis)
V 26. Presença de edema pós HD (edeposhd_f2_2) ? 1[ ] Sim 2[ ] Não
Caso a resposta seja NÃO seguir para o item V30
V 27. O edema presente é (edelatera_f2_2):
1[ ]bilateral
2[ ]unilateral direito
3[ ]unilateral esquerdo
888[ ] Não se aplica
V 28. Qual o nível do edema (grauedema_f2_2) ?
1[ ] Tornozelo 2[ ] Panturrilha 3[ ] Joelho 4[ ] Raiz da coxa 5[ ] Anasarca
6[ ] Braço
888 [ ] Não se aplica
V29. Em caso de edema quanto descontar (desconede_f2_2) ? ____________ kg
888[
] Não se aplica
V30. Presença de ascite moderada ou grave (ascite_f2_2) ?
1[ ]Sim
2[ ] Não
V31. Em caso de ascite, quanto descontar do peso (desconasc_f2_2) ? __________kg
888[ ] Não se aplica
Ganho de Peso Interdialítico (GPID) nas 3 últimas sessões de diálise:
V 32. GPID1 (gpid1_f2_2)___________ kg
V 33. GPID2 (gpid2_f2_2)___________ kg obs: se o GPID for negativo colocar zero
V 34. GPID3 (gpid3_f2_2)___________ kg (diálise mais próxima da coleta)
Avaliação da reserva muscular, gordurosa e distribuição de gordura:
V 35. Data das medidas (datmedida_f2_2): ______/________/_______ (dia/mês/ano)
V 36. Circunferência do punho (cpunho_f2_2)____________ cm
V 37. Circunferência do braço (cbraco_f2_2) ____________ cm
V 38. Prega cutânea triciptal (mm) média de 3 medidas (pct_f2_2)
____________________________ mm
60
V 39. Porcentagem de Gordura Corpórea através do FUTREX (futrexgor_f2_2):
_____________
V 40. Porcentagem da Água Corpórea através do FUTREX (futrexagua_f2_2):
_____________
V 41. Circunferência da cintura (cicatriz umbilical) (ccumbigo_f2_2) ___________cm
V 42. Circunferência da cintura (pontomedi) (ccpontome_f2_2) ___________ cm
V 43. Circunferência do quadril (cquadril_f2_2) ___________ cm
V 44. Possui doença renal policística (policist_f2_2) ? 1[ ]Sim 2[ ] Não
V 45. A presença da doença policística compromete a circunferência da cintura
(probpolic_f2_2) ?
1[ ] Sim
2[ ] Não
3 [ ] Não se aplica
V 46. Tem algum outro problema (ex: hérnia)que invalida a medida da circunferência
da cintura (probcirc_f2_2) ? 1[ ] Sim
2[ ] Não
Se sim, qual o motivo ? ___________________
Malnutrition Scores
História
V 47. Peso usual (há 6 meses sem edema ou ascite) (pesousua6_f2_2): ________Kg
obs: _________________
V 48. Peso usual (há 3 meses sem edema ou ascite) (pesousua3_f2_2): ________Kg
obs: _________________
V 49. Unidade (ambulatório, clínica ou hospital) de procedência há 6 meses
(unidproce_f2_2)
1[ ]Ined 2[ ]NPHB 3[ ]NITA 4[ ]Clinirim 4[ ]Outra_______________
5[ ]Não fazia diálise
V 50. Perda de peso (últimos 6 meses) (pesoperd_f2_2) : _____ Kg (V49 = V46 – V25)
*Não precisa calcular
V 51. O senhor(a) está fazendo dieta para emagrecer atualmente (dietemag_f2_2) ? 1[
]sim
2[ ]não
V 52. Perda de peso / peso usual (em porcentagem) (percpeso_f2_2) *Não precisa
calcular
1[ ]Nenhuma
2[ ]<5%
3[ ]5-10%
4[ ]10-15%
5[ ]>15%
V 53. Mudança de peso nas 2 últimas semanas (pesomud_f2_2):
Peso seco há 2 semanas atrás ______ Kg
1[ ]Nenhuma 2[ ]Aumento de peso 3[
]Diminuição do peso
V 54. Reduziu a ingestão alimentar em relação ao habitual do paciente
(dietamud_f2_2) ? 1[ ]Sim
2[ ]Não (Se a resposta for Não (2), pular para a
questão V57)
V 55. Tipo de mudança (dietatip_f2_2):
1[ ] Dieta sólida insuficiente ou Dieta líquida enriquecida
2[ ] Dieta sólida muito insuficiente ou Dieta líquida sem enriquecimento
3[ ] Dieta líquida hipocalórica (chá, suco, caldos de legumes ou de carnes)
4[ ] Jejum
888[ ] Não se aplica
61
V 56. Duração da mudança em semanas (dietadura_f2_2): ______________ 888[ ] Não
se aplica
V 57. Como classificar a ingestão alimentar (clasinges_f2_2) ? *Marcar apenas 1
opção
1[ ] Adequada
2[ ] Pequena redução, mudança recente
3[ ] Reduzida, mas se encontra adequada
4[ ] Reduzida, varia entre adequada e inadequada
5[ ] Ingestão menor do que o habitual, porém está adequada
6[ ] Reduzida, normalmente inadequada
7[ ] Reduzida, ingestão muito baixa
Avaliação dos Sintomas Gastrointestinais
V 58. Sintomas gastrointestinais (marcar a opção que descreve todos os sintomas
gastrointestinais relatados pelo paciente como presentes no momento atual por mais
de duas semanas) (sintgast_f2_2)
obs: só considerar Diarréia se 3 ou mais dejeções líquidas/dia e Anorexia, se esta for
importante
1[ ]Nenhum 2[ ]Náuseas
3[ ]Vômitos 4[ ]Diarréia 5[ ]Anorexia intensa
6[ ]Náuseas/Vômitos 7[ ]Náuseas/Diarréia
8[ ]Náuseas/Anorexia
9[
]Vômitos/Diarréia
10[ ]Vômitos/Anorexia 11[ ]Diarréia/Anorexia 12[
]Náusea/Vômito/Diarréia
13[ ]Náuseas/Vômitos/Anorexia 14[ ]Náuseas/Diarréia/Anorexia
15[ ]Vômitos/Diarréia/Anorexia 16[ ]Náusea/Vômito/Diarréia/Anorexia
Náuseas
V 59. O senhor (a) costuma ter náuseas (nauseas_f2_2) ?
1[ ] Sim 2[ ] Não
3[ ] Tinha quando iniciou o tratamento por hemodiálise, mas
desapareceu
Caso a resposta seja NÃO ou apenas no início do tratamento seguir para o item V 65
V60. Se sim, em que momento da diálise apresenta náusea (rela_nau_f2_2) ?
1[ ] Antes 2[ ] Durante 3[ ] Depois 4[ ] Em qualquer momento 5[ ] Dom ou Seg
6[ ] Não se aplica
V 61. Se sim, qual a intensidade (intenause_f2_2)? 1[ ] Leve 2[ ] Moderado
3[ ] Forte
V 62. Se sim qual a duração em semanas (duranause_f2_2) ? _____________________
V 63. Se sim, qual a frequência em dias durante a semana
(freqnause_f2_2)?______________
V 64. Qual a frequência em dias durante o mês (freqnausm_f2_2)? ________
V 65. Qual a frequência em dias durante o ano (freqnausa_f2_2)? ________
Vômitos
V 66. O senhor (a) costuma ter vômitos (freqvomit_f2_2)?
1[ ] Sim
2[ ] Não
3[ ] Tinha quando iniciou o tratamento por hemodiálise,
mas desapareceu
Caso a resposta seja NÃO ou apenas no início do tratamento seguir para o item V 72
V 67. Se sim, em que momento da diálise apresenta vômito
(rela_vom_f2_2)?
62
1[ ] Antes 2[ ] Durante 3[ ] Depois 4[ ] Em qualquer momento 5[ ] Dom ou Seg
6[ ] Não se aplica
V 68. Se sim, qual a intensidade (intenvomi_f2_2) ?
1[ ] Leve
2[ ] Moderado
3[ ] Forte
V 69. Se sim qual a duração em semanas (duravomit_f2_2) ? _______________
V 70. Se sim, qual a frequência em dias durante a semana (freqvomis_f2_2) ?
______________
V 71. Qual a frequência em dias durante o mês (freqvomim_f2_2) ? ______________
V 72. Qual a frequência em dias durante o ano (freqvomia_f2_2) ? ______________
Diarreia
V 73. O senhor (a) costuma ter diarreias (diarréia_f2_2) ?
1[ ] Sim
2[ ] Não
3[ ] Tinha quando iniciou o tratamento por hemodiálise, mas
desapareceu
Caso a resposta seja NÃO ou apenas no início do tratamento seguir para o item V 78
V 74. Se sim, qual a intensidade (intendiar_f2_2) ?
1[ ] Leve
2[ ] Moderado
3[ ] Forte
V 75. Se sim qual a duração em semanas (duradiar_f2_2) ? _______________
V 76. Se sim, qual a freqüência em dias durante a semana (freqdiars_f2_2) ?
__________
V 77. Qual a freqüência em dias durante o mês (freqdiarm_f2_2) ? ______________
V 78. Qual a freqüência em dias durante o ano (freqdiara_f2_2) ? ______________
Obstipação
V 79. O senhor costuma ter obstipação (obstipac_f2_2) ?
1[ ] Sim
2[ ] Não
3 [ ] Não pois faço uso de laxante para evitar
Caso a resposta seja NÃO seguir para o item V 83
V 80. Se sim, qual o número de dias sem evacuar (diasobsti_f2_2)? ______
V 81. O senhor precisa usar laxante (medicamento) para evacuar (usolaxan_f2_2) ?
1[ ] Sim 2[ ] Não
V 82. Qual(is) o laxante que faz uso (tipolaxan_f2_2) ? ___________________
V 83.Qual a freqüência de uso de laxante na semana em dias (freqlaxan_f2_2) ?
________ dia(s) na semana
Pirose
V 84. O senhor costuma ter azia ou queimor (pirose_f2_2)?
1[ ] Sim 2[ ] Não 3 [ ] Não pois faço uso de medicamento (omeprazol, etc)
Caso a resposta seja NÃO seguir para o item V 90
V 85. Se sim, qual a localização da dor (localpiro_f2_2)?
1[ ] Retroesternal 2[ ] Epigástrica 3[ ] Ambos
V 86. Se sim, qual a intensidade (intenspir_f2_2)?
1[ ] Leve
2[ ] Moderado
3[ ] Forte
V 87. Se sim qual a duração em semanas (durapiros_f2_2)? _______________
V 88. Se sim, qual a frequência em dias durante a semana (freqpiros_f2_2)?
__________
V 89. Qual a frequência em dias durante o mês (freqpirom_f2_2)? _____________
V 90. Qual a frequência em dias durante o ano (freqpiroa_f2_2)? ______________
Apetite
V 91. O senhor costuma ter perda de apetite (apetite_f2_2)?
63
1[ ] Sim
2[ ] Não
Caso a resposta seja NÃO ou apenas no início do tratamento seguir para o item V 97
V 92. Se sim, em que momento da diálise apresenta perda de apetite (rela_apet_f2_2)?
1[ ] Antes 2[ ] Durante 3[ ] Depois 4[ ] Em qualquer momento 5[ ] Dom ou Seg
6[ ] Não se aplica
V 93. Se sim, qual a intensidade (intenapet_f2_2)? 1[ ] Leve 2[ ] Moderada
3[ ] Forte
V 94. Se sim qual a duração em semanas (duraapeti_f2_2)? _________________
V 95. Se sim, qual a frequência em dias durante a semana (freqapets_f2_2) ?
__________
V 96. Qual a frequência em dias durante o mês (freqapetm_f2_2) ? ______________
V 97. Qual a frequência em dias durante o ano (freqapeta_f2_2) ? ______________
Avaliação Funcional Subjetiva
V 98. Incapacidade funcional (relacionada ao estado nutricional) (capfunut_f2_2) ? 1[
] Nenhuma (ou melhora) 2[ ] Dificuldade que não interfere na atividade diária 3[ ]
Dificuldade c/ atividades da vida diária
4[ ] Dificuldade de deambulação 5[ ] Pouca atividade ou acamado/cadeira de rodas
Caso a resposta seja a opção 1 seguir para o item V 101
V 99. Se sim, qual a duração desta incapacidade (capfudur_f2_2) ?
______________ meses
V 100. Mudanças nas últimas duas semanas (capfumelh_f2_2) ?
1[ ] Apresentou melhora 2[ ] Não modificou 3[ ] Piorou 4[ ] Não se aplica
V 101. Como é que o senhor (a) se sente em termos de cansaço (cansaço_f2_2)?
1[ ] Não sinto
2[ ] Sinto de vez em quando 3[ ] Estou sempre cansado
Avaliação de comorbidade relacionada ao estado nutricional:
V 102. Comorbidade que compromete o estado nutricional (comornut_f2_2)?
1[ ]Ausência de comorbidade 2[ ] Comorbidade leve
3[ ]Comorbidade moderada 4[ ] Comorbidade grave 5[ ] Comorbidades graves e
múltiplas
Quais foram as comorbidades consideradas nesta questão?
_________________________________
Exame Físico
V 103. Assinale as áreas com perda de gordura ?
1[ ] Bíceps
2[ ] Tríceps
3[ ] Peito
4[ ] Abaixo dos olhos
888[ ]
Não se aplica
Variável do tipo STRING. Se a resposta for bíceps e tríceps, responder R1R2, por
exemplo. _________________________________
V 104. Local do déficit de massa gordurosa (perdgord_f2_2) ?
1[ ] Nenhuma área (0)
2[ ] Algumas áreas (1 a 2)
as áreas (3 a 4)
3[ ] Todas
V 105. Classificação da perda de gordura (gordclas_f2_2)?
1 [ ] Leve 2[ ] Moderada 3[ ] Grave* 4[ ] Gravíssima* 888[ ] Não se aplica
64
*Quando grave ou gravíssima, classificada como caquexia
V 106. Assinale as áreas com perda muscular?
1[ ] têmpora 2[ ] clavícula
3[ ] acrômio (ombro) 4[ ] escápula 5[ ] costelas
6[ ] músculo interósseo da mão 7[ ] quadríceps
8[ ] joelho 9[ ] panturrilha
10[ ] nenhuma
Variável do tipo STRING: _____________________________________
V 107. Local do déficit de massa muscular (totalmusc_f2_2)?
1[ ] Nenhuma (0 a 1)
2[ ] Algumas áreas (2 a 5)
(6 a 9)
3[ ] Todas as áreas
V 108. Classificação da perda de músculo (muscclas_f2_2) ?
1[ ] Leve 2[ ] Moderada 3[ ] Grave 4[ ] Gravíssima 888[ ] Não se aplica
V 109. Caso o paciente apresente edema e o valor da sua albumina mais próximo for ≤
2,8 g/dl assinale a que nível se apresenta o edema (edemanutr_f2_2). 888[ ] Não se
aplica
1[ ] Tornozelo
2[ ] Joelho
3[ ] Raiz da coxa
4[ ] Anasarca
DIURESE RESIDUAL
V109_1 . Informe quanto urinou nas últimas 24 horas (diuresidual_nut_f2_2) ________
ml (usar o copo graduado e expressar em volume)
Média da Ingestão Alimentar com Base em 3 Registros Alimentares
V 110. Kcal/dia (kcaldia_f2_2)_____________
V 111. Kcal/Kg/dia (kcalkgdia_f2_2)_________
V 112. Proteínas (g)/dia (ptndia_f2_2) _________
V 113. Proteínas (g)/Kg/dia (ptnkgdia_f2_2) _________
V 114. Fibras (g)/ dia (fibradia_f2_2) _________
V 115. Colesterol (mg)/dia (colesdia_f2_2) _________
V 116. Potássio (mg)/dia (potassdia_f2_2) _________
V 117. Cálcio (mg)/dia (calciodia_f2_2) _________
65
Anexo IV – Questionário de Qualidade de Vida relacionada à saúde
ESTUDO PROHEMO – FASE II - 2011
Questionário de
Qualidade de Vida Relacionada com Saúde (QVRS)
Registro no Censo (regcenso):_________
Ordem(ordemQV_f2_2):_________
Data do Preenchimento (dataQV_f2_2):
____/____/____(dia/mês/ano)
Quem preencheu ou orientou o preenchimento (preforQV_f2_2):_____________________
Sexo do Paciente (sexoQV_f2_2) 1( )fem 2( )mas
Data Nascimento:(datanasQV_f2_2): ___/___/___(dia/mês/ano
Para a necessidade de possíveis checagens coloque aqui as Iniciais do nome do paciente
_____________
(Este dado não entra no banco de dados)
Observação:______________________________________________________________
66
Prezado Senhor ou Prezada Senhora
Esta pesquisa inclui uma ampla variedade de questões sobre sua saúde e sua vida. Nós estamos
interessados em saber como você se sente sobre cada uma destas questões.
Sua Saúde
1. Em geral, você diria que sua saúde é: [Marque um X na caixa que descreve da melhor
forma a sua resposta]
Excelente
Muito Boa
Boa
Regular
Ruim
V1_1SF_f2_2
1()
2()
3()
4()
5()
2. Comparada há um ano atrás, como você avaliaria sua saúde em geral agora?
Muito melhor Um pouco melhor Aproximada- Um pouco pior
Muito
agora do que
agora do que há mente igual há agora do que há pior agora
há um ano
um ano atrás
um ano atrás
um ano atrás do que há
V2_2SF_f2_2
atrás
2()
3()
4()
um ano
1()
atrás
5()
67
3. Os itens seguintes são sobre atividades que você pode realizar durante um dia normal.
Seu estado de saúde atual o dificulta a realizar estas atividades? Se sim, quanto? [Marque
um (X) em cada linha.]
Sim,
Sim,
Não, não
dificulta dificulta
dificulta
muito
um
nada
pouco
(a) Atividades que requerem muito esforço,
V3_3aSF_
como corrida, levantar objetos pesados,
1( )
2( )
3( )
f2_2
jogar uma partida de futebol
(b) Atividades moderadas, tais como mover
V4_3bSF_
uma mesa, varrer o chão, jogar boliche, ou
1( )
2( )
3( )
f2_2
caminhar mais de uma hora)
(c) Levantar ou carregar compras de
V5_3cSF_
1( )
2( )
3( )
supermercado
f2_2
V6_3dSF_
(d) Subir vários lances de escada
1( )
2( )
3( )
f2_2
V7_3eSF_
(e) Subir um lance de escada
1( )
2( )
3( )
f2_2
V8_3fSF_
(f) Inclinar-se, ajoelhar-se, ou curvar-se
1( )
2( )
3( )
f2_2
V9_3gSF_
(g) Caminhar mais do que um quilômetro
1( )
2( )
3( )
f2_2
(h) Caminhar passando por
várias quadras (quarteirões)
1( )
2( )
3( )
V10_3hSF
_f2_2
(i)
Caminhar de uma esquina a
outra
1( )
2( )
3( )
V11_3iSF
_f2_2
(j)
Tomar banho ou vestir-se
1( )
2( )
3( )
V12_3jSF
_f2_2
68
4. Durante as 4 últimas semanas, você tem tido algum dos problemas seguintes com seu
trabalho ou outras atividades habituais, devido a sua saúde física?
Sim
Não
(a) Você reduziu a quantidade de tempo que passa trabalhando ou em outras
V13_4aS
1( )
2( )
atividades
F_f2_2
V14_4bS
(b)Fez menos coisas do que gostaria
1( )
2( )
F_f2_2
V15_4cS
(c) Sentiu dificuldade no tipo de trabalho que realiza ou outras atividades
1( )
2( )
F_f2_2
(d)Teve dificuldade para trabalhar ou para realizar outras atividades (p.ex,
V16_4dS
1( )
2( )
precisou fazer mais esforço)
F_f2_2
5. Durante as 4 últimas semanas, você tem tido algum dos problemas abaixo com seu
trabalho ou outras atividades de vida diária devido a alguns problemas emocionais (tais
como sentir-se deprimido ou ansioso)?
Sim
Não
(a) Você reduziu a quantidade de tempo que passa trabalhando ou em
1( )
2( )
outras atividades
(b)Fez menos coisas do que gostaria
1( )
2( )
(c) Trabalhou ou realizou outras atividades com menos atenção do que de
costume
1( )
2( )
V17_5aS
F_f2_2
V18_5BS
F_f2_2
V19_5cS
F_f2_2
6. Durante as 4 últimas semanas, até que ponto os problemas com sua saúde física ou
emocional interferiram com atividades sociais normais com família, amigos, vizinhos, ou
grupos?
Nada
1()
Um pouco
2()
Moderadmente
3()
Bastante
4()
Extremamente
5()
V20_6SF_
f2_2
69
7. Quanta dor no corpo você sentiu durante as 4 últimas semanas?
Nenhuma
1()
Muito Leve
2()
Leve
3()
Moderada
4()
Intensa
5()
Muito Intensa
6()
V21_7SF
_f2_2
8. Durante as 4 últimas semanas, quanto a dor interferiu com seu trabalho habitual
(incluindo o trabalho fora de casa e o trabalho em casa)?
Nada
1()
Um pouco
2()
Moderadamente
3()
Bastante
4()
Extremamente
5()
V22_8SF_f2
_2
70
9. As próximas questões são sobre como você se sente e como as coisas tem acontecido com
você durante as 4 últimas semanas. Para cada questão, por favor, dê uma resposta que mais
se aproxime da forma como você tem se sentido.
Durante as últimas semanas quanto tempo você sentiu cada uma das experiências abaixo?
Todo o
tempo
A maior
parte
do
tempo
Uma
boa
parte
do
tempo
Alguma
parte do
tempo
Uma
parte do
tempo
Nenhum
momento
(a) Você se sentiu cheio de
vida?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V23_9aSF_
f2_2
(b) Você se sentiu uma
pessoa muito nervosa
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V24_9bSF_
f2_2
(c) Você se sentiu tão “para
baixo” que nada
conseguia anima-lo
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V25_9cSF_f
2_2
(d) Você se sentiu calmo e
tranqüilo?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V26_9dSF_
f2_2
(e) Você teve muita
energia?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V27_9eSF_f
2_2
(f) Você se sentiu
desanimado e
deprimido?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V28_9fSF_f
2_2
(g) Você se sentiu esgotado
(muito cansado)?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V29_9gSF_
f2_2
(h) Você se sentiu uma
pessoa feliz?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V30_9hSF_
f2_2
(i) Você se sentiu cansado?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V31_9iSF_f
2_2
71
10. Durante as 4 últimas semanas, por quanto tempo os problemas de sua saúde física ou
emocional interferiram com suas atividades sociais, como visitar seus amigos, parentes,
etc.
Todo o
tempo
1()
A maior parte
do tempo
2()
Alguma parte
do tempo
3()
Pequena parte
do tempo
4()
Nenhum
momento
5()
V32_10SF
_f2_2
11. Por favor, escolha a resposta que melhor descreve até que ponto cada uma das
seguintes declarações é verdadeira ou falsa
VERDADE
FALSO
TOTAL
TOTAL
Sem dúvida
verdadeiro
Geralmente
verdadeiro
Não sei
Geralmente
falso
Sem dúvida
falso
(a) Parece que eu fico
doente com mais
facilidade do que outras
pessoas
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V33_11aSF_
f2_2
(b) Eu me sinto tão
saudável quanto
qualquer pessoa que
conheço
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V34_11bSF_
f2_2
(c) Acredito que minha
saúde vai piorar
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V35_11cSF_
f2_2
(d) Minha saúde está
excelente
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V36_11dSF_
f2_2
72
As Perguntas Seguintes São Mais Relacionadas coma Sua Doença Renal
Sua Doença Renal
12. Até que ponto cada uma das seguintes declarações é verdadeira ou falsa para você?
VERDAD
E
FALSO
TOTAL
TOTA
L
Sem dúvida
verdadeiro
(a) Minha doença renal
interfere demais
com a minha vida
(b)Muito do meu
tempo é gasto com
minha doença renal
(c) Eu me sinto
decepcionado ao
lidar com minha
doença renal
(d)Eu me sinto um
peso para minha
família
Geralmente
Geralmente Sem dúvida
verdadeiro Não sei
falso
falso
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V37_12aR
_f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V38_12bR
_f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V39_12cR
_f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V40_12dR
_f2_2
73
13. Estas questões são sobre como você se sente e como tem sido sua vida nas 4 últimas
semanas. Para cada questão, por favor assinale a resposta que mais se aproxima de
como você tem se sentido. Quanto tempo durante as 4 últimas semanas teve as
seguintes experiências?
Uma
Alguma
A maior
pequena parte Uma boa parte
Nenhum parte do
do
parte do
do
Todo o
momento tempo
tempo
tempo
tempo tempo
(a) Você se isolou ( se
afastou) das pessoas
ao seu redor?
(b)Você demorou para
reagir às coisas que
foram ditas ou
aconteceram?
(c) Você se irritou com
as pessoas próximas?
(d) Você teve
dificuldade para
concentrar-se ou
pensar?
(e) Você se relacionou
bem com as outras
pessoas?.
(f) Você se sentiu
confuso?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V41_13aR_
f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V42_13bR_
f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V43_13cR_
f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V44_13dR_
f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V45_13eR_
f2_2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V46_13fR_
f2_2
Em 5/4/06 - modificação dos nomes de V42 em diante, consistente com os nomes no banco
de dados ;
14.
Durante as 4 últimas semanas, quanto você se incomodou com cada um dos
seguintes problemas?
74
Não me
incomod
e forma
alguma
Fiquei
um
pouco
incomodado
Incomodeime de forma
moderada
Muito
incomodado
Extremamente
incomodado
(a) Dores musculares?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V47_14aR_f2_2
(b) Dor no peito?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V48_14bR_f2_2
(c) Cãibras?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V49_14cR_f2_2
(d) Coceira na pele?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V50_14dR_f2_2
(e) Pele seca?.
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V51_14eR_f2_2
(f) Falta de ar?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V52_14fR_f2_2
(g) Fraqueza ou
tontura?.
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V53_14gR_f2_2
(h) Falta de apetite?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V54_14hR_f2_2
(i)Esgotamento
(muito cansaço)?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V55_14iR_f2_2
(j) Dormência nas
mãos ou pés?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V56_14jR_f2_2
(k) Vontade de
vomitar ou
indisposição
estomacal
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V57_14jR_f2_2
(l) Problemas com sua
via de acesso para
hemodiálise
(fístula ou cateter)
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V58_14lR_f2_2
75
Efeitos da Doença Renal em Sua Vida Diária
15. Algumas pessoas ficam incomodadas com os efeitos da doença renal em suas vidas
diárias, enquanto outras não. Até que ponto a doença renal lhe incomoda em cada
uma das seguintes áreas?
Não
incomod
a nada
Incomo
da um
pouco
Incomo
da de
forma
modera
da
Incomo
da
muito
Incomo
da
extrema
-mente
(a) Limitação de
líqüido?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V59_15a
R_f2_2
V60_15b
R_f2_2
V61_15c
R_f2_2
(b)Limitação alimentar?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
(c) Sua capacidade de
trabalhar em casa?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
(d) Sua capacidade de
viajar?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V62_15d
R_f2_2
(e) Depender dos
médicos e outros
profissionais da
saúde?.
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V63_15e
R_f2_2
(f) Estresse ou
preocupações
causadas pela
doença renal?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V64_15f
R_f2_2
(g)Sua vida sexual?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
(h)Sua aparência
pessoal?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V65_15g
R_f2_2
V66_15h
R_f2_2
76
As próximas três questões são pessoais e estão relacionadas à sua atividade sexual, mas suas
respostas são importantes para o entendimento do impacto da doença renal na vida das pessoas.
Não
1()
16. Você teve alguma atividade sexual nas 4 últimas
semanas?
Sim
2( )
V67_16R_f2_2
Se a sua resposta é não, então pule, por favor, para a questão 17 e
se a sua resposta é sim, então responda, por favor, as duas
questões que seguem sobre satisfação e excitação sexual.
NÃO
POUCO
MUITO
Nenhum
problema
Pouco
problema
Um
problema
Muito
problema
Problema
enorme
(a) Nas últimas 4
semanas você teve
problema em ter
satisfação sexual?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V68_16aR_f2_2
(b) Nas últimas 4
semanas você teve
problema em ficar
sexualmente
excitado(a)?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V69_16bR_f2_2
17. Para a questão seguinte, por favor avalie seu sono, usando uma escala variando de
0, (representando “muito ruim”) a 10, (representando “muito bom”). Se você acha
que seu sono está meio termo entre “muito ruim” e “muito bom,” por favor marque
um X abaixo do número 5. Se você acha que seu sono está em um nível melhor do
que 5, mas não chega a ser muito bom, marque um X abaixo do que achar mais
correto que pode ser o 6 ou 7 ou 8 ou 9. Se você acha que seu sono está pior do que
5, mas não chega a ser muito ruim, marque um X abaixo do que achar mais correto
que pode ser o 4 ou 3 ou 2 ou 1.
77
Em uma escala de 0 a 10, como você avaliaria seu sono em geral? [Marque um X
abaixo do número.]
Muito
ruim
0
( )
Muito
bom
1
( )
2
( )
3
( )
4
( )
5
( )
6
( )
7
( )
8
( )
9
( )
V70_17R_f2_2
10
( )
18. Com que freqüência (ou por quanto tempo) durante as 4 últimas semanas você enfrentou
algum dos problemas?
Uma
Uma
A
pequen Alguma
boa
maior
a parte
parte
parte
parte
Todo
Nenhum
do
do
do
do
o
momento
tempo
tempo
tempo
tempo tempo
(a) Acordou
durante a noite
e teve
dificuldade para
voltar a dormir?
(b)Dormiu pelo
tempo
necessário?
(c) Teve
dificuldade para
ficar acordado
durante o dia?
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V71_18aR_f2_
2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V72_18bR_f2_
2
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
6( )
V73_18cR_f2_
2
78
19. Em relação à sua família e amigos, até que ponto você está insatisfeito ou satisfeito nos
seguintes aspectos?
MUITO
INSATISFEITO
SATISFEITO
MUITO




SATISFEIT
O
INSATISFEITO
(a) A quantidade
de tempo que
você passa
com sua
família e
amigos?
1( )
2( )
3( )
4( )
V74_19aR
_f2_2
(b) O apoio que
você recebe de
sua família e
amigos?
1( )
2( )
3( )
4( )
V75_19bR
_f2_2
20. Durante as 4 últimas semanas, você recebeu dinheiro para trabalhar (trabalho
remunerado)?
Sim
Não
1( )
2( )
V76_20
R_f2_2
21. Sua saúde o impossibilitou de exercer algum trabalho pago (trabalho remunerado)?
Sim
Não
1( )
2( )
V77_21R
_f2_2
22. No geral como você avaliaria a sua saúde?
Qual a nota de zero a dez que você atribui a sua saúde de um modo geral?
A pior possível
(tão ruim ou
ipor do que
estar morto)
Meio termo entre
pior e melhor
A melhor
possível
V78_22R_f2_2
0
( )
1
( )
2
( )
3
( )
4
( )
5
( )
6
( )
7
( )
8
( )
9
( )
10
( )
79
Satisfação Com o Tratamento
23. Pense a respeito dos cuidados que você recebe na diálise. Em termos de satisfação, como
você classificaria a amizade e o interese deles demonstrado em você como pessoa?



Ruim
Regular
Bom
Muito bom Excelente O melhor V79_23R
Muito ruim
1()
2()
3()
4()
5()
6()
7()
_f2_2
24. Nas duas perguntas que seguem responda se o pessoal da diálise tem encorajado você a
ser independente e lidar com a sua doença?
VERDA
DE
FALS
O
TOTAL
TOTA
L
Com
certeza
encorajou
Acho
Tenho
que
dúvida
encorajou se encorajou
Acho
que não
encorajou
Com
certeza
não
encorajou
(a) O pessoal da
diálise me
encorajou a ser
o (a) mais
independente
possível
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V80_24
aR_f2_2
(b)O pessoal da
diálise ajudoume a lidar com
minha doença
renal
1( )
2( )
3( )
4( )
5( )
V81_24
bR_f2_2
Obrigado por responder estas questões!
80
Anexo V – Parecer do Comitê de Ética
81
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