Ppt0000003 [Somente leitura]

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Arritmias na UTI
V PÓS-SCCM
Bradicardias e Bloqueios
Ricardo Martinez-Ruiz, MD
Algoritmo AHA (2005)
3
4
Indicações Marcapasso
Bloqueio AV de terceiro grau
Bloqueio AV de segundo Grau Mobitz II
de alto grau
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Casos Clínicos
Demonstrar a técnica de implantação de
marcapasso transvenoso
Uso de linha venosa com capacidade de
introdução de fio transvenoso de
marcapasso
“Pacing Swan” – Cateter de Artéria
Pulmonar
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Eletrocardiograma Atrial Epicárdico
Melhor avaliação do ritmo atrial e
ventricular
Facilita identificar dissociação átrioventricular
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Dissociação Átrio-ventricular
Quando o átrio e o ventrículo tem
funcionamento independente
Frequência ventricular ligeiramente maior
que a atrial
Quando muito próximos denominado de
isorítmico
BAV 3o grau as vezes considerado uma
forma de dissociação AV
Possibilidade de captura por fios atriais
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Tratamento
Paciente hemodinamicamente estável
Não ter recebido amiodarona
Ritmo atrial ter aumentado
espontaneamente nas últimas 24 horas
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Conclusões
Quando o ECG de superfície não
permitir uma avaliação acurada da
atividade atrial, um ECG atrial epicárdico
deve ser realizado
É sempre bom estarmos confortáveis
com uso de sistemas de marcapasso
É útil tirarmos proveito de fios mesmo no
coração
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Taquicardia sinusal: quando
tratar e quando ignorar
Steven Hollenberg, MD
Mapa Rodoviário
Fisiologia
Adequação
Quando e como tratar
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Ações do SNA
Automatismo do nó sinusal
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Ação Eletrólitos Potencial de Ação
Principais eletrólitos
◦ Potássio
◦ Cálcio
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Taquicardia Sinusal Apropriada
Fisiológico
◦
◦
◦
◦
◦
◦
◦
◦
◦
◦
◦
Exercício
Febre
Stresse, ansiedade e medo
Hipotensão
Hipovolemia
Anemia
Hipóxia
Isquemia
TEP
ICC
Sepse
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Taquicardia Sinusal Apropriada
Drogas
◦
◦
◦
◦
◦
◦
◦
Atropina
Catecolamina
Hormônio tiroidiano
Alcool
Anfetamina
Nicotina
Cafeina
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Taquicardia Sinusal Inapropriada
Sem causa aparente de doença cardíaca
◦ Geralmente jovens e frequentemente mulheres
Crônicas e persistentes
Causa precisa desconhecida porém com
sensação de ser por uma desproporção
autonômica
◦ Não é perigosa mas traz sintomas preocupantes:
palpitações, dispnéia e vertigens
◦ Pode ser mal diagnosticada como ansiedade crônica
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Taquicardia Sinusal Inapropriada
Pode ocorrer após procedimentos eletrofisiológicos
◦ Frequentemente após ablação de nó AV
◦ Podem desaparecer com o tempo mas com frequência
leva meses
Síndrome de Taquicardia ortostática postural
◦ Doença de mulheres jovens
◦ Frequêncis cardíaca normal em repouso e taquicardia
sinusal postural exagerada no teste de inclinação, sem
hipotensão
◦ Relação com disfunção do SNA
◦ Não é o mesmo que taquicardia sinusal inapropriada
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Taquicardia Sinusal Inapropriada
Frequente desafio
◦ Alguns pacientes respondem a manobras de aumento do
volume circulante – ingesta sal e mineralocorticoides
◦ Ação exessiva do SNA responde a betabloqueadores
◦ Não responde a diminuição do tônus vagal
Ivabradine
◦ Estudo comparativo com metoprolol em 20 pacientes
mostrou redução da frequência cardíaca similar com
menos sintomas
◦ Comparativo duplo cego com metoprolol em 21
pacientes mostrou alívio dos sintomas superior, redução
da FC e melhora do tempo de exercício
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Ivabradine
Inibe seletivamente os “hyperpolarizationactivated cyclic nucleotide-gated channel”
Reduz a curva de despolarização
diastólica diminuindo a frequência sinusal
Mais ativa nos canais abertos – mais
efetiva nas frequências mais rápidas
Não afeta a repolarização, a
contratilidade ou a pressão sanguínea
Não está aprovada para o uso nos EUA
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Chave para a Resposta
O paciente está doente porque seu ritmo
está rápido ou …
O ritmo está rápido porque o paciente
está doente?
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Caso Clínico
Isquemia miocárdica com FC elevada
Se beneficiam do tratamento da
taquicardia sinusal pacientes com
isquemia miocárdica e com
comprometimento do enchimento
cardíaco
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Beta-bloqueador no IAM
Total de 53.268 pacientes
B-bloq foi melhor que placebo na
mortalidade
No STEMI
◦ COMMIT/CCS-2
46.000 pacientes
AMI < 24 horas
Sem dose ataque
Estratégia não invasiva
Clopidogrel X placebo; Metoprolol X placebo
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COMMIT
Metoprolol melhor que placebo na
arritmia
Metoprolol pior que placedo no choque
Demais causas sem diferenças
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Taquicardia com comprometimento
de enchimento de VE
Hipotensão relacionada à taquicardia
◦ B-bloq: metoprolol e esmolol
◦ Bloqueadores canal cálcio: muito cuidado
◦ Efeitos vasodilatadores limitam a terapia
Enchimento é limitante do débito
cardíaco
◦ Medir débito em FC diferentes
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Quando a Hipotensão Limita a
Terapia
Digoxina
◦ Não atua rápido
◦ 1 mg ataque e 0,25 mg a cada 6h por 4 dias
◦ Alternativa: 0,5 mg ataque e 0,25 mg a cada 3
horas por 2 dias
Amiodarona
◦ Não atua rápido
◦ É mais um bloqueador de nó AV que um
bloqueador de nó sinusal
◦ Quando usada em bolus pode piorar a
hipotensão
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Quando a Hipotensão Limita a
Terapia
Ivabradine ?
◦ Estudo BEAUTIFUL (x placebo)
Sem diferença na mortalidade
Menor tempo internação pacientes IAM e FC > 70
◦ Estudo SHIFT
Sem diferença mortalidade
Beneficia pacientes com FC > 77
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Ivabradine Trials
Reduz FC em pacientes em que a dosagem
sanguínea dos betabloqueadores não pode
ser obtida
Esta redução está associada a menor tempo
de internação mas não a menor mortalidade
Todos os trials foram feitos com pacientes
estáveis
Estrapolar seu uso para pacientes críticos
em UTIs ainda é prematuro
Esta droga não foi aprovada nos EUA mas
sim na Europa
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Mensagem para se levar para casa
Determine se a taquicardia sinusal é
apropriada ou não
Determine a condição subjacente
Trate quando houver indicação mas com
muito cuidado
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Arritmias Atriais
Srinivas Murali, MD, FACC
Fatos
A fibrilação é a causa mais comum de
arritmia atrial
Ocorre em 30% a 40% dos pacientes
submetidos a revascularização
Afeta até 64% do pacientes submetidos a
cirurgia valvar concomitante
Pico de incidência no dia 2 e 3 de PO
Condução atrial não uniforme é mais
comum no dia 2 e tempo de condução
atrial prolongada no dia 3
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FA no PO cirurgia cardíaca
Considerações clínicas
◦ Risco de AVE, instabilidade hemodinâmica e
falência cardíaca
Custos de tratamento significantes
◦
◦
◦
◦
Hospitalização prolongada
Complicações pós-operatórias
Exames adicionais
Maior número de adimissões pós alta
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Risco de FA em PO
Revascularização
Retirada do tratamento com B-bloq e
Inibidor da ECA no PO aumenta o risco
Tratamento com B-bloq antes e depois
diminui risco
Tratamento com B-bloq depois diminui risco
Cirurgia sem extracorpórea diminui risco
Hipocalemia e hipomagnesemia aumentam o
risco
Injúria atrial ou infarto atrial aumentam risco
Complicações pulmonares aumentam o
risco
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Mecanismos de FA no PO
Aumento de catecolaminas circulantes
Elevação do tônus simpático
Estiramento atrial
Alterações de fluidos
Alterações de eletrólitos
Pericardite
Inflamação
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Conduta
Paciente instável? Sim
Cardioversão com 200 J onda bifásica
95% de conversão em ritmo sinusal
Na falha
◦ Aumenta pressão nas pás
◦ Aumenta a energia
◦ Associação com drogas antiarritmicas
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Conduta
Paciente estável? Sim
◦
◦
◦
◦
A frequência está adequadamente controlada?
O paciente deve ser cardiovertido?
Drogas antiarrítmicas devem ser iniciadas?
Anticoagulantes devem ser iniciados?
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Controle da Frequência
É um desafio no PO
A condução do nó AV aumenta por fatores
secundários
◦ Dor, anemia, hipovolemia, hipóxia, aumento do
tônus simpático
Identificação de fatores secundários é crucial
para se obter controle adequado do ritmo
Lembrar: drogas que controlam a frequência
não convertem a FA para ritmo sinusal
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Controle da Frequência
Drogas:
◦ Beta-bloqueadores
Esmolol, metoprolol, propanolol
◦ Bloqueadores canais de cálcio
Verapamil, Diltiazem
◦ Digoxina
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Drogas Antiarrítmicas
Amiodarona
◦ Absorção oral errática e lenta
◦ Biodisponibilidade oral: 20% a 65%
◦ Efeito antiarrítmico máximo pode levar dias a
meses
◦ Uso EV: efeito predominante bloqueio beta
◦ Dose diária de 200 a 400 mg tem 50% a 79%
de eficácia em manter o ritmo sinusal
◦ Dronedarona tem sido usada em substituição
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Drogas Antiarrítmicas
Amiodarona
◦ Efeitos colaterais
Micro depósitos na córnea
Alteração coloração da pele
Fotosensibilidade
Hepatite
Tremor e ataxia
Bradicardia e hipotensão
Hipo e hipertiroidismo – evitar uso nos bócios
Toxicidade pulmonar – Infiltrado intersticial e
pneumonite
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Drogas Antiarrítmicas
Sotalol
◦ Betagonista não seletivo
◦ Inicialmente usado como antihipertensivo
◦ Ação predominante bloqueio beta em baixas
doses
◦ Eliminação renal
◦ Biodisponibilidade oral 60% a 100%
◦ Não tão efetivo quanto amiodarona em manter
ritmo sinusal
◦ Risco de Torsades na IRA, bradicardia e QT
prolongado
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Drogas Antiarrítmicas
Dofetilide
◦
◦
◦
◦
◦
Bloqueador de canal de potássio puro
Biodisponibilidade oral >90%
Meia vida de 10h – eliminação renal
Maior risco TV polimórfica
Contraindicado uso associado ao verapamil
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Drogas Antiarrítmicas
Ibutilide
Estrutura similar ao sotalol
Não é um beta-bloqueador
Disponível apenas em solução EV
Não possui efeitos hemodinâmicos
significantes
◦ Converte Flutter atrial (60%) e Fibrilação
atrial (40%)
◦ Risco maior TV polimórfica e Torsades
◦
◦
◦
◦
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Anticoagulação
Estudo RE-LY
◦ Dabigatran x warfarina (não inferioridade)
Estudo ARISTOTLE
◦ Apixaban superior a warfarina em prevenir AVE
e embolismo sistêmico em pacientes com FA
◦ Causou menos sangramento e menor
mortalidade
Estudo ROCKET-AF
◦ Pacientes com FA não valcular Rivaroxaban não
foi inferior à warfarina em prevenir AVE ou
mbolismo sistêmico
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Resumo
FA pós-operatória é clinicamente
importante e tende a ocorrer no segundo
e terceiro dia de PO
É importante identificar se fatores de
risco estão presentes
Controlar frequência versus ritmo
Drogas antiarrítmicas versus cardioversão
Anticoagulação
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