Saúde da Mulher Março 2015

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OSTEOPOROSE
Osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que
ocorre durante o envelhecimento. Essa doença provoca a diminuição da
absorção de minerais e de cálcio. É considerada o segundo maior
problema de saúde mundial, ficando atrás apenas das doenças
cardiovasculares.
Três em cada quatro pacientes são do sexo feminino. Afeta
principalmente as mulheres que estão na fase pós-menopausa.
A fragilidade dos ossos nas mulheres é causada pela ausência do
hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como uma
esponja. É a maior causa de fraturas e quedas em idosos.
Os principais fatores de risco de desenvolvimento dessa doença são:
• Pele branca;
• Histórico familiar de osteoporose;
• Vida sedentária;
• Baixa ingestão de Cálcio e /ou vitamina D;
• Fumo ou bebida em excesso;
• Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano,
glocorticoides e heparina;
• Doenças de base, como artrite reumatoide, diabetes, leucemia,
linfoma.
Os locais mais afetados por essa doença são a coluna, o pulso e o colo
do fêmur, sendo este último o mais perigoso.
SINTOMAS
Além das fraturas nos ossos e quedas, a perda de massa óssea pode
provocar os seguintes sintomas:
• Dor crônica;
• Deformidades;
• Perda de qualidade de vida e/ou desenvolvimento de outras doenças,
como pneumonia;
• Encolhimento;
• Fraturas nas vértebras, provocando problemas gastrintestinais e
respiratórios.
As fraturas de quadril podem levar à imobilização da paciente, e
requerer cuidados de enfermagem por longo prazo.
DIAGNÓSTICOS
Geralmente, é diagnosticada somente após a ocorrência da primeira
queda, pois os sintomas não são perceptíveis.
O principal método para diagnosticar a osteoporose é a densitometria
óssea. Esse exame mede a densidade mineral do osso da coluna
lombar e no fêmur.
O resultado divide-se em três classificações: normal, osteopenia e
osteoporose.
EXAMES
O exame de referência para o diagnóstico da osteoporose hoje é a
densitometria de massa óssea (DMO). A medida da massa óssea
permite determinar o risco da paciente vir a ter fraturas, auxiliando a
identificação da necessidade de tratamento. Também possibilita avaliar
as mudanças na massa óssea com o tempo.
Em geral, são recomendados exames com intervalo mínimo de um a
dois anos.
As sociedades americanas National Osteoporosis Foundation (NOF) e
North American Menopause Society (NAMS) recomendam a realização
da densitometria óssea para:
- Todas as mulheres com 65 anos ou mais, e nas que tenham doenças
que causam perdas ósseas;
- Nas mulheres na menopausa ou em transição, com 50 anos ou mais,
que tiverem pelo menos os seguintes problemas:
a. uma fratura após a menopausa ou após os 50 anos (exceto no crânio,
face, tornozelo ou dedos);
b. magreza ou IMC ≤ 21 kg/m2;
c. pais com história de fratura no quadril;
d. artrite reumatoide;
e. fumantes atuais;
f. ingestão excessiva de álcool (≥ três doses por dia)
Existem também outras indicações para a solicitação de exames de
pesquisa de osteoporose, se você está próximo ou já entrou na
menopausa procure seu médico.
PREVENÇÃO
A prevenção da osteoporose é feita adotando-se hábitos saudáveis ao
longo da vida. É preciso redobrar a atenção após a menopausa, já que a
queda dos níveis do hormônio estrógeno acelera o processo de perda
de densidade óssea, demandando maiores cuidados para prevenir a
doença.
Um dos elementos fundamentais para garantir a saúde dos ossos é a
prática regular de atividade física desde cedo, o que permite alcançar o
pico de massa óssea. Exercícios como caminhada, atividades aeróbicas
e também com carga contribuem para aumentar um pouco esse índice,
que se mantém com a continuidade das atividades.
Por outro lado, cuidar da alimentação também pode fazer a diferença na
prevenção da osteoporose. Segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS), é importante ingerir alimentos ricos em cálcio diariamente, numa
quantidade de 1.000 a 1.300 mg por dia – o equivalente a cerca de três
porções de leite e derivados. Por exemplo: um copo de leite (250mg de
cálcio), um copo de iogurte (300mg) e uma fatia de queijo (300mg).
Tomar sol é parte importante no processo de prevenção da doença. Os
raios solares são necessários para a produção de vitamina D,
substância fundamental na manutenção de um esqueleto saudável.
Dessa forma, é importante que as pessoas da terceira idade
mantenham-se ativas, caminhando ao ar livre e repondo o cálcio através
da alimentação e suplementos, quando indicado pelo médico.
TRATAMENTOS E CUIDADOS
Os tratamentos atuais para a osteoporose não revertem a perda óssea
completamente. Como a osteoporose é frequentemente diagnosticada
somente após a instalação da doença, considera-se que uma das
melhores estratégias sejam as medidas preventivas que retardam ou
evitam o desenvolvimento da doença.
Para isso, durante a juventude deve-se melhorar o pico de massa
óssea, reduzir as perdas ao longo da vida e evitar as quedas. As
principais indicações são:
 Alimentação balanceada, com atenção para o cálcio dietético
(leite e derivados);
 Uso de medicamentos com ingestão de cálcio e vitamina D;
 Exposição moderada ao sol, para que ocorra a síntese da
vitamina D;
 Prática regular de exercícios físicos, como caminhada – que
estimula a formação óssea e previne a reabsorção;
 Terapia hormonal (para mulheres)
CONVIVENDO
Para amenizar os efeitos da osteoporose é necessária a ingestão de
grande quantidade de cálcio. Para isso, são indicados os seguintes
alimentos:
Produtos lácteos
Leite
Iogurte
Queijo cottage
Queijo em geral
Vegetais
Espinafre (cozido)
Brócolis (cozido)
Peixe
Sardinha (enlatada)
Salmão (enlatado)
Tofu
Firme
Regular
1 xícara
1 xícara
1 xícara
28 grs
292 mg
415 mg
138 mg
174 mg
1 xícara
1 xícara
245 mg
78 mg
100 g
100 g
379 mg
237 mg
1 xícara
1 xícara
516 mg
260 mg
Fontes:
PINTO NETO, Aarão et al. Consenso brasileiro de osteoporose 2002. Revista Brasileira de
Reumatologia. Vol. 42, n. 6, nov./dez. 2002.
WENDER, Maria Celeste O. et al. Climatério. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em
Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 144-158.
DISSAT, Cristina. Prevenção da osteoporose: a dose ideal. Disponível
http://www.endocrino.org.br/prevencao-da-osteoporose-dose-ideal/>
em: <
PINTO NETO, Aarão et al. Consenso brasileiro de osteoporose 2002. Revista Brasileira de
Reumatologia. Vol. 42, n. 6, nov./dez. 2002.
VEJA. 90% das brasileiras não ingerem quantidade adequada de cálcio. 17 out. 2012. Disponível em: <
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/90-das-brasileiras-nao-ingerem-quantidade-adequada-de-calcio>.
WANNMACHER, Lenita. Manejo racional da osteoporose: onde está o real benefício? In: Uso racional de
medicamentos: temas selecionados. Vol. 1, n. 7, Brasília, Jun. 2004.
Harvard Men’s Health Watch (tradução do autor)
Volume 13 — Number 5 — December 2008
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