ajes - instituto superior de educação vale do juruena especialização

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AJES - INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO VALE DO JURUENA
ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL COM ENFASE EM EDUCAÇÃO
ESPECIAL
8,5
A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
Helena Maria da Silva Fronstak
[email protected]
Orientador: Profº. Ilso Fernandes do Carmo
BRASNORTE/2014
AJES - INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO VALE DO JURUENA
ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL COM ENFASE EM EDUCAÇÃO
ESPECIAL
A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
Helena Maria da Silva Fronstak
Orientador: Profº. Ilso Fernandes do Carmo
“Trabalho apresentado como exigência
parcial para a obtenção do título de
Especialização em Educação Infantil
com Ênfase em Educação Especial.”
BRASNORTE/2014
AGRADECIMENTO
Agradeço a DEUS pelo dom da vida por ter me
iluminado nesta caminhada;
A toda a minha família, pelo apoio e compreensão
pelas minhas ausências;
Aos amigos e alunos que sempre me propuseram
ânimo e confiança;
Aos mestres pela paciência, dedicação ao ensino e
incentivo.
DEDICATÓRIA
Para Deus eterno e soberano por mais esta oportunidade
em minha vida;
Para meu esposo pelo apoio, dedicação e fé nessa
conquista;
Para meus filhos e netos pela compreensão da minha
ausência em vários momentos importantes de suas vidas;
Para meu querido pai e também para o pastor da minha
igreja, pela transmissão de perseverança, amor à vida e
coragem para seguir sempre em frente.
Brincar com a criança não é perder tempo, é ganha-lo; se é triste ver
meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados, tolhidos e
enfileirados em uma sala de aula sem ar, com atividades mecanizadas,
exercícios estéreis, sem valor para a formação dos homens críticos e
transformadores de uma sociedade. (Carlos Drummond de Andrade)
RESUMO
Este trabalho tem como intuito, pesquisar (autores) sobre o tema para
averiguar e mostrar a importância do lúdico no ensino-aprendizagem. Demonstrar
que o lúdico realizado em diferentes formas de expressão torna a aprendizagem rica
e a participação das crianças mais expressiva, lembrando que o lúdico não pode
estar restrito apenas aos jogos e brincadeiras, no sentido de lazer, ele deverá ser
aplicado em sala de aula também com o intuito de ensino-aprendizagem e para isso
deverá ser bem planejada as aulas incluindo todas as crianças nesse processo.
Lembrando que a educação infantil e as séries iniciais (se bem trabalhadas) são o
alicerce para toda a vida escolar do aluno. Também averiguar se os alunos das
séries iniciais do 1º ano A da Escola Pastor José Genésio da Silva de BRASNORTEMT apresentam melhor desenvolvimento de aprendizagem quando se trabalha com
o lúdico. Lendo várias referências bibliográficas sobre o assunto (lúdico), sendo
professora das séries iniciais e observando as dificuldades, trabalhos e
desenvolvimento das crianças motivaram-me a escolher esse tema. Lembrando que
o brincar é fundamental para o desenvolvimento da criança em todos os sentidos.
PALAVRAS CHAVES: Lúdico- ensino-aprendizagem- criança.
SUMARIO
INTRODUÇÃO...........................................................................................................07
CAPÍTULO I
LUDICIDADE.............................................................................................................09
1.1-O LÚDICO NA VISÃO DOS TEÓRICOS E NO DECORRER DA HISTÓRIA.....09
CAPÍTULO II
2. A CRIANÇA QUE BRINCA APRENDE.................................................................16
CAPÍTULO III
3. A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA INFÃNCIA..................................................22
CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................32
INTRODUÇÃO
Este trabalho refere-se à conclusão do curso de Especialização em
Educação Infantil com ênfase em Educação especial, Instituto de Educação Vale do
Juruena Ajes, Brasnorte- MT.
Este trabalho tem como objetivo analisar e averiguar qual a importância do
lúdico no processo de ensino-aprendizagem e como acontece esse processo de
aprendizagem através da ludicidade. O estudo se apóia em diversos feitos por
Kishimoto, Vygotsky e Piaget entre outros, com a finalidade de demonstrar e
confirmar a possibilidade do lúdico ser um fator potencializador para a
aprendizagem.
O lúdico realizado em diferentes formas de expressão torna a aprendizagem
rica e a participação das crianças mais expressiva. Diante disso percebe-se que a
criança aprende com maior facilidade, quando ela “faz” com prazer (brincando) suas
atividades.
Ressaltando mais uma vez que o brincar é fundamental para o
desenvolvimento das crianças, e quando as professoras trabalham com métodos
lúdicos as crianças apresentam melhor e maior rendimento (desenvolvimento) no
processo de aprendizagem.
Nós professores, devemos aprender a rever nossos conceitos, ações,
métodos e práticas, refletindo sobre o fazer pedagógico, para auxiliarmos os alunos
a compreender de maneira clara, fácil e objetiva a construção do desenvolvimento
do processo de ensino-aprendizagem dentro de um sistema escolar.
O trabalho monográfico foi desenvolvido e estruturado com três capítulos. O
capítulo I tem como título “Ludicidade” onde apresenta uma reflexão com referências
a vários autores sobre o conceito de ludicidade, o que é lúdico e sua importância
para a formação social, cultural e no desenvolvimento da aprendizagem da criança,
também demonstra em poucas palavras um breve histórico sobre o lúdico.
No capítulo II “A criança que brinca aprende”, fala das brincadeiras e jogos
que articulem as diversas áreas de conhecimento. Partindo do pressuposto de que a
brincadeira em situações educacionais deve ser acessível para todas as crianças e
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que todas possam participar dos agrupamentos formados em sala de aula regular.
Também apresenta observações referentes aos alunos do 1º ano A da Escola
Pastor José Genésio da Silva, quando se trabalha o lúdico com essas crianças. O
capítulo III apresenta como título “A importância do brincar na infância” e demonstra
que no brincar as crianças trabalham a socialização, conhecem a liberdade,
desenvolvem a criatividade, a auto-estima, a confiança e a capacidade de se
relacionar com o mundo. Fala da importância do lúdico no desenvolvimento da
aprendizagem dos alunos desde a Educação Infantil, que se tem como alicerce,
melhorando em muito o seu desempenho ao longo da vida escolar.
Para a realização deste trabalho foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica
sobre o assunto “lúdico” favorecendo a ampliação do conhecimento. Também uma
pesquisa de campo, cuja abordagem usada era a observação naturalista, que é de
natureza primariamente qualitativa, com participação. Onde o observador (eu)
participava ativamente com o fenômeno observado. A amostra foi composta pelos
alunos do 1º ano A da Escola Pastor José Genésio da Silva, acontecendo em
ambiente propício (sala de aula, recreio e quadra de esporte da escola), sendo uma
observação cuidadosa de um ou mais comportamentos em ambiente, visando
explorar o significado do “brincar”, mostrando como o lúdico pode auxiliar de forma
prazerosa na construção do conhecimento da criança.
CAPÍTULO I LUDICIDADE
1.1 O LÚDICO NA VISÃO DOS TEÓRICOS E NO DECORRER DA HISTÓRIA
O lúdico, segundo KISHIMOTO (1999), esteve presente em diversos
períodos históricos, desde a Grécia clássica, Roma antiga, passando pela Idade
Média e pelo Renascimento, possuindo em cada período características e
interpretações distintas sobre sua função. É importante citar a presença do lúdico
nesses períodos, entretanto a pesquisa referida terá inicio a partir de um recorte
histórico em que o lúdico se apresenta numa perspectiva educacional.
Diversas linhas de estudo em Psicologia com Piaget e Vygotsky, em
Filosofia com Froebel e Dewey (1952), segundo KISHIMOTO (1999), trouxeram essa
vertente do brincar como algo inerente à natureza humana que também colabora
para o aprendizado, de modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de
jogo. Para os autores aqui citados, a brincadeira e as suas implicações ultrapassam
o universo do brincar espontâneo, possuindo também interferências nos âmbito
pedagógico e social, além da brincadeira como um ato de simples prazer.
A ludicidade, segundo PIAGET (1982), é indispensável à saúde física,
emocional e intelectual da criança. O lúdico tão importante para a saúde física e
mental do ser humano é espaço que merece atenção dos pais e educadores. A
ludicidade é a qualidade daquilo que estimula a aprendizagem através da fantasia,
do divertimento ou da brincadeira.
No início do séc. XIX com o fim da Revolução Francesa e o surgimento de
novos olhares pedagógicos, segundo KISHIMOTO (1988), as escolas começam a
trabalhar em seu dia a dia alguns princípios práticos de Froebel e Pestalozzi.
Entretanto, é Froebel, segundo ainda KISHIMOTO (1988), quem inicia os
estudos para a evolução da criança através do lúdico. É com ele que o jogo
(compreendido como ação de brincar) passa a fazer parte da educação infantil,
partindo do pressuposto de que a criança no manipular materiais como bolas, cubos,
etc., brincando de montar e desmontar aprenderia as noções matemáticas como
forma, tamanho e encaixe. Sua proposta curricular para a educação infantil
apresentava grande relevância para o brinquedo e para o ato de brincar.
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Representando o campo filosófico DEWEY (1952), também traz suas
considerações sobre o lúdico, e apresenta o jogo como forma de expressar a
atividade espontânea da criança, além de ter a capacidade de unir as necessidades
lúdicas da infância com aquelas que servirão para a vida em sociedade (no seu
caso, a sociedade democrática). DEWEY (1952) acredita que a vida social constitui
a base do desenvolvimento infantil, e que a escola proporcione a criança esta
aprendizagem da vida em sociedade. Para ele a educação deve empenhar para
estabelecer a comunicação entre a criança e o seu meio, sendo assim, o processo
de comunicação entre a criança e seu meio se dá de forma satisfatória através do
jogo, quando a criança começa a se habituar às regras existentes no mesmo e,
conseqüentemente, com as que irá encontrar no decorrer da sua vida na sociedade.
A ludicidade é um assunto muito “falado” ultimamente, principalmente nas
séries iniciais, por ser o brincar a essência da infância e seu uso permite um trabalho
pedagógico atraente e prazeroso que possibilita a produção do conhecimento, da
aprendizagem e do desenvolvimento.
O lúdico tem sua origem na palavra “ludus” que quer dizer “jogo”. O lúdico
passou
a
ser
reconhecido
como
traço
essencial
de
psicofisicologia
do
comportamento humano. De modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo
de jogo, (BRASIL, 2005, p.09).
Desta forma se torna possível crer que existe uma refereência apenas ao ato
de “jogar”, ao divertimento com o caráter “não sério”, entretanto mediante estudos, o
lúdico deixou de possuir apenas essa conotação de algo não construtivo e passou a
ser reconhecido como traço essencial do comportamento humano que traz
juntamente com seu universo, além do divertimento, a possibilidade de
aprendizagem em diversos âmbitos.
Segundo LUCKESI (1994), o que caracteriza o lúdico “é a experiência de
plenitude que possibilita a quem o vivencia em seus atos”. Adotado a esse
entendimento, o significado do lúdico não pode estar restrito apenas aos jogos e
brincadeiras. Seria possível associá-lo a algo alegre, agradável, que o indivíduo faz
de forma livre e espontânea.
O brincar é considerado a forma privilegiada das crianças conhecerem,
compreenderem e se expressarem no mundo.
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OLIVEIRA (2000, p.22), diz que:
O espírito lúdico da convivência prazerosa e criativa que vinha sendo
praticamente desenvolvido desde o nascimento, com o próprio corpinho e
com a mãe, e depois no faz de conta solitário, passa pouco a pouco a fazer
parte do universo social, agora transversal, entre pares, com sua
complicada trama de relações, suas regras e acordos, muitas vezes ainda
implícitos e velados.
VYGOTSKY (1991), ao explicar o papel da escola no processo de
desenvolvimento do indivíduo, faz uma importante distinção entre os conhecimentos
construídos na experiência pessoal, concreta e cotidiana da criança. Chama esse
processo de conceitos cotidianos ou espontâneos, cuja vivência social, afetiva e
cultural desenvolve estruturas na personalidade da criança, alargando seus saberes
na condição de Ser humano. Na escola, a criança elabora saberes na sala de aula,
adquire meios de aprender, sistematicamente, os conceitos científicos.
Baseado em OLIVEIRA (2000), podemos verificar que o brincar se inicia
pelas experiências interativas entre mãe e a criança que tem natureza simbólica, de
imitação de situação do cotidiano, de gestos e cantos. E a família é o espaço
propício para a ação iniciada da criança, o primeiro ambiente lúdico que permite a
expressão e a determinação. As idéias e ações adquiridas pelas crianças provêm
desse mundo social, incluindo a família e seu círculo de relacionamentos.
BITTENCOURT (2013), diz que a ludicidade é:
Atividade que configura como fundamental no processo de formação
existencial do ser humano, o jogo representa a instauração simbólica de
uma reapropriação criadora do tempo em uma atividade afirmadora da vida
e do prazer próprio da ludicidade. Heráclito de Éfeso, ao filosofar sobre o
caráter, diz: “Tempo (Aion) é criança jogando, brincando”. Reinado de
criança”. O conceito de tempo categorizado como Aion significa a expressão
intensiva do processo criador latente em todas as coisas da natureza, tal
como uma grande brincadeira na qual as amarras cronológicas não
encontram qualquer predominância. A temporalidade do jogo se configura
assim como o instante mágico da criação, a ruptura com a ordem normativa
de toda medida. “Essa criança do devir que transforma tudo aquilo que
existe conforme seu capricho representa a presença do espírito lúdico do
contínuo mecanismo cósmico de modificação das formas de vida. (p.15).
O brincar permite que a criança aprenda a lidar com suas emoções. Pelo
brincar a criança equilibra as tensões provenientes de seu mundo cultural,
construindo sua individualidade, sua personalidade, viajar no “seu mundo”
imaginário. Diante disso
BITTENCOURT (2013), diz:
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O fluxo do tempo atua de maneira inocente no decorrer de sua ação
transformadora das coisas existentes na natureza, livre de qualquer
imputação moral que determine a qualidade das suas ações, exigindo a
correção das faltas cometidas contra a harmonia cosmológica. Associar o
tempo intensivo da criatividade a uma criança que, em sua inocência, se
encontra para além de bem e de mal, de certo e de errado, diviniza o
caráter aleatório do processo de constituição cosmológica e estabelece uma
interpretação da existência emancipada de toda culpabilidade moral. Com
efeito, as inexoráveis transformações da natureza não decorrem da
necessidade de expiação por um pretenso erro originário, pois a expressão
da vida se encontra para além de qualquer esfera de valor coercitivo ou
normativo que imponha um critério extrínseco de conduta ao ser humano”.
(p.15).
O lúdico possibilita vários ganhos para o desenvolvimento e a aprendizagem
de qualquer criança mesmo aquelas com necessidades especiais. Nesse sentido
VYGOTSKY (1994, 1997, 2004), defendia que as leis de desenvolvimento são iguais
para todas as pessoas, destacando que o que se diferencia, no desenvolvimento
humano, é o seu percurso/ inserção social. Neste sentido, a oferta de situações
lúdicas, em que as crianças brincam, é favorável à aprendizagem de todas as
crianças.
Baseado em KISHIMOTO (2008), ALMEIDA (2003), dentre outros, o lúdico,
no seu papel de instrumento auxiliar e complementar da educação representa um
recurso facilitador e motivador da aprendizagem escolar.
VYGOTSKY (1998), em seus estudos relacionados ao lúdico e sua relação a
aprendizagem humana diz que o homem é um ser social em sua essência, e toda a
sua aprendizagem vem de uma atividade interpsicológica (social externa) para que
posteriormente se transformar em intrapsicológica (individual e interna), ou seja, o
aprendizado se dá inicialmente do meio social para depois atingir a esfera do
indivíduo. O desenvolvimento da criança acontece, inicialmente, com a interação
entre ela e as pessoas mais próximas. O centro dos estudos de VYGOTSKY sobre o
desenvolvimento e aprendizagem infantil esteve na Zona de Desenvolvimento
Proximal (ZDP) que define como:
[...] A distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma
determinar através da solução independente de problemas, e o nível de
desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas
sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais
capazes. (VYGOTSKY, 1998, p..112).
Para ele, o nível de desenvolvimento denominado de real representa tudo
àquilo que a criança já consegue realizar sozinha, ações já estão consolidadas pelo
seu desenvolvimento. A ZDP é caracterizada por alguns processos que estão em
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construção, que ainda não atingiram a maturação, mas que após serem realizadas
com o auxílio de alguém mais experiente poderá ser realizada de forma
independente. Por favorecer a criação desta zona, o lúdico pode ser considerado um
recurso para ser utilizado em meio às propostas pedagógicas, já que faz parte da
natureza infantil podendo contribuir para o amadurecimento dos processos que
estão em formação.
É no momento em que a criança brinca e entra no mundo do faz de conta
que essas aprendizagens se dão e maneira mais intensa. Quando as crianças
brincam com situações imaginárias existem também algumas representações de
situações reais, como a sujeição de regras e comportamento que fazem parte da
cultura cotidiana da criança que acabam sendo trazidas para o jogo ainda
inconscientemente.
VYGOTSKY (ANO), ainda afirma que todas as situações vivenciadas pela
criança servem de elementos para a sua imaginação, a criança observa, vive e
depois combina, cria e recria as situações de sua brincadeira, fato que faz com que
ela aprenda de acordo com o que conhece em seu meio.
O lúdico faz parte do cotidiano de qualquer criança desde a mais tenra
idade, no entanto, a discussão sobre o relacionamento entre o lúdico e a sala de
aula deve-se à influência de diferentes abordagens teóricas. Por exemplo, com base
nos estudos sobre Zona de Desenvolvimento Proximal que diz:
é possível afirmar que o professor pode ser um mediador da atividade
lúdica. Em determinadas situações, mesmo sendo escolares, ele não
precisa ser o centro do ensino, mas também não precisa ser passivo, mas
sim um mediador. Ele pode atuar na seleção de propostas de atividades, na
organização dos grupos de crianças, na mediação durante a situação ou
mesmo pode ser um problematizador, provocando as crianças a tomarem
decisões, a opinarem, a defenderem suas posições. (VYGOTSKY, 1994,
138).
LEONTIEV (1998), diz que na infância a atividade principal da criança é a
brincadeira e que, com base nela, a criança aprende a interagir e compreender o
mundo.
Observa-se a necessidade da participação efetiva do sujeito na construção
do conhecimento, evidenciando que, desde os primeiros dias de vida, as
brincadeiras se constituem como situações de aprendizagem. Acompanhar as
crianças em seus momentos lúdicos pode ser uma ótima oportunidade para
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conhecer seu grupo, o que sabem como se relacionam e como interagem para
resolver situações problemas entre outras coisas. Conforme BARROS:
“Muitas atividades lúdicas, como jogos e brincadeiras, incluem atividades
relacionadas a diversas áreas de conhecimento, que podem ser
aproveitadas como ponto de partida para o ensino e conseqüentemente
como suporte para a avaliação. No entanto, o professor que pretenda
utilizar o lúdico em sua sala de aula deve saber que cabe a ele o
planejamento, a organização do ambiente e dos materiais e principalmente
ter conhecimento de seus alunos. Este deve ter, também, consciência exata
da funcionalidade motivadora do lúdico e sua contribuição no
desenvolvimento dos seus alunos”. (1998, p.30).
Baseado nas leituras de BRASIL (2012), o jogo pode ou não ter objetivos
pedagógicos, mas se for usado em sala de aula para fins de ensino é necessário
que o professor tenha em mente quais conceitos, quais habilidades e quais
procedimentos poderão ser desenvolvidos por meio do jogo e como o mesmo será
conduzido (em dupla, individual, com ou sem uso de recursos, etc.), de modo a
propiciar melhores condições de aprendizagem.
Segundo KISHIMOTO (2001, p.14), Froebel contribuiu para a importância
das brincadeiras livre e trouxe o jogo como parte essencial do trabalho pedagógico.)
“Froebel concebeu o brincar como atividade livre e espontânea da criança, e ao
mesmo tempo referendou a necessidade de supervisão do professor para os jogos
dirigidos, apontando questões sempre no contexto atual.”
A aprendizagem presente no jogo relacionada a questões sociais e da vida,
também estão presentes nesses estudos em que ele compreende o jogo e a
brincadeira como ações que estão intimamente ligadas à aprendizagem, não
fazendo referencia apenas a educação dita formal, que trata de conteúdos, mas
também social, já que nela a criança acaba por reproduzir situações já vivenciadas e
observadas em situações anteriores. Assim em seus estudos sobre Froebel,
KISHIMOTO (2001, p.74), afirma “Froebel entende que, nas brincadeiras, a criança
tenta compreender o seu mundo e reproduzir situações da vida.”
DEWEY vê a criança como ser social e a aprendizagem acontecerão
espontaneamente com a atuação da mesma no jogo sem que seja necessário
induzi-las para tal. Ele vê o jogo como forma de apreensão das vivencias do
cotidiano. Dessa forma que em seus estudos referentes a DEWEY, AMARAL (2008)
afirma:
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Aprender é uma necessidade orgânica, e social para a criança, por que
tanto seus poderes devem ser traduzidos em seus equivalentes sociais,
como o objetivo deve permitir através de sua conotação fortemente
socializadora, a manifestação orgânica potencial da criança. (p. 103)
Para ele (DEWEY), segundo AMARAL (2008), o valor das brincadeiras se
torna notório a partir do momento em que ensinam a criança a respeitar o mundo em
que vivem e as suas regras.
Tanto PIAGET como VYGOTSKY, segundo ROJAS (2004), vêem a criança
como ser que recria realidades e podem modificar algumas situações vividas,
embora para Piaget o desenvolvimento se inicie com maturação biológica e para
Vygotsky este é proporcionado pela interação com o meio social.
HUIZINGA (1980), evidencia a linguagem primeira da criança, como fonte de
toda expressividade inicial do desenvolvimento humano, ampliando, no entanto, o
caráter lúdico da cultura, ao atribuir significativo valor às diversas linguagens lúdicas,
próprias da civilização. É o princípio de todas as linguagens, um momento de
fantasia e significação em que o homem tem a oportunidade de interpretar o mundo,
a partir de sua fala, jogando com as palavras, para dar sentido a seu pensar.
Baseado em HUIZINGA (1980), a ludicidade é a manifestação da
espontaneidade por meio da fala e dos gestos que a criança expressa de forma
prazerosa, revelando maior significado ao aprender.
É na brincadeira que a criança pode pensar e experimentar situações novas
ou mesmo do seu cotidiano. A criança faz da brincadeira um meio de comunicação,
de prazer e de recreação. É necessário que haja uma capacidade de criar e
aprender. A brincadeira constitui um dos meios que pode levar a criança a um
crescimento global.
CAPÍTULO II: A CRIANÇA QUE BRINCA APRENDE
Baseado na bibliografia deste trabalho pode-se afirmar que quando a criança
está brincando, ela está aprendendo. E na escola, também pode ser assim. Se
observarmos crianças brincando veremos que muitas vezes à brincadeira envolve
momentos de impasses, de superação de limites e enfrentamento de desafios. Não
é, portanto, somente um campo de facilidades, de prazer desprovido de esforço,
perseverança, empenho. Por outro lado, se entendermos que o esforço
empreendido no ato de aprender pode trazer, junto com ele, a alegria da descoberta,
também a aprendizagem pode ter uma dimensão lúdica, brincante.
LIMA (1998, p. 16), relata que é necessário que as crianças brinquem e
enquanto brincam expressam suas fantasias, desejos e experiências, e que
experimentam emoções com que convivem em suas realidades interiores.
Segundo ainda LIMA (1998, p. 18), as crianças brincam porque gostam de
brincar, porque a brincadeira é o melhor instrumento para a satisfação das
necessidades que vão surgindo no convívio diário com a realidade.
Para PIAGET (1995, p.23), a brincadeira é considerada como:
Um espaço de aprendizagem, onde a criança ultrapassa o comportamento
cotidiano habitual de sua idade, onde ela age como se fosse maior do que
é, representando simbolicamente o que mais tarde realizará.
A experiência do brincar cruza diferentes tempos e lugares, passados,
presentes e futuros, sendo marcada ao mesmo tempo pela continuidade e pela
mudança. Conforme BORBA (2005):
A criança, pelo fato de se situar em um contexto histórico e social, ou seja,
em um ambiente estruturado a partir de valores, significados, atividades e
artefatos construídos e partilhados pelos sujeitos que ali vivem, incorporam
a experiência social e cultural do brincar por meio de relações que
estabelece com os outros adultos e crianças. Mas essa experiência não é
simplesmente reproduzida, e sim recriada a partir do que a criança traz de
novo, com o seu poder de imaginar, criar, reinventar e produzir cultura.
(p.33).
Baseado nas palavras de BORBA (2005) pode-se observar que a criança
encarna, dessa forma, uma possibilidade de mudança e de renovação da
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experiência humana, que nós, adultos, muitas vezes não somos capazes de
perceber, pois, ao olharmos para ela, queremos ver a nossa própria infância
espelhada ou o futuro adulto que se retornará.
Conforme VYGOTSKY (1987), a criança reproduz e representa o mundo por
meio das situações criadas nas atividades de brincadeiras, por outro lado tal
reprodução não se faz passivamente, mas mediante um processo ativo de
reinterpretação do mundo, que abre lugar para a invenção e a produção de novos
significados.
Segundo MIRANDA (2001, p.34) “Piaget foi um dos pesquisadores que mais
destacou o jogo como elemento coadjuvante no processo evolutivo da criança e a
capacidade socializadora que este possui.”. Para Piaget ao brincar a criança externa
traços de sua aprendizagem através da interação com a atividade que esta sendo
desenvolvida.
MRECH (2008), afirma que:
Brinquedos, jogos e materiais pedagógicos não são objetos que trazem em
seu bojo um saber pronto e acabado. Ao contrário, eles são objetos que
trazem um saber em potencial. Este saber em potencial pode ou não ser
ativado pelo aluno. Não podem ser utilizados como única estratégia didática
e nem garantem a apropriação dos conhecimentos que buscamos. É nesse
sentido que o professor desempenha papel fundamental, mediando às
situações de jogo e criando, também, outras para a sistematização dos
conhecimentos. (p.128).
A forma como o professor trabalha as atividades lúdicas é de fundamental
importância para ajudar a criança a ampliar sua linguagem, seus conhecimentos,
enfim, seu desenvolvimento cognitivo e sócio-relacional.
Para VYGOTSKY (1989, p.84),
As crianças formam estruturas mentais pelo uso de instrumentos e sinais. A
brincadeira, a criação de situações imaginárias surge da tensão do indivíduo
e a sociedade. O lúdico liberta a criança das amarras da realidade.
Observando e analisando as brincadeiras desenvolvidas com os alunos do
1º ano A da Escola Pastor José Genésio da Silva pude constatar que diante de um
jogo, a maioria das crianças dá o melhor de si: planejam, pensam em estratégias,
agem, analisam e antecipam o passo do adversário, observam o erro deles, torcem,
comemoram (ou lamentam) e propõem uma nova partida. Sendo assim, o brincar
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torna-se um valioso recurso, que pode ser incluído nas aulas com dois objetivos:
ensinar um conteúdo ou simplesmente ensinar jogar.
A criança ao desenvolver-se adequadamente, tende a construir novos
conceitos, os quais em grande maioria são produtos da aprendizagem formal emitida
pela escola, assim, tal instituição deve fazer uso de novos olhares pedagógicos em
seu processo ensino-aprendizagem, uma vez, que os quais permitem aumento na
qualidade do ensino e despertam a curiosidade nos alunos motivando-os a uma
aprendizagem significativa (CHATEAU, 1987).
Todos os jogos e brincadeiras infantis, que parecem apenas passatempos,
na verdade, preparam o terreno para um aprendizado posterior.
No entanto, embora brincar seja natural para a criança, não convém dar-lhe
liberdade total (quando quer como quer, onde quer), assim como é contraditório
dirigi-la sempre. O movimento da criança melhora através do pensamento
enriquecido pela orientação interna da habilidade melhor desenvolvida e executada,
pois inteligência – pensamento e ação constituem um círculo fechado.
Conforme a fala de alguns alunos do 1º ano A, aprender de forma lúdica é:
É muito gostoso aprender assim, brincando, a gente não cansa é gostoso, a
gente se movimenta, tem vontade de aprender e não sente vergonha de
errar e tem a ajuda dos colegas, eles também gostam e aprende junto, tinha
que ensinar assim pra gente mais vezes, em todas as aulas” (aluno A).
“Achei muito boa essa aula, senti medo de errar mais depois eu aprendi
junto com os colegas e parei de ter medo, agora eu aprendi e quero brincar
de novo, é legal demais. (aluno B).
Eu aprendi e nem tinha percebido que era sobre a aula, sobre Português e
Matemática, é muito legal. (aluno C).
Conforme as “falas” dos alunos nota-se que eles aprenderam conteúdos que
antes muitos tinham dificuldade por medo, insegurança ou até falta de interesse, e
de forma lúdica eles descobriram o prazer em aprender.
Penso que quando o professor das séries iniciais tiver se conscientizado de
que essa educação pelo movimento é uma peça mestre do edifício pedagógico, que
permite à criança resolver mais facilmente os problemas atuais de sua escolaridade
e a prepara, por outro lado, essa atividade ocupará um lugar privilegiado ao lado da
leitura, da escrita e da matemática, matérias ditas com base, à sua existência futura
de adulto.
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Pautamos, então, por um momento de reflexão teórica sobre o brincar. A
importância do período lúdico na formação do pequeno ser. Como educadores,
pretendemos cada vez mais ampliar os espaços do conhecimento e do trabalho
pedagógico e, assim, propiciar um encontro significativo da criança com o lúdico,
entendido como a representação simbólica das possibilidades do viver.
Baseado em ROJAS (2007), o aspecto simbólico do brincar trabalha na
construção do pensamento. No momento das brincadeiras, a criança se utiliza dos
símbolos como caminhos para a interpretação do mundo real, quando apela para
imagens, na recriação de situações imaginárias. O brincar possibilita uma visão
perceptiva cada vez mais ativa desses caminhos na consciência da criança,
revelando-a tal qual pensa e se manifesta em sua existência.
De acordo com KISHIMOTO (2005):
Brincando, portanto, a criança coloca-se num papel de poder, em que ela
pode dominar os vilões ou as situações que provocariam medo ou que a
fariam sentir-se vulnerável e insegura. A brincadeira de super-herói, ao
mesmo tempo em que ajuda a criança a construir a autoconfiança, leva-a a
superar obstáculos da vida real, como se vestir, comer um alimento sem
deixar cair, fazer amigos, enfim, corresponder as expectativas dos padrões
adultos. (2005, p.66).
Completando o pensamento de KISHIMOTO (2005), VELASCO (1996, p.
69), diz que a criança constrói sua personalidade brincando. A brincadeira é uma
parcela importante da sua vida. Para o adulto as experiências tanto externas como
internas podem ser férteis, mas para a criança essa riqueza encontra-se
principalmente na brincadeira e na fantasia.
Vivemos uma época em que a tecnologia avança aceleradamente inclusive
na educação, mas as atividades lúdicas não podem ser esquecidas no cotidiano
escolar, porque a alternativa de trabalhar de maneira lúdica em sala de aula é muito
atraente e educativa.
Baseado nas observações feitas pode-se dizer que as brincadeiras e os
jogos são situações bastante favoráveis de aprendizagem, pois, além de
promoverem a interação entre as crianças, contribuem para o desenvolvimento e o
bem estar das crianças no ambiente escolar.
Segundo KISHIMOTO (2005), ao brincar a criança se movimenta em busca
de parceria e na exploração de objetos, comunica-se com seus pares, se expressa
através de múltiplas linguagens, descobre regras e toma decisões.
20
Assim, desenvolve dimensões que também são importantes no aprendizado
dos conhecimentos escolares.
De acordo com RONCA (1989):
O movimento lúdico, simultaneamente, torna-se fonte prazerosa de
conhecimento, pois nele a criança constrói classificações, elabora
seqüências lógicas, desenvolve o psicomotor e a afetividade e amplia
conceitos das várias áreas da ciência. (p.29).
Percebe-se desse modo que brincando a criança aprende com muito mais
prazer, destacando que o brinquedo, é o caminho pelo quais as crianças
compreendem o mundo em que vivem e são chamadas a mudar. É a oportunidade
de desenvolvimento, pois brincando a criança experimenta, descobre, inventa,
exercita, vivendo assim uma experiência que enriquece sua sociabilidade e a
capacidade de se tornar um ser humano criativo.
VYGOTSKY (1991), diz que o brinquedo auxilia o desenvolvimento, fazendo
com que, pouco a pouco, a criança comece a distinguir os significados dos objetos
reais; sua percepção evolui a partir das experiências que o próprio brinquedo
proporciona, ampliando seu imaginário.
O brincar intensifica a percepção infantil que, por sua vez, direciona seu
pensar de maneira cada vez mais equilibrada, favorecendo aprendizagens ao longo
do seu crescimento. Ao desenvolver suas potencialidades, a criança aprende a
interagir, vencendo suas dificuldades, tomando decisões nas situações conflituosas.
O brinquedo se torna desafio que estimula novas descobertas, levando-a a
desenvolver-se.
ROJAS (2004), fala que:
Os jogos, as brincadeiras, as invenções infantis buscam transformar mundo,
dominar seus efeitos de sentido. Abrem a possibilidade do princípio do
prazer e da realização do criar, logo do aprender e de viver o não-real,
dentro do mundo real. A realidade recriada corresponde ao sono com
sonhos, em que não se corta o fio constituído de imagens que se
transpõem, de um lado para outro. Assim, é possível ao pensamento
atravessar os limites do mundo imaginário, para acolher qualquer cena. O
brincar é o espaço com poder de transformação. Os detalhes do cotidiano e
da criatividade silenciosa se integram e se alternam formando novo modo
de ser. O brincar promove o significado de fazer aparecer ou desaparecer,
tornando-se espaço de novas possibilidades de sentido. Realizam-se
descobertas a cada novo momento e a cada novo sentido que se dá às
coisas. (p 37).
21
Ao referir-se à educação lúdica ROSA (2008, p. 57), relata que seus objetos
alem de explicarem as relações múltiplas do ser humano em seu contexto histórico,
social, cultural, e psicológico, enfatizam a libertação das relações pessoais possíveis
ás técnicas para as relações reflexivas, criadora inteligentes, socializadoras, fazendo
do ato de educar um compromisso consciente, intencional, de esforço, sem perder o
caráter de prazer, de satisfação individual e modificador da sociedade.
Assim, pode perceber a importância da educação lúdica na formação global
do individuo, visto que é condição necessária para o desenvolvimento da
socialização.
Segundo NÓVOA (1991, p. 34), o sentido da formação profissional implica
em “entender a aprendizagem numa perspectiva interdisciplinar e como um
processo continuo que requer uma analise cuidadosa desse aprender em suas
etapas, evoluções avanços e concretizações.”
Estudiosos de diversas áreas tentaram conceituar o brinquedo, não
conseguindo definir critérios universalmente aceitos para determinar se uma
atividade é ou não uma brincadeira.
Porém, para nós educadores, essa definição não é a mais importante, mas
sim a forma como vamos utilizar o brincar na nossa proposta, por que o brincar exige
uma aprendizagem, sendo assim o professor possui o papel de inserir na criança a
brincadeira, criando espaços, oportunidades e interagindo com ela. Fazer o uso de
jogos, por contar com uma motivação interna da criança, acaba por potencializar o
trabalho pedagógico que se deseja fazer e também estimula o desenvolvimento da
criança, contribuindo para que ocorra uma aprendizagem prazerosa.
CAPÍTULO III: A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA INFÂNCIA.
No séc. XX, segundo KISHIMOTO (2001), abre-se espaço para o
crescimento da psicologia infantil, com a produção de pesquisas que estudam e
discutem o ato de brincar e sua importância para a construção de representações na
vida da criança.
LIMA (1998), diz que as crianças desde muito pequenas elas se deparam
com um mundo social, de relações e sentimentos, com o qual se relaciona enquanto
se esforça na construção de sua identidade.
Certamente o jogo é uma necessidade vital no período infantil. COSTA
(1991), em relação a esse assunto afirma:
O jogo caracteriza a atividade lúdica do homem com certa superioridade
indo além de uma simples necessidade biológica, ou seja, a brincadeira
infantil constitui-se em uma atividade em que as crianças sozinhas ou em
grupos procuram compreender o mundo e as ações humanas nas quais se
inserem cotidianamente. (p.188).
Pode-se dizer que a infância é um período privilegiado durante a vida
humana para o desenvolvimento de brincadeiras diversas.
No campo das teorias sobre a infância, encontramos muitos autores que
defendem o brincar como modo de expressão peculiar das crianças e que
identificam na brincadeira oportunidades para o desenvolvimento integral. Os
estudos no campo da psicologia infantil também nos levam a defender que os jogos
e as brincadeiras favorecem o domínio das habilidades de comunicação, nas suas
várias formas, facilitando a auto-expressão.
Baseado em PIAGET (1982), percebe-se que o jogo é intrínseco à natureza
infantil e que o desenvolvimento e a complexidade do jogo em que a criança
participa têm ligação direta com o seu desenvolvimento psíquico e motor, assim
apresentando novas vivências e à medida que avança nos estágios do
desenvolvimento. A criança tem o jogo como uma atividade fundamental para o
aprendizado não só escolar, mas também para o conhecimento do mundo.
Baseado em MANSON (2002) a conceituação da criança e da infância é
algo construído pelo adulto, essa construção faz parte de um processo duplo que
23
num primeiro momento tem toda uma associação com o contexto, regras e valores
colocados pela sociedade e outro que traz as percepções do adulto com relações as
suas memórias, ou seja, a concepção de infância acaba por ter em seu conteúdo
uma visão idealizada do passado do adulto somada com a visão trazida pela
sociedade. A criança não é, e não pode ser vista um adulto em miniatura, ela ainda
precisa passar por diversas fases de sua vida, o desenvolvimento motor, físico,
cognitivo e social para chegar a fase adulta, e o brincar é um dos elementos
necessários ao seu desenvolvimento.
Para VYGOTSKY (1991), é enorme a influência do brinquedo no
desenvolvimento de uma criança. Pois, com menos de três anos de idade, é
essencialmente impossível envolver-se em uma situação imaginária, uma vez que
isso implica uma forma nova de comportamento que liberta a criança das restrições
impostas pelo ambiente imediato. Mas a ação numa situação imaginária ensina à
criança dirigir seu comportamento não somente pela percepção imediata dos
objetos, ou pela situação que a afeta de imediato, mas também pelo significado
dessa situação.
Para QUEIROZ (2003), o jogo pode ser extremamente interessante como
instrumento pedagógico, pois incentiva a interação e desperta o interesse pelo tema
estudado, além de fomentar o prazer e a curiosidade.
Pesquisas sobre a história da infância nos mostram que a criança vê o
mundo através do brinquedo, das brincadeiras e em cada geração renovam a cultura
infantil.
Podemos imaginar que por meio do brinquedo, a criança atinge uma
definição funcional de conceitos e objetos e, assim, as palavras também passam a
se tornar parte de algo concreto. A ação da criança, no momento do brincar, é o
ponto de partida para o desenvolvimento de suas capacidades.
Conforme ROJAS (2007):
O brincar intensifica a percepção infantil que, por sua vez, direciona seu
pensar de maneira cada vez mais equilibrada, favorecendo aprendizagens
ao longo do seu crescimento. Ao desenvolver suas potencialidades, a
criança aprende a interagir, vencendo suas dificuldades, tomando decisões
nas situações conflituosas. O brinquedo se torna desafio que estimula
novas descobertas, levando-a a desenvolver-se. (p.28).
24
As atividades lúdicas são consideradas uma alternativa de resgatar a alegria
e o prazer de aprender na sala de aula, sendo um meio que a educação deve buscar
para desenvolver a criatividade e o raciocínio crítico aos educando.
ROJAS (2004), fala que:
“O lúdico é a base de toda a atividade da Educação de Infância, pois é meio
de motivação para a criança, que pode dar origem a processos de
aprendizagem importantes, fonte de descoberta e prazer. Ludicidade é a
espontaneidade em trabalhar, fazendo a comunicação entre a fantasia, o
brincar e o real. A realidade jogando com falas e palavras, gestos e
expressões enseja verdadeiro prazer em aprender”. (p.43).
O brincar tem todo o acervo de conteúdos, oferecendo a quem dele se
utilizar possibilidades naturais de sermos mais naturais, principalmente na infância,
em que construímos nossa base principal, suporte para toda uma vida. Uma
linguagem própria e simples.
Como já visto durante o trabalho de pesquisa o lúdico possibilita o estímulo
das potencialidades das crianças criando uma realidade que proporciona o
desenvolvimento físico, motor, emocional, social e cognitivo. As atividades lúdicas
são estratégias que podem tanto para o bem estar e o prazer da criança no universo
da
escola
e
também
alcançar
avanços
nas
questões
relacionadas
ao
desenvolvimento.
Segundo ROSA (2008. p. 39) A criança necessita de imaginação do meio
físico e social, onde poderá construir seu pensamento e adquirir novos
conhecimentos de forma lúdica, onde há o prazer na aprendizagem.
Segundo
FEIJÓ
(1992), o
lúdico é uma necessidade básica
da
personalidade e, do corpo e da mente, faz parte das atividades essenciais da
dinâmica humana. Portanto é importante que o professor descubra e trabalhe a
dimensão lúdica que existe em sua essência, no seu trajeto cultural, de forma que
venha aperfeiçoar a sua prática pedagógica.
Os jogos, as brincadeiras proporcionam a imaginação à criança. O brincar
preenche necessidades que mudam de acordo com a idade, e proporcionam
situações em que as crianças criam regras.
PIAGET (1999), observou a brincadeira como elemento crucial do
desenvolvimento moral para a criança, pois por intermédio dela a mesma consegue
internalizar as regras solicitadas pelo jogo.
25
Através das brincadeiras, do jogo a criança simboliza, a criança cria
situações e resoluções para o problema. Segundo ROSA (2008, p.39), o brinquedo
aparece com pedaço de cultura, pois leva a criança a imaginar, agir, a representar a
vida e situações desta, que, se apresentam na família e na sociedade.
NEGRINE (1994), afirma que a questão do jogo como sendo uma importante
estratégia no desenvolvimento infantil.
Segundo NEGRINE (1994), o jogo lúdico é variável que está presente no
comportamento infantil de forma permanente e constitui um dos mais completos
veículos educacionais na formação e desenvolvimento da criança. Portanto favorece
o conhecimento e controle do “eu” corporal e possibilita a organização perceptiva,
desenvolvendo a noção do espaço e tempo.
Segundo KISHIMOTO (2008), ao observarmos uma criança numa idade que
compreende ao período escolar da educação infantil realizando algum tipo de
atividade, é perceptível que o brincar é ação constante em suas atitudes. Sendo
assim a utilização do brinquedo com a finalidade pedagógica na educação infantil é
importante para pensar na relevância existente na utilização desses materiais no
processo de desenvolvimento da criança e também de sua aprendizagem. Quando
se trata de crianças no nível pré-escolar, o fato de que elas aprendem de modo
intuitivo durante os processos de interação com as ações que acontecem ao seu
redor e o brinquedo pode interferir de forma positiva no momento dessa
aprendizagem.
Para ROSA (2008 p. 42), as atividades lúdicas possibilitam desenvolvimento
integral da criança já que, através destas atividades, a criança se desenvolve
afetivamente, convive socialmente e opera mentalmente.
Portanto valorizar as atividades lúdicas pode percebê-las como atividade
natural, espontânea e necessária a todas as crianças.
Segundo ROSA (2008 p. 56), a atividade lúdica se da quando a criança
realiza uma ação subentendendo outra e manuseia um objeto subentendendo outro.
A atividade lúdica tem um caráter simbólico.
A educação lúdica oportuniza o sujeito a interpretação do meio, favorece a
vivencia cotidiana, promove experiências partilhadas que fundamentam as reflexões
interagindo e formando.
26
SCHWARTZ (2004 p. 14), diz que devemos apontar algumas possibilidades
de se aprender brincando com brinquedos e com aquilo que não é considerado,
comumente, como brinquedo.
Temos pensado que brinquedo é aquilo que se compra nas lojas, para ser
utilizado em brincadeiras. Mas, muitos outros podem servir para que a criança os
utilize ludicamente.
No momento em que se utiliza um brinquedo numa classe de educação
infantil ele pode possibilitar inúmeras aprendizagens, inclusive outras muitas além da
qual ele foi direcionado e isso varia de criança para criança. Cada criança possui o
seu ritmo de aprendizagem, mesmo que seja em uma brincadeira e temos que
respeitar isso.
Conforme FREIRE (1989, p.76), por intermédio da brincadeira e/ou jogo a
criança socializa com as demais, pelo fato de executar uma tarefa coletiva, seguindo
determinadas regras e tomando consciência da importância do outro em sua vida,
ou seja, invertendo os papéis sociais.
RILLO (1982) enfatiza que no brincar, a criança opera objetos, estes
possuindo significado ela opera com os significados das palavras que substituem o
objeto; portanto, no brincar, a palavra se emancipa do objeto.Muitos adultos
valorizam o brincar da boca para fora. Este trabalho embora centrado principalmente
nos educadores da infância inicial tem o objeto de ajudar professores, auxiliares de
creche, pais e todos aqueles que influenciam as vidas das crianças e ajudam a
perceber como brincar pode ser verdadeiramente utilizado para o desenvolvimento e
a aprendizagem durante toda a vida.
Baseado em COSTA (1991), o jogo e a brincadeira acontecem com
prioridade na infância e corresponde a um impulso natural da criança, satisfazendo
uma necessidade interior.
Segundo COSTA (1991), no momento do jogo como momento da conquista,
autodomínio e autonomia de ação e reação, é um contínuo dinâmico no fazer e
refazer das coisas e com sua imaginação e lógica busca uma realidade própria no
ato de jogar.
27
O jogo transformado em instrumento pedagógico, por meio do ensino
possibilita o educador ensinar conteúdos teóricos as crianças a partir de sua prática,
ou seja, jogando
Sendo assim, ao contrário da criança, o adulto difere bastante do jogo
infantil, para o adulto, o jogo tem função específica própria de sentido e significado,
estando ele consciente disso.
Segundo VYGOTSKY (1989, p.132), a atividade lúdica é toda e qualquer
animação que tem como intenção causar prazer e entretenimento a quem pratica.
São lúdicas as atividades que propiciam a experiência completa do momento,
associando o ato, o pensamento e o sentimento. A criança se expressa, assimila
conhecimentos e constrói a sua realidade quanto está praticando alguma atividade
lúdica. Ela também espelha a sua experiência, modificando a realidade de acordo
com seus gostos e interesses.
Brincando, a criança pode vivenciar uma mesma situação diversas vezes.
Isso, além de permitir que ela repita brincadeiras que lhe dão prazer, possibilita que
ela solucione problemas e aprenda processos e comportamentos adequados
(PIAGET,1999).
Baseado em PONTES e MAGALHÃES (2002, p. 213 - 219), explicam que
cada brincadeira, em cada cultura, possui uma estrutura peculiar que a define. A
estrutura da brincadeira, no geral determina o desenrolar dos acontecimentos no
jogo, prevendo padrões, estratégias e sanções típicas. Assim, pode-se observar que
através do jogo a criança tende a desenvolver a sua moralidade, ou seja, os seus
valores morais perante a sociedade na qual se encontra.
Então, podemos entender que a brincadeira não é inata, pois a partir dos
recursos que a criança irá encontrar em seu ambiente, é que ela irá brincar, assim, a
brincadeira pressupõe uma aprendizagem social, ou seja, de valores sociais.
Para PIAGET (1982), os jogos e as atividades lúdicas tornaram-se
significativas à medida que a criança se desenvolve, com a livre manipulação de
materiais variados, ela passa a reconstituir reinventar as coisas, o que já exige uma
adaptação mais completa. Essa adaptação só é possível, a partir do momento em
que em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades lúdicas,
que é o concreto da vida dela, em linguagem escrita que é o abstrato.
28
Baseado nas leituras, o lúdico é eminentemente educativo no sentido em
que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida,
o princípio de toda descoberta e toda criação. O lúdico possibilita o estudo da
relação da criança com o mundo externo, integrando estudos específicos sobre a
importância do lúdico na formação da personalidade. Através da atividade lúdica e
do jogo, a criança forma conceitos, seleciona idéias, estabelece relações lógicas,
integra percepções, faz estimativas compatíveis com o crescimento físico e
desenvolvimento e, o que é mais importante, vai se socializando.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através deste trabalho foi possível compreender a importância que o jogo
representa em relação ao desenvolvimento individual da criança, físico, sensorial e
intelectual.
Pedagogicamente
representa
uma
função
importante
no
desenvolvimento de aptidões na aprendizagem em grupo o que favorece a
socialização, a integração, o respeito, a solidariedade, a entre ajuda, o respeito de
camaradagem, a unidade, a responsabilidade e outros valores que permitem o
crescimento harmonioso equilibrado. O jogo envolve e pode inicialmente permitir que
o indivíduo sinta-se mais a vontade diante dos desafios, mas durante sua
construção, utilização e avaliação leva-o a lidar com situações muito mais complexa
ligadas as regras, as possibilidades ou não de estas serem modificadas, suas
validade, as conseqüências do não cumprimento das mesmas.
A utilização dos jogos possibilita que o individuo depare com a sua
dificuldade e aos poucos sem perceber os erros desaparecem e os acertos vão
aumentando. E com o passar do tempo vem o sucesso, pois o problema foi
solucionado.
Então podemos dizer que jogar e aprender andam juntos, é através do
lúdico/jogo
que
podemos
observar
os
prazeres,
frustrações,
desejos,
e
principalmente que o professor faz do jogo ou da brincadeira um momento onde a
criança terá um aprendizado significativo no decorrer de sua vida.
Através do planejamento que fiz e apliquei na sala observada (1º ano A as
Escola Pastor José Genésio da Silva) procurei proporcionar às criança não só o
aprendizado, mas também o resgate do prazer de brincar respeitando o universo
infantil. Lembrando que para que a inserção da atividade lúdica no cotidiano da
escola seja uma ação de sucesso, é preciso que os profissionais tenham seus
objetivos de trabalho bem definidos, conheçam o nível de aprendizagem de sua
turma e o estágio de desenvolvimento em que os seus alunos se encontram. A
formação desses profissionais é um fator relevante para que as atividades
realizadas tenham um retorno satisfatório.
O trabalho de pesquisa tem o objetivo de identificar como a utilização de
atividades lúdicas no contexto da educação infantil e séries iniciais podem colaborar
30
para o desenvolvimento da aprendizagem. Partindo do pressuposto de que a
brincadeira é uma ação intrínseca à vida infantil e que a sua realização promove
satisfação e prazer para quem a pratica, é possível crer que, utilizar estas atividades
com finalidades pedagógicas pode gerar um maior aprendizado do que quando feita
apenas pela utilização de atividades ditas tradicionais, como trabalhar com o quadro,
apresentação de conteúdos apenas de forma oral.
É importante destacar que a aprendizagem proporcionada pelo lúdico não
acontece somente nos momentos em que este está aliado a atividades
educacionais, no momento em que as crianças brincam de forma livre e natural, sem
a influência ou direcionamento do profissional de educação ou de um adulto também
existem inúmeras aprendizagens proporcionadas pela brincadeira. A intenção é
apontar a ludicidade como uma alternativa para a metodologia utilizada na educação
infantil (e séries iniciais), não como um recurso único, mas como uma estratégia que
não
impossibilita
utilização
simultânea
de
outros
recursos
e
estratégias
metodológicas.
Através do lúdico, mostrasse ao professor que a aprendizagem é ativa,
dinâmica e contínua, ou seja, uma experiência basicamente social, que tem a
capacidade de conectar o indivíduo com sua cultura e meio social mais amplo. A
atividade lúdica prepara (e é preparada por ela) a alfabetização bem como toda a
aprendizagem intelectual ou de relação com o mundo da cultura. Quando o
professor das séries iniciais tiver se conscientizado de que essa educação pelo
movimento é uma peça mestre do edifício pedagógico, que permite à criança
resolver mais facilmente os problemas atuais de sua escolaridade e a prepara, por
outro lado, essa atividade ocupará um lugar privilegiado ao lado da leitura, da escrita
e da matemática, matérias ditas com base, à sua existência futura de adulto.
O professor tem um papel a desempenhar na vida do educando que é
organizar, coordenar situações de aprendizagem, adequando suas ações as
características individuais de cada educando, levando em conta suas dificuldades
individuais facilitando assim o desenvolvimento de suas capacidades e habilidades
individuais.
31
É imprescindível que os educadores compreendam a importância do brincar
e suas implicações, para organizar o processo educativo de modo mais positivo,
contribuído para o desenvolvimento das crianças.
O trabalho lúdico é fundamental e muito positivo tanto para o aluno quanto
para o professor. Torna-se um ganho mútuo, para o professor, que se sente mais
realizado com o envolvimento dos alunos e com os resultados obtidos; ganha o
aluno, que aprende mais do que aprenderia na situação simples, só com a teoria e
deixará de ser um mero receptor de informações, que às vezes são muito vagas
para o seu mundo infantil.
O professor interessado em promover mudanças, poderá encontrar na
proposta do lúdico uma importante metodologia, que contribuirá para diminuir os
altos índices de fracasso escolar e evasão verificada nas escolas.
Devemos reconhecer a importância do uso do lúdico no cotidiano em sala de
aula, principalmente na alfabetização, pois ao separar o mundo adulto do infantil, o
real do imaginário, nossas crianças conseguem assimilar os conteúdos e concretizar
a aprendizagem. Os efeitos do brincar começam a ser investigados pelos
pesquisadores que consideram a ação lúdica como metacomunicação, ou seja, a
possibilidade da criança compreender o pensamento e a linguagem do outro.
Quanto mais os alunos enfrentam dificuldades de ordem física e econômica,
mais a Escola deve ser um local que lhes traga outras “coisas”. Essa alegria, não
pode ser uma alegria que os desvie da “luta”, mas eles precisam ter o estímulo ao
prazer. A alegria deve ser prioridade para aqueles que “sofrem” mais fora da escola.
Estudos demonstram que através de atividades lúdicas, o educando explora muito
sua criatividade, melhora sua conduta no processo de ensino aprendizagem e sua
auto-estima.
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