Apresentação do PowerPoint

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PATRICIA ALVAREZ RUIZ
Patogenia e
Reparo PulpoPeriapical
HISTOFISIOLOGIA
PULPAR
Patrícia Ruiz
Polpa Dental
Corno pulpar
Polpa coronária
Polpa radicular
Forame apical
Patrícia Ruiz
CARVALHO, FIGUEIREDO, 1999
Complexo Dentina-Polpa
OLGART, BERGENHOLTZ,
Patrícia Ruiz
2006
Polpa dental
Polpa Dental
Origem
Patrícia Ruiz
Polpa dental - Origem
• Mesenquimal
Papila dentária
SOUZA, 2001
Patrícia Ruiz
SOUZA, 2001
Polpa Dental
Componentes
Patrícia Ruiz
Polpa dental - Componentes
CAWSON et al., 1997
• Células
• Matriz extracelular
• Fibras
• Vasos sangüíneos
• Vasos linfáticos
• Nervos
Patrícia Ruiz
BARBOSA, 1999
Polpa dental – Componentes celulares
Componentes celulares
ODONTOBLASTOS
• Células colunares dispostas em paliçada,
localizadas na periferia
SOUZA, 2001
Patrícia Ruiz
SOUZA, 2001
Polpa dental – Componentes celulares
ODONTOBLASTOS
• Forma e arranjo variam de acordo com a
localização – atividade metabólica
- Coronária e cervical: cilíndricas altas
- Médio: cilíndricas
baixas
www.zahnwissen.de
- Apical: cúbicas
Patrícia Ruiz
CARVALHO, FIGUEIREDO, 1999
Polpa dental – Componentes celulares
ODONTOBLASTOS
Constituição:
• Corpo celular
• Prolongamentos celulares (fibrilas de Tomes)
- 0,5 – 1,0 mm (BYERS, SAGAYA, 1995)
Patrícia Ruiz
www.zahnwissen.de
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Polpa dental – Componentes celulares
ODONTOBLASTOS
Altamente diferenciados, especializados na
produção de dentina dentina primária, secundária
e terciária
⋆ Estímulos fisiológicos
⋆ Estímulos moderados: cárie incipiente de
esmalte, cárie de progressão lenta, preparos
cavitários rasos
Patrícia Ruiz
BJØRNDAL, DARVANN 1999
Polpa dental – Componentes celulares
FIBROBLASTOS
• Células predominantes na
polpa
• Células fusiformes ou
estreladas, prolongamentos
• Grande quantidade de
organelas
www.olympusmicro.com
• Síntese e secreção de componentes da matriz
extracelular e fibras
• Envelhecimento - fibrócito
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Polpa dental – Componentes celulares
ODONTOBLASTOS
SOUZA, 2001
FIBROBLASTOS
Patrícia Ruiz
Polpa dental – Componentes celulares
CÉLULAS MESENQUIMAIS INDIFERENCIADAS
• Semelhantes aos fibroblastos
• Células de reserva
• Capacidade de diferenciação em odontoblastos,
fibroblastos
• Localizadas ao redor dos vasos sangüíneos
• Diminuem com a idade
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Polpa dental – Componentes celulares
CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE
• Linfócitos T, Macrófagos, Células dendríticas
(APCs)
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 1999
JONTEL et al, 1998
Polpa dental - Componentes
Componentes extracelulares
MATRIZ EXTRACELULAR
• Meio de transporte
para nutrição
• Proteoglicanas e água
• Feixes de fibras,
fibras nervosas,
vasos sangüíneos e
elementos celulares
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Polpa dental – Componentes extracelulares
TRAMA FIBRILAR
• Fibras colágenas: arcabouço do tecido pulpar
- Colágeno tipo I (60%)
- Maior concentração próximo ao ápice, dispostas
paralelamente
- Pequena quantidade em polpas jovens
- Resposta pulpar inversamente relacionada
com sua presença
• Fibras reticulares (von Korff): em torno dos vasos
- Colágeno tipo III
• Fibras elásticas: paredes dos vasos
- Escassas
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Polpa dental – Componentes extracelulares
VASCULARIZAÇÃO
• Ricamente vascularizada
• Sistema microcirculatório
- Arteríolas, capilares,
vênulas
PÉCORA
Patrícia Ruiz
Polpa dental – Componentes extracelulares
VASCULARIZAÇÃO
• Tipo terminal - anastomoses
• Fluxo sangüíneo na polpa coronária é quase o
dobro da região radicular
• Vasos linfáticos – drenagem e direcionamento das
APCs até os linfonodos regionais
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
INERVAÇÃO
• Corpos celulares no gânglio trigeminal
• Terminações nervosas livres (nociceptores)
Patrícia Ruiz
NÄRHI, 2006
NÄRHI, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
INERVAÇÃO
• Maioria das terminações está situada na interface
dentina-polpa da polpa coronária
Patrícia Ruiz
SOUZA, 2001
NÄRHI, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
INERVAÇÃO
Fibras mielínicas
(tipo A)
)
Patrícia Ruiz
Fibras amielínicas
(70 - 80%)
(tipo C)
)
NÄRHI, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
INERVAÇÃO
Fibras mielínicas (tipo A)
• Localização periférica
• Raschkow
• Algumas penetram nos túbulos dentinários (150-200µm)
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
INERVAÇÃO
Fibras mielínicas (tipo A)
• Respondem a estímulos “hidrodinâmicos”
aplicados na dentina
• Dor aguda, pulsátil, rápida
• Sensibilidade dentinária  Ativação mecânica
da fibras tipo A Teoria hidrodinâmica da dor
(GYSI, 1900)
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
Teoria hidrodinâmica da dor
 Estímulo na dentina
 Alta força capilar nos finos túbulos dentinários
 Fluxo hidrodinâmico do
fluido dos túbulos dentinários
para fora
 Distorção mecânica na área
da junção dentino-pulpar
 Estimulação das fibras
tipos A
 Dor
Patrícia Ruiz
NÄRHI, 2006
Polpa dental – Componentes extracelulares
INERVAÇÃO
Fibras amielínicas (tipo C)
• Localização profunda
• Limiar de excitação alto
• Estímulos mais fortes (térmicos ou mecânicos
intensos) e mediadores inflamatórios (bradicinina
e histamina)
• Dor difusa, mais lenta
• Mantém a integridade por mais tempo
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004; NÄRHI, 2006
Polpa Dental
Camadas Topográficas
Patrícia Ruiz
Polpa dental – Camadas Topográficas
Camada odontoblástica
Camada
subodontoblástica ou
pobre em células (Weil)
Camada rica em células
Região central
SOUZA, 2001
Patrícia Ruiz
BARBOSA, 1999; SOUZA, 2001; MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Polpa Dental
Funções
Patrícia Ruiz
Polpa dental - Funções
Formadora
• Produção de dentina
Nutritiva
• Vascularização
• Líquido para as estruturas orgânicas dos tecidos
mineralizados
Defensiva
• Formação de dentina reacional ou reparadora
• Sensibilidade dolorosa
• Sistema de defesa celular
Sensorial
• Resposta aos estímulos nocivos da dor
Patrícia Ruiz
CARVALHO, FIGUEIREDO, 1999
Polpa Dental
Aspectos Fisiológicos
Patrícia Ruiz
Polpa dental
Polpa dental – Aspectos Fisiológicos
Condições fisiológicas
Ausência de microrganismos
BARREIRAS
Invasão de microrganismos
MECANISMOS DE PROTEÇÃO
Eliminação da infecção
Intervenção
profissional
Reparo
Patrícia Ruiz
Dano
Polpa dental – Aspectos Fisiológicos
Semelhantes aos demais tecidos conjuntivos,
características peculiares:
• Confinamento entre paredes
resistentes de dentina
• Circulação do tipo terminal
• Deposição contínua de dentina
• Túbulos dentinários – vias de
comunicação
Barbosa, 1999
Patrícia Ruiz
CARVALHO, FIGUEIREDO, 1999
Polpa dental – Aspectos Fisiológicos
Modificações com a idade
• Diminuição do volume da polpa
• Diminuição dos componentes celulares
• Aumento da trama fibrilar
• Degeneração de fibras nervosas
• Remodelação da rede vascular
• Calcificações
Diminuição da capacidade de reparação
Patrícia Ruiz
CARVALHO, FIGUEIREDO, 1999
Polpa dental – Aspectos Fisiológicos
Modificações com a idade
• Diminuição do volume pulpar
Patrícia Ruiz
CASTELLUCCI, 1996
Polpa dental – Aspectos Fisiológicos
Modificações com a idade
• Remodelação da rede vascular
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Polpa dental – Aspectos Fisiológicos
Modificações com a idade
FIBROSE
Patrícia Ruiz
CALCIFICAÇÕES
ALTERAÇÕES REGRESSIVAS
Alterações Pulpares
Etiologia
Patrícia Ruiz
Agressão à polpa dental
Fatores
Físicos
Fatores
Químicos
Fatores
Biológicos
Reparo
INFLAMAÇÃO
Dano
Depende da duração e intensidade da agressão
Patrícia Ruiz
Alterações pulpares – Etiologia
Fatores físicos
• Calor gerado pelo preparo cavitário, reação de
presa dos materiais restauradores ou polimento
de restaurações
• Ação mecânicas das brocas
• Trauma, fratura
• Pressão durante moldagem
MONDELL, 1998
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Alterações pulpares – Etiologia
Preparo cavitário - Calor
1. Movimento rápido do fluido dentinário para a periferia
2. Estimulação nervosa
3.  do fluxo sangüíneo 
Hiperemia pulpar
4.  da pressão tecidual
intersticial
5. Filtração do fluido
dentinário para a periferia
Desidratação dentinária  Aspiração odontoblástica
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações pulpares – Etiologia
Preparo cavitário
ABUNDANTE REFRIGERAÇÃO
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações pulpares – Etiologia
Trauma: fraturas, luxações
1. Ruptura dos vasos sangüíneos pulpares de maior
calibre  Sangramento interno intenso  Necrose
2. Dano nutricional à polpa por ruptura do suprimento
neurovascular no forame apical após deslocamento
do dente no alvéolo
3. Exposição pulpar
www.dentsply-iberia.com
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações pulpares – Etiologia
Fatores químicos
• Toxicidade de materiais restauradores
temporários e definitivos
• Condicionamento ácido
• Dessecantes e desinfetantes de cavidade
Patrícia Ruiz
www.apcd.org.br
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Alterações pulpares – Etiologia
Profundidade da cavidade
• Túbulos dentinários  Vias de difusão para a polpa
• Maior permeabilidade dentinária próximo à polpa
20.000 túbulos/mm2
0,5 µm de diâmetro
50.000 túbulos/mm2
2,5-3,0 µm de diâmetro
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações pulpares – Etiologia
Profundidade da cavidade
dano à polpa
Quanto maior, mais cuidado para proteção da
polpa
Determina a escolha do material protetor
Patrícia Ruiz
www.ecuaodontologos.com
Alterações pulpares – Etiologia
Fatores biológicos - Microrganismos
• Infiltração bacteriana, cárie  Agressão persistente
• Extensão da resposta pulpar depende da quantidade
de irritantes bacterianos que chegam à polpa e da
distância
www.adt-avrora.ru
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Alterações pulpares
Patrícia Ruiz
HORSTED-BINDSLEV, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações Pulpares
Patogenia
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão
?
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão
Invasão da dentina por
microrganismos
Reação
dentinária
Mecanismos de proteção
pulpar
Reação pulpar
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão
* Cárie incipiente em dentina
Odontoblastos
•  atividades metabólicas
• Produção de dentina peritubular
CAWSON et al., 1997
Esclerose tubular
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
PÉCORA
Resposta pulpar à agressão
Odontoblastos
•  nº e tamanho
•  atividade metabólica
• Destruição
Trato morto
Patrícia Ruiz
www.zahnwissen.de
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão
Céls. mesenquimais indeferenciadas
Odontoblastos (secundários)
Produção de dentina
reparadora
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão
Dentina reparadora
• Proporção depende da extensão e duração da injúria
• Amorfa, mais irregular, menos túbulos dentinários
• Túbulos não alinhados aos da dentina primária
• Menos sensível
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão
Durante a penetração inicial da dentina, a cárie
provoca reações inflamatórias na polpa muito
antes que as bactérias a atinjam
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão
Defesa inata não-induzida (pré-inflamatória)
Reconhecimento e ataque por células de defesa
residentes – macrófagos, células dendríticas
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al.., 1999
Resposta pulpar à agressão
Defesa inata não-induzida (pré-inflamatória)
Ataque por componentes do sistema complemento
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al.., 1999
SISTEMA COMPLEMENTO
Proteínas plasmáticas
C1, C4, C2, C3, C5, C6, C7, C8, e C9
Clivagem
Funções
efetoras
Recrutamento
de céls. infl.
Morte dos
patógenos
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al., 1999; SIQUEIRA JR., 2000
Frag. menor: a
Frag. maior: b
Cascata de
reações
Opsonização de
patógenos
Sistema complemento
Via clássica
Via da lectina
Via alternativa
Complexo
antígeno-anticorpo
Ligação da lectina
à patógenos
Superfícies
de patógenos
C1
C4
C2
C4
C2
C3
B, D
C3
C4a, C3a
C5a
Patrícia Ruiz
C3b
C4b
C5
C5b, C6
C7, C8, C9
Quimiotaxia
Opsonização
Morte de patógenos
C4a, C3a
C5a
C3b
C4b
C5b, C6
C7, C8, C9
Patrícia Ruiz
Opsonização
Patrícia Ruiz
http://personales.ya.com
Resposta pulpar à agressão
Progressão de m.o. e toxinas   espessura de
dentina
1. Liberação de mediadores inflamatórios (citocinas)
2. Penetração de componentes bacterianos (antígenos)
ILs
TNF
NO +
RO
PG
LT
•
•
•
•
•
C3b
C3a
C4a
C5a
Vasodilatação
Quimiotaxia
Opsonização
Destruição tecidual
Dor
JANEWAY ET AL., 1999
Patrícia Ruiz
Defesa inata induzida
Inflamação aguda
JANEWAY et al., 1999; SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
Resposta inflamatória aguda
• Objetivo  localizar a região agredida, eliminar o agente
agressor e remover o tecido pulpar degenerado, preparando
para a reparação
• Reação na circulação pulpar  movimentação de elementos
intravasculares para o espaço extravascular injuriado
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al., 1999
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS VASCULARES
 Rápida vasoconstrição
Mediadores químicos envolvidos na
vasodilatação
 Vasodilatação
•  fluxo sangüíneo
•  pressão hidrostática
vascular
HIPEREMIA
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
HIPEREMIA PULPAR
Patrícia Ruiz
A: arteríola
V: vênula
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS VASCULARES
  Permeabilidade vascular
• Saída de exudato
•  viscosidade sangüínea
Mediadores químicos envolvidos na
permeabilidade vascular
•  fluxo sangüíneo
•  pressão hidrostática
tecidual
EDEMA
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
EXUDAÇÃO CELULAR
FOUSP
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
 Estase vascular - Hemoconcentração
 Marginação leucocitária –  resistência do fluxo
sangüíneo e favorece a estase
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
Leucodiapedese
 Rolagem de leucócitos
JANEWAY et al., 1999
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
Leucodiapedese
 Aderência e diapedese de leucócitos
JANEWAY et al., 1999
Patrícia Ruiz
IL-1, IL-8, TNF, C5a, C3a, LTB4, Histamina, LPS
Leucócito emitindo pseudópodo
Diapedese
FOUSP
FOUSP
Patrícia Ruiz
www.cardiologiapertutti.org
EVENTOS CELULARES
M: marginação, P: pavimentação; MI: migração para o interstício,
CI: células fora da luz do canal
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
Neutrófilos
Monócitos
24-48 h
http://personales.ya.com
http://personales.ya.com
•  concentração
sangüínea
• > velocidade de
deslocamento
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Macrófagos
http://personales.ya.com
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
 Migração para
os tecidos
Patrícia Ruiz
INFLAMAÇÃO AGUDA
FOUSP
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
 Reconhecimento
* Opsonização
 Ligação dos receptores do fagócito às opsoninas
ou superfície do antígeno
Patrícia Ruiz
www.cardiologiapertutti.org
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
EVENTOS CELULARES
 Fagocitose
1. Invaginação da membrana do
fagócito  englobamento do
antígeno
2. Internalização do antígeno
www.biologogo.com.br
• Actina e miosina (influxo de Ca+2)
3. Destruição do antígeno
• pH ácido
• Ação do conteúdo dos grânulos (lisozima, colagenase)
• ROs, NOs
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
Agressão transitória  Inflamação leve
PULPITE REVERSÍVEL
 Resposta hiperêmica localizada
 Zona livre de células
• Leve infiltrado de células inflamatórias
 Polpa organizada
Remoção do agente
desencadeador
Patrícia Ruiz
REPARO
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE REVERSÍVEL
 Sinais e sintomas
 Dor provocada (frio), localizada, de curta duração
Edema  pressão sobre fibras nervosas (tipo A)
  limiar de excitabilidade  DOR
 Inspeção: restauração ou lesão de cárie
 Percussão e palpação: negativos
 Achados radiográficos: restauração ou lesão de cárie
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
Persistência da agressão  Inflamação moderada a
severa
PULPITE
IRREVERSÍVEL
DANO
TECIDUAL
Patrícia Ruiz
DOR
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
Dano tecidual
REPARO
Elastase
Colagenase
Gelatinase
ROs + NOs
Peroxinitrito
Patrícia Ruiz
PULPITE AGUDA
PURULENTA
Degradação da matriz
extracelular e outros
componentes teciduais
Pus
Microabscessos
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE AGUDA PURULENTA
(IRREVERSÍVEL)
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE IRREVERSÍVEL
 Sinais e sintomas:
Estágio intermediário
 Dor provocada, aguda, localizada, persistente
 Analgésico pode ou não ser eficaz
Estágio avançado:
 Dor espontânea, pulsátil,
excruciante, lancinante, contínua
 Exacerbada pelo calor, aliviada
pelo frio
 Analgésico não é eficaz
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE IRREVERSÍVEL
DOR
 Permeabilidade vascular prolongada
  pressão hidrostática
tecidual
 edema
Fibras tipo C
 Mediadores químicos
• Bradicinina
• Histamina
• PG
• Neuropeptídeos
 Exacerbada pelo calor, aliviada pelo frio
 Degeneração das fibras tipo A (Kim, 1990)
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE IRREVERSÍVEL - Dor
1. Ativação das fibras nervosas aferentes pulpares
2. Propagação do impulso por toda membrana celular do
neurônio até o núcleo trigeminal
1
Patrícia Ruiz
2
NÄRHI, 2006; OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE IRREVERSÍVEL - Dor
3. Produção de neuropeptídeos
4. Transporte dos neuropeptídeos para os centros
nervosos superiores (córtex)  DOR
4
3
Patrícia Ruiz
NÄRHI, 2006; OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação aguda
PULPITE IRREVERSÍVEL - Dor
5. Transporte dos neuropepitídeos ao longo dos ramos
terminais do axônio  Vasodilatação e  permeabilidade
vascular  INFLAMAÇÃO NEUROGÊNICA
5
Patrícia Ruiz
NÄRHI, 2006; OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão
Persistência do antígeno  Inflamação pulpar crônica
 Resposta imunológica adaptativa
Linfócitos T
Linfócitos B
Auxiliares
Citotóxicos
Supressores
Citocinas
Macrófagos
Células
dendríticas
Patrícia Ruiz
ALI et al., 1997
Resposta imunológica adaptativa
CELULAR
HUMORAL
Linfócitos T
Linfócitos B
T-dependente
Produção de citocinas
Patrícia Ruiz
T-independente
Produção de anticorpos
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Reconhecimento do antígeno
Linfócitos T
Linfócitos B
Anticorpos
TCR
I
MHC
II
Células apresentadoras
de antígenos
Patrícia Ruiz
Banchereau, Steinman, 1998, Janeway et al., 1999
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Apresentação do antígeno
 Reconhecimento do antígeno pela APC no local
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Apresentação do antígeno
1. Internalização do antígeno e fragmentação em
peptídeos
2. Ligação ao MHC-II
3. Transporte dos peptídeos por MHC-II para a
superfície celular
Patrícia Ruiz
PASHLEY, LIEWEHR, 2007
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Apresentação do antígeno
4. Penetração nos vasos linfáticos
5. Migração para os linfonodos regionais
Resposta
imune primária
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Apresentação do antígeno
6. Encontro e apresentação aos linfócitos
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Ativação dos linfócitos
 Interação com o antígeno (1° sinal) e com outra
célula (2° sinal)
Linfócitos B
Linfócitos T
T-dependente
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al., 1999
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Proliferação e diferenciação em células efetoras
Linfócitos T
Células de memória
Linfócitos T efetores
TH1 – resposta celular
TH2 – resposta humoral
Citocinas
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Efeitos das citocinas
TH1
TNF-
Destruição de
macrófagos
cronicamente
inflamados
Patrícia Ruiz
TH2
IL-2
IL-4
IL-5
IL-6
IL-2
Diferenciação Ativação
e proliferação
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Proliferação e diferenciação em células efetoras
Linfócitos B
Células de memória
TH2
Plasmócitos
Anticorpos
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Funções dos anticorpos
Via clássica
C1
Neutralização
IgG, IgM
Patrícia Ruiz
Opsonização
IgG
SIQUEIRA JR., 2000
Ativação do sistema
complemento
IgG, IgM
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
 Migração em direção ao agente agressor
Resposta imune
secundária
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
PULPITE CRÔNICA
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
PULPITE IRREVERSÍVEL
 Inspeção: restauração ou
lesão de cárie extensas
 Percussão e palpação: negativos
 Achados radiográficos: restauração
ou lesão de cárie extensas. ELP
normal ou ligeiramente espessado
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
INFLAMAÇÃO PULPAR CRÔNICA
Natureza proliferativa
• Fibroblastos
• Angioblastos
• Fibras nervosas
Mediadores
químicos
inflamatórios
Patrícia Ruiz
REPARO
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA
 Indivíduos jovens
 Teto da câmara pulpar destruído
 Proliferação (hiperplasia) do tecido pulpar que protrui
para a cavidade oral  Pólipo pulpar
Patrícia Ruiz
OLGART, BERGENHOLTZ, 2006
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA
 Sinais e sintomas
 Assintomática, dor à mastigação
 Sangramento ao toque
 Inspeção: massa de tecido pulpar projetada pela
câmara pulpar
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA
 Percussão e palpação: negativos
 Achados radiográficos: lesão de cárie extensa,
ausência do teto da câmara pulpar
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
INFLAMAÇÃO
PULPAR
CRÔNICA
“A dor na pulpite
irreversível nem sempre
está presente”
PULPITE CRÔNICA ULCERADA
 Drenagem do exudato
inflamatório via exposição
pulpar
 Mediadores inibitórios
• Endorfina
• Somatostatina
Patrícia Ruiz
PÉCORA, 1997
BYERS, NÄRHI, 2002; MICHAELSON, HOLLAND, 2002; MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
INFLAMAÇÃO
PULPAR
CRÔNICA
Alterações degenerativas
Reabsorção interna
Patrícia Ruiz
Resposta pulpar à agressão – Inflamação crônica
  Edema   pressão hidrostática tecidual
  resistência venular: impede a drenagem sangüínea
  fluxo sangüíneo  Hipóxia tecidual
+
Lise tecidual
(enzimas lisossomais e radicais livres)
[ ] produtos tóxicos / Queda do pH
Patrícia Ruiz
NECROSE PULPAR
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Necrose
 Perda da capacidade de
defesa  Infecção
 Avanço das bactérias em
direção apical
 Processo compartimentalizado de infecção e
necrose
• Agressão
• Inflamação
• Necrose
• Infecção
Patrícia Ruiz
ESTRELA, FIGUEIREDO, 2001
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Necrose
 Coalescência de focos de tecido necrótico
NECROSE PULPAR TOTAL
www.apcd.org.br
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Necrose
NECROSE PULPAR
 Sinais e sintomas:
 Assintomática. Paciente pode relatar episódio prévio
de dor
 Teste de sensibilidade pulpar:
 Negativo
 Inspeção:
 Fratura, restauração ou lesão
de cárie extensas que atingiram
a polpa
 Escurecimento da coroa
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Resposta pulpar à agressão – Necrose
NECROSE PULPAR
 Percussão e palpação:
 Negativos ou positivos (envolvimento periapical)
 Achados radiográficos:
 Fratura, restauração ou lesão de cárie extensas ou
atingindo a polpa
 ELP normal, espessado ou
radiotransparência
(envolvimento periapical)
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Patologia
Periapical
Patrícia Ruiz
Patologia
Periapical
Patrícia Ruiz
Periapicopatias
 Respostas inflamatórias e imunológicas do
hospedeiro  conter o avanço da infecção
endodôntica (papel protetor)
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004; HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações Periapicais
Etiologia
Patrícia Ruiz
Agressão ao tecidos periapicais
1. Trauma
2. Falha no tratamento endodôntico
3. Injúria iatrogênica  extrusão de substâncias e
material obturador, perfurações radiculares
4. Polpa necrosada infectada  agressão persistente
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Agressão aos tecidos periapicais
Bactérias
Efeito direto
 Fatores de virulência
• Enzimas
• Toxinas
• Produtos metabólicos
Efeito indireto
 Ativação de mecanismos
de defesa
Dano aos tecidos
periapicais
Depende do estado de defesa do hospedeiro,
da qualidade e do número de microrganismos da
microbiota infectante
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004; HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
Alterações Periapicais
Patogenia
Patrícia Ruiz
Resposta dos tecidos periapicais à
agressão
 Intensidade
da agressão
+
 Resistência
do hospedeiro
Patrícia Ruiz
Resposta
inflamatória
aguda
Resposta
inflamatória
crônica
Periodontite apical
aguda
Abscesso periapical
agudo
Periodontite apical
crônica
Abscesso periapical
crônico
Resposta dos tecidos periapicais à agressão
 Combate direto e imediato aos microrganismos e seus
produtos
Defesa inata não-induzida (pré-inflamatória)
Reconhecimento e fagocitose por células de defesa
residentes  Macrófagos
Ataque por componentes do sistema complemento
(via alternativa ou via lectina) – LPS, Ácido lipoteicóico
 Neutralização (opsonização)
 Morte (formação de poros na membrana)
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al., 1999
Resposta dos tecidos periapicais à agressão
 Liberação de mediadores químicos inflamatórios
 ILs, TNFs, ROs, NOs (macrófagos)
 PGs, LTs (ácido aracdônico das membranas)
 Ação dos fragmentos do sistema complemento
ativado
 C3b, C3a, C4a, C5a
Defesa inata induzida
Inflamação aguda
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al., 1999
PERIODONTITE
APICAL AGUDA
Inflamação periapical aguda
PERIODONTITE APICAL AGUDA
Eventos vasculares
 Vasodilatação
•  fluxo sangüíneo
•  pressão hidrostática vascular
 Mediadores químicos: LPS, TNF-α, IL-1, C3a, C5a,
Bradicinina, Histamina, C3a, C5a, PG, NO,
Neuropeptídeos
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Inflamação periapical aguda
PERIODONTITE APICAL AGUDA
Eventos vasculares
  Permeabilidade vascular
• Saída de exudato
•  fluxo sanguíneo
EDEMA
•  viscosidade sanguínea
•  pressão hidrostática tecidual no espaço LP
 Mediadores químicos: C3a, C5a, RO, LT, Bradicinina,
Histamina, RO, LT, Neuropeptídeos
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Inflamação periapical aguda
PERIODONTITE APICAL AGUDA
Eventos celulares
 Estase vascular
 Marginação leucocitária (neutrófilos, macrófagos)
 Rolagem de leucócitos
 Aderência e diapedese de leucócitos
 Migração para o espaço extravascular,
reconhecimento e fagocitose
 Mediadores químicos: IL-1, IL-8, TNF, C3a,
C5a, LT, Histamina, LPS
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR., 2000
Inflamação periapical aguda
PERIODONTITE APICAL AGUDA
 Sinais e sintomas:
 Dor intensa, espontânea, localizada
 Extrema sensibilidade ao toque do dente
(mastigação)
Edema
Compressão das fibras nervosas
PG, Histamina, Bradicinina
DOR
 Sensação de dente crescido  Ligeira extrusão
dentária (dilaceração das fibras colágenas pelo
edema no LP)
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical aguda
PERIODONTITE APICAL AGUDA
 Teste de sensibilidade pulpar:
 Negativo
 Percussão e Palpação:
 Positivos
 Achados radiográficos:
  espessura do LP apical
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical aguda
Persistência
da agressão
Exacerbação

da resposta
Inflamação
purulenta
 Bactérias extremamente virulentas
 Enzimas proteolíticas das bactérias + enzimas
lisossomais e ROs dos neutrófilos e macrófagos
 dano tecidual  PUS
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical aguda
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO
 Inflamação purulenta dos tecidos periapicais
(neutrófilos e bactérias em degeneração)
 Duração: 72 a 96 horas
 Sinais e sintomas:
 Dor espontânea, pulsátil, lancinante e localizada
• Edema intenso  Compressão das fibras nervosas
• PGs (Mc Nicholas et al., 1991; Takayama et al., 1996)
 Pode ou não apresentar evidências de envolvimento
sistêmico (linfadenite regional, febre e mal-estar)
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical aguda
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO
 Inspeção:
 Tumefação intra e/ou extra-oral
• Estágio inicial não apresenta tumefação
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
 Mobilidade dentária e ligeira extrusão dentária
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical aguda
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO
 Teste de sensibilidade pulpar:
 Negativo
 Percussão e Palpação:
 Positivos
 Achados radiográficos:
 Espessamento do LP apical
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
ABSCESSO PERIAPICAL
AGUDO
Patrícia Ruiz
Inflamação periapical crônica
Resposta inflamatória   intensidade da
agressão
Cronificação
Resposta imunológica adaptativa
Patrícia Ruiz
TAKAHASHI et al., 1999
Inflamação periapical crônica
Resposta imunológica adaptativa
 Drenagem dos antígenos pelas APCs para os linfonodos
 Reconhecimento pelos linfócitos
 Ativação, proliferação, diferenciação em céls efetoras
 Secreção de citocinas e anticorpos
 Migração para a região periapical
Patrícia Ruiz
JANEWAY et al., 1999
Inflamação periapical crônica
PERIODONTITE APICAL CRÔNICA
 Infiltrado inflamatório crônico
• Linfócitos
• Plasmócitos
• Macrófagos
 Componentes do processo de reparo
• Fibroblastos
• Fibras nervosas
• Vasos sanguíneos neoformados
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
PERIODONTITE APICAL CRÔNICA
 Característica da lesão se modifica com o passar do
tempo e à medida que se distancia do ápice radicular
1. Zona de tecido infectado
2. Zona exsudativa: macrófagos, linfócitos, elementos
fibrovasculares (tentativa de reparo)
3. Zona de granulação: atividade
fibroblástica mais intensa e
formação de novos vasos
4. Tecido fibrosos: tecido denso,
rico em colágeno que separa a
lesão do osso adjacente
Patrícia Ruiz
Patrícia Ruiz
1.
2.
3.
4.
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
Inflamação periapical crônica
Persistência
da agressão

Céls. infl.
Céls. LP
Céls. osso
Macrófagos, Linfócitos T
Fibroblastos, Céls. Epiteliais,
Céls. Endoteliais, Osteoblstos
Mediadores
químicos
IL-1, IL-3, IL-6
TNF-, PG
Reabsorção
óssea
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
Reabsorção óssea
Patrícia Ruiz
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
Inflamação periapical crônica
FAO
Reabsorção óssea
 Citocinas (macrófagos, linfócitos T, fibroblastos,
• IL-1
• IL-3
• IL-6
• TNF
células endoteliais, ceratinócitos)
 PG
Bradicinina
Imunocomplexos
LPS
Patrícia Ruiz
ZECHII-ORLANDINI et al., 1996; FIGUEIREDO, 1997; WANG, TANI-ISHII, STASHENKO, 1997; CURY et al., 1998
Inflamação periapical crônica
Reabsorção óssea
 Estímulo à reabsorção óssea pelos osteoclastos
presentes no osso perialveolar
 Recrutamento de precursores de osteoclastos
circulantes para a cápsula da lesão
 Inibição da síntese de matriz óssea pelos
osteoblastos presentes no osso perialveolar
Patrícia Ruiz
STASHENKO, YU, WANG, 1992; ZECHII-ORLANDINI et al., 1996
Inflamação periapical crônica
Reabsorção óssea pelos osteoclastos
1. Recrutamento de precursores mononucleares da
medula óssea para a região perialveolar
2. Diferenciação desses precursores em pré - osteoclastos
3. Fusão dos pré - oesteoclastos para formar células
gigantes multinucleadas compatíveis com osteoclastos
4. Estimulação desses osteoclastos para a degradação
da matriz orgânica e desmineralização da matriz
inorgânica
Patrícia Ruiz
DIAK, 1993
Inflamação periapical crônica
Osso reabsorvido  substituído por tecido granulomatoso
GRANULOMA PERIAPICAL
 Céls. imunocompetentes  Componentes do
processo de reparo
• Linfócitos
• Plasmócitos
• Fibroblastos
• Macrófagos
• Fibras nervosas
• Vasos sangüíneos
neoformados
 Cápsula de fibras colágenas
Equilíbrio entre agressão e defesa
Patrícia Ruiz
TORABINEJAD, WALTON, 1994; MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
GRANULOMA PERIAPICAL
Patrícia Ruiz
http://patoral.umayor.cl
Inflamação periapical crônica
GRANULOMA PERIAPICAL
 Sinais e sintomas:
 Assintomático
 Inspeção:
 Cárie e/ou restauração extensa
 Escurecimento da coroa
 Teste de sensibilidade pulpar:
 Negativo
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
GRANULOMA PERIAPICAL
 Percussão e Palpação:
 Negativos
 Achados radiográficos:
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
 Área radiolúcida associada ao
ápice radicular, bem circunscrita
 Perda da integridade da lâmina
dura
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica – Granuloma
Proliferação epitelial no granuloma
Restos epiteliais de Malassez
www.usc.edu
 EGF: Macrófagos ativados
• Receptores nos restos epiteliais de
Malassez (LIN, 1996)
 KGF: Fibroblastos estimulados (IL-1,
TNF)
• Síntese pronunciada em granulomas (GAO
et al., 1996)
 TNF, IL-1, IL-6, PG: Linfócitos, fibroblastos, macrófagos
• Próprias células epiteliais – efeito autócrino
 LPS (MEGHJI et al, 1996)
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
Formação de ilhotas de epitélio organizado
GRANULOMA PERIAPICAL EPITELIADO
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
ESTRELA, FIGUEIREDO, 2001
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
Degeneração das células epiteliais
Formação de cavidade
CISTO PERIAPICAL
Patrícia Ruiz
ESTRELA, FIGUEIREDO, 2001
CISTO PERIAPICAL
Patrícia Ruiz
www. forsyth.org
Inflamação periapical crônica – Cisto
Formação da cavidade cística
Degeneração e liquefação das céls. epiteliais mais
internas (perda da fonte de nutrição)
• Decomposição celular   [ ] protéica   pressão osmótica  transporte de fluido para a cavi-
dade  crescimento
Patrícia Ruiz
NEVILLE et al., 1998; REGEZI, SCIUBBA, 2000
Inflamação periapical crônica – Cisto
Formação da cavidade cística
Reações imunopatológicas
 Ativação do sistema complemento
• Quimiotaxia para neutrófilos  enzimas  lise
tecidual
• MAC  morte celular
Patrícia Ruiz
BANDO, 1993; TORABINEJAD, 1994; FIGUEIREDO, SANTOS, ALBUQUERQUE JR., 1999;
SIMON, 2000; MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica – Cisto
Formação da cavidade cística
Reações imunopatológicas
 Síntese de moléculas de adesão
• ICAM
• ELAM
marginação de céls. de defesa
Manutenção do estado pró-inflamatório
 Antigenicidade adquirida pelas céls. epiteliais
• Expressão de moléculas estranhas pelos restos
epiteliais de Malassez
• Alteração de moléculas de superfície
Patrícia Ruiz
SIQUEIRA JR.,1997
Inflamação periapical crônica – Cisto
 Células inflamatórias crônicas
 Linfócitos
 Macrófagos
 Plasmócitos
 Células dendríticas (células de Langerhans)
 Mastócitos
 Células NK
 Neutrófilos
• Próximas ao epitélio
• Distribuição focal
TORABINEJAD, 1983; NILSEN et al., 1984; TORABINEJAD, KETTERING, 1985; GAO et al., 1988; BARKHORDAR, DESOUZA, 1988;
STASHENKO, YU, WANG, 1992; MÁRTON et al., 1998; TAKAHASHI, 1998; SUZUKI et al., 2001
Patrícia Ruiz
Expressão imuno-histoquímica das células de Langerhans e linfócitos em cistos
periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente
Ruiz, P.A. 2003
Linfócitos B
GAO et al., 1988
KOPP, SCHWARTING, 1989
SUZUKI et al., 2001
Patrícia Ruiz
Expressão imuno-histoquímica das células de Langerhans e linfócitos em cistos
periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente
Ruiz, P.A. 2003
Linfócitos T
auxiliares
Patrícia Ruiz
CONTOS et al, 1987
GAO et al., 1988
SUZUKI et al., 2001
Inflamação periapical crônica – Cisto
 Linfócitos T predominam sobre linfócitos B
LUKIC et al., 1990; STASHENKO et al., 1994; MÁRTON, KISS, 2000,
SUZUKI et al., 2001
• T auxiliares
> T supressores (2:1)
BROWNE, 1987; KOPP, SCHWARTING, 1989; SOL et al., 1998
• T supressores
> T auxiliares
KONTIAINEM, RANTE, LAUTENSCHAGER, 1986; LUKIC et
al., 1990; MARTON et al., 1998
• T auxiliares = T supressores
TORABINEJAD, KETTERING, 1985; BARKHORDAR,
DESOUZA, 1988; SUZUKI et al., 2001
Patrícia Ruiz
Inflamação periapical crônica – Cisto
Predominância de subpopulação de linfócitos
 Fase de desenvolvimento da lesão
• Linfócitos T auxiliares
• Linfócitos T supressores
Fase inicial ativa
Crescimento da lesão
Fase mais avançada
Paralisação
STASHENCO, YU, 1989; LUKIC et al., 1990; STASHENKO, YU, WANG, 1992; STASHENKO et al., 1994
Patrícia Ruiz
Inflamação periapical crônica – Cisto
Células dendríticas  Células de Langerhans
MATTHEWS, BROWNE (1987)
PRINGLE et al. (1992)
AKHLAGHI, DOUROV (1995)
100 %
SUZUKI et al. (2001)
CONTOS et al. (1987)
GAO et al. (1988)
Maioria
ROCHA (1991)
PIATELLI et al. (2002)
35%
 Células de Langerhans =  Infiltrado inflamatório
Patrícia Ruiz
Expressão imuno-histoquímica das células de Langerhans e linfócitos em cistos
periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente
Ruiz, P.A. 2003
Células de Langerhans
MATTHEWS, BROWNE, 1987; CONTOS et al., 1987; GAO et al., 1988; ROCHA,
1991; PRINGLE et al., 1992; AKHLAGHI, DOUROV, 1995; SUZUKI et al., 2001;
PIATELLI et al., 2002
Patrícia Ruiz
Expressão imuno-histoquímica das células de Langerhans e linfócitos em cistos
periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente
Ruiz, P.A. 2003
Células de Langerhans
PRINGLE et al., 1992
AKHLAGHI, DOUROV, 1992
PIATELLi et al., 2002
MATTHEWS, BROWNE, 1987
GAO et al., 1988
ARDAVÍN et al., 2001
KELLER, 2001
Patrícia Ruiz
Expressão imuno-histoquímica das células de Langerhans e linfócitos em cistos
periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente
Ruiz, P.A. 2003
Células de Langerhans
CONTOS et al., 1987; GAO et al., 1988; REICHHARDT et al., 1991; PRINGLE et al.,
1992; SUZUKI et al., 2001
Patrícia Ruiz
Expressão imuno-histoquímica das células de Langerhans e linfócitos em cistos
periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente
Ruiz, P.A. 2003
Células de Langerhans
CONTOS et al., 1987; GAO et al., 1988; PRINGLE et al., 1992; SUZUKI et al., 2001
Patrícia Ruiz
Inflamação periapical crônica – Cisto
 Imunoglobulinas
 IgG (74%), IgA (20%), IgE (4%), IgM (2%)
• Índices mais elevados que nos granulomas
STERN et al., 1981
 IgG é o anticorpo mais encontrado – papel protetor
importante  Efeito opsonizador
KUNTZ et al, 1977
 Níveis de IgG e IgA proporcionais ao tamanho do
cisto
 Níveis de IgG e IgA diminuíram após o tratamento
endodôntico
Patrícia Ruiz
MATSUO et al, 1995
Inflamação periapical crônica – Cisto
Células inflamatórias crônicas
Imunoglobulinas
Reações imunológicas humoral e celular participam na patogênese dos cistos periapicais
TORABINEJAD, 1983; NILSEN et al., 1984; TORABINEJAD, KETTERING, 1985;
GAO et al., 1988; BARKHORDAR, DESOUZA, 1988; STASHENKO, YU, WANG, 1992;
MÁRTON et al., 1998; TAKAHASHI, 1998; SUZUKI et al., 2001
Patrícia Ruiz
Inflamação periapical crônica
CISTO PERIAPICAL
 Sinais e sintomas:
 Assintomático
 Inspeção:
 Cárie e/ou restauração extensa
 Escurecimento da coroa
 Teste de sensibilidade pulpar:
 Negativo
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
CISTO PERIAPICAL
 Percussão e Palpação:
 Negativos
 Achados radiográficos (indistinguível do
granuloma):
www.usc.edu
 Área radiolúcida associada ao
ápice radicular, bem circunscrita
 Perda da integridade da lâmina
dura
 Pode assumir grande diâmetro,
com deslocamento radicular
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Inflamação periapical crônica
ABSCESSO PERIAPICAL CRÔNICO
 Cronificação do abscesso periapical agudo
 Sinais e sintomas:
 Assintomático
 Inspeção:
 Cárie e/ou restauração extensa
 Fístula intra ou extra oral
Patrícia Ruiz
Inflamação periapical crônica
ABSCESSO PERIAPICAL CRÔNICO
 Teste de sensibilidade pulpar:
 Negativo
 Percussão e Palpação:
 Negativos
 Achados radiográficos
 Área radiolúcida associada ao ápice radicular,
limites mal definidos
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Efeitos
indesejáveis
INFLAMAÇÃO
Extinção da flogose

Tratamento
endodôntico
Patrícia Ruiz
Confinamento,
destruição e
eliminação do
agente agressor
REPARO
Proliferação e diferenciação
de células específicas
Reposição dos tecidos
destruídos
Fim da inflamação e
Reparo tissular
Patrícia Ruiz
Patrícia Ruiz
BIODINÂMICA DO REPARO
Lesão
Fase inflamatória
Fase proliferativa
Fase de remodelação
Patrícia Ruiz
REPARO
PERIAPICAL
Patrícia Ruiz
REPARO PERIAPICAL APÓS
TRATAMENTO ENDODÔNTICO
Dentes sem lesão
* LP comprometido por um processo inflamatório
Dentes com lesão periapical
* > destruição tecidual
 Tratamento endodôntico
• Regressão do processo inflamatório
• Céls. infls. crônicas  Células formadoras
- osteoblastos, cementoblastos e fibroblastos
• Regeneração do LP
• Neoformação dos tecs. duros reabsorvidos
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
Inflamação aguda na região periapical
Fase inflamatória
 Neutrófilos e macrófagos
entre as fibras do LP
• Diluição das toxinas bacterianas
• Liberação de enzimas
lisossômicas
• Liberação de mediadores
químicos
Destruição dos
componentes teciduais
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
Reabsorção óssea e
cementária
Reparo periapical
Regressão da fase aguda  Fase crônica
 Migração celular
• Linfócitos, macrófagos e plasmócitos
 “Limpeza da área”: fagocitose de tecido necrosado
 Liberação de citocinas
- Recrutamento e ativação de fibroblastos, céls.
endoteliais, cementoblastos, osteoblastos e céls.
indiferenciadas
 Proliferação celular
 Neoformação vascular
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
Tecido de granulação
Fase proliferativa
Reparo periapical
Fase proliferativa
 Macrófagos > neutrófilos
 Proliferação de fibroblastos no tec. periodontal
• Produção de fibras colágenas, glicoproteínas, fibras
elásticas
 Cementoblastos e osteoblastos  matriz cementária
e óssea
 Neovascularização (liberação de fatores de crescimento quimiotáticos e mitogênicos para céls. endoteliais –
FCDP, FCF, FCT-)
 Brotamentos linfáticos
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
Reparo periapical
Fase de remodelação
Re-estruturação do
tecido lesado
 Fagocitose por macrófagos
 Tecido fibroso  Tecidos duros
 Mineralização da matriz cementária e óssea
(deposição de cristais de hidroxiapatita -  pH
devido à fosfatase alcalina)
 Fixação dos feixes de fibras periodontais
 Condições favoráveis  selamento biológico
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
SELAMENTO BIOLÓGICO
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
Reparo periapical
Dentes com lesão periapical
 > tempo para o reparo
* Agentes agressores + intensos
* > destruição tecidual
 Tempo de reparo  6 meses a vários anos
• Tec. infl. crônico  Tec. fibroso  Tec. duro
• Neoformação de cemento e osso
• Inserção de novas fibras colágenas no osso e
cemento neoformados  Restauração do LP
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
Reparo periapical
Dentes com lesão periapical
 Reparo total: osso primário  osso secundário (fase
de remodelação)
Osso primário
• Fibras colágenas desordenadas
• Gde qtd osteócitos
• Menos calcificado
Osso secundário
• 3 a 6 meses
• Tipo lamelar
• Colágeno orientado
• Menos cels. inclusas na matriz
• Mineralização plena
• Até 5 anos
SOARES, GOLDBERG, 2001
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
Retratamento
1 ano
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2001
O cisto periapical
repara após o
tratamento
endodôntico
convencional
Patrícia Ruiz
Tratamento
endodôntico
Remoção do
fator etiológico
Proliferação
epitelial cessa
Destruição e remoção das
células epiteliais proliferadas
Resolução do processo
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
Estrutura histopatológica dos cistos periapicais em
relação ao canal
Cisto em bolsa
Patrícia Ruiz
Cisto verdadeiro
SIMON, 1980; NAIR, PAJAROLA, SCHOROEDER, 1996; HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
Reparo periapical
Estrutura histopatológica dos cistos
periapicais em relação ao canal e reparo
 Cistos verdadeiros  lesões auto-sustentadas 
Tratamento endodôntico convencional não exerce
efeito
ROCHA, 1991; NAIR, PAJAROLA, SCHOROEDER, 1996
“Tratamento endodôntico não-cirúrgico conduz à
destruição local ou generalizada do limitante epitelial
de cistos verdadeiros, culminando no reparo”
MAALOUF, GUTMANN, 1994
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
Tratamento endodôntico convencional
pode conduzir ao reparo de cistos periapicais
 SJÖGREN et al., 1990
 MURPHY et al., 1991
 ROCHA, 1991
 NAIR, PAJAROLA, SCHROEDER, 1996
 CALISKAN, TÜRKÜN, 1997
 LASZKIEWICZ et al., 1998
 MOLERI, MOREIA, RABELLO, 2004
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
ROCHA, 1991 - Estudo microscópico e imuno-histoquímico dos
cistos periapicais de dentes tratados ou não endodonticamente.
Sua relação com a regressão não cirúrgica
 Tratamento endodôntico permite o desencadeamento
de reações de natureza imunopatológica e inflamatória
condizentes com a regressão não cirúrgica dos cistos
 Cistos periapicais de dentes tratados
• Epitélio com atrofia, degeneração, necrose, microabscessos e intenso infiltrado inflamatório
 Cistos periapicais de dentes não-tratados
• Densidade aumentada de células de Langerhans
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
RUIZ, 2003 - Expressão imuno-histoquímica das células de
Langerhans e linfócitos em cistos periapicais de dentes tratados
ou não endodonticamente
p<0,001
10
125
8
154
6
4
9
32
47
52
51
2
TT
LA
N
G
0
1,70
0,63
-2
N=
100
NÃO TRATADO
76
TRATADO
Gráfico Box-Plot com as medidas do centro da dispersão e de
variabilidade para células de Langerhans, de acordo com o grupo.
Natal, RN. 2003.
TRAT
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
RUIZ, 2003 - Expressão imuno-histoquímica das células de
Langerhans e linfócitos em cistos periapicais de dentes tratados
ou não endodonticamente
p=0,086
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
,5
TT
LB
0,0
-,5
N=
100
NÃO TRATADO
TRAT
100
TRATADO
Gráfico Box-Plot com as medidas do centro da dispersão e de
variabilidade para linfócitos B, de acordo com o grupo. Natal, RN.
2003.
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
RUIZ, 2003 - Expressão imuno-histoquímica das células de
Langerhans e linfócitos em cistos periapicais de dentes tratados
ou não endodonticamente
p=0,307
3,5
3,0
73
2,5
2,0
1,5
1,0
,5
TT
LT
0,0
-,5
N=
100
NÃO TRATADO
TRAT
100
TRATADO
Gráfico Box-Plot com as medidas do centro da dispersão e de
variabilidade para linfócitos T auxiliares, de acordo com o grupo.
Natal, RN. 2003.
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
SHAH, 1988 – Nonsurgical management of periapical lesions: a
prospective study. Oral surg Oral Med Oral Pathol 1988; 66 (3):
365-371.
 Tratamento endodôntico de 93 dentes com lesão
periapical
 Proservação por 2 anos
 Sucesso – 84,4% 35,7% cistos
 Cirurgia – 15,6%
64,3% granulomas
Sucesso não depende da natureza da lesão
Patrícia Ruiz
Reparo
Periapical
Histológico
Clínico
Radiográfico
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
Critérios clínicos e radiográficos
GUTMANN et al., 1999
• Ausência de sintomas à percussão e palpação
• Mobilidade normal
• Ausência de edema ou fístula
• Ausência de doença periodontal
• Função na arcada
• Sem sinais de infecção ou edema
• Sem evidência de sintomas subjetivos
• ELP normal ou espessamento insignificante
• Eliminação de rarefação perirradicular prévia
• Lâmina dura normal
• Ausência de reabsorção
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
Critérios histológicos
SOARES, GOLDBERG, 2002
• Reparação das reabsorções de cemento e dentina por
cemento neoformado
• Reposição do osso, quando reabsorvido, por tecido
ósseo neoformado
• Produção e inserção de novas fibras periodontais nos
tecidos duros neoformado
• Restauração da dimensão normal do espaço do LP
• Ausência de fenômenos inflamatórios nos tecidos
periapicais
Patrícia Ruiz
Reparo periapical
“O controle clínico e radiográfico periódico é, em
última análise, o meio que dispomos para estabelecer o
êxito ou fracasso do tratamento endodôntico”
LOPES, COSTA FILHO, 1987
“A ausência de sintomas clínicos não serve de
parâmetro para determinar o sucesso ou o fracasso de
um tratamento endodôntico, sem a integração de
outros fatores”
“A determinação de êxito ou fracasso baseada
meramente em critérios radiográficos não é
aconselhada”
Patrícia Ruiz
GUTMANN et al., 1999
Reparo periapical
Reparo ideal
Condições muito favoráveis
• Selamento biológico
Reparo aceitável
Condições favoráveis
• Cemento neoformado
• Tecido conjuntivo fibroso
Ausência de reparo
Condições desfavoráveis
• Tecido cronicamente inflamado
Patrícia Ruiz
Patrícia Ruiz
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Infecção
Crateras radiculares
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2002
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Infecção
Biofilme bacteriano extra-radicular
Patrícia Ruiz
ANWAR, 1900; CARLSSON, 1997; SIQUEIRA JR., VENTURIM, 1997; SOARES, GOLDBERG, 2002
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Infecção
Sunde et al., 2002 – Microbiota of periapical lesions refractory
to endodontic treatment. J Endod 2002; 28 (4): 304-310.
 Microbiota diferente da infecção primária
Infecção primária
Patrícia Ruiz
Infecção persistente
MONOINFECÇÃO
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Infecção
Enterococcus faecalis
• MÖLLER et al. 1996 (29%), SUNDQVIST et al. 1998 (38%), MOLANDER et al. 1998
(69%), PECIULIENE 2000 (70%), HANOCK III et al. 2001 (30%)
Fungos - Candida
•
SUNDQVIST et al. 1998, MOLANDER et
al. 1998, HANOCK III et al. 2001,
PECIULINE et al. 2001
Patrícia Ruiz
Actinomyces radicidentis
•
KALFAS et al. 2001
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Infecção
Patrícia Ruiz
HAPPONEN, BERGENHOLTZ, 2006
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Fatores intrínsecos
 Produtos de degeneração tecidual
• Ex: Cristais de colesterol
Fatores extrínsecos
 Materiais obturadores
• Cones de guta-percha (talco)
• Cones de papel (celulose)
• Alimentos
Patrícia Ruiz
MOLERI, MOREIRA, RABELLO, 2004
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Fatores inerentes ao tratamento endodôntico
Mecânicos
 Sobreinstrumentação
 Sobreobturação
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2002
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Fatores inerentes ao tratamento endodôntico
Mecânicos
SJÖGREN et al, 1990 – Factors affecting the long term
results of endodontic treatment. J Endod 1990; 16 (10):498-504.
 Instrumentação no CDC – 90% de reparo
Instrumentação aquém do CDC – 65% de reparo
 Obturação a 2 mm do ápice – 94% de reparo
Obturação aquém de 2 mm do ápice – 68% de reparo
Nível apical de instrumentação e obturação 
Índice de sucesso
Patrícia Ruiz
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Fatores inerentes ao tratamento endodôntico
Químicos
 Material obturador
 Medicação intracanal
 Substâncias irrigadoras
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2002
Biocompatibilidade
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Passagem de solução irrigadora pelo forame apical
• VANDE VISSE, BRILLIANT, 1975
• FAIRBOURN, MCWALTER, MONTGOMERY, 1987
• MCKENDRY, 1990; AL-OMARI, DUMMER, 1995
• LOPES et al., 1997
• VANSAN et al, 1997
• REDDY, HICKS, 1998
• FERRAZ et al., 2001
• LAMBRIANIDIS, TOSOUNIDOU, TZOANOPOULOU, 2001
Patrícia Ruiz
Fatores que podem influir no reparo – Fatores locais
Solução irrigadora não irritante, com ação
antibacteriana e que estimule ou não
interfira no processo de reparo da região
periapical
Hipoclorito de sódio
HCT20
Patrícia Ruiz
Fatores que podem influir no reparo – Fatores gerais
Natureza sistêmica
 Idade
 Desnutrição
 Doenças crônicas
 Distúrbios hormonais
 Deficiências imunológicas
Patrícia Ruiz
SOARES, GOLDBERG, 2002
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