Psicólogo / Psicologia Clínica - NC

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Português - Superior
01. O texto 1 tem, prioritariamente, a função de:
A)
TEXTO 1
Achar que a educação é o único e o melhor caminho
para a mobilidade social é uma coisa tão óbvia que dá para
desconfiar. Trata-se de unanimidade. Acreditar que a
educação é a única alternativa para o conhecimento é
desperdício. Todos admitem saber disso. Se a premissa é
verdadeira, por que no Brasil essa questão nunca foi
resolvida?
Os resultados apontam que a educação pela
educação não tem sido o melhor caminho para a salvação.
Principalmente, quando se trata da população de baixa renda.
É claro que estamos tratando de educação como política de
inclusão social, e não de exclusão, tal como a vigente no país.
A realidade tem mostrado que qualquer solução que
coloque a educação como um programa-mãe de um sistema
de políticas sociais transformadoras deve empacar nas
deploráveis condições de vida em que se encontram as
grandes massas, vítimas do desemprego, da miséria e da
violência.
As estatísticas oficiais do governo e de organismos
internacionais, como a ONU e o Banco Mundial, mostram que
o nível de pobreza no mundo e, particularmente no Brasil, tem
piorado; e, o que se vê a olho nu comprova que a mobilidade
social inexiste. As favelas continuam a crescer para cima e
para os lados. […]
Independentemente dos discursos oficiais, para que
haja, efetivamente, inclusão social, qualquer programa
estruturador tem que levar em conta, acima de tudo, as atuais
condições socioeconômicas da população. […] Qualquer
política pública de restauração da dignidade humana, que
tenha a educação como vetor de mobilidade social, esbarrará
na iníqua e perversa distribuição de renda; na ausência de um
programa de habitação e saneamento básico que crie
moradias seguras, higiênicas e com espaço para se viver com
o mínimo de dignidade; e, nas precárias condições físicobiológicas para a aprendizagem, considerando os graus de
insuficência alimentar da população. E que não se venha com
exemplos de outros países, pois a realidade de contexto de
cada caso é deveras diferente. […]
Assim, para que os programas sociais determinantes
da mobilidade social germinem, além das pré-condições de
estrutura e funcionamento com qualidade, faz-se
imprescindível que o povo tenha as condições sociais básicas
para assimilar seu conteúdo. Caso contrário, […] continuamos
a ter programas educacionais que legitimam a exclusão, e
cujos resultados para a sociedade continuarão sendo a
mobilidade social zero.
Carlos Alberto Fernandes.
In: Continente Multicultural, n° 31, julho/2003, p.7. Adaptado.
B)
C)
D)
E)
informar os leitores dos fatos mais recentes sobre
os programas educacionais no país.
explicar, pela análise minuciosa de dados
objetivos, as causas da exclusão social no Brasil.
comentar criticamente as políticas educacionais
adotadas no Brasil.
instruir os políticos brasileiros, apontando soluções
para que a educação propicie a inclusão social.
propagar os novos programas sociais que
promovem a mobilidade social.
02. No trecho: "Achar que a educação é o único e o
melhor caminho para a mobilidade social é uma coisa
tão óbvia que dá para desconfiar" há uma relação
semântica de:
A)
B)
C)
D)
E)
finalidade.
conseqüência.
comparação.
concessão.
condição.
03. De acordo com o texto 1, nossos programas
educacionais não promovem a mobilidade social,
porque:
1)
2)
3)
4)
não têm seguido uma política de inclusão social.
não têm levado em conta as condições
socioeconômicas em que vive a população de
baixa renda.
as grandes massas, sendo vítimas do
desemprego, da miséria e da violência, não se
interessam por eles.
têm adotado exclusivamente as políticas
educacionais de outros países, cuja realidade é
bastante diferente.
Estão corretas:
A)
B)
C)
D)
E)
1, 2, 3 e 4.
1 e 2, apenas.
2 e 3, apenas.
3 e 4, apenas.
1, 2 e 4, apenas.
04. Sobre o vocabulário utilizado no texto 1, analise as
afirmações abaixo.
1)
2)
3)
"Trata-se
de
unanimidade"
(1°§)
é
semanticamente equivalente a "Trata-se de um
consenso".
"… para que haja, efetivamente, inclusão social"
(5°§) equivale a "… para que haja, com efeito,
inclusão social".
"para que os programas sociais determinantes da
mobilidade social germinem" (6°§)
é
semanticamente equivalente a "para que os
programas sociais determinantes da mobilidade
social proliferem".
Está(ão) correta(s):
A)
B)
C)
D)
E)
1, apenas.
2, apenas.
3, apenas.
1 e 2, apenas.
1, 2 e 3.
TEXTO 2
08. De acordo com a Lei no 9.784/99 (regula o processo
administrativo), assinale a alternativa correta.
Sonhei que
estava na
cadeia.
Depois vi
que era a
escola.
Não gosto da escola
com muro alto e grade
nas janelas. Também
está toda rabiscada!
É feia e triste!
Procure se acostumar.
O que você aprende na
escola vai ser muito
importante na sua vida,
quando crescer.
...vou ser
prisioneiro?
A)
B)
C)
D)
E)
05. O texto 2 pode ser usado para ilustrar o seguinte
argumento do texto 1:
A)
B)
C)
D)
E)
Os atos administrativos deverão ser sempre
motivados.
A Administração deve anular seus próprios atos
por motivo de conveniência ou oportunidade.
Das decisões administrativas cabe recurso
apenas por razão de legalidade.
O não conhecimento de recurso não impede a
Administração de rever de ofício o ato ilegal,
desde que não ocorrida preclusão administrativa.
Da revisão do processo poderá resultar
agravamento da sanção.
09. De acordo com a Constituição Federal de 1988,
não há outra alternativa para o conhecimento,
senão a educação.
estatísticas apontam que o nível de pobreza no
mundo tem piorado.
pode-se ver a olho nu que as favelas continuam a
crescer para cima e para os lados.
os programas educacionais precisam considerar as
condições físico-biológicas para a aprendizagem.
os programas sociais determinantes da mobilidade
social não têm tido as pré-condições de estrutura e
funcionamento com qualidade.
assinale a alternativa correta.
A)
B)
C)
D)
E)
O civilmente identificado será submetido a
identificação criminal, salvo nas hipóteses
previstas em lei.
Qualquer pessoa é parte legítima para propor
ação popular.
Nenhum brasileiro, nato ou naturalizado, será
extraditado.
São inadmissíveis no processo as provas obtidas
por meios ilícitos.
Não cabe indenização por erro judiciário.
10. De acordo com a Lei no 8.112/90, é incorreto afirmar
Legislação-Superior
que:
A)
06. De acordo com a Lei
no
8.112/90, assinale a alternativa
correta.
A)
B)
C)
D)
E)
A responsabilidade administrativa do servidor
será afastada no caso de absolvição criminal que
negue a existência do fato ou sua autoria.
As sanções civis, penais e administrativas não
poderão cumular-se.
A pena de suspensão não pode exceder de
30 dias.
Configura abandono de cargo a ausência
intencional do servidor ao serviço por mais de
60 dias consecutivos.
Em caso de inassiduidade habitual, aplica-se a
pena de suspensão.
07. De acordo com a Lei no 9.784/99 (regula o processo
administrativo), assinale a alternativa correta.
A)
B)
C)
D)
E)
São legitimados como interessados no processo
administrativo aqueles que, sem terem iniciado o
processo, têm direitos e interesses que possam
ser afetados pela decisão a ser adotada.
A decisão de recursos administrativos pode ser
objeto de delegação.
Não é impedido de atuar em processo
administrativo o servidor que tenha interesse
indireto na matéria.
Salvo autorização legal, o reconhecimento de
firma será sempre exigido.
O desatendimento de intimação importará o
reconhecimento da verdade dos fatos pelo
administrado.
B)
C)
D)
E)
readaptação é a investidura do servidor em cargo
de atribuições e responsabilidades compatíveis
com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física ou mental, verificada em
inspeção médica.
hipótese legal de reversão é o retorno à atividade
do servidor aposentado por invalidez, quando
junta médica oficial declarar insubsistentes os
motivos da aposentadoria.
a reintegração é a reinvestidura do servidor
estável no cargo anteriormente ocupado, quando
invalidada
sua
demissão
por
decisão
administrativa ou judicial.
a recondução é o retorno do servidor estável ao
cargo anteriormente ocupado, decorrente de
inabilitação em estágio probatório relativo a outro
cargo ou reintegração do anterior ocupante.
remoção é o deslocamento de cargo de
provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito
de quadro geral de pessoal, para outro órgão ou
entidade do mesmo Poder.
Psicólogo / Psicologia Clínica
11. Em um hospital, além de uma formação individual, o
profissional de Psicologia, trabalhando em equipe,
deve estar preparado para:
A)
B)
C)
D)
E)
um trabalho clínico-hospitalar, em que os
profissionais dos demais campos de saberes
possam consultá-los individualmente, fazendo do
âmbito hospitalar o lugar mais seguro para
solução dos problemas profissionais e pessoais.
realizar interconsultas, com o objetivo de preparar
melhor a equipe médica para desenvolver um
relacionamento mais sensível e humanizado com
outros membros da equipe e com os pacientes.
da mesma forma como foi preparado em sua
equação pessoal, reivindicar que a equipe
multiprofissional submeta-se a um trabalho
psicoterapêutico.
na
ausência
do
médico,
assumir
a
responsabilidade pela comunicação de um
diagnóstico severo.
interpretar e esclarecer todas as transferências
em jogo da equipe em relação aos seus próprios
membros, na tentativa de suplementar suas
atividades com mais uma tarefa.
C)
D)
E)
o trabalho do psicólogo no hospital impõe a este
um repensar da própria trajetória de suas
conquistas e realizações, no sentido inclusive de
começar a se tornar polivalente nas tarefas.
a Psicologia Hospitalar, enquanto atividade, veio
acrescer,
ao
profissional
de
psicologia,
exigências, como a aquisição de novos valores e
a definição de novos objetivos, levando-o a lutar,
juntamente com as famílias e com os seus
pacientes, contra a “ordem médica”.
a Psicologia Hospitalar é o questionamento da
prática médica numa atuação determinada pela
direção hospitalar.
14. Ao método qualitativo de pesquisa, que é realizado
numa situação interativa entre duas pessoas
(entrevistado e entrevistador), que favorece o uso de
outras possíveis fontes e vieses por parte de ambos, e
que pode ser iniciado com uma pergunta guia ou
disparadora, dá-se o nome de:
A)
B)
C)
D)
E)
questionário.
entrevista aberta.
entrevista fechada.
estudo de caso.
entrevista dirigida.
15. O
12. Do ponto de vista epistemológico, como a Psicologia
Hospitalar, enquanto disciplina, incide e abre espaços
criativos, introduzindo o novo no campo dos saberes e
práticas psicológicas e psicanalíticas?
A)
B)
C)
D)
E)
Não é papel da Psicologia Hospitalar introduzir
questões novas no campo dos saberes e práticas
psicológicas e psicanalíticas, para que uma
multiplicidade de psicologias não seja criada.
No campo hospitalar, a Psicologia se voltará para
uma perspectiva epistemológica sim, porém sem
permitir que questões éticas passem a ocupar um
lugar decisivo para ela.
Fazendo com que valores pretensamente
transcendentais da moral e da epistemologia,
como por exemplo o bem, o justo e o verdadeiro,
sejam cada vez mais modificados na prática do
psicólogo.
São os momentos de crise que levam à perda da
exclusividade e da dominância do pensamento. A
partir desses momentos, a Psicologia Hospitalar
vai então se inserir no contexto, abrindo espaço
para novos saberes, levando às disciplinas um
lugar de interdisciplinaridade.
Para o saber psicológico, o novo é tudo aquilo
que já existia, mas não fora ainda descoberto.
13. Segundo Valdemar Augusto Angerami – Camom, foi a
partir do desenvolvimento da Psicologia no Brasil que
a própria Psicologia, enquanto ciência, redefiniu
conceitos teóricos, ganhou espaço e notoriedade junto
à sociedade e à comunidade científica. Baseado
nesses aspectos históricos da Psicologia Hospitalar, é
correto afirmar que:
A)
B)
a Psicologia Hospitalar transformou tanto a
realidade institucional quanto a realidade do
próprio profissional de Psicologia.
as perspectivas da Psicologia Hospitalar não são
promissoras como o esperado, pois seu avanço
no mundo acadêmico não tem ocorrido de modo
abrangente ou sistematizado.
psicólogo hospitalar,
interdisciplinar, deve:
A)
B)
C)
D)
E)
atuando
na
equipe
trabalhar com cuidados paliativos só casos em
que os médicos recusem
fazer esse tipo de
tarefa.
comunicar ao paciente sobre um diagnóstico
sombrio, nos casos em que o médico
responsável esteja ausente.
estar apto a trabalhar com home care, cuidados
paliativos e também com os medos, temores e
ansiedades da própria equipe em relação à
morte.
sensibilizar seus pacientes no sentido de que a
melhor recuperação se dá no hospital, no caso
dos pacientes que querem voltar para se tratarem
em seu lar.
convidar os pacientes de enfermaria para serem
atendidos sempre em ambulatório, visto que não
há como se fazer atendimento psicológico em
enfermarias.
16. Em Psicologia, ao desenvolvimento satisfatório de um
relacionamento entre o terapeuta e seu paciente dá-se
o nome de:
A)
B)
C)
D)
E)
contratransferência.
sedução.
rapport.
simpatia.
relação amigável.
17. No contexto hospitalar, o uso do diagnóstico é
20. Na primeira entrevista com pacientes de ambulatório
considerado:
deve-se buscar:
A)
A)
B)
C)
D)
E)
desvio da tarefa, pois não cabe ao psicólogo
hospitalar usar diagnóstico no hospital.
o psicólogo hospitalar não tem como fazer
diagnóstico psicológico no contexto hospitalar.
limitado, pelo fato de que no hospital o psicólogo
não pode dispor dos recursos necessários e de
um ambiente apropriado para realizá-lo.
instrumento fundamental do método clínico, que
objetiva diagnóstico, investigação, orientação e
pesquisa.
irrelevante, pois os aspectos mais importantes de
uma entrevista psicológica para um diagnóstico
não têm como ser abordados, no caso de
pessoas hospitalizadas.
B)
C)
D)
E)
ouvir inicialmente o motivo principal que levou o
paciente a procurar atendimento ambulatorial.
colocar primeiramente o nome do paciente em
lista de espera, para prosseguir com uma
avaliação criteriosa dos “mais necessitados”.
investigar detalhadamente o passado biográfico
do paciente, pois o individuo é o resultado exato
do que fizeram dele.
elaborar uma hipótese psicodinâmica que servirá
ao terapeuta para uma compreensão maior sobre
o funcionamento psíquico do seu paciente.
colher todo o material nessa única entrevista,
principalmente por se tratar de uma instituição.
21. ‘Mecanismo de Enfrentamento’ é um termo que se
18. Sobre a realização de anamnese no contexto
hospitalar, assinale a alternativa correta.
A)
B)
C)
D)
E)
O termo `anamnese´, do grego “mnesis”, significa
“memória”. Nesse sentido, o psicólogo deve
considerar que não há como resgatar do paciente
essa “memória”, no espaço hospitalar.
Deve ser utilizada preferencialmente com
pacientes de ambulatório e conduzida de forma a
auxiliar no planejamento da psicoterapia e,
posteriormente, como fonte de dados para a
pesquisa.
O psicólogo deve estar consciente de que o
contexto hospitalar é outro, bem diferenciado do
contexto clínico, devendo deixar as anamneses
para
serem
realizadas
em
consultórios
particulares.
Para que a anamnese seja realizada de modo
adequado, o psicólogo não deve deixar de
interrogar minuciosamente seu paciente sobre
cada item da seqüência de seu material.
Após a coleta de dados realizada com a ajuda da
anamnese, o psicólogo hospitalar deve identificar
a queixa principal do paciente, visto que esta será
idêntica ao foco do seu trabalho.
19. Sobre os alcances e os limites dos testes psicológicos
refere a:
A)
B)
C)
D)
E)
22. Foi John Davis um dos primeiros estudiosos a
reconhecer alterações psicológicas no pós-cirúrgico de
pacientes. Sobre esse tipo de reação, assinale a
alternativa correta.
A)
B)
C)
no hospital, é correto afirmar que:
D)
A)
E)
B)
C)
D)
E)
o Rorscharch é o teste psicológico mais indicado,
por ser um teste que avalia não somente a
inteligência do paciente, mas também seu
dinamismo.
o P.M.K. é um teste que pode ser muito útil como
instrumento de trabalho para o psicólogo
hospitalar.
os testes devem ser utilizados apenas em último
caso, visto que não oferecem um panorama
seguro acerca dos reais sentimentos que todo
paciente vive frente a uma doença e/ou à
hospitalização.
os testes podem também ser usados pelo
psicólogo
hospitalar,
desde
que
sejam
considerados seus alcances e seus limites, sendo
inclusive instrumento valioso para a pesquisa.
apenas os testes elaborados para crianças
podem ter sua aplicação adequada no ambiente
hospitalar.
atitudes que fazemos inconscientemente para
proteger nosso ego.
aquilo que fazemos conscientemente para
proteger nosso ego.
coisas que fazemos conscientemente para
satisfazer as imposições da realidade.
atitudes que fazemos inconscientemente para
não sofrer.
atitudes inconscientes tomadas no intuito de fugir
da realidade.
Reações de alívio, euforia e exaltação de humor,
com sintomas de insônia e preocupação
excessiva com o tema da morte.
Atitudes de exigência e perfeccionismo, seguida
de distúrbios do sono, como sonilóquio e
sonambulismo de pós-operatório.
Angústia de morte e depressão crônica,
acompanhada por quadros recorrentes de
ansiedade.
Reações somáticas, quadro de ansiedade
mórbida de pós-operatório e depressão crônica.
Reações transitórias de ansiedade, apreensão ou
depressão.
23. No que se refere ao trabalho do psicólogo durante o
C)
período pós-cirúrgico, é correto afirmar que:
A)
B)
C)
D)
E)
reações de pós-operatório dificilmente poderão
ser previstas, não cabendo ao psicólogo detectar
quais as reações consideradas “normais”.
dentre as reações de pós-operatório vividas por
um paciente, o psicólogo pode encontrar
situações como crise de ansiedade, sentimento
de despersonalização.
cabe ao psicólogo uma noção crítica sobre o
paciente, no plano pré-cirúrgico, cabendo-lhe
ainda responsabilidade bem maior do que apenas
o planejamento da psicoterapia do pós-cirúrgico.
o psicólogo deve estar atento para a ocorrência
de descompensações do paciente no período
pós-operatório, só quando então se fará
necessário acompanhamento psicológico.
a psicoterapia prévia pode preparar o paciente
para enfrentar um pós-operatório com melhores
resultados, mas apenas se aplicada àqueles
habituados ao método introspectivo.
24. Sobre a inserção do psicólogo em Unidade de Terapia
Intensiva (U.T.I.), assinale a alternativa correta.
A)
B)
C)
D)
E)
A instalação de uma doença costuma levar o
paciente de UTI – e eventualmente a família
inteira – a um estado conhecido por “regressão”,
que consiste num retorno a um nível de
funcionamento mais primitivo, com a reedição de
ansiedades, fantasias e expectativas próprias às
da época de quando ele era criança.
O paciente de UTI, pelo quadro clinico
considerado como grave, é irremediavelmente
enquadrado como “paciente terminal”.
Um critério que o psicólogo pode utilizar na U.T.I.
é a observação e o reconhecimento de se o
paciente
apresenta, de forma repetida, os
mesmos problemas que uma mesma categoria
de pacientes. Esses dados, embora não sejam
úteis para um trabalho de pesquisa cientifica,
podem auxiliar a equipe medica no tratamento do
mesmo.
O fato de o paciente estar em U.T.I. não justifica
para o psicólogo que o primeiro possa estar
apresentando eventualmente um quadro de
estranhamento do ambiente físico pela sucessão
de rostos não familiares, sentimento de estar
sendo coagido.
Quando um paciente sai de um centro cirúrgico
para uma U.T.I. os vínculos são desfeitos com a
equipe responsável pela cirurgia, ficando então o
paciente à mercê do trabalho de uma nova
equipe, cabendo ao psicólogo colaborar no
sentido de respeitar essa quebra de vínculos.
25. Além do quadro clinico com reações de ansiedade
aguda, angústia e estresse que podem ser vividos pelo
paciente hospitalizado, eclosão de reações patológicas
e não-patológicas podem se manifestar. Com base
nesse aspecto, é correto afirmar que:
A)
B)
a reação patológica é uma reação natural do
indivíduo, no sentido de ele buscar uma
adaptação saudável à situação.
a reação patológica é definida como um conjunto
de atitudes manifestadas por pacientes
psicóticos, observado quando em atendimento
nas situações de crise.
D)
E)
reação não-patológica significa ausência dos
sintomas predominantes num quadro psicótico ou
esquizóide.
reação não-patológica é uma expressão utilizada
para designar modos de enfrentamento do
paciente no sentido de buscar uma forma
adaptativa aos estímulos agressivos a que seu
organismo está sendo submetido.
o suicídio, por ser considerado em muitos casos
como inevitável, não é considerado uma reação
patológica.
26. Um paciente homossexual, de 32 anos, ao receber a
notícia de que seu parceiro estava com AIDS, ficou
muito ansioso, sentindo-se ameaçado pela notícia e
temeroso de também ser portador do HIV. Dias mais
tarde, resolveu fazer o teste para pesquisa de
anticorpos HIV, pois não estava suportando os
sentimentos que lhe estavam sobrevindo após aquela
notícia. Ao saber que também estava contaminado,
passou a apresentar crise de ansiedade aguda e
reações
fisiológicas,
seguidas
de
insônia.
Posteriormente, foi surpreendido por intensos
sentimentos persecutórios, ficando com a idéia fixa de
que desejavam matá-lo. Foi levado a um hospital
psiquiátrico da rede pública e internado. Ao saberem
que era HIV positivo, colocaram-no em setor de
isolamento. Sendo transferido posteriormente para
outro hospital, foi medicado com neurolépticos e outros
psicofármacos. Nesse novo espaço, as doses dos
medicamentos foram mantidas e o paciente, pelo
acolhimento recebido, passou a se sentir melhor e
mais encorajado para revelar seus problemas à
equipe. Suas idéias persecutórias cederam e em
poucos dias teve alta, passando a ser tratado em
ambulatório. Com base nos dados acima, podemos
afirmar que esse paciente viveu:
A)
B)
C)
D)
E)
uma
reação
patológica
típica
de
um
esquizofrênico.
uma reação de sentimento de culpa normal e
esperada, por ser homossexual.
uma reação psicológica paranóide.
uma reação patológica histeriforme.
uma
reação
própria
de
personalidades
psicopáticas.
27. Um paciente apresenta-se ao psicólogo com um
quadro clinico de humor deprimido, perda de interesse
e de prazer, fatigabilidade aumentada, sentimento de
culpa, tristeza, auto-estima e auto-confiança reduzidas
e vontade de morrer. Segundo a psicopatologia, esses
sintomas são típicos de:
A)
B)
C)
D)
E)
uma distimia.
um transtorno de pânico.
um transtorno de personalidade psicótico.
um episódio depressivo leve.
uma reação de ajustamento depressiva
prolongada.
28. A teoria freudiana do desenvolvimento psico-sexual
B)
humano é dividida nos períodos seguintes:
A)
B)
C)
D)
E)
período fálico, período de latência e período préconsciente.
fase anal, fase libidinal, fase fálica e fase psicosexual.
fase oral, fase anal, fase fálica, fase genital e
período de latência.
período das pulsões, período inconsciente e
período pré-consciente.
fase narcísica, fase falus, fase de castração e
fase libidinal.
C)
D)
E)
29. “O transtorno de personalidade é caracterizado por
padrões de comportamento profundamente arraigados
e permanentes, os quais tendem a ser persistentes e
são a expressão do estilo de vida e do modo de se
relacionar consigo mesmo e com os outros”. No caso
do transtorno de personalidade anancástico, as
características principais são:
A)
B)
C)
D)
E)
intrusão de pensamentos ou impulsos insistentes
e inoportunos, e concentração e atenção
reduzidas.
perfeccionismo e visões desoladas e pessimistas
do futuro.
sentimentos de dúvida, cautela excessiva, sono
perturbado, apetite diminuído e idéias ou atos
lesivos.
excesso de consciência, ataques recorrentes de
ansiedade grave, inicio súbito de palpitações e
sentimentos
de
despersonalização
ou
desrealização.
pedantismo, rigidez, teimosia, escrupulosidade e
aderência excessiva às convenções sociais.
32. A equipe de saúde é freqüentemente mobilizada pelo
doente e seu adoecer. Nesse sentido, é tarefa do
psicólogo:
A)
B)
C)
D)
30. Na atuação do psicólogo em relação às famílias dos
pacientes hospitalizados, cabe ao psicólogo:
A)
B)
C)
D)
E)
deixar a família consciente de que o trabalho é
feito com o paciente, não permitindo que a
mesma intervenha na psicoterapia, para não
prejudicar o tratamento.
por questões éticas, manter a família
desinformada do trabalho, sobretudo se esse
estiver se desenvolvendo com pacientes adultos.
observar de que forma a família do paciente se
estrutura em torno de conflitos que dificultam a
relação empática entre o terapeuta e seu
paciente, responsabilizando aqueles que por
ventura não estejam tomando atitudes favoráveis
neste aspecto.
dar atendimento não apenas às famílias, mas
também aos pacientes ou amigos dos pacientes.
dar apoio psicológico, como também tirar dúvidas
a respeito da doença, dar esclarecimentos quanto
a possíveis contágios e reforçar a importância de
sua participação ativa na aceitação do
tratamento.
31. Os doentes e seus familiares enfrentam grandes
dificuldades na fase terminal de uma doença. Nesse
momento, uma das principais tarefas do psicólogo é:
A)
posicionar-se com clareza, dizendo que, nesse
caso especifico, não poderá mais comprometerse com eles, visto que se trata de um paciente
em fase terminal, não havendo mais nada a
fazer.
compartilhar desses momentos, auxiliando-os a
lidar com essa situação de grande sofrimento da
melhor forma possível.
caso esteja acompanhando um doente que venha
a ficar fora de possibilidades terapêuticas (FPT),
deverá automaticamente interromper o processo
terapêutico, já que o paciente passa a não ter
mais condições de deambular até o espaço
ambulatorial.
por um dever humanitário e de caridade, o
psicólogo deve obrigar-se a realizar sessões,
inclusive no lar do paciente, incluindo a idéia de
acompanha-lo até a morte.
o psicólogo não deve esquecer dos habituais
preceitos técnicos e de setting, para atender um
paciente em situação de crise que não pode se
locomover até o espaço anterior de trabalho
psicoterapêutico, apenas porque o último se
encontra em fase terminal.
E)
trabalhar com a equipe e com o paciente, para
que haja uma aliança favorável e imprescindível
entre ambos.
influenciar nas condutas de todos os profissionais
que integram a equipe, de forma que o modelo
médico de onipotência e o conhecido “poderio
médico” sejam combatidos.
questionar determinados comportamentos e
estilos de vida não só daqueles que adoecem
mas também daqueles que tratam.
deixar-se ser atendido pelos médicos da equipe
com toda confiança e interesse, pois se os
médicos assistem o paciente e toda a família,
poderão assistir também o psicólogo.
intervir nos atendimentos médicos, quando estes
estiverem acontecendo com dificuldades por
parte do profissional de medicina ou mesmo de
outro serviço do hospital.
33. No que se refere às abordagens teóricas que norteiam
a prática psicológica, o psicólogo no hospital deve:
A)
B)
C)
D)
E)
adotar aquela que trabalhe apenas com o “aqui e
agora”, já que a doença fala apenas sobre o
momento atual do paciente.
evitar abordagens teóricas, tais como a freudiana
ou dos pós-freudianos, pois no hospital não há
tempo para o trabalho com o passado do
indivíduo.
utilizar-se de sua leitura de homem, de modo que
a abordagem escolhida e por ele adotada lhe
auxilia da melhor forma possível na compreensão
do seu objeto.
ser eclético, visto que no hospital não é possível
ser ortodoxo ou defender ideologias.
adaptar abordagem teórica com técnicas
psicológicas modernas, testando a que se
adequar melhor para cada paciente.
34. Sobre o registro de informações em prontuário de
D)
paciente, assinale a alternativa correta.
A)
B)
C)
D)
E)
Não deve ser feito pelo psicólogo, pois ele deve
manter o sigilo das informações recebidas.
Não pode ser lido pelo paciente sob qualquer
hipótese, por conter informações sobre seu
estado.
Só deve ser feito caso o paciente solicite por
escrito ao psicólogo e autorize que este registre
as informações.
Deve ser realizado pelo psicólogo com minúcias
sobre a vida mental, familiar e social do paciente.
Deve ser elaborado pelo psicólogo, de forma
sucinta e clara, para que a equipe possa se
utilizar dele em prol da promoção da saúde do
paciente.
E)
38. Em relação à atenção primária, quais são os aspectos,
em que se pode diferenciar o ambulatório de um
hospital de um ambulatório vinculado ao Centro ou
Posto de Saúde?
A)
B)
35. O psicólogo tem uma participação ativa nos cuidados
com o paciente hospitalizado, no que se refere aos
aspectos clínicos e nas ações de saúde pública. Sobre
essa participação assinale a alternativa correta.
A)
B)
C)
D)
E)
Em saúde pública, o psicólogo atua na prevenção
e assistência integral apenas dos pacientes sem
recursos financeiros ou que dependem do serviço
público.
Colabora com a família do paciente hospitalizado,
dando apoio, afetividade e suprindo suas
carências.
Toma as providências para ajudar o paciente
hospitalizado e a família, resolvendo as situações
conflitantes.
Acompanha o paciente em todas as fases do
tratamento, exceto se ele estiver FPT.
O psicólogo atua junto ao paciente e à família,
ajudando-os a lidar com o diagnóstico, tratamento
e com as dificuldades oriundas da idéia de morte.
C)
D)
E)
indicado no contexto hospitalar?
A)
B)
em situação de ambulatório:
B)
C)
D)
E)
identificar, selecionar, analisar e planejar todos os
passos a serem dados no período pósinternação.
identificar, selecionar, avaliar e analisar os
passos a serem dados no período pósinternação.
identificar fatores relacionados ao diagnóstico
que estejam obstaculizando o tratamento durante
a internação.
facilitar a troca de informações entre os
pacientes, selecionando e separando os que
falam dos que não gostam de falar, dando
prioridade aos primeiros.
dar apoio psicológico, preparar e motivar o
paciente para a adesão ao tratamento.
37. Como deve proceder o psicólogo no atendimento em
ambulatórios?
A)
B)
C)
No diagnóstico e tratamento (com internação).
Com registro e segmentos de todas as
intervenções realizadas (invasivas ou não), e
durante cada etapa da internação.
Recuperação
e
reabilitação
aliados
a
possibilidade
de
ações
preventivas
e
acompanhamento no leito, caso seja necessária
internação.
O ambulatório de um hospital requer finalidade,
abrangência populacional, recursos diagnósticos
e terapêuticos, que lhe assegurem uma posição
de recurso terciário e quaternário nas ações de
saúde.
O ambulatório de um Posto de Saúde destina-se
à atenção primária profilática de saúde de varias
comunidades vizinhas.
Geralmente, o ambulatório de Centro ou Posto de
Saúde conta com um vasto arsenal diagnóstico.
Ao ambulatório de um Centro ou Posto de Saúde
são reservados os casos mais complexos e que
necessitam de intervenções que envolvam mais
tecnologia.
No ambulatório de um hospital atende-se a uma
comunidade maior e mais homogênea.
39. No que se refere a técnica(s) de entrevista, o que é
36. São objetivos específicos da intervenção psicológica,
A)
Acompanhar o começo, o meio e o fim do ciclo da
doença, orientando o paciente que o melhor lugar
para tratá-lo é sempre o hospital.
Acompanhando o ciclo do doente nas situações
de diagnóstico e tratamento (sem ou préinternação).
C)
D)
E)
Que o psicólogo avalie o que pode esperar do
paciente, o que ele necessitará e, sobretudo, o
que pode lhe oferecer dentro da situação atual,
deixando que ele mesmo guie e planeje a
psicoterapia.
A entrevista psicológica, no âmbito hospitalar,
obedece às mesmas normas e regras de toda
entrevista, porém deve-se explicar ao paciente
logo no primeiro encontro que o foco eleito pelo
terapeuta será sempre a queixa trazida por ele.
A utilização da técnica focal que vai marcar o
início de uma relação entre psicólogo e paciente,
e através dela evita-se propor o luto dessa
relação em seu momento inaugural.
Que o profissional estará muito bem preparado
para conduzir a entrevista, tendo também
desenvoltura clínica para desenvolvê-la.
Recomenda-se o uso da técnica focal, no sentido
de que estamos compreendendo o paciente
levando-se em consideração seu momento vital,
isto é, a doença e a hospitalização.
40. Entrevista psicológica é um instrumento fundamental
43. A situação mais típica e evidente de eficácia
de acesso ao paciente. Segundo José Bleger (1977), o
principal objetivo da entrevista é o de investigação. A
partir disso, podemos afirmar que:
terapêutica preventiva ou profilática do uso de
psicofármacos é:
A)
B)
C)
D)
E)
seu uso não tira a especificidade clínica, ao
contrário, reafirma-a.
seu objetivo é radicalmente idêntico ao objetivo
da psicoterapia.
seu objetivo é conhecer o entrevistado, para nos
orientar quanto ao tipo de conduta psicológica
adequada, sendo igualmente importante, realizar
em seu percurso, intervenções interpretativas e
colaborar com a aprendizagem do paciente.
na anamnese, sua finalidade se resume à
compilação de dados e interpretação do paciente.
a psicoterapia, assim como acontece com a
entrevista psicológica, tem por finalidade
primordial a investigação da personalidade do
indivíduo.
41. Em seu trabalho na área hospitalar o psicólogo é
freqüentemente solicitado a emitir parecer sobre o
paciente. As questões que mais requerem um exame
pormenorizado dizem respeito:
A)
B)
C)
D)
E)
às condições emocionais do indivíduo para ser
informado acerca do diagnóstico e do prognóstico
de sua doença, do nível de aceitação e
colaboração ante o tratamento da hospitalização
e dos procedimentos médicos, bem como das
fantasias e expectativas que possam estar
interferindo em seu processo de recuperação.
ao entendimento claro e à informação sobre o
efeito farmacológico que os medicamentos que o
paciente passou a utilizar, eventualmente, podem
produzir no seu organismo, alterando-o em sua
bioquímica e funcionalidade.
ao encaminhamento do paciente por parte do
médico para a avaliação e assistência
psicológicas.
à atuação preventiva realizada pelo psicólogo e à
descrição pormenorizada da problemática
fundamental, visando facilitar a resolução desses
problemas, da forma mais adequada e breve
possível.
à adaptação do paciente em relação à situação
da doença e em relação à terapia.
42. “Efeito Farmacológico” é:
A)
B)
C)
D)
E)
o entendimento claro do significado sobre cada
tipo de medicamento.
o efeito bioquímico que modifica o balanço da
prolactina no organismo.
a conseqüência das modificações funcionais e
bioquímicas das benzodiazepinas no organismo.
uma
modificação
comprovável
que
um
medicamento produz no organismo humano.
nem todos os psicofármacos têm a propriedade
de produzir efeitos farmacológicos biofuncionais e
funcionais.
A)
B)
C)
D)
E)
a política das imunizações, em que o organismo
é colocado na condição de não ser suscetível à
implantação e, sobretudo, ao desenvolvimento da
doença contra a qual se administra a vacina.
as terapêuticas anti-hipotensivas, que objetivam
evitar
o
desenvolvimento de
patologias
coronárias e/ou de artérias cerebrais.
a terapia com gamabloqueadores nos doentes
que já sofreram um infarto do miocárdio, para
diminuir a possibilidade de um segundo infarto e
de morte por causas cardiovasculares.
a profilaxia com antibiotônicos nos pacientes
cirúrgicos com risco de contrair infecções.
a terapia com placebos no campo de psiquiatria,
para diminuir a probabilidade de episódios
maníaco-depressivos.
44. A capacidade de produzir efeitos colaterais ou reações
adversas é uma característica de
medicamentos ativos, e se expressa por:
A)
B)
C)
D)
E)
todos
os
administração de doses menores do que o
prescrito e em intervalos muito espaçados.
hipersensibilidade ao medicamento associada a
agitação do paciente.
idiossincrasias e administração de doses
excessivas.
administração
em
condições
clínicas
farmacêuticas favoráveis, porém com intervenção
precoce de suspensão do medicamento.
após suspensão do medicamento e diminuição
da dose.
45. Dentre outras tarefas, é importante que o psicólogo
hospitalar possa identificar um ato iatrogênico. A
iatrogenia é definida como:
A)
B)
C)
D)
E)
a capacidade de o médico cometer um ato de
imperícia.
a atitude chamada de “erro médico”, quando o
médico administra de modo inadequado um
medicamento, trazendo prejuízos para o seu
paciente, quer o faça conscientemente ou não.
qualquer situação ou doença desfavorável ao
médico advinda do contato e do contágio com os
seus pacientes.
a conduta deliberada do paciente em relação ao
seu psicólogo, como resultado de uma
transferência negativa contra este.
a ação do médico de provocar sofrimento ao seu
paciente e, concomitantemente, a qualquer
membro da equipe de saúde.
46. Segundo René Spitz, o hospitalismo é:
A)
B)
C)
D)
E)
uma manifestação comportamental resultante do
estresse psicorgânico vivido pelo paciente em
situação de hospitalização.
uma reação de medo real ligada a um evento do
mundo interno do paciente, que afeta seu juízo
de realidade, quando em situação de
hospitalização.
conseqüência da permanência prolongada ou de
internações subseqüentes que podem fazer com
que o indivíduo prefira ficar hospitalizado a ter
que enfrentar o sofrimento social a que está
submetido.
uma atitude de rejeição hospitalar, em que muitos
pacientes sentem-se também rejeitados pela
instituição hospitalar, desenvolvendo dessa
maneira
um
tipo
de
mecanismo
de
enfrentamento.
uma manifestação de desamparo em relação à
perda de autonomia do paciente, frente à
situação hospitalar, onde o mesmo procura reagir
com sentimentos de esperança e com a
conquista da autonomia novamente.
47. Segundo Lima (1994), existem três níveis essenciais
para a atuação do psicólogo em hospitais, que são:
A)
B)
C)
D)
E)
psicoprofilático, psicoterapêutico e psicossocial.
psicopedagógico, psicoprofilático e psicoterapêutico.
ensino, pesquisa e psicopedagógico.
psicodiagnóstico, psicoprofilático e preventivo.
assistencial, social e psicológico.
48. Um paciente, após o atendimento médico-ambulatorial,
recebeu a informação de que seu caso teria indicação
de amputação do membro inferior esquerdo, tendo
sido programada a cirurgia para as próximas 24 horas.
Foi então encaminhado ao serviço de psicologia do
hospital. Qual a conduta que o psicólogo deve adotar
de imediato?
A)
B)
C)
D)
E)
Comunicar ao paciente que irá acompanha-lo no
Bloco Cirúrgico durante a amputação.
Aplicar um teste para avaliar a condição de o
paciente se submeter a uma cirurgia agressiva de
um dia para o outro e, em seguida, marcar a
segunda entrevista para o período pósoperatório.
Procurar o cirurgião para questionar a
emergência da situação, discutindo com ele
sobre sua onipotência em tomar uma decisão
desse nível sem saber a repercussão do seu ato
para o paciente.
Aceitar prontamente a prescrição médica e
convidar a família para uma entrevista em grupo,
com o objetivo de convence-la da necessidade da
amputação do membro do paciente.
Entrevistar o paciente, inicialmente, para avaliar o
grau de conhecimento deste em relação à
proposta cirúrgica, antes de tomar qualquer
atitude ou medida.
49. No caso de um paciente frente a uma situação de
câncer avançado de que forma a equipe de saúde
pode lhe proporcionar qualidade de vida?
A)
B)
C)
D)
E)
Atendendo às suas necessidades emocionais e
carências afetivas.
Ajudando-o a encarar de frente suas
necessidades, sem nenhum temor, e resignandose do seu morrer.
Permitindo o bem-estar e o alívio da dor nos
momentos finais de vida do paciente.
Protegendo o paciente e evitando a sua
deterioração física.
Na iminência de morte, compactuando com a
família do pedido desta de “conspiração do
silêncio”.
50. Sobre a identificação dos bebês com suas mães,
Winnicott descreve três funções destas nos estágios
iniciais de desenvolvimento dos bebês. São elas:
A)
B)
C)
D)
E)
sensibilidade cutânea do lactente, apego e
maternagem.
holding, manipulação e apresentação de objetos.
sensação de despedaçamento, holding e
manipulação.
holding, maternagem e identificação com os
objetos.
contato físico, desenvolvimento psíquico e
desenvolvimento afetivo.
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