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A IMPORTÂNCIA DO ESTOQUE NAS EMPRESAS
SUELEN MATTAR BINATTO
Pós Graduação em Logística
Faculdade de Tecnologia Prof. Luiz Rosa
Orientação: Prof. Cassia E. de Moura
RESUMO
O presente estudo apresenta uma pesquisa bibliográfica cujo objetivo é expor sobre o estoque de
segurança (um dos itens da gestão de materiais e de estoque) aqui entendido como essencial para a
empresa sobreviver à eventuais fatores fora de seu controle tais como a crise no fornecimento da
matéria-prima e também para obter vantagem competitiva, ao estar pronta para entregar ao cliente o
material a mais que ele recomendar. Comparado à necessidade de um exército em guerra de contar
com materiais, suprimentos, armas e soldados em uma reserva de segurança, para eventuais
emergências, o estoque de segurança, quando bem gerido, dá à empresa a chance de não parar de
funcionar se o fornecedor atrasar a entrega ou de contemplar o cliente na hora que desejar.
Palavras-chave: Estoque, competição, estoque de segurança, gestão.
INTRODUÇÃO
A administração empresarial, a gestão de um negócio, o sucesso de um empreendimento têm
muito em comum com a guerra, ou seja, em muitas circunstâncias, gerir um negócio é como participar
de uma guerra.
As coincidências são muitas: é preciso matéria-prima na empresa e na guerra; é preciso
logística de abastecimento em ambas; é preciso logística de negócio e de movimentação da tropa; é
preciso conhecer o oponente; é preciso ser ágil; é preciso ter equipes treinadas e concentradas; é
preciso ter estoques de segurança em ambas. Para a empresa, o estoque de segurança é tranquilidade
para eventuais circunstâncias. Na guerra, ter armas, soldados e alimentos para momentos mais duros, é
algo essencial.
Gerir estoques é garantir o trânsito da matéria-prima até seu uso na produção e o atendimento
dos clientes, quando esses solicitam os produtos da empresa. A boa administração do estoque visa,
portanto, evitar que a empresa tenha muita matéria-prima estocada ou muito produto pronto sem ser
vendido. É um exercício muito complicado, porém, a sua boa gestão é sinônimo de sucesso
empresarial.
Este trabalho visa entender a importância dos estoques de segurança nas empresas, seja de
matéria-prima (para garantir a produção conforme a demanda exija) e de produtos prontos (para
atender novos clientes), ou seja, estoque pode ser uma estratégia de algumas empresas para casos
emergenciais e para outras esse método visto como custo.
GESTÃO DE ESTOQUES
Estoque se relaciona ao manejo de materiais. Em Pozo (2004) vê-se que a atividade de
material existe desde a mais remota época, através das trocas de caças e de utensílios até chegarmos
aos dias de hoje, passando pela Revolução Industrial. Para o autor, produzir, estocar, trocar objetos e
mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano.
Quanto à definição do que seja estoque, em CABRAL (1998, p. 265), se vê que pode ser
“estoque de matéria-prima, estoque de material em processo, estoque de componentes, estoque do
produto pronto”.
O mesmo autor reforça que apenas uma empresa pode deter dentro dela todos os tipos de
estoques, desde que possua os recursos necessários para administrar todos de forma correta e que lhe
proporcione um melhor desenvolvimento e atendimento entre cliente, fornecedor e mão-de-obra.
A efetivação de uma política de gestão de estoque deve levar em conta informações como o
custo de excesso ou de falta de estoques em um determinado período de operação, os custos de
manutenção de estoques e de os pedidos perdidos por falta de material pronto ou de matéria-prima.
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Para Galvão (2010) o sistema de planejamento de material, estabelecido como MRP “Material
Requirements Planning”, foi conceituado originalmente na década de 1960.
Quanto à importância da gestão de estoques, em Almeida & Lucena (2006) nota-se que ele é
um assunto vital e, freqüentemente, absorve parte substancial do orçamento operacional de uma
organização. Os autores explicam que a eficiência na sua administração poderá criar diferenciação
com os concorrentes, melhorando a qualidade, reduzindo os tempos, diminuindo os custos entre outros
fatores, oferecendo, assim, uma vantagem competitiva para a própria empresa.
É preciso reforçar, portanto, que a administração de estoques é de importância significativa na
maioria das empresas, tanto em função do próprio valor dos itens mantidos em estoque, associação
direta com o ciclo operacional da empresa.
Além disso, falar em estoque é falar em materiais e em meios de assegurar o suprimento de
materiais necessários ao funcionamento da organização, no tempo correto, na quantidade necessária,
na qualidade requerida e pelo melhor preço. Sendo claro que qualquer atividade requer materiais e
serviços, ter uma competente administração de estoques exige controle das compras pendentes de
entrega; determinação dos níveis de estoques; estudos dos métodos de ressuprimento; classificação de
materiais; controle físico dos materiais. “O controle de estoques é parte vital do composto logístico,
pois estes podem absorver de 25% a 40% dos custos totais, representando uma porção substancial do
capital da empresa” (BALLOU, 1993, p. 13)
Segundo Martins (2000), os principais objetivos da Administração de Recursos Materiais e
Patrimoniais são:
a) Preço Baixo – a meta é reduzir o preço de compra e aumentar os lucros, se mantida a mesma
qualidade;
b) Alto Giro de Estoques - implica em melhor utilização do capital, aumentando o retorno
sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro;
c) Baixo Custo de Aquisição e Posse - dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de
Controle de Estoques, Armazenamento e Compras;
d) Continuidade de Fornecimento - é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos
fornecedores. Os custos de produção, expedição e transportes são afetados diretamente por este item;
e) Consistência de Qualidade - a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de
materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. Em algumas empresas a qualidade dos
produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de Materiais;
De uma forma geral, os autores elencados acima entendem que os estoques são a ligação direta
entre as etapas do processo de compra e venda, sendo, portanto, responsáveis por um papel importante
na flexibilidade operacional da empresa. A organização do estoque é essencial para o rápido acesso
aos materiais necessários, como mostra a foto.
Figura 1: disposição do estoque
Figura 1: a manutenção equilibrada do estoque é um desafio
(fonte: http://becocomsaidasebrae.files.wordpress.com/2009/02/estoque.jpeg - acesso
20/04/2010)
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Em Severo Filho (2006) vê-se que a gestão de estoques é o principal critério de avaliação de
eficiência do sistema de administração de materiais e abrange uma série de atividades, que vão desde a
programação e planejamento das necessidades de materiais em estoque, até ao controle das
quantidades adquiridas, com a intenção de medir a sua localização, movimentação, utilização e
armazenagem desses estoques de modo a responder com regularidade aos clientes em relação a preços,
quantidades, e prazos.
Ballou (2001) aponta que o controle de estoque é estudado desde 1913 porque desde então
sabe-se que a excelência de produção e de sucesso da empresa dependem também do bom
funcionamento de tal área, que responde por boa parte dos custos logísticos. Porém, foi somente a
partir da década de 70, surgiram vários sistemas de controle de produção (MRP, JIT e ERP) que têm
características um pouco mais qualitativas em relação às abordagens quantitativas tradicionais.
Falar em estoque, segundo Heizer & Render (2001), todas as empresas têm algum tipo de
sistema de planejamento e controle de estoques. No caso de produtos físicos, a organização deve
determinar se irá fabricá-los ou comprá-los. Depois que essa decisão tiver sido tomada, a etapa
seguinte é prever a demanda, cabendo depois, determinar o estoque necessário para atender essa
demanda.
Classificação dos estoques
Para Gurgel (1996), estoque é a composição de materiais - materiais em processamento,
materiais semi-acabados, materiais acabados - que não é utilizada em determinado momento na
empresa, mas que precisa existir em função de futuras necessidades.
Já Moreira (1998) entende que os estoques são, de forma generalizada, uma certa quantidade
de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados, permanentemente, para produzir lucros e
serviços. São lucros provenientes das vendas e serviços, por permitirem a continuidade do processo
produtivo das organizações.
Quanto à classificação, os estoques podem ser classificados de três formas: estoques de
matérias-primas, estoques de produtos de processo de produtos e estoques de produtos acabados.
Para Dias (1997), os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em fabricação e produtos
acabados. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de estoque e o investimento
financeiro envolvido.
Almeida & Lucena (2006) explicam que para a manutenção dos estoques de matérias-primas
são utilizadas justificativas como a facilidade para o planejamento do processo produtivo, a
manutenção do melhor preço deste produto, a prevenção quanto à falta de materiais e, eventualmente,
a obtenção de descontos por aquisição de grandes quantidades.
Já para a manutenção de estoques de materiais em processos, justifica-se a maior flexibilidade
do processo produtivo, caso ocorra interrupção em alguma das linhas de produção da empresa.
Obviamente, essa questão deve ser substituída pela adoção de processos de produção mais confiáveis,
para se evitar a ocorrência dessas interrupções.
Quanto à manutenção de estoques de produtos acabados ela ocorre por duas razões: garantir
atendimentos efetuados para as vendas realizadas e diminuir os custos de mudança na linha de
produção.
Quanto às funções do estoque, Chiavenato (1991) afirma que as principais são:
a) Garantir o abastecimento de materiais à empresa, neutralizando os efeitos de demora ou
atraso no fornecimento de materiais; sazonalidade no suprimento; riscos de dificuldade no
fornecimento.
b) Proporcionar economias de escala através da compra ou produção em lotes econômicos;
pela flexibilidade do processo produtivo; pela rapidez e eficiência no atendimento às necessidades.
Formas de administrar
Partindo do princípio de que um dos passos mais importantes na condução de uma empresa
seja o planejamento, é exigido dos gestores habilidade para analisar cenários e fazer a escolha do
caminho por onde se deseja conduzir a empresa em longo prazo, para que a empresa tenha sucesso em
seu segmento de mercado.
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Noda (1998) explica que o planejamento empresarial deve ter como finalidade facilitar e criar
condições de relacionamento entre os componentes das estruturas organizacionais, interna e
externamente à organização, de tal modo que contribua positivamente para o estabelecimento e a
implementação dos mecanismos de perpetuação da organização e de seus membros.
Em Ballou (2001) é possível perceber, em seu estudo sobre gerenciamento da cadeia de
suprimentos, que em última instância o planejamento empresarial tem como meta a identificação das
necessidades do cliente e a adaptação dos processos de negócio para satisfazer essas necessidades.
Exemplo de aprimoramento da gestão de estoque se vê na figura a seguir.
Figura 2: Gestão de estoque
Como visto na figura acima, satisfazer o cliente exige planejamento da produção, que
direciona os esforços da organização no sentido de maximizar a utilização de recursos e melhorar o
desempenho total. E, falar em produção exige o domínio do universo do estoque, um setor quase
sempre pouco valorizado ou que recebe pouca atenção dos empresários.
Para Arnold (1999), independente do motivo pelo qual o estoque está nos canais da produção,
fazer um bom planejamento dele é essencial para a competitividade empresarial, pois, erros ou acertos
determinarão os resultados financeiros desta.
Para Dias (1993), falar em estoque é falar na previsão do consumo do material, que
estabelecerá as estimativas futuras dos produtos acabados comercializados pela empresa. Falar em
previsão é falar em probabilidade, o que configura as incertezas que gerem a administração de
estoques. Mesmo assim, os especialistas recomendam, é preciso planejar.
Pode-se questionar o motivo de gerir o estoque. Francischini (2002) explica que a meta de uma
empresa é ter lucros sobre o que investe em seu patrimônio, seus equipamentos e outras operações,
inclusive nas relacionadas aos estoques. Em todas as áreas, as empresas esperam que o dinheiro
investido em estoques seja o lubrificante necessário para a produção e o bom atendimento das vendas.
Gerir o estoque de uma empresa é um desafio constante, pois o seu sucesso está sempre
atrelado à incerteza de demanda futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento e da
disponibilidade imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos prazos de entrega.
Além disso, há a necessidade de continuidade operacional e da remuneração do capital
investido; porém, mesmo assim, o estoque precisa estar permanentemente à mão para o pronto
atendimento do consumo interno e/ou das vendas.
Gerir o estoque é procurar evitar a falta de material sem que esta diligência resulte em estoques
excessivos em relação às necessidades da empresa. O controle procura manter os níveis estabelecidos
em equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas e os custos daí decorrentes.
Em Moura (1997) se vê que a gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir recursos ociosos
possuidores de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de material, em
uma determinada empresa. Neste sentido, os investimentos não são dirigidos por uma organização
somente para aplicações diretas que produzam lucros, tais como os investimentos em máquinas e em
equipamentos destinados ao aumento da produção e, conseqüentemente, das vendas.
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Destacada a importância do estoque para uma organização, vê-se que o manejo de materiais é
o conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma empresa, de forma centralizada ou não,
destinadas a suprir as diversas unidades, com os materiais necessários ao desempenho normal das
respectivas atribuições.
Tais atividades abrangem desde o circuito de re-aprovisionamento, inclusive compras, o
recebimento, a armazenagem dos materiais, o fornecimento dos mesmos aos órgãos requisitantes, até
as operações gerais de controle de estoques. A administração de materiais, portanto, visa garantir a
existência contínua de um estoque, organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o
compõem.
Dias (1997) argumenta que o controle de estoque é um subsistema responsável pela gestão
econômica dos estoques, através do planejamento e da programação de material, compreendendo a
análise, a previsão, o controle e o ressuprimento de material. Ainda para Chiavenato (1991), o estoque
é necessário para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de
preocupações e desníveis.
Além disso, são muitas as formas de administrar os estoques, tais como através da Curva ABC,
que separa os estoques em três grupos, demonstrando graficamente com eixos de valores e
quantidades, que considera os materiais divididos em três grandes grupos, de acordo com seus valores
de preço/custo e quantidades.
O modelo de lote econômico determina a quantidade ótima que minimiza os custos totais de
estocagem de pedido para um item do estoque; considerando-se os custos de pedir e os custos de
manter os materiais; sendo que os custos de pedir são os fixos, administrativos ao se efetuar e receber
um pedido, e os custos de manter são os variáveis por unidade da manutenção de um item de estoque
por um determinado período (custo de armazenagem), segundo a "oportunidade" de outros
investimentos.
O método do Ponto de pedido determina em que ponto os estoques serão pedidos levando-se
em consideração o tempo de entrega dos principais itens, da seguinte forma:
Ponto de pedido = tempo de reposição em dias x demanda diária.
Bowersox & Closs (2001) destacam que a gestão equilibrada do estoque se dá pelo seguinte
motivo: ele consegue recurso que poderia estar em outro segmento. Dentre eles:
Recursos Financeiros: o dinheiro gasto no estoque poderia render juros em aplicações
financeiras ou pagando contas.
Espaço no chão de fabrica: espaço é algo raro para qualquer empresa. alugar prédios para
manter estoques ou comprar galpões exigem grande estudo e investimento.
Movimentação desnecessária: estoques dificultam a circulação nos corredores e inviabilizam
a instalação de um arranjo físico mais adequado para os equipamentos produtivos.
Mão-de-obra: se existe estoques, são necessários funcionários para receber, armazenar,
controlar e expedir. A mão de obra é hoje uma das maiores despesas de qualquer empresa.
Perdas e danos: estoques são produtos guardados e se isso ocorre por muito tempo, há a
chance deles se deteriorarem caso não sejam usados dentro do prazo. Grandes estoques podem gerar
acidentes que danificam produtos.
Custos: o seguro necessário para os estoques é um custo desnecessário.
Capacidade de produção – custo de aumento da capacidade de produção é maior do que de
manutenção de estoques para períodos de maior demanda.
Recebimento – há falta de capacidade de recebimento de um número maior de entregas de
material comprado.
Pedido – o custo de pedido e movimentação interna para entrega diária de lotes de compra
menores é maior do que o custo de manutenção de estoque por períodos mais longos. Veremos mais
adiante que existe uma quantidade ótima a ser comprada, que proporciona o menor custo para a
empresa.
No que se refere à administração dos estoques, em Sandroni (1994) vê-se a aplicação do “Just
in Time”, mais conhecido como Sistema de Produção Toyota ou Sistema “Kanban”, que consiste em
um sistema de controle de estoques, no qual as partes e componentes são produzidas e entregues nas
diferentes seções, um pouco antes de serem utilizadas.
Embora seja uma forma de gerir estoque muito ágil, o próprio autor reconhece que é algo
difícil de ser obtido (a entrega da matéria-prima alguns instantes antes de ser usado na produção)
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porque depende muito do fornecedor. Em um país cujas estradas não são suficientes e nem seguras e
com o hábito cultural de não se cumprir horários, os problemas podem se ampliar caso a empresa opte
por tal sistema.
Vê-se em Fernandez (2010) que os estoques representam capital investido, lançado no ativo da
empresa e com liquidez dependente do volume produzido e vendido (ou apenas revendido, no caso do
comércio).
IUDICILUS (2009, p. 24) alerta que é estratégico para qualquer empresa o controle adequado
de seus estoques, de forma a reduzir os custos gerados pela existência deles. Neste sentido, ele diz que
o ideal para as empresas seria efetuar as aquisições de estoques somente para atender os pedidos de
seus clientes e, assim, obter a redução dos custos envolvidos.
O mesmo autor lembra que a gestão de estoque, quando não dimensionada eficazmente, pode
fazer com que a empresa fique sem produtos para atender seus processos fabris e/ou seus clientes ou
mesmo, por outro lado, perder dinheiro com o encalhe desses estoques mal planejados.
Para dimensionar a importância da gestão de estoques, estudiosos usam como exemplo o caso
das empresas que iniciaram o comércio eletrônico no país, através da venda pela internet, que não
deram a dimensão exata de seus estoques para garantir o funcionamento, certas que estavam da
garantia de entrega de seus fornecedores e que, após venderem grandes quantidades, não conseguiram
entregar os produtos a tempo para os clientes.
Percebe-se o dilema dessas empresas, pois como a armazenagem sempre gera custos e
despesas como aluguéis das áreas de armazenagem, impostos, depreciação do imóvel, manutenção,
seguros, mão-de-obra para controle dos estoques, custo de aquisição dos materiais estocados, risco de
obsolescência e perdas.
Assim, se fosse possível minimizá-las através do “just in time”, o lucro seria maior, através da
remessa direta do fornecedor ao cliente final. Essas empresas da Internet seriam apenas intermediárias
no processo de venda e se esquematizariam desde o início para isso.
O caso das empresas de internet mostra que a gestão incorreta do estoque pode gerar perda de
competitividade, de tempo e de recursos, pois foram obrigadas a reformularem seu negócio com o
acréscimo de estoques a fim de viabilizar sua existência como empresa.
Quanto aos objetivos do estoque
Para BERTAGLIA (2003, p. 313), um dos grandes desafios enfrentados atualmente pelas
organizações se refere ao balanceamento dos estoques em termos de produção e logística com a
demanda do mercado e o serviço ao cliente. Neste sentido, os estoques incorrem em custos, oneram o
capital, ocupam espaço e necessitam de gerenciamento tanto na entrada como na saída. Podem tornarse obsoletos e ultrapassados.
Em Almeida & Lucena (2006) nota-se que a existência de um estoque cumpre vários objetivos
entre eles balancear custos de manter e de pedir estoque. Quanto maior for a quantidade estocada,
maior será o custo de manutenção. Quanto maior for a quantidade do pedido, maior será o estoque
médio e mais alto será o custo de mantê-lo, explicam os referidos autores. Outro objetivo do estoque é
o de nível de serviço. O desafio consiste em obter sempre o maior equilíbrio possível entre a produção
e o custo total de estoque, de um lado, e o nível de serviço aos clientes, de outro lado.
No que tange aos objetivos da previsão de incertezas, está em achar o equilíbrio entre a
quantidade a ser solicitada pelos clientes e a quantidade a ser armazenada. “Não é possível prever com
exatidão quando chegarão os suprimentos para iniciar a produção e abastecer os estoques”
(ALMEIDA & LUCENA, 2006, p. 43).
Neste sentido, os autores recomendam que uma das primeiras questões consideradas no
controle de estoque é a previsão de vendas futuras, da demanda, bem como a estimativa do tempo de
ressuprimento “lead time”, desde a colocação do pedido no fornecedor, sua produção até a chegada do
material em nossas instalações.
Gerir o estoque objetiva-se também fazer uma previsão de demanda, ou seja, prever o produto
e qual quantidade que os clientes deverão comprar. Dessa forna, grande esforço deve ser dedicado ao
desenvolvimento deste tópico.
Para pode prever o estoque e a demanda dos clientes a empresa deve manter contato diário ou
constantes com seus clientes, seja por telefone, por carta, pessoalmente ou ainda através da internet.
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Quanto mais a empresa souber de seus clientes, mais fácil será prever a demanda e dimensionar o
estoque.
A este respeito, Chiavenato (1991), recomenda que a empresa deva mapear com exatidão,
fornecedor a fornecedor, o tempo que o fornecedor necessita para processar pedido, programar a
produção, se necessário (e em qual situação), produzir o tempo de despacho do material.
Formas de prever estoque
Chiavenato (1991) diz existir informações essenciais na previsão dos estoques que se dividem
em duas categorias: quantitativas e qualitativas e ambas permitem decidir quais serão as dimensões e a
distribuição no tempo da demanda dos produtos acabados.
Quanto às informações quantitativas, elas englobam a evolução das vendas no passado, as
variáveis cuja evolução e explicação estão ligadas diretamente às vendas e as variáveis de fácil
previsão, relativamente ligadas às vendas (populações, renda, PNB). Outro item que se insere nesse
grupo é a influência da propaganda. Por outro lado, as informações qualitativas são as opiniões dos
gerentes e dos vendedores. Para dimensionamento qualitativo do estoque o estudioso recomenda à
empresa ouvir seus compradores e também pesquisar sempre o mercado.
Com tais dados a empresa poderá projetar o consumo (e a sua demanda interna por matériaprima, por estoques), que é repetição no futuro do nível de compra dos seus produtos. Os dados
obtidos na pesquisa ainda dão à empresa a chance de explicar as vendas do passado mediante leis que
relacionem as mesmas com outras variáveis, cuja evolução é conhecida ou previsível. São aplicações
de técnicas de regressão e correlação.
Em relação à sua importância, o tempo de reposição deve ser determinado do modo mais
realista possível, pois as variações podem alterar toda a estrutura dos sistemas de estoques. Em suma,
o desafio de prever o estoque ideal é entendido assim:
ESTOQUE ELEVADO (maior custo de manutenção)
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ESTOQUE BAIXO (risco de perda de vendas e/ou paradas de produção)
O MRP
Como dito antes, são muitas as ferramentas existentes para a gestão de materiais e de estoques
de uma empresa. Em Peixoto (2010) vê-se que a otimização através de técnicas de programação
matemática, tais como programações linear, não-linear e inteira, deve ser empregada sempre que
possível, pois essas técnicas garantem uma solução ótima.
Dentre as muitas opções de gestão de estoque existe o MRP. Esse sistema, segundo o autor,
permite que as empresas calculem quantos materiais de determinado tipo são necessários e em que
momento, objetivando o cumprimento de entregas de produtos sempre com o mínimo de estoque
necessário. “ O processo de planejamento do MRP, evoluiu, como todo processo pela melhoria
continua das organizações, de modo a satisfazer as necessidades e atendimentos da evolução
tecnológica” (Galvão, 2010).
Viana (2002, 74) mostra que o MRP visa auxiliar a empresa a planejar e “controlar suas
necessidades de recursos com o apoio de sistemas informatizados”. O mesmo explica que MRP tanto
pode significar o planejamento das necessidades de materiais, como o planejamento dos recursos de
manufatura.
Assim, fica claro que o desafio de planejar e controlar os estoques para atingir a satisfação dos
clientes, sejam internos ou externos, com o menor investimento possível, é o objetivo primordial de
qualquer empresa e precisa levar em conta variações como:
A - Rotatividade de estoque – na análise de Custo do capital; Custo de manutenção/
armazenagem, obsolescência,
B - Atendimento ao cliente – nas faltas de material ,onde reprogramações para a eliminação de
custos como horas extras e desgastes com os clientes,
C - Produtividade – em paralisações de equipamentos e da produção da organização ou
desperdícios em geral.
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D - Utilização da capacidade – na utilização econômica dos recursos das instalações,
E - Custo de material – nas decisões de O que?, Como?, quando? E Onde? Devem ser
avaliadas a fim de evitar custos adicionais.
F - Custos do sistema – na eliminação de retrabalhos, em que resultam no conhecido apagar
incêndios.
A respeito dessas considerações quanto à ferramenta administrativa do MRP, pode-ser ver na
figura abaixo um esquema ilustrativo da mesma.
Figura 3: esquema
Figura 3: Visão Geral do MRP (fonte: Galvão – 2010)
Para Almeida & Lucena (2006), a maior vantagem do MRP consiste em utilizar programas de
computadores complexos, levando-se em consideração todos os fatores relevantes para conseguir o
melhor cumprimento de prazos de entrega, com estoques baixos, mesmo que a fábrica tenha muitos
produtos em quantidade, de uma semana para outra.
Os mesmos autores destacam ainda a rigorosa disciplina a ser observada pelos funcionários
que interagem com o sistema MRP, em relação à informação de dados para computador, pois, sem
essa disciplina, a memória do MRP acumulará erros nos saldos em estoques e nas quantidades
necessárias.
Além do MRP, existe ainda a metodologia da curva ABC, que é um importante instrumento
para o administrador e permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados
quanto à sua administração.
Martins (2000) explica que se obtém a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a
sua importância relativa. Verifica-se, portanto, que, uma vez obtida a seqüência dos itens e sua
classificação ABC, disso resulta imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de gestão
administrativas, conforme a importância dos itens.
Gurgel (1996) aponta que a curva ABC tem sido usada para a administração de estoques, para
definição de políticas de vendas, estabelecimento de prioridades para a programação da produção e
uma série de outros problemas usuais na empresa.
A referida curva classifica os itens conforme sua relevância:
Classe A: Grupo de itens mais importante que devem ser trabalhados com uma atenção
especial pela administração.
Classe B: Grupo intermediário.
Classe C: Grupo de itens menos importantes em termos de movimentação, no entanto,
requerem atenção pelo fato de gerarem custo de manter estoque.
Sandro (2004) mostra que o MRP original é da década de 1960, quando as letras queriam dizer
“Material Requirements Planning”, agora chamado de MRP Um ou MRP I. O MRP I permite que as
empresas calculem quantos materiais de determinado tipo são necessários e em que momento.
Durante os anos 80 e 90, o sistema e o conceito do planejamento das necessidades de materiais
expandiram e foram integrados a outras partes da empresa. Esta versão ampliada do MRP é conhecida
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atualmente como planejamento dos recursos de manufatura, Manufacturing Resourse Planning ou
MRP II.
Essa nova ferramenta dá às empresas a oportunidade de avaliar as aplicações da futura
demanda nas áreas financeiras e de engenharia, assim como analisem as aplicações quanto à
necessidade de materiais.
Viana (2002) explica que existem três arquivos principais no sistema MRP que apóiam a gestão
dos estoques: o arquivo de itens; o arquivo de transações e o arquivo de locais.
No primeiro item demonstra-se que a chave para todos os registros de estoque é normalmente o
código do item. Cada item utilizado em uma empresa de manufatura deve ser identificado por uma
codificação-padrão, de modo que não haja confusão entre as pessoas que compram o item e aquelas
que o fornecem, ou ainda, quem o utiliza no processo de manufatura.
Para levar em conta os níveis de estoque, o MRP precisa conhecer tais níveis para cada item. O
arquivo de transações registra as entradas e as saídas do estoque, além do balanço a cada
movimentação.
Já os arquivos de locais se referem aos pontos de estocagem na produção que precisam ser
gerenciados. Quando o computador gera as listas de coleta, instruindo os operadores dos armazéns
mecânicos ou humanos a coletar os itens do estoque, ele pode garantir que itens mais velhos sejam
coletados primeiro.
A logística
Santos et al (2004) apontam que a logística é responsável pelo sucesso das empreitadas
militares desde os tempos antigos e hoje é uma valiosa aliada das empresas por ter se tornado
primordial nas relações comerciais globalizadas. Partindo do princípio que a logística visa entregar no
local desejado pelo cliente os produtos requisitados, ao menor custo possível, pode-se dizer que
empresa nenhuma funciona sem desenvolver bem sua logística.
A logística tem ligação direta com o estoque da empresa e precisa ser sempre tratada ao
mesmo tempo do estoque. Sem uma boa logística estoque nenhum é capaz de ser útil à empresa.
Segundo Guimarães (2004) a relação existe porque há atrasos no ressuprimento de materiais,
rendimento da produção abaixo do esperado e erros de previsão de demanda são problemas
interligados ao cotidiano dos profissionais de logística. “Para trabalhar essas incertezas, encontradas
em praticamente todos os processos logísticos, podem ser utilizados estoques de segurança”
(GUIMARÃES, 2004, p. 13).
Figura 4: Esquema de logística
Figura 4: logística tem relação direta com o sucesso da empresa
(fonte: http://marcosarl.files.wordpress.com/2010/01/logistica_integrada.gif - acesso em
09/04/2010)
Ballou (1993) explica que a logística responde pela movimentação de materiais, no ambiente
interno e externo da empresa, desde a chegada da matéria-prima até à entrega do produto final ao
cliente. É por meio dela que a empresa tem como dar ao cliente o produto/serviço que satisfaçam sua
necessidade. “É pela coordenação coletiva e cuidadosa dessas atividades relacionadas com o fluxo de
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produtos e serviços que a empresa obtém ganhos significativos, como redução dos estoques, do tempo
médio de entrega, da produtividade etc” (BALLOU, 1993, p. 95).
SANTOS et al (2004) definem a logística como o “trajeto desde a obtenção da matéria-prima
até a recepção e aceitação do produto pelo consumidor final”. Fica entendido que o seu propósito vai
desde a gerência dos insumos até a entrega do produto final. E, neste intermédio está também a
coordenação dos estoques e isso requer investimentos e pessoal competente. Administrar a logística é
uma forma de obter vantagem competitiva, como aponta Demarchi (2002).
Uma das etapas da logística também é a interna, ou seja, a gestão de materiais no interior da
empresa, a disposição dos estoques, dos produtos finais, das linhas de produção. Garantir que tudo
funcione bem é um desafio diário para qualquer empresa.
A logística interna
Todo o processo de estoque de segurança requer que as empresas se disponham de custos e
espaços para alocar a matéria-prima a ser estocada. Por esse motivo muitas empresas optam por
trabalharem através do método FIFO (primeiro que entra e primeiro que sai). Mas, manter um estoque
de segurança pode assegurar as empresas a enfrentar algumas situações de falta, ou até mesmo de
atender um cliente que necessite de um produto em maior quantidade, evitando que a empresa tenha
que trabalhar em horas extraordinária na produção.
A logística interna visa, segundo Santângelo (2010), dar à organização a chance de administrar
o estoque e garantir o lead time ou seja, o tempo entre colocar e receber um pedido e entregar o
produto para o cliente.
A logística interna de uma empresa tem relação direta também com o manejo dos estoques.
Em Garcia (2006) se vê que os gestores da área da logística devem constantemente lidar com decisões
referentes a compras, produção e distribuição. Para GARCIA (2006, p.18), no que se refere ao
estoque, algumas das decisões mais importantes são:
a) Quanto pedir: todo pedido de ressuprimento deve especificar a quantidade requerida, tendo
como base demandas futuras esperadas, restrições de suprimentos, descontos existentes e custos
envolvidos.
b) Quando pedir: o momento exato de emitir uma nova ordem é determinado pelo parâmetro
do ponto de pedido, que depende do lead time de ressuprimento, da demanda esperada e do nível de
serviço desejado.
c) Com que freqüência revisar os níveis de estoque: os níveis de estoque podem ser revisados
continuamente ou periodicamente dependendo da tecnologia presente e dos custos de revisão, dentre
outros fatores.
d) Onde localizar os estoques: se uma empresa pode estocar seus produtos em mais de uma
instalação, decisões de localização devem ser tomadas, como por exemplo manter produtos acabados
em armazéns pequenos próximos aos clientes ou em um armazém central, o que depende dos custos de
distribuição, restrições de serviço, tempo em que os clientes aceitam esperar, tempo de distribuição,
custos de estoque, custos de instalações.
e) Como controlar o sistema: a utilização de indicadores de desempenho e o monitoramento
das operações devem estar presentes para apoiar medidas corretivas e ações de contingência se o
sistema logístico estiver fora de controle ou operando com baixa performance.
Conforme explica o autor, em seu raciocínio exposto acima, ao profissional que cabe a gestão
da logística interna de uma empresa está também a administração eficaz dos estoques, definindo
quanta matéria-prima entra, onde fica armazenada, quanto e quando vai para a produção e quanto e
onde ficará abrigado o produto final, antes da saída para o cliente.
ESTOQUE DE SEGURANÇA
No meio empresarial o processo de planejamento sempre esteve presente na história humana,
sendo sempre fundamental para a sobrevivência do ser humano, na medida em que pode dar maior
eficiência às suas atividades para se obter metas preestabelecidas. Planejar, como sempre, foi uma
forma do homem ter a máxima sinergia dentro da organização para alcançar os objetivos desejados,
além de auxiliar no estabelecimento de prioridades para as tomadas de decisões.
11
Na empresa planejar também envolve a gestão dos estoques, como será aprofundado no
presente estudo, pois através do planejamento se visa aumentar a probabilidade dos resultados futuros
desejados, além e acima da probabilidade de que isso aconteça por acaso.
O estoque é essencial. Não ter reserva de produtos, de matéria-prima e nem de pessoas, para a
empresa é sinônimo de morte. Diante disso fica claro que em um cenário de aumento da economia
global, onde a concorrência e a tecnologia exigem cada vez mais agilidade e flexibilidade das
organizações. Tal constatação é fato em qualquer área empresarial e manter agilidade entre o processo
de recebimento de matérias-primas, manutenção de estoque, produção e entrega para os clientes.
A realidade do mundo globalizado impõe às empresas a obrigação de buscar qualquer
vantagem competitiva que seja possível, para diminuir seus custos, aprimorar sua produção, ser mais
ágil em relação à concorrência e obter mais clientes.
Cada vez mais, no ambiente empresarial se busca novas estratégias que garantam a
continuidade das atividades com bons resultados a curto e longo prazos. Uma dessas estratégias é a
gestão da cadeia de suprimentos “Supply Chain Management – SCM”, na qual, se insere também os
estoques. E, no que se refere aos estoques, há a especificidade do estoque de segurança, foco do
presente trabalho.
A verdade é que a competição globalizada, que dá ao cliente o direito de comprar o mesmo
produto, quase que pelo mesmo preço, em qualquer praça do mundo, exige da empresa, habilidade
para poder atender o cliente quando ele precisar de uma maior entrega. Ter um bom estoque de
segurança é uma forma de ser competitivo e responder às demandas, quando elas surgirem.
Neste sentido, definido que a gestão de estoque é uma necessidade e do seu sucesso depende
também o sucesso da empresa, fica claro que a existência de um estoque de segurança é uma garantia
para a empresa em circunstâncias imprevisíveis e de solução imediata.
São muitos os argumentos que apontam para o estoque de segurança como uma alternativa para
a empresa diminuir custos com grandes estoques. É sabido que elevadas quantidades de matéria-prima
em estoque somente poderão ser movimentadas com a utilização de um maior número de funcionários
e de equipamentos de movimentação.
Não ter um estoque também é complicado em caso de emergências com os fornecedores ou
pedidos de última hora, feitos pelos clientes. Neste sentido, é preciso que a empresa mantenha
estoques em pequena quantidade (de segurança), para agir nessas duas condições.
Saber gerir bem o estoque de segurança é uma forma da empresa, na falta de materiais ou de
produtos que levam a não realização de vendas, a paralisação de fabricação, a descontinuidade das
operações ou serviços etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir destes fatores,
igualam, em importância estratégica e econômica, os investimentos em estoque aos investimentos
ditos diretos.
Não administrar o estoque com segurança é uma forma da empresa optar por maneiras
inadequadas e cheias de incertezas, culminando em despesas desnecessárias. Assim, como dito
anteriormente, os desafios da administração de uma organização são múltiplos e envolvem desde o
acompanhamento do mercado, a busca por novas tecnologias, redução dos custos, melhor logística e
também controle eficiente dos seus estoques. Em Oliveira et al (2001) vê-se que para complementar a
administração dos estoques é necessário estabelecer os níveis dos estoques de segurança do sistema.
Os mesmos autores classificam os estoques de segurança como aqueles que são desenvolvidos
como sendo um amortecedor que se deve prever para minorar os efeitos de variações, tanto no
consumo médio mensal como no tempo de reposição, ou de ambos.
Russomano (1995) diz que o estoque de segurança é também conhecimento como o estoque
mínimo, estoque isolador ou ainda estoque reserva, que existe para suprir determinado período, alem
do prazo de entrega para consumo ou vendas, prevenindo possíveis atrasos na entrega por parte do
fornecedor e garantindo o andamento do processo produtivo caso ocorra um aumento na demanda do
item.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) recomenda às
empresas, uma gestão eficiente do estoque e a prática do estoque de segurança para evitar
contratempos, como mostra na figura a seguir.
12
Figura 5: estoque de segurança
Para FRANCISCHINI (2002 pg. 152), estoque de segurança é o estoque de produto para suprir
determinado período, além do prazo de entrega para consumo ou vendas, prevenindo possíveis atrasos
na entrega por parte do fornecedor.
O mesmo autor explica que o estoque de segurança deve ser maior quanto maior for a distância
do fornecedor ou mais problemático for o fornecedor com relação aos prazos de entregas.
Para Oliveira et al (2008), para se complementar a administração dos estoques, é necessário
estabelecer os níveis dos estoques de segurança do sistema, tidos como sendo um amortecedor que se
deve prever para minorar os efeitos de variações, tanto no consumo médio mensal como no tempo de
reposição, ou de ambos. Sua existência deve ser maior quanto maior for a distância do fornecedor ou
mais problemático for o fornecedor com relação aos prazos de entregas.
Exemplos de cálculo do ES
O cenário globalizado, como já dito antes, impõe às empresas a bisca constante pela redução
de custos, inclusive no que se refere aos níveis de estoques, que, cada vez mais, atuam nos seus níveis
mínimos, porém, que não comprometam o atendimento dos clientes. Porém, isso não é possível sem
uma boa gestão de estoques.
Para que organizar um estoque? Martins (2000) diz em seu estudo que isso deve ser feito para
determinar o que deve permanecer em estoque e o número de itens; determinar quando se deve
reabastecer o estoque.
A prioridade é determinar a quantidade de estoque que será necessário para um período prédeterminado; acionar o departamento de compras para executar a aquisição de estoque; receber,
armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades; controlar o estoque em
termos de quantidade e valor e fornecer informações sobre sua posição; manter inventários periódicos
para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados; e identificar e retirar do estoque os
itens danificados.
As alegações para a gestão do estoque, citadas acima, serão cumpridas quando a empresa
souber calcular a demanda e a dimensão de seu estoque.
Neste sentido, cálculo do estoque de segurança aplica a fórmula básica, de um item que
apresenta tempo de reposição de uma semana e demanda semanal segundo uma distribuição normal
com média igual a 200 e desvio-padrão de 15, com uma cobertura de 90%.
13
Figura 6
Figura 6: forma de cálculo do estoque de segurança
Garcia et al (2006) também explicam que as formas e calcular o estoque de segurança são
muitas. Uma é a fórmula tradicional pode ser vista na próxima figura:
Figura 7
Figura 7: fórmula tradicional do cálculo (Fonte Garcia 2006)
Oliveira et al (2006) explica que:
K = fator K que corresponde a f(k), uma função da distribuição normal acumulada que indica a
probabilidade de haver uma demanda maior que o estoque de segurança projetado, considerando – se
determinado Nível de Serviço ao cliente.
_c = desvio padrão combinado, considerando-se incerteza de demanda durante o tempo de
reposição.
Russomano (1995) acrescenta que existe também a possibilidade de se calcular o estoque de
segurança levando em consideração o lead time do produto e o período do desvio padrão. Esta fórmula
se estabelece acrescentando na multiplicação do fator de serviço pelo desvio padrão, a multiplicação
da raiz quadrada do lead time dividido pelo perído à qual se refere o desvio padrão.
Para que ter o estoque de segurança?
Falar em estoque de segurança, portanto, também é falar em planejamento estratégico, por
representar uma das mais importantes partes da administração estratégica. Sem uma estratégia, seria
impraticável o desenvolvimento dos estoques de segurança e a obtenção de vantagem de sua prática.
Para NOODA (1998, p. 71), “as operações administrativas são estruturadas de modo a corroborarem
na consecução dos objetivos empresariais, o planejamento precede logicamente a execução de
qualquer outra função administrativa."
Quanto à importância do estoque, em Stevenson (2001) é possível constatar que o controle
inadequado de estoques pode resultar tanto em estocagem insuficiente quanto em estocagem
excessiva. A estocagem insuficiente resulta em fornecimentos ou vendas perdidos, clientes
14
insatisfeitos e gargalos na produção; a estocagem excessiva absorve, desnecessariamente, fundos que
poderiam ser mais produtivos em outra área.
Assim, no que tange ao estoque de segurança, há que se pensar na sua possibilidade de adoção
sempre que as empresas discutirem a política de estoque, pois, é a margem de segurança para qualquer
ação.
Ter um estoque de segurança é uma forma inteligente da empresa para garantir o andamento
do processo produtivo caso ocorram aumento na demanda do item por parte do processo ou atraso no
abastecimento futuro.
Vê-se em Garcia et al (2006), que os estoques de segurança impedem que ocorram problemas
inesperados em alguma fase produtiva interrompendo as atividades sucessivas de atendimento da
demanda.
Os mesmos autores explicam que a existência de estoques de segurança em uma unidade
fabril, evita que o processo produtivo pare em caso de uma avaria, alimentando as máquinas
subsequentes durante a reparação.
Mesmo com alternativas de administração empresarial apontando que não se deve ter estoque
mínimo de produtos e matérias-primas como forma de diminuir os custos, é evidente que a
armazenagem de mercadorias prevendo seu uso futuro exige investimento por parte da organização.
Almeida & Lucena (2006) dizem, por sua vez, que o ideal seria a perfeita sincronização entre a
oferta e a demanda, de maneira a tornar a manutenção de estoques desnecessária, porém, lembram que
é impossível conhecer exatamente a demanda futura e como nem sempre os suprimentos estão
disponíveis a qualquer momento, deve-se acumular estoque para assegurar a disponibilidade de
mercadorias e minimizar os custos totais de produção e distribuição.
Ter um estoque de segurança, portanto, é uma forma da empresa melhorar o nível de seu
serviço, incentivar economias na produção, obter economias de escala nas compras e no transporte, ter
proteção contra aumentos de preços e dar à empresa segurança diante das incertezas na demanda e no
tempo de ressuprimento.
Santangelo (2008) afirma que entre as causas que ocasionam as faltas do estoque mínimo,
podemos citar: oscilação no consumo; atraso no tempo de reposição (TR); demora na liberação de um
lote pelo Controle de Qualidade e diferenças de inventário. Assim, o autor entende que a importância
do estoque mínimo ou de segurança é a chave para o adequado estabelecimento do ponto de pedido.
Ter o estoque de segurança na empresa é uma forma de evitar quaisquer contratempos entre a
reposição do estoque máximo e a necessidade da produção ter a matéria-prima para trabalhar e atender
o cliente. Em Oliveira et al (2001) vê se que há uma grande dificuldade em determinar a sua aplicação
com exatidão dada a variedade de fatores, tais como: maior ou menor velocidade na razão de
consumo; a variação na freqüência com que a peça é requisitada no almoxarifado; falha no
abastecimento do fornecedor.
Assim, a determinação dos estoques de segurança leva em consideração dois fatores que
devem ser equilibrados: os custos decorrentes do esgotamento do item e os custos de manutenção dos
estoques mínimos.
O dimensionamento exato do estoque de segurança é um desafio muito difícil, pois, segundo
explica Tubino (2000), há o risco da empresa ter um estoque em excesso e com isso arcar com custos
de manutenção, financeiros (capital imobilizado) e de armazenagem.
Por outro lado, o déficit de estoque origina perdas de vendas (devido a rupturas de estoque) e
preterição de pedidos (backorders), que levam a um nível de serviço insatisfatório para o cliente.
“Como tal, a principal questão relativa ao dimensionamento de estoques de segurança passa pela
determinação do estoque mínimo, que irá garantir o nível de serviço ao cliente, pretendido pelas
empresas” (TUBINO, 2000, p. 91).
Em Guimarães (2004) vê-se que através da posse de um banco de dados contendo todo o
histórico das incertezas é possível utilizar técnicas quantitativas para dimensionar o estoque mínimo
correspondente ao nível de serviço ao cliente desejado. O autor entende que o correto
dimensionamento é baseado no cálculo da probabilidade da necessidade por um determinado item de
estoque em um determinado período assumir valores dentro de um certo intervalo. “Assim, a
necessidade gira em torno de um patamar médio ou esperado, podendo sofrer flutuações, seguindo
uma certa distribuição de probabilidades” (GUIMARÃES, 2004, p. 36).
15
Fleury et al (2000), por sua vez, entendem que o dimensionamento do estoque de segurança é
baseado na conjugação das variabilidades da demanda e do lead time. O modelo de ponto de pedido
parte da lógica de que assim que o nível de estoque atingir ou ficar abaixo de um determinado
patamar, chamado de ponto de ressuprimento, é aberta a requisição de um pedido.
A demanda durante o lead time tem assim um valor esperado que é igual ao lead time médio
multiplicado pela demanda média por unidade de tempo, sendo o estoque de segurança formado
exatamente para suportar a variabilidade que essa demanda no lead time possa apresentar.
Para Viana (2002), o estoque de segurança é importante desde que as ferramentas sejam bem
aplicadas e as informações contidas sejam transmitidas as áreas que influenciam diretamente no fluxo
dos materiais que são administrados.
Administrar bem o estoque de segurança é uma forma de evitar que ocorram problemas
inesperados em alguma fase produtiva interrompendo as atividades sucessivas de atendimento da
demanda.
Ele também deve ser usado para salvaguardar uma empresa de incertezas nas suas operações
logísticas. Leadtimes (tempo entre colocar e receber um pedido), procura dos clientes, e quantidades
recebidas são exemplos de fatores que podem apresentar variações não esperadas (GARCIA et al.,
2006, p.14).
Tipos de materiais x estoque de segurança
Nem todos os materiais devem entrar no processo de estoque de segurança. Somente aqueles
que apresentem dificuldade para estocagem sejam por periculosidade, dificuldade de produção,
tamanho, custo etc.
Existem diversos tipos de materiais a serem estocados cada um com suas determinantes, seus
conceitos de como estocar, de quanto tempo podem permanecer estocados, o peso que suportam,
dentre outros.
É claro que existem vários tipos de organizações com seguimentos, metas, políticas,
fornecedores e clientes diferentes que fazem parte de diversificados mercados e ramos totalmente
diferentes, mas só existe uma maneira de se trabalhar com segurança, a maneira certa.
Classificação
Os estoques de segurança dentro de uma empresa são classificados segundo Moura (2004) e
Wanke (2006) em produtivo (aquele gerenciado pela Engenharia, PCP, Almoxarifado, entre outros) ou
operacionais e administrativo (gerenciado por Contabilidade, Administrativo, Comercial, entre
outros).
Ambos os autores explicam que todo o estoque tem como objetivo facilitar um processo
produtivo sendo ele produtivo ou improdutivo, como pode ser ver na tabela abaixo.
Tipos de Estoques
Estoque de matéria prima
O que é?
Material
utilizado
para
produzir
Estoque de Material em Produtos semi
Processo
produzidos,armazenados em
pequena quantidades.
Estoque de Componentes
Insertos
Estoque de Produto Pronto
Produtos Concluídos
Tabela 1: tipos de estoque
Objetivo
Não ter parada produção.
Não ter parada de linha, em
caso
de
quebras
de
maquinário
Não negar produção das
pessoas
Não ter atrasos, e atender
pedidos emergenciais.
16
Quanto à finalidade do ES
Sendo certo que o administrador de qualquer empresa deve mantê-la organizada e competitiva
em um cenário mundial de mercado aberto, onde o número de concorrentes e também de opções de
compra para os clientes aumentaram muito, o segredo é ter qualidade em todos os seus processos.
Com a tecnologia universalizada e as informações à disposição de todos as empresas precisam
obter o mínimo de vantagem em relação ao seu concorrente. Percebe-se, neste cenário, que as tomadas
de decisões são básicas para o sucesso ou fracasso da organização. Assim, um planejamento
estratégico realizado de forma correta e eficaz é o primeiro passo para uma administração efetiva.
Quanto à sua finalidade, vê-se em Garcia et al (2006) que eles visam não afetar o processo
produtivo e, principalmente, não acarretar transtornos aos clientes por falta de material e,
conseqüentemente, atrasar a entrega do produto ao mercado, devendo ser determinado de acordo com
dados históricos do nível de serviço ao cliente, das médias, dos desvios padrão da procura por unidade
de tempo e do lead time de reposição.
Figura 8
Figura 8: Variação do estoque e a existência do estoque de segurança
(fonte: Oliveira et al 2006)
Vê-se na figura acima a dificuldade de se determinar, com maior exatidão, o momento ideal
para o Estoque de Segurança, dada a variedade de fatores como maior ou menor velocidade na razão
de consumo; variação na freqüência com que a peça é requisitada no almoxarifado e falha no
abastecimento do fornecedor, como citam os autores Oliveira et al (2006).
Aprofundamentos e novos estudos
O presente trabalho não teve a presente acadêmica e nem quantitativa de esgotar o assunto
sobre a importância do estoque de segurança. O propósito de relacionar as múltiplas opiniões e
vantagens de aplicação do estoque de segurança em uma organização, como estratégia competitiva, foi
cumprida, porém, há inúmeras outras possibilidades do tema ser fruto de novos estudos e novos
aprofundamentos, tanto teóricos como práticos.
Neste sentido, entende-se que é possível, futuramente:
a) discutir qual o limiar que separa estoque de segurança de estoque normal;
b) determinar com maior exatidão e com estudos de caso, que vantagens efetivas (e
quantitativas) a existência do estoque de segurança poderá trazer para uma determinada
empresa;
c) elencar as novas formas de administração e gestão de estoques existentes e suas
aplicabilidades
d) entender se a política de corte de pessoal já atinge o setor de estoques e qual o impacto;
17
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho serviu para destacar a importância que a gestão de estoque tem em uma
empresa. sem o efetivo controle do estoque, a empresa, em algum momento, enfrentará sérios
problemas, como a falta de matérias-primas para garantir o pleno funcionamento de sua produção ou
de produtos prontos para a pronta entrega ao cliente.
E, no que diz respeito à gestão de estoques, há ainda o detalhe do estoque de segurança, aquela
reserva de matéria-prima e de produtos que dá à empresa maior mobilidade para passar por eventuais
crises de seus fornecedores ou interpéries como problemas no trânsito ou mudanças do tempo. O
estoque de segurança também é útil para a empresa, na hora de atender os seus clientes, quando
fizerem pedido maior.
Foi exposto ainda, no presente trabalho, que a administração do controle de estoque deve
diminuir o capital total investido em estoques. Embora nenhuma empresa possa trabalhar sem ter um
estoque, a sua administração precisa ser muito bem equilibrada, pois o estoque tem relação direta com
todas as etapas de funcionamento da empresa.
Mesmo com a política de gestão de estoque podendo ser criticada por elevar os custos de
manutenção, por mascarar problemas de qualidade e por gerar quantidade de materiais parados, sem
uso e sem fim definido, o presente trabalho destaca que eles podem auxiliar na melhoria do serviço
prestado ao cliente e interferem diretamente na redução dos custos operacionais.
Assim, fica claro que qualquer política de estoque, em qualquer empresa, de qualquer ramo,
implicará na convivência diária – por parte de seus gestores – com o difícil dilema de minimizar
custos de manutenção de estoques e satisfazer a demanda do cliente.
Também se apontou que os estoques são, o tempo todo, uma necessidade real em qualquer tipo
de organização e, ao mesmo tempo, fonte permanente de problemas, cuja magnitude é função do
porte, da complexidade e da natureza das operações da produção, das vendas ou dos serviços.
O presente trabalho, de caráter bibliográfico e baseado em uma pesquisa qualitativa, aponta
também a importância da empresa formar seu estoque de segurança porque conhecer e mensurar as
incertezas presentes nos processos logísticos é o primeiro passo para uma boa política de gestão de
estoques.
Foi demonstrado no presente trabalho que o estoque de segurança, longe de ser uma opção cara
de estoque – como dita a moda japonesa de produção – é uma forma equilibrada e segura da empresa
de ter à sua disposição a matéria-prima para produzir ou o produto para entregar, conforme o cliente
deseja.
Esse também pode ser um critério essencial na hora de conquistar novos clientes porque o
estoque de segurança impede a intercorrência de problemas inesperados e fora do controle da
organização como problemas na produção da matéria-prima, demora dos fornecedores, problemas
naturais, dentre outros.
Ter um estoque de segurança, portanto, é oferecer à administração da empresa a chance de
evitar que o processo produtivo pare em caso de uma avaria, alimentando as máquinas subsequentes
durante a reparação. A estratégia ainda é útil para dar segurança à empresa em momentos de incertezas
ou mudanças em sua logística de distribuição.
Quanto à importância do estoque de segurança, vê-se que sua existência é essencial para a
empresa não exagerar na dimensão do estoque nem subdimensioná-la. O controle do estoque dá à
empresa melhor controle e diminui sua chance de arcar com custos excessivos de juros, depreciação,
aluguel, equipamentos de manutenção, deterioração, obsolescência e seguros, além de salários e custos
com conservação. Além disso, há duas variáveis que elevam estes custos, as quais são: a quantidade
em estoque e o tempo de permanência em estoque.
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