universidade de passo fundo

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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
Faculdade de Odontologia
Projeto de Extensão Odontologia Hospitalar
Passo Fundo/ Rio Grande do Sul/ Brasil
ESTILO DE VIDA E FATORES DE RISCO PARA LESÕES BUCAIS EM PACIENTES
ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO PÚBLICO.
Autores: Marina Pilot Mazzarino
Mateus Ericson Flores
Ferdinando de Conto
PROJETO DE PESQUISA
1. TÍTULO
Estilo de vida e fatores de risco para lesões bucais em pacientes atendidos em um
ambulatório público.
2. EQUIPE EXECUTORA
2.1. Aluno
Nome: Marina Pilot Mazzarino
2.2. Orientador
Nome: Prof. Dr. Mateus Ericson Flores
2.3. Co-orientador
Nome: Prof. Dr. Ferdinando de Conto
3. RESUMO
A saúde bucal é influenciada diretamente pelo comportamento de cada pessoa em
relação aos hábitos alimentares, estresse, uso de tabaco, álcool e higiene. Fatores
socioeconômicos, idade, nível de escolaridade e fatores culturais também têm se mostrado
relevantes, principalmente quanto ao desenvolvimento de lesões bucais. O objetivo dessa
pesquisa é avaliar quais são os fatores de risco relacionados ao estilo de vida que tem
correlação com as lesões bucais em indivíduos que procuram atendimento no Programa de
Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer de Boca, no Município de Passo Fundo/RS. Os
pacientes avaliados serão os que procurarem atendimento nesse serviço, sendo avaliados
por meio de um questionário, com perguntas referentes aos hábitos alimentares e de higiene
bucal, dados pessoais, poder socioeconômico, estresse, escolaridade e cultura. Os dados
coletados serão tabulados em planilhas e analisados no programa Microsoft Excel 2013, por
meio de análise estatística descritiva e através do Teste de Pearson, testando a hipótese
nula de que o estilo de vida do paciente está relacionado com os fatores de risco para
lesões de boca.
4. PROBLEMA DE PESQUISA
Qual a correlação entre o estilo de vida dos pacientes atendidos no Programa de
Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer de Boca no município de Passo Fundo e os
fatores de risco associados às lesões bucais?
2
5. JUSTIFICATIVA
O estilo de vida se refere à maneira com que o indivíduo vive a sua vida, resolve os
problemas e se relaciona com a sociedade (PETTI, 2009). A saúde bucal é influenciada
diretamente pelo comportamento de cada pessoa em relação aos hábitos alimentares,
estresse, uso de tabaco, álcool e higiene. O poder socioeconômico, a idade, o nível de
escolaridade e a cultura são outros fatores que podem levar ao aparecimento de lesões
bucais.
O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta grandes desafios para cumprir os seus
princípios. O diagnóstico precoce de lesões bucais configura-se como uma das principais
dificuldades quando se refere a saúde bucal pública. Dessa forma, um levantamento
epidemiológico constitui um recurso importante para conhecer as doenças que acometem a
cavidade oral, possibilitando a criação de políticas públicas voltadas para prevenção e
controle.
No município de Passo Fundo – RS, atualmente, não há dados significativos
correlacionando o estilo de vida da população com as lesões bucais diagnosticadas no
serviço público. Neste contexto, faz-se necessária esta pesquisa com a finalidade de coletar
dados que possam auxiliar na prevenção e tratamento dos agravos em saúde bucal.
6. OBJETIVOS
6.1. Objetivos gerais
Estudar a correlação entre o estilo de vida e os fatores de risco associados a lesões
bucais dos pacientes que procuram o Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce do
Câncer de Boca, na Rede Municipal de Saúde de Passo Fundo – RS.
6.2. Objetivos específicos
Avaliar quais são os fatores de risco relacionados ao estilo de vida que tem
correlação com as lesões bucais em indivíduos que procuram atendimento em um
ambulatório público no Município de Passo Fundo/RS.
Testar a hipótese nula de que o estilo de vida dos pacientes não está relacionado
com os fatores de risco para lesões de boca.
Comparar os dados obtidos durante a pesquisa com dados na literatura vigente.
7. REVISÃO DE LITERATURA
A epidemiologia é utilizada para estudar a ocorrência, a distribuição e os fatores
incisivos para doenças em determinada população, para que se possa, mais tardiamente,
auxiliar na criação de políticas públicas de saúde. Os estudos epidemiológicos perfazem
uma grande área da pesquisa desempenhando um importante papel, pois revelam a
3
prevalência de inúmeras doenças, e particularizam a sua distribuição dentro de
características próprias do ambiente onde estão sendo executados (PRADO et al., 2010).
O correto diagnóstico das lesões bucais instrui a eficácia na terapêutica adotada
diante das lesões e ao diagnóstico precoce do câncer bucal (IZIDORO et al., 2007). O
cirurgião dentista desempenha, portanto, um papel fundamental neste contexto. Ele deve
estar apto a diagnosticar a lesão e indicar biópsias, a fim de ter um diagnóstico preciso e
aumentar os índices de cura do paciente. Em muitas patologias bucais somente os dados
obtidos durante a anamnese e exame físico são insuficientes para o diagnóstico clínico,
havendo necessidade da utilização de exames complementares. A realização da biópsia e
do exame histopatológico tem como objetivo fundamental o estabelecimento do diagnóstico
clínico definitivo, para que se possa proceder ao correto tratamento, prognóstico e
proservação do paciente (MORESCO et al., 2003).
O estilo de vida de cada ser humano começa a ser formado ainda na infância e vai
sofrendo influências ao longo do tempo, pela globalização, tecnologia e mudanças
ambientais. Segundo Petti (2009), a maneira como cada indivíduo organiza sua vida, seus
problemas, suas relações interpessoais e a forma como ele vive, é o que determina esse
estilo.
Toda a ação realizada em nosso organismo gera uma consequência e as lesões
bucais são um exemplo de que isso ocorre, pois alguns hábitos dos indivíduos, têm se
mostrado como fatores de risco para desenvolvê-las. Os diversos estudos sobre lesão
bucal, em sua maioria estudos de caso-controle, têm analisado vários fatores, tais como:
consumo de tabaco, álcool, dieta, envolvimento viral, variáveis demográficas, fatores bucais
e predisposição genética com o risco de desenvolvimento de lesões bucais (LEITE et al.,
2005).
Os fatores ambientais relacionados ao estilo de vida são os que mais se associam
com as lesões bucais. O envolvimento viral e os fatores bucais ainda não estão
completamente estabelecidos. Contudo, não é possível ignorar as variações demográficas e
o fator socioeconômico, que indicam o estilo de vida sociocultural das populações e que
consequentemente também se relacionam as lesões (XAVIER et al., 2009).
Segundo estimativa para 2012 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 80% das
neoplasias são atribuíveis a influências ambientais, especialmente as relacionadas com o
estilo de vida. As neoplasias malignas de cabeça e pescoço podem ser induzidas por uma
combinação de alguns fatores entre os quais se destacam: hábitos pessoais, atividade
profissional, local onde indivíduo habita, nutrição, má-dentição e a predisposição e
suscetibilidade genética (SANTOS et al., 2011).
O estresse, dentre outros fatores psicológicos, têm se mostrado relativamente
significativo na gênese de lesões bucais. Sendo ele um estado físico presente no dia-a-dia
4
da maioria dos indivíduos, pode-se entendê-lo como um fator importantíssimo e crucial no
desenvolvimento de determinadas lesões. Segundo Gallo et al. (2009) o cansaço, a
irritabilidade, a depressão, a insônia e a redução da resistência física e mental, que
desencadeiam o estresse, podem ser determinantes do surgimento de lesões na cavidade
oral. Algumas lesões como o líquen plano, ulcerações aftosas e herpes labial, estão sendo
amplamente relacionadas ao estresse e a baixa de imunidade, fatores que se associam e
acabam desencadeando essas e outras lesões (GALLO et al., 2009).
Apesar de o processo de carcinogênese ser de difícil identificação e de ter muitos
fatores associados, o consumo de bebidas alcoólicas e tabaco são os fatores de risco mais
significativos. O tabagismo e o álcool são fatores diretamente ligados a diversos tipos de
cânceres, um exemplo é o elevado risco do desenvolvimento de câncer de boca e de lábios.
Em 2012, no Brasil, estimaram-se 9.990 novos casos de câncer de boca em homens e
4.180 em mulheres. O tabaco está relacionado a 90% dos casos de câncer de boca em
homens e a 60% em mulheres; o álcool está associado a 55% dos casos (INCA 2003;
2011). Carrard et al. (2008) afirmam que o dano causado pelo consumo de álcool na
mucosa oral pode ser por ação direta, pela sua presença na corrente sanguínea ou de sua
atuação sobre outros sistemas.
O efeito simultâneo do álcool e do tabaco pode aumentar em até 100 vezes o risco
de se desenvolver um câncer bucal (BRENER et al., 2007). Estima-se que, o álcool e o
tabaco, principais fatores de risco para a doença já conhecidos, sejam responsáveis por
mais de 65% da incidência de tumores de boca e faringe (TOPORCOV et al., 2004). Noce e
Rebelo (2008) asseguram que o tabaco associado ao consumo de álcool aumenta ainda
mais o risco de surgimento do câncer de boca, laringe, esôfago, estômago, intestino, fígado
e pâncreas. Isso ocorre porque o cigarro e a bebida alcoólica possuem diversas substâncias
carcinogêneas.
É notório que o tabaco e o álcool têm efeitos deletérios não só na mucosa bucal, mas
em todo corpo humano. Todavia, não são esses os únicos fatores que desencadeiam as
lesões bucais. A dieta humana têm sofrido muitas mudanças ao longo da história, e isso
reflete diretamente no organismo de cada pessoa. Segundo Petti (2009), um baixo consumo
de frutas e vegetais pode desencadear diversas lesões na mucosa oral, especialmente os
cânceres orais, porém isso não ocorre de forma direta. Esse fato ocorre, pois uma dieta
deficiente de legumes e frutas é uma dieta deficiente em vitaminas, principalmente A, C e E,
que são antioxidantes e anticancerígenas. Com a falta destas substâncias, outros hábitos
como o uso de tabaco e álcool acabam sendo exacerbados na sua ação cancerígena.
Em um estudo no qual foi investigado o papel da dieta no câncer bucal (CB),
utilizando-se de dados do Município de São Paulo, foram avaliados 845 indivíduos. Os
5
resultados apontaram que a dieta tradicional do brasileiro, composta por arroz e feijão, além
do consumo de frutas, vegetais e quantidades moderadas de carnes, pode conferir proteção
para o CB, independente de fatores de risco reconhecidos, como o fumo e o consumo
alcoólico (LEITE et al., 2005).
A exposição solar sem proteção, também tem se mostrado como um fator de risco
para lesões de pele e mucosa, principalmente para o câncer. Segundo Neville et al. (2009),
a exposição ao sol pode ocasionar algumas lesões pré malignas, conhecidas como queilite
actínica. Essa patologia é comum em lábios e em indivíduos leucodermas e trabalhadores
que se expõem indevidamente ao sol. Para que não se torne um carcinoma, indica-se o uso
de bloqueadores solares labiais e faciais.
Vários estudos têm sugerido que o baixo nível socioeconômico (SES) está associado
a um maior risco de câncer oral, mas a associação com lesões pré-malignas orais ainda não
foi bem explorado. Uma pesquisa realizada por Hashibe et al. (2003) mostrou que indivíduos
com menos poder socioeconômico também tem um nível de escolaridade menor e
consequentemente um acesso reduzido a cuidados médicos e, portanto, dependem do
serviço público.
Os fatores virais envolvidos no processo de carcinogênese ainda são muito
discutidos. O papilomavírus humano (HPV) como um fator de risco para o carcinoma
espinocelular (CEC) ainda não está completamente estabelecido, porém tem sido muito
discutido por apresentar associações muito fortes. A ação deste vírus na carcinogênese
bucal em paralelo com genéticos e/ou outros fatores ambientais predisponentes tais como o
fumo e o álcool têm sido extensamente investigados (LEITE et al., 2005). Em um estudo
realizado por Vidal et al. (2004), com o intuito de abordar o HPV como um co-carcinógeno
para CB, analisou-se a presença do HPV em carcinomas orais de 40 pacientes. Das 40
amostras, apenas 2,5 % das lesões apresentaram relação de alto risco com o HPV,
comprovando-se a necessidade de mais estudos para relacionar este fator viral.
A higiene bucal deficiente proporciona nichos de acúmulo de micro-organismos. Esse
acúmulo ocasiona doenças como gengivite, periodontite, cárie e no caso de usuários de
próteses, uma infecção oportunista conhecida como Candida albicans. A candidíase é de
longe a infecção fúngica oral mais comum em humanos, podendo se apresentar de formas
diversas, o que, algumas vezes, dificulta o diagnóstico. De fato, a C. albicans pode ser um
componente da microflora oral normal, e 30% a 50% das pessoas simplesmente possuem o
micro-organismo na cavidade oral, sem evidência clínica de infecção (NEVILLE et al., 2009).
Em um estudo de demonstração de prevalência de lesões bucais, Martinelli et al.
(2011) comprovaram que as lesões bucais mais prevalentes são as de origem inflamatória,
sendo a hiperplasia fibrosa inflamatória a lesão mais frequente. Pacientes que fazem uso de
6
próteses as quais se encontram mal adaptadas e pacientes que apresentam espaços
desdentados são os mais propensos a desenvolver esse tipo de lesão bucal.
O cotidiano dos indivíduos tem mudado ao longo do tempo e essa mudança acarreta
em novos problemas no processo saúde/doença. Compreender esse processo é crucial
para que o cirurgião dentista possa desempenhar suas funções em relação ao
conhecimento e entendimento das lesões bucais e também na forma de abordar e/ou instruir
os pacientes que apresentam esse tipo de condição.
8. MATERIAIS E MÉTODOS
A pesquisa configura-se como um estudo epidemiológico analítico transversal que
será realizado no Hospital Beneficente Dr. César Santos no Município de Passo Fundo/RS.
Os pacientes avaliados serão os que procurarem atendimento no ambulatório do hospital,
no Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer de Boca e serão avaliados por
meio de um questionário (Anexo 1), no qual haverá perguntas referentes aos hábitos
alimentares e de higiene bucal, dados pessoais, poder socioeconômico, estresse,
escolaridade e cultura. As perguntas foram elaboradas com base nas perguntas de
pesquisas de saúde do SB Brasil 2010, Pesquisa Nacional de Saúde e pesquisas
socioeconômicas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep).
A amostra consiste em 150 questionários seguidos de um exame físico nos
pacientes que procurarem atendimento no ambulatório, entre os meses de outubro de 2015
a abril de 2016. Todos os pacientes que procurarem o serviço serão avaliados,
independente da presença ou não de lesão. Após responder ao questionário e assinar o
termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) os pacientes serão submetidos a um
exame físico que será realizado através de inspeção visual da cavidade bucal, no
ambulatório do hospital, por profissionais da área. Será avaliada a presença de lesões na
cavidade oral, as quais, se existentes, serão anotadas em um diagrama (Anexo 2). O
paciente que apresentar lesão bucal será instruído em relação à conduta a ser realizada.
Os dados coletados durante a aplicação do questionário e exame físico serão
tabulados em planilhas. Após, as informações serão analisadas no programa Microsoft
Excel 2013 por meio de análise estatística descritiva através do Teste de Pearson.
Este projeto de pesquisa será enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa da
Universidade de Passo Fundo, e serão coletadas as assinaturas dos pacientes que
aceitarem participar da pesquisa, através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,
para a liberação do estudo.
7
9. RESULTADOS PARCIAIS
Entre os meses de setembro de 2015 a fevereiro de 2016 foram entrevistados 71
pacientes que procuraram atendimento no Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce
de Câncer de Boca na Rede Municipal de Saúde de Passo Fundo, no HBCS. Do total de
pacientes entrevistados, 42 % eram homens e 58% eram mulheres.
A idade dos pacientes variou entre 07 e 76 anos, sendo que a prevalência foi de 27%
para pacientes entre 20 e 29 anos, seguido de 23% para pacientes entre 30 e 39 anos. Dos
pacientes entrevistados apenas 8% residiam na zona rural, o restante (92%) residiam na
zona urbana.
Quanto ao perfil socioeconômico, observou-se que a maioria dos pacientes
entrevistados não haviam completado o Ensino Fundamental (28%), seguido de 24 % que
tinham o Ensino Médio completo. Ainda no âmbito socioeconômico, constatou-se que 54%
exerciam algum tipo de trabalho remunerado, 38% não trabalham e 8% eram aposentados.
A renda mensal da maior parte dos entrevistados ficou em torno de um e dois salários
mínimos (35%).
Em relação ao uso de tabaco, 75 % dos entrevistados relataram não serem fumantes
e cerca de 13% são fumantes há mais de 15 anos. Quanto ao uso de álcool, 82% relataram
não ingerirem bebidas alcoólicas, seguido de 17% que dizem ingerir menos de um copo por
dia. A bebida mais prevalente entre os pacientes que faziam uso de bebidas alcoólicas foi a
cerveja (8%). Apenas 1 % dos entrevistados relatou ser usuário de drogas de uso nãomédico.
Quanto a alimentação, 58 % dos pacientes apresentam uma alimentação saudável,
constituída por proteínas, legumes e frutas. Contudo, cerca de 30% apresentam uma
alimentação mais rica em açúcar e carboidratos, configurando-se como uma alimentação
mais calórica e menos saudável.
Analisou-se que grande parte (23%) dos entrevistados não sabe se na sua família já
ocorreu algum caso de lesões de boca, contudo, a maioria (72%) diz que não houve
nenhum caso.
O chimarrão foi relatado como um hábito de cerca de 39% dos entrevistados,
entretanto, não foi a maioria, pois, 61% não tomam esta bebida. Entre os que tomam, 32 %
tem esse hábito a mais de 20 anos e ingerem no mínimo uma vez ao dia. Quanto a
exposição solar, a maioria dos pacientes dizem não se expor ao sol e também não usam
filtro sola (92%).
Quanto a higiene bucal, 90 % dos pacientes dizem escovar os dentes e/ou as
próteses 2 vezes ou mais por dia. A maior parte dos entrevistados não usam nenhum tipo de
prótese dentária (77%), seguido de 8% dos pacientes que usam próteses parciais
removíveis superiores e inferiores.
8
Dos 71 pacientes que responderam ao questionário, 53 (75%) não apresentaram
nenhum tipo de lesão na boca. Já os demais, 18 (25%), apresentaram algum tipo de lesão
associada a algum dos fatores de risco. Apenas um caso até o momento apresentou-se
como lesão maligna, com possível diagnóstico de câncer, contudo, aguarda-se o laudo
histopatológico para confirmação do diagnóstico.
Com os dados coletados até o momento, foi possível realizar esses resultados
parciais. A pesquisa segue em andamento e outras correlações serão feitas após o término
da pesquisa.
10. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
ATIVIDADES
2015
2016
M A M J J A S O N D J F M A M J J A
Elaboração do Protocolo de Pesquisa
x x
Revisão e atualização de literatura
x x x x x x x x x x x x x x x x x x
x x x x
CEP
Formulação
e
Aplicação
do
x x x x x x x
Questionário
Análise dos resultados
Redação de relatório e artigo científico
x x x x
x x
11. ORÇAMENTO
A pesquisa terá gastos referentes à impressão dos questionários e do termo de
consentimento livre e esclarecido, que será custeado pela acadêmica responsável pelo
projeto.
9
12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRENER, S.; JEUNON, F. A.; BARBOSA, A. A.; GRANDINETTI, H. A. M.; Carcinoma de
células escamosas bucal: uma revisão de literatura entre o perfil do paciente, estadiamento
clínico e tratamento proposto. Rev. Bras. Cancerol., v.53, p. 63-69, 2007.
CARRARD, V. C.; PIRES, A. S.; PAIVA, R. L.; CHAVES, A. C. M.; FILHO, M. S.; Álcool e
câncer bucal: considerações sobre os mecanismos relacionados. Revista Brasileira de
Cancerologia, v. 54, n. 1, p. 49 - 56, 2008.
GALLO, C.B.; MIMURA, M.A.M.; SUGAYA, N.N. Psychological stress and recurrent
aphthous stomatitis. Clinics, v. 64, n. 7, p. 645-648, 2009
HASHIBE,
M.;
JACOB,
B.
J.;
THOMAS,
G.;
RAMADAS,
K.;
MATHEW,
B.;
SANKARANARAYANAN, R.; ZHANG, Z. F.; Socioeconomic status, lifestyle factors and oral
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Instituto Nacional de câncer:
Disponível em: <http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/estimativa20122111.pdf>.
Acesso
em: 03 de abril de 2015.
IZIDORO, F. A.; IZIDORO, A. C. S. A.; SEMPREBOM, A. M.; STRAMANDINOLI, R. T.;
ÁVILA, L. F. C.; Estudo epidemiológico de lesões bucais no ambulatório de estomatologia do
hospital geral de Curitiba. Rev. Dens., v.15, p. 99-103, n.2, novembro/abril 2007.
LEITE, A. C. E.; GUERRA, E. N. S.; MELO, N. S.; Fatores de risco relacionados com o
desenvolvimento do câncer bucal: revisão. Rev. de Clín. Pesq. Odontol., v.1, n.3, p. 31-36,
jan/mar. 2005.
MARTINELLI, K.G.; VIEIRA, M.M.; BARROS, L.A.P.; MAIA, R.M.L.C. Análise retrospectiva
das lesões da região bucomaxilofacial do serviço de anatomia patológica bucal –
Odontologia / UFES. Rev. Bras. Pesq. Saúde, v. 13, p. 24-31, 2011.
MORESCO, F. C.; FILHO, M. R. N.; BALBINOT, M.; A. Levantamento Epidemiológico dos
Diagnósticos Histopatológicos da Disciplina de Estomatologia da Faculdade de Odontologia
da ULBRA-Canoas/RS. Stomatos, v.9, p. 23-29 n.17, jul./dez 2003.
10
NEVILLE, B. W.; DAMM, D. D.; ALLEN, C. M.; BOUQUOT, J. E. Patologia oral &
maxilofacial. 3° ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
NOCE, C.W.; REBELO, M.S. Avaliação da relação entre o tamanho do tumor e
características sociais em pacientes com carcinoma de células escamosas bucal. Rev. Bras.
Cancerol., v.54, p. 123-129, 2008.
PETTI, S. Lifestyle risk factors for oral cancer. Oral Ocongology, v.45, p. 340-350, 2009.
PRADO, B. N.; TREVISAN, S.; PASSARELLI, D. H. C. Estudo epidemiológico das lesões
bucais no período de 05 anos. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São
Paulo, v. 22, n.1, p. 19-24, jan-abril 2010.
SANTOS, R. A.; PORTUGAL, F. B.; FELIX J. D.; SANTOS, P. M. O.; SIQUEIRA, M. M.;
Avaliação epidemiológica de pacientes com câncer no trato aerodigestivo superior:
relevância
dos
fatores
de
risco
álcool
e
tabaco.
Disponível
em
<http://www.inca.gov.br/rbc/n_58/v01/pdf/05_artigo_avaliacao_epidemiologica_pacientes_ca
ncer_trato_aerodigestivo_superior_relevancia_fatores_risco_alcool_tabaco.pdf>
.
Acesso
em: 02 de abril de 2015.
TOPORCOV T. N.; ANTUNES J. L. F.; TAVARES M. R.; Fat food habitual intake and risk of
oral cancer. Oral Oncology, v.40, p. 925-931, 2004.
VIDAL, A.K.L.; CALDAS JÚNIOR, A.F.; MELLO, R.J.V.; BRANDÃO, V.R.A.; ROCHA, G.I.;
TAROMARU, E. HPV detection in oral carcinomas. J. Bras. Patol. Med. Lab., v. 40, p. 21-6,
2004.
XAVIER, J. C.; ANDRADE, S. C.; ARCOVERDE, C. A. L.; LUCENA, K. C. R.; CAVALCANTI,
U. D. N. T.; CARVALHO, A. A. T. Levantamento epidemiológico das lesões bucais
apresentadas por pacientes atendidos no Serviço de Estomatologia da Universidade Federal
de Pernambuco durante o período de janeiro de 2006 a julho de 2008. Int. J. Dent., v. 8, n.
3, p. 135-139, jul./set 2009.
11
13. ANEXOS
13.1. Anexo 1
Questionário
Data da coleta de dados: _____/______/_____
Nome do Paciente: ____________________________________________________
Nº_____ Telefone: ________________ Idade: ____ Profissão: __________________
1) Sua casa está localizada em:
( ) Zona rural ( ) Zona urbana ( ) Comunidade indígena
( ) Outros
2) Qual seu nível de escolaridade?
( ) Ens. Fund. Inc.
( ) Ens. Fund. Com. ( ) Ens. Med. Inc. ( ) Ens. Med. Com.
( )Ens. Sup. Inc.
( ) Ens. Sup. Com.
( ) Não estudou
3) Qual seu salário mensal?
( ) Menos de um salário mínimo
( ) Um salário mínimo ( ) Entre um e dois salários
mínimos
( ) Entre dois e três salários mínimos ( ) Mais de três salários mínimos ( ) Não é
assalariado
4) Quantas horas semanais o (a) senhor (a) trabalha?
( ) Sem jornada fixa, até 10 horas semanais. ( ) De 11 a 20 horas semanais.
( ) De 21 a 30 horas semanais.
( ) De 31 a 40 horas semanais.
( ) Mais de 40 horas semanais
( ) Não trabalho
5) Na sua família, existe histórico de lesão bucal? Se sim, sabe qual lesão?
( ) Não ( ) Não sei
( ) Sim, não sei qual lesão. ( ) Sim, ________________
6) O (A) senhor (a) fuma? Se sim há quanto tempo?
( ) Não ( ) Sim, há menos de 1 ano ( ) Sim, entre 1 a 5 anos ( ) Parou há ______.
( ) Sim, entre 5 e 10 anos
( ) Sim, entre 10 a 15 anos ( ) Sim, mais de 15 anos
7) Quantos cigarros por dia? OBS.: Considerando que um maço tem 20 cigarros.
( ) 1 a 14 cigarros
( ) 15 a 24 cigarros ( ) 25 ou mais cigarros ( ) Não se aplica
12
8) O (A) senhor (a) faz uso de bebida alcoólica?
( ) Não ( ) Sim, menos de 1 copo por dia
( )Sim, mais de 1 copo por dia
( ) Cerveja
( ) Sim, 1 copo por dia
( ) Chope
( ) Vinho
( ) Destilados ( Uísque, vodca, cachaça)
9) Se sim, há quanto tempo?
( ) Há menos de 1 ano ( )Entre 1 a 5 anos
( ) Entre 10 a 15 anos
( ) Mais de 15 anos
( ) Entre 5 e 10 anos
( ) Não se aplica
10) O (A) senhor (a) faz uso de drogas não médicas? Se sim, qual:
( ) Não
( ) Sim. Qual? ___________________ ( )
Usava. Qual? __________
11) Como é sua alimentação? (Essa pergunta poderá ter mais de uma resposta)
( ) Proteínas
( ) Legumes
( ) Carboidratos
( ) Frutas ( ) Frituras
( ) Açúcares
12) O (A) senhor (a) tem o costume de tomar chimarrão?
( ) Não
( ) Sim. Há quanto tempo? __________
Com que frequência? _________
13) O (A) senhor (a) se expõem por longos períodos de tempo ao sol? (B) Usa filtro solar
nos lábios?
A( ) Sim
A ( ) Não
B( ) Sim B ( ) Não
14) O (A) senhor (a) usa algum tipo de prótese dentária? (Poderá haver mais de uma
resposta!)
( ) Não ( ) Sim, prótese dentária total superior ( ) Sim, prótese dentária total inferior
( ) Sim, PPR superior ( ) Sim, PPR inferior ( ) Prótese Fixa Há quanto tempo? ___
15) Com que frequência o (a) senhor (a) escova os dentes/ prótese?
( ) Nunca escovo os dentes ( )Não escovo todos os dias ( )1 vez por dia
( ) 2 ou mais vezes por dia
16) Quando o (a) senhor (a) consultou um dentista pela última vez?
( ) Há menos de 1 ano
( ) Entre 1 ano e menos de 2 anos
( ) Entre 2 anos e menos de 3 anos ( ) 3 anos ou mais ( ) Nunca consultou
( ) Não lembra
13
13.2. Anexo 2
Diagrama
Lesões Encontradas
Lesão 1
Local:__________________________________ Forma:_____________________
Tamanho:_______________________________ Cor:___________________________
Outros:___________________________________________________________
Hipótese diagnóstica:___________________________________________________
Lesão 2
Local:__________________________________ Forma:_____________________
Tamanho:_______________________________ Cor:___________________________
Outros:___________________________________________________________
Hipótese diagnóstica:___________________________________________________
Conduta:__________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
14
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