tratamento das rinites

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Dr. Luiz Carlos Bertoni - CRM-PR 5779
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TRATAMENTO DAS RINITES
O tratamento das rinites é considerado um desafio, pois além
do processo alérgico existem as causas não-alérgicas. A rinite tem
uma morbidade significativa, custo financeiro importante, perda de
produtividade (faltas à escola e ao trabalho). As doenças associadas
mais freqüentes são a asma, tosse crônica, rinossinusite, insônia,
otite média serosa, conjuntivite, polipose nasal, ... A prevalência
varia entre 20-30% da população em geral, inicia-se aos 6-8 anos e a
maioria dos casos ocorre antes dos 20 anos. A rinite é a doença
respiratória crônica mais comum entre adultos e crianças. A maioria
das rinites apresenta os seguintes sintomas, nariz entupido, coriza
aquosa, espirros e coceira de nariz, garganta, olhos e ouvidos. O
tratamento da rinite alérgica inclui controle de ambiente,
tratamento emocional (Body Talk), medicamentos e vacina
antialérgica.
Vou abordar as funções normais do nariz e as doenças mais
freqüentes. Agora passo a escrever sobre o primeiro assunto
abordando anatomia e fisiologia nasal e a seguir a reação
alérgica.
NARIZ: FUNÇÕES FISIOLÓGICAS
A cavidade do nariz começa a partir da abertura das narinas,
que está situada em cima da boca e debaixo da caixa craniana.
Contém os órgãos do olfato, e é forrada por um epitélio secretor de
muco. O nariz além da função de cheirar umedece e filtra o ar
inspirado.
O nariz é estruturalmente separado pelo septo nasal formando
duas passagens, a narina direita e esquerda. As saliências dentro de
cada narina são chamadas de cornetos que aumentam a superfície
interna do nariz. Existem 3 cornetos, o inferior, médio e superior.
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Seio Frontal (frontal sinus)
Corneto nasal médio (middle nasal concha)
Corneto nasal inferior (inferior nasal choncha)
Nariz externo (external nariz)
Corneto nasal (nasal concha)
Seio esfenóide (sphenoid sinus)
Nariz interno (Internal naris)
Nasofaringe (nasopharynx
Os seios da face são câmaras vazias (quatro pares) cheias de ar,
sua finalidade não é bem conhecida, mas podem ajudar a diminuir o
peso do crânio.
Frontal
Etmoidal
Maxilar
Etmoidal
Esfenoidal
SEIOS DA FACE
Ao circular pela cavidade nasal, o ar se purifica, umedece e
aquece. Isto é feito na grande superfície que existe nos cornetos
dentro de cada narina. Os três elementos que ajudam a purificar o ar
são uma fina camada de muco, cílios e vibrissas que capturam o
material particulado do ar. O órgão olfativo é a mucosa que forra a
parte superior das fossas nasais - chamada mucosa amarela
(olfativa), para distingui-la da vermelha - que cobre a parte
inferior.
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A mucosa vermelha é rica em vasos sangüíneos, contém
glândulas que secretam muco. A quantidade de fluxo sanguíneo dentro
de cada narina regula o tamanho dos cornetos e altera a resistência do
fluxo de ar. Uma pessoa normal produz aproximadamente um litro de
muco por dia o que mantém as vias respiratórias limpas e úmidas.
Eventualmente o muco vai para a parte de trás da garganta e é
engolido inconscientemente. Todo este processo é regulado por vários
sistemas do corpo.
A mucosa amarela (olfativa) é rica em terminações
nervosas do nervo olfativo. As células olfativas possuem
prolongamentos sensíveis (pêlos olfativos), que ficam mergulhados
na camada de muco que recobre as cavidades nasais. Os produtos
voláteis perfumados ou irritantes ao serem inspirados, entram nas
fossas nasais atingindo os prolongamentos sensoriais. As
informações sensoriais são enviadas para o Sistema Nervoso
Central (SNC) onde é interpretado e decodificado.
A mucosa olfativa é tão sensível que
suficientes para estimulá-la, produzindo a
sensação será mais intensa quanto maior
receptores estimulados, o que depende
substância odorífera no ar.
poucas moléculas são
sensação do odor. A
for à quantidade de
da concentração da
O olfato tem importante papel na distinção dos alimentos.
Enquanto mastigamos, sentimos simultaneamente o paladar e o
cheiro. Do ponto de vista adaptativo, o olfato tem uma nítida
vantagem em relação ao paladar: não necessita do contato direto
com o alimento para que haja a excitação, conferindo maior
segurança e menor exposição a estímulos lesivos.
No início da exposição a um odor muito forte, a sensação
olfativa pode ser bastante forte também, mas, após um minuto,
aproximadamente, o odor será quase imperceptível.
Porém, ao contrário da visão, capaz de perceber um grande
número de cores ao mesmo tempo, o sistema olfativo detecta a
sensação de um único odor de cada vez. Contudo, um odor
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percebido pode ser a combinação de vários outros diferentes. Se
tanto um odor pútrido quanto um aroma doce estão presentes no
ar, o dominante será aquele que for mais intenso, ou, se ambos
forem da mesma intensidade, a sensação olfativa será entre doce e
pútrida.
FISIOPATOLOGIA
Compreender a função do nariz é importante para compreensão
da rinite alérgica. Irritantes (ex.: fumaça de cigarro, ar frio)
provocam rinite de curta duração, contudo, os alérgenos provocam
uma reação inflamatória mais significativa e mais duradoura. Em
resumo, a rinite resulta na alteração do mecanismo de defesa local na
passagem do ar que tenta impedir que os irritantes e alérgenos
entrem nos pulmões.
As reações alérgicas requerem a sensibilização anterior e
exposição aos alérgenos. Para ser sensibilizado, o paciente deve ser
exposto ao alérgeno por um período de tempo. Sensibilização a
alérgenos do ambiente externo normalmente ocorre na criança entre
de 2-4 anos, e a idade média no aparecimento da alergia é 6-8 anos
de idade.
A reação alérgica começa com a ligação cruzada do alérgeno a
duas moléculas adjacentes de IgE (anticorpo da alergia) ligados a
receptores Fcε de alta afinidade na superfície de um mastócito. Esta
ligação faz com que o mastócito seja induzido a degranulação,
liberando diferentes mediadores. Os mediadores mais conhecidos são
a histamina, prostaglandina D2, triptase, heparina, fator de ativação
plaquetária, leucotrienos e outras citocinas.
Os mediadores produzem 2 tipos de reações: a fase imediata e
a tardia. A fase imediata na mucosa nasal provoca sintomas de
alergia aguda (por exemplo, coceira nasal, coriza aquosa, espirros,
congestão). A fase tardia ocorre depois de 4-8 horas, os mediadores,
por meio de uma complexa rede de reações, recrutam outras células
inflamatórias na mucosa como, os neutrófilos, eosinófilos, linfócitos e
macrófagos provocando uma inflamação continua. Os sintomas da fase
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tardia são similares ao da fase imediata, com menos espirros e coceira
e mais congestão e muco que podem persistir por horas ou dias.
Em pessoas muito sensíveis, inflamação nasal induzida pelo
alérgeno provoca condicionamento da mucosa nasal. A mucosa nasal
torna-se hiper-reativa, e assim, gatilhos inespecíficos ou pequenas
quantidades de antígeno podem provocar sintomas importantes.
Dr. Luiz Carlos Bertoni
Member of Brazilian of Allergy and Clinical Immunology Society (ASBAI)
Member of World Allergy Organization (WAO)
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