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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DOS CAMPOS GERAIS - CESCAGE
http://www.cescage.edu.br/publicacoes/technoeng
ISSN: 2178-3586 / 8ª Edição / Jul – Dez de 2013
ARBITRAGEM AUTOMÁTICA PARA AUXÍLIO DO ARBITRO EM PARTIDAS
DE FUTEBOL
4
Wilson Ribeiro Neto ¹; Luiz F. Janke ²; Tiago de Oliveira Verdi ³; Rodrigo Delgado ;
5
Paulo J. P. Abdala
¹ Acadêmico do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, Curso de Engenharia Elétrica,
Ponta Grossa/PR, Brasil; [email protected]
²
Acadêmico do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, Curso de Engenharia Elétrica,
Ponta Grossa/PR, Brasil; [email protected]
³
Acadêmico do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, Curso de Engenharia Elétrica,
Ponta Grossa/PR, Brasil; [email protected]
4
Acadêmico do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, Curso de Engenharia Elétrica,
Ponta Grossa/PR, Brasil; [email protected]
5
Professor Orientador do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, Curso de Engenharia
Elétrica, Ponta Grossa/PR, Brasil; [email protected]
Resumo: Erros de arbitragem em partidas de futebol acontecem tanto em
partidas de divisões inferiores quanto em Copas do Mundo e um monitoramento
por sensores pode ajudar em muito os árbitros a não cometerem erros como,
por exemplo, o gol inglês da Copa do Mundo de 2010 onde, em um chute do
time inglês a bola entra e sai. Com um sensor colocado na bola e nos gols
poderíamos saber quando, em um chute, a bola passou a linha do gol e com um
sensor em cada chuteira, similar a modelos já existentes e já utilizados por
grandes empresas como Nike e Adidas, em que a chuteira se comunica direto
com um computador e mostra, entre outras coisas, a velocidade máxima,
área de atuação, poderia também em conjunto com as outras em um mesmo
sistema, determinar se um jogador estava ou não impedido, calculando o
momento do chute com um sensor integrado na bola e assim acusando se o
jogador que a recebeu estava ou não em posição legal.
Palavras-chave: futebol, arbitragem automática, sensores.
AUTOMATIC ARBITRATION TO HELP A REFEREE IN SOCCER MATCHES
Abstract: Refereeing mistakes happens in lower leagues and in World Cups,
an automatic and monitoring by sensors can greatly assist the referees not to
make mistakes such as the goal of the English World Cup 2010 where the ball
is kicked by the English side and the ball goes in and out. With a sensor
placed on the ball and the goals we might know when in a shot, the ball passed
the goal line and a sensor on each boot, similar to existing models and already
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used by large companies such as Nike and Adidas, in which the boot
communicates directly with a computer and shows, among other things, the
speed, area, could also in combination with others in the same system,
determine whether or not a player were off-game by calculating the moment of
kick with an integrated sensor on the ball and is accusing if the player that has
received the ball is or not in legal position.
Keywords: soccer, automatic arbitration, sensors.
1 INTRODUÇÃO
Futebol é um esporte jogado no mundo inteiro e paixão nacional no
Brasil, sendo o país o maior campeão do mundo. A arbitragem das partidas
profissionais hoje é feita por quatro árbitros, sendo um deles o principal e três
auxiliares, dois dos quais ficam com uma bandeira, um em cada extremidade
do campo, para auxiliar o árbitro e, principalmente, determinar se o jogador
estava ou não impedido, em alguns campeonatos já se usam 6 árbitros, tendo
2 auxiliares a mais que ficam atrás de cada gol para determinar se a bola
entrou ou não.
As despesas com arbitragem, que geralmente são pagas pelo mandante
de campo, não ficam baratas e erros durante a partida são comuns de
acontecer, favorecendo acidentalmente um dos lados e podendo ser decisivo
para o resultado final. Se for possível, com a tecnologia que temos hoje em dia,
fazer uma arbitragem automática para as partidas de futebol, além de diminuir
o número de árbitros necessários para apitar uma partida, poderemos ter um
sistema mais confiável e menos suscetível a erro, tornando as pártidas mais
justas. Esse artigo tem o objetivo de analisar a possibilidade de um sistema de
arbitragem automático com a tecnologia que temos hoje em dia.
2 REVISÃO DE LITERATURA
Como a FIFA e os próprios torcedores são muito conservadores, por mais
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que a tecnologia avance, no futebol vemos modernidade apenas nos estádios
modernos, com telões, sistema de som, entre outros. A arbitragem das partidas
pouco mudou e mesmo com telão, no futebol não é permitido video-replay, pois
atrasaria muito as partidas.
Mas todo esse conservadorismo tende a mudar, já pensando na Copa do
Mundo de 2014, a empresa Southamptom criou e testou um chip que detecta
se a bola entrou ou não. Sobre esse chip, segundo Landim (2012):
Uma tecnologia que permitirá informar ao árbitro se a bola
entrou ou não no gol está sendo testada na Inglaterra. Os testes estão
sendo realizados em Londres e a empresa responsável pela novidade
é a Southampton, a mesma que criou uma tecnologia similar usada
nos jogos de tênis.
Nos primeiros testes, um disparador foi levado ao gramado para
atirar bolas em direção a uma placa, que simulava o goleiro ou o
jogador. Quando ela atingia o alvo, os dados eram enviados para um
relógio, que indicava se a circunferência da bola havia cruzado
completamente a linha do gol.
Depois dos testes realizados no estádio do clube inglês
Southampton, a tecnologia será colocada à prova durante a final da
Hampshire FA Senior Cup. Outros testes estão previstos para
Nuremberg, na Alemanha, e para um jogo na primeira divisão da
Dinamarca.
Uma tecnologia parecido com esse, a iBall da empresa Select, já foi
aprovado pela FIFA e deverá ser utilizado na Copa do Mundo de 2014, de
acordo com Meneses (2012):
A iBall conta com uma malha de fios de cobre em seu interior,
que se comunica com as antenas montadas nas traves, em um
sistema denominado GoalRef.
A tecnologia utilizada na iBall faz com que, a bola ao ultrapassar
a região
determinada
para
a
linha
do
gol,
emita
um aviso imediatamente enviado para o relógio do juiz, que então
pode determinar o Gol.
As primeiras partidas que devem receber a iBall, dever
acontecer no Mundial de Clubes de 2013, em dezembro e servirão
como experiência para a utilização do equipamento. Já durante a
Copa do Mundo de 2014, no Brasil, a FIFA adotará mecanismos
que devem auxiliar a arbitragem em jogadas de gol duvidosas.
Essa tecnologia usa do sistema GoalRef, a formação de um campo
magnético em volta do gol que é perturbado quando a bola com o chip passa
pela linha do gol. Esse sistema, já aprovado, foi utilizado pela primeira vez,
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com sucesso, na primeira partida da Copa do Mundo de Clubes 2012, realizada
em Yokohama no dia 6 de dezembro de 2012 entre os clubes Sanfrecce
Hiroshima, do Japão e Auckland City, da Nova Zelândia. A partida terminou 1 a
0 para o clube japonês.
Para podermos saber a posição de cada jogador no campo, já existem
chuteiras que se comunicam com o computador, como por exemplo, a chuteira
Adidas f50, segundo Landim (2011):
Um novo modelo de chuteira apresentado pela Adidas que
chegou às lojas europeias nesta semana é capaz de analisar o
comportamento do atleta durante as partidas e coletar dados que
podem ser lidos posteriormente no computador. A novidade está
presente no modelo Adizero F50.
Trabalhando em conjunto com um sistema batizado de
miCoach, o modelo conta com um sensor integrado dentro da sola da
chuteira. A memória Flash do sensor tem capacidade de armazenar
até 7 horas de dados, permitindo a coleta de uma partida completa
com folga.
O sistema das chuteiras é compatível com Windows, Mac OS e
até mesmo com smartphones, graças a um adaptador sem fio. Com
um aplicativo específico, o atleta pode ainda armazenar os dados no
iPhone, iPod Touch ou iPad e visualizá-los quando bem entender.
As chuteiras Adizero F50 estão disponíveis por enquanto apenas nas
lojas europeias e podem ser encontradas por 245 euros. O modelo
conta com um adaptador sem fio no formato USB. Uma versão mais
simples, feita de material sintético, está sendo comercializada por 205
euros. Ainda não há previsão de venda do produto no Brasil.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A ideia para uma arbitragem automática veio ao comparar uma possível
arbitragem automática com o algoritmo de arbitragem usado nos jogos de
video-game de futebol, onde a arbitragem nunca erra, nem nos lances mais
difíceis. É óbvio que no caso do video-game o computador controla a posição
dos jogadores, o que facilita o algoritmo, mas se tivermos um sensor na
chuteira de cada jogador que comunique computador e um sensor na bola que
indique tanto posição quanto contato, de forma que fica fácil fazer um programa
que calcule imediatamente quando o jogador está em posição de impedimento,
que consiga indicar qual foi o último jogador que tocou na bola antes de ela sair
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(ou antes de fazer o gol) e inclusive calcule quando a bola for recuada para o
goleiro.
Com esse sistema de arbitragem apresentado acima integrado junto
com o GoalRef, que avisa quando a bola entra no gol, ficaria ao árbitro
tradicional apenas interpretar as informações recebidas do sistema automática
e
cuidar das faltas. Ainda não é possível ao computador, apenas com a
posição dos jogadores e a definição de qual jogador tem a bola, determinar se
um lance foi ou não falta.
4 CONCLUSÃO
Apesar de dispormos de uma ampla tecnologia, os fãs do futebol rejeitam
mudanças e não gostam de implantar modernidades no futebol. Independente
de gostarem ou não, erros de arbitragem são muito comuns em partidas de
futebol e com o auxílio da tecnologia seria possível evitar muitos erros.
A tecnologia do GoalRef, já aprovada e sendo implementada em
diversas partidas, junto com um computador que tem a posição de todos os
jogadores e da bola, conseguiria, através de algoritmos bem escritos, além de
apenas controlar quando foi Gol, saber quem fez o Gol, conseguir detectar
automaticamente posições de impedimento, qual foi o último jogador a tocar na
bola antes de ela sair e inclusive quando a bola foi recuada para o goleiro.
O objetivo do artigo foi determinar a possibilidade de implementação de
uma arbitragem automática com a tecnologia que temos hoje em dia. Vimos
que ainda não é possível ter uma arbitragem completamente automática tendo
em vista que o computador ainda não conseguiria detectar faltas, mas já é
possível implementar várias funções além do GoalRef, uma das únicas
tecnologias atuais aprovadas pela FIFA.
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REFERÊNCIAS
LANDIM, W. Chip que indica se a bola entrou ou não é testado na Inglaterra.
Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/futebol/23477-chip-que-indica-se-abola-entrou-ou-nao-e-testado-na-inglaterra.htm Acesso em: 08 nov. 2013
LANDIM, W. Chuteira Adidas Adizero F50 se comunica com o computador.
Disponível
em:
http://www.tecmundo.com.br/futebol/15682-
chuteira-adidas-
adizero-f50-se-comunica-com-o-computador.htm Acesso em: 08 nov. 2013.
MENESES, J. iBal, FIFA aprova primeira bola inteligente para confirmar
gols.
Disponível
em:http://webdig.com.br/14698/iball-bola-
inteligente-fifa/
Acesso em: 08 nov. 2013.
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