PCR

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Mestrado em Microbiologia e Parasitologia
Disciplina: Fundamentos de Biologia Molecular
Introdução a Biologia Molecular
Profa. Rita de Cássia Nasser Cubel Garcia
Biologia Molecular consiste principalmente em estudar as
interações entre os vários sistemas da célula, partindo da
relação entre o DNA, o RNA e a síntese de proteínas, e o
modo como essas interações são reguladas.
Descoberta do Ácido nucleico
 Descoberta da existência do ácido nucleico no núcleo
celular e a determinação de sua composição química
Identificação e aceitação do DNA como material hereditário
1869
Johann Friedrich Miescher:
composto de natureza ácida , rico em
fósforo e em nitrogênio, desprovido de
enxofre e resistente à ação da pepsina

nucleína
Identificando os componentes químicos do núcleo
1880
Albrecht Kossel
Descoberta das
bases
nitrogenadas
1889
Richard Altmann
Purifica a nucleína,
comprovando sua
natureza ácida.
Surge a denominação
ácido nucléico
1890
Caracterização das
bases nitrogenadas
do DNA e da
desoxiribose.
Descoberta de outro tipo
de ácido nucléico
contendo uracila e
ribose.
1912
Phoebus Levine e
Walter Jacobs
Descobrem os
nucleotídeos
Identificação do DNA como material hereditário
Experimentos de Frederick Griffith (1928)
Cepa rugosa (Rough strain)
Pouco virulenta
Cepa lisa (Smooth strain)
Altamente virulenta  com cápsula
Identificação do DNA como material hereditário
Experimentos de Oswald Avery, McCarty e MacLeod (1944)
Princípio transformante  DNA
Confirmação da natureza genética do DNA
 1952: Hershey & Chase  DNA injetado por uma partícula de
fago em um bactéria, continha todas as informações necessárias
para se obter a progênie viral
Estrutura do DNA
até
1944:
acreditava-se
que as proteínas eram o
material genético.
1953: Watson & Crick 
estrutura tridimensional
do DNA
Watson e Crick
1953  Watson & Crick: modelo tridimensional para
a estrutura do DNA
Molécula de DNA:
açúcar (pentose)
grupo fosfato
base nitrogenada
Bases nitrogenadas
Purinas
DNA
RNA
Pirimidinas
DNA
RNA
Ligações entre as moléculas
O Nucleotídeo

entre a base nitrogenada e a pentose:
ligação N-glicosídica com a OH ligada ao
carbono 1 da pentose
 entre o grupo fosfato e a pentose:
ligação fosfodiester coma OH ligada ao
carbono 5 da pentose
Posicionamento das bases
O grupo fosfato e o
açúcar (hidrofílica):
localizados na parte
externa da molécula
- As bases nitrogenadas
(hidrofóbica): localizadas
na parte interna
DNA: 2 cadeias helicoidais enroladas ao longo do
mesmo eixo para formar uma dupla hélice
Para que o pareamento
ocorra, as DUAS FITAS têm
que ser ANTIPARALELAS
O DNA é uma molécula com
polaridade:
uma extremidade 5’-OH
uma extremidade 3’-OH
A seqüência de bases é sempre
lida na direção 5’ ---> 3’
As duas fitas de ácidos nucleicos se mantêm juntas
por PONTES DE HIDROGÊNIO
O pareamento G-C
tem 3 pontes de H
O pareamento A-T
tem 2 pontes de H
Origem da vida....
Dogma central da biologia
DNA armazena a
informação
RNA transfere
a informação
Proteína executa
a função
Algumas descobertas posteriores não coincidiram com este princípio:

O RNA pode sofrer replicação em alguns vírus

O RNA viral através da enzima transcriptase reversa pode
ser transcrito em DNA
Walter Gilbert, 1986:
Hipótese do “mundo do RNA” (RNA
world)
Antes das células modernas: RNA  material genético
RNA catalisava as reações químicas nas células primitivas
Existiu um período na evolução que o RNA era ambos o catalisador
biológico e material genético
Mundo do RNA

pareamento complementar dos nucleotídeos  o que promove a
cópia exata de uma seqüência, pois, por conta da complementaridade
das bases, uma seqüência serve de modelo para outra
 descoberta das ribozimas, moléculas de RNA que possuem atividade
catalítica e participam de importantes reações nas células modernas
 viróides  menores e mais simples fitopatógenos conhecidos,
consistem em um RNA pequeno (200 nucleotídeos), circular, fita
simples, não codificante que, através da maquinaria de transcrição da
célula hospedeira, é capaz de se auto-replicar.
 virusóides  agentes sub-virais que, diferentemente dos viróides
não se replicam de forma autônoma, a replicação depende da coinfecção de uma célula hospedeira com um vírus auxiliar  RNAs
satélites circulares
Mundo do RNA
Sidney Altman,Thomas Cech: Prêmio Nobel de Química em 1989
 RNA com capacidade catalítica: poderia agir como
enzimas (ribozimas)
Propriedade
catalítica da
ribonuclease P

enzima que
cliva RNA

Envolvida no
processamento
do tRNA
em vírus, em
procariotas e
em eucariotas.
Técnicas de Biologia Molecular:
PRINCÍPIO
Todo microorganismo tem sequências de ácido nucléico que são específicas e
podem ser detectadas por uma reação de hibridização ou de amplificação
Estrutura da partícula viral:
Vírus não envelopados: genoma (RNA ou DNA) + capsídeo  nucleocapsídeo
Vírus envelopados: genoma (RNA ou DNA) + capsídeo + envelope com glicoproteínas
Em virologia, a detecção do genoma viral é particulamente importante:
 Para o estudo de vírus que não podem ser isolados em
cultura de células, como os papilomavírus e
alguns
agentes associados a gastrenterites,
 Para vírus com alta diversidade antigênica, como os
enterovírus, o que dificulta a utilização de técnicas
sorológicas de detecção de antígeno,
 A análise do genoma viral diretamente da amostra
clínica pode ser vantajosa principalmente para aqueles
vírus com genoma RNA, que podem sofrem mutações
através de sucessivas passagens in vitro.
Purificação do DNA
Técnicas de Biologia Molecular: CUIDADOS
- Usar sempre luvas e trocá-las constantemente
- Nunca usar a mesma ponteira para pipetar soluções
diferentes
- Usar sempre ponteiras e tubos Eppendorf novos.
-
Se possível, ter um conjunto de pipetas automáticas só
para extração.
-
Uso de ponteiras contendo algodão para bloquear a
produção de aerossóis
Técnicas de Biologia Molecular: CUIDADOS
- Utilizar sempre água autoclavada e deionisada.
-
Irradiação UV do material dentro da capela (pipetas,
ponteiras, estantes, tubos)
-
Uso de pequenas alíquotas
- Limpeza dos equipamentos e bancada com solução de
hipoclorito de sódio a 10%
Manipulação dos
reagentes dentro de
capelas
www.starlab-
Extração do genoma
Método de escolha: depende da amostra clínica
tecido, fezes, urina, aspirado de nasofaringe, soro...
-
Amostra clínica
-
Controle positivo
-
Controle negativo  Água
Amostra + Tampão de lise
Tampão: - Proteinase K (tecido)
- Sal (hidrocloreto de guanindina)
Lisar as células e degradar proteínas
DNA na solução salina se liga a matriz
(sílica)
Lavagem: para retirar contaminantes
Elui o DNA da matriz com solução tampão ou
água
DNA purificado
www.qiagen.com
Lavagem do DNA:
Adiciona tampão
Homogeiniza: vortex
Spin: centrifuga
10 segundos
Coleta o sobrenadante
DNA extraído: Como detectar?
• Reação de hibridização
• Reação de amplificação (PCR)
Propriedade Física do DNA
As duas fitas da dupla hélice podem ser reversivelmente separadas
quando as PONTES DE HIDROGÊNIO são rompidas. Esse processo é
denominado DESNATURAÇÃO.
A renaturação ocorre quando se volta às condições físico-químicas
iniciais .
Melting temperature (Tm): temperatura de dissociação na
qual 50% da molécula de DNA está desnaturada
A absorbância a 260 nm aumenta
quando as fitas se separam
Tm: específica para cada molécula de DNA
Depende do conteúdo G-C / A-T da molécula
Hibridização

Baseia-se na propriedade dos ácidos nucleicos de parear
suas fitas complementares
 Utiliza “sondas” para detecção do genoma viral
(sequências)
Sonda 
fragmento de ácido nucleico complementar a
uma dada sequência do genoma viral, marcado com uma
substância reveladora (radioisótopo ou enzima)
Hibridização é a formação de duplexes de bases pareadas,
seqüência-específicas, a partir de qualquer combinação de
fragmentos de ácidos nucleicos, usualmente “in vitro”.
Como obter a sonda (probe): Clonagem em plasmídio
Quase todos os plasmídeos atualmente utilizados derivam do
pBR322
O mapa mostra as posições:
gene de resistência a amplicilina (amp R),
gene de resistência a tetracilina (tat R),
origem de replicação (ori) e
sequência de reconhecimento para 7
enzimas de restrição (sítio de clonagem)
O marcador de seletividade (genes de resistência a antibióticos)
permite a identificação da bactéria que recebeu o plasmídeo. No vetor
acima, são genes que codificam proteínas que degradam antibióticos.
Origem de replicação: é uma sequëncia específica do plasmídeo que é
reconhecida pelo aparato de duplicação do DNA, inicia a síntese de DNA
Padrão de restrição:
Sítios de reconhecimento para ENZIMAS DE RESTRIÇÃO são
curtas sequências de nucletídeos reconhecidas e clivadas
por várias endonucleases
Algumas endonucleases de restrição e seus sítios de reconhecimento
As enzimas são nomeadas com as abreviações das linhagens de bactérias
das quais foram isoladas
Digestão do DNA com diferentes enzimas de restrição:
Stick ends: extremidades coesivas
Blunt ends: extremidades rombas
Ligação de fragmentos de restrição com extremidades coesivas
DNA ligase
Agar com tetraciclina
Agar com tetraciclina
+ ampicilina
Inserção do DNA no gene de resistência a ampicilina: colônias contendo
plasmídio recombinante  crescem somente na presença de tetraciclina
Como obter a sonda (probe): Amplificação
PCR: amplificar o fragmento desejado

Produto da amplificação

marca com uma substância reveladora
Reação colorida
Substrato
Conjugado: estreptavidina ligada
a enzima
Sonda marcada com
biotina
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Reação de Hibridização in situ
Tecido: observação ao
microscópio ótico
Hibridização
 Triagem X Tipagem
Triagem: sondas genéricas (detecção)  sondas
para genes conservados
Tipagem: sondas específicas
 Sensibilidade: 100 cópias DNA/célula
 Relevância clínica
Dot blot
 Uso de sondas
marcadas para detecção
de genoma em
membrana de
nitrocelulose.
 Amostra clínica: soro,
fezes, tecido
 Triagem
 Sensibilidade: 10-50
cópias DNA/célula
 Pode ocorrer falso-
positivos
Dot Blot
sonda marcada com P32
sonda marcada com biotina
Ensaio de captura de híbrido
 Detecção e tipagem de HPV
Polymerase Chain Reaction: PCR

Método para produzir cópias de um segmento de DNA
específico
PCR Amplifica
uma
Seqüência
Alvo
Replicação do DNA in vivo
Replicação semi-conservativa
Enzimas envolvidas:
DNA polimerase (polimerização 5’-3’)
Primase
Topoisomerase
Helicase
3’
5’
5’
Helicase
3’
3’
5’
5’
3’
3’
5’
3’
Helicase
5’
Fita Contínua
3’
5’
3’
5’
DNA Polimerase
Primase
Fita Descontínua
Fragmento de Okasaki
5’
3’
5’
3’
Mimetizando a replicação in vivo
Helicase para abertura das
fitas
Temperatura (92°C)
Primase para adição de
primers
Primers específicos +
temperatura ideal
Polymerase Chain Reaction: PCR
Polimerização de DNA em Cadeia
 Polimerização é feita por uma DNA
polimerase termoestável
 São utilizados dois “primers”, o que
delimitam o segmento amplificado e
determinam o crescimento exponencial
do número de moléculas de DNA
 Triagem X Tipagem
 Sensibilidade : 10 cópias de genoma
Protocolo original
 Invenção do PCR: Kary Mullis (1985)
 Protocolo
original
utilizava
DNA
polimerase de E. coli (termolábil)
 Henry Erlich em 1988: enzima termoestável
• Taq polimerase: é uma DNA polimerase  extraída da
bactéria
Thermus
temperatura de 75oC.
aquaticus,
que
vive
em
água
com
DNA POLIMERASES
POLIMERIZAÇÃO: 5’---> 3’
 Todas as DNA-POLIMERASES requerem para seu
funcionamento:

Molécula de DNA - molde

“Primer” de oligonucleotídeo

Magnésio

dNTPs
Polymerase Chain Reaction: PCR
Reagentes do mix da PCR
DNA polimerase
Primer Sense
Primer Antisense
Polymerase Chain Reaction: PCR
• Água autoclavada e deionizada: completa o volume final da
reação
• Tampão 10X concentrado: 10 mM Tris-HCl pH 8,0 , 50mM
KCl  mantém o pH ótimo para a reação
• Solução de dNTP: precursores das novas fitas do DNA
específico  solução com os quatro deoxinucleotídeos
trifosfatos (deoxiadenosina, deoxitimidina, deoxicitidina,
deoxiguanosina, na concentração de 20 a 200M de cada
dNTP).
A
concentração
dos
4
deoxinucleotídeos
tem
que
ser
equivalentes para minimizar erros de incorporação.
Esta solução pode ser preparada segundo as especificações do
fabricante e estocada a -20oC
Polymerase Chain Reaction: PCR
• Cloreto de Magnésio (MgCl2): otimiza a atividade da Taq
polimerase. Concentração: 0,5 a 2,5 mM. Estocado a –20oC.
A concentração de MgCl2 pode afetar: anelamento dos
primers, formação de primer-dimer, atividade da enzima
• Oligonucleotídeos iniciadores ou primers: sintetizados por
fabricante a pedido do pesquisador (liofilizado) e normalmente
tem de 18 a 30 nucleotídeos. Concentração de 0,1 a 0,5M.
Aliquotado e estocado a -20oC.
A especificidade da reação é dada pelos primers
Deve-se ter conhecimento prévio do fragmento alvo a ser
amplificado para desenhar os primers específicos.
Segmento de DNA alvo
Segmento de DNA alvo
Ex: Fragmento alvo – Gene L1 do HPV (450 pb)
Se a concentração
do primer for alta, pode promover o acúmulo de
produtos não específicos e aumentar a probabilidade de ter artefatos:
primer-dimer.
Os produtos não específicos e primer-dimer
são
substratos para a PCR e competem com o produto desejado pela enzima,
dNTPs e primers, resultando em uma concentração mais baixa do
produto desejado
Primer-Dimer
Polymerase Chain Reaction: PCR
Reagentes do
PCR
DNA polimerase
DNA molde
Primer Sense
Primer Antisense
Extração prévia
do DNA
PCR: etapas em ambientes separados
Sala de extração:
(a)
1. Extração de DNA a
2. Sala limpa:
partir da amostra clínica
Preparo da mistura
da reação (Mix)
3. Adição do DNA
(b)
extraído ao tubos de PCR
contendo mix
(c)
4. Termociclador
(d)
5. Eletroforese em gel de
agarose  manipular os
produtos do PCR
Polymerase Chain Reaction: PCR
 luvas de procedimento
 conjunto de pipetas com volume variável de 10l, 20l,
200l e 1000l
 estantes para tubos (refrigeradas)
 ponteiras com filtro novas e autoclavadas
 tubos para PCR 0,2ml novos e autoclavados
 lenço de papel cortado (para abrir os tubos)
Polymerase Chain Reaction: PCR
Preparo do mix
Primer AS
Primer S
dNTP
mix
10x
buffer
MgCl2
Taq pol
Polymerase Chain Reaction: PCR
Manipulação dos
reagentes dentro
de capelas
www.starlabfrance.com
O material usado na sala limpa não pode ser usado em outra sala
Preparo do mix:
-
Em uma sala limpa
Determinar o número total de reações a serem executadas. Incluir ao menos
uma reação sem DNA (água no lugar da amostra).
- Identificar os tubos da reação (200l).
- Em um tubo eppendorf 1,5l: preparar a mistura de reação de acordo com o
esquema abaixo:
Concentração
final
270 L
4,0 L
40 L
1x
5,0 L
50 L
1,5mM
1,5 L
15 L
2,0 L
20 L
0,5 L
05 L
40 L
400 L
dNTP
MgCl2 50mM
Mistura de iniciadores
Taq polimerase 5U/L
Total
10 Reações
27,0 L
H2O
10xbuffer
Volume/reação
1U/L
- Mistura: vortex
- Spin (para retirar gotas da reação das paredes
dos tubos)
Polymerase Chain Reaction: PCR
Preparo do mix:
Em uma sala limpa
- Aliquotar em 9 tubos com 40 L
Polymerase Chain Reaction: PCR
Reagentes do
PCR
DNA polimerase
Adição do
DNA alvo
Primer Sense
Primer Antisense
Polymerase Chain Reaction: PCR
Na sala de extração:
- Adiciona 10L de DNA extraído de cada amostra aos tubos
contendo 40L de mix
- Volume final da reação: 50 L
Tubos 0,2 L
contendo mix
DNA extraído das
amostras
Polymerase Chain Reaction: PCR
Tubos:
- amostra clínica
- controle positivo
- controle negativo PCR: H2O utilizada no
preparo do mix
- controle negativo da extração: H2O
Polymerase Chain Reaction: PCR
Na sala do termociclador:
- Centrifugar os tubos rapidamente para retirar gotas da
reação das paredes dos tubos.
- Colocar os tubos no termociclador para a execução da
reação de amplificação
Polymerase Chain Reaction: PCR
Termociclador
1º ciclo
2º ciclo
Polymerase Chain Reaction: PCR
3 passos na reação que são repetidos de 30 a 40 vezes 
ciclos
1 passo: desnaturação: 94oC por 30 seg
Falta de desnaturação da template é uma causa comum de falha na PCR.
Tempo de desnaturação muito longo reduz a meia vida da enzima.
Polymerase Chain Reaction: PCR
2o passo: anelamento dos primers 55oC
Temperatura de “annealing”: usualmente 5oC abaixo do Tm real dos
“primers”
Tempo de “annealing”:
15 a 30 seg
Primer sense: se liga a fita antisense
Primer Antisense: se liga a fita sense
Para calcular Tm de um primer : 2 (A + T) + 4 (G + C)
Polymerase Chain Reaction: PCR
3o passo Extensão a 72oC: temperatura ótima para Taq polimerase
Incorporação de 35 a 100 nucleotídeos por segundo
1 minuto é suficiente para um amplicon de 1,2 kb
Como ambas as fitas são copiadas durante a PCR, há um aumento
exponencial do número de cópias do gene. Por exemplo: se há 1
cópia do gene antes da reação iniciar, após o1o cliclo serão 2
cópias, após 2 ciclos serão 4 cópias, 3 ciclos serão 8 cópias e assim
por diante.
Polymerase Chain Reaction: PCR
Polymerase Chain Reaction: PCR
www.snv.jussieu.fr
Polymerase Chain Reaction: PCR
Ciclos iniciais:
- Os primers (ou iniciadores) procuram a template de DNA com
as sequências que lhes são complementares
- Encontrar a sequência complementar não é tão difícil, pois os
primers estão em considerável excresso em relação à template
Fase intermediária:
- O processo de amplificação está ocorrendo, com os primers
agindo de modo permitir o acúmulo exponencial do fragmento de
DNA.
- O pareamento do primer com a sequência que lhe é
complementar já está bem facilitada, pois já existem várias
cópias das sequências alvos
Fase tardia ou fase de platô:
- A amplificação já é sub-ótima devido à limitação dos reagentes
e à competição dos produtos gerados com primers.
Polymerase Chain Reaction: PCR
?
?
?
?
?
Eletroforese em gel de agarose
Preparo do gel de agarose:

Tampão Tris-Borato-EDTA (TBE) 0,5X - pH 8,0 :
 Agarose 1% em TBE 0,5%
- Os géis de agarose são adequados para separar moléculas
de DNA entre 200 pb e cerca de 50 kpb
- O tamanho dos poros depende da concentração de
agarose. A concentração em geral é dada como peso de
agarose por volume de água.
- A agarose é dissolvida em água fervendo e forma um gel
quando esfria. Durante a geleificação há formação de
polímeros.
Eletroforese em gel de agarose
Preparo do gel:
Usar luvas no preparo do gel
fonte
nível
espaçadores
pente
cabos
cuba
Antes de preparar o gel é necessário nivelar a cuba
Eletroforese em gel de agarose
Preparo do gel:
Dissolver a agarose no
tampão. Deixar esfriar.
Preparar a cuba: Colocar a
placa com espaçadores e pente.
Eletroforese em gel de agarose
Preparo do gel:
Verter a agarose no gel.
Cuidado para não formar bolhas
Se formar bolhas, empurrá-las
para a extremidade com uma
ponteira
Preparo do gel:
Depois de solidificar o gel, retirar os
espaçadores
Adicione o tampão
Retire o pente com cuidado
www.stolaf.edu
Eletroforese em gel de agarose
Para aplicar no gel:

Marcador de DNA (ladder) : mistura de fragmentos de DNA de
tamanho conhecido, a fim de comparar com os fragmentos obtidos
no PCR.

Gel loading buffer:
Corante 6X : xileno cianol 0,25%
azul de bromofenol 0,25%
glicerol 30%
O gel loading buffer :
- Aumenta a densidade da amostra, assegurando que a gota de
DNA entre no gel
- Dá cor à amostra
- contém corantes que no campo elétrico movem para o anodio
(bromofenol migra mais rápido que o xileno cianol)
Preparo da amostra para aplicar no gel
Antes de aplicar os produtos da PCR no gel centrifugar rapidamente
:
Em um tubo fazer a seguinte mistura
TBE
0,5 X
corante
amostra
10 l
2 l
2 l
marcador de PM
3 l
2 l
10 l
produto da PCR
Abrir os tubos contendo produtos de PCR em uma capela
para evitar contaminação do ambiente com amplicons.
Irradiar UV na capela após manipulação.
Eletroforese em gel de agarose
Aplicar as amostras no gel:
Aplicar cada mistura em um slot do gel.
No 1o slot aplicar o marcador de PM e nos demais o produto da reação de PCR
Eletroforese em gel de agarose
- Ligar a cuba de eletroforese.
As amostras deverão correr na direção do catódio (preto)
para o anódio (vermelho). O DNA tem carga negativa e migra
para o polo positivo.
- A eletroforese é feita a 80 Volts por aproximamente 60
min, até que o corante azul atinja 3/4 do gel.
Eletroforese em gel de agarose
Visualizarão das bandas no gel:
- Transferir o gel para uma solução de brometo de etídio 0,5 g/mL
de 10 a 15 min. Lavar 1X com água.
- Visualizar o gel em transiluminador sob luz UV e fotografar.
transiluminador
Máscara de proteção
Coloração com brometo de etídio
O Brometo de Etídio é um intercalante de DNA
Eletroforese em gel de agarose
Visualização das bandas no gel:
www.marinebiotech.org
Eletroforese em gel de agarose
234
194
Marcador
de PM
Produtos da reação
PCR precedida pela transcrição reversa (RT-PCR)
-
Para vírus de genoma RNA
-Realização da reação de
transcrição reversa
Transcriptase Reversa
-Cuidados a tomar durante o
preparo do c-DNA
- Primers específicos
- Primers randômicos
PCR precedida pela transcrição reversa (RT-PCR)
Multiplex PCR: genotipagem
 Dois ou mais pares de primers em um único tubo
PM
A
B
C
Genótipo G1
Genótipo G2
PM = peso molecular
Amostra A = G1
Amostra B = G1 + G2
Amostra C = G2
Ex: vírus com muitos genótipos

Especificidade do produto da PCR
Nested PCR pode ser uma alternativa para melhorar a
especificidade e a sensibilidade da PCR
1o PCR: primers externos
Produto do 1o PCR :
template para o 2º PCR
2o PCR: primers internos
Produto do 2º PCR
Nested PCR
Semi-Nested
Nested PCR
Primers externos
MW
1
2
3
Primers internos
4
MW
5
6
7
8
681 pb 
 427bp
Southern blot:
análise do DNA
transferido para a
membrana
Eletroforese em gel
de agarose do
produto da PCR
Revelação:
banda onde
o probe ligou
a sequência
específica
Transferência dos
fragmentos de DNA do
gel para a membrana de
nitrocelulose
Membrana com as
bandas de DNA
Hibridização com probe específico
Padrão de restrição:
Sítios de reconhecimento para ENZIMAS DE RESTRIÇÃO são
curtas sequências de nucletídeos reconhecidas e clivadas
por várias endonucleases
Algumas endonucleases de restrição e seus sítios de reconhecimento
As enzimas são nomeadas com as abreviações das linhagens de bactérias
das quais foram isoladas
Eletroforese em gel de agarose após tratamento do DNA
com enzima de restrição
PM 1
2
3
4
5
1,2 : 1 sítio de restrição (tamanho esperado)
3:
1 sítio de restrição em posição diferente
4,5: 2 sítios de restrição
Portanto: amostras 3, 4, 5  variantes
SEQÜENCIAMENTO DE DNA
Molécula
de DNA
Informação
Seqüência
nucleotídica
Definição: processo que determina a ordem dos nucleotídeos
(A, C, T e G) na seqüência do DNA utilizado como molde.
Microarray (Microarranjo)
Os microarrays são
utilizados na detecção
de ácidos nucleicos em
amostras clínicas:
Hibridização do ácido
nucleico extraído da
amostra com o DNA
fixado no array. A
detecção é possível pois
os DNAs das amsotras
são "marcadas" com
fluorocromos cianina 3
(Cy3) ou cianina 5 (Cy5)
Clewley JP. J. Clin. Virol., 29:2-12, 2004.
ROTAVÍRUS
RV gp A: Classificação binária
P
(31)
G
(23)
www.Virology.net/Big-Virology/BVRNAreo.html
VP4
4
VP7
9
Classificação binária de RV-A
VP7
VP4
23 Genótipos (G1-G23)
31 Genótipos (P[1]-P[31])
672 Combinações possíveis !!!!
Humanos:
Genótipos usuais: P[8]G1, P[8]G3, P[8]G4, P[4]G2, P[8]G9
Genótipos não-usuais: G5, G8, G10, G12, P[6], P[9] e P[10]
Bovinos:
P[1]G6, P[5]G6, P[11]G10
Suínos:
P[7]G5, P[6]G4, P[7]G11
Khamrin et al., 2007; Martella et al., 2007; Matthijnssens et al., 2008; Albe et a l., 2009
RV gp A 
Genotipagem:
Reação em cadeia pela polimerase (RT-PCR)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
1
2
3
(a)
4
5
6
7
8
9
(b)
Eletroforese em gel de agarose a 1,5% de produtos de RT-PCR para obtenção dos
fragmentos consensuais para os genótipos G (a) e P (b) de RV
Linha 1: marcador de peso molecular de 100 pb; Linhas 2,3,4,5,6,7 e 8: fragmento consensual
para genótipos G (906 pb) e P (876 pb); Linha 9: controle negativo de extração e amplificação.
RV gp A 
Genotipagem:
Reação em cadeia pela polimerase (RT-PCR)
1
2
3
4
5
1
2 3 4
5
6 7 8
1
9 10 11 12
2
3
4
5
P8
345pb
G1
158 pb 
G9
110pb
(a)
(b)
(c)
Eletroforese em gel de agarose a 1,5% de produtos de Nested-PCR para para
determinar o genótipo G e P de RV
(a) Linha 1: marcador de peso molecular 50 pb; Linhas 2,4,5: G1
(b) Linha 1: marcador de peso molecular 100 pb; Linhas 6,7,8,10,11: G9
(c) Linha 1: marcador de peso molecular 100 pb; Linhas 2,3,4,5: P8
Rotavírus do Grupo A: Diferentes genótipos:
•
Infecções heterólogas
•
Rearranjo entre amostras de RV gp A
- combinações dos antígenos P e G
Novo sistema de classificação dos RV-A
Gx-P[x]-Ix-Rx-Cx-Mx-Ax-Nx-Tx-Ex-Hx
VP7-VP4-VP6-VP1-VP2-VP3-NSP1-NSP2-NSP3-NSP4-NSP5/6
VERDE/ AZUL
Wa-like
VERMELHO
DS-1-Like
LARANJA
AU-like
AMARELO
LILÁS
AVIAN PO-13-Like
SA-11-like
Síndrome respiratória aguda grave (SARS)
Detecção do vírus:
Isolamento viral:
Amostras clínicas: sangue, soro, swab de orofaringe, swab de nasofaringe,
tecidos (autópsia)
Cultura de células
Inoculação em CRN
Vero-E6, NCI-H292, HELA, MDCK,
HUT-292, LLC-MK2, B95-9
(IC e IP)

CPE +
Microscopia eletrônica
RT-PCR
Master seed
Imunohistoquímica
(propagação)
Imunofluorescência
ELISA
OBS: coleta de soro de fase convalescente dos pacientes
Coronavírus
Fig 1: Células Vero E6 inoculadas
com material de orofaringe de
pacientes com SARS
Fig 2: Características estruturais
do coronavírus associado a SARS
propagados em células Vero E6
(a)
CPE
(b)
Reação de imunofluorescência:
Células Vero com soro de paciente
convalescente
T G Ksiazek et al., N. Eng. J. Med., April 10,2003
Comparação do coronavírus associado a SARS com outros
Coronavírus de animais e humanos
(a) T G Ksiazek et al. N. Eng. J. Med., April 10, 2003
(b) Drosten et al. N. Eng. J. Med., April 10, 2003
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