SINDROME DOS OVÁRIOS POLICISTICOS

Propaganda
OVÁRIOS POLICISTICOS – 30-09.12
1 - DR. DRÁUZIO VARELLA
Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais
femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno.
Entre 20% e 30% das mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm
material líquido ou semi-sólido.
São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão
associados a alguns sintomas.
Os outros casos são assintomáticos.
A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.
A síndrome acomete principalmente mulheres entre 30 e 40 anos e o diagnóstico tornou-se mais preciso com a
popularização do exame de ultra-som.
Sintomas
Alterações menstruais – As menstruações são espaçadas. Em geral, mulher menstrua apenas poucas vezes por
ano;
Hirsutismo – Aumento dos pêlos no rosto, seios e abdômen;
Obesidade –Ganho significativo de peso piora a síndrome;
Acne – Em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas;
Infertilidade.
Sintomas
Não foi estabelecida ainda a causa específica da síndrome dos ovários policísticos.
Sabe-se que 50% das mulheres com essa síndrome têm hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no
hipotálamo, na hipófise, nas supra-renais e produz maior quantidade de hormônios masculinos.
Tratamento
Como se trata de uma doença crônica, o tratamento é sintomático.
Mocinhas de 15 ou 16 anos, obesas, com pêlos e acne precisam emagrecer.
Às vezes, só a perda de peso ajuda a reverter o quadro.
Se não for obesa, é necessário diminuir a produção de hormônios masculinos, o que se consegue por meio de
pílulas anticoncepcionais que atuam também na unidade pilossebácea reduzindo a produção de sebo e o
crescimento dos pêlos.
Os casos de infertilidade respondem bem ao clomifeno, um indutor da ovulação.
Se isso não acontecer, pode-se estimular os ovários com gonadotrofinas.
Atualmente, é possível, ainda, fazer a cauterização laparoscópica.
Recomendações
Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer o exame ginecológico e outros que ele possa
indicar;
Não se descuide. Mulheres com ovário policístico correm maior risco de desenvolver problemas
cardiovasculares na menopausa;
Controle seu peso. A obesidade agrava os sintomas da síndrome.
2 - DR SÉRGIO PASSOS RAMOS
Irregularidade menstrual
É um dos principais sintomas da SOP. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das
menstruações.
Dificuldade na ovulação
Muitas mulheres com essa síndrome não têm ovulação regular. Esse fato faz com que muitas delas tenham
dificuldade em engravidar sem tratamento eficaz.
No entanto, isso não quer dizer que mulheres com SOP não engravidem nunca!!! Muitas adolescentes com esses
ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada / não planejada.
Problemas na pele e aumento de pelos.
Acne, espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pelos são sintomas que podem fazer parte da
síndrome. São chamados de sinais de hiperandrogenismo.
Aumento de peso
Muitas mulheres que tem ovários policísticos apresentam aumento de peso.
Há controvérsias se é o aumento de peso que causa a anovulação crônica e, portanto, os ovários policísticos, ou
se é a síndrome que causa o aumento de peso. Em algumas mulheres basta perder peso que os sinais da
síndrome voltam ao normal.
Pacientes com síndrome dos ovários policísticos devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência
à insulina e à síndrome metabólica, pois essas alterações estão relacionadas com maior chance de desenvolver
alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado
Pacientes com síndrome dos ovários policísticos devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência
à insulina e à síndrome metabólica, pois essas doenças estão relacionadas com maior chance de desenvolver
alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.
A resistência à insulina é uma doença de origem provavelmente genética em que há ganho de peso,
principalmente na região central do corpo, tórax e abdômen por um defeito nos locais em que a insulina age
menos.
Dessa forma, para a mesma quantidade de insulina produzida, “a queima” da glicose é menor. Isso obriga o
organismo a produzir mais insulina; daí o nome resistência à insulina.
Essas pacientes devem ser abordadas de uma maneira global por médicos, nutricionistas e profissionais ligados
à atividade física visando melhora duradoura dos sintomas.
Antidiabetogênicos orais
Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é
por meio de medicamentos para diabetes. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento.
Dieta e atividade física
Conforme foi enfatizado, essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física,
concomitantemente às medidas terapêuticas.
É necessário tratar?
Pacientes com síndrome dos ovários policísticos devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência
à insulina e à síndrome metabólica, pois essas doenças estão relacionadas à maior chance de desenvolver
alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.
Mulheres com ovários policísticos e obesidade devem ser estimuladas a mudar seus hábitos alimentares e de
atividade física, visando melhora global das alterações.
O ultrassom caracteriza-se pelo aparecimento de muitos folículos ao mesmo tempo na superfície de cada
ovário.
Esse ultrassom deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual.
Não sendo a mulher virgem, deve-se dar preferência à técnica de ultrassom transvaginal.
É importante definir que esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando anticoncepcionais
orais.
Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo, é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual
para realizar o diagnóstico.
Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultrassom sem desordens de ovulação ou
hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome dos ovários policísticos.
NORMAL
POLICISTICO
Download