Biografia de Eugênio Gudin é lançada na FGV

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EUGENIO GUDIN
INVENTÁRIO DE FLORES E ESPINHOS
O livro Eugênio Gudin – Inventário de Flores e Espinhos (Insight Comunicação, 312 páginas), de
Márcio Scalercio e Rodrigo de Almeida, busca retratar a vida de um homem de dois séculos e
aparar uma aresta até então incompreensível: a ausência de uma biografia ampla de Eugênio
Gudin (1886-1986) – aquele que foi, para muitos, um oráculo, a referência indispensável de uma
linhagem de pensamento, o sacerdote cujo evangelho tentava exorcizar demônios atrelados às
entranhas dos males nacionais, como a inflação, o desperdício de dinheiro público, o gigantismo
estatal, os déficits orçamentários e a ineficiência governamental. Para outros, resumia-se a um
conservador empedernido, alimentador de convicções do passado, pregador de ideias políticas e
econômicas tão polêmicas quanto impopulares.
“O livro aborda tanto o Eugênio, que apreciava a música clássica, os bons vinhos e as mulheres,
quanto o Gudin, um polemista refinado e implacável com os seus adversários”, afirma Márcio
Scalercio. “O economista demonstra uma incrível capacidade para traduzir realidades complexas, tornando-as acessíveis ao grande público. Era um jornalista nato”, completa Rodrigo de
Almeida. A apresentação leva a assinatura do economista e neto de Gudin, Luiz Roberto Cunha,
que cedeu arquivos valiosos para a obra, também disponível em e-book.
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EUGENIO GUDIN
INVENTÁRIO DE FLORES E ESPINHOS
Gudin fundou o primeiro curso de Ciências Econômicas do país, na antiga Universidade do Brasil
(atual UFRJ), e foi o criador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
É da lavra dele o primeiro livro de Economia feito no Brasil, que formou gerações de profissionais.
Por essa razão, ganhou a alcunha de pai dos economistas brasileiros.
Não é um livro, porém, para iniciados em economia, embora contenha revelações que surpreenderão mesmo os acadêmicos e especialistas no tema. Há uma extensa lista de publicações
dedicadas ao pensamento de Gudin e seu legado no terreno das teorias econômicas aplicadas
no Brasil e no mundo. Embora muitos capítulos tratem dos temas a que Gudin se filiou por toda
a vida, os autores buscaram a forma menos acadêmica e especializada possível. Tentam, assim,
fazer jus a uma das maiores preocupações de nosso personagem – tornar a economia um tema
acessível a todos.
Durante toda a sua vida até hoje, passados mais de 25 anos de sua morte, jamais houve meiotermo quando se tratava de Gudin – seja dos amigos, dos discípulos ou dos admiradores que
sempre lhe dedicaram hipérboles elogiosas, seja dos inimigos públicos, dos desafetos ou simplesmente dos ácidos críticos de seu pensamento. Encontrar os matizes de um personagem dotado de extremos ajuda a iluminar melhor a notável vida deste homem nascido ainda no Império
e que esteve por mais de 60 anos na ribalta do debate público institucional do Brasil.
Gudin costumava contar o século XX já a partir de 1893, quando tinha 7 anos de idade. Era um
Brasil de negros descalços carregando cestos, carros de tração animal e carrinhos de mão. Nascido dois anos antes da Abolição da Escravatura, com dom Pedro II ainda sentado em seu trono,
Gudin enxergaria o mundo a partir da própria experiência – singularmente vasta, por sinal. Formado em Engenharia, tornou-se o primeiro grande economista do Brasil e foi um dos principais
artífices da organização do ensino de economia propriamente dito e da abertura das primeiras
faculdades de ciências econômicas no país. Com extenso trabalho no mundo privado e uma bre-
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INVENTÁRIO DE FLORES E ESPINHOS
víssima passagem como ministro da Fazenda, no governo Café Filho, a longa trajetória profissional de Gudin se deu, sobretudo, no terreno das ideias.
Não ficou de lado o retrato de Eugênio Gudin articulista dos jornais da grande imprensa brasileira. Nesse campo, Gudin não adulava nem exibia inclinações para amenidades. Para ele, suas
colunas periódicas eram uma trincheira. A partir dela, defendia seus pontos de vista e disparava
ferozes petardos contra as visões de Brasil que entendia claramente, sem tirar nem pôr, como
nefastas. Ao escrever nos jornais e defender seus pontos de vista sem titubeios, Gudin corria riscos, criava desafetos, mas também propagava suas posições que influenciavam uma importante
parcela da opinião pública. Enquanto a saúde permitiu, frequentou as páginas dos jornais e travou
lutas contra os seus dragões e moinhos de vento prediletos. Dificilmente, na História do Brasil,
houve um articulista tão produtivo quanto Eugênio Gudin.
Essa, porém, é apenas a face mais conhecida de sua história. Eugênio Gudin – Inventário de
flores e espinhos retrata não só a imagem do debatedor duro, cáustico, lógico e barulhento, mas
detalha a personalidade, as histórias, as relações e as posturas que, até aqui, apenas a família e
os amigos conheciam no ambiente privado. O Gudin que amava o Brasil, Paris, os vinhos, a boa
comida e as mulheres. Que não dispensava uma boa conversa, um bom debate e uma boa música
clássica. Que protagonizou alguns dos mais ruidosos e relevantes embates sobre a economia
brasileira, especialmente com o empresário Roberto Simonsen, nos anos 1940. Que deixou um
importante legado para o pensamento econômico do país.
LANÇAMENTO
Dia 21 de março, às 18h30
Salão Nobre da FGV (Praia de Botafogo 190 / 12º andar), Rio de Janeiro
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EUGENIO GUDIN
INVENTÁRIO DE FLORES E ESPINHOS
FICHA TÉCNICA
Autores
Márcio Scalercio (historiador) e Rodrigo de Almeida (jornalista)
Editora
Insight Comunicação
Número de páginas
Tiragem
316
2 mil exemplares (distribuição dirigida)
e-book
Gratuito no seguinte endereço (a partir de 21 de março): www.insightnet.com.br/gudin
PATROCÍNIO
ORGANIZAÇÃO
REALIZAÇÃO
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