Perspectivas do DRIS em culturas de alta produtividade

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Perspectivas do DRIS em culturas
de alta produtividade.
Prof. Dr. José Eduardo Creste
Faculdade de Agronomia
Presidente Prudente-SP
Nutrição de
de plantas:
plantas:
Nutrição
Fator de produtividade.
Universidade do Oeste Paulista/Presidente Prudente-SP
A importância da nutrição mineral
Esquema fotossintético da planta
Fatores de influência na produtividade:
TISDALE et al. (1985)
identificaram 52 fatores que
influenciam o crescimento e
a produtividade das culturas.
Mas o que é produtividade ?
Temperatura
solo
fertilizantes
cultivar
umidade
defensivos
manejo
Luz
práticas culturais
irrigação
época de plantio
METABOLISMO DA PLANTA
COMPOSIÇÃO MINERAL DA PLANTA
Produção e Qualidade
O que buscamos ?
Produtividade =
*Maior número de vagens/planta;
* maior número de sementes por vagem;
* maior peso de sementes;
* maior população de plantas/ha
“Desordens nutricionais em
plantas causam diminuição do
crescimento, falhas no
metabolismo e danos nos
tecidos”
A interação entre todos
estes fatores é refletida
na produção.
O que buscamos ?
*Maior número de ramos/planta;
O que buscamos ?
* maior número de flores e frutos;
O que buscamos ?
* maior peso de frutos;
PRINCÍPIOS GERAIS
. Importância da nutrição mineral ótima
A
literatura
revela
aspectos
significativos da ação dos nutrientes
minerais em vários aspectos de
interesse econômico.
Os nutrientes afetam:
Vigor:
sistema radicular,
parte aérea,
arquitetura.
Os nutrientes afetam:
Produção:
pegamento,
queda,
tamanho.
Qualidade externa:
forma,
consistência,
cor da casca.
Os nutrientes afetam:
Qualidade Interna::
suco,
acidez,
ratio.
Armazenamento
Resistência
pragas e doenças,
transporte.
Um esquema representativo das
funções dos nutrientes:
“Desordens
nutricionais em
plantas causam
diminuição do
crescimento, falhas
no metabolismo e
danos nos tecidos”
• Nutrição Mineral das plantas é complexa,
• Detecção de Limitações Nutricionais é
díficil,
• Análise de folhas tem-se mostrado mais
sensível,
• Intensidade e Balanço Nutricional são
importantes.
A Importância das Folhas.
“Laboratório onde
são sintetizados a
maior parte das
substâncias
elaboradas pelas
plantas.”
Parte da planta
Deformação
Folha velha
Folha nova
Sintomas
Sintomas
Clorose
Necrose
Clorose
Topo
Mg
N
(Mn)
(S)
Zn
Necrose
B
Uniforme
Uniforme
Internerval
Mo
K
Internerval
Internerval
Ca
Mg
S
Zn
B
Mn
(Fe)
(Mn)
Cu
Análise de
de folhas:
folhas:
Análise
Monitoramento da nutrição;
Busca de desequilíbrios;
Avaliar programa de adubação;
Diagnosticar “ fome oculta”;
Fator de decisão.
a) deficiência aguda (onde
ocorre sintomas visuais e
efeito direto da fertilização e
aplicação de nutrientes via
foliar);
b) deficiência latente (sem
apresentação de sintomas
foliares, mas com aumento
de produção e qualidade
pela fertilização);
c) estado ótimo de nutrição
(bom
crescimento
e
geralmente associada à
boa
qualidade
de
produção);
d)
níveis
altos
(bom
crescimento
mas
com
acúmulo
interno
de
nutrientes
e
possíveis
interações);
e) níveis de excesso ou
toxicidade (com decréscimo
de produção).
Para os citros temos:
Nutrientes Rodrigues &
Gallo (1961)
N (g.kg -1 )
P
K
Ca
Mg
S
B (m g.kg -1 )
Cu
Fe
Mn
Mo
Zn
22-27
1.2-1.8
10-17
30-5
3-6
2-3
50-150
6-12
60-120
25-100
0.1-3.0
25-100
M alavolta
et al.
(1989)
25-27
1.2-1.6
12-17
30-49
3-5
1.5-2
36-100
5-16
60-120
25-100
0.1-1.0
25-100
GPACC
(1990)
GPACC
(1994)
23-27
1.2-1.6
12-17
30-45
3-4.9
2-3.9
36-100
5-12.9
50-120
25-49
0.1-1.0
25-49
23-27
1.2-1.6
10-15
35-45
2.5-4
2-3
36-100
4.1-10.0
50-120
35-50
0.1-1.0
35-50
Para a soja temos:
Nutriente
Teor adequado
N
P
K
Ca
Mg
S
B
Cu
Fe
Mn
Mo
Zn
40 a 55
2,6 a 5,0
17 a 25
3,6 a 20
2,6 a 10
2,1 a 4,0
21 a 55
10 a 30
51 a 350
21 a 100
1,0 a 5,0
21 a 50
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
Para o cafeeiro temos:
Nutriente
Teor adequado
N
P
K
Ca
Mg
S
B
Cu
Fe
Mn
Mo
Zn
29 a 32
1,6 a 1,9
22 a 25
13 a 15
4,0 a 4,5
1,5 a 2,0
50 a 60
11 a 14
100 a 130
80 a 100
0,1 a 0,15
15 a 20
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
g.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
mg.kg-1
Malavolta et al (1998).
Amostragem
Coletar folhas de ramos a
meia altura da planta e ao
redor da mesma.
Amostragem
30 a 50 pares de folhas,
representando talhões
uniformes até 50 ha.
Amostragem
Tipo de folhas:
Produtividade
Diagnóstico nutricional de N
Deficiência
aguda
Deficiência
latente
Efeito
direto
da
aduba
ção
Adequado
Aumen
to da
produ
ção e
qualida
de
22
Bom
crescimento
e qualidade
29
Elevado
Bom
crescimen
to e
qualidade.
Interações
Excessivo
Queda
na
produti
vidade
32
35
Concentração de N nas folhas
Lei do mínimo:
•“A insuficiência de
um
elemento
assimilável no solo
reduz a eficácia dos
outros nutrientes e,
por
conseguinte,
diminui
o
rendimento
das
culturas”.
Nutrientes Essenciais
“Nutrição
Mineral Ótima
é essencial para
se obter altas
produtividades”
Exemplo comparativo nº 1
“Em relação às plantas, existe uma relação ideal
entre os nutrientes nas folhas para a produção.”
Para laranja tem-se:
Teor foliar:
N = 2,7
P = 1,2
K = 1,7
O que acontece, se:
N = 2,7
P = 1,7
K = 2,8
Equilíbrio Nutricional:
“É essencial para aumentos de
produtividade dentro da agricultura
sustentável” ,
“Refere-se à aplicação de nutrientes
essenciais às plantas em quantidades e
proporções ótimas”
Equilíbrio Nutricional:
• A idéia equilíbrio nutricional de não é
nova: “Qualquer deficiência pode
limitar o crescimento e levar outros
nutrientes a não serem utilizados ou
sub-utilizados pelas plantas”
•
Justus von Liebig (1867)
Equilíbrio Nutricional:
Equilíbrio :Nutricional
• O tema “Equilíbrio Nutricional”
envolve ajustes nos programas de
adubação, levando-se em consideração
o solo, meta produtiva, disponibilidade
de
fertilizantes
e/ou
situação
econômica do “ business” citrícola.
Efeito favorável do uso das relações.
Variação mensal dos teores de nitrogênio e potássio
25
g/kg
20
N
15
K
10
N/K
5
0
J
F
M
A
M
Fonte: GRASSI FILHO, H., 1998
J
J
meses
A
S
O
N
D
Uso de relações nutricionais.
Idade
dias
N
P
%
K
relação
N/P N/K K/P
30 4,6 0,30 3,4 15,3 1,35 11,3
60 3,9 0,26 2,4 15,0 1,63 9,25
80 3,4 0,24 1,9 14,1 1,79 7,92
110 3,0 0,20 1,8 15,0 1,67 9,00
1. O
O que
que éé DRIS
DRIS ??
1.
* É um sistema de interpretação dos
resultados da análise de folhas.
* A sigla DRIS significa: “Sistema
Integrado
de
Diagnose
e
Recomendação”.
Critérios para a interpretação
1. Se o valor do índice nutricional for
negativo: deficiência relativa
2. Se o valor do índice nutricional for
positivo: excesso relativo
3. Se o valor do índice nutricional for
zero: nutrição adequada
Exemplo comparativo no 01
1.Existe uma receita ideal para a produção de argamassa
Mistura:
3,0 latas de areia
1,0 lata de cimento
0,5 lata de cal
O que acontece, se ?
9,0 latas de areia
1,0 lata de cimento
0,5 lata de cal ?
Estabelecimento do DRIS
Banco de dados
Composição química
Variedade
Porta enxerto
Produtividade
Formação
de banco de
dados
Manejo nutricional
especifico → Adubação
DRIS
Análise matemática
dos dados e definição
das sub-populações
AeB
Escolha de relações
nutricionais
importantes
Diagnóstico
Nutricional
Programa
computacional
de cálculo
Diagnose Foliar
Elementos
deficientes
Interrelações
negativas
Interrelações
Positivas
Elementos
excessivos
Elementos
adequados
Práticas
agrícolas
diretas
Nutrientes
chaves
Busca
do
equilíbrio
Práticas
agrícolas
indiretas
Aplicação
Aplicação do
do DRIS
DRIS em
em experimento
experimento fatorial
fatorial NPK
NPK
N
1
1
P
1
2
K IN IP IK ICa IMg IB ICu IFe IMn IZn IBN t/ha
1 -0,2 1,3 -24 2,7 3,9 12,8 4,2 -0,5 1,0 -0,8 51 2
2 -4,5 0,6 -1,9 -0,4 -1,8 8,6 2,3 -0,5 -1,0 -1,2 23 12
2
2
3
3
4
1
1
1
2
1
2
3
3
4
4
-1,4
-1,6
-1,6
-1,8
-2,3
0,1
0,1
0,1
0
0
-8,1
-0,4
-3,4
-0,9
1,0
0,8
-0,2
0,2
-0,3
-0,9
1,4
-0,7
-0,2
-1,0
-3,1
4,1
0
2,7
1,7
1,7
2,8
2,6
2,1
2,7
2,9
0,1
0,1
0,1
-0,1
1,0
0,5
-0,1
0
-0,4
-0,5
-0,7
-0,5
-0,3
0,2
20
6,5
11
9
-0,7 14
Fonte: QUAGGIO et al. (dados não publicados, 1995)
19
32
37
64
66
90
80
Produção (ton/ha)
70
60
50
40
30
Y = 89.11 -1.69 X
20
r = - 0.699
10
0
4
6
8
10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30
IBN
Relação entre IBN e produtividade.
Índices nutricionais em experimento de calagem e gesso
BOARETTO, 1989 dados não publicados)
C
0
0
0
0
1
1
1
1
2
2
2
G
0
1
2
3
0
1
2
3
0
1
2
N P K
-1,3 0 -2,4
-0,9 0,1 -3,8
-0,7 0 -3,9
-1,5 -0,1 -2,7
-0,6 0,2 -3,0
-1,0 0,2 -3,0
-1,2 0 -2,4
-0,8 0,1 -3,3
-0,6 0,2 -3,1
-0,9 0,3 -2,8
-1,1 0,1 -3,3
Ca
0,7
0,6
0,7
0,3
0,6
0,5
0,4
0,6
0,6
0,5
0,5
Mg
-0,2
0,5
0,3
-0,5
0,5
1,1
-0,1
-0,1
0,6
0,1
-0,2
S
0,8
1,7
2,1
3,5
0,9
1,1
1,7
3,0
0,3
1,5
3,2
Cu
0,3
0,3
0,3
0,2
-0,2
0,2
0,1
0,1
0,4
0,2
0,3
Fe
1,0
0,8
0,7
0,6
0,4
0,7
0,5
0,3
0,6
0,6
0,6
Mn
-0,1
0,1
-0,1
-0,5
1,2
-0,1
0,1
-0,6
0,0
-0,5
-0,8
Zn
1,3
1,2
1,2
1,2
0,2
1,1
1,2
1,1
1,2
1,2
1,1
MS IBN t/ha
-0,3 8 47,6
-0,4 9,8 46,6
-0,5 10 47,0
-0,6 11 44,5
-0,1 7,8 45,6
-0,1 8,3 49,9
-0,4 7,6 45,7
-0,4 10 49,4
-0,2 7,4 46,6
-0,3 8,6 48,3
-0,3 11 48,5
2
3 -1,3 0 -4,2 0,6 0,2 3,3 0,1 0,5 0,1 1,3 -0,7 12 48,9
DRIS em Café
N
240
240
240
240
240
240
240
240
240
P2O5
0
0
0
120
120
120
240
240
240
K2O
0
120
240
0
120
240
0
120
240
Arboleda et al (1988)
IN
19
10
13
15
13
7
26
11
7
IP
3
-7
-6
2
-5
-4
6
4
-5
IK
-56
-11
-7
-55
-20
1
-51
-17
-8
Kg cps/ha
3970
9276
9948
6056
7881
10513
3378
7897
11251
Resultados das avaliações
regionais (Café):
IN
IP
IK
ICa
1
-3
8
6
1
2
-5 -6
0
-3 -6
3
-7 -5
4
3 -10 3
Fonte: Costa, 2001
IMg
IS
ICu
IFe
IMn
-2 -2 -5 -1
0
-5
3 96
2 15 -1 -4
7 50
1
IB
7
1
0
IZn
IBN
-7 11 58
Índices nutricionais para o
talhão L-6
N
P
K
Ca
Mg
S
B
Cu
Fe
Mn
Zn
MS
IBN
-13,9 -5,1 -14,2 -3,7 -4,0 -0,9 6,5 1,3 -0,2 38,7 2,6 -7,1 91,2
Índices nutricionais encontrados para o
talhão RI-21
N
P
0,8
2,1
K
Ca
Mg
S
1,6 -1,1 -0,7 1,4
B
Cu
Fe
Mn
Zn
MS
IBN
2,2 -0,9 0,2 -5,5 -0,7 0,5 17,3
Índices nutricionais encontrados para o
talhão SF-15
N
P
K
Ca
Mg
S
Mn
Fe
Zn
-0,4 0,7 1,5 -1,4 -1,3 -1,4 0,0 1,9 0,5
Cu
B
MS
IBN
-1,0 -1,5 2,3 13,9
Índices nutricionais encontrados para
o talhão SF-4
N
P
-2,6 -0,5
K
Ca
Mg
-0,1 -1,6 -8,3
S
5,3
B
1,9
Cu
3,2
Fe
0,1
Mn
1,4
Zn MS
IBN
1,1 0,1 26,3
O DRIS na prática
DRIS em mudas cítricas.
N
P
K
Ca
Mg
S
Mn
Fe
Zn
0,8 5,0 2,8 -5,6 -2,6 -0,9 -1,4 -0,4 0,0
Cu
0,2
B
MS
IBN
2,4 -0,2 22,2
- Curva de produção em função da idade em limoeiro
DRISFigurae1Produtividade
Siciliano.
8
7
cx pl-1
6
5
T-01
4
M. geral
3
M. específica
2
1
0
3
4
5 93 94 95 96 97 11 12 13 14 15 16 17 18
Idade (anos)
4.3. DRIS e Qualidade
6
5
4
3
Óleo
2
1
0
1993
1994
1995
1996
4.4. DRIS e Resultado Econômico
700
600
500
400
x 1000 U$$
300
200
100
0
1993
1994
1995
1996
• Detecção de desordens
nutricionais,
• Manejo de nutrientes,
• Aumento de produtividade,
• Otimização de recursos.
Vantagens no uso do DRIS:
* É menos afetados por fatores de
influência;
* Ordena os nutrientes em sua ordem
de limitação;
* Incorpora o conceito de balanço
nutricional.
Talhão
N
P
K
Ca Mg
1
2
3
4
5
6
Cor
Diagnóstico
Adequado
Excessivo
Deficiente
S
B
Cu
Fe
Mn Zn
Nutrição e Vigor da planta
ANTES
DEPOIS
“ Quanto tempo seu corpo técnico
gasta tentanto otimizar o insumo que
corresponde a 30% do custo de
produção e também é fator de
produtividade?”
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