CÁLCULO DE TRAJETÓRIAS DE PARCELAS DE AR PARA A PREVISÃO DO TEMPO DE CURTO PRAZO Andrei Bourchtein, Natalia Fedorova, Maxim Naoumov e Maria Helena de Carvalho Centro de Pesquisas Meteorológicas / Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Av. Ildefonso Simões Lopes, 2751, Sanga Funda, Pelotas-RS, 96060-290, Rio Grande do Sul, BRASIL E-mail: [email protected] [email protected] ABSTRACT A finite difference Lagrangian method of the second order accuracy is used for calculating trajectory of air particles. The algorithm permits to choose different parameters of computations, such as the type of trajectory, precision level and number of points along the trajectory. The computation results are displayed on meteorological fields using the programming language of software GrADS. An example of air parcel trajectories at 925 e 500 hPa levels is presented. The synoptic situation is described. The temperature variation along the air parcel trajectory and the cloud evolution at the local of the weather forecast are analysed. 1. INTRODUÇÃO O método gráfico para o cálculo da trajetória da parcela de ar para os movimentos horizontais nos níveis de 850, 700, 500 e 300 hPa e a superfície é descrito no Manual de Previsão do Tempo (1986). Este método vem sendo utilizado operacionalmente no Centro Hidrometeorológico da Rússia há muitos anos para determinação da região de onde se deslocará a parcela de ar que está na estação meteorológica, para a qual se elaborará a previsão do tempo. Neste método utilizam-se os campos prognósticos de altura geopotencial para cada 6 ou 12 horas e os mapas com dados reais. A construção das trajetórias começa com o mapa de previsão com maior antecedência, depois utilizam-se os mapas com menor antecedência e o último mapa é o campo dos dados observacionais reais. Neste método utiliza-se a hipótese de que a parcela de ar durante o intervalo de tempo de 6 a 12 h se desloca ao longo de uma linha de corrente. Para o cálculo da trajetória pode ser utilizado o vento real ou o vento geostrófico, o qual é determinado através dos campos de altura geopotencial. A determinação da velocidade do vento real pelos dados do vento geostrófico utiliza coeficientes, os quais dependem da curvatura das isolinhas e do tipo (curvatura ciclônica ou anticiclônica) das mesmas. O objetivo deste trabalho é a aplicação de métodos numéricos para o cálculo de trajetórias de parcelas de ar para a previsão do tempo de curto prazo. Neste caso, as trajetórias são geradas a partir de dados de campos do vento, conforme a definição das mesmas, i.e., tem de ser resolvido o sistema de equações diferenciais que determina as trajetórias exatas. Em determinadas situações, quando a aproximação geostrófica não se verifica, as trajetórias exatas podem ser bem diferentes das calculadas pelo método sinótico gráfico. Como os dados do campo do vento são disponíveis nas grades numéricas, então o método mais apropriado para obtenção das trajetórias é um método numérico, mesmo quando as equações têm a forma simplificada (como no caso da advecção de uma parcela passiva) e poderiam ser resolvidas analiticamente se as componentes do vento fossem definidas na forma analítica. No caso do modelo mais complexo de uma parcela ativa as equações podem ser não lineares, o que elimina a possibilidade da resolução analítica para qualquer forma da definição do vento. O objeto do nosso estudo atual são as parcelas passivas, mas tendo em vista a forma da definição do vento e posterior desenvolvimento do trabalho, pode-se concluir que o único método apropriado na resolução deste tipo de problemas é o método numérico. Há variedade de métodos numéricos destinados ao problema de advecção de uma substância. Na maioria dos casos, na modelagem dos processos atmosféricos usa-se algum método de diferenças finitas por ser um método bastante simples na programação e econômico em termos do tempo computacional. Entre estes métodos são conhecidos dois grupos que se distinguem pelo tratamento da parte advectiva das equações: métodos Eulerianos e métodos Lagrangianos. Caso haja termos com derivadas parciais fora da parte advectiva das equações, como no modelo baroclínico, estes últimos são chamados de semi-Lagrangianos. No contexto de modelos de advecção os métodos Lagrangianos foram usados desde o início da aplicação dos métodos numéricos em meteorologia (Fjortoft 1952, Wiin-Nielson 1959), mas as suas vantagens na aplicação aos modelos mais complexos (barotrópicos ou baroclínicos) foram descobertas mais recentemente (Robert 1981, Bates e McDonald 1982). Desde então a abordagem semi-Lagrangiana recebeu maior destaque e nos últimos dez anos é mais popular na modelagem numérica dos processos atmosféricos (Staniforth e Cote 1991, Cote et al. 1998). Esta situação se 3315 deve ao fato de métodos Lagrangianos serem mais estáveis e precisos. Realmente, considerando a abordagem Euleriana, podemos observar que os algoritmos explícitos Eulerianos exigem a restrição rígida do passo temporal, chamada de critério de estabilidade de Courant-Friedrichs-Lewy. No caso da trajetória de uma parcela passiva, o passo temporal é determinado pela velocidade máxima de advecção c e o passo espacial h na forma τ ≤ h c . Isso leva ao refinamento desnecessário da grade temporal e resulta na ineficiência computacional do algoritmo. Por outro lado, os esquemas implícitos Eulerianos permitem escolher o passo temporal conforme as necessidade físicas, mas levam à necessidade de resolução das equações diferenciais parciais não lineares em cada passo de tempo. Entretanto, os esquemas Lagrangianos permitem escolher o passo temporal conforme as demandas físicas e a parte não linear do cálculo (isto é, obtenção das trajetórias) se reduz à resolução das equações diferenciais ordinárias, o que é muito mais simples. A eficiência dos métodos Lagrangianos foi comprovada no contexto de vários modelos: de problemas de advecção ao sistemas não hidrostáticos (Staniforth e Cote 1991, Bartello e Thomas 1996). 2. METODOLOGIA E DADOS Neste trabalho estuda-se o movimento horizontal de parcelas passivas, isto é, o movimento das parcelas gasosas de ar ou de uma outra substância que não são submetidas às mudanças hidrotermodinâmicas nem às reações químicas e cuja massa é desprezível comparando-se com a massa de ar. Neste caso, a própria velocidade da parcela imediatamente torna-se a velocidade do ar no qual a parcela está imersa. Desconsiderandose a componente vertical deste movimento, que na maioria das situações sinóticas não é essencial, a variação da densidade (massa específica) de uma substância passiva dá-se pela equação de advecção bi-dimensional: ∂q u ∂q v ∂q + + = 0 . (1) ∂t a cos ϕ ∂λ a ∂ϕ Aqui q é a densidade da substância, λ e ϕ são longitude e latitude respectivamente, u e v são as componentes da velocidade horizontal na direção leste e norte respectivamente, e a é o raio da Terra. Assim, as parcelas marcadas simplesmente seguem as trajetórias do movimento do ar e, passando para coordenadas de Lagrange, isto é, introduzindo as equações das trajetórias planas de ar dλ 1 dϕ 1 = u , = v, dt a cos ϕ dt a (2) podemos reescrever a equação (1) na forma dq =0 , dt onde (3) d é a derivada total (substancial). As equações (2) e (3) mostram que a densidade da substância é uma dt constante ao longo das trajetórias do ar. Portanto o problema se resolve completamente pela integração do sistema (2) de equações diferenciais ordinárias. Esta é uma simplificação essencial no modelo de uma substância passiva comparado ao modelo da substância ativa que envolve as derivadas parciais tanto em coordenadas Eulerianas como em Lagrangianas. Por causa disso alguns problemas na aproximação numérica podem ser evitados, como o da “densidade negativa”, i.e., os extremos locais falsos e as oscilações numéricas que podem estragar a solução física não ocorrem neste tipo do problema. Mesmo assim, algum cuidado na parte de interpolação deve ser tomado para evitar contaminação do campo do vento pelas perturbações falsas o que influi na precisão do cálculo das trajetórias. Na resolução numérica do sistema (2) foi usado o método de Runge-Kutta de segunda ordem de precisão λ * − λn 1 ϕ * −ϕ n 1 n n = u ( λ , ϕ ) , = v( λn , ϕ n ) ; τ a cos ϕ n τ a 3316 (5) ϕ n +1 − ϕ n λn + 1 − λn 1 1 1 1 n n ( ) ( ) λ ϕ λ ϕ = u , + u *, * , = v ( λn , ϕ n ) + v ( λ *,ϕ *) , n τ τ 2a cos ϕ cos ϕ * 2a ( ) (6) onde λn , ϕ n são valores iniciais, λ*, ϕ * são os intermediários e λn +1 , ϕ n +1 são os posteriores (prognósticos) em relação ao passo atual do tempo, n é o número do passo no tempo e τ é o passo temporal. Para o cálculo das componentes do vento nos pontos fora da grade regular aplica-se a interpolação bi-quadrática no espaço e mais a quadrática no tempo que foi considerada suficientemente precisa neste problema. A escolha do método RungeKutta se deve ao fato de este método ser eficiente e preciso na resolução de equações diferenciais ordinárias (Isaacson e Keller 1992). O programa prevê a definição da exatidão desejada pelo usuário e o cálculo pelo esquema de Runge-Kutta é efetuado com passo τ escolhido conforme o parâmetro da exatidão. Há possibilidade de escolher o prazo da previsão das trajetórias e o número dos pontos-traços nelas. O programa permite também efetuar o cálculo tanto para intervalo de tempo posterior a partir de um instante escolhido como para intervalo anterior, isto é, calcular tanto as trajetórias que partem de um local determinado como aquelas que chegam a este local. Com base neste algoritmo foi criado um processo operacional de cálculo das trajetórias que inclui a obtenção de dados da análise objetiva de geopotencial, temperatura e vento, o cálculo das coordenadas dos pontos ao longo das trajetórias, a representação visual das trajetórias e o tratamento sinótico dos resultados obtidos. O centro gerador dos dados é o NCEP ("National Center of Environmental Predictions", EUA). Usando o algoritmo descrito acima, são calculadas as trajetórias de parcelas, tanto partindo como chegando a um local escolhido. Para visualizar os resultados destes cálculos foi usado o sistema gráfico GrADS ("Grid Analysis and Display System”) destinado especialmente a problemas meteorológicos. Este programa permite visualização simples e conveniente dos campos escalares e vetoriais numa grade regular, mas ele não é apropriado diretamente para representação de dados numa grade irregular, o que é o caso dos pontos ao longo das trajetórias. Portanto, especialmente para isso foi criado e testado um subprograma especial (“script”) usando a linguagem do sistema GrADS. Depois de traçadas, as trajetórias podem ser sobrepostas em vários campos (tais como os de geopotencial, de temperatura, de umidade, de vento) num mapa geográfico para análise sinótica dos processos ocorrentes na região de interesse. Dois exemplos desta visualização das trajetórias nas superfícies isobáricas de 500 e 925 hPa, junto com o campo de geopotencial respectivo, são representados na figura 1. Foram calculadas duas trajetórias com tempo de previsão de 24 horas: a primeira partindo de Porto Alegre (51,1 W e 30,1 S) e chegando aos pontos de coordenadas (43,4 W e 27,8 S) e (55,6 W e 33,3 S) nas superfícies de 500 e 925 hPa, respectivamente (essas são as trajetórias de partida) e a segunda chegando a Pelotas (52,3 W e 31,8 S) com os pontos originais de coordenadas (58,2 W e 33,9 S ) e (49,9 W e 27,9S) nas superfícies de 500 e 925 hPa, respectivamente (essas são as trajetórias de chegada). 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES Como exemplo, apresenta-se o resultado do cálculo das trajetórias da parcela de ar para 24 horas nos níveis de 925 e 500 hPa para o dia 30 de janeiro de 2000 (figuras 1). As trajetórias permitem identificar a região de onde vai deslocar-se a parcela de ar e identificar os parâmetros meteorológicos no começo da trajetória. Neste dia o centro de um ciclone polar no nível de 925 hPa estava localizado no ponto 60 o S e 78 o W. O cavado deste ciclone com uma frente fria associada estava ao sul da latitude de 40 o S; outro cavado fraco localizou-se quase ao longo da longitude 60 o W. O estado do Rio Grande do Sul posicionava-se na parte oeste de um anticiclone (o centro deste anticiclone estava no oceano Atlântico na região com coordenadas de 35 o S e 21 o W) e na vanguarda leste de um cavado, numa região com gradientes de altura geopotencial fracos. O campo de temperatura no nível de 925 hPa apresentava uma língua de ar quente ao longo do cavado fraco com um núcleo de ar quente na latitude de 30 oS. A figura 1a apresenta a trajetória 1, a qual mostra que vai deslocar-se para Pelotas uma parcela de ar da região com as coordenadas de 28 o S e 50 o W, ou seja, da região da costa leste na parte norte de Santa Catarina. De acordo com os campos de temperatura neste nível, a temperatura no ponto de onde deslocar-se-á a parcela de ar, é 297 oK ou um pouco mais elevada do que em Pelotas (296 oK). Por isso, a temperatura em Pelotas estará em elevação devido à advecção de ar quente 1 oK por 24 horas. O campo de altura geopotencial no nível de 500 hPa (figura 1b) mostra a posição do centro do ciclone um pouco mais ao norte do que no nível de 925 hPa, ou seja, na latitude de 58 oS e na mesmo longitude. A zona frontal com gradientes de altura geopotencial elevados localizou-se, aproximadamente, ao sul da latitude de 40 oS. O mesmo campo apresenta sobre o Rio Grande do Sul uma corrente de ar quase zonal. O campo de 3317 temperatura no nível de 500 hPa mostra uma isoterma quase zonal na latitude de, aproximadamente, 31 oS. Mais ao sul, na parte leste da Argentina, o ar estava um pouco mais frio. A mesma figura mostra a trajetória da parcela 2 e que neste nível a parcela de ar que chegará a Pelotas a partir do ponto com coordenadas de 34 o S e 58 o W, ou seja, do delta do rio Paraguai e começo da lagoa La Plata. Devido a esta trajetória o ar em Pelotas estará mais frio (em Pelotas a temperatura era de 262 oK e no fim da trajetória passou a 261oK). Utilizando as trajetórias nos níveis padrões pode-se construir distribuições verticais de temperatura e umidade previstas. Estas seções verticais previstas permitirão fazer a previsão de diferentes parâmetros meteorológicos, entre os quais, a previsão de temperatura máxima à superfície. No estudo de Fedorova et al. (1999) foi apresentado um método de previsão de temperatura máxima utilizando dados de temperatura no topo da camada com gradiente vertical adiabático seco. Também, estas seções verticais de temperatura e umidade permitirão fazer previsão dos tipos de nuvens e, consequentemente, das precipitações. Por exemplo, quatro tipos de seções verticais de temperatura e umidade, associados com convecção intensa, são apresentados por Bluestein (1993). Estes tipos de radiossondagem são utilizados para a previsão de tempo de curto prazo pelo Centro Nacional de Previsão de Tempestades Severas, dos Estados Unidos (NSSFC). A análise de seções verticais obtidas pelos dados do NCEP nos níveis padrões para a cidade de Pelotas e dos dados de radiossondagem de Porto Alegre foi feita em Fedorova et al.(2000). Esta análise apresenta seções verticais típicas para os casos de desenvolvimento das nuvens Cb e Ns, as quais, sabidamente, estão associadas com pancadas de chuva e chuvas fortes e contínuas, respectivamente. No caso apresentado, duas trajetórias mostram que em Pelotas em baixos níveis virá uma parcela de ar de nordeste e, em níveis médios, de oeste-sudeste. Utilizando os dados de trajetória da parcela pode-se prever a elevação da temperatura em baixos níveis e diminuição em médios níveis e, por isso, o aumento da instabilidade do ar na cidade de Pelotas. Os dados observacionais na estação meteorológica do Centro de Pesquisas Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas mostram um aumento da nebulosidade no decorrer do dia 30 de janeiro. Às 12 h local foram registradas nuvens Ci (7 décimos do céu) e Ac (2 décimos do céu). Às 15 h local o céu estava totalmente coberto com nuvens de níveis médios (As e Ac, 10 décimos do céu). Durante a noite e na madrugada do dia 31 de janeiro foram registradas nuvens Sc e chuva ligeira. As precipitações acumuladas durante o dia 30 e a noite do dia 31 foram de 9,47 mm/24h. Figura 1- Campos de altura geopotencial nos níveis de 925 (a ) e 500 hPa (b), onde estão apresentadas as trajetórias das parcelas de ar para 24h no dia 30 de janeiro de 2000. A trajetória 1 refere-se à chegada da parcela a Pelotas e a trajetória 2 está relacionada à saída da parcela de Porto Alegre. As trajetórias 2 da mesma figura 1 mostram para onde vai se deslocar a parcela de ar da cidade de Porto Alegre. Na figura 1a nota-se que, o nível de 925 hPa, a parcela de ar de Porto Alegre irá para sudoeste e depois de 24h atingirá o centro do Uruguai (região com coordenadas de 33 oS e 56 oW). No nível de 500 hPa, 3318 devido à corrente de ar quase zonal, a parcela de ar de Porto Alegre deslocar-se-á para leste-nordeste, no oceano Atlântico; depois de 24 horas estará no ponto 28 oS e 43 oW. 4. CONCLUSÃO Um método de cálculo de trajetória de parcelas de ar, utilizando o método Lagrangiano de segunda ordem de precisão foi elaborado. As equações diferenciais ordinárias foram resolvidas pelo método de RungeKutta. Para visualização dos resultados numéricos foi utilizado o pacote gráfico GrADS. Utilizando a linguagem deste sistema gráfico foi desenvolvido programa de traçado das trajetórias sobrepostas em campos meteorológicos. Dois exemplos de visualização das trajetórias e do seu tratamento sinótico foram apresentados. As trajetórias das parcelas de ar permitem: • identificar a região de onde se deslocará a parcela de ar e investigar as condições do tempo na região do começo da trajetória; • analisar as variações de temperatura e umidade ao longo da trajetória o que permite determinar as modificações destes parâmetros meteorológicos pela advecção para o ponto de previsão; • construir seções verticais de temperatura e umidade previstas; • fazer previsão dos tipos de nuvens e de precipitações; • prever para onde se deslocarão os pontos com algumas propriedades da massa de ar; • elaborar a previsão de temperatura máxima. 5. AGRADECIMENTOS Os autores gostariam de agradecer ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo financiamento deste trabalho no Centro de Pesquisas Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas. 6. REFERÊNCIAS BARTELLO, P., THOMAS, S.J. The Cost-effectiveness of semi-Lagrangian advection. Mon. Wea. Rev., 124, 2883-2897, 1996. 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